reciclando [10] velo… cidade

paulofski @ na bicicleta | 28/08/2015 às 14:12

Temas: [ motivação ] [ 1 carro a menos ] [ Porto ] [ outras coisas ] [ mobilidade ] [ fotografia ] [ bicicultura ] [ penso eu de que... ] [ Sua Alteza ] [ bike to work ] [ bike to home ] [ ciclismo urbano ]

a pedalar para o trabalho

a pedalar para o trabalho

Nunca é demais relembrar as razões pelas quais se pode incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte. São as mais variadas, no entanto uma dessas razões me mereceu maior importância quando adquiri o hábito de pedalar para o trabalho: A pontualidade. Entendo que possa parecer um pouco estranho, mas só será realmente difícil de acreditar para quem ainda não pedala.

Mais do que um dado evidente, trata-se acima de tudo da comprovação de qualquer ciclista urbano no seu commute diário. E a dedução é simples: Um ciclista que pedale por vias urbanas a uma velocidade média de 15 km/h. e preveja completar um percurso de 5 km, a sua experiência diária demonstra de uma forma convincente que demorará cerca de 20 minutos a chegar ao destino, sem pressas. Um semáforo vermelho, a mais ou a menos, as subidas, o vento, a chuva, tudo isso interfere pouco. As variantes estarão sempre dentro de uma margem de erro razoável.

Salvo algum acidente de percurso, a relação distância/tempo torna o ciclista um cidadão cumpridor dos seus horários, algo que para os habitantes automobilizados (no carro ou em transportes colectivos) nem sempre é exequível. Com as facilidades trazidas pelos mapas, disponíveis nas novas tecnologias, um ciclista precisa apenas delinear qual o melhor percurso para saber a distância, e com um simples cálculo matemático avaliar assim o tempo necessário para a viagem pretendida.

Com congestionamentos ou sem constrangimentos, durante as horas de ponta ou a altas horas da madrugada, quem pedala saberá sempre quanto tempo demora para ir daqui a acolá, e voltar do ponto B ao ponto A. Com as contrariedades de quem diariamente depende de combustíveis para se locomover, o ciclista urbano torna-se um pouco numa personagem mítica. Ela é capaz de dominar o tempo. A grande verdade é que com a bicicleta se socializa, se aproveita a cidade e se promove a qualidade de vida. Dita alguma experiência das pedaladas pela minha cidade que, com a bicicleta, o andar a pé e o Metro, juntos ou em separado, sustentam a mobilidade urbana.

a pedalar do trabalho

a pedalar do trabalho


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porque o Porto é a minha praia e porque há outras praias bonitas para onde pedalar

paulofski @ na bicicleta | 27/08/2015 às 13:25

Temas: [ divulgação ] [ bicicultura ] [ boas ideias ] [ coisas que leio ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ passe a publicidade ] [ passeios ] [ Porto ] [ praia ]

Conhecer o Porto de riquexó

riquexós Porto“Depois dos autocarros e comboios turísticos, e dos divertidos tuk-tuk, chega agora uma nova moda nos transportes turísticos no Porto: os riquexós. Um novo meio de transporte ecológico que permite dar a conhecer a cidade, como tradicionalmente se fazia.
Antigamente, esta tipologia de carruagens eram o meio de transporte de eleição. Puxadas por cavalos e, posteriormente, a motor, a evolução industrial veio terminar com este conceito que acabou por cair em desuso. Atualmente, este passado voltou para ser reinventado e distinguir-se de forma chique e clássica, permitindo dar a conhecer um pouco da história da indústria dos transportes.
Desde março, que todas as pessoas que queiram conhecer a cidade, podem fazê-lo através de um passeio de riquexó. Estes riquexós, para além de serem veículos ecológicos, são constituídos por uma carruagem para duas pessoas e uma bicicleta que é conduzida por um guia turístico.
Devido à topografia da cidade, foram definidos dois percursos estratégicos para estes passeios, ambos os trajetos englobam ida e volta: um, vai desde o Largo de São Francisco até ao Passeio Alegre e, o outro, vai desde o Largo de São Francisco até à Afurada.
São percursos com uma duração média de 60 a 70 minutos e custam 20 euros por pessoa.”

Para mais informações, consulte: Riquitó Tours

(fonte: porto.pt)

XII Passeio de bicicleta Porto Antigo – 13 de Setembro

XII Passeio Porto Antigo“Já abriram as inscrições para o XII Passeio de bicicleta Porto Antigo, uma iniciativa apoiada pela Câmara do Porto, criando assim um boa oportunidade para conhecer o Porto, a pedalar…
O passeio tem data marcada para 13 de setembro, com partida e chegada na Quinta da Bonjóia, em Campanhã. O percurso da iniciativa “Conhecer o Porto, a pedalar”, de 25 quilómetros, é acessível e pretende dar a conhecer alguns pontos histórico da cidade.
Uma boa oportunidade para aqueles que ainda receiam e acham que o conhecer o Porto a pedal possa atrapalhar ou mesmo “estragar” a aventura. Costuma-se apontar as subidas, o estacionamento precário para bicicletas, o tempo de deslocação (sendo este muito relativo) e claro, a integridade física ao partilhar a estrada com tantos veículos motorizados…”A inscrição pode ser feita online.

