o CaMinho fez-se pedalando

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 20/03/2019 às 22:23

Temas: marcas do selim bi bicicletas bué de fixes biketour Caminho ciclismo cicloturismo fotografia iNBiCLA longas pedaladas Minho outras coisas passeio pelos caminhos de Portugal randonneur roda de amigos Tripas

São cinco e meia da matina e sigo ao volante, só mas acompanhado, com Dona Tripas ao frio empoleirada no tejadilho. Quanto mais me aproximo de Esposende mais aumenta a neblina e desce a temperatura do ar. Vou juntar-me ao grupo de coletes garridos organizados e participar no primeiro evento randoneiro de 2019, a norte. O Brevet CaMinho200, um fantástico passeio a pedais com uma temática própria e que vai na sua segunda edição. Foi há dois anos que na companhia do Jacinto, do Couto e do Campelo, pedalei na maior das calmas, por velhas estradas e modernas ciclovias minhotas. Desta vez, porém, terei outras companhias e também outro ritmo.

No baiquecheco muitas máquinas topmodel, a maioria do tipo anoréxicas mirradas, e poucas da categoria de pesos pesados. Eu, claro, estava à procura de bicicletas vintage mas, neste evento, Dona Tripas era a única de pedigree clássico. Um a um, os participantes iam chegando. Muitas caras conhecidas e algumas novas que fariam um BRM pela primeira vez. Com as conversas em dia, ao sabor da simpatia das meninas da Cruz Vermelha, dos biscoitos e do café, terminado o curto briefing o pessoal foi montando nos selins das suas queridas biclas previamente validadas, em grupinhos, entrando na monótona EN13 rumo a sul.

O que mais activa e torna estes passeios tão atraentes para mim é o convívio e a luz da manhã. O mini pelotão rolava em amena cavaqueira, o ar frio descolando as remelas e o sol despontando a nascente. Em Fão, assim que saí da treliça de ferro da ponte, o rio Cávado apareceu sereno e por si só esta cena faria o dia já ter valido a pena. Não resisti, apertei os travões, posicionei a bicla e tirei a foto.

E fiquei para trás, prontes!

Em modo solitário prossegui, controlando ao longe os pontos vermelhos LED das bicicletas a perseguir. Pedalava agora numa cadência mais rápida, não só na intenção de os vir a alcançar mais à frente mas também para aquecer as pernas. Antes da viragem a nordeste, perdi-os completamente de vista e fui alcançado pelo Valter, outro iNBiCLAdo. Primeiros quilómetros na contagem decrescente da EN306 e concluiu-se a primeira etapa com a devida paragem em Gião. Não porque estivesse cansado, mas porque era necessário dar a primeira carimbadela no cartão brevet.

A velha estrada ziguezagueia através de áreas rurais, património arquitectónico e pequenos povoados, permitindo aos ciclistas cruzar míticos locais de passagem de peregrinos a caminho de Santiago. Eu não fiz muitas fotos neste brevet e as poucas que tirei foram em andamento.

A bruma da manhã eleva-se visivelmente e a temperatura sobe ligeiramente. As nuvens foram-se dissipando e o sol, a dez graus acima do horizonte, espreitava, desenhando as primeiras sombras no alcatrão.

Chegamos a Barcelos e o Valter teve galo. Forçado a interromper a pedalada ali mesmo, a meio da ponte medieval, foi só com o recurso a ferramenta e muita teimosia que conseguiu soltar a corrente encravada na roda pedaleira da sua titânica iNBiCLA. A muito custo lá se conseguiu engrenar de novo o mecanismo e continuar rumo a Norte por muitos quilómetros.

Sempre que a estrada empinava sou atingido pelo calor do ar, o que tornava incomodo o excesso de roupa a cobrir o corpinho. Depois de um pequeno topo, foi mesmo a meio de uma curva que resolvi parar, para, ali mesmo, fazer um strip ao vivo.


Mais uma vez à passagem do rio do esquecimento, em Ponte de Lima, lembrei-me logo que aí vinha a parte dura do percurso. A Serra da Labruja e aqueles 10 quilómetros de parede até Paredes de Coura. Desta vez a escalada correu-me às mil maravilhas e sempre com companhia para jogar cartas. Quase no topo, em Rendufe, havia uma foto que valeria a pena repetir.

