Cria uma nova perspetiva

Sara da Costa @ Braga Ciclável

Publicado em 14/12/2019 às 9:30

Temas: Opinião Bicicleta Estereótipos partilha da via preconceitos Respeito Sara da Costa


Políticas urbanas, existência de vias cicláveis, medidas de acalmia do trânsito, estacionamento de bicicletas na cidade, incentivos, integração com outros meios de transporte, utilização da bicicleta em contexto escolar, clima, topografia e mentalidades, estes são alguns dos fatores que diversos estudos apontam como influenciadores da utilização da bicicleta nas cidades.

Já todos sabemos e, penso que percebemos, que se focarmos e trabalharmos sobre estes fatores, muitas pessoas estariam mais disponíveis para utilizar a bicicleta como meio de transporte. Contudo, a meu ver, fatores psicológicos e culturais, como a mentalidade e determinadas crenças associadas à utilização da bicicleta merecem ser refletidas e discutidas. Vemos diariamente automobilistas que não respeitam o espaço do utilizador da bicicleta mas também, muitos de nós, já presenciaram comportamentos menos próprios por parte de utilizadores da bicicleta que através de revindicações desajustadas levam muitas vezes à criação de um certo “ódio” por parte dos automobilistas, gerando um clima de disputa nocivo e muito perigoso. Por isso é que o papel da educação na construção de cidades melhores em termos de mobilidade é tão importante. Muitas vezes a magia não está apenas nas infraestruturas mas sim na educação das pessoas e no respeito que têm ao próximo. Compreendermos que as ruas são espaços de convivência e interação e não de disputa mudaria bastante a vivência de ciclistas e não-ciclistas na cidade.

Algumas dessas atitudes de desrespeito e incompreensão estão relacionadas com uma conceção negativa da bicicleta que funciona também como barreira para o uso da mesma. Este fator, muitas vezes, está associado a práticas e valores culturais, perspetivas e imagens do uso de bicicleta e estereótipos produzidos a respeito dos ciclistas que realçam o peso da cultura no envolvimento ou não com o transporte sustentável. Por exemplo, se para uma pessoa deslocar-se de bicicleta é sinónimo de pobreza ou de um determinado estilo de vida com a qual não se identifica ou até mesmo se considerar que é algo apenas para uma determinada idade estas crenças constituirão uma barreira muito maior do que as questões de segurança ou fatores urbanísticos. Deste modo, para que o impacto na mobilidade ciclável seja efetivo é importante estarmos cientes de eventuais perceções erradas para depois sermos capazes de promover mudanças importantes na sociedade. E isso pode começar dentro de cada um, a partir de atitudes e decisões pessoais que sirvam de exemplo para familiares, amigos ou colegas de trabalhos apresentando assim uma nova perspetiva.

 

Dicas para quem vai fazer um dia a Estrada Nacional 2

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 7/12/2019 às 18:37

Temas:

Após já muitas semanas, e antes que a memória comece a desvanecer, seguem algumas dicas da recente experiência para ajudar quem um dia queira fazer a aventura da EN2 de bicicleta.

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1. Sozinho ou em grupo?

Na minha opinião fazer a EN2 sozinho não será uma experiência agradável, a não ser que se queira fazer numa de isolamento e introspecção pessoal.

A par já será interessante para ter uma companhia, repartir os custos e até partilhar a experiência no seu todo.

Nós fizémos num grupinho de 3 e acho que foi o ideal, pois acaba por ser uma boa convivência social de apoio, confraternização e até a repartição de custos é mais simples.

Se calhar mais que 3 já seria logisticamente mais complicado gerir ritmos, vontades e alojamento... a não ser que houvesse um grande alinhamento prévio nesse grupo.

2. Duração

Cada pessoa ou grupo terá o seu ritmo, que dependerá muito da forma física e calendário disponível, pelo que o meu conselho é baseado na experiência recente desta nossa viagem.

Nós fizémos em 6 dias a rolar, mas dado que para chegar ao ponto de partida em Chaves tivémos de tirar outro dia para essa viagem acaba por ser 7 dias para este percurso.

O que aconselho, partindo de Lisboa, será que quem queira e possa tire apenas a tarde de sexta de "féria" e apanhe o autocarro para Chaves de forma a começar a viagem no Sábado seguinte e assim fazer a viagem em 8 a 9 dias a rolar, de Sábado a Domingo.

Desta forma poderão fazer a viagem de forma mais vagarosa e apreciando os cantos e recantos do interior de Portugal, fazendo até distâncias mais curtas para quem não esteja em tão boa forma física.

E assim apenas necessitar de 5 dias e meio úteis de folga do trabalho.

3. Transportes

Lisboa > Chaves : Autocarro

Nós fomos os 3 de Lisboa para Chaves pela Rede de Expressos.

Recentemente a Rede Expressos passou a cobrar pelo transporte de bicicletas (e outros equipamentos desportivos como pranchas de Surf) e eu acho isso muito bem!

Antes ficava um pouco ao critério do motoristas e de haver muita ou pouca bagagem normal se a bicicleta podia ou não embarcar no dito autocarro. Agora assim é um custo de um serviço pelo que tem meessssmo de levar a bicicleta como bagagem. O custo do bilhete da bicicleta são apenas 5€!

Convém comprar com antecedência para garantir o lugar para a bicicleta...

redeexpressos.PNG

"Quero fazer uma viagem com a Rede Expressos/Renex e tenho uma bicicleta para transportar. Posso viajar?
Sim, pode. O transporte de bicicletas ou pranchas de surf implica um acréscimo no preço do bilhete de 5 euros. Apenas é permitido o transporte mediante a compra prévia, exclusivamente online, mediante o pagamento da referida taxa. Dada a limitação de espaço, é permitido um total de quatro unidades, entre bicicletas e pranchas de surf, por veículo. Estas devem estar em condições de viajar sem provocar danos nas restantes bagagens ou volumes, sendo obrigatório desmontar a roda da frente, colocando-a sobre o quadro e estando o respetivo conjunto embalado numa caixa ou bolsa preparada para o transporte. Se não houver espaço para mais bicicletas no horário escolhido, a célula de seleção de viagem com bicicleta não estará disponível. Depois de adquirir o bilhete, o passageiro deve apresentar-se para embarque, com a sua bicicleta/prancha de surf, com uma antecedência mínima de 15 minutos antes da saída. Outras bagagens especiais: serão aplicáveis os mesmos preços e condições a todos aqueles equipamentos e acessórios de desporto e/ou lazer equiparáveis, similares aos descritos anteriormente e que, pelas suas dimensões e/ou características, devam ser transportados no porão do autocarro. Estas bagagens devem estar em condições de viajar sem provocar danos nas restantes bagagens ou volumes, sendo obrigatório o respetivo embalamento para o transporte."

https://www.rede-expressos.pt/faq

Faro > Lisboa : Comboio Intercidades

No nosso último dia de viagem a rolar chegámos a Faro com alguma pressa para ainda conseguirmos o regresso no Domingo, pois como país civilizado temos muito poucos comboios a ligar pontos relevantes do país.

