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Sobre o Planeta BiciCultura
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Este texto foi adaptado com autorização a partir do disclaimer do Planet Geek.
Esta é a resposta simples à pergunta (com as suas mil formas) que está sempre na cabeça de quem quer promover a utilização da bicicleta:
- Como podemos fazer para mais pessoas andarem de bicicleta?
- Como fazer as estradas mais seguras?
- …
Tal como o famoso ditado (chinês, japonês português, não interessa) diz «Quando alguém te pedir [...]
No âmbito do Projecto Europeu de Mobilidade Saudável “LifeCycle – A Bicicleta é Vida!” (do qual a Cenas a Pedal é parceira e embaixadora) a Câmara Municipal de Aveiro lançou a campanha “Bicicleta Solidária“, que incentiva as cidadãos de Aveiro a doarem as bicicletas que já não usam (incluindo as de criança) para que, depois de serem “recauchutadas”, possam ser oferecidas a quem delas possa fazer uso. Há vários pontos de recolha onde os interessados poderão deixar as suas bicicletas, incluindo a Loja BUGA, a CMA, a Universidade de Aveiro, várias escolas, etc. A campanha teve início dia 1 de Março e terminará dia 31 deste mesmo mês. Mais informação aqui.
Lembram-se do Raí?
Jogador de futebol Brasileiro que foi campeão francês pelo PSG e foi também campeão do mundo em 1994 sendo inclusive o capitão da equipa?
Já há algum tempo que não ouvia falar dele; soube que é um dos fundadores, juntamente com o Leonardo (actualmente treinador do AC Milan), da Fundação Gol de Letra “uma [...]
Para além de serem uma opção racional de locomoção, as bicicletas são também, para mim, motivo de admiração e diversão. Embora saiba que a moda "fixed" lá por fora já começa a enjoar, tal não conseguiu demover alguma curiosidade por testar esta diferente forma de pedalar. Vai daí, fui acumulando algumas peças até finalmente ter o suficiente para montar a minha fixie! E atenção que nem são precisas assim tantas, as fixed respiram da máxima menos é mais, conceito com que facilmente consigo viver.
Conto ainda só com 3 dias de utilização desta bicla, mas estou incrivelmente contente com o prazer de condução que ela proporciona. Se pensarmos bem, nada faria prever esse dito prazer: não tem roda livre, só tem uma velocidade, travão traseiro são as nossas pernas, não tem suspensão... Em contrapartida ela oferece: simplicidade de formas, simplicidade de funcionamento, relação única bicla-humano, peso pluma, brincadeiras novas (pois.. pedalar para trás, etc)..
Não vou (ainda) vender as outras biclas, mas prevejo que são capazes de ganhar alguma camada de pó nos próximos tempos ;)
"ECF has held Velo-city conferences on cycling since 1980. We now invite participants from all over the world for the 2010 edition under the name Velo-city Global 2010.
Congestion, obesity, climate change and quality of life in the cities are important global issues. Cycling has a vital role to play in tackling these problems and in improving the climate and quality of life in the cities.
I hope we may welcome you in 'cycling city' Copenhagen June 2010 to learn how to invest in the mobility of the future". Manfred Neun, ECF President
Águeda recusa-se a perder a imagem de marca de "capital da bicicleta", mas corre riscos de assistir ao desaparecimento de algumas empresas
Por Maria José Santana A situação difícil da Sirla, empresa que dá nome a uma das marcas nacionais de bicicletas mais reconhecidas, é apenas um sinal da crise que afecta este sector em Portugal. A firma fundada em 1965 e sediada em Águeda, município que vem sendo rotulado de "capital da bicicleta", está em processo de insolvência. Mas existem outras empresas do sector a viver dias complicados.
O cenário é confirmado pela própria associação representativa do sector, a Abimota (Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins), que garante que o problema não fica a dever-se apenas à conjuntura económica actual, que provocou uma retracção do mercado (quebra de vendas).
A principal ameaça é a "concorrência desleal" que advém dos países asiáticos. Para os dirigentes da Abimota urge avançar com medidas de controlo do dumping no sector, até porque as contas feitas não deixam grande margem para dúvidas.
"Só no dumping comercial estamos a falar de uma taxa de 40 por cento. E não é possível contabilizar os efeitos do dumping ambiental, social e político", traçou Paulo Rodrigues, secretário-geral da Abimota. "Portugal é pouco rigoroso na forma como deixa entrar outros produtos", exemplificou.