Arrematado mais de metade do brevet, chegamos ao posto de controlo, que é numa pizzaria, na hora certa para enfartar a barriguinha.

Depois de um pequeno descanso, suficiente para desfrutar da infusão de carboidratos, aproveitamos os suaves declives da estrada para relaxar. O peso e a estabilidade de Dona Tripas funcionam a meu favor nas descidas, contra fortes ventos cruzados, empurrando-me a um ritmo de bolina. No posto de controlo seguinte, em São Pedro da Torre, um reforço de cafeína esperava-me. Da minha cadeira de esplanada a sesta faria milagres mas, já sei, ainda nos resta muito chão neste belo dia.

Atravessada a linha férrea, fomos explorando o lugar até que nos surge o espelho da fronteira natural, do Rio Minho. Mais uns metros pedalados e calca-se o tapete vermelho da ecopista que segue ao longo da margem do rio. Dou um gole de água, viro a bicicleta a poente, e um forte vento encanado de noroeste sopra-me mesmo nas fuças.

Mas a erva é verde, o céu é azul, os bosques estão florescendo… Quem presta atenção ao vento quando é assim à nossa volta? E assim foi, um pachorrento passeio com a Mãe Natureza soprando-me aos ouvidos: Quem precisa de ter pressa, afinal? Instantaneamente, fui acordado do entorpecimento com a pesada massa de aço de um comboio que corre paralelo ao caminho.

Menos concorrida nas áreas rurais, a ecopista está mais movimentada quanto se aproxima de locais de lazer à beira rio. A seguira Vila Nova de Cerveira, passados poucos quilómetros, termina a pista. Após um empedrado manhoso retoma-se a estrada, a famigerada EN13. A paragem de autocarro ali existente foi abrigo por alguns minutos para repor a armadura e fazer um pequeno lanche.

Volto a escrever sobre a malinha que trago agarrada ao selim. A mala Carradice é um acessório indispensável nesta bicicleta. Não é só óptima para as pequenas coisas do commute diário como me dá boa capacidade de carga nas longas distâncias, para levar as ferramentas de emergência, as mudas de roupa e a comida. Quanto mais pedalo com ela mais dependente me torno dela.

Depois de Caminha rodamos para sul e viramos as costas ao vento. Agradavelmente, as minhas pernas ainda parecem frescas mas não estava a pedalar em velocidade de corrida. Há um propósito no meu ritmo. Seguir confortável. Embora Dona Tripas seja mais cómoda do que as bicicletas de estrada, é bem mais pesada e mais lenta. Tanto o desejo como o esforço tem de ser geridos com ponderação.

Com Viana do Castelo no horizonte, pedalávamos a bom ritmo e não sentia a necessidade de reabastecimento. A programada paragem na Natário ficou sem efeito e, à passagem na Ponte Eiffel sob o Lima, faltavam pouco mais de vinte quilómetros que seria superados com boa disposição. Não eram ainda as 18h e estávamos de novo no Posto da Cruz Vermelha de Marinhas a carimbar o cartãozinho amarelo e a registar a nossa chegada.

Venha o próximo…

 

 

 

 

Desapareceram os novos bicicletários!

Braga Ciclável @ Braga Ciclável

Publicado em 10/03/2019 às 18:00

Temas: Notícias Opinião bicicletários braga ciclável Câmara Municipal de Braga comunicado correções erros novos bicicletários

Na sequência do recente envio da nossa Carta Aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e ao Vereador da Gestão e Conservação do Espaço Público, João Rodrigues, cujo conteúdo aqui divulgámos no dia 13 de fevereiro, a comunicação social de imediato deu eco não só das preocupações, sugestões e questões levantadas pela Braga Ciclável, mas também do espanto de vários utilizadores da bicicleta que, face aos diversos problemas técnicos, não acreditavam que aquelas estruturas de ferro fossem mesmo bicicletários.