Os comboios intercidades permitem o transporte de bicicletas, sem desmontar nem embalar, num máximo de duas por cada carruagem, o que num dia como domingo estávamos apreensivos se iriamos ou não conseguir embarcar. Felizmente chegámos a tempo e horas à estação e lá comprámos as passagens para o regresso a Lisboa. Não se paga para transportar a bicicleta, mas é preciso na compra do bilhete indicar que se pretende levar uma bicicleta para reservar o espaço da mesma.

intercidades.PNG

"O transporte de bicicletas é gratuito.

Comboios Intercidades das Linhas do Norte (Lisboa – Porto / Guimarães / Braga / Viana do Castelo), Beira Alta, Beira Baixa, Alentejo (Lisboa Oriente / Évora) e Sul

As carruagens de 2ª classe destes comboios Intercidades possuem suportes específicos para o transporte de bicicletas tradicionais, permitindo o transporte de 2 bicicletas por carruagem.

Condições particulares:

  • Apenas é permitido o transporte de uma bicicleta tradicional por passageiro;
  • O peso da bicicleta deve ser igual ou inferior a 15 kg;
  • O transporte de bicicletas está condicionado à disponibilidade dos lugares destinados a esse efeito - lugares 15 e 17 das carruagens de 2.ª classe nos comboios Intercidades da Linha do Norte (Lisboa-Porto/Guimarães/Braga/Viana do Castelo) e lugares 12 e 18 das carruagens de 2ª classe nos comboios das Linhas da Beira Alta, Beira Baixa, Alentejo (Lisboa Oriente/Évora) e Sul. No caso destes lugares já não se encontrarem disponíveis, apenas é possível transportar bicicletas se as mesmas se encontrarem dobradas ou desmontadas e acondicionadas no espaço disponível para bagagem, não sendo admitida mais do que uma bicicleta por passageiro.
  • Os suportes existentes nas carruagens não possuem cadeados."
https://www.cp.pt/passageiros/pt/informacao-cliente/informacao-util/transporte-bicicletas


4. Alojamento

Acampar versus Hóteis/Pensões/Alojamento Local

Desde o início que este grupo de jovens quarentões decidiu que não se queriam sujeitar a essas delícias e maravilhas do campismo, há quem goste e nada contra, mas não queriamos levar toda essa parafernália a pesar na bicicleta e gastar tempo a montar e desmontar a tenda todos os dias.
#CicloturismoEmHotéis era o mote... Traveling light :)

Marcações e reservas

Nesta aventura, à excepção do alojamento em Chaves que previamente reservamos online pelo Booking, todos os remanescentes alojamentos foram sendo marcados no próprio dia à medida que nos iamos aproximando da localidade que consoante o nosso ritmo definíamos como objetivo de meta.

Obviamente dado o tempo limitado que tinhamos para a travessia sabiamos mais ou menos quais seriam as etapas e os destinos diários, mas fomos ajustando os mesmos e assim sem termos os alojamentos previamente marcados estavamos mais libertos dessa obrigação de rolar para lá chegar.

Portanto o conselho que deixo é terem um macro-plano de intenções de etapas diárias e fazerem em andamento as reservas dos alojamentos quando se aproximam o suficiente para decidir a meta do dia.

Nós reservamos quase tudo via app móvel do Booking, excepto o alojamento no parque de campismo de Castro Verde que fizémos por chamada telefónica.

Hotel + Alojamento Local + Parque de Campismo

Em Chaves ficámos num pequeno e antigo hotel num quarto triplo e com pequeno-almoço, cada um pagou nem chegou a 13€... :)

Nos restantes dias fomos pernoitando em alojamento local, e pagámos entre os 50€ e os 80€, o que a dividir por três acaba por não ser nenhum exagero.

A última noite foi nos bungalows do parque de campismo de Castro Verde que são basicamente casas, não sei porque lhes chamam bungalows.

Apenas no alojamento local em Góis as bicicletas não pernoitaram connosco e ficaram numa garagem, de resto vieram sempre connosco para as casas/quartos.

Calhou pelo menos uma vez a cada um dormir na sala, sendo que eu fui o último no parque de campismo e a cama era enorme - azar, não tenho culpa de ter calhado uma boa cama na sala no último alojamento :)

Todos nós ressonávamos, pelo que dica importante: levar tampões para os ouvidos! Deu-me muito jeito...

5. Refeições

Felizmente no nosso grupinho ninguém era esquisitinho com a comida o que nos permitiu mais uma vez repartirmos as refeições principais de almoço e de jantar, diminuindo assim os custos. Como muitas vezes no interior as doses são generosas pediamos quase sempre apenas dois pratos e chegava bem para os três.

Apenas os pequenos-almoços e as refeições ligeiras que iamos consumindo ao longo do caminho eram pagas em separado pois nem todos comiamos o mesmo. Também parámos várias vezes em supermercados e afins para comprar frutas, barrinhas e líquidos.

Muitas vezes enchiamos as nossas garrafas de água em torneiras de cafés e restaurantes, infelizmente não conseguimos encher nas fontes e fontanários pois estavam quase todos secos. Recordo no entanto que bebemos sofregamente em Vila de Rei, numa das poucas fontes que encontrámos, e que jorrava uma água deliciosa ao travo.

Portugal é tem um manacial gastronómico fenomenal, os Italianos e Franceses tem a fama toda mas a nossa comida típica e regional é algo de agradar aos deuses. Deliciámo-nos opiparamente de Norte a Sul. E constatámos que os preços aumentam à medida que se desce por Portugal a baixo.

Fomos bastante constantes nas bebidas... ao almoço era sempre vinho branco, que escorrega como refresco, e à noite era tinto para dormirmos ainda melhor.

Comemos os pratos regionais e os do dia, dividindo as despesas as refeições completas oscilaram entre os 6€ (!!!) e os +-18€. E comemos como Abades! Como Reis! Como Imperadores!

(razão pela qual ao fim de tanto km e caloria queimada acabei quase com o mesmo peso com que comecei a travessia da EN2)

6. Trajeto

A EN2 é sem dúvida uma atração turística que está sub-aproveitada... diria mesmo que está muito mal aproveitada.

Está mal divulgada, apesar do push pré-eleições do atual primeiro-ministro que falou e promoveu a EN2 como foco turístico esta deveria ter muito mais foco.

Tem má sinalização, mesmo má, em Vila Real quase que entrávamos numa auto-estrada pois tem uma placa com fundo branco a apontar para a mesma entrada da auto-estrada. Há muitos troços interiores com pouca ou nenhuma sinalização, obrigando-nos várias vezes a recorrer a mapas e aos telemóveis.

Tem pouco apoio e informação, e até um suposto passaporte com os tais carimbos para validar as passagens é desmotivante (nós nem nos preocupamos com isso, as fotos e videos são prova mais que suficiente), com os locais fechados ou até não assinalados, uma série de bandeiras sobre a EN2 mas com um grafismo que mal se nota a quem passa.

