Verão em Duas Rodas

Rosinha Silva @ Braga Ciclável

Publicado em 21/08/2017 às 18:20

Temas: Opinião Bicicleta dicas férias montanha praia Revista Rua Rosinha Silva Rua

Para uma boa parte dos cidadãos, verão é sinónimo de férias, pelas quais se anseia todo o ano… e férias são sinónimo de liberdade, de dias longos (e noites!) de quebrar a rotina, conhecer novas paragens, ter liberdade de horários e de movimentos!Falando em movimentos, recordo umas férias deverão recentes no Algarve, no mês de agosto, em que a opção foi deixar o carro do dia a dia em repouso e usar uma bicicleta de dois lugares. Foi uma opção totalmente acertada! Enquanto víamos as filas de carros a entrar e a sair das praias, circulávamos sem constrangimentos, ao mesmo tempo que sentíamos que estávamos a fazer bem ao nosso organismo e ao ambiente. Víamos os rostos entediados das pessoas dentro dos carros, como se estivessem nas filas de trânsito do dia a dia, o nervosismo do estacionamento, etc. Para isso, já chega o resto do ano.

Que tal chegar ao seu destino de férias e alugar uma bicicleta ou levar a sua? O facto determos bom tempo no verão elimina todos os argumentos usados no inverno para não usar a bicicleta. Aproveite, faça algo diferente este verão: utilize mais vezes a bicicleta. Existem várias possibilidades de aluguer e o facto de ter crianças não o impede de tal, pois as soluções são várias. Que tal deixar o carro do dia a dia em repouso e trocá-lo por uma bicicleta? Talvez o seu carro também precise de férias e o seu organismo de novas sensações! Quer esteja de férias na praia, na montanha, planície ou mesmo cidade, vai gostar seguramente de sentir o sol e a brisa na pele, de uma forma que não sentirá dentro de um carro ou andando a pé. Talvez adquira o gosto e quem sabe, quando regressar a casa, ponderará utilizara bicicleta para outras coisas que nem imaginava antes!

Desafie-se e experimente. Boas férias e boas pedaladas!

DICAS

Tenho uma bicicleta na garagem parada há muito tempo, e agora?

Importante encher os pneus e verificar se há furos ou se o ar simplesmente se evaporou com o passar do tempo. Se tiver furos precisa de uma câmara de ar nova, há em qualquer loja que venda material de ciclismo. Se não quiser fazer o trabalho pode sempre procurar um garagista ou uma loja que lhe faça a revisão à bicicleta. Normalmente não fica muito caro.

Tenho que fazer muito esforço a pedalar com o calor?

Não. As bicicletas convencionais possuem mudanças e nesta altura de calor o ideal é pedalar numa mudança “mais leve”, dimensionando o esforço a fazer. Teste as mudanças, a desmultiplicação que atualmente conseguimos vai surpreendê-lo. Vai conseguir circular por ruas que achava que só com uma elétrica é que conseguiria!

 

A cidade em redor

Helena Gomes @ Braga Ciclável

Publicado em 21/08/2017 às 13:01

Temas: Opinião a cidade em redor avenida do cávado Bicicleta cidade Helena Gomes ligações Rede Ciclável vias cicláveis Volta a Portugal

Há já vários anos que vivo e trabalho no centro da cidade de Braga, onde a mobilidade por bicicleta não é fácil, mas também não é impossível. Embora não haja vias cicláveis e a grande maioria do condutores de automóveis não vejam o ciclista com bons olhos (há em todos os condutores de automovel portugueses uma pressa que eu nunca hei-de entender!), o facto de Braga ser relativamente plana e de a maioria das vias do centro histórico não permitirem uma velocidade excessiva, sempre me deixou reservar o meu automóvel para reais saídas da cidade.

Desde o início deste mês estou a trabalhar a uns míseros 4km do centro histórico e embora gostasse muito de me deslocar de bicicleta, tal não é possivel. Dizia a Comissão Europeia, já em 2000, que “quando as cidades combinam medidas a favor da bicicleta e dos transportes públicos atingem uma redução da taxa de utilização do transporte individual motorizado. Dependendo do nível de congestionamento do meio urbano, a bicicleta é mais rápida dos que o transporte individual motorizado em trajectos de, pelo menos, 5km”. A Avenida do Cávado, que ironicamente foi o ponto de partida para a 6a etapa da Volta a Portugal deste ano, é uma estrada estreita, sem bermas e onde a velocidade automobilística abunda, ignorando as casas, o comércio e os serviços que a ladeiam.

