Carta Aberta ao Presidente Ricardo Rio e ao Vereador João Rodrigues sobre os problemas com os novos bicicletários

Braga Ciclável @ Braga Ciclável

Publicado em 13/02/2019 às 21:27

Temas: Comunicado Bicicleta estratégia Falta de Estratégia joão rodrigues Ricardo Rio

A instalação de estacionamentos adequados para bicicletas na cidade de Braga é uma das reivindicações mais antigas da Braga Ciclável. A medida era destacada como uma das mais urgentes na Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, que foi lançada em 2012 e entregue ao Município e às várias forças políticas, incluindo ao então vereador Ricardo Rio.

A iniciativa serviu de mote para que, passados alguns meses, começassem a ser colocados bicicletários em alguns locais da cidade, muitos deles com elevada procura. Em 2014, após a mudança de executivo municipal, houve novas reuniões, que conduziram a uma segunda fase de colocação de suportes de estacionamento do tipo Sheffield, bem como melhoramentos ao nível da sua sinalização.

Entretanto, a partir de 2015, os planos que vinham sendo elaborados pelo Município, para colocação de bicicletários em mais locais onde fazem falta, começaram, estranhamente, a ficar na gaveta. Daí para cá, houve alguns estacionamentos para bicicletas a serem eliminados, houve propostas vencedoras de orçamentos participativos a não serem executadas, e os novos estacionamentos por que todos tanto esperávamos na cidade de Braga começaram a tardar.

Mais recentemente, aquando da apresentação da Semana Europeia da Mobilidade, o Município prometeu a colocação de 75 novos bicicletários (150 lugares) na cidade até ao final do ano de 2018. No dia 28 de setembro, encontrámos 4 suportes colocados junto a uma das entradas do edifício da Loja do Cidadão. na altura, contactámos os vereadores Miguel Bandeira e João Rodrigues, com conhecimento para o Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, requerendo o acesso à localização dos restantes bicicletários, bem como a calendarização da sua instalação e os planos futuros de expansão do sistema de parqueamento de bicicletas, no sentido de avaliar a adequação das localizações previstas.

No dia 2 de outubro de 2018, recebemos uma resposta assinada pela Arq. Filipa Corais, da Divisão de Trânsito e Mobilidade, informando que o processo de instalação de “cerca de 75 bicicletários” estava “em curso aguardando a conclusão do processo de contratação pública” e que se estimava serem colocados “até ao final do ano”. Relativamente aos detalhes do projeto, aquela responsável afirmava que “o Município de Braga já tem o planeamento da respetiva localização destes equipamentos que será divulgado no site do município oportunamente”, declinando assim a possibilidade de consulta prévia ao projeto.

No dia 13 de dezembro a Arq. Filipa Corais apresentou publicamente, na 2ª sessão do Grupo Local da Mobilidade, as 39 localizações previstas para os (afinal) 78 bicicletários, anunciando ainda a sua colocação em 2018.

No dia 29 de janeiro começamos finalmente a receber relatos de associados e fotografias sobre algumas estruturas que estavam a ser colocadas na via pública, que apesar da falta de sinalização pareciam ser bicicletários, mas com dimensões diferentes dos já instalados em Braga.

A Braga Ciclável foi a esses locais avaliar a instalação das mesmas estruturas, cujas localizações coincidiam com algumas das apresentadas no Grupo Local, tendo verificado que havia problemas sérios ao nível das dimensões, localização e proteção dos bicicletários.

Por esses motivos, decidimos enviar uma carta aberta, cujo conteúdo transcrevemos abaixo, dirigida ao Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e ao Vereador da Gestão e Conservação do Espaço Público, João Rodrigues. O email seguiu na sexta feira, dia 1 de fevereiro, e aguardamos até hoje, dia 13, que o Município efetuasse as devidas correções e/ou respondesse às questões levantadas, o que até ao momento não se verificou.


Carta aberta ao
Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Braga, Dr. Ricardo Rio
Exmo Senhor Vereador da Gestão e Conservação do Espaço Público, Dr. João Rodrigues

Vimos por este meio contactar-vos a propósito da instalação de bicicletários na cidade. Desde o início da instalação dos bicicletários do tipo Sheffield a partir do ano 2012, temos vindo a tentar trabalhar com o município por forma a garantir uma instalação acertada dos bicicletários, quer quanto à infraestrutura, quer quanto às localizações.

Fazemo-lo tendo sempre como fundamento as melhores práticas da matéria e utilizando manuais como justificação para tal. Ajudamos a definir as localizações do Plano de Implementação de Estacionamentos para Bicicletas em Braga, que existe na Divisão Municipal do Urbanismo – apesar de termos deixado o alerta, na altura, de que as distâncias entre infraestruturas deveriam ser maiores, tal como recomendado pelos manuais de boas práticas.

Esta semana ficamos perplexos por vermos serem instalados bicicletários que não estavam previstos nesse plano, com uma má localização e sem respeitar as dimensões recomendadas dos guias. Desta vez não fomos considerados, nem ouvidos para a colocação dos bicicletários. Pedimos acesso à localização prevista, mas recebemos uma resposta de que apenas saberíamos da localização depois desta ser divulgada pelo município e das infraestruturas serem colocadas. Uma desconsideração lamentável, que levou a erros básicos que passamos a explanar.

O suporte em si é consideravelmente mais alto (90 cm) do que o recomendado (75 cm), o que põe em causa a segurança do estacionamento dos velocípedes. Isto dificulta prender o quadro da bicicleta, que é o componente mais importante.

