fotocycle [171] da Queima das Fitas

paulofski @ na bicicleta | 6/05/2015 às 10:30

Temas: [ fotocycle ] [ bicicultura ] [ fotografia ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ Porto ] [ Queima das Fitas ]

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Aulas de bicicleta para crianças e adultos com necessidades especiais

Ana Pereira @ Cenas a Pedal - Escola de Bicicleta | 6/05/2015 às 9:02

Temas: [ Aprender e ensinar ] [ De bicicleta com crianças ] [ aprendizagem ] [ bicicultura ] [ crianças ] [ EUA ] [ formação ] [ ONGs ] [ técnicas ] [ vídeos ]

Há uma ONG nos EUA chamada iCan Shine que promove campos semanais para ajudar crianças e adultos com necessidades especiais a aprenderem a andar de bicicleta.

Apesar de haver soluções para permitir a pessoas com diversas condicionantes físicas, intelectuais e/ou motoras pedalarem, recorrendo a triciclos com variáveis níveis de adaptação, se for possível a pessoa conseguir aprender a dominar as 2 rodas, será sempre a melhor opção, pois salvaguarda um maior nível de inclusão, independência e autonomia e isso faz muita diferença. Bicicletas há em todo o lado, triciclos é mais difícil encontrar. Conseguir, por isso, dominar a bicicleta, é uma conquista fabulosa.

Trissomia 21, autismo, espinha bífida, paralisia cerebral, atrasos de desenvolvimento, défices cognitivos, obesidade, são exemplos de condições que afectam particularmente a capacidade de aprender com sucesso a andar de bicicleta pelos processos comuns. Prova disso é que se estima, segundo investigadores da Universidade do Michigan, que menos de 20 % das crianças com autismo e só até 10 % das crianças com Síndrome de Down chegam a aprender a andar de bicicleta. Contudo, juntando os elementos certos, o sucesso é alcançável em pouco tempo e sem grandes percalços.

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Fonte: Montgomery News

Os elementos certos são: ferramentas adequadas, instrutores capacitados e investidos e um ambiente de aprendizagem apropriado. Isto vale para crianças e adultos com ou sem necessidades especiais, claro. Simplesmente, no caso dos primeiros, esses 3 factores exigem um nível de especialização superior.

rollerbikesDescobri este programa há cerca de 7 anos, nas pesquisas que fazia (e faço) na área da formação em condução de bicicleta, ainda se chamava Loose the training wheels (“Larga as rodinhas”) – mudaram de nome em 2012 para reflectir a ampliação da sua missão para incluir outras actividades recreativas como natação, ginástica, etc. Perguntei-lhes nessa altura se desenvolviam programas na Europa, pois queria tentar promover um destes campos cá em Portugal. O programa expandiu muito mas continuam hoje, como antes, sem perspectivas de virem a actuar fora dos EUA e Canadá no médio prazo.

Mantenho, contudo, o sonho de um dia importar o programa para cá, e também de conhecer e trocar ideias com o criador do programa original, e inventor e fabricante das bicicletas especialmente adaptadas usadas nos ditos campos, Richard E. Klein, um professor de engenharia mecânica reformado que desenvolveu o método de ensino e as bicicletas que o suportam.

São as bicicletas altamente adaptadas (os rolos são o que salta logo à vista, mas não é só isso), e o processo de ensino que elas facilitam, que tornam possível depender apenas de voluntários e não de instrutores especializados para ajudar as crianças a aprender, e ainda assim conseguir uma taxa de sucesso de 80 % para 5 dias de aulas, 75 min por dia. Sendo que o sucesso é de 100 % se considerarmos que todas as crianças beneficiam da experiência, mesmo que não atinjam logo os resultados desejados.

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Fonte: The Patriot News

Todos os adultos e crianças tiram os mesmos benefícios de aprender a andar de bicicleta de forma a poder integrá-las nas suas vidas:

  • aumento da auto-estima e auto-confiança
  • oportunidades de inclusão
  • mudança positiva nas dinâmicas familiares
  • melhoria da qualidade de vida atráves de actividades recreativas
  • transporte independente
  • melhoria da condição física

Mas isto tem uma importância particular e um impacto amplificado no caso de crianças e adultos com necessidades especiais.ican shine camp

O que fazemos na nossa própria escola segue os mesmos princípios base, em termos de métodos e ferramentas. Esperamos um dia conseguir ter capacidade financeira para investir em programas adaptados para servir também esta população com necessidades especiais de forma consistente (até hoje apenas tivémos experiências pontuais, embora bem sucedidas, com pessoas com algum tipo de condicionante, como artrite reumatóide, ligeira paralisia cerebral, fibromialgia, obesidade, próteses, etc).