Portanto o meu conselho é estudar previamente o mapa e os pontos de maior dificuldade já identificados por muitos outros peregrinos.

Uma das coisas que fizémos, e que se pudesse voltar atrás não faria, foi fazer o antigo trajeto da EN2 pela IP3 durante ali uns 4 kms... basicamente é proibido e até mais ou menos perigoso apesar de ter uma berma considerável, mas os energúmenos de carro e camiões que ali ao lado passavam faziam questão de apitar e fazer razias como que a fazer-nos pagar pela ousadia de ali circular. Neste troço depois de Santa Comba Dão tem de se fazer uns kms numa estrada alternativa que não é a EN2, é o meu conselho a quem um dia fizer o trajeto... que se lixe o traçado original, em 738 kms não são um pouco de kms que tiram o mérito!

Há muitas zonas do trajeto que são idilicas, outras nem por isso. Muitas são sossegadas e seguras, outras nem por isso. Muitas tem berma larga e bom piso, outras nem por isso.

No fim de todo trajeto o sentimento de vitória, de realização, de felicidade acaba por minimizar estes troços menos agradáveis, mas... há zonas que não é para "pessoas sensíveis". E muito menos para famílias, com crianças mais pequenas.


7. Bagagem

Esta foi a minha primeira experiência em cicloturismo e até pensava que ia demasiado leve... mas afinal até levei foram coisas a mais.

Primeiro estando nós em Portugal e não num qualquer local inóspito há sempre comércio que nos acuda quando precisamos de algo, como por exemplo protetor solar que me esqueci e depois comprei.

Levei roupa a mais que não usei, e quiça me faltou uma camisola mais quentinha.
A meio da viagem comprei mais uma tshirt, pois se durante o dia ia secando a roupa que lavava de véspera - os boxers, meias e camisola e calções almofadados, já tshirt para usar depois da viagem à noite não dava para lavar...

Levei boxers e meias que não usei pois como ia lavando e secavam facilmente com o vento ou no estendal ao sol nas paragens para almoço.

Dependendo da estação que escolherem para a viagem aconselho irem o mais leve possível.

Lista do que eu levei:
- bolsa de higiene pessoal;
- boxers e meias para X dias / 2 - ir lavando e secando;
- camisola e calção - eu levei 2 conjuntos de ciclismo leves que ia lavando alternadamente;
- calças para usar de manhã cedo quando está fresquinho, e à noite para ir jantar fora;
- camisola/casaco para usar de manhã cedo quando está fresquinha e à noite;
- capacete, dado que ia atingir velocidades e locais que não conhecia;
- chapéu, eu usei debaixo do capacete;
- óculos: escuros e outros transparentes;
- 2 conjuntos de luzes traseira e dianteira;
- impermeável: andei a carregar a semana toda e só usei quando saí do comboio em Lisboa e chovia copiosamente, safou-me nos ultimos 20 minutos da viagem!
- carregador USB com três saídas;
- cabos USB Mini e USB-C;
- dois pares de sapatilhas, umas calçadas na pedalada e outras para a noite - ms facilmente se pode levar apenas um par;
- Telemóvel;
- Relógio;
- phones: usei duas vezes na viagem mas não é algo que me agrade, ir de phones na estrada, mas dá jeito para as viagens de autocarro e comboio!

Coisas que levei mas não usei, ou podia ter abdicado:
- power bank : não usei mas convêm ter;
- chinelos : levei e só usei nos alojamentos, mas podia não ter levado;
- calções de banho : levei mas não usei;
- toalha : levei e não usei;
- coluna de som USB : não usei;
- cabos elásticos;

Não levei mas devia ter levado:
- luvas, pois de manhã estava mesmo muito frio!


...


Não é uma aventura fácil mas também não é impossível!
É uma epopeia pessoal! Só é preciso decidir ir e... ir!

Boa viagem e boas pedaladas!



Post retirado do blog da viagem na EN2: https://estradan2.blogspot.com/

 

fotocycle [246] pedalar é…

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 5/12/2019 às 12:35

Temas: fotocycle 1 carro a menos bicicleta bike to work ciclismo ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto devaneios a pedais Douro fotografia fotopedaladas mobilidade motivação penso eu de que... Porto Sua Alteza testemunho

… o livre pretexto de escolher a rota. A regalia de contemplar o que vem após uma curva. Colorir o horizonte e ficar a ver navios.

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What a bike can do, em Lisboa

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 4/12/2019 às 3:40

Temas: Crianças e Famílias Lifestyle e Cultura Pedelecs e e-bikes Produtos CaP Bosch famílias longtails

O Bruno adora a sua bicicleta longtail (ou “de cauda longa”) Surly Big Dummy.

Bicycle Repair Man @ Marginal Sem Carros

Usou-a no dia-a-dia em Lisboa desde 2010 para transportar tudo e mais alguma coisa. Antes disso tinha usado, tal como eu, uma bicicleta da Decathlon, com um kit Freeradical, da Xtracycle, durante uns 3 anos.

Estante na Big Dummy

Ao longo destes 9 anos com a Big Dummy, foi experimentando e alterando muitas coisas, pelo que da montagem original já só devia estar o quadro, mesmo. 🙂 Perdi a conta aos tipos de guiador, de punhos, transmissão, pedais, pneus, eu sei lá. Foi um veículo utilitário e uma plataforma de aprendizagem contínua também. Chegou ainda a ter um kit BionX instalado durante uns anos, que depois vendemos e não substituímos. Saúde, uns quilos a menos e boa forma física foi o resultado desse aparente downgrade.

A secretária do Bruno

Este ano nasceu o Noah, e tivémos que expandir a nossa frota familiar para se adequar às novas exigências (2 adultos, 1 cão e 1 bebé). A principal aposta foi numa bakfiets compacta, a Muli, electrificada com um kit PendiX. A ideia era eu usar esta bicicleta (eléctrica) nos últimos meses de gravidez (Verão na cidade “das 7 colinas”, e depois quando o bebé nascesse, transportando-o no “ovo” dentro da caixa da bakfiets. Falarei dessa experiência e dessa bicicleta num outro post um dia destes. 🙂

Entretanto decidimos investir também numa longtail eléctrica, já a antecipar cansaço extra e bebé em constante crescimento e multiplicação de tralhas e compras, o pretexto perfeito para testarmos em Lisboa, e no nosso dia-a-dia, a Yuba Spicy Curry, pela qual nos tínhamos apaixonado no primeiro test ride que lhe fizémos, em 2017, na feira Spezi.

SPEZI 2017
SPEZI 2017

Embora a Surly Big Dummy não vá a lado nenhum por enquanto (já disse o quanto o Bruno adora aquela bicicleta?), a Yuba Spicy Curry provou bem o seu valor, e tem sido uma mais valia no nosso dia-a-dia, em particular para o Bruno, que é quem a conduz.

