Vadiagem Voadora - Rota Fria Transmontana - Fev. ‘18 > 10 a 13

rui henrique @ bicicleta voadora

Publicado em 31/01/2018 às 16:58

Temas: Amigos viagens


A Bicicleta Voadora e Vadiagem Outdoor unem-se e desafiam  quem quiser participar num passeio de de bicicleta em autonomia por terras transmontanas, mais concretamente por aquele que é o mais remoto parque naural em Portugal, o Parque Natural de Montesinho. Não deixaremos também de subir à serra da Nogueira, refúgio importante para algumas espécies, como o lobo e onde se conseguem encontrar ainda extensos carvalhais. 

Com espírito de aventura queremos descobrir o território, as gentes e as tradições de um local que para nós ainda permanece muito desconhecido.

Aproveitamos os 4 dias de fim de semana de Carnaval e disponibilizamos 3 sugestões de percurso por dia, com 3 níveis de dificuldade, adaptado ao perfil de cada um. Desafiamos cada um a organizar a sua própria viagem e para facilitar esta ideia as etapas foram pensadas em terminar em locais onde existem várias soluções logísticas. Os tracks GPS serão disponíveis em breve.

Vemo-nos por lá e vamos fazer com que os lobos de trás-os-montes se oiçam em Lisboa.


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PROGRAMA BASE:
(sujeito a alterações)

 
dia 0 (9 fev - Sexta)
Viagem até Bragança

dia 1 (10 fev - Sábado)
Bragança > Vinhais
encontro Bragança: 8H da manhã_ Largo da Sé_41°48'21.6"N 6°45'23.9"W
opção A: 86.02 km | Total climb 2,099 m | Total descent 2,119 m
opção B: 58.47 km | Total climb 1,500 m | Total descent 1,520 m
opção C: 39.71 km | Total climb 842 m | Total descent 862 m

dia 2 (11 fev - Domingo)
Vinhais > Moimenta
opção A: 109.40 km | Total climb 2,500 m | Total descent 2,272 m
opção B: 66.08 km | Total climb 1,807 m | Total descent 1,580 m
opção C: 35.19 km | Total climb 922 m | Total descent 695 m

dia 3 (12 fev - Segunda)
Moimenta > Bragança
opção A: 99.77 km | Total climb 2,096 m | Total descent 2,308 m
opção B: 63.10 km | Total climb 1,244 m | Total descent 1,457 m
opção C: 39.02 km | Total climb 718 m | Total descent 932 m

dia 4 (13 fev - Terça Feira de Carnaval)

-
Bragança > Casa
 

Ao final da tarde (Aveiro)

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 30/01/2018 às 12:09

Temas: Uncategorized Aveiro bicicleta Cycle Chic girl

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Sobreposição

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 25/01/2018 às 8:30

Temas: Uncategorized bicicleta ciclovia Cycle Chic Duque D'Avila Lisboa

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Passeio do Tejo

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 24/01/2018 às 13:21

Temas: Uncategorized bicicleta Cycle Chic Lisboa Parque das Nações tejo

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A atravessar

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 23/01/2018 às 8:30

Temas: Uncategorized bicicleta Campo Pequeno Cycle Chic girl Lisboa

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James, from Australia

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 17/01/2018 às 10:22

Temas: Uncategorized Algés Australia bicicleta Cycle Chic

Será que os estrangeiros a residir em Portugal encaram as adversidades do nosso país da mesma maneira que nós? No que diz respeito à bicicleta, a resposta é claramente “não”. Não tenho nenhum estudo sobre o assunto, mas a percepção que tenho é de que a percentagem de estrageiros a viver por cá que escolhe a bicicleta como meio de transporte, é francamente superior à percentagem de Portugueses que se desloca deste modo. As colinas não são um problema, o clima não é um problema… sim, em geral queixam-se da falta de infraestruturas, mas isso também não parece ser um problema para muitos deles! Sem dúvida que é mais uma questão cultural e de predisposição mental.

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Conheci o James ontem, num contexto completamente fora do “meio das bicicletas”… e lá vinha ele de bicicleta. Está agora de partida, ao fim de um ano e meio no nosso país. Godspeed James!

