O que uma bicicleta consegue fazer

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 4/06/2018 às 19:50

Temas: Crianças e Famílias Imagens Lifestyle e Cultura Pedelecs e e-bikes Pessoas Produtos CaP cenas em uso famílias

“Ah e tal que tenho que usar o carro na cidade porque tenho 3 filhos para levar à escola, e mais as bicicletas deles, e mais a mãe, e…”

J. e a sua nova e-Mundo

O J. é, como nós, um crente no mantra dos MythBusters, “if it’s worth doing, it’s worth overdoing!“. 😀 Aqui está ele com a sua nova bicicleta longtail Yuba Mundo, a partilhar connosco o que uma bicicleta consegue fazer.

J. e a sua nova e-Mundo

J. e a sua nova e-Mundo

J. e a sua nova e-Mundo

J. e a sua nova e-Mundo

E uma das voltas de estreia desta carrinha familiar de 2 rodas foi a Massa Crítica, à qual o J. conseguiu chegar a tempo pela primeira vez, desde que trocou o atrelado dos miúdos pela longtail. 

J. e a sua nova e-MundoJ. e a sua nova e-Mundo

Há coisa melhor do que ver as nossas #cenasemuso? ❤

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Agarramos ou perdemos esta oportunidade?

Mário Meireles @ Braga Ciclável

Publicado em 2/06/2018 às 13:00

Temas: Opinião Agarrar Bicicleta braga ciclável carro cidade Comcelho Diário do Minho Mário Meireles Oportunidade Perder poluição Sinistralidade

A bicicleta é o modo de transporte mais eficiente para as deslocações curtas, até cerca de 5 km. Optar pela bicicleta permite-nos chegar ao nosso destino mais cedo, numa deslocação porta-a-porta, sem perder tempo a procurar estacionamento.

Todos os dias, no Concelho de Braga, realizam-se cerca de 333 mil viagens. Destas, mais de 262 mil (ou seja, quase 80%) são viagens efetuadas apenas dentro do próprio concelho. Estas viagens podem ser feitas em diversos modos de transporte (a pé, de bicicleta, de transporte público, de mota, de carro). Curiosamente, aquilo que nos mostram os estudos sobre Braga é que as distâncias percorridas de carro, nestas deslocações internas ao concelho, são em média de 3 km. Podemos concluir que em Braga se anda muito de carro, mas sobretudo em deslocações curtas, que poderiam muitas vezes ser realizadas com recurso a outros modos de transporte mais eficientes. O desenho da rede viária leva a que as pessoas estejam acomodadas ao carro.

Se vivemos num concelho com mais de 180 mil habitantes e uma área de 94 km2, já a cidade de Braga tem uma área bem menor e alberga uma população de quase 130 mil habitantes. Além disso, dentro do território que define a cidade de Braga, há cerca de 94 mil pessoas que habitam nos 13 km2 da sua zona plana. Uma zona urbana densa, onde muitas crianças e jovens deveriam ir a pé ou de bicicleta para a escola, mas não o fazem porque os pais, com razão, têm medo que sejam atropelados pelos carros. Há, portanto, um grave e antigo problema na rede viária da cidade, que tem como consequência mortes e feridos graves.

Perante esta realidade, e perante as excelentes condições naturais da cidade de Braga (temos sol 240 dias por ano e temos uma zona urbana densa e plana), seria simples convencer muitas mais pessoas a adotarem a bicicleta como uma alternativa ao automóvel. No entanto falta o principal: adequar a rede viária existente para dar prioridade aos modos de transporte mais eficientes e mais vantajosos para os utilizadores e para a cidade. Somente desta forma se resolverão os problemas de trânsito, de poluição e de sinistralidade que atualmente afetam a cidade.

E é agora o momento de agarrar a oportunidade de fazer as obras estruturantes que possam verdadeiramente promover a mobilidade em bicicleta, para tentarmos finalmente apanhar a pedalada europeia que já leva quase 50 anos de avanço. Mas nem tudo é mau neste atraso: podemos agora aproveitar para implementar as soluções de mobilidade já ao nível dos melhores da Europa, sem precisarmos de voltar a inventar a roda.

A cidade continua a adiar as medidas necessárias e urgentes. Porque esperamos? Haja vontade!


(Artigo originalmente publicado na edição de 02/06/2018 do Diário do Minho)

 

Foi fixe, o encontro, pá!

