da Liberdade

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 25/04/2019 às 22:30

Temas: o ciclo perfeiro as biclas sabem nadar bicicleta coisas que vejo em tempo de férias fo fotografia fotopedaladas Liberdade mar motivação outras coisas penso eu de que... praia Sintra

A independência envolvida a pedalar uma bicicleta permite a liberdade de escolher o nosso próprio caminho. Desfrutar da natureza, em qualquer lugar, fazer parte do ambiente, da calma vastidão do oceano e da cacofonia das coisas naturais. Na bicicleta traçamos rotas, desenhamos o imaginário, sedutor como o horizonte, com o constante desejo de explorar e descobrir. Um sorriso, uma renovação, pensamentos que voam e nos levam para o futuro. Eles também sabem como aproveitar cada momento.

 

can’t miss [201] diariodominho.pt

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 22/04/2019 às 14:04

Temas: can't miss it 1 carro a menos bicicleta boas ideias ciclismo ciclismo urbano cidades coisas que leio de economia da bicicleta espalhando os bons exemplos mobilidade motivação noticia opinião outras coisas partilha testemunho

A bicicleta não é um brinquedo

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Na semana em que uma grevezita de três dias deixou um país há beira de… não, há beira não, deixou um país numa total e  crise de nervos e histeria colectiva, vem a propósito este artigo de Victor Domingos publicado no Diário do Minho. A bicicleta pode não ser apenas um brinquedo mas para mim é a solução:

“Muitos de nós guardamos recordações felizes de uma infância ou juventude marcada pela presença da bicicleta. Primeiro, como brinquedo, mas mais tarde como meio de emancipação, um modo de transporte de baixo custo, acessível e sem requisitos complicados. Hoje em dia, demasiadas vezes esquecemos esse potencial libertador e utilitário da bicicleta, e apenas a consideramos, erradamente, como um mero brinquedo.

Pode parecer uma discussão fútil e despropositada, mas não é. A bicicleta tem algumas características que fazem dela a melhor opção de transporte para boa parte das nossas deslocações diárias, com vantagens impossíveis de igualar por outros modos de transporte.

[…]

Finalmente, quando há escassez de combustível nos postos de abastecimento, até isso já não nos afeta de forma tão direta, e podemos prosseguir a nossa viagem sem preocupações.

Encarar a bicicleta como mais uma das nossas opções de transporte pode facilmente traduzir-se numa transformação libertadora a nível pessoal. Menos despesa, menos tempo perdido, mais saúde, melhor disposição. Não é evidentemente solução para todas as necessidades de transporte, mas é sem dúvida o melhor transporte em muitas situações nas quais habitualmente ainda usamos o carro.

[…]

Clica aqui para leres o artigo e aceita o desafio do Victor. Vais ver que a única bomba de que ficas dependente é aquela que usarás para encher pneus. Boa semana.

(artigo de opinião também publicado no blogue Braga Ciclável)

 

Logística nas cidades: A bicicleta como parte de uma solução participada

Mário Meireles @ Braga Ciclável

Publicado em 14/04/2019 às 19:03

Temas: Opinião #5 Bicicleta Braga carga CMCidades distribuição logística logística urbana mercadorias

Quando se fala de mobilidade não se fala apenas de mobilidade de pessoas, mas também de mercadorias.
A Logística Urbana pode ser definida como o transporte de bens do ponto A para o ponto B dentro da zona urbana, independentemente do modo de transporte utilizado para o efeito.

Numa cidade média europeia, com cerca de 240 mil habitantes, existem cerca de 1 milhão de viagens por dia. Desse 1 milhão de viagens, cerca de 490 000 estão relacionadas com a distribuição de mercadorias utilizando veículos motorizados. Cerca de metade destas viagens (240 000) poderiam deixar de ser feitas em veículos motorizados e passar a ser realizadas de bicicleta ou de bicicleta de carga.

