fotocycle [151] shot of the day…

paulofski @ na bicicleta | 19/12/2014 às 17:30

Temas: [ fotocycle ] [ bicicultura ] [ bike to home ] [ devaneios a pedais ] [ Douro ] [ fotografia ] [ motivação ] [ musicol ] [ o sol ]

sittin'on the dock of the bay… song of yesterday.


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uma marina para bicicletas

paulofski @ na bicicleta | 18/12/2014 às 8:51

Temas: [ motivação ] [ Afurada ] [ até à Madalena ] [ bicicultura ] [ Douro Marina ] [ fotografia ] [ opinião ] [ outras coisas ] [ parqueamento ] [ testemunho ]

A bela vila piscatória da Afurada fica a meio caminho entre a cidade invicta e  a casa paterna. Nas minhas pedaladas para sul, em Gaia, tanto na ida como na volta a Douro Marina é um dos locais de passagem obrigatória. Para além dos barcos, da azáfama do rio, da loja do meu amigo Francisco, a esplanada junto aos espaços comerciais tem agora outro bom motivo para parar, relaxar e tomar um café.

Douro Marina bikepark 1

Junto ao edifício da Douro Marina foram recentemente instalados interessantes objectos de mobiliário urbano, entre os quais se destaca um parque de bicicletas. Embora pequeno e um pouco apertado, podem-se acondicionar até 6 bicicletas. Os tubos que unem as “argolas” de encosto e aperto do quadro dificultam o ciclista a colocar e a retirar a bicicleta do interior do parque.

Douro Marina bikepark 2

É um parque coberto, seguro e bem enquadrado no espaço envolvente. Deixando passar a publicidade do operador de telecomunicações que patrocinou o equipamento, este parque vem satisfazer a necessidade de estacionar em segurança quem de bicicleta chega à marina, seja de passeio, de passagem, para o barco ou para o trabalho.

Douro Marina bikepark 3


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invenções e engenhocas

paulofski @ na bicicleta | 17/12/2014 às 12:16

Temas: [ divulgação ] [ bicicultura ] [ coisas que inventam ] [ coisas que leio ] [ motivação ] [ Noruega ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ transportes e tecnologia ]

COBI: um sistema “inteligente” para a tua bicicleta

cobi-system“O COBI é um novo acessório de ciclismo que está a ser desenvolvido no âmbito de uma campanha de crowdfunding. Este permite que os ciclistas através do seu smartphone se conectem a uma variedade de aplicações e serviços durante um passeio de bicicleta.

O componente principal do COBI estará fixo no guiador da bicicleta, segurando o smartphone do ciclista que depois se ligará ao resto do sistema da bicicleta. Há ainda um separador de controlo instalado nessa mesma parte da bicicleta que permite que o utilizador navegue pelas apps e outras funções do COBI recorrendo apenas a um dedo.”…

(artigo completo aqui)

CycloCable ajuda ciclistas a subir ladeiras na Noruega

cyclocable

“Para provar que as colinas de uma cidade não são argumento suficiente para evitar um passeio de bicicleta, foi criada em Trondheim, na Noruega, uma infra-estrutura que ajuda os ciclistas a subir uma íngreme ladeira de 150 metros.

Trata-se de um elevador para bicicletas, carrinhos de bebé e outros pequenos meios de transporte. O elevador foi inventado nos anos 90 em Trondheim por um cidadão que estava parte de chegar ao trabalho a suar e exausto.

O CycloCable já carregou 200 mil ciclistas ao longo da sua subida de 150 metros – tornando-se numa atracção turística.

Para usar o CycloCable, os ciclistas têm de colocar um pé na plataforma do elevador, sendo puxados a uma velocidade de 8 km/h. Ele pode ser usado simultaneamente por cinco pessoas e não se encontra limitado a bicicletas.”…

(artigo completo aqui)

Gadget que enche garrafa com água a partir do ar

fontus-garrafa-de-água-para-ciclistas“Fontus, uma inveção de um aluno de design industrial da Universidade de Viena, é uma garrafa que produz água a partir do ar.