Cá em Portugal, apenas sei de uma pessoa que desenvolveu trabalho nesta área, e de louvar, o Rui Pratas, mas em regime de voluntariado, com todas as limitações que isso implicava (e o Rui entretanto emigrou para o Reino Unido). O nosso objectivo é poder vir a oferecer este serviço de forma profissional e especializada, como fazemos para os alunos sem necessidades especiais.

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"Há muitos Barbosas na terra"

@ Eu e as minhas bicicletas | 4/05/2015 às 20:53

Temas: [ ACP ] [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ ONU ] [ petição ]

E se as pessoas à frente de certos e determinados organismos defendessem um mundo melhor para todos? Livres de lobbies? Sem beneficiar cegamente um lado em detrimento ou prejuízo do outro?

Parece que o maior clube automóvel do país (ACP) foi a votos e decidiu, democraticamente, na continuação do trabalho feito até hoje pela direção atual que renovou assim o mandato. Eu não sou sócio dessa associação. Não sei aferir o trabalho dessa direção pelo que não sei mesmo se os associados fizeram uma boa escolha. Não conheço a pessoa que dá cara pela direção mas o pouco que leio e absorvo da comunicação e demais informações que apanho é que é alguém curto de vistas focado apenas em prol da indústria e dos usufrutários do automóvel.
É pena! Felizmente os automóveis não são ainda autónomos e precisam de pessoas, e quem está à frente de tal instituição deveria saber que pessoas são também peões e ciclistas.
Perdeu-se uma oportunidade pois aparentemente a lista concorrente tinha pessoas com um outro prisma sobre os temas de mobilidade e transportes que podiam beneficiar todos e não apenas alguns.

Mas isto tudo para chegar onde?

Pois parece que na Organização das Nações Unidas (United Nations em EN) nomearam recentemente um novo Enviado Especial para a Segurança Rodoviária.

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Ainda bem, é preciso sangue novo e alguém que com uma diferente visão que leve a compromissos entre todos os envolvidos. Os embaixadores defendem as suas "sardinhas" mas gerando consensos e compromissos entre as partes. Principalmente entre as partes mais vulneráveis de quem usa a estrada.

Ver notícia aqui:
http://www.un.org/press/en/2015/sga1565.doc.htm
"(...) Every year, some 1.3 million people are killed and up to 50 million people are injured on the world’s roads.  Half of all road traffic deaths are among vulnerable road users, such as pedestrians, cyclists and motorcyclists. (...)"

Agora o que está mal é que nomearam o atual PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DO AUTOMÓVEL.
(ver perfil aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Todt)

Ah bom! É quase como promover o dono da Philip Morris (tabaqueira mundial) como o Enviado Especial contra o Tabagismo (não deve existir esta posição, inventei para dar o exemplo).

E porque é que isto nos toca a nós, no dia a dia?
Porque estas coisas são sementes semeadas hoje para brotarem e crescerem devagar...

Quiça daqui a umas décadas não somos todos obrigados a sair de capacete, cotoveleiras e joelheiras pois o Enviado Especial moveu as suas influências para mudar legislação, pois obviamente nunca será o automóvel o responsável pela falta de segurança nas estradas?
Quiça o spray da Volvo (Life paint) não passe a ser obrigatório a todos os peões assim que o astro rei se ponha no horizonte?
Quiça os lobbies da indústria automóvel, que está em crise, viu aqui uma janela de oportunidade para defletir responsabilidades, quiça... quiça...

Assim, e sabendo é uma luta de Golias e David, a MUBi lançou um repto de uma petição mundial para mudar o dito Secretário para alguém com mais imparcialidade no tema.

Se tiver 30 segundos da sua muy ocupada vida é clicar aqui
Ban Ki-moon: WE DISAPPROVE OF THE CAR LOBBY APPOINTED AS UN SPECIAL ENVOY ON ROAD SAFETY
...e depois de ler se concordar assinar a petição deixando apenas o mail e país de origem.

E by the way...
Eu não odeio carros! Aliás eu adoro o meu carrinho! Velhinho mas honrado! Dá-me muito jeito quando vou à terra ver a família, ou de férias e preciso de levar montes de tralha, ou quando vou em roadtrips com os meus amigos, ou outras situações onde é um transporte útil.
Mas não uso é o carro para ir comprar pão a 1km de casa, nem no commute diário para o trabalho, nem a entupir a cidade...
Já o ponderei vender várias vezes mas a verdade é que preciso dele mais do que gostaria e por enquanto terá de ser um mal menor tê-lo para usar em certas e determinadas situações.