(fonte: invictadeazulebranco.pt)

Porto Urban Cicle Chic – 19 de Setembro

Porto urban cicle chic“Bicicletas, Moda, Fotografia e Cultura, uma combinação perfeita para uma tarde única.
Passear pelo Porto em duas rodas e captar dos mais belos monumentos e ruas do Porto é a razão perfeita para pedalar. Esta é a filosofia do URBAN CICLE CHIC
URBAN – Somos urbanos, citadinos, cosmopolitas e com estilo. Queremos por isso um evento que se defina desta forma e que proporcione aos participantes a possibilidade de passearem por um circuito urbano, repleto de pontos de interesse e com passagem pelas zonas, bairros, ruas e avenidas mais emblemáticas da cidade Porto.
CICLE – Uma visão única, privilegiada e emocionante. Só usando uma bicicleta é possível ver desta forma a cidade do Porto. Estamos empenhados em proporcionar a todos os participantes a melhor experiência ciclável de sempre. Um percurso pensado e desenhado para que todos os participantes desfrutem da viagem.
CHIC – O estilo, a personalidade e a visão de cada um é importante para nós e queremos que se traduza não só na bicicleta mas também na forma como se vestem. Por isso pedimos a todos os participantes que se vistam a rigor, que usem o outfit com mais estilo e mais adequado para um passeio de bicicleta altamente cosmopolita.” Inscrições em www.easy-cicle.pt.

(fonte: fpcub.pt)

As praias de Portugal mais bonitas para conhecer de bicicleta

gobybike“O calor convida a longos passeios e o Verão é a altura ideal para relaxar e apreciar a beleza do exterior.
Se gosta de longos passeios de bicicleta, porque não juntar o útil ao agradável? Um passeio com cheirinho a mar não é má ideia (e já agora, porque não fazer uma pausa para um mergulho?).
Deixe o conforto de casa e conheça as praias de Portugal mais bonitas para pedalar e desfrute de uma experiência relaxante!”

(fonte: blog.gobybike.eu)


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can’t miss [137] ciclaveiro.wordpress.com

paulofski @ na bicicleta | 24/08/2015 às 9:26

Temas: [ can't miss it ] [ Aveiro ] [ bicicultura ] [ coisas que leio ] [ motivação ] [ opinião ] [ outras coisas ] [ partilha ]

Pedalar por uma cidade mais feliz

Ciclaveiro

por Joana Ivónia (Artigo originalmente publicado no Diário de Aveiro de 25/06/2015)

“A bicicleta faz parte da cultura da região de Aveiro, sendo porém também verdade que essa característica se foi desvanecendo ao longo do tempo, muito devido à adopção do automóvel particular, originando uma redução da circulação de bicicletas. Mas o facto é que, na região de Aveiro, ainda é difícil encontrar alguém que não saiba andar de bicicleta ou que não tenha uma ou mais bicicletas na garagem, no arrumo ou na casa do vizinho.

Desde a sua primeira edição, o Relatório da Felicidade Mundial tem vindo a reforçar a importância do bem estar e da felicidade como indicadores fundamentais para o desenvolvimento económico e social, considerando serem estes os indicadores de maior relevância para a implementação de políticas que conduzam nesse sentido. Dados recentes indicam, ainda, um aumento na qualidade de vida e de bem estar dentro de comunidades que são mais próximas, ativas e colaborativas.”…

(podes continuar a ler este artigo e ficar a conhecer mais um interessante espaço em ciclaveiro.wordpress.com)


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Ilusão do conhecimento

@ Eu e as minhas bicicletas | 19/08/2015 às 13:19

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ ciclovia ] [ ilusão do conhecimento ] [ lisboa ] [ marquês de fronteira ] [ mubi ] [ obras ] [ ribeira das naus ]

Estava a fazer um zapping este domingo, dia 16 de agosto, e apanhei o programa "Quebra-cabeças" ("Brain games") na RTP2 que me captou o interesse.

O tema era "Ilusão do Conhecimento" e fez-me refletir e até rever no que aí estava a ser transmitido. Eu não sei tudo, mas às vezes até tenho a mania que sei... e como eu muita gente, né? :)

Mas mais do que a mim, fez-me rever os incompetentes que são responsáveis por fazer as borradas no que respeita a ciclovias e demais infraestruturas de mobilidade nalguns e determinados centros urbanos.

