fotocycle [232] o ciclista é um fingidor

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 10/08/2018 às 15:04

Temas: fotocycle 1 carro a menos bicicleta bike to work ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto cidades devaneios a pedais dono babado fotografia fotopedaladas mobilidade motivação outras coisas poesia Porto Prelada singlespeed Sua Alteza

“O meu olhar é nítido como um girassol.

Tenho o costume de andar pelas estradas

Olhando para a direita e para a esquerda

e de vez em quando olhando para trás…”

 

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de Alberto Caeiro em “O Guardador de Rebanhos”

 

Fomos Há Volta!

Ana Pereira @ Escola de Bicicleta

Publicado em 31/07/2018 às 23:18

Temas: A escola Código da Estrada Condução de bicicleta Dicas para condutores de automóvel Pessoas Testemunhos clipping media polícia televisão

Este ano fomos de novo gentilmente convidados pela RTP para irmos ao programa Há Volta (ver minuto 31:37), desta vez com foco exclusivo no nosso trabalho na Escola de Bicicleta da Cenas a Pedal, particularmente com pessoas que nos procuram para aprender ou reaprender a andar de bicicleta.

Pediram-nos para levar um aluno para representar quem não sabe – ou não sabia! – andar de bicicleta. Convidámos a Rita, que está a graduar-se agora do nosso Nível 1, e ela teve a generosidade de vir connosco desempenhar este papel, e dar o seu testemunho.

 

 

Até andou um pouco na minha bicicleta “para a fotografia”. Mas não a puseram a fazer nada das coisas mais avançadas que ela já faz nas aulas, foi muito no relax. 😀

 

Ainda nos cruzámos com o Miguel, que veio de bicicleta com a boleia da Fertagus, que um pouco depois interveio também, para falar do Bike Buddy, o programa de mentorado da MUBi para novos utilizadores de bicicleta na cidade (vejam o minuto 10:05 da Parte 2, sim, imediatamente a seguir àquele comentário despropositado, nem parece que o movimento #metoo existe, mas enfim, deve ser da exposição exagerada ao sol e ao calor que esteve nesta manhã).

 

Depois, houve também a participação de uma subcomissária da PSP que respondeu a algumas questões acerca do Código da Estrada (min 15 da Parte 3). Contudo, e muito infelizmente, foi uma intervenção muito enviesada (focada quase só no que os ciclistas não podem fazer, sem vincar o que podem fazer, e sem focar o que os automobilistas, os elementos que trazem a ameaça ao espaço público, devem fazer e o que não podem fazer, particularmente ao cruzarem-se com ciclistas) – basta atentar ao momento em que à pergunta da apresentadora “quais os erros mais comuns?”, depois da pergunta “e da parte dos condutores, claro que têm, temos que ter, naturalmente, cuidado, mas há regras também que têm que ser respeitadas?“, a subcomissária se focar nos erros dos ciclistas, e não dos automobilistas. Perdeu-se uma excelente oportunidade de educar melhor os condutores de automóvel e melhorar a segurança rodoviária.

Não é por mal, estamos todos formatados para vermos o mundo num “nós vs eles” e o nós dominante conduz ou anda de carro, pelo que é esse o ponto de referência das pessoas.

 

Bom, contudo, não gostaria de deixar de completar e corrigir pelo menos duas coisas ditas pela sub-comissária, porque são fundamentais.

Uma é a questão das rotundas. Ao contrário do que foi dito, ao conduzir uma bicicleta, circular pelas vias interiores das rotundas, e não pela via exterior, não é um erro nem uma infracção ao Código da Estrada. Os condutores de bicicleta, tal como os de veículos pesados, têm a opção, extra, facultativa, de fazer as rotundas todas por fora, mas não são a tal obrigados!! É mais perigoso e não deve ser feito de ânimo leve.

 

 

Artigo 14-A

1 – Nas rotundas, o condutor deve adotar o seguinte comportamento:

a) Entrar na rotunda após ceder a passagem aos veículos que nela circulam, qualquer que seja a via por onde o façam;

b) Se pretender sair da rotunda na primeira via de saída, deve ocupar a via da direita;

c) Se pretender sair da rotunda por qualquer das outras vias de saída, só deve ocupar a via de trânsito mais à direita após passar a via de saída imediatamente anterior àquela por onde pretende sair, aproximando-se progressivamente desta e mudando de via depois de tomadas as devidas precauções;

d) Sem prejuízo do disposto nas alíneas anteriores, os condutores devem utilizar a via de trânsito mais conveniente ao seu destino.