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 28/05/2018 às 18:54

Temas: Causas Clientes e amigos Crianças e Famílias Dias especiais Eventos Lifestyle e Cultura causas famílias passeios piqueniques

Éramos 60 pessoas (incluindo muitas crianças) e 2 cães ontem no passeio & piquenique Bicicultura / MUBi, o tempo estava fixe e a malta pedalou pela zona oriental, descobrindo novas rotas e novos parques verdes na cidade. No piquenique na Mata de Alvalade, confraternizou-se e passaram-se umas horinhas no relax. Foi uma oportunidade de rever amigos e caras conhecidas e de conhecer malta nova. E, graças à generosidade de quem acredita na importância deste projecto, angariou-se já algum dinheiro para a constituição da cooperativa! 🙂

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Estas e muitas outras fotos e vídeos podem ser encontrados aqui (incluindo as que o Bruno Mendes gentilmente nos cedeu para publicação). Mais fotos de outros participantes na página de Facebook do evento.

Se não participaram, não fiquem tristes, hão-de haver mais! 🙂

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Cunho Voador # Lisboa # Campolide # 01

rui henrique @ bicicleta voadora

Publicado em 27/05/2018 às 21:15

Temas: cidades lisboa

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Passeio de Bicicleta & Piquenique Bicicultura/MUBi!

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 23/05/2018 às 20:38

Temas: Causas Eventos Notícias activismo encontros passeios piqueniques

Não é fácil encontrar em Lisboa oportunidades de passeio e confraternização à volta da bicicleta como meio de transporte. Muitas vezes os passeios que há são para turistas estrangeiros ou são mais na onda do desporto, e as efemérides culturais e sociais escasseiam. 

Por isso, este domingo não se distraiam, venham pedalar e piquenicar com a malta fixe “das bicicletas”! 🙂 Uma oportunidade de conhecerem e confraternizarem com malta do cicloactivismo, e não só.

27 de Maio de 2018 | Passeio de Bicicleta & Piquenique Bicicultura/MUBi!

Passeio para encontro e convívio entre utilizadores de bicicleta, cicloactivistas, e outros fãs da cultura da bicicleta, e angariação de fundos para a constituição oficial da cooperativa Bicicultura

Encontro frente ao Vasco da Gama (Alameda dos Oceanos) às 11h.

Passagem pela Quinta Conde dos Arcos e Parque Urbano dos Olivais. Almoço em formato de piquenique (cada um leva as suas coisas e algo para partilhar) na Mata de Alvalade (há um quiosque com umas tostas fantásticas para quem prefira abastecer-se localmente) – entre as 13h e as 15h.

Arranque cerca das 15h para a 2ª parte do passeio, com passagem pelo Parque do Vale de Chelas, Parque do Vale do Fundão e Parque da Quinta das Flores, e ciclovia ribeirinha até voltar ao ponto de partida no Parque das Nações.

Público: aberto a todos, incluindo principiantes e famílias com crianças. Nós vamos levar a Mutthilda, claro. As distâncias não são nada de mais, e o ritmo será descontraído, para acomodar toda a gente e promover a conversa. 🙂

Inscrição: não há! A participação é livre e gratuita, é um encontro social. Mas um dos objectivos deste encontro, além do recreio e do convívio, é a angariação de fundos para ajudar a cobrir os 600 € de despesas da constituição oficial da cooperativa que alojará A Casa da Bicicultura.

Por isso levem o vosso donativo para meterem no mealheiro que irá passar de mão em mão. Todos os €uros ajudam. 🙂 

Vemo-nos lá?

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Um filho não impede de usar a bicicleta

Mário Meireles @ Braga Ciclável

Publicado em 22/05/2018 às 17:34

Temas: Opinião Bakfiets Bicicleta Bicicleta de Carga Braga Cargo Bike Filhos Minho Ciclável Revista Rua

Quando há uma conversa sobre utilizar a bicicleta como meio de transporte por norma há uma série de argumentos que são utilizados por forma a desculpar o facto de não aderir ao seu uso. Ouvem-se coisas como “o tempo é mau, já viste como chove?”, descurando o facto de temos mais de 200dias de sol num ano em Braga.

Surge também o “ah, mas com o calor suo muito!”, e então tem que se explicar que quando usamos a bicicleta o agasalho tem que ser diferente, não precisamos de levar tanta roupa como quando vamos de carro, até porque estamos a fazer exercício físico. Temos ainda a habitual desculpa dos declives, das “cidades de altos e baixos”, “das colinas”. Só que a maior parte da população de Braga vive e desloca-sena parte plana da cidade de Braga. Não há nada como experimentar.