Ilus%25C3%25A3oConhecimento.jpg
«
Deparamo-nos constantemente com problemas que não sabemos resolver, e se fossemos honestos connosco próprios, admitíamo-lo.
Os psicólogos têm um termo para isto: "Ilusão do conhecimento"
(...)
Embora o mais provável seja não saberem como funcionam a maioria das coisas, o vosso cérebro acha que sim. O vosso cérebro prefere fingir saber algo do que admitir que não sabe, por forma a manter a ilusão de que sabe tudo sobre o mundo.
(...)
Sob muitos aspectos a ilusão do conhecimento é necessária para vos impedir de terem de enfrentar a vossa própria INCOMPETÊNCIA.
»
VIDEO AQUI;
https://cld.pt/dl/download/a64e2a5c-c95a-43f0-8839-d4d15a9a8ddd/VID_20150818_094448.mp4
(video gravado com o telelé, peço desculpa à RTP2 e à National Geographic, o youtube cortou o acesso por copyrights)

Desde há meses que a Rua Marquês de Fronteira em Lisboa está em obras profundas (mais uma vez) e eu sempre esperei que dali surtissem melhorias para a mobilidade suave na cidade, mais a mais que já existem uns troços de ciclovia naquelas artérias circundantes.

Essas ciclovias já existentes tem  falhas técnicas mas também temos de admitir que tiveram o condão de potenciar o uso de bicicletas na cidade, só que o facto de terem sido mal desenhadas/implementadas deveria ter servido de lição e fazer melhor de futuro.

Mas não!

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Ciclovias em cima do passeio, algo a repetir de tão bom que é... NOT!

Construiu-se novos trechos de ciclovia em cima de passeio, reduzindo o espaço dos peões quando deveria era ser reduzido o espaço do transito motorizado. É essa a tendência nas capitais do mundo civilizado e não a criação de "autoestradas" no meio das cidades.

Criam-se ciclovias à cota do passeio e intervalado com passadeiras e, pasma-se, paragens de autocarros, criando assim conflitos entre ciclistas e peões.

Novos sentidos de trânsito e traços contínuos o que impossibilitam o legal uso e cruzamento nas ruas, fazendo (como já acontece) que bicicletas, motas e carros façam infrações.

Enfim... um vasto número de aberrações!

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A obra ainda não está acabada, é verdade, mas já se vê as bicicletas a fazerem gincanas no meio dos peões. E os peões em cima da ciclovia, lisinha.

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E nada melhor para a mobilidade urbana que reduzir possibilidades de fluxo de trânsito com montes de sentidos obrigatórios e traços contínuos.

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A obra não está acabada, quiça ainda estão a meter mais pilaretes, mas entretanto é isto! (Foto: Luis Miguel)

A MUBi até fez uma carta ao xôr presidente da CML:
http://mubi.pt/2015/07/24/rua-marques-da-fronteira-assim-nao-camara-municipal-de-lisboa/

E não, não me perguntem como é que eu faria... é que eu não sou um "especialista" pago para trabalhar no assunto! Sou um mero utilizador que sabe pela experiência do dia-a-dia que aquilo que foi feito é uma borrada e é dinheiro mal gasto (o nosso dinheiro!).

Tal como o devaneio na Ribeira da Naus onde meteram uma ponte de madeira que agora ao fim de um ano e pouco vai ser substituída. Se está melhor agora do que estava há uns anos? Que sim! Está! Mas podia e devia estar beeeem melhor! É um martírio para toda a gente passar ali... mas está muito melhor! Mas loonge do que deveria estar.

http://www.publico.pt/local/noticia/passadico-de-madeira-da-ribeira-das-naus-em-lisboa-so-durou-um-ano-1704916

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(foto jornal Público)

Mas é um sentimento muito nosso né? Ficarmos satisfeitos com pouco... sermos pouco exigentes... enfim...

E a Rua Marquês de Fronteira? Vai ficar melhor do que aquilo que foi? Talvez.
Mas podia estar bem melhor do que aquilo que vai ficar! Mais um tiro no pé! Mais uma incompetência!

Não seria bom esses responsáveis pelo menos questionarem os reais utentes destas artérias e depois agir em conformidade com as necessidades reais?

Mas há praí uns iluminados que tem a "ilusão do conhecimento".
A esses a resposta a seu tempo.
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fotocycle [166] bronzeador…

paulofski @ na bicicleta | 19/08/2015 às 11:15

Temas: [ fotocycle ] [ bicicultura ] [ dicas ] [ fotografia ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ praia ] [ Verão ]

toalha bronzeador e bicicleta

Estamos em pleno Verão, o sol aquece os corpos sedentos de vitamina D e o calor convida uma ida até à praia… Então, porque não, levar a bicla a banhos também!? Aproveitando o tema, deixo algumas dicas para pedalares sob o calor:

A hidratação é fundamental. A ingestão de água durante a pedalada mantém a frescura corporal e substitui o que se perdeu na transpiração e respiração.

