fotocycle [236] a sentir-me romântico

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 15/11/2018 às 12:51

Temas: fotocycle 1 carro a menos bike to home bike to work ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto cidades devaneios a pedais Douro fotografia fotopedaladas mobilidade motivação outras coisas Porto Sua Alteza testemunho

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Apesar de já ter percorrido novecentos quilómetros, assim visto, deste magnífico miradouro, o rio não parece cansado, correndo alegremente debaixo da ponte que lhe marca o destino. Casmurro, transportando conforto e almas, o rio lança-se no revolto oceano cujas ondas se abatem nos molhes da Foz.

Daqui miro o Douro, a última curva, a paisagem. Sob o arco da ponte mais um barco carregado de turistas. Uma visita sem pressa, maravilhado pela magia que só a luz do entardecer tem, seduzido pelo silêncio que nem a cidade se atreve a quebrar.

É pelos caminhos do romântico, por esta cidade feita do sabor do tempo e onde as ruas escondem mistérios, que retomo o caminho para casa e me reencontro com o rio, entretendo-me com as gaivotas, o vento e a maresia que este poderoso caudal de água encontra no seu abraço extremoso com o mar.

Aproveito cada momento.

 

projecto Pedalar Sem Idade

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 12/11/2018 às 12:52

Temas: divulgação amigo Couto bicicleta bicicletas bué de fixes boas ideias cargo bikes ciclistas urbanos do Porto cidades coisas que leio coisas que vejo espalhando as boas acções espalhando os bons exemplos mobilidade motivação outras coisas passe a publicidade pessoas Porto velhos são os trapos

Foi através da partilha do meu amigo Manuel Couto que fiquei conhecedor de uma excelente iniciativa para a nossa cidade: O projecto Pedalar Sem Idade – Porto (Cycling Without Age).

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Um grupo de voluntários do Porto pensou trazer para a nossa cidade uma ideia que já faz gente feliz em mais de 30 países: Passear pessoas idosas, de mobilidade reduzida, pela cidade em bicicletas dinamarquesas com motor eléctrico e plataforma elevatória de acesso, adaptadas ao transporte confortável de duas pessoas. Trazem até uma manta para manter as pernas quentinhas e uma cobertura impermeável para os dias de chuva.

“Somos pais e filhos, tios e irmãos. Todos vamos envelhecer e todos temos gente muito próxima a quem a idade tirou alguma coisa. Queremos devolver à terceira idade algo que quase sempre lhe falta: mobilidade.”

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O Rotary Club Porto Portucale Novas Gerações, o promotor que havia lançado a campanha de financiamento, apresentou sábado passado, no Edifício Transparente, a bicicleta que permitirá a vários felizardos voltar a sentir a satisfação que é a de passear de cabelos ao vento. Este veículo fantástico irá acrescentar movimento à vida destas pessoas e um dos prazeres que o envelhecimento lhes tirou.

Queres saber mais sobre este projecto? Clica nos seguintes links:

facebook.com/pedalarsemidadeporto
www.pedalarsemidade.pt

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can’t miss [193] jornalciclismo.com

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 9/11/2018 às 12:54

Temas: can't miss it 1 carro a menos ciclismo ciclismo urbano cicloturismo coisas que leio mobilidade motivação noticia opinião outras coisas partilha

As bicicletas atropelam os automóveis

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O tema da circulação de velocípedes nas estradas, onde podem andar, dá cada vez mais que falar. Sendo em número crescente os utilizadores da bicicleta, sobretudo usada como lazer, mas também como simples meio de transporte, acaba por ser natural, segundo os padrões latinos e do Sul da Europa gerar-se alguma discussão.

Ao ouvir/ler alguns comentários, ou até ver/ouvir programas de televisão ou de rádio, de audiências massificadas, fico contudo, por vezes, com a sensação de que são as bicicletas ou os peões que atropelam os carros e os automobilistas, como sabemos, com notável capacidade letal! Na estrada, não há arma maior do que um ciclista, envergando um fato de licra e um capacete de esferovite tratada.

