Aumento de 268 % do tráfego de bicicletas em 1 ano

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 25/02/2018 às 1:05

Temas: Infraestruturas e urbanismo Mobilidade Notícias Videos bikesharing ciclovias contagens de tráfego Lisboa

Houve um aumento de 268 % do tráfego de bicicletas em 1 ano, no cruzamento da Avenida Duque de Ávila com a Av. da República, em Lisboa. É o que se conclui comparando esta contagem pela Rosa Félix em 2017 com esta outra contagem do Zé Nuno, em 2018:

Fixe, não é? 🙂

  • 2017: 174 bicicletas particulares
  • 2018: 273 bicicletas particulares + 193 GIRA

Ou seja, houve um aumento, neste cruzamento específico, de 157 % de trânsito de bicicletas particulares, e de 268 % globalmente, incluindo as do bikesharing.

O que é que significa este aumento de 268 % do tráfego de bicicletas em 1 ano?

Significa que temos mais gente a usar a bicicleta na mesma rota neste horário (8h30-10h30) de um dia útil.

NÃO significa, necessariamente que:

O que é que pode explicar este aumento de 268 % do tráfego de bicicletas em 1 ano?

O tempo em Janeiro e Fevereiro foi semelhante, segundo o histórico, pelo que este não será um factor. 

Em 2017 o dia 22 de Fevereiro calhou a uma 4ª-feira, e em 2018 a uma 5ª-feira. Não temos dados para avaliar o impacto disto, mas da impressão que tenho de ver outros gráficos nacionais e internacionais, eu diria que até é provável que as 4ªas-feiras sejam dias mais movimentados (no geral, não só para quem vai de bicicleta) do que as 5ªas. Pelo que possivelmente esta diferença até pode ser maior entre 2017 e 2018.

“Culpados” prováveis:

  • a renovação do Eixo Central
  • o lançamento do bikesharing
  • a degradação do nível de serviço dos transportes públicos
  • o aumento de estrangeiros com o “chip” do uso da bicicleta já pré-instalado

Renovação do Eixo Central

A renovação do Eixo Central tornou a zona menos desconfortável e mais aprazível. No último ano teve tempo para ser melhor conhecida pela população – só nós, no âmbito do Recreio da Escola de Bicicleta da Cenas a Pedal, fizémos vários passeios a divulgar rotas que a incluíam. E a área intervencionada alargou-se até ao Jardim do Campo Grande.

Passeio pelo novo Eixo Central | 11/03/2017

Estas intervenções no Eixo Central tornaram-no uma rota mais apetecível face às alternativas existentes (Lisboa continua a ser hiper-permeável ao automóvel…). Isto pode significar que não terá havido, necessariamente, um aumento do número de utilizadores de bicicleta, mas meramente uma agregação dos mesmos numa mesma rota. Não saberemos porque a Câmara Municipal de Lisboa não faz contagens de tráfego de bicicletas pela cidade que permita fazer avaliações do género. 

Contudo, Lisboa tem um contador de tráfego de bicicletas instalado na ciclovia da Avenida Duque de Ávila desde Fevereiro de 2016. Isto significa que já terão 2 anos de contagens – muito limitadas, claro, só num ponto da cidade, e só na ciclovia (não conta o tráfego na estrada ao lado), mas já é qualquer coisa.

Posted by UpNorth – Intelligent Solutions Everywhere on Wednesday, January 27, 2016

Infelizmente, ao contrário do município de Vilamoura, que tem um contador igual instalado na cidade a funcionar desde 13 de Abril de 2017 e que disponibiliza publicamente as contagens, Lisboa mantém as suas secretas. Seria bom que as incluíssem no Open Data Lx!

Por curiosidade, no mesmo dia das contagens do vídeo inicial, 22/2/2018, Vilamoura registou 166 bicicletas a passar no local monitorizado. Só daqui a uns meses se poderá analisar se também em Vilamoura haverá um aumento do trânsito de bicicletas no ponto estudado.

eco-totem bike counter contador bicicletas totem aumento de 268 % do tráfego de bicicletas em 1 ano

Sistemas de bikesharing

Entretanto, o sistema de bikesharing GIRA foi lançado no ano passado, em fase piloto, e chegou recentemente a esta zona da cidade. 