2 – Os condutores […], de velocípedes e de automóveis pesados, podem ocupar a via de trânsito mais à direita, sem prejuízo do dever de facultar a saída aos condutores que circulem nos termos da alínea c) do n.º 1.

3 – Quem infringir o disposto nas alíneas b), c) e d) do n.º 1 e no n.º 2 é sancionado com coima de € 60 a € 300.

 

Quanto à ultrapassagem de pessoas em bicicletas, os condutores de automóvel, nomeadamente, devem fazer 3 coisas. Além de manterem pelo menos 1.5 m de distância – que a subcomissária referiu, devem ocupar (ou seja, passar totalmente para) a via adjacente à esquerda, como fariam com qualquer outro veículo (não interessa que as bicicletas sejam mais estreitas), e devem abrandar.

 

 

 

Artigo 11

3 – O condutor de um veículo não pode pôr em perigo os utilizadores vulneráveis.

4 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 60 a € 300.

Artigo 38

1 – O condutor de veículo não deve iniciar a ultrapassagem sem se certificar de que a pode realizar sem perigo de colidir com veículo que transite no mesmo sentido ou em sentido contrário.

2 – O condutor deve, especialmente, certificar-se de que:

aa) A faixa de rodagem se encontra livre na extensão e largura necessárias à realização da manobra com segurança;

bb) Pode retomar a direita sem perigo para aqueles que aí transitam;

cc) Nenhum condutor que siga na mesma via ou na que se situa imediatamente à esquerda iniciou manobra para o ultrapassar;

dd) O condutor que o antecede na mesma via não assinalou a intenção de ultrapassar um terceiro veículo ou de contornar um obstáculo;

ee) Na ultrapassagem de velocípedes ou à passagem de peões que circulem ou se encontrem na berma, guarda a distância lateral mínima de 1,5 m e abranda a velocidade.

3 – Para a realização da manobra, o condutor deve ocupar o lado da faixa de rodagem destinado à circulação em sentido contrário ou, se existir mais que uma via de trânsito no mesmo sentido, a via de trânsito à esquerda daquela em que circula o veículo ultrapassado.

4 – O condutor deve retomar a direita logo que conclua a manobra e o possa fazer sem perigo.

5 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 120 a € 600.

Artigo 145

1 – No exercício da condução, consideram-se graves as seguintes contraordenações:

ff) O desrespeito das regras e sinais relativos a distância entre veículos, (…), ultrapassagem, mudança de direção, (…)

 

Por favor não dependam só do que as autoridades vos vão dizendo acerca dos vossos direitos e deveres enquanto condutores de bicicleta, pois as forças policiais não têm formação especializada nisto, e dão frequentemente informações pouco claras, incompletas ou mesmo incorrectas. Consultem os decretos-lei, sim, mas não se fiquem por aí, pois o CE não ensina a conduzir.

Façam algo por vós próprios, inscrevam-se nos nossos cursos ou palestras! Ou pelo menos leiam umas coisas, vejam uns vídeos, (há tanta coisa boa na net!), munam-se de conhecimentos, reforcem competências. Dêem bons exemplos. Tenham viagens mais tranquilas. Mantenham-se mais seguros!

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Testemunhos de alunos: Bia Sobral

Ana Pereira @ Escola de Bicicleta

Publicado em 25/07/2018 às 15:52

Temas: Pessoas aprendizagem escola formação testemunhos

A história da Bia demonstra bem o impacto que a bicicleta pode ter na vida de alguém, e que estamos sempre a tempo de ser mais felizes! 🙂

Eu tinha 53 anos quando me inscrevi. Frequentei as aulas de bicicleta durante 3 meses, todos os 12 domingos e desde o primeiro dia me senti realizada, segura de conseguir com a ajuda dos professores e dos colegas e orgulhosa de ter ultrapassado mais essa barreira chamada medo. Medo de não conseguir andar pelas ruas sem ter os pés no chão.

Hoje, quando digo que fui a uma escola para aprender a andar sobre as 2 rodas, as pessoas não acreditam e algumas até NUNCA OUVIRAM falar em tal coisa!

Comprei uma bicicleta, depois de 2 anos sem andar, e foi A MELHOR COISA que fiz! Vou com a “Bibita” pra TODOS os lados, ainda não para o trabalho pela falta de segurança do trajeto (nem o passeio há). Amo descobrir percursos, ciclovias, paisagens, jardins e parques e tirar fotos, dela (Bibita) e com ela.

