O que é que tens planeado para as férias do Verão?

Ana Pereira @ Viagens a Pedal

Publicado em 28/04/2018 às 22:23

Temas: férias Grandes viagens relatos rotas e destinos sonhos viagens

Só há uma coisa melhor do que andar de bicicleta no dia-a-dia, para ir para o trabalho, às compras, ter com amigos, o que for. É andar de bicicleta a viajar nas férias! Nós por cá somos grandes fãs de viagens a pedal, como já terão reparado. E há uns tempos começámos a pensar numa coisa mais épica (à nossa escala), fazer a Estrada Nacional 2, 739 Km que cortam Portugal a meio, na vertical, ligando Chaves a Faro, «atravessando 35 concelhos, passando por 11 cidades, atravessando quase todos os mais importantes rios portugueses, serpenteando por 5 serras, e passando por 4 classificações Património Mundial da UNESCO».

E este ano foi publicado um guia para isto, “Portugal de Norte a Sul pela Mítica Estrada Nacional 2“. 🙂

guia estrada nacional 2

Do que temos encontrado, a malta costuma fazer isto em 5 a 7 dias. Encontrámos relatos do António, da Isa, um vídeo do Rui. Mas nós não somos atletas. E viajamos com um cão, que precisa de correr e brincar amiúde. E gostamos de parar e de explorar, e brincar nós próprios. 🙂 Seria fixe fazermos tudo de uma assentada, mas para tal precisaríamos de pelo menos 2 semanas para fazer a cena ao nosso ritmo. Idealmente 3. Não é trivial.

Vamos ver. É bom ter sonhos. Faz-nos levantar e caminhar todos os dias rumo a algo. 😉

Qual é o teu?

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Será surfar como andar de bicicleta?

Ana Pereira @ Escola de Bicicleta

Publicado em 25/04/2018 às 19:45

Temas: Aprender e ensinar aprendizagem risco surf

Estou a ter aulas para aprender a surfar.

Faço-o por interesse pessoal, mas a ideia agrada-me também pela forma como me permite aproximar-me da experiência dos meus alunos de Nível 1 nas aulas de condução da Escola de Bicicleta da Cenas a Pedal. Há vários paralelismos que se podem traçar entre as duas actividades, e queria sentir-me uma principiante numa actividade física que envolve equilíbrio, propulsão, técnica, navegação do espaço e gestão de riscos, para me pôr ainda melhor na pele deles. (Diga-se, tenho andado a aprender também, mas autodidacticamente e a passo de caracol, a andar de patins, para um paralelismo com rodas! 😀 )

A ideia de me enfiar no mar e aprender a surfar dá-me medo. É pior antes, quando estou para marcar cada aula (farto-me de hesitar), mas muito dele dissipa-se durante a própria aula, felizmente.

Dá-me algum receio não conseguir aprender, claro. Mas não tenho razão para crer que isso será um cenário plausível – sei (pela minha experiência de instrutora de bicicleta) que no máximo precisarei de mais aulas do que alguém mais novo, mais atlético, ou simplesmente menos cerebral, ou com um melhor instrutor!

Mas os meus medos são outros. Medo de cair mal e magoar-me, seja na água ou já na areia, ou sobre uma pedra. Medo de colidir com outro surfista. Medo de levar com a minha prancha em cima (ou a de outra pessoa) e magoar-me. Medo de atrapalhar-me e, mesmo que não me afogue, engasgar-me com água. Medo de ser apanhada num agueiro ou outras correntes e não conseguir desenrascar-me sem ajuda. Medo de encarar uma onda grande ao regressar ao mar, sem saber o que fazer à prancha a que estou presa. Medo de uma qualquer picada de um bicho aquático. Medo de torcer qualquer coisa, de uma luxação, whatever. Não só pela dor e chatice do incidente, mas pelas consequências posteriores – a forma como me poderá limitar no dia-a-dia e no que quero fazer, e na minha capacidade de trabalhar normalmente.

Tenho medo mas vou à mesma, porque sei que depois surfar vai ser muito fixe. Toda a gente diz isso e consigo senti-lo. Há-de ser como andar de bicicleta! 😀

Percebi hoje ao falar com uma amiga depois da aula, que as pessoas não pensam todas necessariamente em todos estes riscos – não é que não se preocupem com eles, só não sabem ainda da sua existência. Ela, que não faz surf mas que anda de bicicleta no dia-a-dia, disse-me que, pensando em iniciar surf ou bicicleta, teria mais medo da bicicleta!