A distância entre suportes (80 cm) é inferior ao recomendado (120 cm), o que coloca em causa a capacidade de estacionamento que se deseja, ou seja, em cada conjunto de 2 suportes é suposto poderem estacionar 4 bicicletas, no entanto, um dos lugares pode ficar em causa com esta dimensão reduzida. É necessário que entre dois suportes caibam duas bicicletas (com ou sem alforges) mais o condutor de uma delas, enquanto a prende ou liberta.

Distância entre suportes é insuficiente. Guiadores ficam a tocar-se, não permite ter duas bicicletas e uma pessoa, não permite prender duas bicicletas com alforges.
Deveria ser de 1,20m ou, pelo menos, manter-se a distância dos suportes já instalados na cidade (1,10m).

A distância entre o suporte e as linhas de separação de estacionamento (num dos casos com apenas 20 cm!) é uma distância manifestamente abaixo do recomendado (75 cm) e que põe em causa tanto o lugar, como a segurança do veículo, bem como a integridade do suporte.

Distância para linha delimitadora de estacionamento automóvel.
Deveria ser de, pelo menos, 75 cm.

A distância entre o centro do suporte e a linha que determina o limite da faixa de rodagem (100 cm) é inferior ao recomendado (neste caso deveria ser de 150 cm), o que põe em causa a segurança dos velocípedes que aí estacionarem, uma vez que a probabilidade de as rodas serem danificadas por veículos motorizados que transitem na via pública é maior, e a colocação destes suportes deveria mitigar esse risco.

Distância entre linha de separação da via e início de suporte (deveria ser de 1,15m, para que até ao eixo do suporte fosse 1,50m).

A colocação dos suportes ao fundo da Rua de S. Marcos, atendendo às características do local e ao espaço disponível, deveria ter sido feita já na parte pedonal. Garantia maior segurança dos velocípedes aí estacionados e não levantaria problemas de dano nos suportes provocados quer pela paragem de veículos na zona de cargas e descargas, quer na saída dos veículos da zona pedonal, uma vez que os velocípedes ficam estacionados na zona do ângulo de viragem dos veículos que daí saiam. Para além disso, consideramos que a colocação dos suportes tira visibilidade à sinalética relativa ao horário de acesso à zona pedonal.

Localização retira visibilidade à sinalética, retira ângulo de manobra na saída dos veículos da zona pedonal, nem respeita as dimensões recomendadas, quer entre suportes, quer as distâncias para as linhas limitadoras das vias de trânsito e estacionamento.

Nenhum dos estacionamentos está sinalizado. Admitimos que tal ainda venha a ser feito e esteja previsto, mas fica desde já o alerta para essa necessidade.

Notem que para isto consideramos dois velocípedes convencionais. Nem estamos a considerar cargo-bikes, tandems, long-tails ou bicicletas com atrelados, cuja utilização é cada vez mais comum em Braga.

Diferenças da distância entre suportes colocados em 2013/14 e em 2019. À esquerda 110cm e à direita 80cm.

Estes suportes são semelhantes à primeira geração de suportes do tipo Sheffield que o Município colocou em 2012, mas muito mais altos e demasiado próximos uns dos outros. A partir do trabalho em conjunto, entre 2012 e 2015, conseguimos evoluir no sentido de suportes melhores e que respeitassem as normas e manuais. Foram colocados estrategicamente em locais próximos do comércio (a menos de 5 metros de lojas e a menos de 15 de shoppings, como deve acontecer), com uma barra horizontal baixa para que os cegos saibam que existe ali um obstáculo e com uma distância entre suportes de 110 cm, para garantir que ao estacionar a pessoa tenha espaço para efetuar a manobra, prender a bicicleta e sair. Esses segundos modelos foram já instalados por este executivo, pelo que se esperava agora uma normalização de suportes, que facilitasse a identificação da função prevista para estes equipamentos por parte dos potenciais utilizadores e, simultaneamente, contribuísse para a necessária homogeneidade do mobiliário urbano melhorando a imagem da cidade.

Surpreende-nos ver uma alteração como esta, que acaba sendo um retrocesso na qualidade das infra-estruturas instaladas e na política anteriormente assumida. Não faz sentido mudar o tipo de suporte, sem uma estratégia fundamentada e sem manter um design igual para melhor perceção da população relativamente à função dos suportes.

Lamentamos que a esta altura ainda estejamos a discutir as dimensões básicas da colocação dos suportes, quando podíamos estar a discutir estratégias para aumentar o uso da bicicleta em Braga como uma das alternativas reais e desejáveis ao uso do transporte individual em Braga.

Continuamos, como sempre, disponíveis para discutir previamente estas e futuras situações, de modo a evitar que se repitam erros.

Agradecendo antecipadamente a atenção de V. Exas.,

subscrevemo-nos com os nossos melhores cumprimentos,

Pela Braga Ciclável
Mário Meireles (Presidente)
Victor Domingos (Vice-Presidente)

 

Trânsito em Braga: estamos a agravá-lo?

Luís Tarroso Gomes @ Braga Ciclável

Publicado em 12/01/2019 às 12:30

Temas: Opinião Bicicleta Braga Mobilidade mobilidade urbana

A queixa é recorrentenos últimos tempos nas redes sociais ou nas conversas de rua: o trânsito emBraga está infernal. É cada vez mais complicado circular de carro – e, porarrasto, também de transporte público. Há filas por todo o lado, mesmo fora dasditas horas de ponta, numa espécie de regresso aos anos 90.