[…]

Podes ler o artigo completo em http://jornalciclismo.com/?p=49156

 

soube bem mudar o chip

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 6/11/2018 às 13:00

Temas: marcas do selim bêtêtê fotografia fotopedaladas Gondomar longas pedaladas memórias motivação outras coisas roda de amigos Serras do Porto Valongo

Às vezes, quando revejo as minhas memórias, vejo bicicletas. Fecho os olhos e desbravo um trilho de recordações, terra batida, lama, paralelos aleatórios e asfalto esburacado. Quarenta anos mais novo, no selim de uma bicicleta “de corrida”, a Altis cor de laranja do meu pai. A pura rebeldia da juventude. O caminho marcado ao longo dos anos, joelhos e cotovelos esfolados. O rosto sujo e suado, de sorriso e calção rasgado.

Soube bem mudar o chip e voltar a ser um bicho do mato. Trocar a burra de estrada pela roda 26. Descer à maluca, agarrado aos travões de disco, aos pinotes com pneus de monte. O Rui se quiz a minha companhia teve de me emprestar a Bergolina que serviu lindamente para me deixar levar pela conversa da malta amiga do bêtêtê. De novo a terra batida, a lama, paralelos aleatórios e asfalto esburacado, que me reavivou memórias de outros tempos, desta vez pelos trilhos enlameados das Serras do Porto, no NGPS Gondomar.

Depois o furo da praxe e a surpresa pelo nosso pequeno (cof.) engano! Como eu o Rui não usamos essa  geringonça do gêpêésse e contavamos com o ovo no cú da galinha, seguindo na roda dos experts, ao falhar o desvio previsto, foram uns para um lado, eu e o Rui para o outro, que era apenas o percurso mais longo de 70 km’s, o que que só veio adocicar ainda mais um Sábado fresco e tristonho.

Clique para ver o slideshow.
 

Há carros a mais!

Mário Meireles @ Braga Ciclável

Publicado em 3/11/2018 às 12:00

Temas: Opinião 22 km 76 km 76km automóveis bicicletas carros carros a mais Ciclovias Miguel Bandeira Mobilidade promessas Ricardo Rio tráfego Trânsito vias cicláveis

Temos assistido a um aumento de tráfego automóvel que leva a congestionamentos nas ruas. O excesso de carros numa cidade traduz-se nisso mesmo: filas. E o problema do trânsito só se resolve com melhor mobilidade a pé, de bicicleta e em transporte público, ou seja, formas de mobilidade que são muito mais eficientes em termos da ocupação do espaço público.

A cidade de Braga é constituída por 11 freguesias do concelho onde residem 126 710 pessoas. É na cidade que surgem os problemas de mobilidade. O (pequeno) congestionamento de trânsito automóvel na cidade de Braga não é novidade. Há, por exemplo, um mau encaminhamento na saída das autoestradas A11 e A3, em Celeirós, onde os automóveis que querem ir para Infias são encaminhados pela Av. Padre Júlio Fragata (8,7 km), quando deviam ser encaminhados pelo trajeto mais curto, mais rápido e mais direto – a Avenida António Macedo (6,7 km).

Mas o tráfego automóvel que sai do Concelho representa menos de 25% do tráfego automóvel, de acordo com estudos do Quadrilátero de 2013. A maior parte das viagens de automóvel são dentro da cidade. Estas são as viagens que congestionam a cidade, porque muitas vezes não é necessário, nem é eficiente, utilizar o carro nestas viagens. Em viagens até 8 km a bicicleta e o transporte público são mais eficientes. Se combinarmos estes dois modos de transporte ainda melhor. Agora imaginem que se conseguia substituir uma parte destas viagens de carro feitas dentro da cidade por viagens feitas de bicicleta e/ou de transporte público: a cidade ficava menos congestionada, porque andavam menos carros na rua e haveria menos carros estacionados a ocupar o espaço público.

Então o que é preciso para reduzir o número de pessoas a andar de carro e aumentar as que andam de bicicleta e transportes públicos? Simples, adequar a infraestrutura existente. Não, não é preciso criar mais estradas, mais túneis e mais viadutos. Aliás, dever-se-ia trabalhar no sentido de reverter a existência de túneis e viadutos na cidade, e isso só reduzindo o número de carros a circular. É necessário acalmar as ruas, reduzir as velocidades e reduzir o número de carros, sim, mas é fundamental redesenhar as ruas por forma a que exista uma infraestrutura (em muitos casos segregada) que garanta a segurança de quem pedala e que traga vantagens a quem vai dentro do autocarro.