Com todas as desculpas e todos os argumentos, eu costumo dar o meu exemplo. Também eu já usei o carro como meio de transporte na cidade, mas fiz a mudança para a bicicleta como sendo o meu meio preferencial de deslocação há sete anos. Poucas são as deslocações que faço de carro. Ainda assim, perante todos os argumentos e todas as explicações, conseguiram-me dizer “isso é agora, espera até teres filhos e tu vais ver como deixas logo a bicicleta e compras um carro para ti”.

Pois bem, fui pai em julho passado e já antes de a Matilde vir ao mundo eu andava a investigar as melhores soluções para poder andar com ela na cidade. Acabei a encomendar uma bicicleta de carga com oito velocidades mecânicas, com uma caixa longa à frente e uns extras:duas cadeirinhas forradas com um tecido fofo a imitar a lã (uma dos zero aos sete e outra dos sete aos 18 meses) e uma tenda para os dia sem que chove.

Depois de chegada a encomenda e montada na Go By Bike, foi a vez de experimentar fazer uma deslocação com a filhota. Instalada no novo veículo ficou atenta a tudo o que a rodeava. Começamos por ir da Ponte de São João até à Zona Pedonal, sempre pela estrada (aproveitando os ciclos dos semáforos para apanhar poucos carros e reduzir riscos). Da segunda vez fui deixar a Matilde na avó. Durante a viagem foi tranquila, a observar tudo e a fazer furor entre quem a via, de lacinho numa bicicleta tão esquisita. “Que fofa!”, “Que espetáculo!”, “Que riqueza” ia-se ouvindo ao longo do percurso. Não gostou foi de sair da bicicleta. Aos pouquinhos tem andado mais na bicicleta, no entanto ainda é necessário adequar a infraestrutura para que nós possamos sobreviver na estrada, e ela possa, num futuro próximo, viver a cidade utilizando a bicicleta.

 

Pedalada Solidária – Eu Vou de Bicicleta

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 21/05/2018 às 18:31

Temas: Uncategorized Bela Vista bicicleta Campo Pequeno Cofidis Cycle Chic evento FPC/UVP fpcub Lisboa Rock in Rio

Em 2014 o Rock in Rio Lisboa desafiou-nos para um passeio, com o objetivo de mostrar que se pode ir bem de bicicleta até ao festival de música. Em quase todas as vezes que lá fui, foi de bicicleta que me desloquei. E acreditem que foi a melhor maneira de o fazer! (uma das vezes tive a triste ideia de ir de carro, e foi bem mais complicado!).

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Este ano, o Rock In Rio resolveu voltar a fazer um passeio, desta vez com um caráter solidário, e no qual a Cofidis também participa!

Assim, no próximo dia 27 de Maio de 2018 (Domingo), pelas 10h00, irá realizar-se um passeio até ao Rock In Rio, no espírito Cycle Chic. Uma calma volta pelo planalto de Lisboa, com um cariz marcadamente não-desportivo, mostrando que a bicicleta é um meio de transporte válido na cidade:

Um passeio para celebrar a bicicleta como meio de transporte, na cidade de Lisboa. Não é um evento desportivo, mas um passeio de bicicleta descontraído pelas ruas da capital. Assim, não é requerido qualquer equipamento para praticar “ciclismo” ou desporto em geral.
Dentro do estilo próprio de cada um, não se exige nenhum código de vestuário – clássico, casual, alternativo… a escolha é sua, mas sempre no espírito Cycle Chic.
O passeio em si, será por um percurso acessível a todos, com o objectivo de mostrar que para se andar de bicicleta em grande parte da cidade, não é necessário ser atleta. É um meio de transporte alternativo, mas que se quer preferencial – uma maneira rápida e conveniente para “ir de A a B”.
Sempre num ritmo descontraído, iremos prezar o convívio, mas sem descurar a segurança. Como acreditamos que a mesma não depende de equipamentos de segurança passiva, mas sim do modo como se circula, essa será a estratégia a seguir – fomentar a segurança ativa, baseada numa condução calma e defensiva.

A participação no passeio será gratuita, mas a inscrição é obrigatória para que os participantes estejam cobertos pelo seguro.

Ponto de Encontro: dia 27 de Maio de 2018, às 10h00 na Praça do Campo Pequeno.

TODOS OS QUILÓMETROS CONTAM

Ao pedalar estará a contribuir para uma causa solidária, pois cada quilómetro pedalado será convertido pela Cofidis em apoio a projetos de escolas de ciclismo e iniciação à bicicleta da Federação Portuguesa de Ciclismo e da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta.

