Sempre a atrapalhar...

@ Eu e as minhas bicicletas | 20/02/2017 às 18:23

Temas: [ bicicultura ]

"Ópá, raios destas bicicletes sempre a atrapalhar, anda aqui uma pessoa a querer ir trabalhar ou para casa e estas lesmas sempre a empatar... até os autocarros eles atrapalha... e passam vermelhos e o camandro!"

NOT!!!


Cada latinha leva apenas o seu condutor, o autocarro ia cheio de miudos da faculdade e já devia estar ali há algum tempo a tentar entrar...

Mas o esquisito sou eu?
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Para a escola, de bicla!

@ Braga Ciclável | 18/02/2017 às 17:18

Temas: [ Opinião ] [ 31 de Janeiro ] [ acalmia ] [ alunos ] [ andar de bicicleta ] [ bicicultura ] [ ciclovia ] [ Ciclovias ] [ crianças ] [ educação ] [ Escola ] [ escolas ] [ estudantes ] [ jovens ] [ Mobilidade ] [ Modos Suaves ] [ velocidade ]

Levar os filhos à escola de bicicleta não é muito comum em Braga. É tão pouco habitual que infelizmente é raro encontrarmos bicicletas estacionadas nas escolas do ensino básico ou secundário. Se soubermos que no concelho da Murtosa cerca de 90% da população escolar se desloca neste meio de transporte percebemos quão diferentes podíamos ser em Braga.

E a culpa não é dos mais novos. É nossa, dos educadores, porque os enfiamos dentro de um carro para fazer, muitas vezes, percursos ridículos. E nem sequer paramos para pensar, tentando fazer de outra forma. Em vez de desistirmos logo por nos lembrarmos dos casos extremos – de quem não consegue ir de bicicleta ou de quem tem de circular numa estrada nacional perigosa ou de quando chove – foquemo-nos na rotina que corresponde à da maioria das pessoas num dia sem chuva (e são mais de 200 dias sem chuva por ano em Braga). Como é o seu percurso?

No meu caso, de casa à escola são 960 metros a pé. De bicicleta o percurso é ligeiramente mais extenso porque optamos por outro mais cómodo e seguro. A verdade é que de bicicleta sentimos que a cidade é muito mais curta e por isso temos uma grande liberdade de escolher entre percursos. Principalmente no regresso a casa, em que há menos pressa.

Nem a cidade nem a escola têm as condições ótimas para os pequenos ciclistas mas isso não é um problema. Circula-se com cuidado e prende-se a bicicleta e o capacete na entrada da escola. Levar um filho de bicicleta à escola não implica necessariamente que o adulto também vá de bicicleta. Não é difícil acompanhar a pé uma criança de bicicleta.

Ao levarmos os nossos filhos de bicicleta estamos a ensinar-lhes muitas coisas: a orientarem-se na cidade, ganhando noção das distâncias; a estarem atentos ao que acontece à sua volta; a perceberem quanto ruído e poluição fazem os carros; a constatarem que em meio urbano a bicicleta é o transporte mais rápido e versátil. Além claro, do exercício físico, num país em que uma em cada três crianças tem excesso de peso. E estamos também a mostrar à Câmara Municipal que há imenso para fazer e para melhorar neste concelho, tão longe dos mínimos europeus nas questões da mobilidade.

No meu caso, o resultado é muito curioso: já não faço a mínima ideia de quantas vezes este ano letivo fomos de bicicleta – ou a pé – mas lembro-me perfeitamente das duas únicas vezes que tive de levar o carro. E, claro, que criança é que não fica contente – e muito orgulhosa – de ir e voltar para a escola a conduzir a sua bicicleta?


(Artigo originalmente publicado na edição de 18/02/2017 do Diário do Minho)

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só porque sim

@ na bicicleta | 17/02/2017 às 16:17

Temas: [ o ciclo perfeiro ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ bike to home ] [ ciclismo urbano ] [ ciclistas urbanos do Porto ] [ devaneios a pedais ] [ fotopedaladas ] [ iNBiCLA ] [ mar ] [ motivação ] [ o sol ] [ outras coisas ] [ Tripas ]

Pedalar é muito mais do que exercício para mim. É um meio. É um fim. É tempo útil para vaguear e meditar ou, bem, apenas tempo para estar longe do computador, do serviço e da balbúrdia. É relaxar e rivalizar com o vento, como uma gaivota. É uma vaga ideia de terapêutica, triplicando a distância a um ritmo vagaroso, só porque sim. Transfigurar uma das minhas bicicletas numa espécie de placebo para os meus achaques. Aviar a receita de uma pequena dose de acção rápida! É tiro e queda…

after-work

noc, noc, madeira, madeira… só porque sim!