Com o crescimento das cidades há um aumento da procura pela distribuição de mercadorias e, por isso, é importante minimizar os impactes do uso dos veículos motorizados neste tipo de distribuição.

O transporte de mercadorias nas cidades, especialmente nos centros urbanos, é um desafio para muitos Municípios. A organização da entrega de mercadorias, com a criação de zonas abastecedoras estrategicamente colocadas que depois redistribuem a mercadoria, é fundamental para que uma cidade seja mais agradável.

Utilizar a bicicleta como uma parte da logística urbana pode mudar a “face” da cidade tornando-a num sítio mais agradável para as pessoas.

São variados os equipamentos existentes para se efetuar a distribuição de mercadorias de bicicleta, desde acessórios que se podem juntar a uma bicicleta normal (como um alforge, um cesto ou um atrelado), até à própria bicicleta, normalmente chamada cargo-bike que é construída de forma a transportar uma carga maior, podendo ter a capacidade de carregar até 250 kg. Existem também bicicletas com 3 rodas e uma caixa fechada atrás para cargas maiores. Até aos 7 km de distância, a bicicleta é o modo de transporte de mercadorias mais eficiente nas cidades europeias.

É por isso importante refletir e organizar a logística e micrologística urbana, contando também com a bicicleta como parte da solução para um problema que existe em todas as cidades: como fazer chegar a mercadoria produzida desde um “hub” regional até ao comércio local ou a prateleira do supermercado. E isto, tal como outras questões da mobilidade, não pode depender apenas de medidas avulsas, mas sim de uma estratégia holística de mobilidade que seja efetivamente executada a um ritmo visível e com a participação da população.

E aqui a participação da população nestas decisões é fundamental, porque a democracia não se esgota nas urnas, porque uma democracia participativa passa pelo envolvimento das pessoas ao longo dos processos, e não apenas na apresentação formal e final dos projetos. E até num processo de alteração do paradigma da logística urbana o envolvimento das pessoas é fundamental, porque serão as pessoas a efetuar a distribuição e terão que ser elas a querer estes projetos, sendo que cabe aos municípios criar as condições para que estas escolhas sejam feitas.

in CMCidades #5 – Correio do Minho – 14 de abril de 2019

 

Novos Órgãos Sociais da Braga Ciclável tomaram posse

Braga Ciclável @ Braga Ciclável

Publicado em 14/04/2019 às 16:15

Temas: Comunicado associação Bicicleta Braga bragaciclavel

No passado dia 27 de março, a Associação Braga Ciclável realizou, na junta de Freguesia de São Victor, a assembleia geral na qual se procedeu à eleição dos novos órgãos sociais e à constituição de novos grupos de trabalho.

Às eleições para os órgãos sociais, concorreu este ano uma única lista, liderada por Mário Meireles, que mantém 7 dos 11 nomes da anterior gestão e foi eleita por unanimidade.

A nova equipa tomou já posse e prepara novidades que serão brevemente apresentadas a todos os associados. O presidente eleito, Mário Meireles, garante que será dada continuidade ao já habitual Braga Cycle Chic, bem como aos artigos de opinião na imprensa local.

Ao nível institucional, a direção que agora tomou posse pretende continuar o trabalho de diálogo e reivindicação junto do município, no sentido de conseguir melhores condições para a utilização da bicicleta como modo de transporte na cidade de Braga. Entre os objetivos gerais para este mandato, a nova direção pretende também reforçar ainda mais a colaboração com a Associação Comercial de Braga e diversos comerciantes da cidade.

 

Encontros com Pedal: Uma Prova de Vinhos para quem chegar de bicicleta!