O gadget para ciclistas Fontus faz com que as garrafas de água se encham sozinhas ao recolher humidade da atmosfera. A invenção de Kristof Retezár, aluno de design industrial da Universidade de Viena, foi finalista do prémio James Dyson 2014.

Como funciona o gadget para ciclistas que produz água a partir do ar
Fontus: encaixa-se no quadro de uma bicicleta, uma entrada no aparelho vai recolhendo ar à medida que a bicicleta se desloca e deste modo produzindo água potável.”…

(artigo completo aqui)


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querido Pai Natal…

paulofski @ na bicicleta | 15/12/2014 às 14:49

Temas: [ outras coisas ] [ bicicultura ] [ comércio ] [ devaneios apeados ] [ Natal ] [ penso eu de que... ]

Estamos de novo às portas da quadra natalícia, época onde o consumismo se torna o foco de vida da maioria das pessoas. Por tradição, somos levados a fazer compras, para os nossos entes queridos, para os nossos amigos, para os colegas de trabalho, espalhando prendas e ilusões à custa do tal espírito natalício. Obedientemente, alinhamo-nos nas filas das Black Friday e Promofans à procura de pechinchas e descontos. Mesmo em plena crise económica compramos compulsivamente e é a época onde, por um curto período de afluência, o comércio tradicional respira de algum alívio, tirando a barriga de misérias. São tardes e noites a espreitar montras, vasculhar prateleiras, pesquisar lojas virtuais para ir enchendo o saco do Pai Natal. Claro que como lunático ciclista a minha lista é algo parecida com os desejos de uma criança. Brinquedos ciclismo e mais brinquedos ciclismo! Querido Pai Natal, diga-me lá se a minha lista de desejos não é bem modesta?!

Lista de Natal

O ciclismo também faz parte da nossa cultura consumista. Desde uma bicicleta xpto até uma simples campainha, temos à disposição um variado leque de equipamento específico para o ciclismo. A oferta tem aumentado e nas lojas do comércio tradicional já podemos encontrar aquele produto exclusivo que de outra forma só numa compra online e longo tempo de espera se obteria. A industria, o comércio do ciclismo: acessórios, vestuário, serviços… you name it, agradece. O ciclismo está cada vez mais presente e é parte integrante da sociedade. Gradualmente vem sendo integrado na vida familiar, e a cada ano, com o frenesim de compras natalícias, os produtos dedicados especificamente ao ciclismo vão surgindo e cabendo no sapatinho, habitual ao nosso estilo de vida e tradições.


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Amesterdão em Lisboa

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 13/12/2014 às 1:08

Temas: [ Uncategorized ] [ Amesterdão ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ ciclovia ] [ CML ] [ Cycle Chic ] [ fpcub ] [ girl ] [ Lisboa ]

Há umas semanas atrás (dia 14 de Novembro), esteve cá em Lisboa uma delegação de jovens técnicos do município de Amesterdão. A cidade tem a boa prática de os enviar a outros países para conhecerem outras experiências e adquirirem conhecimentos e práticas novas, enriquecendo assim a sua equipa. Por cá, o município recebeu-os e de entre as várias actividades, organizaram uma visita a alguns locais integrados na estrutura verde e na rede ciclável. O meio de transporte escolhido, claro, foi a bicicleta – o Duarte Mata (CML) convidou-me  para que os acompanhasse, e solicitaram o apoio da FPCUB, que não só fez diligências para que fossem emprestadas mais algumas bicicletas que estavam em falta (cortesia da Scott), bem como a empresa 2-Rodas esteve presente e nos deu assistência mecânica durante todo o percurso.

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Foi surpreendente ver um grupo de gente tão bem disposta, habituadíssimos a pedalar todos os dias, a percorrer as ciclovias de Lisboa sem qualquer constrangimento. Um cenário pouco habitual, com engarrafamentos de bicicleta nas estreitas ciclovias que para já dispomos.

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A boa disposição como já referi, foi uma constante… mesmo com uma colisão aparatosa entre alguns deles (ninguém se magoou), com algumas avarias nas bicicletas mais antigas, furos e mesmo alguma chuva (e uma subida valente) no fim, mantiveram sempre um espírito animado e bem disposto. Aliás, em relação a estas duas “dificuldades” (chuva e subidas) tive umas conversas giras com alguns deles.

