fotocycle [187] retorno

@ na bicicleta | 27/06/2016 às 9:38

Temas: [ fotocycle ] [ bicicultura ] [ bike to work ] [ dar a volta ] [ devaneios a pedais ] [ em tempo de férias ] [ fotografia ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ penso eu de que... ] [ Sua Alteza ]

retorno
O Sol faz o seu lindo espectáculo e nem o vento perturba esta paz. O tempo parece correr, mas não tenho pressa. Aperto os travões e fico a admirar a perfeição da natureza. Foram duas semanas de moleza. Preguiça de pensar, escrever, partilhar qualquer coisa por aqui. E a preguiça sempre foi meu pecado favorito, mas ultimamente só as pedaladas me fizeram gastar energias e, é claro, aproveitei cada momento.


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Um pequeno passo rumo aos 18 mil

@ Braga Ciclável | 25/06/2016 às 13:22

Temas: [ Opinião ] [ 18mil ] [ Bicicleta ] [ bicicultura ] [ Braga ] [ busbici ] [ infraestrutura ] [ promoção ] [ promoção da bicicleta ] [ solucao ] [ via banalizada ] [ viaciclavel ]

Desde 2012 que a Braga Ciclável tem defendido a criação de um eixo ciclável entre a Universidade do Minho e a Estação de Comboios via centro histórico. O percurso foi custoso, mas depois de apresentar soluções, estudar os perfis, analisar as estatísticas de mobilidade no eixo e efetuar várias reuniões eis que chega uma solução.

Não, não é a solução ideal para o padrão da mobilidade ali existente (e os motivos já foram explanados no nosso blog e podemos dizer, sucintamente, que em 9,61 metros de perfil de via era imperativo que os passeios tivessem cerca de 1,5 metros de largura e que existissem duas vias de trânsito (6,61m), sendo que uma (sentido Este-Oeste) fosse reservada para transportes públicos (autocarros e táxis) e bicicletas.

Optou-se por legalizar o estacionamento criando mais pontos de estacionamento gratuito. É de ter em conta, segundo o relatório do quadrilátero de 2013, que a zona urbana de Braga tem 93% do seu estacionamento gratuito. Dizem os estudos que é praticamente impossível promover a mobilidade ativa e o transporte público com tanto estacionamento gratuito.

Na construção das vias cicláveis, sejam elas acalmias de tráfego, faixas cicláveis ou pistas cicláveis, é fundamental que estas cumpram os critérios funcionais, como por exemplo a legibilidade, segurança, conforto, continuidade, linearidade, entre outros.

Estes critérios são fáceis de respeitar em perfis contínuos. O grande desafio passa por encontrar soluções que os respeitem nos pontos críticos tais como as intersecções (cruzamentos, entroncamentos e rotundas) e as paragens de autocarros. A partilha de espaço entre o peão e o ciclista é algo que em Braga hoje já acontece sem incidentes e que com a maior convivência entre ambos os modos maior será a sã partilha do espaço público.

Pela primeira vez em Braga foi criada uma via ciclável em contrassentido e em partilha com o transporte público. É um pequeno (grande) passo para Braga.

Resta-nos melhorar no futuro, correr riscos, experimentar soluções, otimizar as existentes, manter as que correm bem, corrigir as que têm erros e continuar a promover o uso da bicicleta para atingir a meta de 18 000 utilizadores diários de bicicleta em 2025 definidos como Visão deste executivo para a cidade.

O número de pessoas a andar de bicicleta em Braga vai aumentar, mas mesmo sendo as infraestruturas (bem construídas) uma condição necessária, não são suficientes para a promoção do uso da bicicleta.


(Artigo originalmente publicado na edição de 25/06/2016 do Diário do Minho)

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O que é o CycleHack?É um evento internacional com uma...

@ CycleHack Lisboa 24-26 Junho | Design, build, prototype, test. | 23/06/2016 às 13:26

Temas: [ cyclehacklisboa ] [ bicicultura ]

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O que é o CycleHack?


É um evento internacional com uma abordagem proactiva e faça-você-mesmo às barreiras ao uso da bicicleta, e chega em 2016 a Lisboa. Ao longo de um fim-de-semana, os participantes metem as mãos na massa e, em equipa, propõem e desenham soluções (“cyclehacks”) para resolver problemas com que os utilizadores de bicicleta - efectivos e prospectivos - como eles, se confrontam em Lisboa. 