Haverá certamente váriascausas, mas uma raramente é mencionada: os imponderados licenciamentos dedeterminado tipo de edificações.  Nos últimos tempos, por todo o concelho,tem-se acentuado o aparecimento disseminado dos mais variados drive-inse de edifícios comerciais e de serviços de todos os feitios dotados degenerosos parques de estacionamentos.  E há também os maus exemplos deiniciativa camarária: desde o Fórum, já em funcionamento, que alcatroou todo orecinto exterior até ao tristemente famoso caderno de encargos para a venda daFábrica Confiança (que permite estacionamento no subsolo!) ou a concessão de umterreno municipal em S. Victor para edificação de um ginásio com 150 lugarespara automóveis. É um continuar, hoje totalmente fora de tempo, do processo de«americanização» do urbanismo bracarense.

Todas estas soluçõesurbanísticas geram zonas sem vida. Raramente vemos alguém a chegar a esseslocais a pé porque o seu acesso foi desenhado para apenas servir os automóveis.Por regra, como os seus espaços exteriores são privados, não existem – nempodem existir – paragens de transportes públicos junto aos edifícios. E, claro,são também espaços que afugentam os ciclistas pela complexidade e perigo depedalar entre automobilistas em manobras de estacionamento, além de raramenteexistirem bicicletários. Constituem, assim, um incentivo à utilização exclusivado automóvel, mesmo em deslocações entre espaços comerciais contíguos, ao mesmotempo que aniquilam todos os demais modos de circulação, designadamente osmodos suaves. Geram, por isso, uma enorme sobrecarga na infraestrutura viária,causadora do tal trânsito infernal que vivemos.

A consequência é umacidade de habitantes com hábitos sedentários – sentados o dia quase todo,incluindo nas deslocações – e uma cidade poluída em termos ambientais, visuaise sonoros. Para conhecer o drama, desde logo a nível da saúde, que as cidadesdos EUA vivem por causa de um acumular de opções pró-automobilistas desde osanos 30 – e também os exemplos por todo o mundo das que melhor o estão a tentarresolver – vale a pena ler o excelente «Happy City» (2015), publicado pelojornalista canadiano Charles Montgomery.

Voltando a Braga, poucoadianta estabelecer metas encantadoras para um novo paradigma de mobilidade se omodelo de cidade que se licencia é feito a pensar somente em cidadãos a bordodo seu automóvel.

 

Cicloescapadinha de Ano Novo: dar logo o tom certo a 2019

Ana Pereira @ Viagens a Pedal

Publicado em 6/01/2019 às 20:30

Temas: Geral campismo cicloescapadinha cicloturismo relatos viagens a pedal

Nos dias anteriores sentia-me ansiosa, um sentimento de uneasiness, ligado à perspectiva do desconforto (íamos apanhar muito frio, concerteza) e da incerteza (receávamos ter problemas a embarcar no Intercidades em Vendas Novas com a longtail – não conseguimos ir buscar a LHT a tempo), e à eterna sensação de culpa (passear?, devíamos é voltar já ao trabalho!, work, work, work or you’ll go broke and die!).

But we pushed through. Fomos à mesma. E, como sempre, ainda bem que o fizémos. Depois da fricção emocional inicial, as coisas encaixam-se, e desfrutamos da viagem, mesmo do frio e das eventuais adversidades. Mas nem as houve, realmente (além do frio). A viagem correu lindamente, sem incidentes, sem dramas, sem percalços.

Tínhamos 3 dias. Recorremos novamente ao Roteiro da Rede Nacional de Cicloturismo do Paulo, e optámos por fazer as secções 2.11, 2.12 e 2.13, do Entroncamento a Alpiarça, a Coruche e depois a Vendas Novas, conseguindo assim recorrer ao comboio para as ligações a Lisboa. Recomendo a toda a gente este roteiro, torna mais simples simplesmente ir! Não requer tanto tempo de pesquisa e preparação de rotas. E a CP também tem ajudado muito, ao melhorar progressivamente as condições para transporte de bicicletas nos seus comboios. Infelizmente, a rede ferroviária é ainda bastante limitada e cobre uma parte pequena do território nacional.

Na Golegã encontrámos umas infraestruturas bem intencionadas, se bem que algo confusas e não ortodoxas em termos de Código da Estrada, mas apreciamos a intenção de providenciar a bidireccionalidade desta rua para ciclistas e cavaleiros! 🙂

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Esta secção foi muito fácil, completamente plana. E não sei se era por ser feriado e dia de Ano Novo, não apanhámos trânsito nenhum. Os 41 Km desta secção fizeram-se bem e rapidamente (de lembrar que saímos do Entroncamento já quase às 12h).

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Quase a chegarmos a Alpiarça, passámos na praia fluvial do Patacão (não há placas a sinalizá-la!), junto a uma antiga vila piscatória (1950 até aos anos 80), de casas de madeira em estacas, para resistirem às cheias de Inverno, entretanto abandonada e degradada. Bem, esta praia é um sítio lindo. Não se ouvia nada. O sol brilhava e estava “quase” calor. Abancámos para almoçar, e depois ficámos ali a apanhar sol um bocado e a desfrutar do silêncio e da beleza do local.

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Entretanto seguimos rumo a Alpiarça, atravessámos a vila e fomos pernoitar ao parque de campismo, onde já tínhamos estado em Junho de 2016, noutra cicloescapadinha com amigos. Chegados lá com a luz da golden hour é mais fácil tudo parecer bonito, mas é efectivamente um sítio lindo. E permitem cães, o que para nós, com a Mutthilda, era fundamental.

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Entrámos mas não encontrámos ninguém, o parque parecia estar vazio, e não havia ninguém na recepção. Demos uma volta pelo parque, e entretanto notámos uns bungallows na encosta, e estava lá um senhor.