Contudo, agora que tenho a experiência de andar de bicicleta, de ensinar a andar de bicicleta, e de aprender a fazer surf, foi-me difícil perceber esta perspectiva. Até ela me dizer que nunca tinha pensado na maior parte dos receios do surf que listei acima. 🙂

Eu penso! Isso não me impede de ir à mesma, mas leva-me a ser cautelosa, e a valorizar bons instrutores e boas condições de aulas. Tendo já tido “primeiras aulas” com 4 instrutores diferentes em 2 escolas, vi a diferença que faz na minha segurança, na minha aprendizagem e na forma como me sinto durante as aulas.

Comecei a pensar, “será que as pessoas que nos procuram também se sentem assim quando iniciam as aulas?”.

Da minha observação, penso que as pessoas empolam o medo e os riscos da bicicleta na fase mais inicial, de perceber o equilíbrio rudimentar e manusear a bicicleta. Contudo, esses riscos estão fortemente dependentes das condições da aprendizagem, da bicicleta, do local, do método e da psicologia do instrutor. Na nossa escola reduzimo-los a quase nada. Mas as pessoas vêm a pensar que vai ser como viram irmãos, amigos, ou até filhos, a aprender, com muitas quedas pelo meio, medo, falhanços e frustrações. Não sabem que os que efectivamente chegaram a aprender pelo menos o básico, não aprenderam por causa das quedas e das ajudas tipicamente bem intencionadas mas mal capacitadas que tiveram, mas apesar delas.

Por outro lado, as pessoas subestimam largamente os riscos da bicicleta na fase pós-iniciação básica, básica. Já se equilibram razoavelmente a direito a curvar, já arrancam e páram e voilá, acham que já aprenderam e que “agora é só treinar”. Desconhecem por completo tudo o que é preciso aprender a fazer para efectivamente usar a bicicleta de forma segura, confortável e eficaz, e quanto tempo isso pode levar em modo auto-didacta (principalmente se só pegamos numa bicicleta de vez em quando). Já para não falar no facto de podermos andar anos e anos a andar regularmente de bicicleta e nunca chegar a aprender a assegurar ergonomia na bicicleta, a distribuir correctamente o peso na bicicleta para manter o equilíbrio e o controlo em todas as situações, a usar os travões de forma segura, a transpôr obstáculos, a usar as mudanças a nosso favor, etc, etc. (Nem falo na condução propriamente dita, claro.)

Percepções distorcidas do risco contribuem para que muitas pessoas nem se atrevam a tentar aprender a andar de bicicleta com profissionais, por não se aperceberem que pode ser super seguro e eficaz, e para que muitas outras não procurem desenvolver melhor as suas competências depois do eureka do equilíbrio, por não saberem os riscos que correm ao lançarem-se ao mundo real mal preparados. É realmente uma pena. Mas para as outras, estamos cá!

Quanto a mim, o surf e a bicicleta, se tudo correr bem, espero daqui a uns tempos ser eu de prancha na bicicleta até à praia, e não só os meus clientes da loja. Espero é que a CP me continue a deixar apanhar boleia nos seus comboios até Carcavelos e afins, com bicicleta e prancha… 🙂

 

CSR Mini

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IV Braga Cycle Chic

Braga Ciclável @ Braga Ciclável

Publicado em 24/04/2018 às 16:31

Temas: Eventos ACB Associação Comercial de Braga Bicicleta Braga Braga Cycle Chic Cycle Chic educação EERB Escola de Educação Rodoviária de Braga Go By Bike IV Braga Cycle Chic passeio Virgu

A IV edição do Braga Cycle Chic irá realizar-se no dia 5 de maio de 2018, com partida prevista para as 15h00 da Praça da República. O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, vai mostrar mais uma vez que é possível pedalar na cidade usando roupa do dia-a-dia.

Esta edição do Braga Cycle Chic tem como parceira a Escola de Educação Rodoviária da Câmara Municipal de Braga que promove no mesmo dia, mas da parte da manhã, um debate intitulado “Segurança Rodoviária como um desafio Municipal”. Estes dois eventos marcam assim o Dia Mundial do Trânsito e da Cortesia ao Volante.

Para além de provar que é possível pedalar na cidade de Braga com roupa casual, um dos objetivos do Braga Cycle Chic é também promover o comércio local. Teremos alguns pontos ao longo do percurso que nos irão receber, sendo que para isso contamos com o apoio da Associação Comercial de Braga.

Um sábado à tarde a passear com estilo, de bicicleta, pela cidade de Braga com paragens para recarregar energias, é a proposta da Braga Ciclável para o dia 5 de maio.

Recordar que na última edição foram mais de 250 pessoas a participar no evento.