Mas o que está em causa não é a posse de um automóvel, mas as leis, regras e limites que gerem o uso do automóvel de forma a não estrangular a nossa comunidade/sociedade/mundo.
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Dia do trabalhador e mais uma estória dos "Funcionários"

@ Eu e as minhas bicicletas | 2/05/2015 às 12:18

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ funcionários ] [ parque ] [ parqueamentos ]

(Na onda da sátira "Funcionários" do livro "Quotidiano Delirante" do artista Miguelanxo Prado seguem mais umas estórias de pura ficção... estas minhas estórias são mesmo ficção, qualquer semelhança com a realidade serão pura coincidência).

«
- Senhor engenheiro, tenho mais umas situações que gostaria de rever consigo a ver se podemos fazer algumas melhorias...
- Ai, mau, mas começa já assim a semana? Raio do rapaz sempre a moer-me a cabeça - disse o homem a entredentes. 
- Na passada semana fui dar uma volta de bicicleta a Monsanto e sabendo que a minha namorada estava com a minha filha no parque da Serafina passei lá para lhes dar um beijo.
- Quem simpático da sua parte. Mas e então?
- E então quando uma pessoa vai dar uma volta de passeio de bicicleta é normal que não leve atrás toda uma tralha que pode levar quando usa a bicicleta como meio de transporte nomeadamente um cadeado, e quando cheguei à porta do parque não me deixaram entrar com a bicicleta. 
- Ah pois é. Regras são regras. Só as crianças podem andar de bicicleta no parque da Serafina amigo -sentenciou o homem.
- Sim, sim, nada contra - retorquiu o rapaz - faz sentido, aquilo está cheio de gente, de famílias, de crianças e até bebés em carrinhos, é perfeitamente aceitável que não possam adolescentes ou adultos andar em cima das bicicleta a rolar.
- Lá está! - finaliza o homem já a agarrar o seu jornal para ver as gordas.
- Mas eu podia levar a bicicleta pela mão, mas não me deixaram e disseram que a podia deixar no parque.
- E então? 
- E então que faz algum sentido não deixarem entrar com a bicicleta à mão, e terem um parque de bicicletas à entrada que ninguém usa? Não estaria melhor esta estrutura se estivesse lá dentro ao lado do café/restaurante?
- Ó rapaz, esse estacionamento está perfeito onde está, os carros também não entram dentro do parque não é assim?
- Está a comparar os carros às bicicletas? - irritou-se o rapaz.
- Eu? Eu não. Vocês os maluquinhos das bicicletas é que tem essa mania.
O rapaz furibundo resolveu parar a conversa não fosse exaltar-se. Respirou e contou até 100. Depois pausadamente voltou a tentar dialogar.
- Bom, sabendo-me desta limitação no dia 1 de Maio, Dia do Trabalhador, resolvi levar lá a minha filha mas fomos os dois de carro e levei a bicicleta dela na bagageira.
- Ah, e fez você muito bem, conseguiu estacionar o carro?
- Sim, sim, consegui. Aliás, até estranhei pois haviam poucos carros e estava um dia bastante agradável para se estar ao ar livre... mas ao chegar ao portão havia um aviso que dizia:
"A Câmara Municipal de Lisboa informa que os parques recreativos da Serafina e do Alvito, situados no Parque Florestal de Monsanto, vão estar encerrados ao público na próxima sexta-feira, dia 1 de Maio, feriado nacional, assinalando o Dia Mundial do Trabalhador."
- Ah pois é! - frisou o homem.
- Mas, mas acha bem? 
- Claro! Os trabalhadores tem direito a celebrar o Dia do Trabalhador.
- Mas é um jardim municipal, dos melhores da capital, onde dezenas senão centenas de crianças podem divertir-se, correr, saltar, fazer-se piqueniques...
- Pois, temos pena, há sempre o resto do fim-de-semana - mofou o homem.
O rapaz já bufava!
- Bem, como o parque do Alvito também estava fechado acabei por ir até à Alameda Keil do Amaral, pelo menos essa estaria de certeza aberta.
- Fizeste bem rapaz - disse o homem já a perder interesse na conversa.
- Pois, mas enquanto passeava com a miúda que rolava de bicicleta reparei em mais um equipamento de parqueamento de bicicletas que não faz sentido - atirou o rapaz captando a atenção do homem.
- Mas como assim?
- Então, há lá um lava-bicicletas, conhece?
- Sim claro, fomos nós que tratamos disso.
- Mas ao lado há um parqueamento inútil. Que de nada serve.
- Preso por ter cão e preso por não ter. Está lá pois há muita gente a andar de bicicleta nessa zona, a fazerem btt e ciclismo, assim podem parquear as suas bicicletas.
- Senhor engenheiro, ninguém que vá fazer desporto de bicicleta em btt ou ciclismo leva cadeados e irá deixar a bicicleta no meio do nada para ir a algum lado.
- Podem ir ao WC, ora!
- Se andarem em grupo alguém fica de fora a guardar, e se andar sozinho faz no meio da natureza.
- Ah, e se for uma mulher?
- Tem visto muitas mulheres sozinhas a fazer btt em Monsanto?
- Não mas pode sempre haver uma.
- Não lhe parece Senhor Engenheiro, que este equipamento na Avenida Keil do Amaral e o do parque da Serafina seriam mais úteis a quem realmente precisa de ter um local onde prender a sua bicicleta quando vai trabalhar ou estudar? Em frente a um Hospital? Ou a uma Escola? Ou a um Museu? Locais onde possa realmente ser usado por quem precisa?
O homem fez-lhe um sorriso amarelo:
- Está feito, está feito. Fica anotado o comentário. Agora deixa-me lá trabalhar - rematou enquanto abria o jornal.
»