Numa reportagem publicada a 17 de fevereiro pelo Jornal de Notícias, o Vereador da Mobilidade, Miguel Bandeira, assumiu o “lapso técnico” em algumas estruturas dando conta de que o mesmo iria ser “corrigido“. Ao mesmo tempo, referia que a carta estava “a ser apreciada”, sublinhando que estava “atento às críticas e as que forem válidas serão alvos de retificação“.

O mesmo responsável afirmou ainda, nessa reportagem, que o atual projeto de instalação de bicicletários prevê que estes sejam instalados em 39 localizações com apenas 56 lugares. Recordamos, a este propósito, que ainda há poucos meses haviam sido publicamente prometidos 78 lugares e 75 lugares, números já de si claramente inferiores àquilo que sabemos serem as atuais necessidades da cidade.

Ficamos também a saber, por declarações de Miguel Bandeira ao JN, que os locais escolhidos terão sido determinados em colaboração com forças de segurança e com a Junta de Freguesia de São Victor e com a União de Freguesias de São José de São Lázaro e São João do Souto. Ou seja, precisamente as freguesias que ainda têm a aguardar execução as propostas vencedoras dos seus orçamentos participativos do ano 2017 (ambas referentes à criação de novos estacionamentos para bicicletas).

No passado dia 4 de março, cerca de um mês após o envio da nossa carta e duas semanas após a reportagem do JN, voltamos a receber contactos de associados nossos relatando haviam desaparecido todos os bicicletários dessas 4 novas localizações. Fomos verificar a cada um dos locais e, efetivamente, os mesmos foram cortados pelos serviços municipais dos locais onde haviam sido fixados, o que nos leva a crer que o Município terá finalmente validado as nossas críticas construtivas e reconhecido os erros que havíamos apontado na carta aberta.


A Braga Ciclável espera agora que o Município avance rapidamente com a colocação de bicicletários, repondo aqueles que haviam sido também removidos na Rua Nova de Santa Cruz, Fórum Braga e Igreja do Pópulo, e que a colocação de todos eles respeite as boas práticas, incluindo na revisão de algumas das localizações. A associação espera ainda que, neste processo, tanto o PDM, como os estudos já elaborados, bem como os manuais existentes (p.e. FPCUB) sobre a matéria – e já por diversas vezes entregues no município – sejam efetivamente respeitados.

A Braga Ciclável continuará, como sempre, disponível para colaborar com a autarquia e com qualquer entidade, instituição ou associação, com o objetivo de tornar a cidade mais amiga das pessoas que andam a pé e de bicicleta.

 

O culto do carro e a desproteção da parte mais fraca

Manuela Sá Fernandes @ Braga Ciclável

Publicado em 9/03/2019 às 13:00

Temas: Opinião acidentes de viação Bicicleta Bicicleta Fantasma Culto do Carro Desproteção dos mais fracos GhostBike Legislação lei Manuela Sá Fernandes Portugal

São cada vez mais frequentes os acidentes de viação que vitimam ciclistas no nosso país. Inúmeras razões estão na base deste flagelo, excesso de velocidade, infraestruturas desadequadas dentro das cidades, irresponsabilidade dos condutores, etc. Mas, perante a desproporcionalidade do risco entre um carro e um ciclista, que proteção lhes oferece a legislação portuguesa? Insuficiente diria.

Desde logo, quando ocorre um sinistro entre um veículo a motor e um ciclista, embora a lei diga que a responsabilidade é do veículo a motor, na realidade, terá de ser o ciclista a alegar e provar que os danos que sofreu resultaram desse sinistro e que o mesmo foi provocado pelo veículo a motor, de forma a obter a compensação pelos danos sofridos. Ora, isto levanta uma questão de justiça: será razoável imputar à parte mais fraca, aquela que sofre mais danos e de maior gravidade, o ónus de provar que o acidente é da responsabilidade do veículo a motor?

Esta formulação da lei, propicia a que, muitas vezes, as vítimas aguardem anos, senão quase uma década para serem ressarcidas dos danos que sofreram, quer físicos, quer materiais. Estes danos são, por vezes, consequência para incapacidades temporárias ou permanentes para trabalhar, com todos os prejuízos pessoais, familiares e sociais que essa situação acarreta.