A Escola de Educação Rodoviária e a Go By Bike emprestam ainda bicicletas para quem se quiser inscrever e não tiver bicicleta. No entanto, o número de bicicletas para empréstimo é limitado, pelo que aconselhamos a trazer a sua bicicleta.

ATENÇÃO: inscrição gratuita mas obrigatória: ivbragacyclechic.eventbrite.pt

IV Braga Cycle Chic - cartaz

 

fotocycle [226] dois adultos, três crianças e o bobi…

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 23/04/2018 às 14:04

Temas: fotocycle bikepackers ciclistas no mundo cicloturismo crianças e bicicletas familia a pedais fotografia fotopedaladas mobilidade motivação Portugal bikepacking testemunho

… o cicloturismo em contexto familiar.

 

can’t miss [189] mundoportugues.pt

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 20/04/2018 às 11:12

Temas: can't miss it 1 carro a menos ciclismo cicloturismo coisas que leio história mobilidade motivação outras coisas partilha

A história do cicloturismo em Portugal

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“O Cicloturismo (passeios turísticos em bicicleta com os amigos, com a família ou individualmente) constitui uma atividade lúdica, recreativa e desportiva que contém uma filosofia de comunhão com a natureza e de respeito pelo ambiente. Os cicloturistas sempre privilegiaram, ao longo dos anos, regiões de grande valor paisagístico, biológico e cultural.

Em Portugal, a partir de 1890, surgem pessoas que usam a bicicleta para deslocações turísticas, não havendo, no entanto, dados conhecidos sobre a sua evolução até aos anos 20. Nessa altura as voltas a Portugal em cavalo, de grande impacte popular e cobertura pelos jornais da época, eram acompanhadas também por cicloturistas.

O Cicloturismo ressurge nos anos 40 e 50 em Portugal pela mão de António Duarte Laureano que cria o Grupo “Os Quinze” – Lisboa, percorre o país e desenvolve as ideias do Cicloturista francês Velócio, fez palestras em várias academias culturais e sociedades recreativas, usando a bicicleta para percorrer o país nas suas deslocações. A polícia política confundiu, varias vezes, as suas atividades com ações políticas, tendo sido detido ao longo dos anos pela PIDE. Deslocava-se de bicicleta frequentemente nas suas viagens a Espanha e a França.” […]

Podes ler o artigo completo em https://www.mundoportugues.pt/a-historia-do-cicloturismo-em-portugal/ e saber mais sobre a história do cicloturismo no nosso país.

Bom fim de semana e boas pedaladas

 

Os buracos na estrada

Victor Domingos @ Braga Ciclável

Publicado em 31/03/2018 às 13:16

Temas: Opinião automóvel Bicicleta bicicletta Braga buracos na estrada cuidados distâncias partilha da via

Eles estão um pouco por todo lado. Umas vezes à mostra, outras vezes disfarçados sob um pequeno lençol de água. Por vezes no meio da estrada, mas muitas outras vezes junto à mesma berma para a qual alguns carros ainda teimam em tentar empurrar os ciclistas. Os buracos na faixa de rodagem são uma das armadilhas mais perigosas e mais frequentes nas nossas ruas, para quem anda de bicicleta.

Não há presidente de junta que não escute diariamente a sua dose de reclamações sobre este tipo de problemas, e estou certo que o departamento competente da Câmara Municipal também recebe a sua dose de desabafos. Mas hoje não venho falar do tempo que demora a tapar este ou aquele buraco, nem sobre os motivos que levam a que depois de tapado ele volte a surgir no mesmo local, ou o piso fique com lomba ou depressão.

Hoje venho somente alertar para a necessidade pragmática de estarmos atentos a eles. Quem conduz um automóvel sabe que tem bons motivos para se desviar. Uma direção desalinhada, uma jante danificada, um pneu descalibrado ou mesmo rebentado, são alguns dos riscos que acarreta uma eventual passagem distraída sobre eles.

Mas para quem anda em duas rodas, de bicicleta ou mesmo de moto, o risco é muito maior. Atravessar por cima de um buraco, mais do que meros danos materiais, pode significar uma queda.

O que fazer, então? Se vamos em cima de uma bicicleta, o primeiro a fazer é estarmos sempre atentos a tudo, incluindo ao estado do piso à nossa frente. É fundamental olhar mais para diante e antecipar este tipo de obstáculos, por forma a evitar a necessidade de uma manobra brusca. Como a maior parte das imperfeições no piso tendem a estar junto às bermas (e também por uma série de outros motivos que ficarão para outra conversa), é recomendável evitar circular encostados à direita. Em vez disso, é preferível e bem mais seguro manter como posição primária de circulação a parte central da via de trânsito (mas não necessariamente da faixa de rodagem!…), o que permite uma maior liberdade de movimentos para contornar esses obstáculos.