Já fizemos (eu e a Bibita) desde o Cais do Sodré a Cascais, quando me disseram que havia já a ligação “direta” (não, NÃO HÁ!); fiz toda a ciclovia (onde havia) desde a Ameixoeira até Olaias; desde o Cais do Sodré, até ao Parque das Nações; da Ameixoeira ao Parque Extreme de Benfica; Saldanha/Campolide; Ameixoeira/ Campo de Golfe do Lumiar e hei-de fazer intercidades!

Se aconselho outras pessoas a terem aulas de bici? Claro que sim! Sempre que alguém diz não saber, não ter mais idade, ter vergonha, medo/receio e/ou falta de tempo dou a morada da “Cenas a Pedal” e digo com toda segurança: eu fiz e amei tê-lo feito!

Aprender a andar de bicicleta mudou radicalmente, a minha vida! Eu SEMPRE encontro tempo para dar umas pedaladas, então depois do trabalho… é um elixir para a alma e maravilhoso para a saúde, como é óbvio!

​ADORO, ADORO ADORO, a minha Bibita!
Parabéns e Obrigada, Escola de bicicleta “Cenas a Pedal” pelo carinho e o profissionalismo com que ensina a todos, crianças, jovens, adultos e até pessoas de 3ª idade a conduzir uma bicicleta!

ABIGAIL (Bia) SOBRAL

30 de Novembro de 2017

A Bia teve aulas de bicicleta connosco quando tínhamos um pólo em Campo de Ourique, no polidesportivo do CACO. Ficou em hibernação durante dois anos e depois decidiu-se a comprar uma bicicleta e a usá-la, e não mais parou! Mais recentemente juntou-se a nós num dos passeios Saia à Noite, uma iniciativa que visa encorajar mais mulheres a pedalarem à noite pela cidade, num registo de passeio e convívio entre mulheres.

 

passeio de bicicleta Saia à Noite

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em vez do automóvel, a bicicleta

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 23/07/2018 às 12:09

Temas: 1 carro a menos bicicleta bike to work ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto cicloturismo fotografia fotopedaladas mobilidade motivação outras coisas penso eu de que... Porto Sua Alteza testemunho Velo Invicta

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Optar pela bicicleta para a mobilidade na cidade, para ir e vir do trabalho, para os afazeres diários, para um passeio lúdico ou um treino físico, tem se tornado mais popular entre as pessoas. Há muito boas razões para que eu possa recomendar e essas razões são tão variadas quanto os tipos de ciclistas e bicicletas existem no mundo.

Apesar de algumas dificuldades enfrentadas pelos ciclistas, os bons exemplos multiplicam-se a cada dia. É o caso aqui do vosso amigo. Na minha saudável rotina, todos os dias deixo o popó estacionado à porta de casa (não é o da foto mas gostaria que fosse) e saio a pedalar uma das minhas biclas para o trabalho no centro da cidade. A minha residência fica distante cerca de quatro quilómetros do emprego e, para chegar ao serviço, levo aproximadamente 15 minutos. “Se eu fosse fazer o percurso de carro levaria mais tempo”.

O uso da bicicleta tem muitos outros benefícios e é exactamente isso que testemunho por malta que também opta pelas pedaladas. A escolha da bicicleta para a mobilidade melhora a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida. Pedalar uma bicicleta nas rotinas diárias é uma forma de economizar. É um carro a menos que circula e isso pode contribuir para o meio ambiente. O número de automóveis a circular nas cidades aumentou muito e pedalar tem se tornado uma alternativa importante.

De qualquer forma, não digo que um tipo pegue numa bicicleta e se torne automaticamente num mestre zen. Na rua temos que lidar com os peões, automobilistas, subidas, furos e outros ciclistas, no entanto, comparar isso a ter que suportar horas de seca ao volante, viajar de pé no autocarro, no comboio, ou ser empurrado para entrar no metro nas horas de ponta, a nossa bicicleta permite que viajemos ao nosso próprio ritmo e escolher o nosso caminho.

Mas esta minha opção não é compreendida por algumas pessoas. Também acredito que não fossem algumas dificuldades muitas outras pessoas fariam como eu. Argumentam que não existem ciclovias suficientes na cidade e as poucas que existem apresentam imensos defeitos. Outra dificuldade apontada é a falta de estacionamento para bicicletas. Realmente circular de bicicleta nas estradas e ruas entre os veículos motorizados pode se tornar uma aventura, mesmo assim a pedalada vale a pena. Se rolares entre 5 a 10 km por dia, informo que é muito provável que a bicicleta é o meio de transporte que te levará mais rápido ao seu destino.