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Metemos conversa em inglês, ele não falava português. Disse-nos que os donos viviam lá e deveriam andar por ali. Mais tarde soubémos que era um francês que vivia ali permanentemente, embora de vez em quando desse uma volta por aí, na sua autocaravana.

Sentámo-nos nuns bancos tipo miradouro e apreciámos a paisagem e a luz do fim de dia, antes de tratarmos de montar campo.

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

A chatice de acampar nesta altura com este frio é que fica de noite antes das 18h, e nestes dias ficou mesmo muito frio, então uma pessoa quer é meter-se dentro da tenda e fugir ao frio, mas para isso janta logo e vai dormir, mas é super cedo! 😛 Tipo, vamos dormir às 20h e acordar às 5h da manhã? 🙂

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Usámos emprestada uma mesa e um toldo de uma roulotte ao lado (o parque estava vazio) e foi ali que preparámos o jantar e comemos (em pé, não havia bancos e não estava tempo para usarmos a mantinha do costume e piquenicar no chão). Estávamos praticamente às escuras porque eles não acenderam os candeeiros do parque (para acender um ou dois tinham que acender todos), mas para isso é que levámos os frontais, claro.

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Inicialmente até tínhamos pensado bivacar (ahahah) mas com melhor preparação para o frio. Felizmente mudámos de ideias e levámos a tenda e, pela primeira vez, levámos também duas botijas de água quente. 😀 Aventura e um pouco de desconforto, sim, claro, mas também não temos que ser estúpidos. 😛

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019
Fez mesmo muito frio durante a noite e de manhã. As botijas foram uma óptima ideia! A dada altura já de madrugada, ou manhã cedo, o Bruno trouxe a Mutthilda para o meio de nós (estava na caixinha, debaixo da asa da tenda, enrolada em capas e cobertores, mas mesmo assim não estava quente) – foi bom para ela e a nós também deu jeito, aqueceu-nos!

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Como disse, mesmo muito frio, tínhamos gelo na tenda e nas bicicletas!

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Esticámos o tempo na tenda de manhã, mas o nevoeiro não parecia ir levantar tão cedo. Levantámo-nos e tratámos de nos preparar para sair, depois de tomado o pequeno-almoço. As mãos doíam de tão frias. Procurámos algum refúgio no balneário, frio à mesma mas ao menos sem o nevoeiro a piorar tudo! Deu jeito ter o parque vazio e sermos os únicos hóspedes, tínhamos tudo só para nós.

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Entretanto, fui andando primeiro rumo à saída para fazer o pagamento na Recepção. Cold as fuck!, já referi? E notei a bicicleta com um comportamento estranho, que inicialmente pensei poder ser do piso, fofinho, coberto de caruma, etc. Rapidamente me apercebi que afinal tinha um furo na roda da frente. Bolas. É tão raro ter furos, e com este frio não vai ser nada fixe reparar. Voltei para trás para o balneário, onde o Bruno ainda estava. É sempre bom ter o Bicycle Repair Man como sidekick. 🙂

Já bastante atrasados, seguimos finalmente, pelo nevoeiro adentro, com o dono do parque e o tal residente a olharem para nós como se nós fôssemos malucos. E somos um bocadinho, sim. 🙂

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Mas depois, eventualmente, o céu abriu e o sol brilhou e ficou mais quentinho!

Em Fazendas de Almeirim procurámos um cafézinho (o Bruno tem uma certa adicção com café). Lá encontrámos um. A senhora era simpática, mas havia dois tipos a fumar lá dentro ao balcão (wtf?!) e eu queria sair dali o mais rapidamente possível. Viémos para a esplanada. Entretanto, já quase de partida, notamos as pessoas à janela a sorrir, viram o cão na bicicleta e ficaram enternecidas. 😀 A senhora vem lá de dentro com um pedaço de bife e dá-o à Mutthilda! Há cães com sorte. 🙂

Pedalámos mais um bocado e abancámos junto à Igreja de S. José da Lamarosa para almoçar. A praça estava em obras. Uma miúda, a Mariana, viu-nos a brincar com a Mutthilda e aproximou-se. Ficou lá o tempo todo a brincar com ela e a conversar connosco. Diz que vai para a escola de bicicleta, mas que é a única. Dissémos-lhe para continuar. 😉 Havia uma casa de banho num contentor e deu jeito, também para levar as marmitas lavadas. Lá bebemos mais um cafézito num café ao lado, para alimentar a economia local, e seguimos!

O nosso troço favorito foi a seguir a esta localidade, estrada em terra batida mas confortável, e paisagem linda.

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Ao longo da viagem ocorreu-nos que falta um produto no mercado, uma engenhoca qualquer para prender / manter – em segurança, sem risco de caírem para as rodas ou voarem – coisas a secar no guiador. 😉

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019 Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019
Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019 Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Uma ideia para um próximo CycleHack, eventualmente!

Entretanto, quase a chegarmos a Coruche, encontramos isto:

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Foi simpático. Não é que houvesse trânsito relevante naquela estrada, mas assim fomos mais descontraídos.