Um Bom fim de semana


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assim, a modos que…

@ na bicicleta | 16/02/2017 às 13:04

Temas: [ o ciclo perfeiro ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ bike to work ] [ ciclismo urbano ] [ ciclistas urbanos do Porto ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ penso eu de que... ]

Às sete e quarenta e cinco dou-lhe a mão, juntos descemos no elevador, abro-lhe a porta do prédio e fico a ouvir a passarada, respirando o ar fresco e pensando nos prazeres de estar na bicicleta, girando as pernas ao ritmo do meu próprio vapor. Às oito e pico, ao ligar o computador ou quando bebo um café, parece-me estranho, suponho, estar sistematicamente a responder que “sim, vim a pedalar!”. Para quem acordou às seis da matina e se arrastou para fora da cama, desceu as escadas e saiu pela garagem sem sentir a temperatura gélida na cara nem ouvir o som do vento, perscrutar pelas janelas do carro um ciclista a ultrapassá-lo, deveria invejar a sensação fantástica e boa disposição com que chego para trabalhar. “Então e o doutor, só chegou agora!?”, devolvo com um bom dia. Mesmo que aligeirada e rotineira, a pedalada matinal é uma sensação maravilhosa. Frases do tipo, “fazes tu muito bem” ou “gostaria de ter essa sorte” são conversas a que vou estando habituado…

kit vespertinoTêm sido dias de bastante chuva, e agora que a luz do sol invadiu definitivamente estas manhãs de Fevereiro há que aproveitar para secar as húmidades.


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Morreu a Velo Vision. Viva a Velo Vision!

@ Cenas a Pedal | 15/02/2017 às 8:35

Temas: [ Human powered ] [ Imagens ] [ Indústria e Consumidor ] [ Lifestyle e Cultura ] [ necessidades especiais ] [ Notícias ] [ Pedelecs e e-bikes ] [ Pessoas ] [ Publicações e recursos ] [ Testes e Reviews ] [ Web e outros Media ] [ bicicultura ] [ Notícias CaP ] [ revistas ]

A revista britânica Velo Vision foi, em 2005/2006, um dos fortes catalisadores para a nossa entrada no mundo da bicicleta como ferramenta de transporte, lazer e diversão.

Num simples conjunto de folhas ilustradas com vívidas fotografias e detalhadas descrições de bicicletas e triciclos menos habituais por Portugal, descobrimos um mundo de veículos movidos a pedal que até ali desconhecíamos.

Peter Eland, criador da revista em 2000, decidiu ao fim de 15 anos e 48 edições, passar o testemunho a outra pessoa. E foi em 2015 que esta passou para as mãos de Howard Yeomans. Howard já tinha escrito vários artigos para edições publicadas por Peter, e publicou nesses últimos 2 anos mais 4 edições.

Foi com tristeza que recebemos há umas semanas o anúncio que a produção da Velo Vision iria terminar.

Embora este fim signifique que o estado atual do mundo das [bi/tri/etc]cicletas utilitárias e fora do comum deixe de ser cristalizado 2 vezes por ano em forma impressa, e que deixaremos de poder ficar em pulgas para ler a reportagem anual com as novidades da SPEZI, temos confiança que outros canais de divulgação ocuparão o lugar deixado pela Velo Vision.

Como gostaríamos de poder contagiar-vos e inspirar-vos tal como nos aconteceu, pedimos ao Howard a possibilidade de partilhar online, gratuitamente, todas as edições da revista em formato digital (PDF). Assim, podem aceder neste arquivo aos 52 números da revista Velo Vision.

Podemos também anunciar que esperamos conseguir colmatar este ano a falta de reportagem da SPEZI, fazendo-a o mais em direto possível, caso as condições técnicas estejam asseguradas. Por isso, se alguém souber de uma forma de ter um acesso à Internet em roaming, rápido e sem limites muito reduzidos, agradecemos desde já qualquer sugestão.

Por isso, lamentamos que a Velo Vision não continue, mas celebramos a sua existência, e aquilo que proporcionou e proporciona aos seus leitores.

Viva a Velo Vision!