Depois já sabemos que no selim da bicicleta podemos desfrutar da paisagem, a partir de uma perspectiva privilegiada, e reconhecer lugares que de carro é de todo impossivel perceber. O carro em si é uma bolha, que supostamente visa proteger, mas, ao mesmo tempo, isola tudo à nossa volta, e nesse isolamento não vamos notar muitos detalhes bonitos das nossas cidades.

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Boas pedaladas.

 

fotocycle [231] a liberdade e o tempo

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 16/07/2018 às 12:02

Temas: fotocycle 1 carro a menos ciclismo ciclismo urbano devaneios a pedais fotografia fotopedaladas mobilidade motivação outras coisas penso eu de que... Porto

Diariamente vadio pela minha cidade no selim da minha bicicleta. Não há vidros fumados, interior climatizado ou cromos da rádio. Entre a sinfonia de ruídos urbanos e o vento nas fuças, ouço conversas, risos e espirros. Sente-se o cheiro da chuva na terra, dos charmes perfumes e das sardinhas assadas. Com o corpo em movimento, quase todos os sentidos são seduzidos. Descubro os pontos turísticos, as expressões nos rostos e os confins do horizonte. É das mais simples e agradáveis formas de explorar a cidade, especialmente a que amamos. Aproveito cada momento.

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Cenas a Pedal no “Uma Lisboa Ciclista”

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 10/07/2018 às 9:17

Temas: Clientes e amigos No ateliê Pessoas Web e outros Media Blogs clipping entrevistas

Acho que não nos apercebemos logo da publicação, há uns meses atrás, desta entrevista feita em 2016, ainda estávamos no atelier n.º 2, em Alvalade, pelo Artur Lourenço, do Lisbon Cycling-Uma Lisboa Ciclista.

Entretanto mudámos de freguesia (fomos para Marvila), e de formato de espaço (estamos num edifício de armazéns, não temos montra nem porta directa para a rua), mas continuamos a atender-vos como antes, por email e presencialmente por marcação prévia, para vos ajudar a encontrar a solução de cenas a pedal que procuram, e a apoiar-vos em tudo depois da encomenda feita. E claro que a oficina não é só para bicicletas compradas na Cenas a Pedal, basta marcar.

Obrigada ao Artur pelo interesse e pela partilha, e por contribuir também com o seu blog para construir uma Lisboa Ciclista cada vez mais forte, e interessante! 🙂

Se ainda não o fizeram, espreitem o blog e as fotos lindíssimas que o Artur publica de pessoas, lugares, viagens e eventos de bicicleta em Portugal e nos estrangeiro!

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reciclando [40] furos e remendos – revisão da matéria dada

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 9/07/2018 às 15:24

Temas: uma boa ideia ciclismo ciclismo urbano cicloturismo dicas fotografia fotopedaladas motivação outras coisas partilha passe a publicidade pneus reciclando Schwalbe testemunho

Eu já nem me lembrava da última vez que tive de vergar a mola à beira da estrada para trocar a câmara de ar a uma das minhas binas.

Sorte, ou talvez não, foi na volta doméstica do sábado passado que tive honras do primeiro furo de 2018.

Sorte, ou talvez não, subitamente o pneu perdeu o ar da sua graça depois de pisar o chão esburacado da avenida dos frondosos plátanos e dos chalés e solares antigos da Praia da Granja.

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Contabilizados que estão quase cinco mil quilómetros de pedalada na conta corrente do eStrava, do corrente ano 2018 de sua graça, o facto de ter pisado tanto chão sem um furinho para amostra não tem só a ver com a sorte, mas também com a opção dos últimos espécimes de borracha preta. Schwalbe de seu nome tem sido a minha escolha, mais que acertada.

Posto isto, e posta a roda em su sítio, lembrei-me de remecher nos arquivos deste mofado blogue para uma revisão da matéria dada, no que a furos e remendos diz respeito, reciclando este postal educativo.

 

“Oh pai, o pneu da minha bicla furou! Posso levar a bicicleta da mãe?”