Sabemos pela experiência de introdução de sistemas de bikesharing noutros países, que este é um grande despoletador do uso da bicicleta, ao normalizá-la culturalmente, e ao reduzir as barreiras à entrada no mesmo. Assim, é natural que também em Lisboa o bikesharing, as GIRA e também os sistemas sem docas que estão a chegar à cidade, tenha um grande impacto a este nível. 

Outros factores

Finalmente, outras menos óbvias poderão ter contribuído para este aumento de 268 % do tráfego de bicicletas em 1 ano.

Coisas como a degradação do serviço no Metro, ou o influxo crescente de alunos, trabalhadores “nómadas digitais” e empreendedores estrangeiros, muitos que trazem com eles o hábito de andar de bicicleta.

E sabe-se lá mais o quê. É uma daquelas coisas que pedem a assistência do Freakanomics. 🙂

O que esperar do futuro?

Mantendo-se a tendência de aumento de bicicletas em circulação concentradas nas mesmas rotas, as coisas do costume. Mais colisões e conflitos associados ao aumento de utilizadores (na sua maioria sem formação em condução), aos ciclistas inexperientes que saltam logo para pedelecs, e até à estreiteza das ciclofaixas. Mais comportamentos não-ortodoxos (e mais quedas e colisões) à medida que as vias estreitas e a semaforização imperfeita frustra os ciclistas. A altura ideal para fazer este curso. 😉

Há sempre problemas para resolver. Mas ao menos que sejam fruto de algum progresso, como neste caso. 🙂

O conteúdo Aumento de 268 % do tráfego de bicicletas em 1 ano aparece primeiro em Cenas a Pedal.

 

fotocycle [223] friday mood

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 23/02/2018 às 15:42

Temas: fotocycle 1 carro a menos bike to work ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto devaneios a pedais fotografia motivação outras coisas Porto singlespeed Sua Alteza

8Ro5neNAWCwGn-x21RR2SmZ-VOC9aZ2CzQcGslV-1Sw-2048x1536.jpg

Empoleirado em tubos de geometria elementar, impulsiono-me através do espaço, deslizando na constrição urbana, driblando os auto(i)mobilizados. O minimalismo envolvido em usar uma bicicleta para o transporte dá-me tempo. Tenho liberdade. Pedalar para o trabalho a uma segunda-feira é meio caminho andado para se chegar com disposição a sexta-feira. Aproveito cada momento.

 

 

“às vezes uma etapa de montanha é com uma fantasia sexual, sonha-se sonha-se e não acontece nada” Olivier @ Eurosport

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 21/02/2018 às 11:04

Temas: ele há coisas! benefícios das pedaladas ciclismo coisas que inventam coisas que leio humor motivação opinião outras coisas penso eu de que...

post2.jpg

Ao longo dos tempos, desde a sua invenção que muitas e variadíssimas suposições foram sendo criadas sobre a bicicleta. No democrático uso da velocipedia, tanto no aproveitamento deste fantástico meio de locomoção como na prática de um desporto ao alcance de todos, o ciclismo é pródigo em gerar mitos sobre possíveis inconvenientes. As bicicletas multiplicam-se e com elas brotam os mitos relacionados com o ciclismo.

Um dos maiores mitos no ciclismo é sobre a relação de intimidade entre o selim e a virilidade dos ciclistas. Pedalar afecta ou não a vida sexual reprodutiva da raça velocipédica? Não faltam estudos/pesquisas/teorias por esse vasto universo enciclopédico, que relacionam as longas horas em cima de um selim com a possibilidade dos seus utilizadores poderem vir a ter problemas de saúde, como a disfunção eréctil, sexual e urinária.

Quer dizer, anda um gajo todo animado a incentivar a malta a pedalar na ciclovia ou no meio da turba automobilizada, e depois vêm estes intelectuais querer impingir ao pessoal que quanto mais andar de bicicleta maior é o risco de impotência ou perda de libido! Ora, têm falta de sensibilidade naquela zona onde o sol não chega ou têm de recorrer à pílula azul para dar conta do recado, poderão ser sintomas de outras maleitas? Eu cá tenho tudo a funcionar na perfeição, mas cada um sabe de si.