Na mesma zona onde eu trabalho agora, trabalham diariamente centenas de pessoas numa grande superficie comercial. É também a estrada que une os pequenos 7km entre Braga e as margens do magnífico rio Cávado.

Quem pensa a mobilidade das cidades têm de incluir os municipios limitrofes, as zonas residenciais, os suburbios, os pontos de interesse ao redor do centro e não apenas as praças históricas. Circundar a cidade de pistas de velocidade, vias rápidas ou autoestradas, sem criar alternativas para quem se quer deslocar sem poluir e evitando o stress e as pressas, é isolar as populações e continuar a promover a ditadura do carro

Foi bom ver a Avenida do Cávado cheia de bicicletas a semana passada para a Volta a Portugal, só tenho pena que nos restantes dias do ano se vejam tão poucas.


(Artigo originalmente publicado na edição de 19/08/2017 do Diário do Minho)

 

reciclando [33] porque pedalo?

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 21/08/2017 às 12:03

Temas: 1 carro a menos ciclismo ciclismo urbano cicloturismo fotografia mobilidade motivação outras coisas penso eu de que... reciclando segurança rodoviária testemunho

O que motiva o ser humano a fazer certas coisas não poderá ser enumerado ou psicologicamente quantificado… pelo menos no rigoroso sentido crítico que abarque todas as motivações. Todo mundo é diferente e por isso abomino os estereótipos. São os ciclistas urbanos indisciplinados? Eu sou um ciclista. Eu gosto de bicicletas e ainda não tenho uma ideia firme do porquê. Talvez esteja no meu sangue, uma espécie de herança. Parece que já nasci assim, com uma vontade incontrolável de sair na estrada e experimentar a aragem amena de um dia quente. Talvez seja por teimosia enfrentar a chuva e seguir de bicicleta para o trabalho. Talvez seja uma predisposição genética apreciar o gosto do suor. Talvez tenha uma compulsão psicológica para me fazer transportar e evitar gastar dinheiro em gasolina. Talvez seja maluco! Quem sabe? Tudo o que posso dizer é que não dependo do carro para chegar aonde quero ir.  Também gosto de conduzir em estrada livre, acelerar a fundo, curvar e derrapar mas, em consciência isso torna-me um egoísta. Conduzir na cidade torna-me tenso e stressado. Parado no trânsito sinto a necessidade de murmurar coisas horríveis, perco a calma e o controlo das minhas acções. Por mera arrogância ou quando algo não vai ao jeito de quem vê o tempo passar, vejo imensos disparates ao volante. Baseado na minha experiência, dentro de um carro, a minha linha de pensamento é que todos os outros automobilistas são patetas. Então, eu já não me importo de estereotipar os automobilistas. Deveria, ou não deveria?!

a húmidade faz a força
Talvez seja por isso, e não é para mim surpreendente, permanecem este tipo de “discórdias”. Antes mesmo de começar o meu discurso retórico, tenho de indagar que critérios se usam para se achar que determinada pessoa é ou não ciclista. Será que é porque essa pessoa dá as primeiras pedaladas em parques, ciclovias ou passeios? Será que é porque ele gosta de andar numa bicicleta de estrada, vestindo um kit ajustado e aerodinâmico? Será porque gosta de se aventurar no todo-o-terreno? Ou será que é simplesmente do tipo de pessoa que opta por se deslocar de bicicleta, assim quando uma criança utiliza sua primeira bicicleta para ir e voltar da escola, com a devida permissão dos seus pais? Qual é afinal a classificação de um ciclista? Isso certamente não pode ser dito assim ao de leve, nem seria francamente exigente que cada pessoa que anda de bicicleta não o possa fazer livremente, mas um ciclista é aquele que pedala.