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Quando lhes disse que no final íamos ter uma subida valente (do Corte Inglês pela ciclovia até ao alto do Parque Eduardo VII), responderam-me logo: “óptimo, assim é muito mais divertido… tudo plano é uma seca”.

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Perguntaram-me porque quase não nos tínhamos cruzado com ninguém de bicicleta. Expliquei que no dia anterior tinha chovido muito, e que nessa manhã também estava a chover um pouco, e com isso as pessoas refreavam-se de pedalar. Resposta imediata: “Mas porquê? Estes são os melhores dias!!!”

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Uma passagem rápida pela Universidade de Lisboa, que tinha acabado de ter a vitória da sua proposta no Orçamento Participativo (percursos cicláveis entre os diversos polos da universidade).

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Antes da subida, uma paragem rápida no Velocité Café. Mais uma vez ficaram surpreendidos com este conceito… para eles, o normal é haver de um lado lojas de bicicletas, de outro cafés e restaurantes! Ninguém se lembrava de ter visto alguma vez uma combinação das duas coisas.

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Quando começámos a subir, a chuva começou a cair… Nem uma coisa nem outra foram problema para eles. Não só subiram todos a uma velocidade impressionante, como assim que começaram a cair as primeiras pingas, à boa maneira holandesa, quem tinha chapéu de chuva fez logo uso dele!!

2014-11-14 16.56.45Já no fim, queriam levar o Luís Oliveira da 2-Rodas de volta com eles para Amesterdão: nunca tinham visto um mecânico tão rápido e eficaz na vida!

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Das medidas físicas de acalmia de tráfego

João Pimentel Ferreira @ MUBi | 11/12/2014 às 20:37

Temas: [ artigo ] [ relatórios ] [ segurança rodoviária ] [ Acalmia de tráfego ] [ bicicultura ]

Uma das medidas mais importantes para tornar as zonas urbanas mais seguras e com maior qualidade de vida para os seus habitantes, é implementar medidas físicas que forcem as velocidades dos veículos motorizados a serem moderadas, de preferência até 30km/h, nas ruas em que o volume e a velocidade do trânsito motorizado o justifique. Tal permite diminuir drasticamente o nível de ruído nas zonas residenciais e aumentar significativamente a segurança, em zonas onde frequentemente brincam crianças, circulam muitos peões e utilizadores de bicicleta e vagueiam mesmo animais domésticos. Medidas físicas de acalmia de tráfego, quando eficientemente implementadas, também promovem o florescimento do comércio local, incrementando ainda a coesão da comunidade.

É essencial então compreender que medidas físicas de acalmia de tráfego providenciam maior sossego nos bairros, com a redução da poluição sonora, redução da poluição atmosférica e não menos importante, maior segurança para todos os habitantes, crianças e idosos principalmente. A questão da segurança urbana dos peões é também deveras relevante pois a energia cinética do veículo, fator importante na gravidade dos atropelamentos, é proporcional ao quadrado da velocidade. Significa isto que um atropelamento a 50km/h não implica estatisticamente o dobro da severidade em comparação com um atropelamento a 25km/h, mas o quádruplo, visto que a relação entre energia e velocidade é quadrática e não linear.

image05 De referir ainda que o número de atropelamentos tem vindo a aumentar e cerca de 80% registam-se em zonas urbanas. Em 2013 ocorreram mais de 5,000 atropelamentos em Portugal (mais 6% que no ano transato). Estes números são inaceitáveis. O excesso de velocidade dos veículos automóveis é um factor presente na quase totalidade dos atropelamentos. Em Portugal as medidas físicas para a redução da velocidade resumem-se, na grande maioria dos casos, às denominadas “lombas”, sendo por vezes meras peças de borracha aparafusadas ao pavimento.

Estas medidas adotadas amiúde em Portugal não são as melhores opções por diversos motivos. Para além de serem especialmente penalizadoras para ciclistas ou motociclistas e também para os transportes coletivos de passageiros e veículos de emergência, não trazem grandes vantagens ao atravessamento dos peões.

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Lombas (com perfil semi-cilíndrico) a evitar.