Agora, porém, uma nova investigação veio a terreno para defender a tese que não existe ligação entre andar de bicicleta e a degradação das funções urinárias e sexuais nos homens. O xotôr Benjamin Breyer, do departamento de urologia da Universidade da Califórnia, desenvolveu novo estudo sobre o tema, o qual trouxe nova esperança à linhagem velocipédica mundial. Conclusão do xotôr: “Andar de bicicleta é uma óptima actividade física e não causa disfunção eréctil nem problemas urinários”. Ufa…

Se estudos anteriores criaram mitos à actividade do pedal, de acordo com as recentes avaliações esses estudos não tinham levado em conta medidas validadas ou grupos de comparação e eram limitados por pequenos tamanhos de amostra. Segundo os novos estudiosos da matéria, esta é a maior observação comparativa até o momento, usando questionários validados, examinando os praticantes de ciclismo, utilizadores da bicicleta, características das estradas, etc. Além das comparações entre actividades atléticas similares, com e sem o cagueiro no selim, os pesquisadores examinaram como a intensidade do ciclismo, a configuração da bicicleta e até as condições das ruas e estradas podem afectar os homens de alguma forma.

Numa análise transversal, esta nova investigação contemplou três grupos atléticos: 2.774 ciclistas, 539 nadadores e 789 corredores. Os participantes responderam a questionários sobre vários aspectos da sua saúde sexual e genital. Os ciclistas foram divididos em grupos de intensidade: os que pedalam mais de três vezes por semana por dois anos e que percorrem em média 40 km por dia, os que pedalam menos regularmente e os não-ciclistas (nadadores e corredores). Curiosamente, os ciclistas de alta intensidade apresentaram os melhores resultados da função eréctil do que os que não pedalam com intensidade. Nem a bicicleta nem as características da estrada pareciam ter um impacto negativo entre os dois grupos.

Os ciclistas não estão pior do que os praticantes de natação e de corrida, nas áreas estudadas. Benjamin Breyer assegura no seguimento do estudo que quanto maior a intensidade na prática do ciclismo, menos são os caos de disfunção eréctil. “A minha sensação é que, para muitos, os benefícios cardiovasculares do exercício vão apoiar e potencialmente melhorar a performance sexual, não afectá-la”. Alerta, no entanto, que devem ser evitados os comportamentos na bicicleta que levem ao adormecimento da zona do períneo. “O assunto tem mais nuances do que simplesmente saber se o ciclismo causa ou não disfunção eréctil. Certamente que sentar-se no sofá ou à frente do computador oito horas por dia é a pior coisa para a saúde sexual”.

Malta, desde que não andem sem selim não creio que venham a ter algum tipo de problemas com a vossa virilidade. Bora lá pedalar.

 

Circular a 30km/h!?

Luís Tarroso Gomes @ Braga Ciclável

Publicado em 17/02/2018 às 13:00

Temas: Opinião 30km/h acalmia de tráfego Avenidas Bicicleta Luís Tarroso Gomes Rodovia Rua Nova de Santa cruz Sinistralidade velocidade Velocidade Excessiva

Anuncia-se em Braga um projeto de mobilidade urbana a aplicar na rodovia e que reduzirá a velocidade permitida. Ao mesmo tempo, foi noticiado que o Governo pondera reduzir a velocidade máxima nas cidades para 30km/h. À primeira vista, reduzir a velocidade dos automóveis parece um atraso de vida.

Há, porém, razões muito sérias para esta alteração. Desde logo, uma que é infelizmente tão cara a Braga: limitar a velocidade a 30km/h não só reduz o número de atropelamentos, como quase que elimina a hipótese destes causarem mortes ou feridos graves (e houve mais um atropelamento esta semana). Além disso, quando os veículos circulam devagar, torna-se possível a convivência com os demais utilizadores, em particular com os peões e as bicicletas. Não esquecendo que também contribui para a redução da poluição que em Braga é já um problema demasiado palpável.

Poder circular a velocidades altas na cidade é um “luxo” que tirou a vida a dezenas de bracarenses e deu origem a uma cidade deserta e dividida em setores. Basta observar os passeios de qualquer das rodovias: são avenidas, estão em pleno coração da cidade mas raramente lá vemos gente. Os locais de travessia de peões estão demasiado longe uns dos outros, quando, para agravar a situação, não são superiores ou subterrâneos. Não é agradável Braga nestas “avenidas”.