Ricardo Rio e Miguel Bandeira prometeram 76 km de vias cicláveis, mas está quase tudo por fazer. É hora de avançar pelo menos com o Projeto de Execução de Inserção Urbana da Rede Ciclável do Centro de Braga, anunciado e aprovado pelo executivo em janeiro de 2018 e que prevê entre 2018 e 2020 a execução de 20 km de ciclovias segregadas no núcleo da cidade.

 

fotocycle [235] Foto: Luis Moreira

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 29/10/2018 às 12:40

Temas: fotocycle boas ideias ciclismo ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto cicloturismo coisas que vejo cycle chic dicas fotografia outras coisas partilha passe a publicidade Porto

Este é um belo exemplo do “efeito panning”. Na linguagem fotográfica, a técnica panning é um efeito óptico que se obtêm de um objecto em movimento. Esta técnica permite “congelar” um assunto ou objecto em movimento, enquanto o fundo fica borrado ou desfocado. É uma técnica muito usada, por exemplo, na fotografia desportiva.

Para o meu amigo Luís Moreira captar esta belíssima fotografia, manipulou a sua Canon e utilizou esta técnica de uma forma brilhante. “Apanhou” a elegante ciclista em movimento lateral à sua posição, a forma mais adequada para que o efeito resulte, e o resultado é fantástico.

O panning parece ser bem complicado, mas com alguma prática e o equipamento adequado, o fotógrafo pode ensaiar várias fotografias criativas. Com a ajuda de um tripé, ou um monopé, fica mais fácil conseguir o efeito nas fotografias. Um pré-requisito, no entanto, é ter uma câmara fotográfica com compreensão básica do triângulo de exposição (ISO, velocidade e abertura). Com esses 3 componentes em simultâneo pode manipular a luz.

No modo manual ou semi manual, ajustando manualmente a velocidade do obturador (da velocidade normal, 1/25 sec, para, por exemplo, 1/40 ou 1/60 sec), a partir daí pode experimentar e regular a velocidade do obturador com a velocidade de movimento do objecto. Com o modo de foco da câmara configurada para o AI Focus, a câmara vai ajustar continuamente o foco ao objecto conforme este se move.

Quando o objecto que deseja evidenciar se aproximar, deve apontar e focar o objecto em movimento, acompanhando-o e começando a tirar a foto. Uma dica será tirar uma série de fotos no modo burst. Como a velocidade do obturador está lenta, quando a exposição terminar, o objecto que estava em movimento ficará focado enquanto o fundo da imagem estará desfocado. Porém isso só irá acontecer se conseguir seguir a velocidade do objecto com a sua câmara à mesma velocidade, anulando assim o seu movimento.

O meu sonho é conseguir uma fotografia tão bela quanto esta, mas como a minha câmara fotográfica também atende e faz chamadas, acho melhor meter a viola o telemóvel no saco bolso.

(podes ver mais belas fotos do Luis em: https://instagram.com/luis.moreira.111)

 

O vento que dá nas canas do canavial

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 22/10/2018 às 17:09

Temas:

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Romana* saiu à rua num dia assim 
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota de suor pela face cai 
E um rio de adrenalina do peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a força dum ciclista de Portugal
E o som da pedaleira como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte que esta bicicleta rendeu

Teu sangue, ciclista, reclama outra estrada igual
Só olho por olho e dente por dente vale
A lei mudou as regras de quem circulou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há carros parados no chão
E por todos passam bicicletas duma nação...


* Romana é o nome da minha bicicleta :) 
 

Pedalar é saudável!

Arnaldo Pires @ Braga Ciclável

Publicado em 20/10/2018 às 12:00

Temas: Opinião Arnaldo Pires benefícios Bicicleta Braga deslocações médico Pedalar é saudável Saúde

As cidades modernas têm evoluído para esquemas de limitação do tráfego automóvel, em prol da melhoria das acessibilidades, para peões e ciclistas, conhecido como estímulo ao transporte ativo (TA).

O TA apresenta francos benefícios para a saúde das populações, sendo que a limitação do tráfego automóvel promove a redução da poluição urbana. A poluição, tal como o sedentarismo, é, por si
só, uma causa de morte.

O ganho, em bem estar e saúde, para as populações, com esta tipologia de TA, pode ser calculado e os resultados são surpreendentes.

Existem vários estudos relacionados com o TA. Um deles aponta que Varsóvia e Praga teriam uma redução de 113 e 61 mortes, respetivamente, com um aumento para 35% de utilização de bicicleta, em todas as deslocações efetuadas pela população, como já acontece em Copenhaga. Copenhaga e Paris são consideradas cidades modelo em questão de TA. Copenhaga apresenta taxas de 35% de ciclismo, e Paris 50% de caminhada.