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

A ciclovia tem 8 Km e desemboca mesmo em Coruche. O nosso objectivo inicial era ir pernoitar, em modo wild camping, no Açude do Monte da Barca. Contudo, chegámos a Coruche já pouco antes do pôr-do-sol. Não conhecíamos o caminho para o Açude e não sabíamos o que iríamos encontrar, não tínhamos certeza de ter fuel suficiente, e sabíamos que fazer os quase 10 Km até lá já de noite e com um frio do caraças, e mesmo chegando lá ter que novamente fazer o jantar, etc, tudo às escuras e com temperaturas próximos de zero,… Resolvemos ajustar o nosso plano e procurámos um quarto para alugar para aquela noite. Afinal, a primeira noite, num parque de campismo escuro e deserto, já tinha tido uma vibe de microaventura / wildcamping. 😛

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

E assim fomos parar a um quarto da D. Mária (sim, Mária), no fim de uma subida que parecia uma parede. As casas em Coruche parecem ficar todas em encostas assim, com ruas directas, em vez de sinuosas e mais planas.

Este foi o nosso pequeno luxo desta cicloescapadinha. No dia seguinte, novamente uma manhã de nevoeiro não nos permitiu apreciar a vista lá para baixo para o rio Sorraia. O frio mantinha-se, mas lá seguimos nós!

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Não estavam as melhores condições para apreciar a frente ribeirinha e a vista, mas é capaz de ser um sítio bonito num dia de sol. Seguimos para Sul, rumo ao Açude do Monte da Barca, passámos as 7 pontes metálicas sobre o Sorraia (algum trânsito numa zona de difícil ultrapassagem), mais um bocadinho numa estrada mais movimentada e cortamos para uma estrada tranquila.

Entretanto, faltava encontrar um café, claro. 😛 Parámos no primeiro que encontrámos, alimentar a economia local, e repôr as doses de cafeína!

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

O caminho para o Açude parecia ter levado com um furacão, eram só árvores cortadas. Trilhos remexidos por máquinas e uma ou outra zona de lama, mas lá chegámos ao Açude!

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Um sítio lindo! Ficámos com vontade de voltar ali um dia, e a Coruche no geral.

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Depois de umas curtas voltas exploratórias, metemo-nos de novo a caminho. E apanhámos uma estrada boa em terra batida, na zona de protecção do Açude.

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Nestes 3 dias o cão pôde tirar a barriga da miséria de correr. 🙂

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Almoçámos num sítio com meia dúzia de casas, antes de chegarmos a Cortiçadas do Lavre. Pusémos a manta na relva e sacámos do almoço. Depois, cafézinho num minimercado ao lado!

O último troço, rumo a Vendas Novas, foi sempre a abrir, com algumas subidas, e uns carros de vez em quando. Estávamos com pressa, a ver se tentávamos apanhar o comboio anterior àquele para o qual já tínhamos bilhetes (e que era o último do dia). A ideia era, se nos fosse recusado o embarque podíamos ter tempo para desmontar ligeiramente a bicicleta do Bruno paracaber no seguinte, ou então pedalar mais 40 Km até Pinhal Novo e apanhar um comboio diferente, compatível com a Big Dummy.

Chegámos moídos mas com tempo suficiente para lanchar no parque e tudo.

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Pelo caminho até ao parque passámos por uma avenida com uma ciclovia pintada ora no passeio ora na berma da estrada.

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019
Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019
Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Boas intenções, mas má ideia, O Lugar dos Ciclistas é “no Meio da Estrada”:

Depois da pausa no parque seguimos para a estação. Estava deserta. Não havia bilheteiras, nem máquinas automáticas nem indicação de em que plataforma paravam que comboios. *sigh*

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Fomos ao café ao lado e disseram-nos que para Lisboa seria na linha 1, do lado da entrada da estação (a linha 1 dá para duas plataformas). Fica a dica!

Esperámos. Apareceram mais pessoas. E o comboio lá chegou. O revisor não disse nada, apenas “para sermos mais rápidos”. Fomos tão rápidos quanto possível. E a bicicleta coube! Deixámos o comboio arrancar e, com calma, passámos a longtail do “hall” para o interior da carruagem, manobrando-a ao alto. Mission accomplished! 😀

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Cicloescapadinhado Ano Novo | Janeiro 2019

Agora é pensar na próxima microaventura!

 

Formação gratuita em Leiria, Caldas da Rainha e Peniche

Ana Pereira @ Escola de Bicicleta

Publicado em 11/12/2018 às 19:07

Temas: A escola Código da Estrada Condução de bicicleta Caldas da Rainha formação Leiria Peniche segurança rodoviária U-BIKE

Amanhã e 5ª-feira vai haver uma nova formação nos campi do IPL, no âmbito do U-Bike IPLeiria, e esta será de entrada gratuita para a população em geral (sujeito às vagas, enviem email a confirmar a vossa presença e identificando a cidade para *protected email*).

Numa altura em que as polémicas nas redes sociais pelos eventos recentes em Lisboa com capacetes, pedelecs, trotinetes, EMEL, CML e PSP, revelam a dramática falta de entendimento destas questões, mesmo as mais básicas e acessíveis, por parte da população portuguesa (utilizadores de bicicleta incluídos), é de aproveitar a oportunidade de aceder a uma formação tão completa quanto esta, geralmente só disponível em Lisboa, nos cursos da Escola de Bicicleta da Cenas a Pedal.

 

Acção de formação avançada para condução de bicicleta na cidade

As 4 regras de uma condução segura e sua aplicação (tópicos como diferença entre olhar e ver, e entre ser visível e ser visto, ângulos mortos dos veículos, do ambiente e do condutor, bolha de segurança, posicionamento na via, formas de comunicação, a influência da percepção do risco no comportamento, etc).

Código da Estrada e as bicicletas (direitos, deveres, lacunas).

Análise de casos práticos do dia-a-dia (como evitar colisões com carros, peões, etc).

E também ergonomia, normas sociais, gestão de situações de conflito, manobras especiais, condução com chuva, bicicletas eléctricas, etc.