Em boa hora a Câmara Municipal decidiu intervir nalgumas avenidas (ainda que empurrada pelo tipo de fundos comunitários existentes e sem um plano de mobilidade). Mas se a intervenção vai no caminho certo o mesmo não se pode dizer de todo o contexto que a envolve. Lembro que ainda há menos de um ano, o Município trouxe para o centro histórico uma prova de rally, em sinal totalmente contraditório com as intenções de redução de velocidade e de incentivo ao uso de modos ativos (pedonal, ciclável, etc). Ou que tem licenciado projetos privados que fomentam a dependência do automóvel.

Por outro lado, muito pouco foi feito nos últimos 4 anos em termos de mobilidade. É muito grave que se circule todos os dias a velocidades muito acima de 50km/h e basta conduzirmos a esta velocidade na rodovia para percebermos que somos os únicos a cumprir a lei. Só sendo muito corajoso é que um ciclista se atreve a pedalar na rodovia! Por isso, nada tendo feito para impedir este abuso permanente, a Câmara enfrentará a dificuldade de, na prática, propor uma redução dos atuais 70 ou 80km/h para os 30km/h.

Por fim, uma intervenção num eixo tão fundamental como é a nossa rodovia deveria ter começado com um amplo debate, antes de se partir para o desenho. Perdeu-se uma oportunidade de se fazer deste um processo exemplar e de corrigir a recente trapalhada da Rua Nova de Santa Cruz.

 

A subir

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 15/02/2018 às 8:30

Temas: Uncategorized bicicleta Cycle Chic Lisboa

P1020688

 

Cool

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 13/02/2018 às 8:45

Temas: Uncategorized Belém bicicleta bmx Cycle Chic Lisboa

P1020560

 

A mãe e a bicicleta

Ana Mafalda Pires @ Braga Ciclável

Publicado em 12/02/2018 às 18:00

Temas: Opinião A mãe e a bicicleta Ana Mafalda Pires Bicicleta Minho Ciclável Revista Rua Rua Viana do Castelo

Ainda há cinco anos não sabia o que era uma bicicleta. Claro que tive uma bicicleta em criança como toda a gente. Fazia parte do currículo ser criança: andar de bicicleta, saber nadar, saber andar de baloiço. A minha primeira bicicleta foi herdada da minha irmã mais velha, era linda: roda 20, fitas nos punhos, vermelha com um daqueles selins alongados. Depois veio uma nova, presente da minha irmã com o seu primeiro salário: mais ao gosto da época, branca quadro rebaixado e um cestinho. Seria esmaltina? Não me lembro. Depois desta… bem depois desta não houve nada, foi a adolescência. Os adolescentes dos anos 90 não gostavam de bicicletas exceção feita a um punhado de bad boys que utilizava as BMX como quem andava de skate ou de patins. A bicicleta não era cool para os adolescentes, era uma reminiscência da infância que apenas haviam abandonado, quando todos querem é parecer mais velhos. E a minha história com a bicicleta fica por aqui, assim como a de tantos portugueses à exceção de algumas comunidades onde os pais ensinavam os filhos que de facto a bicicleta é um meio de transporte. Para a maioria de nós, nesta altura a bicicleta era simplesmente um brinquedo.

E a história teria ficado por aqui, se num Natal de há cinco anos, o meu marido não me tivesse entrado pela porta com uma bicicleta de presente. Desde que morávamos em Viana do Castelo que achávamos graça à ideia de comprar um par de bicicletas para passear ao fim de semana, mas nesta altura já a família havia crescido: tínhamos agora um filho de cinco anos e uma bebé de seis meses. E toda a gente sabe que os bebés não podem andar de bicicleta, certo?
E foi exatamente isso que respondi ao presente:

-Uma bicicleta? E o que é que eu faço com uma bicicleta e um bebé? Ainda por cima só uma, é para eu andar sozinha?
Lá que era bonita, era. E com bom aspeto: quadro preto com selim e punhos castanhos, geometria rebaixada, amortecedor na forqueta…

Passei algumas horas dos dias seguintes no google para tentar perceber o que fazer com uma bicicleta e um bebé. Os atrelados não me entusiasmavam porque não permitiam ver o bebé, as cadeiras traseiras para o porta cargas não eram seguras para esta idade, e alguns acessórios como os mamacharijaponeses eram impraticáveis de caros. Dei então com uma imagem de uma gazelle: cadeira à frente e cadeira atrás! Pareceu-me o ideal para um bebé. Claro que não encontrei à venda em nenhuma loja de Viana do Castelo, pelo que tive que comprar on-line. Ouvi na loja onde o meu marido tinha comprado a bicicleta, lotada de bicicletas de estrada e de montanha com vários zeros a mais que a minha: – Cadeira dianteira? Nunca vi disso!