 


Na verdade, a bicicleta antecedeu o automóvel. Antes de se ter inventado o motor a combustão fóssil e muitos anos antes dos carros se tornarem suficientemente acessíveis ao consumidor médio, a bicicleta era largamente utilizada para o transporte e até para o desporto. Antes mesmo de qualquer um de nós estar habilitado à condução automóvel certamente aprendeu a andar de bicicleta desde muito pequeno, pedalou nos passeios, passou vermelhos e fez tropelias em duas rodas. Qualquer um que assuma a bicicleta como ela é, um velocípede, estará a fazer muito mais do que outra pessoa que, na sua permanente dependência, dirige um carro para o trabalho, poluindo o ar, ocupando espaço, deixando o seu corpo e cabeça definhar. É um carro a menos. Optar por dar às bicicletas e aos seus utilizadores mais direitos, permissões e proibições rodoviárias iguais aos carros, vem simplesmente trazer alguma justiça e evolução. Não estou a dizer que as bicicletas têm o direito absoluto à estrada. O que estou a dizer é, partilhar é cuidar. Percebendo que todos são diferentes, que haja quem simplesmente opte por utilizar meios alternativos de locomoção, há ainda um longo caminho a percorrer pela coexistência, pela partilha do espaço urbano e rodoviário, contra a intolerância, pelo desenvolvimento sustentável do nosso país.


 

can’t miss [180] antena1/videos

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 17/08/2017 às 18:36

Temas: can't miss it Antena 1 Bee bons exemplos ciclismo coisas que vejo Diana Agra Lenita Lemos longas pedaladas no feminino partilha randonneur testemunho video

Elas Pedalam

“Por estes dias, eles dão a Volta a Portugal em Bicicleta. Mas, elas também têm uma palavra a dizer sobre o ciclismo.

O jornalista Miguel Soares falou com três amantes deste desporto – ainda muito conotado com os homens: Lenita Lemos, Bárbara Rodrigues e Diana Agra.

Três praticantes amadoras, três estilos de dedicação a esta modalidade. Em comum, a paixão pela bicicleta.”


Lenita: “Obrigada 😜esta é a minha Praia! 😂 ”

(fonte: https://www.facebook.com/antena1/videos/)


 

Braga Ciclável reuniu com Nós Cidadãos

Braga Ciclável @ Braga Ciclável

Publicado em 17/08/2017 às 16:04

Temas: Cronologia Fotos Notícias Opinião Armando Caldas Autárquicas 2017 Braga. Autárquicas Eleições 2017 Filipe Furtado Helena Gomes Luís Tarroso Gomes Manuela Abreu Mário Meireles Nós Cidadãos Pedro Pinheiro Augusto Victor Domingos

A Associação Braga Ciclável reuniu esta quarta-feira, dia 16 de agosto, com o candidato do Nós Cidadãos às próximas eleições autárquicas, Armando Caldas, para apresentação de uma proposta relacionada com a mobilidade urbana sustentável para Braga. Estiveram ainda presentes, da parte da candidatura deste partido, Manuela Alves, nº3 da lista candidata à Câmara Municipal, e ainda Pedro Pinheiro Augusto, candidato à Assembleia Municipal de Braga. Trata-se da terceira de uma série de reuniões que a Braga Ciclável pretende realizar, com cada uma das forças políticas que concorrem este ano para a eleição do próximo executivo municipal.

A associação esteve representada por Mário Meireles, Victor Domingos e Helena Gomes (membros da Direção), Luís Tarroso Gomes (membro do Conselho Fiscal) e Filipe Furtado, associado da Braga Ciclável, que entregaram pessoalmente ao candidato Armando Caldas e à sua equipa um breve dossiê com algumas medidas de promoção da utilização da bicicleta e de melhoria da segurança para todos os utentes da via pública. Os utilizadores da bicicleta esperam assim que estas e outras medidas venham a ser incluídas no programa eleitoral deste ano.

As medidas propostas são diversas e vão desde a implementação dos 80 km de rede ciclável, já anteriormente prometidos pela CMB, até à colocação de bicicletários, a sobreelevação de todas as passadeiras para proteção dos peões, a criação de um sistema de bicicletas mecânicas partilhadas, o aumento da frota de bicicletas das forças policiais da cidade, a implementação de programas municipais de incentivo do uso da bicicleta, entre outras.