O uso de roupas leves, de cores claras, ou até das do tipo que retardem a transpiração, vão ajudar a manter o corpo fresco. Arregaçar as mangas, tirar a gravata e abrir um botão à camisa também vai ajudar. Um chapéu na tola é um item a considerar.

Evita levar mochilas às costas. O passeio será mais agradável se as costas e os ombros estiverem livres do peso excessivo. Transportar a toalha, chinelos, o protector solar num cesto, no porta-couves ou em alforges, é o ideal.

Vai sem pressas. Diminui a velocidade e mantém uma pedalada a baixo ritmo, principalmente nas subidas onde o esforço pode ser elevado e a brisa quase nenhuma. Vais chegar lá quase ao mesmo tempo.

Dá tempo para te refrescares. A transpiração continua mesmo depois de terminar a pedalada. Na verdade vai intensificar-se sem a brisa natural da deslocação. Após o passeio, procura um local fresco e tem calma por alguns minutos. Isso vai ajudar a diminuir a transpiração.

Boas pedaladas e boa praia.


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bonne route…

paulofski @ na bicicleta | 17/08/2015 às 8:04

Temas: [ motivação ] [ bicicultura ] [ ciclistas no mundo ] [ cicloturismo ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ Paris-Brest-Paris ] [ randonneur ]

No momento em que sair este postal, 12 audazes cilotugas (10 da Associação Randonneurs de Portugal)  estarão já a dar ao pedal pelas curvas e contracurvas, subidas e descidas, das estradas francesas na mítica Paris-Brest-Paris.

ciclotugas no PBP 2015

O depart do Paris-Brest-Paris (PBP) foi dado ontem, 16 de Agosto de 2015. Pela 22ª vez (18ª edição sob a batuta do Audax Club Parisien, ACP, sem profissionais à mistura), cerca de 5.000 homens e mulheres de todo o mundo calcaram o pedal e deram ontem início à aventura no velódromo de Saint-Quentin-en-Yvelines em Paris, no rasto das rodas dos pioneiros. Todos eles tiveram anteriormente de completar passeios de 200, 300, 400 e 600 kms. Todos eles pedalam em direcção a Brest, uma cidade na ponta ocidental da Bretanha, todos eles darão a volta e regressarão ao ponto de partida a fim de completar o brevet, como é conhecido, o passeio de bicicletas mais famoso do mundo. Uns singelos 1,200 e picos km’s num tempo máximo de 90 horas.

PBP

Desde a 1ª aventura em 1891 que muita coisa mudou. As bicicletas, as estradas, o avanço tecnológico, mas o espírito, a ousadia, a resistência destes loucos aventureiros e a versatilidade da bicicleta, qualquer que ela seja, manteve-se sempre presente. À época, o jornalista e inveterado ciclista Pierre Giffard reconheceu potencial em tão novel criação e viu ali uma demonstração impressionante do desempenho e do alcance do homem. Deve-se ter em mente que a bicicleta tinha acabado de ser inventada, na forma como a conhecemos actualmente. Giffard formulou então a ideia de uma competição, no uso de uma bicicleta, ir de Paris com destino a Brest e voltar a Paris. O PBP não seria somente uma corrida, mas principalmente uma competição de superioridade, habilidade e resistência. Os médicos da época eram de acordo em que isso não seria possível. Muitos outros condenavam a ideia e achavam que era pura loucura. Poderia um homem realizar apenas por meio da sua força muscular tal acto heróico?! Apesar dessas incertezas e vozes do contra, o PBP começou com muitos aventureiros, exceptuando os estrangeiros e as mulheres.

Le Petit Journal

De modo que, em 6 de Setembro de 1891, 207 ciclistas profissionais e amadores apresentaram-se à partida em Paris montados nas suas loucas máquinas voadoras, das quais constam 10 triciclos, 2 tandems e um monociclo. Em relação ao número de Penny-farthins, não obtive troco! Curiosamente, um dos temas mais ferozmente debatidos à época, havia sido a questão de qual o melhor tipo de pneu a utilizar. Apenas dois anos antes, os irmãos Michelin tinham inventado os pneus e as câmaras-de-ar correspondentes. Para que conste, e porque dos heróis reza a história, Charles Terront, apoiado pela Michelin, venceu com o tempo de 71h35, sem pregar olho! Já o segundo classificado Jiel-Lavel usou os tradicionais pneus de borracha maciça e cortou a meta com mais de 8 horas. Um total de 99 ciclistas cruzaram a linha de chegada e a maioria levou vários dias a completar o percurso porque fizeram várias pausas durante a noite. Pelo caminho só tiveram de gerir o cansaço, reparar as avarias e regressar num prazo de 10 dias.