O telefonema já me prevenia que mais tarde iria despender uns minutinhos de puro entretenimento. Em casa dei conta que estava em rotura de stock, no que a câmaras-de-ar virgens dizia respeito, e aproveitei para reciclar a câmara furada, tirar umas fotos à operação e reciclar também uma resma de dicas sobre um assunto que é sempre chato.

kit anti-furo
Consoante a possibilidade e necessidade, vira a bicicleta de rodas para o ar, só porque pode dar jeito e facilitar a operação. Neste caso foi a da frente, a mais fácil de tirar, o que para o efeito apenas desapertei o aperto rápido. Se porventura as rodas estiveram apertadas com um parafuso, terás de estar munido com a respectiva chave inglesa. Outro pormenor é aliviar os travões. No caso, a bicla como tem V-brakes foi necessário soltar os braços que sustentam as pastilhas do travão. Com a roda fora e um jogo de alavancas de pneus, retirei o pneu do aro, parte por parte, até que um dos lados do pneu ficou solto do aro. Depois de sacar a câmara é bom não esquecer de tactear a parte interior do pneu, pois o causador da massada, um espinho, um caco de vidro ou de plástico, pode ainda estar lá e voltar a causar danos. Caso encontres alguma coisa roga-lhe uma praga e atira-o para bem longe.

remendo lindooo
Com a câmara cá fora e a bomba na mão, é dar umas bombadas de ar lá para dentro para encontrar o furo. Quase sempre se encontra com facilidade mas o velho truque de mergulhar a câmara em água e procurar a fuga pelas bolhinhas é infalível. Faz uma marca sobre o orifício e depois raspa com lixa até deixares de ver a marca. A finalidade de lixar é deixar a borracha rugosa para mais facilmente fixar a cola que se vai aplicar logo em seguida. Aplicada uma generosa dose de cola em cima e à volta do furo, numa área maior do que o remendo que irá aplicar, deixa-a secar um pouco. Aplica também um pouco de cola na parte interior do remendo e coloca-o sobre o furo, pressionando com firmeza durante alguns minutos.

pump up the volume
Antes de voltares a colocar o pneu é aconselhável que verifiques também o aro e a fita de protecção, assim como dar outra apalpadela no interior do pneu de modo a não haver nada esquecido lá dentro. Volta a inserir a câmara no pneu, introduzindo primeiro a válvula no orifício do aro. Depois, bombeia um pouco de ar na câmara, apenas o suficiente para dares um ajuste do pneu no interior do aro com os dedos e certifica-te que a câmara não ficou torcida ou trilhada. Volta a colocar a roda na forqueta, ajusta a patilha do aperto rápido e o travão. Finalmente enche o pneu na pressão indicada e, caso tenhas vontade, sai e vai dar umas valentes pedaladas de satisfação.

 

Cãovívio a Pedal, p’l’A Casa da Bicicultura

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 2/07/2018 às 23:12

Temas: Eventos necessidades especiais Produtos CaP Videos cães fundraising

Como talvez já tenham reparado, a nossa cadela de 12 Kg, a Mutthilda (mutt = rafeiro, hilda = mighty in battle, logo, Mutthilda, mas lê-se Matilda!) vai connosco para todo o lado de bicicleta. No dia-a-dia e nas férias, na cidade e no campo, no Verão e no Inverno, em plano e e a subir e descer, desde as 8 semanas de idade.

Não nos passaria pela cabeça deixar de ir de bicicleta para a podermos levar, ou não a levarmos para podermos ir de bicicleta. Quando dá para ela ir a correr ao nosso lado, soltamo-la, quando não dá (ou não é recomendado sob pena de ela colapsar de tanta correria acumulada), vai à boleia.

Desde o início que levar um cão na bicicleta foi sempre algo que apanha as pessoas de surpresa e lhes põe um sorriso na cara, põe-se a acenar, a fazer-lhe festas, é a loucura. 🙂

Já a levámos em cestos, transportadoras e atrelados. Cestos dianteiros, cestos traseiros. Uma transportadora presa ao deck da longtail Surly Big Dummy do Bruno com umas Rok Straps. Um atrelado gigante de duas rodas, um atrelado de uma roda. Dois cestos diferentes presos ao guiador. Um cesto traseiro fixo ao tubo do selim, outro alongado fixo ao porta-bagagem traseiro, e outro também fixo ao porta-bagagem traseiro mas com um adaptador. Etc. Basicamente andámos a testar o catálogo todo de soluções para transporte de cães. Digamos que temos alguma experiência nisto. 🙂

Já para não falar nela, mais versada em cenas a pedal do que a maior parte dos ciclistas, dado que já andou em bicicletas de touring, bicicletas eléctricas, longtails, recumbents / reclinadas, bakfietsen, tandems e, claro, atrelados! 😀

Circe Morpheus

Por tudo isto, e porque é sempre bom socializar os cães e socializarmo-nos a nós próprios, vamos estar batidos no Cãovívio a Pedal do próximo domingo dia 8 de Julho, em Lisboa, um evento de FUNdraising para a constituição d’A Casa da Bicicultura. Nesse dia esperamos também estrear uma outra solução de transporte para a Mutthilda, uma espécie de cadeira como as dos miúdos. 😀

Esperamos ver-vos também por lá. Vai ser muito fixe!