Em diversos países europeus, mais evoluídos diria mesmo, a responsabilidade recai sobre o veículo a motor. Havendo um sinistro, este é automaticamente responsabilizado pelos danos que provocar a um ciclista e, caso entenda que não teve responsabilidade no acidente, cabe-lhe ainda provar que a responsabilidade foi do ciclista. Isto permite não só retirar o ónus da parte mais fraca, mas também, aumentar o grau de responsabilização inerente à condução de veículos a motor.

Torna-se cada vez mais urgente que a legislação acompanhe as tendências europeias em que o cidadão, que circule a pé ou de bicicleta, é mais protegido do que a máquina, sob pena de o sistema não cumprir a sua finalidade primordial, a justiça.

 

can’t miss [199] jornaldoave.pt

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 7/03/2019 às 11:55

Temas: can't miss it bicicleta bons exemplos ciclismo ciclismo vai à escola coisas que leio crianças e bicicletas escola espalhando os bons exemplos mobilidade motivação noticia outras coisas partilha Santo Tirso segurança rodoviária

Em Santo Tirso a escola ensina os alunos a andar de bicicleta

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“Chama-se “Ciclismo vai à Escola” e é fácil perceber ao que vem. O projeto visa ensinar os alunos do Primeiro Ciclo de Santo Tirso a andar de bicicleta e os resultados já se fizeram sentir. O número de crianças na cidade que não conseguia aguentar-se em duas rodas passou de 43% para 14%, segundo revelação da câmara do distrito do Porto.

O “Ciclismo vai à Escola” arrancou no início do atual ano letivo, tendo percorrido, segundo a autarquia, 33 instituições do I Ciclo, chegando a cerca de 900 alunos. O relatório referente ao primeiro período indica que “cerca de metade dos 43% dos alunos” que no início do projeto não sabiam pedalar já aprendeu a fazê-lo. No total, 253 crianças aprenderam a andar de bicicleta com o a ajuda das ações do “Ciclismo vai à Escola”.

Salientando que o projeto “não se limita a ensinar a andar, mas também a conhecer as regras de segurança e de circulação pacífica na via pública”, o presidente da Câmara local, Joaquim Couto, citado pelo comunicado da autarquia, considerou os “números muito positivos”. “Antes do projeto, escolas como São Bento da Batalha, Quelha, Aldeia Nova e Cantim apresentavam os valores mais baixos no que diz respeito à percentagem de alunos que sabiam andar de bicicleta e, em todos os casos, ficavam aquém dos 40%”, acrescenta a nota de imprensa.

O projeto é fruto de uma parceria entre a câmara e a Federação Portuguesa de Ciclismo, e a autarquia do Porto considera-o “pioneiro a nível nacional”. Pretende, acrescenta, “ajudar a curar hábitos de circulação no espaço público e diminuir patologias como a obesidade infantil e o sedentarismo.”

As iniciativas vão continuar durante todo o ano letivo, sendo que esta medida está inserida no Plano Municipal de Mobilidade Sustentável.”

(fonte: www.jornaldoave.pt)

 

fotocycle [241] brain washed

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 4/03/2019 às 12:43

Temas: fotocycle benefícios das pedaladas bicicleta ciclismo devaneios a pedais dono babado fotografia fotopedaladas iNBiCLA Miramar motivação outras coisas penso eu de que... Tripas

Se a levas para o trabalho durante a semana e a passear ao fim de semana é para que ela tenha contigo os mesmos cuidados. Um bom ciclista sabe que a melhor manutenção da sua bicicleta é dar-lhe uso. Se a pedalares regularmente, além de teres uma bicicleta suja, ela vai retribuir o brilho com os mesmos mimos, deixa a tua mente limpa e prolonga o teu bem-estar. Aproveita-a cada momento.

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o ciclismo e a arte urbana

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 1/03/2019 às 15:15

Temas: o ciclo perfeiro arte urbana bicicleta bike to home ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto cicloturismo coisas que vejo devaneios a pedais fotografia fotopedaladas infografia Matosinhos mobilidade motivação opinião outras coisas Tripas

Com traços característicos, grafittis e outras formas de arte, vários artistas retratam nas paredes a sua vivência na atmosfera urbana. Os seus trabalhos gráficos abordam as culturas da rua. Através da sua técnica, uns deixam a sua pegada característica, outros procuram uma mensagem aleatória através de uma visão própria e alternativa.