E a minha vida mudou para sempre! Com sete meses a minha filha já tinha controlo cervical para poder andar sentada e adaptou-se formidavelmente à cadeira. Para mim, Mãe Galinha, levá-la na cadeira no meio dos meus braços era quase como levá-la ao colo. O irmão, nessa altura com cinco anos, independentizou-se das rodinhas de apoio, pois já tinha uma mãe que o acompanhava à mesma velocidade em vez de ir a pé a correr ao lado da bicicleta e a gritar: “cuidado!”

De uma forma quase natural, passámos a fazer as nossas deslocações urbanas a pé ou de bicicleta: como residimos numa rua de trânsito condicionado, a bicicleta é o único meio de transporte que nos leva até à porta de casa.
Agora sou mãe-de-três, e a minha bicicleta está como a gazelle que eu vi há tento tempo e na qual me imaginei: cadeira à frente – cadeira atrás. É difícil ter família e transportá-los de bicicleta? É, claro que sim. Há a chuva, o vento, o trânsito em excesso, a falta de infra-estruturas. Por isso qualquer medida para pacificar a estrada como a redução de velocidade para 30KM/h dentro das áreas urbanas é vista com bons olhos. Ainda me recordo o que me respondeu o meu marido quando lhe mostrei a imagem da bicicleta equipada com as duas cadeiras: “boa sorte para saíres da nossa rua”.Mas saímos! E agora as ruas são todas nossas.

 

das notícias

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 12/02/2018 às 14:13

Temas: divulgação bikesharing boas ideias coisas que leio crianças e bicicletas escola Guimarães Lisboa motivação noticia outras coisas Penafiel

Projecto “pioneiro” leva a bicicleta às escolas de Penafiel

IMG_3643-696x464.jpg

“[…] Refira-se que “A Bicicleta na Escola” pressupõe a realização de aulas práticas dentro do ano lectivo, numa primeira fase de Janeiro a Julho e numa segunda fase de Setembro a Dezembro do mesmo ano. O projecto conta ainda com a realização de um encontro, no Parque da Cidade de Penafiel de modo a divulgar a actividade proposta.
Este projecto tem como objectivo principal formar jovens para os preparar para a vida, sendo o foco principal a actividade desportiva e não a competição.

Segundo a entidade promotora, pretende-se, igualmente, sensibilizar os alunos a participar na disciplina de educação física e cumulativamente contagiar familiares e comunidade em geral a fazer actividade física.”

(podes ler esta notícia em: http://verdadeiroolhar.pt/2018/02/05/projecto-pioneiro-leva-a-bicicleta-as-escolas-de-penafiel/)

Todos os caminhos (de bicicleta) vão dar a Guimarães

Cycle-Chic-Ivo-Rainha-702x336.jpg

“Está com data marcada o 3º Encontro Nacional de Promotores da Mobilidade Urbana em Bicicleta. Guimarães recebe este evento que acontece nos dias 17 e 18 de Março na Plataforma das Artes e da Criatividade.

Numa co-organização entre o Município de Guimarães e a Get Green, o fim-de-semana de 17 e 18 de Março será exclusivamente dedicado aos utilizadores da bicicleta em locais urbanos. Palestras, visitas, conferências e ainda um passeio são as apostas para mais um encontro que pretende convocar entusiastas de norte a sul do país.

A bicicleta tem-se afirmado como um meio de transporte alternativo cada vez mais optado pelos portugueses e Guimarães acompanha esta tendência como várias iniciativas ao longo do ano.
Todas as informações e inscrições nos grupos de trabalho podem ser feitas através deste link.”