Agora sem ser ficcionado, isto existe e deve servir para muito pouco... digo eu!

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As imagens vendem, mas e ações?

@ Eu e as minhas bicicletas | 30/04/2015 às 13:50

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ comunicação ] [ imagem ] [ publicidade ]

Estes são apenas alguns exemplos, mas muitos mais haverá de certo, que demonstram que a "bicicleta" está na moda! É trendy!

Os marketeers, publicitários, jornalistas, profissionais da comunicação e comerciantes não são burros, quer dizer alguns até poderão ser menos inteligentes mas a maioria tem dois dedos de testa, e percebeu que a imagem icónica da bicicleta vende.

E que se há mais gente a usar a bicicleta então também há vantagens em colar a marca/produto/loja a essa imagem.

Passe a publicidade...

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Até o jornalismo foca-se na bicicleta, por exemplo no "Jornal i" que é um periódico que leio amiúde usa muitas fotos com bicicletas:

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Mas a questão de fundo é: 
E os políticos e decisores, serão na sua maioria asnos teimosos?
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bicicletas usadas, recolhas e movimentos

paulofski @ na bicicleta | 29/04/2015 às 14:35

Temas: [ divulgação ] [ Aveiro ] [ bicicletas bué de fixes ] [ bicicletas usadas ] [ bicicultura ] [ coisas que leio ] [ Guimarães ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ passeio ] [ pasteleiras e vintageiras ] [ pedaladas solidárias ] [ Porto ]

Vitoria SC apoia Projecto “Bicicleta Inclusiva”

Bicicleta inclusiva “O Vitória Sport Clube apoia uma acção da campanha “Se já não usas, dá”, promovida pela cooperativa vimaranense Desincoop, CRL de recolha de bicicletas e/ou peças usadas, no próximo dia 1 de Maio, entre as 10h e as 20h30, na Praça 26 de Maio (espaço exterior do Estádio D. Afonso Henriques).

A par desta iniciativa, minutos antes do início do jogo VSC x Estoril, no interior do Estádio, será doada simbolicamente, ao Presidente da Assembleia Geral da Desincoop, Sr. Luís Oliveira, uma das três bicicletas que o Presidente da Assembleia Geral do Vitória SC, Engº Isidro Lobo, oferece à Desincoop.

Estas iniciativas inserem-se no âmbito do projeto Bicicleta Inclusiva, que visa a promoção do uso da bicicleta através da reutilização e recuperação de bicicletas e peças usadas por pessoas com dificuldade de inserção no mercado de trabalho, numa Oficina Multisserviços a instalar em breve na Casa de Dardos, onde estas bicicletas estarão disponíveis para empréstimo, aluguer ou venda.

Se tem uma bicicleta que já não usa associe-se ao Vitoria SC e à Desincoop e faça a sua entrega na Praça 26 de Maio durante o dia desta sexta-feira, 1 de Maio.”

fonte: www.vitoriasc.pt


Recolha de bicicletas usadas

Recolha bicicletas AveiroA AAUAV, em colaboração com a UA e CMA, está a promover uma recolha de bicicletas usadas até ao dia 6 de maio para que seja posteriormente organizada uma venda solidária no dia 7 de maio. O produto reverterá para um fundo de promoção da bicicleta no Campus.