Braga Ciclável @ Braga Ciclável

Publicado em 13/04/2019 às 10:40

Temas: Eventos Bicicleta Bicicletas em Braga Braga braga ciclável Braga Cidade Autêntica Congresso das Garrafas Encontros com Pedal evento Prova de Vinhos

A Braga Ciclável relança os Encontros com Pedal, sendo que este encontro se realiza em parceria com a Congresso das Garrafas. Assim são convidados todos os amantes da bicicleta para uma prova de vinhos, que decorrerá no próximo sábado, dia 20 de abril, entre as 16 e as 17 horas nas instalações da Congresso das Garrafas, espaço situado junto do Parque Desportivo da Rodovia, ao lado da Residência Universitária.

A entrada é livre, sem necessidade de inscrição, ficando a mesma apenas limitada ao espaço existente e a quem chega de bicicleta.

Num espaço confortável e agradável surge a oportunidade para conversas informais e discussão de ideias, entre pessoas que defendem a melhoria das acessibilidades para os utilizadores de bicicleta na cidade de Braga enquanto decorre uma agradável prova de vinhos.

Todos os interessados são convidados a comparecer na sede da Congresso das Garrafas sendo que o único requisito é que cheguem de bicicleta.

 

1 euro por 1 quilómetro

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 10/04/2019 às 10:47

Temas: divulgação Almeirim ciclismo ciclistas no mundo cicloturismo coisas que leio esta malta tem cá um pedal!... longas pedaladas Nepal noticia outras coisas partilha pedaladas solidárias Pedro Bento quem pedala assim... randonneur

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É já neste sábado, 13 de Abril, que o bêtêtista Pedro Bento irá dar a primeira pedalada nos mais de 10 mil quilómetros que separam Almeirim, a sua terra Natal, da capital do Nepal, Katmandu.

Para completar esta distância o Pedro vai com os dias contados, 73 mais precisamente. Guiado não apenas pela motivação da superação, sairá para a estrada sozinho com um projecto solidário em mente: “1 euro por 1 quilómetro”.

Ao completar este desafio o Pedro espera angariar 10.000€, sendo que uma parte será para retribuir em equipamento aos Bombeiros Voluntários de Almeirim, pela ajuda recebida no processo de resgate e recuperação do grave acidente de mota que sofreu em 2017.

Outra parte da verba será doada a bolsas de estudo e alimentação durante um ano a dois jovens nepaleses do projecto “Dreams of Katmandu”, do português Pedro Queirós, que continua no Nepal a apoiar as crianças do Campo Esperança, vítimas do terramoto de 2015. Pedro Bento conheceu de perto este projecto um ano depois do terramoto que atingiu aquele país durante a sua participação na prova de BTT no Nepal, onde foi o primeiro português a chegar aos 5.400 metros de altitude de bicicleta.

Tendo a plena consciência das dificuldades que irá enfrentar, “sonhar enaltece e fortalece, e alcançar um sonho faz parte da humanidade e também da minha pessoa”, neste seu desígnio ele irá atravessar 14 países, apenas evitando passar no Afeganistão e no Paquistão, viajando de avião do Irão para a índia, por não ter os dias que lhe permitiriam procurar um percurso alternativo.

Podes seguir a aventura na sua página de atleta: https://www.facebook.com/Bakonbike2019, no site: https://bakonbike2019.wixsite.com/bakonbike2019, e ajudar o Pedro a ajudar em: https://www.gofundme.com/bakonbike-10-000kms

Boa sorte Pedro.

 

can´t miss [200] vidadeciclistabrasil.wordpress

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 8/04/2019 às 15:24

Temas: can't miss it 1 carro a menos bicicleta bike to home bike to work ciclismo ciclismo urbano cicloturismo coisas que leio dono babado fotografia fotopedaladas iNBiCLA meios de transporte mobilidade motivação na internet outras coisas partilha randonneur Tripas

Um tributo ao prazer de pedalar

“Muitos dizem que a bicicleta é a maquina mais perfeita criada pelo homem. Eu diria que sua inspiração é divina. Ela reflete o homem e seu tempo, uma vez que evolui junto com seu criador. É uma ferramenta completa, simples e multifuncional. Imagine um mecanismo que serve para transportes, exercícios, integração com o meio ambiente… fazer amigos! Tudo junto, além de te dar um prazer único. […]”

Este trecho retirei de um magnífico texto que descobri publicado num explêndido blogue, vidadeciclistabrasil.wordpress.com, e que convido à leitura.