Programa do Cãovívio a Pedal:

16h-17h30: encontro, convívio e actividades com a Mutts no Jardim do Campo Grande, junto ao parque canino.

17h30-19h: passeio de bicicleta Campo Grande – Alvalade – Lumiar – Campo Grande.

19h30: foto de grupo, fim do encontro no jardim do Campo Grande.

 

Não tens ainda solução para levar o teu cão na bicicleta? Então vem só à parte do encontro. Além do convívio, terás oportunidade de ver as soluções de transporte dos outros participantes, trocar ideias, quem sabe fazer uns test rides.

Além disso, teremos a colaboração da Raquel e do Pedro, os treinadores da Mutts, que gentilmente aceitaram o nosso convite para virem dar-nos umas luzes de como moldar o comportamento dos cães usando técnicas de reforço positivo, não só para os passeios de bicicleta como no dia-a-dia no geral.

Não percas esta oportunidade!

Este é também um evento de angariação de fundos para a Casa da Bicicultura. A participação é livre, mas apelamos a que contribuas com um donativo ao teu critério que ajude a Bicicultura a cobrir os custos da sua fundação oficial – vê como mais abaixo.

Queremos multiplicar estes encontros, e tornar mais fácil aceder a soluções como estas para cães na bicicleta, com a futura veloteca da Casa da Bicicultura! Vem daí! 🙂

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Hoje é dia de… MEGA Massa Crítica até Oeiras

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 29/06/2018 às 11:17

Temas: Causas Dias especiais educação Eventos formação Iniciativas causas palestras passeios


Em 2015 foi assim a Mega Massa Crítica de Verão!

‘Bora daí! Por uma ligação Lisboa-Oeiras mais fixe para quem vai de bicicleta.
Pssst! Não sabes o que raio é a Massa Crítica? Vê este guia.

E vamos, com a gentil colaboração da Coração Amarelo, conseguir levar o Manuel Costa Henriques, grande dinamizador da Massa Crítica e cicloactivista, a participar. Usando um dos triciclos da Coração Amarelo o ombro em recuperação do Manuel não será impedimento. 🙂 Poderão vê-lo a partir de Algés na Mega MC de hoje!

Circular de bicicleta na Marginal num grupo destes é fácil e confortável mesmo para quem anda pouco de bicicleta. Mas se queres andar à vontade de bicicleta por qualquer lado, de forma segura, e sem medo dos carros ou da estrada x ou y, e sem cair nas armadilhas específicas das vias segregadas, faz este curso. Temos um este fim-de-semana! Se não puderes fazê-lo todo, podes vir só à palestra sábado de manhã! Mais info e inscrições aqui.

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Wild Challenge Experience Plus

Ana Pereira @ Viagens a Pedal

Publicado em 10/06/2018 às 20:52

Temas: campismo microaventuras relatos rotas e destinos Condeixa-a-Nova corrida grutas prova viagens a pedal

No ano passado tropecei online no Wild Challenge. Fiquei logo a pensar “isto deve ser fixe“.

Mas correr não é a minha cena, nunca foi, e não me imaginava a ser capaz de ultrapassar aqueles obstáculos todos, a minha força de braços não é exactamente brilhante. Mas pensei “quem sabe um dia“.

Quando anunciaram uma prova para Maio de 2018, em Coimbra, com um novo “escalão”, o Experience, para quem quisesse “molhar os pés” no conceito, pensei “‘bora lá”. O Bruno alinhou também, embora ainda menos convencido que eu. Tínhamos 5 meses para nos prepararmos fisicamente para a coisa. Vamos apertar com os workouts em casa, e se calhar até começamos a fazer umas corridinhas de vez em quando. Ahahahah, o tempo voou e não mudámos nada nas nossas rotinas. Mas as intenções eram fortes! 😀 Mas decidimos ir à mesma. Não queríamos saber, se fôssemos os últimos, os tipos mais podres, que fosse. 🙂 Íamos experimentar.