Terrot

A vitória de Terront foi considerado um exemplo impressionante do tamanho do ser humano e a corrida teve um enorme impacto no público. Giffard encheu durante meses as páginas do Le Petit Journal com as façanhas do seu evento. Escreveu, entre outras coisas: “Pela primeira vez, vimos uma nova forma de viajar, uma nova aventura, uma nova perspectiva de prazer. Estes ciclistas pedalaram por 10 dias, em média 120 km por dia, e ainda chegaram frescos e saudáveis…”

PBP percurso

Devido à natureza árdua da corrida, à distância tão grande e às dificuldades dos profissionais em gerir os treinos e participações em outras provas de estrada, como o Tour de France surgido em 1903, o PBP só viria a ser repetido uma década depois, em 1901, e a cada 10 anos, até 1931. Em breve o Tour de France viria a ser considerada a corrida de bicicletas mais importante e viria a realizar-se anualmente, mas foi inspirada em última análise pelo sucesso e fama do lendário Paris – Brest – Paris.

 Alguns factos curiosos podem ser consultados aqui.

Uma das coisas mais notáveis do ciclismo é o quão pouco mudou. Ok, as bicicletas são mais leves, o vestuário mais confortável, e não há tantos bigodes no pelotão, mas um certo espírito de aventura perdura de quatro em quatro anos num canto do norte da França, onde será para sempre lembrado o esforço e o espírito dos primeiros dias, das bicicletas de aço e das rodas fixas. Se por um acaso Charles Terront, o primeiro vencedor do PBP, fosse transportado através do tempo para 2015, certamente seria capaz de rivalizar muito rapidamente com Froome e com Quintana. Com uma destas biclas modernas xpto provavelmente seria muito competitivo também!

onion seller Mr Buck

Agora o Paris-Brest-Paris ocorre a cada quatro anos. O que tem de especial o PBP é a atmosfera ao longo do extenso percurso e o apoio dos moradores locais. Em muitas vilas os habitantes estão dia e noite com mesas postas, oferecendo água, café e biscoitos. Aqui e ali ouve-se “Bravo!” e vêm-se cartazes com palavras de incentivo aos valorosos ciclistas. São todos amadores do ciclismo e cada um vai abordar a tarefa com a sua pertinaz determinação. Durante a viagem vão passar por aprazíveis estradas, cruzar belas aldeias, registar a sua passagem nos postos de controle, sentar-se à mesa para alimentar o organismo, descansar e dormir por algumas poucas horas, nos pontos de controle ou onde quer que o possam fazer. A sua resistência física e mental será testada. Sabem que terão de enfrentar imensas dificuldades, o clima imprevisível e as noites escuras e tenebrosas, sendo o prémio por tão brava superação o prazer de pedalar e um sentimento de realização por ter concluído o desafio, chegar a tempo a Paris.

Passeie com eles e junte-se ao desafio, deseje-lhes “Bonne Route” e acompanhe estes nossos amigos no Paris-Brest-Paris durante os 1.200 e tal quilómetros de pedalada.

Pedro Alves o primeiro português a completar o PBP em 2011

Pedro Alves o primeiro português a completar o PBP em 2011

Para as últimas informações detalhadas e, possivelmente, recomendamos para visitar o Clube Audax Parisien (ACP). Aqui pode fazer o download do panfleto oficial de 2015.


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Bicicleta e a indumentária

@ Eu e as minhas bicicletas | 16/08/2015 às 18:38

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ corrente ] [ fita ] [ proteção ] [ reflector ] [ sujo ]

Há dias ia a rolar para o trabalho com um outro commuter e vinha-me a gabar imenso que tinha comprado a Felicidade por ela ser "fully equiped", daí o nome "Coluer SEVENTY 700C EQ".

Cubo com dínamo, luzes, paralamas, suporte bagagem traseiro e... proteção do eixo e corrente para não sujar a roupinha.

Não é que no próprio dia a proteção do eixo e corrente (aquilo é um simples plástico) partiu? Coincidências!

Ora nesse dia não me apercebi e eis que me sujei todo nas calças que ainda por cima eram clarinhas :( Duuuh!

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Como remédio lá tive de fazer o truque mais simples...

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Claro que nos dias seguintes já me lembrei de trazer este pequeno apetrecho que costumo usar no inverno à noite (é uma fita que se enrola no tornozelo, vende-se em vários sítios, e é refletor):

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E assim já não fico com a roupa suja de óleo da corrente! Nice...

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(http://www.yehudamoon.com/)

Mas este post para quê?
Apenas para reforçar que para andar de bicicleta, no dia a dia, não é preciso roupa especial "de corrida". Cada um terá as suas rotinas e os seus percursos... E deve adaptar-se em termos de roupa a essas rotinas.

Eu no meu commute casa-trabalho (11kms) no verão vou de calções e tshirt e depois tenho uma muda de roupa que troco no trabalho. Mas se depois à hora de almoço vou a algum lado (3 ou 4kms) levo a roupa do dia, não vou trocar de indumentária só porque vou de bicicleta almoçar a algum lado.