Nesse dia, para além da venda solidária, serão realizados um almoço-reflexão sobre a promoção da bicicleta em Aveiro (no Auditório da Livraria da UA, entre 13h00-14h00), uma acção de condução segura em bicicleta realizada pela PSP de Aveiro (entre as 14h00 e as 15h00) e uma Cicloficina (entre a 17h00 e as 20h00) promovida pelo colectivo CICLAVEIRO (https://ciclaveiro.wordpress.com/).

O conjunto de iniciativas insere-se no programa da Semana Maior da Aveiro 2015 Capital Jovem da Segurança Rodoviária e tem como objectivo promover uma maior utilização de bicicleta nas deslocações para o campus.

O sucesso da recolha de bicicletas usadas depende da vossa generosidade. Se tiverem bicicletas usadas que não utilizem e que queiram oferecer a esta campanha, podem entregá-las na loja AVEIRO É NOSSO (nas Catacumbas/UA) no seu horário de funcionamento (9h30 – 13h45 e 15h00 – 17h00).

Se não têm disponibilidade para o fazer pessoalmente, podem enviar um email para bicicletanaua@gmail.com ou ligar para 961277116 ou 963621239 que trataremos da ir recolher a sua bicicleta.”

fonte: uaonline.ua.pt


O Movimento Alternativo foi adiado para o 1º de Maio!

Actualização: Devido à chuva, o evento foi adiado para a próxima sexta-feira 1º de Maio 2015

Movimento Alternativo“Está a chegar mais um Movimento Alternativo de Bicicletas, que este ano volta ao esquema habitual do piquenique no Parque da cidade do Porto seguido de passeio junto a foz e rio Douro.

A juntar-se neste evento vai estar todo tipo de bicicletas “alternativas”: customs, antigas, choppers, beach cruisers, oldschool bmx e fixies.

Tendo como um dos principais objetivos a divulgação dos novos trabalhos de personalização o MA tem refletido o que por cá se passa quando se fala de novas tendências .

Este ano voltamos ao estado “primitivo” que por si só é uma montra magnífica dos trabalhos por muitos de vocês realizados, por isso próximo dia 25 de Abril 1º de Maio mantém-se o habitual pic nic nos jardins do Parque da Cidade (parque oeste) a partir das 13H espero-vos com a família e amigos e claro com a bicicleta.”

facebook>> www.facebook.com/events/1433614616949349


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É como andar de bicicleta

Ana Pereira @ Cenas a Pedal - Escola de Bicicleta | 29/04/2015 às 9:01

Temas: [ Sem categoria ] [ aprendizagem ] [ bicicultura ] [ cérebro ] [ ciência ] [ experiências ] [ vídeos ]

É como andar de bicicleta“, diz-se de algo que é fácil e que nunca se esquece.

Em 2012, em Viena, visitámos o Argus Bike Festival no âmbito do programa do encontro do projecto VOCA nessa cidade, em representação da MUBi. Uma das actividades disponíveis era a experimentação de uma série de invenções e adaptações velocipédicas, entre elas uma bicicleta com a direcção invertida (a roda dianteira vira para o lado oposto para o qual viramos o guiador), que tivémos a oportunidade de experimentar:

Ora, conduzir esta bicicleta revelou-se uma missão impossível nos poucos minutos em que tentámos. E agora podemos consolar-nos pois o Destin Sandlin levou a experiência às últimas consequências.

Ele, que aprendeu a andar de bicicleta [normal] aos 6 anos de idade, 25 anos depois levou 8 meses, treinando cerca de 5 min todos os dias, a conseguir conduzir uma bicicleta destas. Ou seja, precisou de cerca de 20 horas de treino, espalhadas ao longo de 8 meses, para simplesmente conseguir equilibrar-se nesta bicicleta, algo que um adulto médio consegue, numa bicicleta normal, aprender em apenas 2 horas se estiver suficientemente disposto a cair (atenção, estamos a falar apenas de equilíbrio básico a pedalar, e não do que é preciso para efectivamente saber andar de bicicleta como deve ser).