No entanto a “lomba” é ainda a forma mais simples e económica de acalmia de tráfego na via. Como se vê por tantos bairros pela Europa, é recomendável que tenha um desenho cuidado de forma a de facto reduzir velocidades, sem ser demasiado agressiva para automóveis e veículos de duas rodas. Esta estrutura por vezes é mais alta, é mais suave e mais longa, e é feita do mesmo material do pavimento, embora com cores diferentes. Tal tem uma função psicológica muito importante pois o automobilista não a encara como uma barreira exterior colocada “para importunar”. Encara-a como algo natural pertencente à via.

Além disso este tipo de soluções não prejudica a suspensão do automóvel e força mesmo o automobilista a abrandar (se acelerar demais o carro toma uma trajetória que por certo danificará mesmo severamente o veículo). Além disso não são um problema para os outros veículos, como bicicletas ou motociclos por exemplo, mas também são incomodativas para pessoas que se deslocam de cadeira de rodas. Os exemplos das fotos seguintes estão perfeitamente integrados no desenho da via, são mais confortáveis e no entanto mais eficazes.

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image15Estreitamento com “lomba” combinados dois efeitos de acalmia de tráfego.

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Este exemplo na foto de cima de um bairro residencial na Holanda ilustra uma “lomba” em calote esférica. Trata-se de um círculo com relevo, normalmente colocado em zonas de interseção, em que a cota do ponto central força os automóveis a abrandar. No entanto a distância da extremidade do círculo (ponto da circunferência) ao ponto central é tal, que torna a passagem muito suave para a suspensão dos veículos.

Algo que também é raro ver-se em Portugal mas comum pela Europa, é colocar toda a zona do cruzamento, ou a zona de atravessamento de peões exatamente à mesma cota e revestida do mesmo pavimento do passeio ou da zona pedonal. Tal tem uma função psicológica muito importante, pois o automobilista tem a sensação de estar em espaço alheio, espaço não seu por natureza, e por tal facto tem maior zelo perante a segurança do peão.

Como exemplo antagónico, podemos observar o caso da Rua Augusta em Lisboa na próxima foto, onde os peões, numa das poucas ruas pedonais com uma largura considerável e numa das artérias de Lisboa com maior fluxo de tráfego pedonal, veem o seu espaço interrompido pela circulação automóvel que faz o atravessamento das artérias perpendiculares como a Rua da Conceição, tendo os peões que atravessar uma via alcatroada e preparada unicamente para tráfego rodoviário. Para além disso a maioria do tempo dos semáforos é atribuída ao tráfego motorizado.

Na foto seguinte dezenas de pessoas devem esperar em pé na via pedonal, para que duas ou três pessoas passem na via rodoviária transversal.

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Já estes outros exemplos nas fotos seguintes, e muito comuns pela Europa nas zonas residenciais e zonas pedonais, adotam o princípio inverso, dando a prioridade nas zonas de interseção aos peões, sem que haja qualquer semaforização.

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Este exemplo é claramente mais adequado. Um invisual sente que está num atravessamento, pois existe diferenciação de material. O nível do atravessamento é o do passeio, o que induz redução de velocidade no automóvel e torna o peão mais visível.

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Nesta foto acima toda a zona do cruzamento está à cota do passeio. É perfeitamente legal neste caso fazer o atravessamento desta zona na diagonal, ou seja, se tomarmos uma abordagem geométrica e considerarmos que se trata de um quadrado, fazer de um canto ao outro canto oposto ao longo da diagonal do quadrado é perfeitamente legal; algo não fazível legalmente em qualquer lado em Portugal que se tenha conhecimento. Em Portugal ter-se-á que percorrer as arestas do quadrado, fazendo-se em média, de acordo com o teorema de Pitágoras, um percurso cerca de 40% mais longo.

image10 Um bom exemplo, Rua do Charquinho, Lisboa

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drivers are mean to each other!

bicicleta @ encontros | 2/12/2014 às 8:48

Temas: [ bicicultura ] [ capacete ] [ marginal ] [ viagens ]

O encontro de hoje foi com um ciclo-turista australiano. Passei por ele no paredão entre Caxias e a Cruz Quebrada, quase no final, e quando estava para desaparecer pelo túnel, em direcção ao cruzamento da Marginal no Estádio Nacional, ocorreu-me verificar se ele sabia o caminho. Como seria de esperar, ficou para ali feito barata tonta, sem saber se havia de meter para a praia da Cruz Quebrada, ou ir atrás de mim.