E mesmo com a roupa normal às vezes é preciso algum cuidado, como arregaçar a calça ou usar uma destas fitas, mas isso também não é obrigatório... é só para não ficar sujo.
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Odeceixe e mais uma estória dos Funcionários #7

@ Eu e as minhas bicicletas | 16/08/2015 às 18:19

Temas: [ bicicultura ] [ funcionários ] [ odeceixe ] [ praia ]

(Na onda da sátira "Funcionários" do livro "Quotidiano Delirante" do artista Miguelanxo Prado seguem mais umas estórias de pura ficção...)

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- Bem-vindo de volta Senhor Engenheiro. Esse descanso? - perguntou o rapaz com um sorriro trocista.
- Obrigado rapaz! Obrigado... foram umas boas férias!
- Então, onde foi?
- Há anos que um velho amigo me andava a desafiar para ir conhecer as suas paragens, e assim este ano em vez de ir para os brasis ou méxicos fazer praia resolvi ficar por cá.
- Pois, com tão boas praias no nosso país...
- É, mas para mim férias tem de ser ir de avião e para um sítio diferente e longe daqui... tás a perceber rapaz? - diz o engenheiro com a soberba de quem tem dinheiro e os outros não.
- Mas foi para onde então? Conte lá...
- Ópá, fui para Odeceixe, conheces?
- Então não!? Uma das melhores praias do país. É excelente para tudo. Para a criançada, para o surf, para descansar pois não tem muita gente, e tem o rio que é uma alternativa quando a maré está brava, até para correr e andar de bicicleta, e a comida é muito boa... um paraíso...


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- Por acaso também gostei, mas pena é a falta de acessibilidades.
- Como assim?
- É pá, demora-se muito a lá chegar... é só estradas e estradinhas... falta uma autoestrada naquela zona?
- Uma quê...? - questionou o rapaz supreendido mas ao mesmo tempo resignado.
- Uma autoestrada! Aquilo é logo ali mas como é por estradinhas com curvas e pelo meios dos montes demora-se muito tempo...
- Mas é o ideal para quem vai de passeio ou de bicicleta até, há muito turista que viaja de bicicleta para essa zona litoral... acredito que viu muitas não?


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- Então não vi? No meio da estrada a atrapalharem, e mesmo na zona da vila ou da praia muitas delas... olha, e até tenho uma estória para te contar sobre isso das bicicletas... Esse meu amigo é lá da Junta, sabes como é, somos um networking, troca de conhecimento e tal, uma ajuda aqui, outro ajuda ali... e há uns anos pediu-me ajuda para isto da mobilidade e tal...
- A sério?
- Sim, sim rapaz. Eu percebo de mobilidade! Então mandou-me umas fotos e uns croquís para eu lhe dar a opinião. Era para meterem lá um parqueamento de bicicletas, para as arrumar todas e não andarem espalhadas lá na zona da praia.
- Hmmm, estou a ver... para não incomodarem os carros?
- Isso! Vês como estás a aprender? E então estive lá e vi in-loco a obra que foi feita com as minhas orientações...
- À distância? Fez avaliações e orientações à distância? Sem conhecer o local e a sua vivência?
- Ó rapaz, quando se tem traquejo é assim... Mas fiquei muito decepcionado!
- Foi?
- Pois foi! Sabes porquê? Porque os turistas ciclistas e os utilizadores de bicicleta não sabem dar  valor ao trabalho e esforço que fazem por eles. Quer dizer, abdica-se de um excelente lugar de estacionamento automóvel para colocar uma estrutura que custou dinheiro e em vez de usarem, sabes o que fazem? Sabes?
- Sei pois...
- Pois não sabes... ah sabes, como assim?
- Deixe-me adivinhar... em vez de usarem uma estrutura estrategicamente colocada longe de tudo e de forma a não incomodar, os sacanas vão e prendem as bicicletas aos locais mais inusitados - diz o rapaz com tom sacástico mas sem o engenheiro entender.