Um “cyclehack” é uma ideia que pode ser prototipada de forma rudimentar e testada na cidade e que tenta resolver uma barreira ao uso da bicicleta. ‘Hacks’ podem ser produtos físicos, apps digitais, ideias para novas campanhas de sensibilização ou para influenciar políticas públicas, e podem contemplar infraestrutura local e mapeamento de rotas. Há um catálogo online de todos os CycleHacks criados internacionalmente até à data que dá uma ideia dos tipos de soluções que as pessoas estão a construir pelo mundo fora. Um exemplo mesmo muito simples de um “cyclehack” que facilita o dia-a-dia de bicicleta pode ser visto em vídeo aqui, e este outro, para impedir as sais de esvoaçarem ao pedalar, tornou-se mundialmente famoso. 

O CycleHack arranca nesta 6ª-feira dia 24 de Junho, às 18h, com um evento que conta com vários oradores que virão partilhar as barreiras que foram sentindo ao usar a bicicleta na cidade e de que forma as ultrapassaram. Isto servirá para inspirar a discussão seguinte entre o público, que irá conversar e debater as suas barreiras e sugerir ideias de “cyclehacks” que as abordem e que poderão ser desenvolvidos pelos participantes no fim-de-semana durante o “hackaton”.

No sábado e domingo é dia de afinar ideias, construir os protótipos simples e testá-los no mundo real, para finalmente os apresentar ao público no domingo à tarde. Na tarde de domingo haverá também, em paralelo, uma tertúlia com várias famílias que virão partilhar as suas experiências de viajar de bicicleta com crianças, em férias, mas também em deslocações no dia-a-dia, para a escola ou em passeio.

O programa está aqui.

Para participar no hackaton basta ter interesse no uso da bicicleta, e em torná-lo mais fácil, prático, seguro ou agradável para todos. Não é preciso trazer já ideias ou protótipos, é isso que se vai fazer durante o evento. Cada pessoa inscreve-se individualmente, mas debate-se em conjunto as barreiras que cada uma sente ou percepciona, e ideias de coisas para as reduzir. Depois dividem-se os participantes em equipas para trabalhar nas ideias / hacks escolhidos. 

24-26 de Junho, Biblioteca do Pavilhão do Conhecimento (Parque das Nações), integrado na Maker Faire Lisbon

Inscrições aqui:http://bit.ly/1RXiMiA

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Apps for all

@ Eu e as minhas bicicletas | 22/06/2016 às 12:28

Temas: [ bicicultura ] [ massa crítica ]

Durante uns tempos deixei de commutar de bicicleta e até tive de voltar a fazer muitos desses percursos de carro. E uma vez voltando a este modelo tive de me atualizar e passar a usar uma nova app que a malta que anda de carro me recomendava mas como de bicicleta ou mota não tinha «desses» problemas nunca usei...

Waze
https://www.waze.com/

"O Waze é a maior comunidade de condutores do mundo. Ajude os condutores à sua volta e partilhe informações de trânsito em tempo real. Evite gastos desnecessários de tempo e combustível."

É muito útil pois é uma rede de partilha de informação de trânsito feita pelos próprios utilizadores e pela velocidade que estes tem nos troços que fazem.

Um dia ia eu do trabalho para ir buscar a filha à escola e depois irmos ao médico pediatra e estava um daqueles dias caóticos de trânsito, acho que jogava aquele clube ali dos lados de Carnide e estava tudo emperrado. E chovia!! Chovia muito. Caos!
Ali perto de casa mas ainda no para-arranca vejo passar o E. na sua bicicleta ao regresso a casa findo o dia de trabalho. Foi uma daquelas coincidências pois o Waze tem uma feature que permite ver os "amigos" (eu usei o método de autenticação com o Facebook) que tb estão no trânsito, e pensei: "Se ele vai de bike pq está a usar o Waze?"
Num outro dia estava eu tb no trânsito parado na zona ainda de Oeiras e o Waze buzina. Nunca tinha ouvido aquele alerta... Afinal é uma feature do Waze que permite mandar uma buzinadela aos "amigos", como um cumprimento/olá.
Era o E. que deveria ir algures na sua bicla e me estava a buzinar...! O sacana!