Em Barcelona, foi feita a comparação entre utilização combinada de carro e transportes públicos vs a utilização de transportes públicos e bicicleta, em 40% das deslocações. Encontraram-se resultados interessantes: a 2° opção pode apresentar uma redução de 98 mortes/ano, e a 1° opção, uma redução de 40.

Os benefícios em saúde, para quem se transporta de bicicleta, tem relação direta com o incremento da sua atividade física, reduzindo o risco cardiovascular, permitindo um melhor controlo do peso, do metabolismo do açúcar e das gorduras, para além da melhoria da coordenação motora.

A utilização de bicicleta tem benefícios, não só para o próprio, como também para a comunidade, dado que reduz: as emissões de CO2, melhorando a qualidade do ar; a poluição sonora; o congestionamento de tráfego, melhorando a conectividade dos transportes.

Para a implementação de políticas de TA, é importante conhecer as singularidades de cada cidade. Assim como, para incentivar a deslocação de bicicleta é importante criar condições, definir rotas, ciclovias, para deslocações seguras.

Braga é uma cidade com excelentes condições de relevo, para a utilização da bicicleta. Urge criar mais vias cicláveis, seguras, garantindo a ligação dos principais pólos da cidade; e estimular a população a utilizar a bicicleta em, pelo menos, 35% dos seus trajetos. Uma boa solução parece ser a co-utilização da bicicleta e transportes públicos, sobretudo para os locais de relevo geográfico mais elevado, como é o caso do Hospital de Braga.

 

can’t miss [192] publico.pt

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 17/10/2018 às 11:49

Temas: can't miss it bons exemplos ciclismo urbano cidades coisas que leio crianças e bicicletas espalhando os bons exemplos Lisboa mobilidade motivação noticia outras coisas partilha

Crianças pedalam de casa até à escola num “comboio” conduzido por alguns pais

Projecto nascido em Lisboa, na zona do Parque das Nações, está a ser replicado, com grande sucesso, em Aveiro. E a ideia passa por fazê-lo chegar a outros pontos do país.

“O ritual tem vindo a repetir-se todas as manhãs, desde o início do ano lectivo. Às 8h35, César Rodrigues e o seu filho Sebastião saem para a rua, cada um na sua bicicleta. Fazem a primeira paragem um minuto depois, escassos metros à frente, para apanhar Martinho e os seus três filhos: Mafalda, Gaspar e Baltazar. Ao longo do caminho que os conduz até à Escola Básica das Barrocas, em Aveiro, ainda efectuam mais duas paragens. Inês Domingues e Inês Brito, com os respectivos filhos, Tomás e Rodrigo, juntam-se ao grupo no segundo ponto de encontro. Mais à frente, é a vez de Ricardo Nunes, e os filhos Bárbara e João, engrossarem a caravana. Na verdade, é um “comboio” de bicicletas e até já tem nome próprio: Ciclo Expresso das Barrocas.” […]

Podes saber mais sobre este interessante projecto em: https://www.publico.pt/2018/10/16/local/noticia/criancas-pedalam-de-casa-ate-a-escola-num-comboio-conduzido-por-alguns-pais-1847576

 

 

fotocycle [234] aproveito cada momento

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 11/10/2018 às 11:20

Temas: fotocycle 1 carro a menos bicicleta bicicletas bué de fixes ciclistas urbanos do Porto cicloturismo cidades devaneios a pedais fotografia fotopedaladas mobilidade motivação opinião outras coisas penso eu de que... Porto Sua Alteza

A bicicleta é uma extensão do corpo e segue comigo, sempre junto, quaisquer sejam as minhas escolhas. É muito mais que um veículo. É a ferramenta disponível no dia-a-dia e que  apenas necessita de mim para funcionar. Com ela não estou dependente de horários, de outros meios de transporte que me levem onde quero ir. Como alternativa viável, a bicicleta reaparece com destaque na actividade desportiva e no lazer. No usufruto útil do meu tempo livre promove a qualidade de vida, na percepção de melhor me relacionar com a cidade, com a estrada e com tudo o que me rodeia. Sem motor, sem gasolina, nas suas múltiplas possibilidades de uso no espaço público. Nas minhas bicicletas aproveito cada momento.

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