Abordei-o, primeiro em português, e como ele me respondeu em inglês, expliquei-lhe o caminho, e porquê. A CMO está a fazer uma ciclovia. Isso pode parecer muito bom mas, tendo em conta aquilo a que o Município de Oeiras gosta de chamar de "rede ciclável", não consigo evitar alguma apreensão. Além disso, está a fazer uma onde já existia um caminho ciclável (apesar de alguns buracos e poças de lama ocasionais), mas teima em não resolver o problema do único troço onde não há qualquer alternativa viável à Estrada Marginal: entre Caxias e Paço d'Arcos.

O T já estava habituado a "highways", pelo que apanhar a reta do Dafundo não o assustou. Viemos a bom ritmo a pedalar a par, comigo a querer saber um pouco mais do que o trazia por ali. Estava a viajar há 8 meses, desde Istambul, e já tinha percorrido 16.000 km pela Europa!!! Grécia, Balcãs, Europa Central, Holanda, Reino Unido, França, Espanha e, finalmente, Portugal.

Como era australiano, e reparei que não levava capacete, perguntei-lhe como estava ser a experiência de pedalar sem capacete. Comentou que estava a adorar, sendo a primeira vez que o tinha deixado pendurado nos alforges. Há tempos que não apanhava sol e estava a aproveitar cada raio disponível. Confirmou-me aquilo que já muitos sabemos: na Austrália é obrigatório e muita gente deixou de utilizar a bicicleta por causa da obrigatoriedade do capacete.

Depois, quis saber como estava a ser a experiência dele no nosso país. Não consigo evitar aquela vaidade de ouvir os estrangeiros a serem simpáticos, genuinamente ou não, ao descreverem como adoram a nossa comida. Também eu adoro a nossa comida. E como reparou que uma grande parte da população está tão densamente concentrada no litoral. Adorou as nossas montanhas, mesmo que sejam de brinquedo, comparadas com as da Europa Central.

Quando nos aproximávamos de Belém, fui-lhe falando dos monumentos, dos 500 anos da Torre de Belém, da grandiosidade dos Jerónimos. Apesar de ser a zona mais turística de Lisboa, aconselhei-o a passar ali um par de horas.

Finalmente, porque ele estava com um furo lento, parámos junto ao Padrão dos Descobrimentos. O tema seguinte deitou por baixo o meu orgulho na mãe pátria. Ele fez questão de reparar que, porque existem auto-estradas por todo o lado, as estradas secundárias têm pouquíssimo trânsito. Mas depois, começa a comentar como os condutores portugueses são tão agressivos. Os piores que tinha encontrado até agora, nos seus 16.000 km de viagem. Piores do que gregos! E termina com um "drivers are mean, not just to me, but to each other!".

Podemos ter monumentos grandiosos, comida saborosíssima, sol radioso ou gentes calorosas. As mesmas pessoas que constroem aqueles monumentos, cozinham os nossos pratos, vivem debaixo deste sol ou acolhem os visitantes transformam-se em seres vis quando se encontram aos comandos de um automóvel.

RF
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Quanto é um metro e meio?

João Pimentel Ferreira @ "Bike Mãozinhas" Cicloficina do Oriente | 29/11/2014 às 21:44

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Código da Estrada ]

Um problema recorrente com a entrada em vigor do novo Código da Estrada (2014), é que a grande maioria dos automobilistas não tem a mínima noção de quanto é um metro e meio (1,5m), a distância mínima obrigatória que é necessário estabelecer quando se efetua uma ultrapassagem a um velocípede.

Tentaremos fazer pedagogia, esclarecendo que apesar das inverdades de muitos membros de instituições públicas que referem que é “relativo” ou que é apenas para “se ter uma noção”, referimos que para todos os efeitos um metro e meio, é um metro e meio.