Strava
https://www.strava.com/mobile

"Track all your runs, rides and cross-training too. Upload your activities from your Garmin, Android or iPhone and Strava will automatically log all your workouts."

Diz que é a melhor app para quem anda de bicicleta.
É ao estilo da RunKeeper, Nike+, Endomondo, etc, mas com foco nas bicicletas, apesar de tb dar para a malta que corre.
Tem funcionalidades muito fixes, tais como automaticamente dar um ranking de melhores tempos por determinados segmentos, para todos os utilizadores do Strava, mesmo que não sejam "amigos" e estejam na mesma rede.
Funciona bem no móvel e no PC para ver os dados e analisar a informação.
Como é uma aplicação com muitas funcionalidades é complexa de entender, mas se se usar só o básico é simples.


Glympse
http://www.glympse.com/get-glympse

"Glympse is a fast, free, and simple way to share your location in real-time. We put you in control. You set who sees you and for how long."

É uma app super simples e que permite partilhar um link com quem se quiser, e num simples browser os outros sem precisarem de instalar nada conseguem ver quase em tempo real a posição num mapa.

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Útil por exemplo para coisas como a Mega Massa Crítica...
http://www.tinyurl.com/megamassa2016
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CycleHack Lisboa | Perguntas Frequentes

@ CycleHack Lisboa 24-26 Junho | Design, build, prototype, test. | 21/06/2016 às 19:29

Temas: [ bicicultura ] [ cyclehacklisboa ]

O que é um CycleHack?

Um cyclehack pode ser um protótipo tangível de uma ideia que aborda uma barreira ao uso da bicicleta. Também pode significar modificar retrospectivamente actuais infraestruturas, políticas públicas e/ou produtos & serviços relacionados com o uso da bicicleta, usando a intuição de um ciclista.

Temos um catálogo online de todos os CycleHacks criados até à data que dá uma ideia dos tipos de soluções que as pessoas estão a construir pelo mundo fora. Um exemplo muito simples de um #cyclehack que facilita o dia-a-dia de bicicleta, aqui.

Tenho que já ter e levar uma idea ou protótipo de ‘cyclehack’?

Não, o evento serve justamente para isso. :-) Cada um inscreve-se individualmente, mas debatemos em conjunto as barreiras que cada um sente ou percepciona, e ideias de coisas para as reduzir. Depois dividimo-nos em equipas para trabalhar nas ideias / hacks escolhidos.

Claro que se já trazes ideias para sugerir, ou mesmo hacks iniciados, também podes e deves participar. Podes beneficiar do brainstorming e do feedback dos outros participantes para os melhorares ou para os implementares / testares.

Não consigo participar durante todo o fim-de-semana. Posso ir à mesma?

Idealmente, se te inscreveres para um bilhete de Fim-de-Semana, poderás participar em todo o evento e apoiar a construção de hacks ao longo do mesmo - mas não estás obrigado a permanecer o tempo todo. Se não consegues vir ao fim-de-semana inteiro mas ainda assim queres ver a magia a acontecer, inscreve-te com um bilhete Conta & Mostra!

Quero inscrever-me para o hackaton (sábado e domingo) mas não consigo ir ao evento de lançamento na 6ª-feira porque quero mesmo muito ir à Mega Massa Crítica (ou por outra razão qualquer). Há problema?

Seria bom que pudesses participar pelo menos no brainstorming, a sessão a seguir às apresentações, mas não faltar não compromete a participação e o trabalho de sábado e domingo, pelo que não deixes de te inscrever à mesma com o bilhete “Fim-deSemana”.

Não sou ciclista. Posso ir?

Claro, toda a gente é bem-vinda! Se te consideras um não-ciclista, então esta é a oportunidade perfeita para ‘hack'ares as barreiras que te impedem de pegar na bicicleta. Queremos tornar o mundo bike-friendly para toda a gente.

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Lago Atitlán - Lugar de Vulcões e Povoações Indígenas 

@ América a Pedal | 20/06/2016 às 22:00

Temas: [ Bicicultura ] [ Guatemala ]


Foi em San Lucas que pela primeira vez vimos aquele que dizem ser o lago mais bonito do mundo.