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- EXATO!!! Aquilo tem lá espaço de sobra, ah e tal tem de ter um lugar permanente para ambulâncias, ok tudo bem, tem de ter um lugar para deficientes e como é óbvio tem de ser o melhooor lugar de todos... - diz o engenheiro com tom de asco - sim, porque o lugar está sempre às moscas, por isso vamos de reservar o melhor lugar para ficar sempre vazio.
O rapaz já torcia os olhos, mas continuava sereno a ouvir.
- ... e depois está um lugar para a Junta, isso tem de ser, não vai o esforçado e deligente representante de junta ter de deixar o carro longe de tudo, e depois um lugar para as autoridades, a GNR, também faz sentido, mas está quase sempre vazio, e depois um excelente lugar para bicicletas, que também está vazio. Portanto temos ali mesmo em frente à praia uma zona reservada para quase ninguém usar, fica um espaço amplo e desafogado, sem sentido.
- Sem sentido?
- Podia muito bem caber ali bem alinhados uns 6 a 7 carros, mas não... e mais, estacionam as bicicletas agarradas mesmo ao pé de um sinal de proibido parar e estacionar. Esses ciclistas não sabem as regras?
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- As regras que foram feitas para... os carros?
- Não interessa, regras são regras!
- Já lhe ocorreu que quiça os estacionamentos de bicicletas é que são mal feitos e mal pensados, e por isso ninguém os usa?
- Já me ocorreu, mas é uma ideia absurda, obviamente que não é assim. Se são bons lugares porque não os usam?
- Se calhar porque não são bons, se calhar as estruturas são entorta-rodas, se calhar são longe da vista, longe de locais onde as pessoas sentem mais segurança, as pessoas deixam as suas bicicletas o mais perto possível do local para onde vão, é uma das vantagens da bicicleta, não a vão deixar a 300 metros, ou mesmo a 50 metros se as podem deixar mesmo ali "à mão"...
- Isso é que não faz sentido nenhum. Quem anda de bicicleta não se importa de fazer exercício físico, se já veio de bicicleta o que são mais 50 metros? Já eu que vou de carro, que não quero fazer exercício, deveria ter lugar mesmo "à porta", isso sim, faz sentido...
- Ah!! - rematou o rapaz que achou que já nem valia a pena continuar a conversa.


A estória é fição minha, mas os suportes são reais.
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Rescaldo da Mega Massa 2015 : Lisboa > Oeiras

@ Eu e as minhas bicicletas | 15/08/2015 às 21:04

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ lisboa ] [ massa crítica ] [ mobilidade ] [ oeiras ]

Da rotunda do Marquês de Pombal em Lisboa até ao Largo do Marquês em Oeiras : um mega successo.

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(foto António Maldonado Cruz)

Foi efetivamente um evento ímpar!
"Once in a blue moon", embora a dita só surgisse em pequenos rasgos por entre o céu novelado que nos primou do sol à ida e da lua à vinda.

Um acontecimento inolvidável para todos os cerca de cem ciclistas que aceitaram o desafio de querer fazer parte da mudança e rolar numa percurso de grande beleza e enorme potencial para a nossa capital e o seu concelho vizinho de Oeiras.

Havia uma grande miríade de ciclistas, miúdos e graúdos (o mais velho tinha só 87 anos!), de robustos atletas aos mais anafadinhos, de belas e esbeltas damas aos mais rufias, da malta que não dispensa a licra aos mais casuals, de capacete ou com o cabelo ao vento, de amigos a casais de namorados, bicicletas de todos os feitios e para todos os gostos!

Há sempre muitas estórias para contar, mas deixem-me só referir esta.
Quando estávamos quase a abalar do sopé do Parque Eduardo VII uma senhora aí na casa dos seus 50 e muitos lá ganha coragem e questiona-me:
- O que é isto? É algum passeio organizado de bicicletas?
- Não! - disse-lhe sorrindo - É uma coincidência em que as pessoas se juntam aqui todas as últimas sextas de cada mês e depois vão dar uma volta pela cidade... não é organizado, acontece...
- Está a gozar comigo?
- Não, não... isto é algo, assim, tipo, espontâneo, mas que acontece todas as últimas sextas de cada mês, percebe? Sempre aqui neste sítio... mas não é nada organizado... não tem um percurso... acontece... a malta junta-se e vai andar por aí.
- A sério? Então para a próxima contem comigo! - despediu-se sorrindo.
Se isto não é um bom prenúncio nao sei o que seria.

Ouvi muitos e variados comentários positivos durante e depois da mega massa. Quero só deixar aqui dois de duas pessoas que tem muito mais calo que eu quer no uso da bicicleta como meio de transporte quer no número de Massas Críticas que já fizeram. São pessoas que eu sei de facto que estavam muito descontentes com o rumo que as MC's de Lisboa andavam a ter com muita agressividade e falta de respeito com o restante trânsito. As MC's devem fazer-se notar, mas não conflituar e criar animosidade.

"Foi muito fixe! Ambiente descontraído, sem conflitos com o restante trânsito, percurso lindíssimo, excelente convívio com os amigos, foi perfeito!"

"Também gostei muito. Fez-me recordar o que eram as MCs antigamente: rolar pacificamente sem conflitos entre automobilistas selvagens e ciclistas desordeiros. Grande iniciativa!"

Por todo o lado as pessoas acenavam ao nossos gritos de ordem "Mais bicicletas! Menos Carros!", sorriam aos timbres das campaínhas e ao som das cornetas! Havia contentamento  estampado à passagem daquela massa!

"Não há como negar, as bicicletas são alegria!" - disse-me um companheiro de massa na zona da Ribeira das Naus enquanto atravessávamos aquele piso horrível.

A minha bicicleta chama-se "Felicidade" por um motivo.