 

 

Esta formação é útil para qualquer pessoa que queira melhorar a sua experiência a andar de bicicleta, ou que queira perceber como conduzir melhor um veículo automóvel na proximidade de pessoas em bicicleta.

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O vento que dá nas canas do canavial

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 22/10/2018 às 17:09

Temas:

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Romana* saiu à rua num dia assim 
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota de suor pela face cai 
E um rio de adrenalina do peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a força dum ciclista de Portugal
E o som da pedaleira como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte que esta bicicleta rendeu

Teu sangue, ciclista, reclama outra estrada igual
Só olho por olho e dente por dente vale
A lei mudou as regras de quem circulou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há carros parados no chão
E por todos passam bicicletas duma nação...


* Romana é o nome da minha bicicleta :) 
 

Flying Pigeons : Pombos Voadores

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 17/08/2018 às 16:21

Temas: pombos

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Flying Pigeon (Chinese: 飞鸽; Pinyin: fēigē) is a Chinese bicycle company based in Tianjin, a direct-controlled municipality, in Northeastern China. More than 500 million Flying Pigeon PA-02 bicycles have been made since 1950, more, as of 2007, than any other model of vehicle. The next closest vehicle model is the Honda Super Cub motorcycle, which passed 60 million in 2008, and 100 million in 2017. https://en.wikipedia.org/wiki/Flying_Pigeon

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Fomos Há Volta!

Ana Pereira @ Escola de Bicicleta

Publicado em 31/07/2018 às 23:18

Temas: A escola Código da Estrada Condução de bicicleta Dicas para condutores de automóvel Pessoas Testemunhos clipping media polícia televisão

Este ano fomos de novo gentilmente convidados pela RTP para irmos ao programa Há Volta (ver minuto 31:37), desta vez com foco exclusivo no nosso trabalho na Escola de Bicicleta da Cenas a Pedal, particularmente com pessoas que nos procuram para aprender ou reaprender a andar de bicicleta.

Pediram-nos para levar um aluno para representar quem não sabe – ou não sabia! – andar de bicicleta. Convidámos a Rita, que está a graduar-se agora do nosso Nível 1, e ela teve a generosidade de vir connosco desempenhar este papel, e dar o seu testemunho.

 

 

Até andou um pouco na minha bicicleta “para a fotografia”. Mas não a puseram a fazer nada das coisas mais avançadas que ela já faz nas aulas, foi muito no relax. 😀

 

Ainda nos cruzámos com o Miguel, que veio de bicicleta com a boleia da Fertagus, que um pouco depois interveio também, para falar do Bike Buddy, o programa de mentorado da MUBi para novos utilizadores de bicicleta na cidade (vejam o minuto 10:05 da Parte 2, sim, imediatamente a seguir àquele comentário despropositado, nem parece que o movimento #metoo existe, mas enfim, deve ser da exposição exagerada ao sol e ao calor que esteve nesta manhã).

 

Depois, houve também a participação de uma subcomissária da PSP que respondeu a algumas questões acerca do Código da Estrada (min 15 da Parte 3). Contudo, e muito infelizmente, foi uma intervenção muito enviesada (focada quase só no que os ciclistas não podem fazer, sem vincar o que podem fazer, e sem focar o que os automobilistas, os elementos que trazem a ameaça ao espaço público, devem fazer e o que não podem fazer, particularmente ao cruzarem-se com ciclistas) – basta atentar ao momento em que à pergunta da apresentadora “quais os erros mais comuns?”, depois da pergunta “e da parte dos condutores, claro que têm, temos que ter, naturalmente, cuidado, mas há regras também que têm que ser respeitadas?“, a subcomissária se focar nos erros dos ciclistas, e não dos automobilistas. Perdeu-se uma excelente oportunidade de educar melhor os condutores de automóvel e melhorar a segurança rodoviária.

Não é por mal, estamos todos formatados para vermos o mundo num “nós vs eles” e o nós dominante conduz ou anda de carro, pelo que é esse o ponto de referência das pessoas.

 

Bom, contudo, não gostaria de deixar de completar e corrigir pelo menos duas coisas ditas pela sub-comissária, porque são fundamentais.

Uma é a questão das rotundas. Ao contrário do que foi dito, ao conduzir uma bicicleta, circular pelas vias interiores das rotundas, e não pela via exterior, não é um erro nem uma infracção ao Código da Estrada. Os condutores de bicicleta, tal como os de veículos pesados, têm a opção, extra, facultativa, de fazer as rotundas todas por fora, mas não são a tal obrigados!! É mais perigoso e não deve ser feito de ânimo leve.

 

 

Artigo 14-A

1 – Nas rotundas, o condutor deve adotar o seguinte comportamento:

a) Entrar na rotunda após ceder a passagem aos veículos que nela circulam, qualquer que seja a via por onde o façam;

b) Se pretender sair da rotunda na primeira via de saída, deve ocupar a via da direita;

c) Se pretender sair da rotunda por qualquer das outras vias de saída, só deve ocupar a via de trânsito mais à direita após passar a via de saída imediatamente anterior àquela por onde pretende sair, aproximando-se progressivamente desta e mudando de via depois de tomadas as devidas precauções;

d) Sem prejuízo do disposto nas alíneas anteriores, os condutores devem utilizar a via de trânsito mais conveniente ao seu destino.

2 – Os condutores […], de velocípedes e de automóveis pesados, podem ocupar a via de trânsito mais à direita, sem prejuízo do dever de facultar a saída aos condutores que circulem nos termos da alínea c) do n.º 1.