Atrás de nós, ficou a estrada da costa do Pacífico pela qual pedalámos desde que saímos do México e cruzámos a fronteira. Gostámos deste caminho quase plano e que sabiamente esconde as grandes e famosas montanhas da Guatemala, conhecida como o país dos 33 vulcões. Trinta e três! 

Aqui, neste primeiro país da América Central, somos convidados a entrar no anel de fogo do Pacífico e sabemos que a mãe-terra pode tremer a qualquer momento.
Debaixo deste chão, as entranhas do planeta revolvem-se e acomodam-se, a temperatura sobe e, se tivermos sorte, podemos ainda ver os cumes fumegantes ou até salpicos de lava incandescente a aterrar nas encostas dos vulcões ainda ativos.

Queríamos descobrir este lado, o dos vulcões, das montanhas, das estradas inclinadas e das paisagens cheias da beleza que se expressa em diferentes tons de verde. Mas para isso, teríamos de subimos ao lago!

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Fizemos o início do caminho nas bicicletas. Mas, à medida que avançávamos, a encosta inclinava-se mais e mais debaixo das duas rodas e as nossas pernas queixavam-se enquanto pisavam os pedais. Sentimos vontade de amaldiçoar cada quilo de bagagem e praguejámos contra o intenso calor húmido que insistia em acompanhar-nos tornando o caminho (ainda) mais difícil.

A dado momento, dissemos que talvez não precisámos de defender o purismo da bicicleta (especificamente!) naquela encosta e decidimos aliviar o custo da subida esticando o braço na estrada, levantando o polegar e fazendo o sinal universal de pedido de boleia.

Esperámos um pouco e algum tempo depois, parou junto a nós a pick up que o Mardi conduzia. Gentilmente, ele aceitou levar-nos e nós sorrimos de alegria, enquanto desfrutávamos da leveza da conversa que fluía por entre as curvas que subiam acentuadas. Quando passámos perto de San Lucas, o Mardi parou para nos deixar. Despedimo-nos e pedalámos os poucos quilómetros que nos separavam da pequena cidade aninhada aos pés dos vulcões Atitlán e Tolimán.


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Parámos por ali, passeámos na praça central, fomos ao mercado e aproveitámos a calma desta povoação pouco turística para contemplar a presença ainda forte das tradições indígenas. 

Deixámo-nos ficar durante um dia e na manhã seguinte rolámos até Santiago.

No sobe e desce da estrada que rodeia o lago fomos encontrando vistas lindíssimas e fizemos muitas paragens para tirar fotografias. A distância era curta e rapidamente nos aproximámos da cidade.

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Na chegada, a paz que tínhamos encontrado em San Lucas e pelo caminho, desvaneceu-se.
Ali, assim que Santiago nos recebeu, fomos “assediados” por pessoas que insistiam em oferecer-nos viagens de barco ou um hotel para nos hospedarmos, querendo que fossemos com eles ver os lugares. Não gostámos desta insistência e negámos as ofertas da forma mais cordial que conseguimos. Sentámo-nos na praça principal, enquanto pensávamos se ficávamos ou não por na cidade.

Não nos deu vontade de ficar…

Decidimos continuar e apanhámos uma lancha para San Pedro la Laguna.

Lá, ficámos felizes por ninguém nos abordar enquanto saíamos do embarcadoiro e tomávamos tranquilamente o nosso tempo para pedir informações e procurar hospedagem.

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San Pedro tinha uma energia diferente. Agradável. Misturava harmoniosamente os turistas com as pessoas naturais daquele lugar, povos descendentes da civilização maia. Por todos os lugares ouvíamos falar em Tz’utujil (dialeto maia) e deliciavam-nos com os trajes coloridos e tradicionais dos habitantes.

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 Ficámos vários dias.

Subimos ao vulcão San Pedro numa caminhada de 3 horas, por um trilho bem inclinado. Lá de cima vimos o lago em imponente em beleza. Um regalo para a alma. Numa só paisagem, ali estavam reunidos (quase) todos os deuses maias presentes nos elementos da Natureza. O deus da Terra, do Vulcão, do Lago, do Céu e certamente muitos outros que desconhecemos e que enaltecem o esplendor divino daquele lugar onde podemos tocar as nuvens!