A roda traseira mais pequena põe a carga nos sacos e no deck mais baixa, o que é bom em termos de estabilidade. O cesto dianteiro é gigante. O motor Bosch Performance Line CX torna as subidas e o vento muito menos relevantes. Claro que os sacos são menores do que numa longtail convencional e isso limita a capacidade de carga nos sacos e assim protegida da chuva. O cesto dianteiro torna passar com a bicicleta nos pórticos da CP e arrumá-la dentro dos comboios, um bocado mais chato. E claro que o peso por vezes “pesa”, mas a rolar não. E as grelhas que expandem a base de carga do deck, são fixes.

Continua a transportar a Mutthilda atrás no cesto, agora um pouco mais baixa.

Yuba Spicy Curry & Mutthilda

Continua a acartar as compras do supermercado.

Yuba Spicy Curry cargo capacity

Não faltando as cargas mais ousadas de vez em quando, como uma Brompton em cima de uma palete. 🙂

Yuba Spicy Curry cargo capacity

O primeiro grande teste foi uma volta grande a Alfragide (desde Sapadores/Santa Apolónia). Tínhamos umas cenas do IKEA para devolver e várias cenas para trazer de lojas ali.

Primeira paragem no IKEA.

Yuba Spicy Curry cargo capacity

A seguir cenas do Leroy Merlin – que foram uns fixes e nos permitiram deixar as bicicletas carregadas dentro da loja, debaixo de olho deles. 🙂

Yuba Spicy Curry cargo capacity

Finalmente, umas coisitas rápidas da Decathlon – que não tem grandes condições de parqueamento à porta, para bicicletas. 🙁

Yuba Spicy Curry cargo capacity

Voltar para casa, por volta da meia-noite, já, foi pacífico. 🙂

Yuba Spicy Curry cargo capacity

Cerca de 1h depois estávamos em casa, de barriga cheia da pedalada!

Yuba Spicy Curry cargo capacity

E sem perder carga pelo caminho. Benditas Rok-Straps! Deve ser dos pequenos acessórios que mais recomendamos na nossa loja.

Yuba Spicy Curry cargo capacity

No final da gravidez, houve uns dias que estava mais mole por causa da barriga gigante e do calor de Agosto, e fui à boleia do Bruno até ao Centro Pré e Pós PArto, perto da Quinta das Conchas, mais de 30 min de caminho. Também deu bem para essa função. 😉

Yuba Spicy Curry cargo capacity

Mas o meu episódio favorito foi daquela vez em que fomos ao Horto do Campo Grande (andamos a transformar parte do logradouro da nossa casa de volta em jardim/horta) comprar flores e resolvemos comprar também uma árvore.

Trees by bike

Andar com a árvore (e as flores) nas bicicletas a pedalar pela cidade foi lindo.

Trees by bike

Não só pela reacção das pessoas com quem nos cruzávamos mas pela cena fixe de trazermos connosco a natureza, a sombra, o verde, o jardim, pelo meio da cidade “betonizada” e “automobilizada”.

Trees by bike
Trees by bike

Foi literalmente uma lufada de ar fresco e era impossível não sorrir. 😀

Trees by bike

E chegou tudo inteiro a casa, claro.

Trees by bike

E a árvore veio trazer-nos um novo bem-estar, só de a ver ali todos os dias.

Trees by bike

As longtails são bicicletas fantásticas para qualquer família, com ou sem cão, com ou sem crianças, e tornam mais fácil viver sem carro, e muito mais giro. 😉

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O conteúdo What a bike can do, em Lisboa aparece primeiro em Cenas a Pedal.

 

O exemplo de Donostia (San Sebastian)

Zé Gusman @ Braga Ciclável

Publicado em 30/11/2019 às 9:30

Temas: Opinião Bicicleta bicicletários Ciclovias Donostia Espanha Estacionamento exemplo Mobilidade Mobilidade Sustentável País Basco San Sebastian


Há vários anos a cidade basca de Donostia (San Sebastian em castelhano) é apontada como um dos bons exemplos ibéricos em políticas de mobilidade. Donostia é uma cidade com 185 mil habitantes, sensivelmente a mesma população do que Braga, e é o centro de uma área metropolitana com cerca de 400 mil. No final dos anos 80 do século passado, depois de trinta anos de forte incremento no transporte automóvel, a cidade iniciou uma nova estratégia agregada de mobilidade e qualidade urbana, cujos objetivos foram não só a promoção dos modos de transporte mais sustentáveis como a devolução do espaço público aos peões.

Para tal o estacionamento foi fortemente regrado, havendo poucos lugares nos bairros centrais da cidade, onde reside a maior parte da população. Os que há são pagos, e com tempo de permanência limitado. Em alternativa existem parques subterrâneos pagos e, principalmente, os parques dissuasores gratuitos na periferia, servidos por transportes públicos. Os proveitos das taxas de estacionamento são investidos em transportes públicos, que são rápidos, frequentes, cómodos e de simples utilização.

O espaço libertado pela redução de lugares de estacionamento na via pública foi utilizado na criação de condições para que os cidadãos se pudessem deslocar de formas mais sustentáveis. Andar a pé é simples e seguro, passeios largos, muitas passadeiras e sem passagens desniveladas. Para utilizar a bicicleta, Donostia é hoje servida por cerca de 50km de ciclovias percorridas dia e noite por homens, mulheres e crianças, faça chuva ou faça sol. Aliás, a quantidade de bicicletas estacionadas na rua é enorme, parecendo que o sucesso da utilização deste meio de transporte criou necessidades que os cerca de 2000 lugares disponíveis em bicicletários não são capazes de satisfazer.

Hoje em dia, em Donostia, estima-se que cerca de 70% das deslocações são feitas a pé, de bicicleta ou de transportes públicos, em Braga este valor andará na ordem dos 45%. Este facto não piora em nada a qualidade de vida dos seus cidadãos, antes pelo contrário, menos atropelamentos, menos tempo perdido em deslocações e uma cidade mais amiga do ambiente. É isto que Donostia tem para oferecer e inspirar a quem a visita.

 

Braga Ciclável reuniu com Junta de Freguesia de Gualtar

Braga Ciclável @ Braga Ciclável

Publicado em 21/11/2019 às 9:34

Temas: #BragaZeroAtropelamentos Notícias Arnaldo Pires bicicletas Braga braga ciclável Gualtar João Vieira Junta de Gualtar Mário Meireles Mobilidade


No passado dia 18 de novembro a Braga Ciclável, representada por Mário Meireles e por Arnaldo Pires, reuniu na sede da Junta de Freguesia Gualtar com o Presidente da Junta, João Vieira.