A fotografia, tirei-a numa das minhas recentes pedaladas e conjuga-se na perfeição com o texto: “… é uma ferramenta completa, simples e multifuncional”.

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Aqui o link para o texto.

Boas pedaladas.

 

Transporte Ativo e Áreas Pedonais

Arnaldo Pires @ Braga Ciclável

Publicado em 7/04/2019 às 16:45

Temas: Opinião Áreas Pedonais Arnaldo Pires bicicletas braga ciclável Transporte Ativo

A cidade de Braga possui uma excelente área pedonal, no seu centro histórico. Trata-se de uma área extensa, plana e globalmente bem pavimentada, onde afloram várias áreas de comércio e turismo, bem como de habitação.

As áreas pedonais incentivam a deslocação a pé e de bicicleta, promovendo atividade física. A deslocação ativa apresenta benefícios para a saúde dos cidadãos, bem como benefícios ambientais; otimiza, ainda, a atividade comercial e turística dos centros pedestres. Esta áreas são consideradas como zonas de conforto, onde as famílias se podem deslocar com descontração, sem a preocupação do confronto com o automóvel.

Vários estudos têm sido realizados, no sentido da obtenção do ideal de promoção da deslocação ativa, pelas cidades, de forma recreativa, ou em trabalho. Num ponto são unânimes: sem perceção de segurança, os esforços de promoção da deslocação ativa, são inglórios.

Os atropelamentos têm relação com a idade dos peões, volume de tráfego e velocidade automóvel e estação do ano. A população 65+ tem aumentado.

Este grupo populacional apresenta uma menor acuidade visual e auditiva; menor agilidade; por vezes, deterioração cognitiva, apresentando maior possibilidade de se envolver em atropelamentos. De igual modo, verifica-se uma probabilidade de morte 50% superior, aos peões mais novos, em caso de atropelamento. Os atropelamentos devem ser monitorizados, no sentido de estimularem o surgimento de medidas para sua redução efectiva.

Em Pontevedra, Galiza, os esforços dos executivos camarários, no sentido da promoção do deslocar ativo seguro, permitiu atingir a fabulosa meta de zero atropelamentos. Para isso, foi necessário fechar estradas, sobretudo no centro da cidade, ao trânsito automóvel, criando condições para que as pessoas deixassem os automóveis em parques gratuitos, fora do centro. Associaram, ainda, medidas educativas, no sentido da promoção dos benefícios dessas alterações.

Lentamente, e porque estes assuntos assim o exigem, as estradas foram sendo entregues aos peões e ciclistas. Agora, o ruído e fumo dos carros foram substituídos pelo prazeroso som dos pássaros e das crianças a brincarem.

A população, na sua maioria, relata maior índice individual de felicidade e os comerciantes garantem que o comércio melhorou, também.

Será de esperar que Braga evolua, ao afirmar-se como uma cidade ainda mais amiga do transporte ativo, com o aumento de áreas partilhadas, por peões e ciclistas, bem identificadas, e com zero atropelamentos.

 

Boas notícias

Helena Gomes @ Braga Ciclável

Publicado em 6/04/2019 às 13:00

Temas: Opinião bicicletas Boas Notícias Braga Câmara Municipal de Braga escolas Portugal Portugal Ciclável Rede Ciclável

O governo apresentou no passado dia 28 de Março a sua Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa e há claros objectivos, números até, de promoção da utilização da bicicleta como meio de transporte urbano em Portugal.