(podes ler esta notícia em: https://www.fpguimaraes.pt/todos-caminhos-bicicleta-dar-guimaraes/)

oBike chega a Lisboa com 350 bicicletas partilhadas

obikelisboa_01.jpg

“De Singapura para Lisboa, chegou a oBike – um novo serviço de bicicletas partilhadas, sem estações fixas. São 350 bicicletas que estão disponíveis, a partir desta quarta-feira, junto ao Rio Tejo, entre Belém e Santa Apolónia. Cada viagem de 30 minutos custa 50 cêntimos.

A oBike vai concorrer com a Gira, o sistema de bicicletas partilhadas lançado pela EMEL e pela Câmara Municipal de Lisboa, e com a Ofo, uma alternativa que chegou no final do ano passado a Cascais e que deverá estrear-se nesta Primavera em Lisboa. “Vamos começar com 350 bicicletas em Lisboa e depois vamos ver como as coisas correm. Esperamos que tudo corra muito bem, porque vamos ter as bicicletas perto do rio, que é uma zona muito plana da cidade“, explicou Assaf Amit, responsável pela oBike em Portugal, ao Dinheiro Vivo.”[…]

(podes ler a notícia em: https://shifter.pt/2018/02/obike-lisboa-bicicletas-partilhadas/)

 

De pé

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 12/02/2018 às 9:34

Temas: Uncategorized bicicleta Cycle Chic girl Lisboa tejo

P1020555

 

Pedalar por Braga

Paulo Silva @ Braga Ciclável

Publicado em 10/02/2018 às 13:00

Temas: Opinião Braga Paulo Silva Pedalar por Braga Sinistralidade

Sou um recente ciclista urbano. Uso a bicicleta para deslocações na cidade de Braga: para me deslocar para o trabalho, para fazer compras e para passear no fim-de-semana. Descobri que a bicicleta me permite sentir e viver a cidade de uma forma mais humana: não poluo, não ocupo espaço desnecessário, economizo dinheiro e na maioria das vezes também tempo. Revela-se, por isso, bastante óbvio para mim que Braga, na sua área plana, desde São Pedro de Este até Ferreiros, é ciclável.

No entanto, fui-me deparando com algumas dificuldades. Concretamente, os problemas de segurança que a ciclovia da Variante da Encosta apresenta são inaceitáveis. O executivo camarário não poderá alegar falta de informação se uma situação negativa acontecer no futuro. Estes problemas serão resolvidos se o primeiro parágrafo do capítulo ‘Mobilidade’ do programa eleitoral do executivo eleito se tornar uma medida cumprida.

Braga é exemplo de uma cidade que cresceu com base num modelo centralizado no automóvel. Comprova-se contando as estradas, muitas delas vias rápidas, e os parques de estacionamento subterrâneos. As consequências no centro da cidade foram e continuam a ser as vias congestionadas, os índices de poluição do ar (índices de poluição que tornam os bracarenses pessoas menos saudáveis), poluição sonora elevada e aumento da sinistralidade. Fatores que contribuíram para tornar o centro da cidade desagradável para habitação. Corrobora-se esta afirmação contando o número de habitações construídas nos subúrbios enquanto o centro ficou desabitado e degradado durante muitos anos.

No meu entendimento, a bicicleta deverá ser um objeto de análise e estratégia política pelos seus efeitos benéficos na vida das cidades. A adoção de uma estratégia de mobilidade que permita que uma grande parte da população bracarense se desloque de bicicleta apresenta consequências muito positivas na saúde, no ambiente, na economia e no urbanismo.

Considero que em Braga há uma vontade na opinião pública no sentido de tornar a cidade menos centrada no automóvel e mais nas pessoas.

Julgo ser este o momento de tomar medidas, com intenções claras de afirmar o uso da bicicleta em Braga, em detrimento da realização de obras que demonstram falta de coragem e estratégia. É necessário desenvolver uma estratégia séria e global para a cidade. As vias de Braga estão à disposição do executivo para que possam, na primeira pessoa, entender o que significa ser ciclista urbano na cidade que os escolheu. Facilmente se tornará percetível de que é possível tornar Braga definitivamente ciclável, abraçando todos os benefícios que isso implica.

Motivar o uso da bicicleta em Braga é sobretudo estar preocupado com as pessoas que vivem na cidade. É um ato individual com imensa consciência coletiva.

 
Página 1 de 46 | Seguinte >>