A subida ao vulcão e respetiva descida são bem exigentes pelo que se recomenda um bom dia de descanso a seguir.

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Também desde San Pedro, apanhámos uma lancha para visitar San Marcos la Laguna.

Esta povoação é pequenina e transformou-se num lugar de retiro, excelente para quem procura experiências mais espirituais, quer fazer meditação ou desfrutar de aulas de yoga.

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É um lugar bastante calmo, ótimo para as vidas agitadas que pedem uma pausa...

Ainda assim, apesar do ambiente acolhedor, senti que a pequena povoação estava bastante descaracterizada e demasiado adaptada ao turista estrangeiro. Os menus dos cafés estão em inglês, quase todos os locais que oferecem serviços são de pessoas estrangeiras e, na minha opinião, isso faz com que sintamos que San Marcos tenha perdido alguma da sua essência indígena e guatemalteca. Por essa razão gostámos mais de visitar San Pedro ou até de Panajachel.

Foi lá, em Panajachelque terminámos a volta ao lago Atitlán.

Tinha lido em vários blogues, de outros viajantes, que esta cidade lhes tinha parecido demasiado turística e que, poucas horas depois de terem chegado, já estavam a encaminhar-se para outros lugares, fugindo dali.

Sem negar que, de facto, é uma cidade turística não fiquei com a mesma opinião. Senti que quando saímos da rua onde estão quase todos os hotéis e mercados para acolher os estrangeiros, voltamos a entrar numa cidade inteiramente guatemalteca, com o seu mercado municipal, a praça com a igreja ou as ruas de trânsito confuso e desalinhado. Tivemos ainda oportunidade de estar lá num dos dias em que se realiza o mercado do traje, em frente ao posto dos bombeiros. É um mercado pequeno mas cheio de boas oportunidades para quem quer comprar tecidos locais ou peças de roupa tradicionais.

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Por outro lado, é também em Panjachel que está a Reserva Natural do Lago Atitlán. Este é um lugar pelo qual vale a pena fazer um passeio pois, para além de nos convidar a caminhar pelos trilhos recortados por entre o bosque, ainda inclui um borboletário onde se podem contemplar centenas de borboletas que esvoaçam graciosas e se pousam nas flores das inúmeras plantas. Nesta reserva também podemos aprender muito sobre o ecossistema do lago, a forma como tem servido as comunidades, as ameaças que o estão a deixar em perigo e as ações de proteção ambiental que procuraram minimizar os danos já causados a este bonito lugar.

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De Panajachel podem ainda apanhar-se com facilidade os transportes públicos para Sololá e Chichicastenago, localidades conhecidas pelos seus mercados. Recomendo sobretudo a visita ao mercado de Chichicastenago que é enorme, bonito e cheio de animação. Tem lugar às quintas e aos domingos e para além de nos perdermos por entre os muitos postos de venda (de tudo e mais alguma coisa) ainda podemos apreciar as práticas religiosas e de cura que os povos indígenas continuam a praticar nas duas igrejas localizadas no recinto do mercado.

Ainda que muitos turistas vão ao mercado em passeios organizados pelas agências de viagem, sinto que ir de transportes públicos é um complemento muito rico à experiência. Apanhar um transporte na Guatemala permite-nos viver intensamente a loucura da condução que se pratica por lá e ter uma noção real de como se movimentam as comunidades locais. Do ponto de vista da condução diria não é uma experiência segura. Temos de confiar que vai correr tudo bem porque aplica-se, literalmente, a expressão “Fé me Deus e pé na tábua!”, independentemente das condições da estrada. No entanto, no que diz respeito a outros aspetos é uma viagem perfeitamente segura para um estrangeiro. Ainda que nos sintamos como sardinhas em lata quando os autocarros enchem de uma forma que desconhecia ser possível, a viagem faz-se de forma fluída e divertida.

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Por todas estas razões (e com certeza muitas outras) estou certa de que quem decida visitar o lago Atitlán ficará deliciado com o passeio e com todas as oportunidades que ele oferece para se desfrutar da imensa riqueza natural e dos vários elementos da cultura dos povos Tz’utujiles, K’iche’s e Kaqchikeles. Vale a pena passar por aqui pelo menos uma vez.