3 – Quem infringir o disposto nas alíneas b), c) e d) do n.º 1 e no n.º 2 é sancionado com coima de € 60 a € 300.

 

Quanto à ultrapassagem de pessoas em bicicletas, os condutores de automóvel, nomeadamente, devem fazer 3 coisas. Além de manterem pelo menos 1.5 m de distância – que a subcomissária referiu, devem ocupar (ou seja, passar totalmente para) a via adjacente à esquerda, como fariam com qualquer outro veículo (não interessa que as bicicletas sejam mais estreitas), e devem abrandar.

 

 

 

Artigo 11

3 – O condutor de um veículo não pode pôr em perigo os utilizadores vulneráveis.

4 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 60 a € 300.

Artigo 38

1 – O condutor de veículo não deve iniciar a ultrapassagem sem se certificar de que a pode realizar sem perigo de colidir com veículo que transite no mesmo sentido ou em sentido contrário.

2 – O condutor deve, especialmente, certificar-se de que:

aa) A faixa de rodagem se encontra livre na extensão e largura necessárias à realização da manobra com segurança;

bb) Pode retomar a direita sem perigo para aqueles que aí transitam;

cc) Nenhum condutor que siga na mesma via ou na que se situa imediatamente à esquerda iniciou manobra para o ultrapassar;

dd) O condutor que o antecede na mesma via não assinalou a intenção de ultrapassar um terceiro veículo ou de contornar um obstáculo;

ee) Na ultrapassagem de velocípedes ou à passagem de peões que circulem ou se encontrem na berma, guarda a distância lateral mínima de 1,5 m e abranda a velocidade.

3 – Para a realização da manobra, o condutor deve ocupar o lado da faixa de rodagem destinado à circulação em sentido contrário ou, se existir mais que uma via de trânsito no mesmo sentido, a via de trânsito à esquerda daquela em que circula o veículo ultrapassado.

4 – O condutor deve retomar a direita logo que conclua a manobra e o possa fazer sem perigo.

5 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 120 a € 600.

Artigo 145

1 – No exercício da condução, consideram-se graves as seguintes contraordenações:

ff) O desrespeito das regras e sinais relativos a distância entre veículos, (…), ultrapassagem, mudança de direção, (…)

 

Por favor não dependam só do que as autoridades vos vão dizendo acerca dos vossos direitos e deveres enquanto condutores de bicicleta, pois as forças policiais não têm formação especializada nisto, e dão frequentemente informações pouco claras, incompletas ou mesmo incorrectas. Consultem os decretos-lei, sim, mas não se fiquem por aí, pois o CE não ensina a conduzir.

Façam algo por vós próprios, inscrevam-se nos nossos cursos ou palestras! Ou pelo menos leiam umas coisas, vejam uns vídeos, (há tanta coisa boa na net!), munam-se de conhecimentos, reforcem competências. Dêem bons exemplos. Tenham viagens mais tranquilas. Mantenham-se mais seguros!

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Testemunhos de alunos: Bia Sobral

Ana Pereira @ Escola de Bicicleta

Publicado em 25/07/2018 às 15:52

Temas: Pessoas aprendizagem escola formação testemunhos

A história da Bia demonstra bem o impacto que a bicicleta pode ter na vida de alguém, e que estamos sempre a tempo de ser mais felizes! 🙂

Eu tinha 53 anos quando me inscrevi. Frequentei as aulas de bicicleta durante 3 meses, todos os 12 domingos e desde o primeiro dia me senti realizada, segura de conseguir com a ajuda dos professores e dos colegas e orgulhosa de ter ultrapassado mais essa barreira chamada medo. Medo de não conseguir andar pelas ruas sem ter os pés no chão.

Hoje, quando digo que fui a uma escola para aprender a andar sobre as 2 rodas, as pessoas não acreditam e algumas até NUNCA OUVIRAM falar em tal coisa!

Comprei uma bicicleta, depois de 2 anos sem andar, e foi A MELHOR COISA que fiz! Vou com a “Bibita” pra TODOS os lados, ainda não para o trabalho pela falta de segurança do trajeto (nem o passeio há). Amo descobrir percursos, ciclovias, paisagens, jardins e parques e tirar fotos, dela (Bibita) e com ela.

Já fizemos (eu e a Bibita) desde o Cais do Sodré a Cascais, quando me disseram que havia já a ligação “direta” (não, NÃO HÁ!); fiz toda a ciclovia (onde havia) desde a Ameixoeira até Olaias; desde o Cais do Sodré, até ao Parque das Nações; da Ameixoeira ao Parque Extreme de Benfica; Saldanha/Campolide; Ameixoeira/ Campo de Golfe do Lumiar e hei-de fazer intercidades!

Se aconselho outras pessoas a terem aulas de bici? Claro que sim! Sempre que alguém diz não saber, não ter mais idade, ter vergonha, medo/receio e/ou falta de tempo dou a morada da “Cenas a Pedal” e digo com toda segurança: eu fiz e amei tê-lo feito!

Aprender a andar de bicicleta mudou radicalmente, a minha vida! Eu SEMPRE encontro tempo para dar umas pedaladas, então depois do trabalho… é um elixir para a alma e maravilhoso para a saúde, como é óbvio!

​ADORO, ADORO ADORO, a minha Bibita!
Parabéns e Obrigada, Escola de bicicleta “Cenas a Pedal” pelo carinho e o profissionalismo com que ensina a todos, crianças, jovens, adultos e até pessoas de 3ª idade a conduzir uma bicicleta!