Os números são um embaraço. Em Portugal apenas 0,5% das deslocações são feitas em bicicletas, com um terrível impacto para o ambiente e para a qualidade de vida dos Portugueses. O objectivo é subir deste mísero número para 7,5% até 2030. Também até 2030 pretende-se aumentar os km de ciclovia de 2 mil (números de 2018) para 10 mil e reduzir a sinistralidade de peões e ciclistas para metade.

É claro que tudo isto são boas notícias, são excelentes notícias, mas as grandes alterações de paradigma começam nas cabeças das pessoas. Ciclovias para adornar os passeios das cidades, como temos tido em Braga, não vão mudar o planeta.

Uma das medidas que mais me encheu a alma, porque acredito que um dos maiores problemas de transito das cidades portuguesas, e de Braga em particular, se relaciona com as portas das escolas e o seu acumular de automóveis de pais em segunda e terceira fila, foi a do plano de intervenção juntos dos jovens em idade escolar, nomeadamente ao nível do ensino de como andar de bicicleta. Espero que esta medida tenha como objectivo criar aquilo que se vê pela europa fora – escolas com largos parques de estacionamento para bicicletas e pais à espera das suas crianças em casa, em vez de a entupirem as cidades às horas de saída.

Como provaram no passado dia 15 de Março, os jovens não estão dispostos a enterrar o seu futuro juntamente com o planeta pelo conforto de um sofá.

Espero sinceramente que esta Estratégia Nacional dê às novas gerações as armas para criarem um país mais ecológico, com cidades mais fluídas, seguras e mais confortáveis. Espero que a Câmara de Braga passe à acção, implementando já, por exemplo, os prometidos 22 km de rede ciclável estruturante e que as horas de saída e entrada das escolas passem a ser celebradas com campainhas de bicicletas, em vez de baforadas de tubos de escape.

 

Bike Friendly Index coloca Braga em 41º lugar entre os municípios portugueses

Braga Ciclável @ Braga Ciclável

Publicado em 5/04/2019 às 8:30

Temas: Notícias António Pedro BEAM BFI Bicicleta Bicicleta em Braga Bicicleta em Portugal Bike Friendly Index Braga braga ciclável David Vale Pulsar!

O município de Braga, que alberga uma das maiores e mais jovens cidades portuguesas, encontra-se em 41º lugar no que diz respeito à implementação de medidas de promoção e proteção do uso da bicicleta no dia-a-dia. A classificação no Bike Friendly Index, que acaba de ser lançado pelo grupo de investigação BEAM, é bastante fraca face à dimensão do concelho e da cidade. E apesar de refletir na sua generalidade um panorama que é ainda muito pouco animador a nível nacional, o fraco resultado de Braga contrasta com os resultados de dezenas de municípios portugueses, incluindo Lisboa, Porto ou Esposende, que conseguiram alcançar pontuações bem mais elevadas.

O Bike Friendly Index, uma iniciativa do grupo de investigação BEAM com a colaboração da empresa Pulsar!, é descrito pelos autores como sendo o resultado de uma experiência acumulada de investigação e projecto na área da mobilidade activa. O índice foi construído tendo por base a literatura científica conhecida sobre os fatores que explicam os níveis de utilização da bicicleta, bem como o compromisso político, para avaliar o quanto os municípios portugueses estão a investir no sentido da promoção da bicicleta e da mobilidade urbana sustentável em geral.

Desta forma, o índice é composto por 5 dimensões (Declive, Ambiente construído, Infraestruturas cicláveis, Compromisso político e Utilização da bicicleta atual), que são avaliadas através de um conjunto de 12 indicadores:

  • Declive do Concelho
  • Declive das áreas urbanas
  • Densidade
  • Diversidade
  • Desenho Urbano
  • Infraestruturas do Concelho
  • Infraestruturas das Áreas Urbanas
  • Despesa por Área Urbana
  • Despesa per capita
  • Peso da bicicleta na repartição modal concelhia
  • Peso das mulheres na quota de utilizadores de bicicleta
  • Peso dos modos ativos e transportes públicos na repartição modal concelhia

Este excelente trabalho, executado pelo Prof. Doutor David S. Vale e pelo Arq. António Pedro Figueiredo, pode ser consultado no site do Bike Friendly Index, onde como não poderia deixar de ser, a metodologia é também explicada.