O ciclismo e a arte urbana? Acho que tem tudo a ver, porque são coisas da rua. Morar ou trabalhar numa cidade com muitos detalhes arquitectónicos, clássicos ou contemporâneos, o ciclista como que deambula pelos corredores de um museu. Experimenta uma enorme sensação de liberdade ao viajar de bicicleta, enquanto explora os centros históricos, bairros periféricos, lugares mais remotos onde, de um dia para o outro, uma parede deixa de ser uma tela em branco.

A liberdade das intervenções em espaços privados é um tema polémico e cada vez mais recorrente. Especialmente na nossa “pequena cidade”, que é afinal uma grande cidade – para mim o Porto é o grupo das nossas pequenas cidades, coladas umas às outras: Matosinhos, Maia, Gondomar, Gaia… por onde pedale a minha bicicleta, a cada curva, a cada esquina, posso sempre ser surpreendido por uma nova descoberta, por uma nova forma,  por uma obra de arte.

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o sol, a praia, a anémona… achei que fazia falta uma bicicleta no calçadão de Matosinhos

 

 

cicloturismo, o costume e a cultura de pedalar

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 27/02/2019 às 12:58

Temas: o ciclo perfeiro 1 carro a menos bikepackers biketour boas pedaladas cicloturismo coisas que vejo dos malucos das biclas voadoras economia da bicicleta espalhando os bons exemplos esta malta tem cá um pedal!... fotografia Mós do Douro motivação outras coisas passeio pelos caminhos de Portugal route testemunho turismo viagem

Foi durante o meu passeio pedestre pelas amendoeiras floridas, e com o recurso ao zoom da objectiva, que fui surpreendido com a passagem de um par de excursionistas em bicicleta, daqueles que fazem do turismo de bicicleta o verdadeiro cicloturismo, da viagem a pedais um modo de vida. Ciclistas de longo curso, que pedalam para bué-bué longe, por estradas desertas e fascinantes com a casa às costas. No caso, estes amigos pedalavam pela bem bonita e empinada estrada que liga as povoações das Mós, Santo Amaro e Pocinho, no concelho de Vila Nova de Fozcôa.

Os cicloturistas tendem a procurar vias de tráfego reduzido, estradas rurais, ecopistas, ciclovias, estradões, cruzando pequenas cidades e aldeias remotas, onde costumam parar para se alimentar, descansar, pernoitar, podendo permanecer por uns dias o que tem algum impacto económico particularmente significativo nas pequenas comunidades e negócios locais. O seu modo de vida adapta-se facilmente à cultura das localidades por onde passa e visita. Palmo a palmo, pedalada a pedalada, com roteiros turísticos na mão ou modernas geringonças de orientação, não é de estranhar ver passar turistas, nacionais ou estrangeiros, livremente em bicicletas que mais parecem mulas de carga.

É a curiosidade que os motiva. É a cultura dos locais, é a beleza das paisagens, é a adrenalina e o desejo de uma vida tranquila em comunhão com a natureza. O entusiasmo de sentir o sol, a chuva e o vento na cara. Como é agradável não ter pressa e poder apreciar, com a ajuda da aventura e da vontade, o que os olhos e pernas alcançam. São momentos mágicos que não existem em nenhum pacote turístico.

Boa viagem meus amigos.

 

do tipo, “percebes ou queres que faça uma foto?”

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 22/02/2019 às 12:51

Temas: o ciclo perfeiro 1 carro a menos bicicleta bike to home bike to work ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto coisas que ouço Douro fotografia fotopedaladas iNBiCLA mobilidade motivação outras coisas penso eu de que... Porto roda de amigos Tripas

Diálogo numa destas manhãs no local de trabalho:

– Ó Paulo, o qu’é isso do comute?

– “Commute” quererás dizer!

– Hããã! Ou isso…  Essa coisa que tagas nas tuas fotos com a bicla!

– Ora bem, como te vou explicar… Sabes o que é uma ponte aérea?