 

Mulheres de bike pelo mundo

Ana Pereira @ Viagens a Pedal

Publicado em 9/12/2017 às 18:12

Temas: Grandes viagens Viajantes vídeos América do Sul cicloturismo mulheres

As Warmifonias – Transformaciones a ritmo de pedal, que descobri neste vídeo via Bike é Legal, são um grupo de 4 mulheres de bike pelo mundo, Sofía, Genevieve, Daniela e outra Sofía, do Equador. Estão a fazer uma viagem pela América Latina, em bicicleta. O objectivo delas era identificar mulheres que tivessem projectos com impacto positivo na […]
 

Doing 48mph / 77km/h on a bike without any pedalling!

Unknown @ Bicycling2012

Publicado em 28/11/2017 às 17:39

Temas: bacchetta giro 20 adroit bicicleta reclinada fast descent



 

Um pulinho à Bélgica

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 29/10/2017 às 19:00

Temas: brugge bruxelas bélgica gent

Fomos numas mini-férias à Bélgica onde visitámos a correr Bruxelas, Brugge (Bruges) e Gent.

A Bélgica é um país que se calhar tem má fama turística e por muitos apelidada do "penico da europa" - disseram-me lá que chove mais que em Londres - mas é imerecido pois é um país muito bonito com cidades lindas e acima de tudo gente simpática (muito mais que os franciús!).

Há bicicletas por todo o lado, quer na grande metrópole (onde só andámos pelo centro) quer nas "cidadezitas" de Brugge e de Gent, mesmo com um clima onde está sempre a chover parece que nada os demove de se locomoverem de forma rápida em duas rodas...

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Existem vários modelos de sistema de bicicletas partilhadas, sendo que as dockless eram um pouco anárquicas e estavam em locais inusitados o que pode causar alguns transtornos.

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Em termos de comida fiquei deveras surpreendido, mas as coisas são bem mais carotes que cá no nosso burgo... e o pão de lá é muito bom, tomámos o pequeno-almoço numa rede de padarias que tem pão com massa-mãe e farinha bio!

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As cervejas são famosas e com razão, muitas delas são mesmo muito boas, mas algumas não valem a fama e o guito que custam!

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E porque é que as cidades tem tanta gente a andar de bicicleta? Porque é que as pessoas preferem ir de bicicleta à chuva que ir de carros? São maluquinhos?!
Não... a razão é que se criam boas condições para se andar de bicicleta, e os obstáculos são reduzidos ou inexistentes...

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Por exemplo, esta era a antiga artéria principal no centro de Bruxelas...

https://www.google.pt/maps/@50.84975,4.351059,3a,75y,214.93h,92.43t/data=!3m6!1e1!3m4!1sS6N2h03_1atTnD2wk1l2aw!2e0!7i13312!8i6656

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e agora está bloqueada a transito automóvel e tem muito mais vida nas ruas!

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Viam-se muitas Bromptons nas ruas, e eram mesmo muitas pois eu notei no meio de tanta bicicleta que eram as mais usadas em termos de dobráveis... depois entendi que se calhar era porque as pessoas conciliam muito a bicicleta e o transporte público, seja metro, bus ou comboio! Olha ali uma encaixadinha entre os bancos...

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Mas de tudo o de bom que aconteceu nestas mini-férias o episódio mais giro foi este:

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What are the odds?! Unbelievable! :)

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Vale a pena! Ide e rolai pelo mundo...
 

O efeito moralizante da ciclovia bi-direccional na Avenida da República

@ Bicicleta na Cidade

Publicado em 21/10/2017 às 16:56

Temas: Bicicultura Notícias e Reportagens

Numa avenida larga, a vantagem de concentrar os ciclistas num único canal está em aumentar a sensação de fluxo constante de bicicletas, que de outro modo estariam dispersas pelos 60 metros que separam as fachadas nascente e poente da Avenida da República.

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Caso restassem dúvidas da existência de ciclistas a circular em dias úteis e a horas de ponta na cidade de Lisboa, argumento que foi ensaiado recentemente por um partido político, a nova ciclovia da Avenida da República veio ajudar a dissipá-las. É consensual entre especialistas em mobilidade suave a ideia de que a construção de vias para bicicletas contribui decisivamente para o aumento do número de ciclistas, o que é corroborado pelos números registados antes e depois de obras feitas em várias cidades do mundo.

No entanto, esse aumento dependerá ainda de factores complementares como são a continuidade e interligação da ciclovia, a qualidade da construção da mesma e, por fim mas não em último, a mais-valia que a nova via traz às alternativas previamente existentes. É sobre este último ponto que a seguir se discorre, pois é esse um dos sucessos já revelados da nova ciclovia da República.