Percorrendo o relatório, observa-se que o Município de Braga aparece num desolador 41º lugar no ranking global do Bike Friendly Index, que mede a “amigabilidade de um concelho para a utilização da bicicleta enquanto modo de transporte urbano” em Portugal Continental. O Município de Braga alcança apenas 3,2 pontos de 10 possíveis num ranking que é liderado pela Murtosa (6,08 pontos), sendo que Lisboa (5,84 pontos) e Vila Real de Santo António (4,92 pontos) completam o pódio.

No Norte do país, os concelhos do Porto, Matosinhos, Valongo, Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Esposende e Peso da Régua receberam mais pontuação que a cidade de Braga. No Minho Braga é o segundo município com maior pontuação, atrás de Esposende (3,45), seguindo-se Vila Nova de Famalicão (2,67), Vizela (2,37), Guimarães (2,31), Viana do Castelo (2,29), Vila Verde (2,19), Ponte da Barca (2,17), Valença (2,12), Barcelos (2,05), Celorico de Basto (2,02) e Vila Nova de Cerveira (2,00). Todos os restantes concelhos do Minho receberam uma pontuação inferior a 2, numa escala de 0 a 10.

A classificação de muitos destes municípios deverá ser consideravelmente diferente no próximo ano, uma vez que, por exemplo, em Vila Verde há infraestrutura em finalização – ainda que com alguns problemas técnicos. Em Barcelos, foi anunciada recentemente uma primeira rede ciclável urbana, que servirá o centro da cidade e as escolas, ligando o ensino superior ao centro e à estação, bem como as escolas a áreas residenciais. Estas duas intervenções pretendem cativar mais cidadãos para o uso da bicicleta e, ao mesmo tempo, mostram a existência de um compromisso político. Ou seja, pelo menos nestes municípios a pontuação deverá aumentar, podendo mesmo facilmente ultrapassar Braga.

Entretanto, em Braga continuamos à espera dos 22 km de rede ciclável que foram anunciados em janeiro de 2018 pelo Vereador Miguel Bandeira nos jornais locais e que iria começar a ser discutido publicamente em 2019. Essa intervenção, segundo o mesmo vereador, contemplava a Rodovia, a Avenida 31 de Janeiro, a Avenida da Liberdade e a Ciclovia de Lamaçães. De lembrar, a este propósito, que esse projeto foi aprovado em dezembro de 2017 pelo executivo municipal, e que segundo a informação técnica levada a essa reunião, terá um custo de 11 440 613,07 euros suportado por fundos comunitários no âmbito do PAMUS. A mesma informação dizia que “após aprovação poderá submeter-se à abertura de concurso público internacional, para a respectiva execução“.

Apesar da suposta iminência deste investimento, nunca é demais esquecer que a bicicleta gera para a sociedade um benefício de 0,18€ por cada km percorrido a pedalar, ao passo que o uso do carro traz um custo de 0,11€ por km percorrido. Além disso, o custo do carro para cada indivíduo é de cerca de 0,89€ por km percorrido.[1]

Continuaremos a trabalhar para que a cidade de Braga seja mais amiga dos peões e das pessoas que utilizam a bicicleta, esperando que o Município de Braga anuncie, para muito em breve, a execução do projeto dos 22 km da rede ciclável (ou até mesmo dos 76 km prometidos), por forma a que em 2019 ou em 2020 a cidade de Braga possa vir a disputar um lugar na liderança do Bike Friendly Index.

[1]Gössling, S., Choi, A., Dekker, K., & Metzler, D. (2019). The social cost of automobility, cycling and walking in the European Union. Ecological Economics, 158, 65-74.

 
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