ABIGAIL (Bia) SOBRAL

30 de Novembro de 2017

A Bia teve aulas de bicicleta connosco quando tínhamos um pólo em Campo de Ourique, no polidesportivo do CACO. Ficou em hibernação durante dois anos e depois decidiu-se a comprar uma bicicleta e a usá-la, e não mais parou! Mais recentemente juntou-se a nós num dos passeios Saia à Noite, uma iniciativa que visa encorajar mais mulheres a pedalarem à noite pela cidade, num registo de passeio e convívio entre mulheres.

 

passeio de bicicleta Saia à Noite

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Cenas a Pedal no “Uma Lisboa Ciclista”

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 10/07/2018 às 9:17

Temas: Clientes e amigos No ateliê Pessoas Web e outros Media Blogs clipping entrevistas

Acho que não nos apercebemos logo da publicação, há uns meses atrás, desta entrevista feita em 2016, ainda estávamos no atelier n.º 2, em Alvalade, pelo Artur Lourenço, do Lisbon Cycling-Uma Lisboa Ciclista.

Entretanto mudámos de freguesia (fomos para Marvila), e de formato de espaço (estamos num edifício de armazéns, não temos montra nem porta directa para a rua), mas continuamos a atender-vos como antes, por email e presencialmente por marcação prévia, para vos ajudar a encontrar a solução de cenas a pedal que procuram, e a apoiar-vos em tudo depois da encomenda feita. E claro que a oficina não é só para bicicletas compradas na Cenas a Pedal, basta marcar.

Obrigada ao Artur pelo interesse e pela partilha, e por contribuir também com o seu blog para construir uma Lisboa Ciclista cada vez mais forte, e interessante! 🙂

Se ainda não o fizeram, espreitem o blog e as fotos lindíssimas que o Artur publica de pessoas, lugares, viagens e eventos de bicicleta em Portugal e nos estrangeiro!

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Cãovívio a Pedal, p’l’A Casa da Bicicultura

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 2/07/2018 às 23:12

Temas: Eventos necessidades especiais Produtos CaP Videos cães fundraising

Como talvez já tenham reparado, a nossa cadela de 12 Kg, a Mutthilda (mutt = rafeiro, hilda = mighty in battle, logo, Mutthilda, mas lê-se Matilda!) vai connosco para todo o lado de bicicleta. No dia-a-dia e nas férias, na cidade e no campo, no Verão e no Inverno, em plano e e a subir e descer, desde as 8 semanas de idade.

Não nos passaria pela cabeça deixar de ir de bicicleta para a podermos levar, ou não a levarmos para podermos ir de bicicleta. Quando dá para ela ir a correr ao nosso lado, soltamo-la, quando não dá (ou não é recomendado sob pena de ela colapsar de tanta correria acumulada), vai à boleia.

Desde o início que levar um cão na bicicleta foi sempre algo que apanha as pessoas de surpresa e lhes põe um sorriso na cara, põe-se a acenar, a fazer-lhe festas, é a loucura. 🙂

Já a levámos em cestos, transportadoras e atrelados. Cestos dianteiros, cestos traseiros. Uma transportadora presa ao deck da longtail Surly Big Dummy do Bruno com umas Rok Straps. Um atrelado gigante de duas rodas, um atrelado de uma roda. Dois cestos diferentes presos ao guiador. Um cesto traseiro fixo ao tubo do selim, outro alongado fixo ao porta-bagagem traseiro, e outro também fixo ao porta-bagagem traseiro mas com um adaptador. Etc. Basicamente andámos a testar o catálogo todo de soluções para transporte de cães. Digamos que temos alguma experiência nisto. 🙂

Já para não falar nela, mais versada em cenas a pedal do que a maior parte dos ciclistas, dado que já andou em bicicletas de touring, bicicletas eléctricas, longtails, recumbents / reclinadas, bakfietsen, tandems e, claro, atrelados! 😀

Circe Morpheus

Por tudo isto, e porque é sempre bom socializar os cães e socializarmo-nos a nós próprios, vamos estar batidos no Cãovívio a Pedal do próximo domingo dia 8 de Julho, em Lisboa, um evento de FUNdraising para a constituição d’A Casa da Bicicultura. Nesse dia esperamos também estrear uma outra solução de transporte para a Mutthilda, uma espécie de cadeira como as dos miúdos. 😀

Esperamos ver-vos também por lá. Vai ser muito fixe!

Programa do Cãovívio a Pedal:

16h-17h30: encontro, convívio e actividades com a Mutts no Jardim do Campo Grande, junto ao parque canino.

17h30-19h: passeio de bicicleta Campo Grande – Alvalade – Lumiar – Campo Grande.

19h30: foto de grupo, fim do encontro no jardim do Campo Grande.

 

Não tens ainda solução para levar o teu cão na bicicleta? Então vem só à parte do encontro. Além do convívio, terás oportunidade de ver as soluções de transporte dos outros participantes, trocar ideias, quem sabe fazer uns test rides.

Além disso, teremos a colaboração da Raquel e do Pedro, os treinadores da Mutts, que gentilmente aceitaram o nosso convite para virem dar-nos umas luzes de como moldar o comportamento dos cães usando técnicas de reforço positivo, não só para os passeios de bicicleta como no dia-a-dia no geral.

Não percas esta oportunidade!

Este é também um evento de angariação de fundos para a Casa da Bicicultura. A participação é livre, mas apelamos a que contribuas com um donativo ao teu critério que ajude a Bicicultura a cobrir os custos da sua fundação oficial – vê como mais abaixo.

Queremos multiplicar estes encontros, e tornar mais fácil aceder a soluções como estas para cães na bicicleta, com a futura veloteca da Casa da Bicicultura! Vem daí! 🙂

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