Esta experiência suscitou-me algumas questões que ficam por responder:

  1. é efectiva e objectivamente mais difícil aprender a andar nesta bicicleta do que numa normal? É menos contra-intuitiva?
  2. seria mais fácil aprender se a bicicleta invertida tivesse travões manuais (a que experimentámos em Viena também não tinha)?
  3. seria mais fácil / rápido aprender se o Destin não soubesse já andar de bicicleta normal?
  4. é possível chegar a um ponto onde se anda de forma competente e automatizada em ambas as bicicletas, saltando de uma para a outra sem soluços?

O pontos 2 e 3 interessam-me particularmente pelas ilações aplicáveis nas aulas de condução que dou na escola.

Neuroplasticidade

A capacidade do cérebro sofrer alterações sinápticas faz com que os circuitos neuronais sejam capazes de se transformarem e é esta característica única que está na base da aprendizagem e da memória. Este é um processo constante e contínuo visto que está impreterivelmente ligado a uma adaptação ao ambiente circundante e às novas experiências que vão surgindo.

Fonte: Wikipedia

your brain on a bikeO filho do Destin, de 5 anos de idade, andava de bicicleta (normal) há 3 anos, mais de metade da vida dele, e bastaram 2 semanas de treinos para conseguir andar na bicicleta invertida. Ou seja, 32 semanas para o pai, 2 semanas para o filho. Isto é um reflexo da maior neuroplasticidade das crianças – a arquitectura cerebral delas altera-se mais rápida e facilmente durante as suas aprendizagens.

Por outro lado, o que o cérebro do Destin tem a menos em plasticidade poderá ter a mais em estabilidade dos circuitos neuronais, que é o tradeoff que acontece à medida que crescemos e envelhecemos. Isso significa que não só é mais lento a aprender algo novo como é mais lento a “desaprender” algo antigo – “nunca esquecemos como se anda de bicicleta“.

Memória muscular

A aprendizagem motora utiliza memória não-declarativa (adquirida pela prática). Assim para aprender uma actividade motora é necessário treinar inúmeras vezes e de diversas maneiras determinada acção para que esta se fixe. Contudo, quando finalmente se fixa, nomeadamente na idade adulta, já não se esquece, fica na nossa “memória muscular”.

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Mas se aprendemos a andar de bicicleta quando tínhamos 6 ou 8 anos, andámos umas vezes, e depois nunca mais até acordarmos um dia aos 30, 40 ou 50 anos e resolvermos tentar de novo, podemos descobrir que afinal já não sabemos. Podemos sentir que “desaprendemos”. Pode ser apenas que a aprendizagem não ficou consolidada na altura, ou que aquilo que temos na nossa memória muscular está desacertada com a nossa nova realidade corporal: estamos mais altos, mais pesados, etc. Seja como for, reaprender é sempre mais rápido que aprender.

Conclusões

Esta experiência do Destin demonstra algumas verdades importantes que já tínhamos tido oportunidade de observar:

  • em média, aprender a andar de bicicleta (não a conduzi-la, atenção) é mais fácil e rápido para uma criança do que para um adulto
  • um adulto pode facilmente aprender a andar de bicicleta, até uma com direcção invertida :-), basta que invista o tempo necessário
  • desaprender algo é possível, sim, mas é difícil e moroso, e quanto mais consolidada estiver essa aprendizagem que pretendemos desfazer para construir outra, pior – por isso é que é muito mais difícil e leva muito mais tempo a ensinar crianças a andar de bicicleta quando estas andaram com rodinhas de apoio do que quando simplesmente nunca andaram de bicicleta – não ponham os vossos filhos a andar de bicicleta com rodinhas, por favor; dependendo da idade e da criança, invistam numa bicicleta de aprendizagem de boa qualidade e/ou invistam em aulas (bastam 4 a 8 horas para os miúdos ficarem quase uns pros), ou preparem-se adequadamente para a ensinarem (bem) vocês mesmos (vendo isto, por exemplo)

Quando aprendemos uma actividade motora nova, estamos literalmente a alterar o nosso cérebro, estamos a criar novos caminhos neuronais, novas ligações – claro que vai custar! É preciso insistir nos exercícios, praticar regularmente e dormir bem entre aulas. Mas vale a pena, aprender uma nova actividade motora mantém a saúde do nosso cérebro, e depois realizar essa mesma actividade física também beneficia o cérebro, é só vantagens. :-)

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reciclando [8] crises e oportunidades

paulofski @ na bicicleta | 28/04/2015 às 14:00

Temas: [ motivação ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ mobilidade ] [ outras coisas ] [ penso eu de que... ] [ reciclando ] [ sustentabilidade ]