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fotocycle [203] reunião de condomínio

@ na bicicleta | 14/02/2017 às 15:20

Temas: [ fotocycle ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ bike to home ] [ bike to work ] [ ciclismo urbano ] [ fotografia ] [ iNBiCLA ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ Parque da Cidade ] [ Porto ] [ Tripas ]

O comodismo de usar a bicicleta como meio de transporte, do trabalho para casa, permite-me a liberdade de passear, parar em qualquer lugar, desfrutar deste oásis de natureza no meio da cidade, e fazer parte do ambiente, do silêncio e da cacofonia dos inquilinos patudos. Aproveito cada momento.

reuniao-de-condominio


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as crianças de hoje não vivem melhor do que eu vivi

@ na bicicleta | 13/02/2017 às 13:03

Temas: [ o ciclo perfeiro ] [ bicicultura ] [ bons exemplos ] [ coisas que leio ] [ crianças e bicicletas ] [ EducaBicla ] [ espalhando os bons exemplos ] [ Guimarães ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ noticia ] [ opinião ] [ outras coisas ] [ penso eu de que... ]

noticia-educa-bicla

Li esta notícia (clicar no link para ler) que para mim, infelizmente, não foi nenhuma surpresa e leva-me a uma série de questões.

O menino vive à frente da televisão, do computador e da playstation. Do telemóvel ou do tablet, vai dar ao mesmo! O sedentarismo toma conta das crianças e dos adolescentes. Passam o dia inteiro em frente dessas coisas, não se mexem, não brincam na rua, não fazem desporto, não pedalam… Será esta uma geração preguiça? Não creio, mas a culpa pela falta de incentivo é dos pais.

Crescemos a aprender e a experimentar. Sabemos o que é brincar na rua, fizemos amizades num piscar de olhos, com brincadeiras e acrobacias que deixavam as nossas mães loucas com nossas peripécias, saíamos a pedalar feito loucos à volta do bairro… Sabemos tudo isso e não nos esforçamos para passar esse histórico aos nossos filhos!

Ok, vivemos outros tempos. A rua não é segura e eles não estão minimamente interessados em ouvir histórinhas de como era no nosso tempo. A época de hoje não é melhor que a de ontem, mas a oferta de tanta distracção dentro de casa é um pretexto para os pais não ensinarem os filhos, para o menino não se magoar, para o menino não se cansar, para o menino não se sujar, para o menino não dar trabalho! Se eles não fossem obrigados a ir às aulas os papás não teriam o trabalho de os conduzir até à porta da escola!?

Admito que é arrojado para as crianças pequenas andar de bicicleta no dia-a-dia. Não estamos acostumados com a cultura da bicicleta, ok, mas, para tudo, tem de haver vontade e disponibilidade. Temos a questão cultural que atrapalha, todos queremos carros cada vez maiores e mais potentes. E a situação fica ainda pior porque falta planeamento urbano e tudo é construído para dar mais espaço aos carros e nada de construir vias para os ciclistas. Então é preciso também criar vontade nas crianças, a aprender, a andar de bicicleta e se divertir. A possibilidade saudável da bicicleta ser o meio ideal de transporte para a escola, a Escola pode ser também um elemento fundamental nessa aprendizagem. A inactividade física aliada a hábitos impostos pela sociedade de consumo deixa as novas gerações exposta a problemas de saúde de vária ordem. As crianças devem ser estimuladas a fazer actividade física e a bicicleta é um meio para driblar o sedentarismo.

Fico contente ao saber que há quem percebeu este problema e desenvolva projectos  de incentivo … (clicar no link para ler)

…”De realçar que este projecto contribuiu já para Guimarães ser escolhida como anfitriã do Encontro Nacional de Grupos Promotores da Mobilidade Urbana em Bicicleta. O projecto EducaBicla é ainda candidato ao Green Project Awars 2017.”

Fantástico. Parabéns.

 


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can’t miss [171] veja.abril.com.br

@ na bicicleta | 10/02/2017 às 9:00

Temas: [ can't miss it ] [ bicicultura ] [ ciclistas no mundo ] [ cicloturismo ] [ coisas que leio ] [ estates ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ testemunho ]

Aos 78 anos, americana já viajou 16.000 km de bicicleta

“Ethel MacDonald começou a pedalar depois de se aposentar e agora viaja pelo mundo, pesquisando na internet a próxima hospedagem

A rotina da americana Ethel MacDonald, aposentada de 78 anos, está longe de ser pacata. Depois de se aposentar como professora de francês, há 14 anos, a idosa decidiu conhecer o mundo de bicicleta.