Uma vez que o dossiê não havia sido entregue previamente, esperamos ainda receber uma resposta oficial da candidatura do Nós Cidadãos após a sua análise mais aprofundada da proposta agora apresentada.No entanto ficou patente, pela conversa decorrente do encontro, que a Mobilidade é um dos eixos prioritários desta candidatura e que as nossas propostas iam ao encontro do que o Nós Cidadãos tem já previsto no seu programa eleitoral.

Entretanto, estão ainda a ser agendadas as reuniões com os candidatos do PS bem como da coligação Juntos por Braga.

 

A "Dahoninha"

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 16/08/2017 às 14:02

Temas: dobrável

Depois da Romana (a minha Lombardo Roma para os commutes), da Prazeres (a Zeus de estrada) e da biba (a minha velhinha BMX IBA transformada para a filha) temos agora na família a Dahoninha (uma dobrável para a babe passear)!

Aquisição recente, em segunda mão, mas quase nova de um senhor que muito a estimou mas que não usando preferiu vender a tê-la num canto a apanhar pó em casa.

É uma Dahon Jetstream P8, dobrável mas de roda 20. Quase nova... os pneus ainda tem os "pinos" da borracha de tão pouco que devem ter rolado.

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Há que tempos que a babe não tinha uma bina para passearmos, e como me tinha dito que via com bons olhos uma dobrável andei à procura e achei que esta seria uma boa opção pois serviria para os intuitos de passeio esporádico como também como veículo utilitário caso um dia fosse necessário.






"Ah, mas nunca ouvi falar disso das Dahon... é o quê?"
É ver aqui a história da Dahon e como revolucionou a indústria dos velocípedes dobráveis modernos...


«Founded in 1982, by inventor and physicist Dr. David Hon and his brother Henry Hon, Dahon has grown to become the world's largest manufacturer of folding bikes, with a two-thirds marketshare in 2006.»
https://en.wikipedia.org/wiki/Folding_bicycle

"Ah, mas não tens bicicletas a mais?!"

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fotocycle [214] caminho

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 16/08/2017 às 12:08

Temas: fotocycle bicicleta ciclismo devaneios a pedais Douro fotografia fotopedaladas Gorka longas pedaladas motivação

A estrada não é apenas um caminho, é algo mais do que isso, algo mais que nos leva ao conhecido. Um caminho conduz-nos para outros lugares, que nos esperam para serem descobertos. Um caminho ensina outras coisas, dando-nos a oportunidade de aprender algo novo. Um caminho que se divide em outros caminhos, acompanhados por esplêndidas paisagens e povos fascinantes. E o fim do caminho faz-nos deter perante algo extraordinário, sentir a paz envolvente, com aquela que está sempre comigo, fiel companheira, que me leva e guarda os meus segredos, compartilhando novas aventuras. E depois?! Depois dou a volta e sigo o meu caminho, pelo mesmo caminho.


 

fotocycle [213] rotina de adepto

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 10/08/2017 às 9:40

Temas: fotocycle 1 carro a menos bicicleta ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto dono babado FêCêPê fotografia mobilidade motivação outras coisas Porto porto street shooting testemunho Tripas

Há um certo fascínio olhar ao redor enquanto pedalo do trabalho para casa: o rio, o casario, os símbolos que as pessoas colocam ao vento. Uma espécie de vislumbre sobre a vida dos outros, e andar de bicicleta é uma boa maneira de o fazer. Lenta o suficiente para que possa parar e fotografar, rápida o suficiente para chegar a casa, pegar na bandeira e seguir de metro para o jogo no Dragão. Tudo facilitado por uma bicicleta.


 

Conta-me como foi em 2016

@ CycleHack Lisboa 2017 | Design, build, prototype, test

Publicado em 9/08/2017 às 22:15

Temas: cyclehack cyclehacklisboa2016 cyclehacklisboa review fotos

Para saberes como foi o CycleHack Lisboa 2016, vê as fotos no Flickr e tudo o que partilhámos no Facebook!