A associação que conta com um laboratório de ensaios para certificação dos produtos das suas associadas alerta ainda para a necessidade de separar o trigo do joio em matéria de qualidade. E tal só será concretizável com uma legislação que determine que "uma determinada entidade possa actuar no mercado, seleccionando os produtos que são certificados", defendeu o secretário-geral da associação representativa do sector.
Num estudo elaborado em 2008 pela Direcção-geral das Actividades Económicas é apontado que a produção nacional anual, assegurada por cerca de 30 empresas, ascende a "um milhão de bicicletas, sendo o consumo interno estimado da ordem das 300 mil unidades". Os últimos números conhecidos, relativos ao ano de 2007, apontam para um valor de exportações na ordem dos 150 milhões de euros. A conjuntura actual não é, certamente, tão auspiciosa. A Abimota reconhece existir uma retracção do mercado e fala em várias empresas "em situação difícil", sem especificar quantas.
Paulo Rodrigues não deixa de destacar o facto de o cenário da produção nacional só não ser pior por força da aposta de uma grande empresa francesa (Decathlon) nas empresas portuguesas. "Caso não houvesse esse efeito da Decathlon, a crise no sector podia ser pior", analisa.
A redução da taxa de IVA (hoje nos 20 por cento) aplicada actualmente às bicicletas poderia constituir, segundo os responsáveis da Abimota, uma "medida prática" de ajuda ao sector. "Devia ser uma taxa equiparada à dos ginásios [cinco por cento], uma vez que a bicicleta tem um papel fundamental no bem-estar e na saúde", argumentou Paulo Rodrigues.
Sobreviver via exportação
O cenário de crise no subsector das bicicletas acaba por ser confirmado junto do administrador de duas empresas nacionais reconhecidas, a Órbitra e a Miralago (esta última mais vocacionada na produção de bicicletas para ginásio). Desde 1956 que o empresário Aurélio Ferreira acompanha a evolução da indústria das duas rodas (bicicletas e motorizadas).
"Hoje acompanho o retrocesso, só restando "esqueletos" de fábricas onde outrora, por todo o lado, ao "silvo das sirenes" se seguia o "matraquear" das passadas dos milhares de operários que do sector viviam", lembra o empresário aguedense. E acrescenta: "Águeda, outrora capital das duas rodas, tem somente uma rotunda que simboliza um passado, que foi imenso neste sector. Resta-nos isso."
No caso concreto da Órbita, assume Aurélio Ferreira, a salvação tem sido o facto de o volume de exportação se situar nos 60 por cento. Outro dos "segredos" passa, segundo o empresário, pela constante procura de "nichos de mercado e de produtos de maior tecnologia onde outros têm dificuldade em chegar".
É importante notar aqui dois aspectos: Denuncia-se, por um lado, a prática de dumping (explicada aqui) alegadamente levada a cabo pela China e culpa-se essa prática para justificar as dificuldades das empresas portuguesas. Por outro lado, oculta-se a responsabilidade que as empresas portuguesas têm sobre as suas próprias opções estratégicas.
É sem dúvida difícil, senão impossível, querer competir com a China no seu reino: o da produção industrial baseada em mão-de-obra intensiva e barata. Sabendo isto, resta-nos saber reconhecer quando as perdas das empresas são consequência da replicação desse modelo, já gasto e em desuso na Europa, assim como distinguir as empresas portuguesas entre si de modo a não incluir no mesmo saco situações muito díspares.
Esta apresentação concentra-se na dissertação de mestrado do Paulo, que foi aprovada pelo ISEL em 2009. Principalmente a todos os que achem interessantes, credíveis, e positivos a apresentação e o projecto do Paulo, recomendo vivamente que leiam e analisem criticamente a sua dissertação e não se limitem ao cheerleading automático e desinformado. O facto de ter sido realizada por uma pessoa formalmente instruída em engenharia de tráfego (licenciatura + mestrado), e que efectivamente se prestou a andar de bicicleta durante o processo, e ter sido aprovada por um organismo de ensino superior (público), com a chancela do Vice-Presidente do InIR, e ter procurado, angariado e aproveitado tanta atenção dos media, implica um elevado grau de responsabilidade técnica e política de todos os envolvidos e é, consequentemente, um reflexo do nível dessa mesma responsabilidade técnica e política, nesta área, no nosso país, hoje em dia. A não perder, então.
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