Os nossos objectivos eram claros: divertirmo-nos, experimentar algo que nos parecia fixe e ver como nos dávamos, vencer o medo do fracasso e do desconforto, tendo como princípio fundamental evitar lesões, um luxo a que não nos podemos dar.

wild challenge

Para fazer render a viagem a Coimbra, decidimos fazer daquilo uma ciclo-escapadinha e uma microaventura. Então, seguimos para Coimbra no sábado ao almoço, com a mui estimada boleia da CP – sabiam que os Intercidades agora têm as zonas de bagagem e de bicicletas reformuladas? Embora entrar nas carruagens não seja super fácil, pelo desnível e pela largura das portas, a zona de bagagem está mais ampla, e agora é fácil ter as bicicletas e os alforges e afins todos no mesmo sítio e mesmo atrás de nós, o que dá outro nível de segurança e conforto. Parabéns e um obrigada à CP!

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Dá jeito para ir fazendo festas ao cão!

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Chegados a Coimbra pedalámos até à praia fluvial de Palheiros e Zorro, em Torres do Mondego. Temos sempre uns stresses / atritos com a cena das rotas, mas lá atinámos com um plano e seguimos. Como é nosso apanágio, metemo-nos por uns atalhos que pareciam muito má ideia, como trilhos com lama, bastante inclinados, e aparentemente pouco usados, mas que pareciam ser os mais directos, quer pelo MAPS.ME quer pelo feedback de uma senhora da zona que interpelámos para confirmar.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

“Se esta merda não vai dar a lado nenhum vamos ter que subir de volta por aqui! Tens MESMO a certeza?”

Mas depois revelaram-se boas apostas, pois levaram-nos para caminhos na natureza, sempre mais bonitos e agradáveis do que circular nos ambientes urbanos típicos de Portugal (asfalto, carros e mais carros, betão e pouco verde, pouca natureza).

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

A paisagem era bonita, ao aproximarmo-nos da praia, e começámos a ver as estruturas da corrida ao longo da margem. Estávamos quase! Agora vem a preocupação de “onde iremos pernoitar?”. “Será que há um sítio fixe ali?” “Será que ninguém nos vai chatear por montarmos a tenda por aqui?”

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Atravessámos a ponte provisória, mas tivémos o discernimento de voltar a pôr a Mutthilda no cesto, pois se ela caísse ao rio ia concerteza por ali afora com a corrente que parecia forte!

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Chegados ao local, e antes de abancar, fomos dar uma volta e espreitar as imediações. Metemos conversa com outros campistas, e montámos a tenda ao pé do bar e do estaminé do Wild Challenge, pernoitando ali.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

No dia seguinte, arrumámos tudo cedo. E fomos vendo os outros grupos a partir e a fazer os primeiros obstáculos.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

E fomo-nos preparando mentalmente para o esforço de algo a que não estamos habituados a fazer (correr, antes de mais, mas todos os outros obstáculos), o desconforto de andar vestido e calçado dentro do rio (até foi pacífico, meus ricos duches diários de água fria, grande condicionamento!), e o natural medo de falhar, de nos magoarmos, e até do ridículo (mas meus ricos 30’s, tudo isto é hoje em dia tão mais pacífico).

Antes da nossa hora de partida arrumámos as bicicletas e a Mutthilda no cesto, e deixámos tudo ali, torcendo para que ninguém nos roubasse nada, nem levasse o cão. 😉

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Fizémos a corrida. Sobrevivemos. Gostámos. Fizémos (ou pelo menos tentámos) quase todos os obstáculos. Divertimo-nos.

Wild Challenge Experience

A única foto de prova!

Voltámos e estava tudo lá, bicicletas, equipamento, cão. Ufa. Depois do almoço e banho, tudo pronto para zarpar. Mais ou menos.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

“São 16h. Ainda queres ir pedalar agora 40 Km sabe-se lá por que estradas?”

Metemo-nos à estrada lá para as 16h e picos, para a parte mais complicada do dia (dado o esforço da corrida e o tempo que sobrava): pedalar 40 Km, com muita subida, descobrimos depois, até às Buracas do Casmilo, onde queríamos pernoitar.

Começou logo para sair da praia, mesmo a doer. 😛

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Mas as vistas iam compensando.