Desde que começou a praticar o ciclismo, já foram 16.000 quilômetros percorridos em estradas pela Europa e pelos Estados Unidos. “É como me sentir minha própria chefe”, disse Ethel à emissora CNN. “Eu gosto de fazer o que quero sem ter que esperar outra pessoa ficar pronta”, comentou a bisavó.

A idade de Ethel não a impede de pedalar, nem de viver aventuras em suas viagens. A aposentada não fica em hotéis e prefere encontrar lugares para dormir através de sites para mochileiros, como Warm Showers e Couchsurfing. “Economiza dinheiro, mas acima disso o real valor é quem você conhece, a inspiração que tira dos outros, as memórias e as conexões”, contou.”…

(Ler artigo completo em: http://veja.abril.com.br/blog/headlines/aos-78-anos-americana-ja-viajou-16-000-km-de-bicicleta/)


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A bicicleta é para as 4 estações

@ Cenas a Pedal | 8/02/2017 às 17:17

Temas: [ Lifestyle e Cultura ] [ Tutoriais ] [ Videos ] [ bicicultura ] [ chuva ] [ dicas ] [ frio ] [ Inverno ]

Andar de bicicleta no Inverno, em Portugal, não é para todos, é só para quem sabe. Para quem sabe que a bicicleta continua a dar o mesmo gozo, a mesma flexibilidade e a mesma rapidez às nossas deslocações quotidianas. Se é daqueles que arruma a bicicleta mal antecipa os primeiros chuviscos ou sente a temperatura abaixo dos 20 ºC, continue a ler.

Lidar com (e aproveitar) o frio

O frio é um aliado do uso da bicicleta, e a bicicleta é um aliado do combate ao frio. Pedalar mantém-nos quentes, e o frio impede-nos de transpirar sequer. É perfeito!

Ir de bicicleta nos dias frios, em vez de nos enfiarmos dentro de um carro, ajuda-nos a chegar ao destino mais despertos, estimula a nossa imunidade natural, combate a vaso-constrição sanguínea provocada pelas baixas temperaturas, garante-nos algum sol no dia-a-dia (essencial para a vitamina D e para regular o nosso humor) e mantém-nos longe de ambientes propícios ao contágio de gripes e afins. Mantendo-se todas as outras vantagens que já conhecemos e que temos ao pedalar no Verão.

Para a experiência ser positiva é essencial sabermos vestir-nos para a ocasião, e há duas regras:

  1. optar por várias camadas finas em vez de só duas ou três grossas, e
  2. arrancar equipado a pensar não no minuto zero mas no minuto 4 ou 5 em diante.

Com isto conseguimos manter-nos sempre confortáveis no início, durante e após a pedalada, pois é fácil e rápido ajustar as camadas à situação. De resto, particular atenção aos pés, mãos e cabeça – meias quentes (ou camadas delas), luvas oferecem conforto e asseguram que os nossos dedos funcionam como deve ser em caso de necessidade de travagem, e um gorro e/ou um tubular mantêm-nos confortáveis. Para proteger a pele do vento frio, além do tubular, é boa ideia aplicar um creme ou óleo no rosto antes de sair. Da mesma forma, uns óculos aumentam o conforto (evitam o lacrimejar causado pelo vento frio).

Finalmente, em Portugal as temperaturas são bastante amenas, pelo que mesmo no Inverno o frio não nos estraga a experiência (desde que tenhamos tido os cuidados acima referidos).

Aceitar a chuva (sem nos molharmos)

No Inverno a chuva complica todas as formas de transporte, e o maior recurso ao automóvel agrava os congestionamentos. Face ao carro, a bicicleta é muitas vezes porta-a-porta(não andamos a pé com o guarda-chuva), e de tempos de viagem quase constantes (não ficamos presos no congestionamento), tornando-se ainda mais competitiva.

A chuva não impede de chegarmos onde temos que chegar, por vezes mais secos até do que se fôssemos de carro, e a horas. Não há mau tempo, só mau equipamento!

Para estarmos seguros de que chegaremos secos e apresentáveis basta termos equipamento adequado. Na verdade, muitas vezes não o chegamos a usar, basta aguardar 5 minutos e já a chuva parou. Mas para não estarmos dependentes disso e garantirmos fiabilidade à bicicleta como opção principal de transporte, o equipamento – adequado e sempre à mão – é essencial.