Não é relativo, é um valor absoluto, e nada consta na Lei, que refira que a abordagem deve ser relativa ou abstrata. Todavia temos noção de que ninguém andará com uma fita métrica a fazer essas medições, assim tentaremos elucidar os automobilistas fazendo pedagogia.

Um metro e meio é mais ou menos, um adulto de braços abertos

1,5m (b)
Um metro e meio é aproximadamente um duplo passo normal de caminhante

1,5mRespeite a distância de metro e meio ao efetuar uma ultrapassagem a um ciclista, de acordo com o n.º 3 do art.º 18.º do Código da Estrada.

Código da Estrada

Artigo 18.º
Distância entre veículos

3 – O condutor de um veículo motorizado deve manter entre o seu veículo e um velocípede que transite na mesma faixa de rodagem uma distância lateral de pelo menos 1,5 m, para evitar acidentes.
4 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 60 a € 300.

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Tuk-tuks e as bicicletas, the new kids in town

@ Menos Um Carro | 26/11/2014 às 10:42

Temas: [ tuk-tuk ] [ ambiente ] [ bicicleta ] [ ditadura do automóvel ] [ bicicultura ] [ estacionamento abusivo ] [ lisboa ]

Tenho acompanhado a polémica dos tuk-tuks (a moto-furgoneta para turistas na foto) em Lisboa com um sorriso no canto da boca. O debate chegou à Assembleia Municipal, que avançou com várias propostas para o executivo da CML. Pedem-se regulamentos, fixação de horários, de percursos e de um limite máximo para o número deles, e até que os restantes lisboetas paguem (vulgo "incentivos fiscais") para que passem a ser eléctricos.

Quais são afinal as queixas? Poluição sonora, poluição atmosférica, estacionamento caótico, congestionamento, destruição de calçadas, atentado à privacidade nos bairros históricos; todas queixas válidas, nenhuma delas exclusiva aos tuk-tuks. O enorme número de automóveis na cidade de Lisboa causa isto tudo e mais. Ajudado por muitas das motas na poluição sonora, o automóvel consegue um impacto bem mais forte (a destruição das calçadas é o exemplo mais ridículo, basta olhar para a foto para perceber a diferença), só que... esses já cá estavam. E são quem manda na cidade.

As soluções que são propostas pela AML espelham bem isto. Repare-se que aplicar as leis já existentes seria suficiente para reduzir estes impactos negativos, disciplinar os tuk-tuks e conter a sua proliferação. Se um tuk-tuk for efectivamente proibido de estacionar ilegalmente, dificilmente poderá a continuar a funcionar como funciona hoje. Mas aplicar as leis já existentes (ruído, estacionamento, restrições ao trânsito) também seria chato para... (sim adivinharam) para o automóvel. Os novos regulamentos são uma maneira de contornar isso, tratando como diferentes, incómodos que são bem semelhantes.

Toda esta discussão é semelhante à aversão à bicicleta. Apesar de causar menos congestionamento, e de os seus desrespeitos à lei serem em menor número e com uma gravidade incomparavelmente menor, são essas as duas maiores queixas que se ouve por aí. O problema não é o congestionamento, ou os vermelhos passados - isso são apenas desculpas - o problema é que a cidade pertence aos carros na cabeça de muita gente, e os outros só vieram chatear.

 

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A ECF em Lisboa

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 24/11/2014 às 8:48

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ ecf ] [ girl ] [ Lisboa ] [ sol ] [ tejo ] [ Velo-city Lisbon 2017 ] [ Velocity Conference ]

Há pouco mais de uma semana, estiveram em Lisboa representantes da ECF a fim de avaliar a candidatura de Lisboa à organização da conferência Velo-city em 2017. Trata-se do evento mais significativo do género relacionado com bicicletas. Acredito que se Lisboa ganhar, será um grande compromisso para tornar a cidade mais amiga das bicicletas.

Fui convidado a acompanhar a comitiva, composta pelo Presidente da ECF (Manfred Neun), o  Secretario Geral e Director da Velo-city (Dr. Bernhard Ensink) e pelo Gestor da Velo-city (Márcio Deslandes). Ficam aqui algumas das fotos dos passeios e visitas que acompanhei.

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Estamos a torcer por Lisboa!

 

 

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