Desejo-vos uma excelente viagem!

Hospedagem:
San Lucas Tolimán – Hotel Emanuel; 140 Quetzal por noite
San Pedro – Villa Sol; 100 Quetzal por noite
Panajachel – El Viajero; 125 Quetzal por noite
Nota: Todos os valores que pagámos nos hotéis foram regateados. O regateio é prática comum, não só nos hotéis, como nos mercados ou com outros vendedores.

Transportes Públicos:
Lanchas que ligam as várias povoações do lago:
Viagem de Santiago – San Pedro la Laguna; 25 Quetzal por pessoa (35 Quetzal com a bicicleta)
San Pedro la Laguna – San Marcos; 10 Quetzal por pessoa (Para São Marcos não levámos as bicicletas)
San Pedro la Laguna – Panajachel; 25 Quetzal por pessoa (35 Quetzal com a bicicleta)

Moto táxi de Panajachel para a Reserva Natural do Lago Atitlán; 10 Quetzal por pessoa

Autocarros de Panajachel para Chichicastenango:
Pana – Solola; 3 Quetzal por pessoa
Solola – Los Encuentros; 2,5 Quetzal por pessoa
Los Encuentros – Chichicastenango; 5 Quetzal por pessoa

Subida ao Vulcão San Pedro:
Custo do Guia; 150 Quetzal por pessoa (inclui transporte em moto táxi até ao início do trilho e também de regresso até à cidade). O passeio inicia às 6h da manhã.

Nota: Todos os valores dizem respeito a maio de 2016.





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O CycleHack Lisboa é um evento para ti. Para ti que já andas bué...

@ CycleHack Lisboa 24-26 Junho | Design, build, prototype, test. | 15/06/2016 às 8:01

Temas: [ cyclehacklisboa ] [ cyclehack ] [ makerfairelisbon ] [ bicicultura ]



O CycleHack Lisboa é um evento para ti. Para ti que já andas bué de bicicleta e para ti que já andas mas até querias andar mais, e mesmo para ti que não andas nada mas gostavas mesmo, mesmo muito de andar. 

O CycleHack é um fim-de-semana dedicado a desenhar, construir, prototipar e testar ideias (”cyclehacks”) para reduzir as barreiras ao uso da bicicleta. E decorre em conjunto com a Maker Faire Lisbon!

É um evento para qualquer pessoa que goste de andar de bicicleta e sinta que há coisas que ainda funcionam como obstáculos ou como simples desmancha-prazeres ao uso da bicicleta - o que nós chamamos de barreiras. Podes e deves partilhar as tuas aqui, mesmo que não possas participar no evento, vão servir de orientação aos participantes do hackaton!

Se queres passar um fim-de-semana diferente, conhecer malta nova que também curte a bicicleta, trocar experiências e dicas sobre andar de bicicleta em Lisboa, e ter a oportunidade de inventar e testar cenas que possam vir a fazer diferença na vida de quem anda de bicicleta na cidade, inscreve-te no hackaton (de 6ª-feira ao final da tarde até domingo ao final da tarde). 

Se não vais poder participar no hackaton mas queres ouvir as histórias dos oradores convidados para o serão de lançamento na 6ª-feira e contribuir para o brainstorming de ideias a seguir, e/ou queres aparecer no domingo à tarde para as tertúlias e workshops e/ou para a apresentação dos hacks à comunidade, inscreve-te no “Conta & Mostra”.

O programa está aqui

Voluntários precisam-se!

Queres colaborar? Precisamos de ajuda a divulgar o evento em escolas, universidades, empresas, etc. Se tens como imprimir alguns posters e folhetos, podes fazer a diferença! Contacta-nos para te enviarmos um mail com os pdfs para imprimires e distribuires! :-)

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No fim-de-semana do CycleHack Lisboa podes trabalhar em ideias...