Esta reunião, que surge na sequência de um projeto da associação de reunir com todas as freguesias da cidade, começou com a Braga Ciclável a dar a conhecer a sua fundação e formalização. Deu-se também a conhecer os vários projetos que a associação tem vindo a desenvolver, nomeadamente os diversos passeios levados a cabo durante o ano, o Cycle Chic, as cicloficinas, as aulas de iniciação à bicicleta, as propostas apresentadas a empresas privadas para a instalação de bicicletários, a criação de um mapa com os percursos mais utilizados e os pontos de procura de estacionamento, as tomadas de posição junto do Município, o trabalho de colaboração efetuado com o Município quer no período do Eng. Mesquita Machado, quer no primeiro mandato do Dr. Ricardo Rio e a atenção que damos aos projetos desenvolvidos pelo Município.

Foram discutidas algumas situações mais macro, de ligações interurbanas e de possíveis soluções para alguns pontos da cidade, mostrando-se também que há uma necessidade de melhoria das placas de sinalização na saída das autoestradas e ainda da necessidade de se criarem ligações ferroviárias entre Braga – Vila Verde e Braga e as cidades do Quadrilátero, para se poder reduzir a pressão automóvel sobre a centralidade, que Braga é. Quando João Vieira defendia a supressão da central de camionagem do local atual para a deslocar para a Estação da CP, Mário Meireles defendeu que a mesma se deve manter no mesmo local para não correr o risco de matar toda a sua envolente e as ligações ao centro, como aconteceu com o Hospital, defendendo que poderia sim ser equacionada uma estação final junta da Estação CP que servisse como zona de estacionamento dos autocarros interurbanos, mas que a Estação Central de Camionagem deve continuar a funcionar como ponto de paragem, para alimentar todo o centro e toda a sua envolvente.

Foi discutida a nível da cidade a necessidade de implementar um projeto estruturante, como é aquele que está aprovado em reunião de executivo e que contempla a Rodovia e as Avenidas da Liberdade e 31 de Janeiro, bem como a requalificação da Ciclovia de Lamaçães, pois seria esse o caminho para reverter o atual paradigma em que o carro é o preferido nas deslocações diárias. Apesar de algumas questões técnicas, que o Presidente das Junta considera que deveriam ser repensadas, e talvez até mais discutidas e explanadas, este considera que a cidade precisa de ajustar a sua infraestrutura para acolher as pessoas que pretendam utilizar a bicicleta, mas, sobretudo, para dar prioridade ao Transporte Público. João Vieira considerou ainda que o eixo estação da CP – Centro da Cidade – D.Pedro V – Rua Nova de Santa Cruz – UM – Estrada Velha de Gualtar é um eixo fundamental para a mobilidade sustentável.

O Presidente da Junta de Gualtar lamentou a falta de delegação de competências que sente, e que o deixa de pés e mãos atados, no que respeita a intervenções que podiam melhorar a mobilidade. Apesar de ser uma freguesia claramente urbana, inserida na cidade, com uma grande centralidade junto da Farmácia onde diariamente se assistem a acidentes, é uma junta que continua à espera de intervenções simples como pintar as passadeiras.

Relativamente à freguesia, o presidente da junta explicou que para a estrada nacional 103, conhecida como estrada velha, está prevista uma requalificação total, numa obra que será planeada pelo Município de Braga. Disse que soube desta realidade depois de ter requerido ao Município a criação de uma rotunda na zona da farmácia de Gualtar, ponto negro da freguesia. Aproveitou para pedir que o projeto contemplasse passeios, que hoje não existem nesta via, pistas cicláveis, vias dedicadas aos autocarros e vias para automóveis que garantam uma circulação a uma velocidade adequada àquela rua. Deu nota que poderá haver um constrangimento de espaço entre os semáforos da Universidade e o antigo Mariano. Mário Meireles disse que via com bons olhos essa solução, que permitiria ligar a zona do Novainho, onde está previsto um hub, à Universidade do Minho, dando às pessoas a segurança necessária para escolherem, em consciência e sem o obstáculo da falta de segurança, o modo de transporte mais adequado à sua viagem. Disse ainda que essa intervenção potenciaria a deslocação de estudantes a residirem para zonas como a Encosta do Sol, passando assim a ter mais alternativas. O Presidente da Junta disse ainda que esta solução poderia ser benéfica para a economia local.

Mário Meireles lembrou que foi atropelado nessa recta e que, tal como ele, muitas outras pessoas foram já atropeladas na freguesia, especialmente a pé. O presidente da junta corroborou esse facto, mostrando-se preocupado com a falta de manutenção das vias e a falta de pintura das passadeiras. Criticou ainda o facto do Município se recusar a comprar uma máquina de pintar a quente, que tem um custo baixo e garante uma duração muito maior da tinta, dando exemplos de casos em que com as pinturas atuais do município, ao fim de algumas manobras e travagens de veículos, desapareceram.

Abordou-se ainda a problemática do terreno em frente ao Campus de Gualtar, que tem a estrada nacional 103 a separar o Campus desse mesmo terreno. Defendeu-se que não se pode perder essa ligação que garante capilaridade à cidade e que liga o centro de Gualtar ao centro histórico. Cortar a nacional 103 seria, para Mário Meireles, matar a freguesia e por em causa a segurança e a acessibilidade de todos, pois a única escapatória passaria a ser a Variante do Fojo, o que é impensável. O Presidente da Junta disse que aquela ligação nunca poderia ser perdida, podendo-se equacionar uma ligação em tunel daquilo que é atualmente a nacional 103 nessa zona.

Mário Meireles disse prontamente que a era dos túneis e viadutos acabou e que em toda a Europa já há muito se começaram a destruir os existentes.

Arnaldo Pires considera que se continua a focar muito no automóvel e a esquecer as pessoas e soluções que têm como foco as pessoas defendendo que a solução não pode ser a criação de tuneis ou viadutos, uma vez que isso está mais do que provado que não é solução e apenas aumenta o problema. É necessário criar melhores condições nas ruas da freguesia, melhorar as passadeiras, sobreelevando-as, iluminando-as e garantindo a sua boa manutenção. Para este dirigente é inconcebível que numa freguesia como Gualtar continue a ser difícil andar a pé, porque os passeios ou não existem, ou são pequenos ou têm barreiras que impedem uma fluidez pedonal e desconvidam as pessoas a não andarem a pé.

Ao mesmo tempo Arnaldo Pires defende que se olhe para a freguesia e se pense de que forma é que garantimos que os nossos filhos podem ir a pé, de bicicleta ou até mesmo de autocarro para as suas atividades e de que forma é que garantimos que não há atropelamentos na freguesia. Destacou ainda que a lei das acessibilidades não foi implementada na freguesia o que é lamentável. Isto porque, na ótica de Arnaldo Pires, os atropelamentos não acontecem só aos outros, hoje foi uma pessoa, amanhã poderá ser um presidente ou um ex-presidente de junta.

O Presidente da Junta disse que nunca escondeu ser automobilista, mas considera que as ruas da cidade têm que mudar para garantir a segurança de todos.

Os dirigentes da associação deixaram ainda bem claro que sabem que numa cidade há sempre 30% da população que nunca deixará de andar de carro, mas que há pelo menos 55% da população que equacionaria uma mudança nas suas viagens se as condições fossem favoráveis para essa mudança. Apontaram que o problema é que em Braga as condições convidam todos a andar de carro, repugnando e tratando mal quem não o faz.