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) tem optado quase exclusivamente pela construção de um tipo de ciclovia, a chamada bi-direccional, que concentra no mesmo canal os dois sentidos de trânsito. O projecto inicial da CML para a Avenida da República incluía, na verdade, duas ciclovias uni-direccionais situadas juntos às antigas vias laterais da avenida, o que seria uma novidade. No entanto, a pressão dos moradores para que se mantivessem lugares de estacionamento automóvel, expressa em consulta pública, levou à revisão do projecto e à eliminação da ciclovia nascente, sentido sul-norte, concentrando os dois sentidos na ciclovia poente.

Esta opção poderá ter sido a melhor resposta às críticas que se têm ouvido sobre a baixa utilização das ciclovias ou o reduzido número de ciclistas que, alega-se, não justifica o investimento feito. É justamente o contrário que acontece – se as constróis, eles aparecem.

Criou-se a ciclovia, foram (quase) todos para lá.

A intervenção na avenida incluiu também a reconversão e alargamento dos passeios e a eliminação da continuidade das vias laterais, onde antes circulava a maioria dos ciclistas juntamente com o trânsito automóvel. Ao fazê-lo, os ciclistas deixaram de poder contar com o espaço a que recorriam antes da obra e viram-se obrigados a circular na nova ciclovia para atravessar a totalidade da avenida, sem drásticas interrupções na via.

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Assim, tanto do lado nascente como poente, a ciclovia tornou-se “forçosamente” o canal mais interessante para os ciclistas, uma vez que as alternativas não são tão confortáveis. Além de eliminada a continuidade das vias laterais, estas estão agora menos largas e não permitem ultrapassagens carro-bicicleta com uma distância segura. O sucesso da nova ciclovia depende em parte deste factor – eliminar as redundâncias tornando as alternativas significativamente menos apelativas para os ciclistas.

Antes desta obra, as avenidas que ladeiam paralelamente a da República, a 5 de Outubro e a Defensores de Chaves, poderiam até ser boas alternativas ao eixo central nalguns percursos e para alguns ciclistas. Com a alteração dos padrões de conforto agora introduzidos na Avenida da República, é expectável que esta atraia algum do tráfego ciclável das avenidas adjacentes.

Tudo somado, são muitas as bicicletas que já se contam na via inaugurada há apenas um mês.

A percepção é boa. E os números?

Esta semana, na quarta-feira dia 22 de Fevereiro, foi feita uma contagem e recolhidas imagens entre as 8h30 e as 10h30 da manhã no cruzamento das ciclovias da Avenida Duque d’Avila e Avenida da República – provavelmente o primeiro cruzamento relevante deste tipo de vias em Lisboa. Nessas duas horas foram contados 174 ciclistas, entre homens e mulheres.


No vídeo publicado é perceptível um maior número de ciclistas a circular na Avenida da República do que na Duque d’Ávila, sobretudo no sentido norte-sul, o que é coerente com o movimento periferia-centro que ocorre no período de ponta matinal. Isto significa, como aliás as imagens o ilustram, que se trata na sua grande maioria de ciclistas em rota para o trabalho e não em lazer. As bicicletas que se vêem são variadas, entre citadinas e modelos mais desportivos. Há ainda dois skaters, um monociclo eléctrico e alguns pais com crianças.

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Entre as 8h30 e as 9h30 foram contados 96 ciclistas, lê-se na descrição do vídeo, e os restantes 78 no período das 9h30 às 10h30. Não seria necessário contá-los para constatar que se vêem mais bicicletas agora a passar na Avenida da República, talvez fruto dessa maior concentração de ciclistas que antes circulavam dispersos pelas antigas laterais e avenidas contíguas. Mas contar ciclistas é fundamental e deve ser uma prioridade de todos os interessados em promover a mobilidade em bicicleta.

A CML tem responsabilidades e poderes acrescidos para poder encetar um programa de contagens pelas ruas e ciclovias da cidade e será actualmente o órgão mais interessado em mostrar os resultados (positivos, é certo) da sua obra. Esses dados devem ser públicos e serão, seguramente, a melhor resposta às críticas pouco fundamentadas ao investimento na rede de ciclovias que se têm feito ouvir.

Obrigado à Rosa Félix, autora do vídeo.
 
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