@ CycleHack Lisboa 24-26 Junho | Design, build, prototype, test. | 14/06/2016 às 20:48

Temas: [ cyclehacklisboa ] [ cyclehack ] [ pennyinyopants ] [ bicicultura ]



No fim-de-semana do CycleHack Lisboa podes trabalhar em ideias para melhorar coisas simples como esta, andar de bicicleta de saia sem flashar ninguém, ou em ideias para melhorar coisas complicadas, como navegar o trânsito da cidade. Tudo tem o seu espaço e a sua importância, o que interessa é dares asas à tua criatividade e divertires-te.

Inscreve-te já, precisamos das tuas ideias e dos teus talentos para tornar o andar de bicicleta ainda mais fixe e mais fácil para mais gente!

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Sevilha, a Amsterdão do sul da Europa

@ Eu e as minhas bicicletas | 14/06/2016 às 18:39

Temas: [ bicicultura ] [ mobilidade ] [ sevilha ]

Fomos passar o fim-de-semana grande dos feriados de junho a Sevilha com uns amigos. Já lá tinha estado duas vezes, a ultima das quais há 7 anos num invernoso novembro. E de lá para cá a cidade transformou-se numa meca da mobilidade ativa.

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Se já considerava que Valência e Bilbao que visitei mais recentemente eram muito bike-friendly então Sevilha é realmente um paraíso para quem gosta de se deslocar de bina.

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Imaginem os "cojones" do alcaide que decidiu fechar esta avenida ao trânsito automóvel... isto se fosse cá em Portugal era linchado vivo. Se a CM de Lisboa para fazer melhorias que não tocam no status quo já está a ter a propaganda que está, imaginem se um dia um "maluco" caísse na loucura de fechar, vamos a imaginar, a Av. Fontes Pereira de Melo e torná-la uma zona pedonal e de comércio... 

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A cidade tem muitas ciclovias, mesmo mesmo muitas, mas nas grandes avenidas.
Pelo que me disse um taxista foram retirados muitos lugares de estacionamento nas principais avenidas para dar lugar a essas ciclovias.

Existem também muitas ciclovias em cima de passeios, mas muitas delas não influênciam o passo pedonal. E mesmo onde há muitos "conflitos" não parecem ser beligerantes. Como há mesmo muitas bicicletas a rolar os peões já sabem que não devem andar nas ciclovias.

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Nesta foto de cima está uma larga avenida com umas 4 vias de trânsito motorizado, uma de BUS e ao lado segregada uma ciclovia bidirecional que "roubou" espaço de estacionamento automóvel para ser feita, mas depois ladeada com arvoredo e  arbustos do passeio pedonal, que como não tem pedrinhas mas sim um piso confortável e liso é usada pelos peões (got it?!).

Na foto de baixo está um exemplo de como se faz uma ciclovia, contínua e onde o trânsito automóvel é que tem de dar prioridade, pois a passadeira de peões e a ciclovia mantêm a cota e sem interrupções, e os carros é que tem de dar prioridade e abrandar com cota elevada para passar fazendo acalmia de trânsito. Acalmia essa que era visível na postura de condução, em 4 dias só ouvi uma pessoa a apitar insistemente no seu bólide.

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Mesmo as zonas mais "antigas" onde não há ciclovias, há imensas infraestruturas para ajudar no uso das bicicletas, desde parqueamentos a pavimentos mais lisos. Haviam muitas pessoas de cadeiras de rodas a circular sozinhas na cidade, e muita gente de skate e patins em linha mas em deslocação e não em lazer. E há muitas zonas 20 e 30 para limitar o excesso de velocidade automóvel e assim ter efetivamente zonas de acalmia para todos.

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Outro detalhe é que há muitos locais de estacionamento de motos e como tal não concorrem com os lugares de bicicletas, e possivelmente por haver uma sensibilização diferente ao tema do que por cá, uma vez que devem ser severamente multados por usurparem os lugares das bicicletas.

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Achei estes pormenores deliciosos, em muitas ruas estreitas criam estes mini-estacionamentos para motos em paralelo com a rua.
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Obviamente, mas só pela piada, aderi ao sistema de aluguer de bicicletas partilhadas de Sevilha que funciona muito bem e que é muito usado, Ultimamente tem sido notícia que o sistema está a cair no uso mas porque muitas pessoas passaram a adquirir as suas próprias bicicletas, o que é um passo natural se se vive na cidade e se usa a bicicleta como meio de transporte.