Para isso, irão contabilizar o número total de quilómetros percorridos pelos participantes da Cofidis Pedalada Solidária, pelas pessoas que se desloquem de bicicleta para Rock in Rio Lisboa nos dias 23, 24, 29 e 30 de junho de 2018, e todos os visitantes do stand da Cofidis, instalado no festival.

O acompanhamento dos quilómetros poderá ser feito no período do Rock in Rio Lisboa, no stand da marca Cofidis.

Desta forma, e aproveitando as infraestruturas da cidade, a Cofidis e o Rock in Rio Lisboa convidam todos os interessados a participarem no evento e a deslocarem-se de bicicleta para o festival, utilizando o Bike Park, disponível no Parque da Bela Vista.

Mais informações e inscrições no site do evento: http://www.cofidispedaladasolidaria.pt

 

Experimentar andar de bicicleta

João M Fernandes @ Braga Ciclável

Publicado em 19/05/2018 às 13:00

Temas: Opinião Braga ciclista Diário do Minho Experiência Experimentar JMF João M Fernandes Pedalar em Braga

Sou utilizador regular de bicicleta, para locomoção diária em Braga, há mais de 25 anos. Comecei a fazê-lo depois de ter estado a estudar/trabalhar durante 6 meses em Bristol (Inglaterra). A casa onde morava estava mal servida de transportes públicos e ficava longe do local de trabalho, pelo que não tive outra solução a não ser recorrer à bicicleta.

A experiência desta utilização, mais ou menos forçada, da bicicleta revelou-se muito gratificante. Percebi muito rapidamente as diversas vantagens que o seu uso encerra. A saber:

  1. sensação de liberdade (contacto mais directo com a natureza/cidade)
  2. exercício físico diário
  3. maior rapidez de locomoção em trajetos citadinos
  4. facilidade de estacionar perto dos locais para onde nos deslocamos
  5. tempos de viagem mais ou menos constantes, independentemente do estado do trânsito
  6. custos (muito) baixos
  7. baixa pegada ecológica

Quando regressei a Braga, fiz imediatamente o transfer para a bicicleta. E, a cada dia que passa, fico mais convencido que é o modo de transporte mais adequado ao contexto urbano, especialmente para trajetos curtos, planos e na cidade.

Apesar de Braga não ser uma cidade orientada à bicicleta, longe disso, ainda assim é possível usá-la de forma relativa tranquila. Ao fim destes anos todos, aprendi a proteger-me enquanto ciclista e sei bem quais as situações que têm maior perigo. Uma delas é o corte brusco à direita que os automóveis fazem logo após nos ultrapassarem (pela esquerda). É uma manobra muito comum que ainda ocorre com alguma frequência. Uma outra é a ultrapassagem com pouca distância de segurança. Esta manobra é cada vez mais rara, fruto de dois factores. O primeiro está relacionado com a mudança do código da estrada, que desobrigou os ciclistas a terem de circular o mais à direita possível da via. O segundo tem a ver com o facto do número de ciclistas de lazer ter aumentado bastante, o que faz com que muitos automobilistas também sejam ciclistas. Há assim, genericamente, um maior respeito dos primeiros para com os segundos. De facto, dantes era muito comum os automobilistas buzinarem aos ciclistas sempre que estes os impediam de circular de forma mais rápida, fenómeno que sinto ter diminuído significativamente.

Concluo esta minha primeira crónica para a Braga Ciclável, com um desafio para ti, meu estimado leitor: experimenta, durante uma semana, deslocar-te diariamente de bicicleta. Define trajetos em que seja possível fazê-lo de forma segura, por exemplo, de casa para a escola e no sentido inverso; de casa para o treino no ginásio ao fim do dia. Talvez apanhes o gosto pela bicicleta como me aconteceu em Bristol. Se tal acontecer, verás que depois não queres outra coisa…


(Artigo originalmente publicado na edição de 19/05/2018 do Diário do Minho)

 

Fórum Parlamentar Segurança Rodoviária 2018

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 8/05/2018 às 19:35

Temas: Infraestruturas e urbanismo Leis e Códigos Mobilidade Políticas Segurança Videos governo política sinistralidade rodoviária

Hoje estivémos no Fórum Parlamentar Segurança Rodoviária 2018.

Fórum Parlamentar Segurança Rodoviária 2018

Procurámos intervir no Debate para chamar a atenção para o problema gritante da poluição automóvel nas nossas cidades, e a necessidade de agilizar a fiscalização sobre o estacionamento ilegal e sobre as manobras de condução perigosa.