A oferta de vestuário é diversificada e as preferências e contextos pessoais levarão a escolhas diferentes de pessoa para pessoa. O que interessa frisar é que há soluções para nos cobrir dos pés à cabeça e proporcionar uma viagem confortável, mantendo-nos impecavelmente secos. Hoje em dia já há oferta de vestuário para a chuva pensado para uma utilização urbana quotidiana, ou seja, mais discretos e com um aspecto de roupa do dia-a-dia, inclusive modelos desenhados especificamente para mulheres.


Georgia In Dublin rainwear collection from 1 minute 40 on Vimeo.

Da mesma forma, há capas impermeáveis para o selim (para não voltarmos para um selim molhado) e sacos para a bicicleta totalmente impermeáveis, mantendo a nossa bagagem seca e segura.

O conselho das várias camadas finas, aplicáveis ao frio, aplicam-se também com chuva. É preferível ter impermeáveis fininhos e ajustar o conforto térmico com as camadas de roupa normal, do que ter um impermeável quente que não dê para regular – começamos a suar e ficamos molhados, mas não da chuva, principalmente se comprámos coisas “não-respiráveis”. Vale a pena investir logo em bom equipamento, sai mais barato!

Finalmente, é normal que leve algum tempo até descobrirmos a combinação ideal para nós. É importante não desistir à primeira e ir experimentando diferentes soluções e diferentes combinações até encontrarmos aquela que funciona para nós.

É importante pendurar os impermeáveis molhados quando chegamos ao destino, não só porque eles não devem ser guardados molhados durante muito tempo, mas também porque os queremos o mais secos possível para quando voltarmos a sair.

E claro, antes de mais, precisamos de “vestir” a bicicleta se ela não veio já equipada: pára-lamas e uma protecção de corrente são essenciais para não nos sujarmos. A escolha de pneus para o Inverno também pode ser diferente.

De notar que a roupa impermeável não nos protege apenas da chuva, também evita que nos molhemos e sujemos com a água salpicada (pelos pneus) e projectada (quando passam por poças de água sem cuidado connosco) pelos automóveis que passam por nós.

Ajustar a condução à chuva

O tempo chuvoso não é, ao contrário do que se poderia pensar, uma altura particularmente perigosa para andar na estrada. Isto é porque a maior parte dos condutores tem noção do risco acrescido e adapta a sua condução de acordo. A grande maioria dos sinistros rodoviários ocorre de dia e com bom tempo porque os riscos são menos óbvios. De qualquer modo, nós próprios devemos ajustar a nossa condução.

Boas luzes são essenciais e recomendam-se mesmo durante o dia quando chove.

É de evitar passar por cima de poças de água, mas se for inevitável, que seja devagar – não sabemos o que a água esconde, e no inverno aparecem buracos de um dia para o outro.

Há que redobrar cautelas perto de elementos escorregadios quando molhados, como tampas de esgoto, tinta das passadeiras, folhas, calçada, etc. Não travar nem curvar em cima deles.

A nossa posição na via de trânsito deve ser, como sempre ou ainda mais, assertiva, circulando no centro da mesma para maximizar a capacidade de:

  1. vermos bem e cedo o piso e o trânsito à nossa frente,
  2. sermos vistos cedo pelos outros condutores e de forma clara,
  3. comunicarmos inequivocamente a necessidade de, a ultrapassarem-nos, o fazerem usando a via adjacente em vez de dividirem connosco aquela em que circulamos, e
  4. mantermos uma bolha de segurança à nossa volta adequada às circnstâncias, que nos dê tempo e espaço de manobra para imprevistos e erros.

Em tempo escuro e molhado há menos contraste visual, e há mais ruído visual devido aos brilhos e reflexos da água. O campo de visão reduz-se para quem conduz um carro e para quem conduz uma bicicleta (mais não seja por causa do capuz do casaco impermeável, por exemplo).

E a velocidade deve ser reduzida para compensar a menor eficiência e segurança na travagem com piso molhado, claro.

Moldar um novo hábito

Todos os acessórios de Inverno devem ser mantidos, em permanência, na própria bicicleta (no “saco da tralha fixa”, onde incluímos os cadeados, por exemplo), ou logo ao lado dela. Tudo sempre à vista e à mão, num só local, fixo. Assim, sair de casa não envolve perder tempo e energia a pensar no que levar ou onde estão as coisas.