 

 

IV Encontro Nacional de Grupos Promotores da Mobilidade Urbana em Bicicleta

Braga Ciclável @ Braga Ciclável

Publicado em 20/02/2019 às 11:03

Temas: Eventos Bicicleta encontro nacional ENGPMUB

Numa organização da associação Braga Ciclável, o 4º Encontro Nacional de Grupos Promotores da Mobilidade Urbana em Bicicleta terá lugar em Braga nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro de 2019.

Depois de realizado em Aveiro (2016), Lisboa (2017), Guimarães (2018), o Encontro Nacional dá-se em Braga onde o tema central será a bicicleta.

Ao longo dos três dias existirá um painel dedicado à apresentação dos Grupos ou Entidades promotoras da mobilidade urbana em bicicleta e muitas novidades surgirão ao longo destes três dias.

Programa:

22 de fevereiro @ Auditório da Associação Comercial de Braga

21:30: Debate “A Bicicleta como modo de transporte em Portugal “

Oradores:

  • Gil Nadais, Secretário Geral da Abimota
  • Mário Alves, Presidente da Estrada Viva
  •  José Manuel Caetano, Presidente da FPCUB – Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta
  • Rui Igreja, Coordenador do Núcleo Nacional da MUBi

Moderado pelo jornalista José Paulo Silva.

A entrada é livre, bastando aparecer. Não é necessário efetuar inscrição.


23 de fevereiro @ Auditório da Junta de Freguesia de São Victor

  • 10:00: Registo dos Participantes
  • 10:30: Início e Boas Vindas
  • 11:00: Apresentação dos Grupos e Entidades (sessões de 3 minutos e 1 minuto para troca)
  • 11:40: Coffee Break
  • 13:00: Almoço
  • 15:00: Dinâmicas de Grupo (7 grupos, 60 minutos de trabalho e 5 minutos de apresentação das conclusões)
  • 16:30: Coffee Break
  • 20:00: Jantar

A participação é gratuita, porém carece de registo obrigatório que deve ser efetuado aqui: https://goo.gl/forms/cN9T8RQif3Ketc8k1.

24 de fevereiro

10:30 – Passeio de Bicicleta pela cidade de Braga

Para mais informações: bragaciclavel.pt/engpmub

 

can’t miss [198] mubi.pt

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 18/02/2019 às 16:11

Temas: can't miss it bike to work boas ideias ciclismo ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto cicloturismo coisas que leio espalhando as boas acções legislação mobilidade motivação MUBI noticia outras coisas partilha se segurança das biclas

Estratégia Nacional para a Mobilidade em Bicicleta, em 2019

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“O Secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, anunciou há dias que o Governo apresentará este ano a Estratégia Nacional para a Mobilidade em Bicicleta.

Depois de constar das Grandes Opções do Plano para 2018 e para 2019 e da nota explicativa do Ministério do Ambiente e Transição Energética sobre o Orçamento do Estado para 2019 (não especificamente para a bicicleta, mas para os modos activos), de ter sido no passado dia 1 de Fevereiro uma das medidas recomendadas ao Governo pela Assembleia da República e da MUBi por diversas vezes, junto do Governo e dos Grupos Parlamentares e através da comunicação social, ter vindo a alertar para a sua necessidade e a defender a sua implementação no breve prazo, tudo parece indicar que Portugal passará a contar brevemente, à semelhança do que existe na maioria dos restantes países europeus, com um plano estratégico nacional para a mobilidade em bicicleta.

A MUBi tem vindo a defender uma estratégia nacional abrangente, integrando o investimento em infraestruturas para circulação e de apoio à utilização da bicicleta com outras medidas complementares, como programas de incentivo à aquisição de bicicletas (convencionais e eléctricas), programas de incentivo às deslocações pendulares em bicicleta, programas nacionais de promoção da bicicleta, e abordando ainda questões como a redução da sinistralidade rodoviária, a qualidade do espaço urbano, a educação para a mobilidade sustentável, mudança de comportamentos, formação de técnicos, entre outras.”

[…]

(Lê o artigo completo em: https://mubi.pt/2019/02/13/estrategia-nacional-para-a-mobilidade-em-bicicleta-em-2019/)

 
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