Por outro lado, quando vamos de automóvel, se encontrarmos um ciclista à nossa frente, devemos antever esse tipo de imprevistos, abrandar e deixar uma maior distância de segurança que nos permita sempre parar a tempo, mesmo que o ciclista caia de repente. Todos nós aprendemos essa regra no Código da Estrada, mas só nos lembramos realmente dela quando apanhamos um grande susto… o que é pena, pois, quando aplicada, permite evitar acidentes e salvar vidas.


(Artigo originalmente publicado na edição de 31/03/2018 do Diário do Minho)

 

A primeira vez que acampámos no quintal de alguém

Ana Pereira @ Viagens a Pedal

Publicado em 17/03/2018 às 9:43

Temas: campismo Famílias e crianças relatos cicloescapadinhas famílias Martinchel Outono quintal Tomar wild camping

Sexta-feira, feriado do 1º de Dezembro, 2017. Fim-de-semana prolongado. Previsões meteorológicas: um frio do caraças, mas sol e céu limpo! Vamos pedalar para um sítio qualquer e dormir onde calhar? 🙂 Ao partir ainda não sabíamos, mas acabou por ser a primeira vez que acampámos no quintal de alguém.

Era esse o plano, pedalar até algures e dormir onde desse. Convidámos os suspeitos do costume. Como sempre, a maior parte não pode por isto ou aquilo. O Gonçalo e os miúdos estavam disponíveis e alinharam. E eu convidei a Patrícia, que conheci mais recentemente, e que já sabia que curte estas cenas.

O plano

O Gonçalo propôs e a malta concordou:

Sexta-feira:

  • Comboio Regional das 9h35 até ao Entroncamento.
  • Pedalar até Vila Nova da Barquinha (5 Km) e fazer uma visita/paragem no Barquinha Parque, toda aquela extensão verde ribeirinha. (Para nós seria uma repetição, tínhamos andado por aqui num cicloescapadinha com outros amigos no Carnaval, uns meses antes.)
  • Pedalar até ao Castelo de Almourol (5 Km) e visitá-lo. Existe aqui um café fixe, com umas boas saladas.
  • Pedalar até ao Parque de Campismo de Castelo de Bode (14 Km). Percurso: https://goo.gl/maps/EtwWjb1qdXs). Tem uns bungalows muito em conta onde dá para ficar 6 pessoas. Dormir aqui. Parque de campismo fechado. Alternativa: wild camping em sítio a descobrir na altura!
Sábado:
  • Pedalar até Tomar (14 Km: https://goo.gl/maps/vdqhUXqiEHB2). Visitar o parque ribeirinho, o Convento e Castelo de Tomar, comer bem e barato nas ruas pedonais do centro histórico.
  • Apanhar o Comboio Regional de regresso para Lisboa ao final do dia.

A implementação

E lá fomos nós! Éramos 4 adultos, 2 crianças e 1 cão, 6 bicicletas (incluindo uma longtail, 1 pequena de criança – que às vezes ia no atrelado, tal como o seu dono – e uma dobrável) e 1 atrelado.

A Mutthilda fica sempre com medo que nós não a levemos, e então estaciona logo no seu lugar, enquanto arrumamos tudo, não vá o diabo tecê-las. 🙂

Ciclo-escapadinha Tomar

Apanhámos o comboio das 9h35 em Santa Apolónia, para não madrugar demasiado. Já aqui dissémos e repetimos: a co-modalidade bicicleta – comboio é fundamental à dinamização da mobilidade em bicicleta e do turismo em bicicleta em longas distâncias. Ainda bem que a CP tem melhorado progressivamente o serviço que presta ao seus clientes nesta área.

Ciclo-escapadinha Tomar

Chegados ao Entroncamento, havia um elevador, mas ainda assim optámos por acartar a bicicleta do Bruno e o atrelado do Gonçalo pelas escadas – já não me lembro bem, mas acho que o elevador era muito pequeno e havia alguma “fila”.

Ciclo-escapadinha Tomar

A primeira paragem foi no parque de Vila Nova da Barquinha, onde almoçámos.

Ciclo-escapadinha Tomar

E fizémos uma pausa.

Ciclo-escapadinha Tomar

Seguimos depois rumo ao Castelo de Almourol. Bebemos qualquer coisa no café em frente e prendemos as bicicletas umas às outras.

Ciclo-escapadinha Tomar

Descemos e fomos então visitar o castelo.