Ficou ainda a hipótese, por parte do Presidente da Junta, de ligar o Hospital, as Sete Fontes, o Cemitério de Gualtar e a Bela Vista através de uma ecovia, promovendo também a vertente desportiva e de lazer da bicicleta.

A Braga Ciclável deixou as portas abertas para parcerias e colaborações em projetos que promovam o uso da bicicleta como modo de transporte na freguesia de Gualtar.

 

A picture is worth a thousand words...

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 19/11/2019 às 22:55

Temas:

In this case some picture of my first thousand kilometers on my #Gestrudes!

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Köln, Kölle, Cologne, Colónia

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 9/11/2019 às 20:35

Temas:

Já tinhamos planeado uma visita europeia para passear com a filha há muitos meses, para ter acesso a preços mais baratos dos voos comprámos os bilhetes com muita antecedência. Desta vez optámos por ir finalmente conhecer a Alemanha, o suposto motor da economia europeia! E escolhemos ir visitar Colónia, a 4.ª maior cidade da Alemanha com cerca de 1 milhão de habitantes.

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Esta que foi uma das cidades mais destruídas na 2.ª Guerra Mundial pelos ataques dos Aliados que dizimaram cerca de 70% da mesma... há fotografias da época que mostram a destruição e depois todo o esforço em levantar do chão esta polis.

A TAP trocou-nos as voltas e mudou o horário do voo de ida que quase nos fez desistir, pois era para ser às 7h da manhã e passou para as 15h, o que acaba por fazer perder quase um dia inteiro da estadia... mas como era um fim-de-semana prolongado com o feriado de dia 1 de Novembro lá nos conformámos e fomos à mesma. Sexta às 15h saímos de Lisboa e chegámos às 22h locais no regresso no Domingo, deu um fim-de-semana para conhecer a cidade, a cultura e a gastronomia de forma quanto baste.

Chegámos ao final da tarde mas já a ficar escuro e noite, do aeroporto de comboio a Colónia é rápido, cerca de 20 a 30 minutos. A lingua é um obstáculo mas toda a gente fala inglês e há muita sinalética e legendas em inglês para facilitar a babilónia de gente que por ali passa, ao fim ao cabo é um aeroporto e terminais de comboios onde circula muita gente de várias geografias.

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Os transportes públicos são bastante acessíveis em termos de custos e pareceram bastante eficientes.
Compramos os bilhetes na máquina automática e não houve em lado nenhum qualquer controlo, fosse de passagens fosse de fiscais. É como um ex-colega de trabalho me contou em tempos quando foi a um país nórdico e também estranhou não haver controlo nenhum dos acessos aos transportes e quando comentou com os colegas de lá eles responderam: "Mas se estavas no comboio tinhas de ter bilhete, senão não podias estar", "Não podia estar? Então quem controla?", "Ninguém, tu é que se queres usar o comboio tens de comprar bilhete, tu é que controlas...", "Aaahhhhh..." - são outras mentalidades.

Ficámos num hotel Tryp já com alguns anos e cuja decoração era datada, mas em muito boas condições e bastante confortável. A primeira noite dormi como há muito não dormia, e a babe disse o mesmo! Almofada, cama, edredão, temperatura, silêncio e sossego... muito bom! Ficou por uns 100€ por noite para os três sem pequeno-almoço. O staff todo muito simpático e prestável. O hotel era tipo a uns 200 metros da estação de comboio e a 300 da mega Catedral.

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Ficámos logo com uma informação importante, pois o estado do tempo é algo que pode influenciar uma estadia tão curta... mas tivémos muita sorte, pois praticamente não choveu nos dias que por lá passeámos. Estava fresco, mas nada de especial, vi muita gente de manga curta na rua durante os dias seguintes!

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Depois de nos instalarmos fomos em busca de restaurante para jantar e deambulámos um pouco à procura, nas ruas que são muito mais escuras e mal iluminadas que as nossas, estranhamente escuras...

Foi quando nos deparámos então com a magnificência da catedral, a Dom. Cuja construção remota ao Séc. XII. É assombrosa de grande, magnifica, o estigo gótico e as suas formas, rasgos e tonalidades, arquitetura de encantar... Não sou religioso, mas sei admirar a obra do homem aos seus deuses. Está é de tirar o fôlego e fazer-nos sentir mesmo infimos.

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Lá fomos jantar a um típico restaurante e comer as suas famosas iguarias... sem querer acabámos por ir a um local com muito boa pontuação lá no equivalente ao "Zomato" deles, o Lederer.

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Comemos um mix que nos permitiu provar várias especialidades distintas e experimentamos as famosas cervejas deles, um tipo de cerveja entenda-se e não uma marca. As tais de Kosch. Bebem-se bem mas não são assim nada de especial...

Dali fomos dar uma volta à volta da catedral, onde nos deslumbrámos com a sua grandeza. Fomos depois beber mais um copo ali perto num restaurante/bar muito bonito. Aliás, a grande maioria dos restaurantes, bares, pastelarias, lojas, eram todas de um requinte imenso... espaços muito bem decorados e convidativos.

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As fotos não fazem jus ao local, que estava também marcado com muita História e estórias nas paredes com fotos e quadros da cidade, o Wartesaal am Dom. Onde bebemos outra Kosch. Bebem-se bem mas não são assim nada de especial...

Depois de uma noite espetacularmente bem dormida, na paz da catedral e no silêncio do centro da cidade, que pouco ou nenhum trânsito automóvel tinha, lá despertámos em busca do nosso pequeno almoço que não tinhamos no hotel pois optámos por não pagar esse extra. Logo ali na estação a 200 metros haviam vários locais de lanches, cafetarias e afins... optámos por um que estava sempre cheio mas que era eficiente a despachar os clientes, com parte da oferta a ser automatizada por máquinas e um leque variado de comidas e bebidas.

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A filha provou pela primeira vez um Capri-Sun. Adorou tanto que no dia seguinte pediu o mesmo para o pequeno-almoço!

Dali fomos direitinhos à Catedral... para visitar não se paga, apenas se paga para subir às torres, neste caso só se pode subir a uma, a outra está em obras.

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É uma catedral, é grande, é enorme, é irem lá visitar!

Depois então fomos de subir à torre que se faz por uma entrada lateral, onde temos de subir, subir, subir... por escadas em caracol, onde as pessoas se apertam pois é também por onde se desce. Depois temos vários patamares e já no cimo para subir mesmo à torre a escada já é de metal e num só sentido.

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(ficou tremido, mas é para se ver os vários patamares)

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(e o tamanho deste sino? dasseee)

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A imponência da catedral de dia ainda é maior!

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Deambulámos a conhecer o centro, a zona histórica que foi reconstruída, as zonas comerciais e turísticas que estavam cheias de estrangeiros, alguns tugas, brasileiros, ingleses, alemães, holandeses, belgas e romenos, mas aos magotes de espanhóis muitos mais ainda italianos. Curiosamente poucos franceses.