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E depois há aqueles detalhes que fazem a diferença entre haver ou não barreiras... os passeios lisos, quase todas as passadeiras ou são rebaixadas ou elavadas para garantir continuidade, tal como as ciclovias, as passadeiras são para peões e bicicletas pelo que não é preciso desmontar, existe sentidos proibidos e trânsito condicionado excepto bicicletas, os semáforos tem temporizadores e avisos sonosos para ajudas os minus-válidos, e tem sinalização para peões e bicicletas.
Detalhes que fazem a diferença...

E isso vê-se, pois há desde o mais licrado e enxuto ciclista de estrada, ao BTTista, aos grupinhos de crianças a rolar sozinhas ou a um casal de velhotes de bicicleta a irem de compras sem medo do perigo e da maluquice que é andar de duas rodas numa cidade com tanto trânsito.

Mais uma vez adorei Sevilha, e realmente está muito à nossa frente no que respeita a mobilidade ativa. Mas não seria capaz de viver nesta cidade, pois apesar de não ser de chocolate eu derreteria com o calor, estavam só 41 graus no dia 13 de junho quando regressámos e ainda nem chegou o verão a sério... mas sem ser isso é uma cidade que deve ter uma excelente qualidade de vida.

(Só o pão deles é que é uma coisa indescritível, se calhar se abrisse lá uma boa padaria acho que ficaria rico!)

Até em Sevilha se fala da Mega Massa Lisboa > Oeiras, que é já dia 24 de junho... :)

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Braga podia ser das crianças!

@ Braga Ciclável | 11/06/2016 às 12:00

Temas: [ Opinião ] [ acalmia de tráfego ] [ bicicultura ] [ Ciclovias ] [ crianças ] [ Diário do Minho ] [ escolas ] [ Luís Tarroso Gomes ] [ Miguel Fernández ] [ Pontevedra ] [ Tarroso ]

Não há muitos locais em Braga onde possamos deixar os pequenos ciclistas pedalar à vontade. As ciclovias são perigosas ou porque funcionam lado a lado com vias rápidas ou porque não têm proteções junto ao rio. Mesmo na área pedonal é impossível deixar um miúdo andar de bicicleta sem a atenção de um adulto. Há sempre veículos que surgem dos mais diversos locais. A avenida Central serve, até, para os condutores acelerarem de forma a chegarem mais rápido à saída na Senhora-a-Branca, ignorando que passam à porta duma escola (D. Pedro V). E fora da zona pedonal nem vale a pena pensar em deixar as crianças pedalarem sozinhas.

Toda a cidade é muito perigosa. Tem de ser assim? A uma hora e pouco daqui há uma cidade que acabou com a prioridade dada aos carros. O médico e Presidente da Câmara de Pontevedra Miguel Fernández pôs fim à ditadura não saudável dos automóveis. E as crianças são uma prioridade porque “cando están na rúa fan que a cidade sexa máis segura”. Em toda a cidade – e não apenas na zona histórica – a prioridade é dada aos peões. Seguem-se, por ordem, as bicicletas, os transportes públicos e os restantes veículos. Promove-se a coexistência entre vários modos e para isso há um limite de 30km/h e inúmeras medidas de acalmia de tráfego (que produziram uma redução drástica dos acidentes).

Inspirado no psicopedagogo Francesco Tonucci, o projeto “Camiños Escolares” leva ainda mais longe o objetivo: as crianças são convidadas a irem sozinhas para a escola! Como? Foram criados corredores seguros até às escolas e os pais são incentivados a não levarem as crianças de carro à porta da escola mas a deixá-las em qualquer ponto desses corredores. A pé ou de bicicleta, 25% dos alunos já aderiram!

Com tantos anos de atraso em Braga, é estranho que praticamente nada se tenha feito neste mandato camarário que tinha condições para ser inovador nas questões da mobilidade. Bastava começar por corrigir alguns dos problemas óbvios herdados da gestão anterior pro-automobilística. Já passaram 2/3 do mandato e estamos no mesmo ponto de 2013: uma enorme falta de atenção ao dia a dia da cidade e ao que se passa à volta.


(Artigo originalmente publicado na edição de 11/06/2016 do Diário do Minho)

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