Descrição na página do Facebook da MC Lisboa:
"Percurso: 3 voltas ao Marquês de Pombal, descemos a Avenida da Liberdade e seguimos em direcção ao Terreiro do Paço. Alegrámos a Ribeira das Naus com a nossa passagem, no Cais do Sodré encontrámos o eléctrico 18 e seguimos a pedalar pela Avenida 24 de Julho. Passámos por Alcântara, Belém, Algés e fizemos uma breve pausa para subir a colina junto ao Jamor. Percorrendo a Marginal, enfrentámos a tão temida curva do Mónaco, seguiu-se Caxias, Paço de Arcos, até Santo Amaro de Oeiras. Observámos o Jardim Almirante Gago Coutinho a caminho da estação de comboios de Oeiras, de onde após breve paragem, saímos para terminar esta Massa Crítica no edifício do Município de Oeiras em grande festa!"

Uma coisa que ajudou nesta massa foi o uso de uma aplicação para smartphone que permitiu a quem estava na massa transmitir o trajeto ao vivo, e assim muitos conseguiram ir juntando-se a meio pois conseguiam ver num mapa (via um simples browser) em tempo real onde a massa estava:
http://glympse.com/

Para mais tarde recordar:

Videos da Mega Massa 2015:




Álbum de fotografias #1 (António Maldonado Cruz e Ana Paula Cardoso):
https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.10153631227397044

Álbum de fotografias #2 (António Baganha):
https://www.facebook.com/antonio.baganha/media_set?set=a.10200840707417709.1073742087.1764714884

Notícia no Pedais.net:
http://pedais.pt/muitas-dezenas-de-ciclistas-pedalaram-na-marginal-por-uma-ciclovia-ate-oeiras/
"Tratando-se de uma iniciativa sem organizadores, como é caraterística das massas críticas, nem terem sido contabilizados os participantes, foram seguramente muitas dezenas os ciclistas que partiram do Marquês de Pombal, em Lisboa, até ao edifício histórico da Câmara de Oeiras."

Todos juntos por uma causa, de forma pacífica e positiva... pela mobilidade urbana!

Estou cá com um feeling que a MC de setembro, após a Semana Europeia da Mobilidade, também vai ser em grande!!

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Não sei como foi o regresso do resto da malta para Lisboa, pois acabei por ficar em Oeiras a jantar e só voltámos lá pelas 23h30 de bicicleta num grupo de 5 pessoas pela Marginal... aí sim com a lua a iluminar as águas espelhadas do Tejo que beijava o mar... que desperdício que é esta costa para ser usada apenas como via-rápida para carros em constante excesso de velocidade :(


...e para acabar relembrar a Proposta de Ciclovia na Marginal:
https://cicloviamarginal.wordpress.com

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como quem não quer a coisa…

paulofski @ na bicicleta | 14/08/2015 às 9:47

Temas: [ testemunho ] [ bicicultura ] [ ciclistas urbanos do Porto ] [ coisas que leio ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ opinião ] [ partilha ] [ segurança rodoviária ]

publicado por Marisa Alves no Ciclismo Urbano em Portugal

Somos um povo, no mínimo, curioso… vais sózinho, ocupas o teu lugar na estrada e há sempre alguém, aqui ou ali, pronto a competir pela mesma faixa onde tu vais, ou fazer-te sentir que o teu lugar não deve ser aquele – por desconhecimento do CE, ou porque se sente o dono da dita. Para alguns, os ciclistas podem sempre encostar, ir mais devagar, nunca vão trabalhar, nunca têm horários a cumprir, estão sempre em diversão… – nesta última até têm razão :) Vais em paralelo com outro ciclista e corres sérios riscos do mesmo acontecer – aqui não têm grandes hipóteses, caso te queiram ultrapassar, a não ser a ocupação da outra faixa… Mas, se por acaso fores em paralelo e colocares a mão nas costas, ou no ombro da pessoa que vai ao teu lado, no sentido de ajudar, ou ser ajudado, nada disto acontece… (quando um de nós vai numa E-bike e o outro não, fazemos isto com alguma frequência – Não o tentem em qualquer sítio sem treinar primeiro, ou se as duas bicicletas tiverem alturas similares!) – De repente o automobilista passou a ter toda a paciência. Alguém está a precisar de ajuda! – deve ser a miúda ;) até a polícia já nos congratulou por esta atitude a subir o Freixo – Que bem a entreajuda na estrada. Quando vais com atrelado para transportar crianças, a mesma coisa, o tempo parou… Olha que bonito! – cúcú dádá! Abrandam para ultrapassar e fazem-no sempre pela outra faixa, sem apitar. A última experiência: vais com um atrelado de transporte de carga, a mesma atitude – mesmo indo um pouco mais para a direita, ocupa-se o centro da faixa – não há problema! E se forem dois?? E em fila indiana?!! – Olha, devem ser estrangeiros de viagem! O Porto está mesmo muito turístico – Hello!!! passamos pela outra faixa, afinal é assim que fazemos quando ultrapassamos um carro, não é? Vendo bem até é fácil e a estrada também lhes pertence!!!…

ciclistas urbanos Porto


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