A revolução industrial permitiu o desenvolvimento das sociedades. Temos a tecnologia, inventamos o automóvel. Estamos a colher daquilo que fomos plantando. Depressivos e mortiços, vamos sobrevivendo nesta incessante crise económica. A sociedade moderna trouxe diversos benefícios e comodidades ao Homem, malfeitorias ao Mundo. Vivemos numa época em que o meio ambiente é continuadamente destruído. O comportamento do ser humano é influenciado pelas facilidades oferecidas pelas tecnologias. É influenciado pelo tipo de oferta de transporte que lhe é disponibilizado e pela valorização ou desvalorização dos mesmos. A tecnologia favorece o sedentarismo. Uma avaliação crítica da sociedade contemporânea à muito que demonstra que passamos por um processo de insustentabilidade, não só ambiental mas também dos estilos de vida, individual e social. O perigo do esgotamento dos recursos naturais compromete não só a nossa qualidade de vida como coloca o planeta em risco. Em nome do progresso, o modo de produção baseado no consumo levou a que o Homem manipulasse e degradasse a Natureza. Para além de ser um grande foco poluidor, a pressão e o excesso de veículos motorizados causa prejuízos físicos e psicológicos.

O conceito da Mobilidade Urbana Sustentável continua na ordem do dia e a bicicleta é parte importante deste conceito, fundamental para as deslocações em meio urbano e suburbano. Há então a necessidade de se adoptar um conjunto de políticas de transporte e circulação que visem proporcionar um acesso amplo e democrático ao espaço urbano, através de prioridade aos modos de transporte colectivo e não motorizados de maneira socialmente aceite e ecologicamente sustentável.  Nesta era de vacas mirradas que nos deparamos: a crise ambiental, a crise económica e a crise de mobilidade, entre todas elas há um agente comum: o automóvel. Consequência da má qualidade e a fraca oferta dos transportes públicos, o transporte individual e o aumento de veículos a circular comprometem a qualidade de vida das pessoas que se deslocam em meio urbano e suburbano.


A bicicleta é o veículo ideal para preencher a necessidade de mobilidade. Regularmente usada como meio de transporte em muitos locais espalhados pelo mundo, a barata bicicleta necessita de espaço reduzido para circular, a sua manutenção não requer gastos excessivos, é fiável e simples o que a torna ainda mais atraente. Distinguida consoante o objectivo do utilizador, a bicicleta é essencialmente, um meio de transporte eficaz como alternativa ao automóvel e ao transporte público em meio urbano e suburbano. É uma máquina que funciona em perfeita harmonia com a habilidade do Homem. É notório o crescimento do uso da bicicleta, tanto por jovens como por adultos, para irem trabalhar, estudar, como prática desportiva e de lazer. Nesse cenário a bicicleta emerge como alternativa para uma mobilidade urbana sustentável. Ao ter a bicicleta como um instrumento fundamental do seu quotidiano, além da opção de transporte urbano ecologicamente correcto, ao pedalar promove-se a diminuição do stress, melhora-se o estado físico, bem como os sistemas cardiovascular e respiratório.


Com este texto pretendo apenas chamar a atenção para a importância da bicicleta como elemento essencial à mobilidade urbana. Entre ruas e avenidas, carros e pessoas, é necessário contextualiza-la e dar-lhe o devido destaque. Defender o uso da bicicleta como alternativa às grandes dificuldades económicas e sociais que atravessamos, para o alívio nos congestionamentos do trânsito das grandes cidades, para a sensibilização dos governos e municípios à falta de políticas públicas em favor deste extraordinário meio de transporte. Para a necessidade de agregar o uso da bicicleta através de medidas eficazes e projectos implementados. Não tenho nenhuma formação nessas áreas, apenas sou mais um que impulsionado pela corrente pousou as rodas na terra e com os pés bem assentes nos pedais descobriu que a bicicleta assume diversas finalidades. Com ela a crise passa-me ao lado.


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O que é uma S24O?

Ana Pereira @ Viagens a Pedal | 28/04/2015 às 11:36

Temas: [ campismo ] [ microaventuras ] [ s24o ] [ bicicultura ] [ vídeos ]

S24O [lê-se ésse-tu-fór-ou], é uma abreviatura para “Sub-24hour-Overnight“, um tipo de campismo de bicicleta promovido por Grant Petersen da Rivendell Bicycle Works como uma forma fácil de passar mais tempo lá fora numa bicicleta. Ao contrário do touring convencional, a s24o incentiva a fazer viagens curtas (sub-24horas) de campismo. A lógica é que se for curta e descomplicada, é mais fácil de organizar e mais fácil de fazer acontecer. Só se leva a bicicleta e o equipamento necessário.