Wild Challenge + Buracas do CasmiloWild Challenge + Buracas do Casmilo

Já sabemos que as subidas dão-nos as vistas, e as descidas. 🙂

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Encontrar um café ou uma mercearia é que foi uma missão difícil. Ao procurar, passámos por um clube desportivo típico, onde desporto há pouco. Este polidesportivo usado como parque automóvel é uma boa metáfora de Portugal.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Quase a chegar a Condeixa-a-Nova, vimos no mapa e faltava meia-hora para a nossa última esperança de encontrar um sítio aberto ao domingo onde comprar comida.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Corremos e chegámos a tempo de jantar pizza num Intermarché. Metemo-nos de volta à estrada com estômagos reconfortados, a temperatura estava fixe e, goddammit, nós haveríamos de dormir nas Buracas, mesmo que lá chegássemos às tantas.

E chegámos, quase à à meia-noite, como eu tinha previsto. 🙂 Um senhor que meteu conversa connosco à noite, aconselhou-nos a pernoitar ainda em Casmilo, ao pé do parque de merendas, pois as Buracas eram um local ermo, a 2 Km da povoação de Casmilo. Quando lá chegámos ainda considerámos essa ideia, mas não era por 2 Km. Pernoitar ali não tinha a mesma vibe que fazê-lo no vale mesmo. Seria a diferença entre acordar numa barraca no fim da rua e acordar numa tenda no meio da natureza. 😉

Avançámos pela estrada de terra batida, a descer. Chegámos lá e estava muito escuro e super silencioso. Não tínhamos rede de telemóvel (a cena do ermo…). Andámos com os frontais e às apalpadelas à procura de um local onde montar a tenda. Tivémos que “dobrar” as ervas numa zona, deram uma cama fofinha. Finalmente deitámo-nos para dormir, exaustos mas satisfeitos. E, depois de debelados alguns pensamentos negros tipo “e agora se um de nós se sente mal e precisamos de ajuda, como fazemos, sem telemóvel e a 2 Km da povoação mais próxima (e mesmo assim, minúscula)?…” Dormimos, e foi mais um dia em que celebrámos debelar catástrofes. 🙂

De manhã ouvimos um ou dois tractores a passar por nós, mas ninguém parou nem nada. O sol apareceu e a bicharada começou a dar sinal de vida, e o silêncio da noite deu lugar aos chilreares que esperávamos. Num domingo podíamos ter ali companhia, mas a uma segunda-feira, tínhamos as Buracas só para nós.

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Fomos dar uma volta e vê-las.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Oiçam só:

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Queríamos tomar o pequeno almoço numa, e gozar a vista, a experiência, o momento.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

E ainda dizem mal das segundas-feiras. You’re just doing them wrong. 🙂

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Depois arrumámos o estaminé todo e pusémo-nos a caminho de Pombal, onde apanharíamos o comboio para Lisboa.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Bem, toda a parte de descer do Casmilo até chegarmos ao IC2 foi espectacular. Bonitas paisagens, pelo campo, sem carros, e piso praticamente todo asfaltado. E descidas gloriosas, claro. Adoro descidas gloriosas em bicicleta. É como voar mas sem perder contacto com a terra. 😀

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Pronto, a segurar a máquina fotográfica não consigo ir tão gloriosamente, mas dá para terem uma ideia.

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No IC2 apanhámos uma ciclovia a la Dinamarca.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Ainda bem, porque pedalar ali teria sido uma porcaria dada a configuração da estrada e o nível e tipo de tráfego (muitos camiões).

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Em Pombal almoçámos no jardim. A estação de Pombal não é má, tem cafetaria e WC, mas principalmente, tem um jardim público logo ao lado, com um WC público incrível, limpo, com todos os consumíveis, até um duche tinha!

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Depois tivémos é que secar 1h à espera do comboio, que sofreu um atraso não sei porquê. Mas pacífico, todos os problemas da vida fossem esses! 😉

Os dois ou 3 dias antes de partirmos são sempre emocionalmente desconfortáveis. “Se calhar não devíamos estar a fazer isto agora, não devia gastar dinheiro agora, devia ficar a trabalhar, vamos meter-nos numa prova – quem pensamos que somos?, ainda nos lesionamos, e se não conseguimos fazer os 40 Km naquele dia, onde dormimos?”, and on, and on, and on. Mas felizmente, insistimos e vamos, e ficamos sempre felizes por isso. Lidar com as dúvidas, a self-doubt, as inseguranças, os receios, o medo de sair da zona de conforto, o risco!, é fundamental para crescermos, e para vivermos vidas cheias, plenas, satisfeitas. Foram pouco mais de 48h, mas mais uma vez o paradoxo das férias deixou-nos com a sensação de que estivémos fora uma semana, a fazer o que mais gostamos: viajar de bicicleta. 🙂

Todas as fotos aqui.

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