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Fomos depois almoçar a mais um local icónico, pelo menos pelas critícas, pelos guias e até pela unica pessoa que conheço que vive em Colónia e também mencionou este restaurante como um ponto interessante para comer e beber. O restaurante cervejaria Pfaffen.


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Bebemos mais outras Kosch. Bebem-se bem mas não são assim nada de especial...

Foi a melhor refeição para mim, muito saborosa, quantidade e qualidade a bom nível, serviço bom, local bom, cheio de alemães e não só estrangeirada de turistas (essa corja!) e não foi caro para a refeição.

Depois fomos desmoer a comida e caminhámos ao largo do Reno, passámos pelo Museu do Chocolate mas estava com filas enormes pelo que deixámos para o dia seguinte.

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Atravessámos uma das muitas pontes e fomos dar a uma feira temporária com imensas atrações, a filha queria ir a tudo por isso acabámos por ir à maior de todas... à roda gigante!

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(lá no topo estava fresquinho...)

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Valeu bem a pena... demos seis voltas e como felizmente não chovia deu para aproveitar as vistas.

Dali sempre pelas margens do Reno fomos dar a outra atração da cidade, um edifício moderno de escritórios (ou quiçá habitação mas penso que deveria ser mesmo escritórios) onde o arquiteto deve ter sugerido uma área pública de acesso pago para ver as vistas... em Lisboa por exemplo via bem isso ter sido feito nas torres do Centro Comercial Vasco da Gama mas pronto, vistas curtas.

Dizia então que fomos ver o Cologne View (ou Panorama)...

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Estava uma fila de dezenas e dezenas de pessoas e apenas um funcionário, aquilo deve render mas render. A fila para os bilhetes era grande, a fila para subir no único elevador era grande e demorada, a fila depois para descer nesse mesmo único elevador era também grande e demorada...

Nesta atração aconteceu uma cena "engraçada", na nossa frente na fila estavam três moças turistas de mochilas de viagem às costas e que percebendo a dinâmica da coisa acharam que deviam poupar os 3€ do bilhete e a modos que fintaram o único funcionário que era quem estava a vender os bilhetes e receber dos visitantes. Ora como tal como nos transportes não havia nem torniquetes nem fiscais as moças decidiram dar o golpe... adivinham que nacionalidade eram? Exacto... espanholas!

Dali seguimos para a famosa ponte que desemboca na catedral e no museu contíguo e que é famosa por ser onde os amantes deixam fechados com cadeados as juras de amor. A Hohenzollern Bridge, a ponte dos amantes.

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(cadeados de bicicleta, o meu é maior que o teu!)

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(o outro lado da ponte também tem cadeados, mas bem menos que este lado)

Curiosamente o momento onde as nuvens negras se abriram e deixaram rasgar os raios de sol que iluminaram a nossa travessia de ponta a ponta.

Seguimos para um lanche rápido numa chocolataria e depois tentámos ir ao Museu do Farina, um dos responsáveis pelos perfumes e que ainda hoje denominamos de "Água de Colónia".

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Infelizmente pela hora tardia ficámos pela loja do Museu pois era a noite dos museus na cidade e com um bilhete de 20€ podia-se visitar vários museus nessa noite, mas estava dedicado a quem comprava esse tipo de bilhete. No dia seguinte o museu estava fechado... bolas!
Ficámos pelos cheirinhos da loja e pronto...

Enquanto não era hora de jantar fomos beber mais um copo algures nas praças que fervilhavam de vida, não só turistas que eram muitos mas alguns locals.

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Bebemos outras marcas de Kosch. Bebem-se bem mas não são assim nada de especial...

A filha queria algo mais normal para jantar pelo que fomos a um italiano, La Tagliatella. O sítio era muito agradável e bonito, como aliás todos onde fomos, tudo muito bem decorado e apelativo, já a comida era mais ou menos.

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Bebemos ainda mais outra marca de Kosch. Bebem-se bem mas não são assim nada de especial...

As esplanadas estão sempre cheias, mesmo com o frio e com alguma chuva "molha-tolos" lá estão eles firmes na espalanada debaixo dos toldos a confraternizar e a beber.

Hotel, caminha e ó-ó para o dia seguinte, que seria o derradeiro antes de voltar a casa.

Acordámos cedo e fomos ao mesmo local tomar o pequeno-almoço, na estação de comboios e de caminho para as atrações que queriamos ver/fazer... o Museu do Chocolate. Deixámos as malas no hotel logo depois do check-out de manhã, serviço impecável no hotel.

Museu do Chocolate... muito giro!

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Daqui fomos dar mais uma volta pelas margens do Reno a tentar ver se havia barcos para mini-viagens mas parece que acabam todos em outubro, ohhhhh.

Acabámos por ir almoçar a um sítio muito engraçado e bonito mas a comida não ficou à altura, foi a pior refeição e não deixa memória.

Bebemos as nossas últimas Kosch. Bebem-se bem mas não são assim nada de especial...

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Algo que aconteceu nestes vários dias é que as idas aos WC's nos vários restaurantes tinham sempre uma senhora da limpeza a pedir uma contribuição à porta das mesmas, várias vezes deixei moedas de 1€ e 50ct, pois se era costume e normal e mais a mais que os WC's estavam verdadeiramente impecáveis de aseio e limpeza.
Ser liberal é isto, ver uma oportunidade de negócio e fazer por ela! #ÉsLiberalENãoSabias?!
Cá no retângulo se fizessem isto caia o Carmo e a Trindade, a malta não quer WC's limpos a pagar, quer de graça!

Daqui fomos visitar uma igreja que havia sido toda ela destruída e depois reconstruída após a 2.ª Guerra Mundial, e onde na reconstrução descobriram ruínas Romanas. Igreja de Saint Martin.

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Daqui calcorreámos mais umas ruelas e até serem horas de ir buscar as malas e rumar ao aeroporto fomos passar o resto da tarde ao espetacular Museu Ludwig mesmo ao lado da catedral.

Visitámos uma (ou seriam várias) exposição temporária e depois o acervo do museu com muita arte moderna, pop art, cubismo, surrealismo, dadaísmo, minimalismo, etc... Muito muito muito muito bom! Merece horas e horas para deleite e apreciação de cada peça, escultura, quadro... mesmo muito muito bom!

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Cliquem aqui para verem um resumo Best of da coleção permanente... https://www.museum-ludwig.de/en/museum/collection/best-of.html

MUITO MUITO BOM!

Daqui fomos a uma outra bela pastelaria/café tomar um cholate quente como o estado do tempo exigia e que ficava ao lado do único local com raizes portuguesas que encontrámos na cidade inteira.

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Fomos para o hotel logo ali ao lado e com as malas apanhámos o comboio para o aeroporto e de volta a Lisboa.