Um truque para começar é adoptar a estratégia dos mini-hábitos. Começar devagar, com coisas pequenas, que não intimidem, e ir progredindo lentamente. Nas primeiras vezes se calhar só vestimos o equipamento mas nem chegamos a sair de casa. Depois começamos a sair em pequenas deslocações em tempo frio e seco, depois experimentamos com chuviscos, e por aí fora, até sair mesmo para debaixo de uma carga de água ser perfeitamente automático.

Quem anda à chuva molha-se

Às vezes, raramente, esquecemo-nos do equipamento e molha-mo-nos um bocado (ou muito, numa daquelas cargas de água a sério). Mas é só água. O banho quente quando chegarmos a casa vai saber-nos muito melhor que nos outros dias. E o gozo de andar à chuva e sentir as pingas no rosto e já não nos importarmos com nada, e rirmo-nos como quando éramos miúdos, tudo a rolar numa bicicleta… bom, isso não tem preço, nem igual.

Este texto, ou uma ligeira adaptação dele, foi publicado originalmente no Diário de Aveiro, a convite da Ciclaveiro.


Como podemos ajudar?

Na loja (no armazém em Marvila) temos em stock (e encomendamos) artigos para a chuva da Georgia in Dublin (eu uso as Leggits e a Rainwrap), da Agu (eu uso este casaco porque fica bem em diferentes contextos não-ciclísticos, e quando chove a sério uso este com as Leggits e Rainwrap; o Bruno usa calças, casacos e capas para sapatos tudo da Agu), e da RainMates. E usamos luvas impermeáveis da SealSkinz.

Na bicicleta uso alforges, mala de ombro e top bag tudo da Ortlieb – nunca me preocupo com chuva, pode cair uma carga de água monumental que as coisas mantêm-se secas no interior. Ortlieb é Ortlieb! Temos alforges e afins deles em stock na loja, e encomendamos o que não tivermos.

Luzes: o Bruno instala luzes e dínamos na oficina.

Bike skills: é na escola de bicicleta, claro.

Vá lá, não restam desculpas. E a cena fixe é que, andar de bicicleta no Inverno é espectacular, depois de se experimentar e atinar com estes detalhes, não se quer outra coisa. 😉

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fotografia e ciclismo, a combinação perfeita

@ na bicicleta | 8/02/2017 às 10:00

Temas: [ motivação ] [ bicicleta ] [ bicicletas bué de fixes ] [ bicicultura ] [ ciclismo ] [ ciclismo urbano ] [ cicloturismo ] [ Cosmica ] [ dona Etielbina ] [ fotografia ] [ fotopedaladas ] [ Gorka ] [ longas pedaladas ] [ Maria del Sol ] [ Metallica ] [ mobilidade ] [ passeios ] [ penso eu de que... ] [ roda de amigos ] [ Sua Alteza ] [ Tripas ]

A câmara fotográfica do telemóvel que trago comigo é um instrumento indispensável nas minhas pedaladas. A diversidade de oportunidades para captar um momento, um belo cenário ao longo da rota, enfatizando a bicicleta como assunto, é um complemento natural à actividade do ciclismo. Sempre que me apetece tenho o pretexto para fazer paragens de descanso e tirar a câmara do bolso. Capturas rápidas no selim da bicicleta fazem também parte do apelo das pedaladas, as longas e as curtas, ver o mundo lentamente e poder agarrar um momento para logo ali o partilhar através do visor desta geringonça.

A “inteligência” destes telefones é uma maravilha da alta tecnologia. É leve o suficiente para transportar num dos bolsos e fácil o suficiente para registar tudo. Incomparável à resolução de uma câmara fotográfica profissional, a qualidade da sua micro lente produz imagens de beleza surpreendente. A estética pessoal no momento do disparo é o que conta, mas as fotografias podem se tornar mais apreciadas se lhes dermos algum condimento na “câmara escura” digital. Melhorar a qualidade da imagem, corrigir a exposição, defeitos de iluminação, aplicar filtros…

Durante as minhas viagens a pedais, juntamente com as vistas panorâmicas da paisagem, locais por onde vou passando onde a natureza reúne a influência humana, o património e as populações, seria difícil não encontrar fontes de inspiração no uso combinado do saudável prazer de pedalar e a desculpa perfeita para parar e tirar uma foto. Ao longo da existência deste blogue, fui arquivando no álbum vários instantes. Não sou fotógrafo, mas esta ferramenta simples me ajuda a isolar pequenas fatias da vida, para saborear num momento posterior.

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