Fonte: Wikipedia

O aspecto de uma s24o é isto.

s24o

Fonte: Rivendell Bicycle Works

Uma s24o ocupa menos de 24 horas, o que significa que dá perfeitamente para sair ao fim da tarde de sábado e estar de volta a tempo do almoço de domingo, ou seja, dá-nos tempo para tratarmos dos nossos afazeres domésticos e dos nossos compromissos familiares de fim-de-semana, e ainda assim encaixar uma microaventura de bicicleta, pedalar e passar algum tempo num ambiente natural. A Laura e o Russ explicam com um exemplo:

A outra grande vantagem é que, como é uma coisa de um dia para o outro, o equipamento e mantimentos necessários são reduzidos ao mínimo, ou seja, vamos mais leves, e não temos que perder muito tempo em preparações, nem preocuparmo-nos por não termos todo o equipamento ou o equipamento “certo” – é só um dia, desenrascarmo-nos-emos, amanhã de manhã estaremos de volta a casa. Para quem tem crianças pequenas, isto torna também mais fácil levá-las!

Finalmente, estas s24o permitem-nos ir fazendo testes simples e fáceis: testar a bicicleta, testar a tenda, o fogão, a arrumação, a roupa que usamos, o planeamento das rotas, a experiência em si e nós próprios! Ou seja, vamos facilmente afinando preferências e optimizando processos, tornando mais fácil metermo-nos em viagens maiores, ou mesmo grandes viagens.

As s24o, assim promovidas desde 2005 por Grant Petersen, acabam por ser também um sub-conjunto das microaventuras promovidas pelo Alastair Humphreys desde 2011.

Digam lá, não acham que também merecem um pouco disto? 😉

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Tapa e destapa e tapa de novo, mais uma estória dos "Funcionários"

@ Eu e as minhas bicicletas | 28/04/2015 às 10:29

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ bmx ] [ funcionários ]

(Na onda da sátira "Funcionários" do livro "Quotidiano Delirante" do artista Miguelanxo Prado segue mais uma estórias de pura ficção... estas minhas estórias são mesmo ficção, qualquer semelhança com a realidade serão pura coincidência).

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- Boa-tarde senhor engenheiro! Olhe ligaram lá da obra da pista de BMX, sabe?
- Sim - rezingou o engenheiro - o que é que tem?
- É que aquele passadiço que fizeram em vez da ciclovia...
- Ciclovia, ciclovia, chatos do caraças com isso das ciclovias...
- Sim, bom, é que fizeram o passadiço mas parece que se esqueceram de passar a tubagem e vão ter de arrancar uma parte para fazer de novo...
- E então?
- E então que o empreiteiro diz que a culpa não é dele e isso não estava contemplado e assim o custo aumenta e vai ter de cobrar e...
- E então? - interrompeu o engenheiro.
- Errr, pois não sei senhor engenheiro... fica assim? Niguém é responsabilizado? 
- Ó rapaz, deixa lá isso, os fundos pagam a brincadeira, estás a ralar-te com miudezas... Tens de ler História e entender! Nós estamos a fazer um serviço ao País!
- Ai estamos?
- Claro, sabes a Grande Depressão? O Estado providenciava trabalho só para manter as pessoas ocupadas... enquanto uns abriam valas, passado uns dias vinham outros e tapavam valas. É o que nós fazemos! Damos trabalho.
- Ah, mas olhe que eu não sei se isso foi mesmo assim... - retorquiu o rapaz.
- Foi, foi...
- Hmm, acho que não! - finalizou o rapaz achando aquilo tudo muito estúpido.
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Errar é humano!

Eu também erro muitas vezes. Bué!
E não devemos ter medo de fazer as coisas com receio de errar, devemos arriscar e tentar sempre, mesmo que depois algumas vezes corra mal...

No entanto isto é estúpido... desculpem a minha frontalidade, mas é estúpido.

O documento da CML onde está o projeto alto-nível onde se vê o esboço da ciclovia:
http://habitacao.cm-lisboa.pt/documentos/1366627018E2aAZ3ck1Gl04ZB1.pdf

planoBairroBoavista.jpg


Eu não sou contra a pista de BMX! Sou é contra estas prioridades em que se dá primazia a um equipamento de lazer e não se fazem passeios, não se arranjam as estradas com buracos, não se limpa a vegetação nas bermas, não se arranja a iluminação pública e não se sinaliza devidamente as vias...
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