1º CycleHack Lisboa (2016)

Os cyclehacks criados nesta primeira edição, pela equipa de Lisboa foram:

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  • Zé do Boné, by Daniel Carvalho
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  • nome tbd | sistema para permitir aos ascensores de Lisboa rebocar bicicletas, by André Duarte
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  • nome tbd | sistema de registo e consulta de propriedade de bicicletas, by Xavier Martins
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  • nome tbd | sistema de ímans para prender saias e calças, by Ana Pereira
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  • nome tbd | suporte para fixar telemóvel ao guiador e filmar, by Manuel Henriques e Bruno Santos
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Entre outras ideias que não houve tempo de desenvolver já nesta edição. Ficaram para a próxima! ;-)

Inscreve-te na edição de 2017 e vem inventar ciclocenas connosco! 

 

Pelo direito a brincar

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 9/08/2017 às 12:18

Temas: Anúncios e Campanhas Causas Crianças e Famílias Eventos Lifestyle e Cultura Notícias CaP Videos bicicleta brincar crianças famílias

Yah, imaginem se fosse convosco:

As crianças precisam de brincar. Bolas, os adultos precisam de brincar, quanto mais as crianças!

Infelizmente, nas últimas décadas fomos construindo um mundo, uma sociedade, uma cultura, em que as crianças levam uma vida de reclusas. Reclusos bem tratados e cheios de actividades de suposta estimulação, mas ainda assim reclusos – não têm a liberdade de explorar o mundo como desejam e precisam. De estar ao ar livre e fora de portas, de explorar o meio físico em que se encontram, de se aventurarem, de perseguirem os seus próprios interesses e paixões, de correrem riscos, de aprenderem a gerir emoções, interesses, frustrações, sonhos, riscos. Há sempre adultos a dizerem-lhes o que fazer, com o que brincar e como, e quando, e até com quem. Isto é mau agora, e terá um preço a pagar no futuro.

Como nós brincámos muito, tivémos a liberdade de andar na rua e brincar como bem nos apetecia, sabemos o bem que soube, e o bem que nos fez. E lamentamos ver tantas crianças privadas desse privilégio, em nome de uma ilusão de segurança e competitividade.

Por isso, há uns meses atrás aceitámos o convite do Instituto de Apoio à Criança para participar no evento Brincar a Sério, pelo Dia Mundial do Brincar, que teve lugar nos jardins do Palácio de Belém, no dia 28 de Maio.

Como andar de bicicleta tanto pode ser uma brincadeira como um meio de transporte, e enquanto meio de transporte continua a ter muito de brincadeira, e é uma ferramenta importante a nível de desenvolvimento psicomotor, nós fomos lá promover isso mesmo. Levámos bicicletas familiares para mostrar ao público, e por vezes os test rides funcionaram como uma espécie de “volta no carrocel”. 🙂 E andámos também a dar dicas aos pais de como podem ajudar os filhos a largar as rodinhas (explicando que na Escola de Bicicleta ensinamos isso e tudo o resto!). 

Haviam várias actividades para estimular a brincadeira, inclusivé uma área de brincadeira livre, dos 1, 2, 3 macaquinho do xinês, onde apanhámos o prof. Carlos Neto, da FMH, a brincar também, por uns instantes. 🙂

Se não ouviram ainda falar dele, espreitem aqui, onde ele faz notar que as crianças hoje são como animais em cativeiro, aqui, onde ele alerta para o crescente analfabetismo motor dos miúdos (algo que nós próprios fomos notando ao longo dos anos nas nossas actividades com os karts KMX e com as aulas e afins) e aqui, onde ele fala do sedentarismo e da organização do território e do trabalho, por exemplo. E têm também estes vídeos, no âmbito do Dia de Aulas ao Ar Livre, que já chegou a Portugal!

Entretanto, precisamos de Um Novo Conceito de Parque Infantil. We need Rethinking Childhood, we need Freerange Kids, we need riskier playgrounds! E precisamos de menos carros na cidade, se reduzirmos o número e velocidade dos carros, aumentaremos o número de crianças na rua, seja a brincar, a caminhar, a andar de bicicleta, etc. É o volume, velocidade, hipermobilidade e anonimato dos carros que gera o medo da rua.

Libertemos as crianças! E, no processo, libertemos também os adultos, novos e velhos. 😉

O conteúdo Pelo direito a brincar aparece primeiro em Cenas a Pedal.

 
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