Coisas positivas a apontar em particular:

A GNR – Guarda Nacional Republicana a recomendar a desmaterialização e digitalização dos processo de contra-ordenação (ser mais fácil e rápido multar), e criminalizar o excesso de velocidade como já é a condução com álcool no sangue (e nós acrescentaríamos também a condução em estado de fadiga extrema e privação de sono).

Divulgaram que só houve 4 pessoas fiscalizadas / autuadas por ultrapassagem ilegal a condutores de bicicletas…

Fórum Parlamentar Segurança Rodoviária 2018

A Prevenção Rodoviária Portuguesa defendeu também como uma das prioridades uma maior celeridade e agilização do processo de fiscalização e autuação (menos “garantismo”, uma melhor formação e examinação dos candidatos a condutores de automóvel, tornar públicos os relatórios das auditorias das vias, etc.

A ACA-M falou de mais além de estatísticas, mas do que está por trás e à volta da forma como desenhamos as cidades e como regulamos o acesso ao espaço público. De nada nos serve conseguir reduzir a sinistralidade rodoviária das crianças, por exemplo, se isso é conseguido à custa do seu sequestro do espaço público, da sua perda de autonomia e votação a um estilo de vida sedentário e sensorialmente e socialmente pobre.

A FPCUB – Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta também interveio falando mais destas questões macro, da importância de olharmos para a “bigger picture”, e de copiarmos os bons exemplos de outras cidades.

A MUBi interveio nas sessões de debate, tal como nós.

A resposta da Polícia Segurança Pública a uma questão sobre a autuação de condutores de automóvel que efectuam ultrapassagens ilegais a condutores de bicicleta mostrou bem que é fundamental haver mais e melhores canais de comunicação entre entidades e a sociedade civil. Precisamos de dialogar mais!

A primeira parte do Fórum foi gravada e disponibilizada online aqui. Fotografámos alguns slides mais interessantes, e estão aqui.

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Vamos falar de civismo

Helena Gomes @ Braga Ciclável

Publicado em 1/05/2018 às 15:00

Temas: Opinião automóveis Bicicleta Braga Civismo estrada Portugal Respeito Ultrapassagens

O civismo é o conjunto de comportamentos que um cidadão adopta para mostrar respeito para com a sociedade em que vive. São atitudes básicas de empatia, uma forma de mostrarmos que não olhamos apenas para os nossos umbigos e que para chegarmos mais depressa a casa passamos à frente de todos na fila do supermercado.

Portugal nunca foi conhecido pelo seu espírito de civismo. Temos todos a mania de que somos uns coitadinhos e que senão formos espertos, alguém nos vai passar a perna e isso é que não pode! E no que toca à condução automóvel, somos conhecidos pelas piores razões – falta de civismo dos portugueses quando estão à frente de um volante por trás do escudo de uma tonelada de metal é gritante. Buzina-se, insulta-se, praticam-se altas velocidades, há uma impaciência total pelo colega condutor e por todos os outros que partilham as vias – é um stress só!

Em relação aos ciclistas esta falta de empatia é ainda maior. Ultrapassagens rentes, buzinadelas aos ouvidos, condução sem espaço de segurança e até “brincadeiras” para empurrar os ciclistas para a berma. Isto para não falar da utilização das ciclovias, das zonas de acesso a bicicletas, peões, carrinhos de bebé e cadeiras de roda, como se estes fossem os melhores sítios para parar o carro aqueles 5 minutos, ou mesmo para o estacionar.

Todos os dias, no meu percurso casa-trabalho, eu, condutora automóvel (sim eu também tenho carro), partilho a estrada com ciclistas. É claro que eles andam mais devagar que eu nas subidas, é claro que tenho de abrandar e fazer talvez 1km em marcha lenta até ter traço intermitente e espaço para ultrapassar com segurança, mas as buzinas e os roncos dos carros atrás de mim incomodam-me muito mais do que o abrandar o passo. Mas sabem o que é que me atrasa mesmo a chegada a casa? São os carros estacionados em segunda e terceira fila à porta das escolas. Isso sim, rouba-me às vezes 20 minutos desesperantes todos os dias e ainda assim, juro-vos, não meto a cabeça de fora do carro ou tento abalroar criancinhas e respectivos pais. Chama-se civismo, meus caros, e fica sempre bem.


(Artigo originalmente publicado na edição de 1/05/2018 do Diário do Minho)

 
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