Vale a pena! Fique fã! Cidade muito agradável, não estava muito frio, muitas atrações, e mais haveria para ver nos subúrbios e redondezas tempo houvesse para explorar. Segundo o meu amigo que lá vive, trabalha e desfruta é uma cidade com uma excelente qualidade de vida...

O ponto mais negativo, se assim posso dizer, foi que, a par de Edimburgo que é outra cidade fria e chuvosa, o local onde vi mais sem-abrigos e pedintes. Bastantes mesmo.



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Sobre mobilidade e como tenho algum interesse no tema, o que deu para percepcionar é que ao contrário do que sempre ouvi dizer das infraestruturas na Alemanha não vi ciclovias em cima dos passeios, vi uma rede pedonal, de transportes públicos e de bicicletas bastante boa.

Tal como em muitos países do centro e norte da europa a chuva não trava as pessoas de usar bicicletas seja para o dia a dia seja para lazer.

Existe infraestrura, calhas para as escadas, ciclovias, parqueamentos, acalmia de trânsito...

Revejam as fotos anteriores e nelas constatem as muitas bicicletas dissimiladas e os poucos veículos motorizados privados no centro da cidade... as pessoas aqui tem espaço e respiram segurança.

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Ainda há Zundapps?!



Mais info na Wikipedia:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B4nia_(Alemanha)
 

Braga Ciclável reune com a Junta de Freguesia de São Vicente

Braga Ciclável @ Braga Ciclável

Publicado em 6/11/2019 às 10:22

Temas: #BragaZeroAtropelamentos Notícias Acalmia de trânsito Bicicleta Braga braga ciclável Câmara Municipal de Braga ciclistas Ciclistas Urbanos em Braga Código da Estrada Estacionamento Eventos Mobilidade Modos Suaves Opinião peões Proposta de Mobilidade Sustentável Semana Europeia da Mobilidade Transportes públicos velocidade

No dia 04 de Novembro de 2019, a Associação Braga Ciclável reuniu com a Junta de Freguesia São Vicente, na sua sede, sendo que em representação da Braga Ciclável estiveram Arnaldo Pires e Rafael Remondes, e em representação da Freguesia esteveram Daniel Pinto e Raquel Pinto, membros do executivo.

A reunião começou com a associação a apresentar os motivos do pedido de encontro: discussão da estrutura pedonal e ciclável da freguesia; apresentação do movimento #BragaZeroAtropelamentos e do projecto Pedalo para a Escola!

A Associação defendeu a necessidade de reestruturação de alguns locais, sobretudo locais com passadeiras, começando pelo exemplo das passareiras junto da sede de freguesia que se encontram colocadas em cima das curvas , locais de menor visibilidade, que já condicionaram atropelamentos. Foi abordada a necessária implementação, urgente, da lei das acessibilidades, e discutida a necessária implementação da rede ciclável, para garantia de segurança de quem se desloca de bicicleta, na freguesia. A associação focou como necessário a ligação entre a central de camionagem e a zona pedonal, com uma zona segregada de bicicletas; assim, como a ligação das zonas residenciais, nomeadamente o bairro das Fontainhas, que se encontra em fase de implementação de Zona 30, com o centro, para que não fiquem como “ilhas sem ligação”, que não garantem, a quem ai mora, deslocar-se ativamente de bicicleta, em segurança.
Em relação ao projecto Pedalo para a Escola!, a associação apresentou o mesmo, referindo a intenção de ajudar crianças e jovens a adquirirem maior autonomia, nas deslocações pela cidade, no combate à obesidade e na envolvência na problemática das questões ambientais.
Foi destacada a falta de segurança, por excesso de velocidade praticado em determinados locais da freguesia, que impedem que os grandes bairros habitacionais permitam às crianças deslocarem-se para a escola de bicicleta.
Foi estimulada a Junta a proceder a implementação de zonas escola e pedonalização de algumas vias da freguesia, assim como à necessária revisão dos estacionamentos 5 metros antes das passadeiras.
A associação abordou o pacote técnico da Organização mundial de saúde, sobre segurança nas estradas ( Save LIVES), que onde, claramente, se destaca a necessária envolvência multidisciplinar no combate à mortalidade e sinistralidade rodoviária. Este combate começa na definição de estratégia politica e técnica, implementação das medidas e controlo da sua eficácia, assim como no necessário reforço policial para garantir o cumprimento das leis, como seja o excesso de velocidade e o estacionamento indevido.
Com base nesse documento, a associação, insistiu na necessária abordagem dos perímetros escolares, com a criação de zonas escola, que são uma mas medidas mais eficazes na redução da morbimortalidade, na seio das cidades.
Os representantes do executivo da Junta ressalvaram todos os esforços efetuados, por si, na melhorias de acessibilidades, desta que é uma das juntas de freguesia mais centrais da cidade, deixando claro que defendem que a cidade se deve preparar para que as deslocações internas sejam feitas preferencialmente a pé, de bicicleta ou de transporte público. Contudo, consideram que esse passo deve ser gradual, que a cidade foi desenvolvida com o foco no automóvel e que agora é preciso tempo para ajustar a cidade às necessárias mudanças.
Destacaram que a freguesia é uma freguesia modelo, a nível da mobilidade, com destaque para a Escola de Prevenção Rodoviária, para a implementação de Zonas Residenciais 30, passadeiras inteligentes, assim como na colaboração com o município na semana da mobilidade, com vários projetos.
Destacam que sentem serem necessários mais efectivos de policiamento, pois muitas vezes identificam estacionamentos indevidos e têm dificuldade em que se atue com a aplicação de coimas. Destacam ainda, que estão a tentar implementar a limitação de estacionamento automóvel antes das passadeiras, assim como a repintar as mesmas.
Foi valorizada a intervenção no Nó de Infias, por parte do executivo da Junta, por considerarem que a seu tempo permitirá garantir maior escoamento automóvel, de e para a cidade. Trata-se de uma obra complexa que exige concertação entre as Infraestruturas de Portugal, Município e Junta.
A Braga Ciclável mostrou-se disponível para colaborar, na medida do possível, com a Junta de Freguesia e o executivo mostrou total disponibilidade para eventuais acções da associação na freguesia.
A associação irá reunir todas as semanas com uma freguesia urbana, tendo para isso encetado contactos com todas as juntas inseridas no perímetro urbano.
 

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paulofski @ na bicicleta

Publicado em 5/11/2019 às 14:27

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Na Holanda, é comum ir de fato e gravata numa bicicleta

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«Pedalar é parte da nossa forma de viver. Está enraizado na nossa cultura quotidiana», afirma o embaixador da Holanda em Lisboa, logo acrescentando que «desde muito pequenos é para os holandeses uma forma de desenvolver a sua personalidade, no sentido de que podem decidir onde ir e como ir. É uma expressão de liberdade».

[…]

podes ler o artigo completo em: https://www.voltaaomundo.pt/2019/09/24/na-holanda-e-comum-ir-de-fato-e-gravata-numa-bicicleta-b/viajantes/264935/

 
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