Ciclo-escapadinha TomarCiclo-escapadinha Tomar

Ciclo-escapadinha Tomar

Ciclo-escapadinha Tomar

A seguir, pusémo-nos a caminho de Martinchel, por onde tínhamos já andado em Fevereiro. Incluindo uma subida do caraças, onde tivémos que apertar um bocado com os miúdos. 🙂 Mas lá se fez novamente, e chegámos ao topo cansados mas quentinhos!

Ciclo-escapadinha Tomar

Ciclo-escapadinha Tomar

A partir dali a nossa missão era encontrar um sítio fixe onde montar as tendas e pernoitar.

A primeira vez que acampámos no quintal de alguém

Acabámos por bater à porta do Sr. António, quando vimos que o quintal dele parecia reunir as condições ideais. Ele estava ao telefone e tivémos que esperar um bom bocado. Mas lá nos abriu a porta e aceitou logo o nosso pedido. Foi muito simpático e até nos emprestou uma lanterna. Montámos o estaminé (tendas), e jantámos (comida fria que trazíamos nas marmitas, nham nahm!) e depois, seguindo as instruções do Sr. António, pedalámos 2 ou 3 Km até um cafézinho, onde fomos tomar uma bebida quente e passar um bocado ao “quentinho”.

Ciclo-escapadinha Tomar

Reconfortados, regressámos ao quintal do Sr. António.

Ciclo-escapadinha TomarCiclo-escapadinha Tomar

E fomos dormir, esperando não congelar durante a noite. 😀 Estariam uns 3 ºC naquela noite. Fomos prevenidos, mas ainda assim, não foi uma noite quentinha. Mas não fazia mal, era só uma noite de eventual desconforto, e não é aventura nenhuma se estivermos muito confortáveis!

De manhã, havia gelo nas tendas.

Ciclo-escapadinha TomarCiclo-escapadinha Tomar

Ciclo-escapadinha Tomar

Mas felizmente estava sol. Pusémos as coisas a secar, estendemos uma manta no chão, na beira da estrada em frente (ao sol!) e tomámos o pequeno-almoço. O Sr. António até nos trouxe umas torradas! E ficou ali a conversar connosco e a contar-nos história da vida dele. Trouxe-nos os álbuns de fotografias, falou da tropa, da guerra, da família…

Ciclo-escapadinha Tomar

Viúvo, e com os filhos emigrados ou longe, expressou alguma tristeza com essa solidão e afastamento. Mas é independente e autónomo, e tem uma vida social e cultural preenchida, pareceu-nos, o que é muito bom!

Ciclo-escapadinha Tomar

Ficámos felizes por lhe fazer companhia, alegrar o fim-de-semana, e proporcionar-lhe também mais uma história para contar. Aqui há umas semanas enviámos-lhes uns postais! 🙂

Foi a primeira vez que acampámos no quintal de alguém. Já podemos riscar essa da lista.

Lá nos despedimos do Sr. António e pusémo-nos a caminho de Tomar. Já era um bocado tarde. Passámos pela barragem de Castelo de Bode, e parámos um bocado depois para um almoço improvisado num café à beira da estrada. Continuámos depois até Tomar, mas sem muito tempo para ir ver monumentos.

Serendipity (felizes coincidências, encontros fortuitos)

Íamos nós a pedalar quando vemos uma cara conhecida da Cenas a Pedal, era o António com a sua Brompton. Parámos para dizer olá, quando nos lembrámos de que ele e a Eva tinham aberto recentemente uma mercearia bio em Tomar, que era justamente ali!

Pronto, estacionámos as biclas cá fora e entrámos, para dizer olá à Eva, ver a loja – Bio Thomar, e petiscar qualquer coisa.

Ciclo-escapadinha Tomar

Um espaço muito agradável! Se passarem por Tomar, não deixem de espreitar.

Ciclo-escapadinha Tomar

Quando estávamos a sair, para ir apanhar o comboio, fomos “apanhados” em directo pelo Luís, no seu vídeo de divulgação da palestra de alimentação saudável que ali ia ter lugar de seguida, dada pela Daniela. 🙂

E assim concluímos mais uma cicloescapadinha! Depois fomos na conversa o resto da viagem de comboio até Lisboa, uma das grandes vantagens de andar de comboio (isso e podermos levantarmo-nos e andar por ali).

Ciclo-escapadinha Tomar

Foi fixe. 🙂 Até à próxima!

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A subir

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 15/02/2018 às 8:30

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Cool

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 13/02/2018 às 8:45

Temas: Uncategorized Belém bicicleta bmx Cycle Chic Lisboa

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De pé

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 12/02/2018 às 9:34

Temas: Uncategorized bicicleta Cycle Chic girl Lisboa tejo

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