can’t miss [183] dm.com.br/cotidiano

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 21/11/2017 às 14:45

Temas: can't miss it 1 carro a menos bike to work Brasil ciclismo ciclismo urbano ciclistas no mundo cidades coisas que leio mobilidade motivação noticia outras coisas partilha testemunho

Diário de muitos ciclistas

O repórter que começa este diário compartilhado por muitos, inúmeros ciclistas de Goiânia: solidariedade e ativismo caracterizam movimento que não para de crescer (Foto: Arquivo pessoal)

[…] “Técnicos e gestores não pensam bicicletas no ambiente urbano e quando elas surgem chamam tanta atenção que se tornam “alvos” e sujeitos resignificados: pobres, vagabundos, otários e agora “bichas”, por usarem equipamento de segurança e roupas adequadas – e, sim, muitas vezes fashionistas.

Nas pedaladas, o ciclista tem a exata noção de seu papel no trânsito: exercitar, transitar, percorrer espaços de forma a impactar o mínimo possível o espaço urbano e o trânsito. Sobretudo, permitir que o exercício de sua cidadania não impeça o conjunto de direitos do outro.

“Reconhecer a bicicleta como modal é, antes de tudo, um desafio para a democracia nas cidades”, diz o sociólogo e cientista político Lehninger Mota. Ele afirma ao DMOnline que a reação dos ciclistas é típica das minorias críticas.”[…]

Natasha Rocha, deficiente visual, ao lado do marido Ricardo Veríssimo no “Na Bike com DV”: adrenalina, descoberta do ciclismo e da cidadania da mobilidade (Foto: André Costa)

Ciclistas de Goiânia, vêm a sua cidade e a sua mobilidade de forma diferente.
Os seus testemunhos num excelente artigo em: https://www.dm.com.br/cotidiano/2017/11/diario-de-muitos-ciclistas.html


 

das notícias

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 20/11/2017 às 12:47

Temas: divulgação Braga ciclismo urbano cicloturismo ciclovia cidades coisas que leio Ecopista do Tâmega noticia outras coisas partilha segurança rodoviária

Transportes e Cidadania’ chegou a quase cinco mil alunos do concelho de Braga

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“Sensibilizar os mais novos para a utilização dos transportes públicos e incutir-lhes boas práticas de segurança são os grandes objectivos do projecto que os Transportes Urbanos de Braga (TUB) retomaram a semana passada. ‘Transportes e Cidadania’, que vai na terceira edição, já chegou a quase cinco mil alunos, sendo que este ano lectivo é direccionado a todos os estudantes dos 5.º e 7.º anos de escolaridade das escolas do concelho.

Estas acções de sensibilização, planeadas e executadas pelos colaboradores dos TUB, já se iniciaram e são dirigidas a todos os alunos dos 5.º e 7.º anos de escolaridade, abrangendo, ao longo do ano lectivo 2017/2018, todas as escolas do concelho de Braga. […]”

(lê o artigo completo em http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=105933)

Falta de segurança na Ecopista do Tâmega

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“A Ecopista do Tâmega é uma ciclovia em Portugal que liga Amarante a Arco de Baúlhe passando por Celorico de Basto. Esta ciclovia foi construída aproveitando o canal do caminho-de-ferro da antiga Linha do Tâmega cuja circulação de comboios cessou em 1990.
A Ecopista do Tâmega tem bom piso bom e magnificas paisagens, e segurança?
Chegou-nos um relato de um utilizador que teve um acidente na Ecopista do Tâmega, devido aos pilares para delimitar a circulação na Ecopista a pessoas e bicicletas, mas tornam-se em verdadeiras armadilhas para os ciclistas. Aqui fica o relato de ‎Carlos Valente‎:
“Acham bem essas armadinhas brancas colocadas ao longo da pista? Já para não falar nos pedaços de tubos cortados em sítios onde removeram uma apenas e deixaram os restos dos tubos com 10cm de altura,verdadeiras ratoeiras para as rodas.
Porque não usam pilares que permitam a circulação dos ciclistas sem os atrapalhar e impeçam os automóveis?
[…]

(lê notícia completa em: https://bttlobo.com/falta-seguranca-na-ecopista-do-tamega/)

As 8 melhores cidades para conhecer de bicicleta

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“Cada vez mais as pessoas começam a procurar novas e mais práticas formas de conhecer os destinos para onde viajam e, por isso mesmo, são várias as cidades que ano após ano apostam em renovações e se tornam mais amigas dos ciclistas. Hoje em dia já não é difícil encontrar sítios com vias, pontes e caminhos dedicados a esta modalidade, mas algumas cidades vão mais além. Se pertence aos 96% dos portugueses que não gosta particularmente de conhecer os seus destinos de bicicleta, a momondo revela as cidades mais amigas desta modalidade que o vão converter. […]”

(lê artigo completo em: http://flagra.pt/noticias/sociedade/as-8-melhores-cidades-conhecer-bicicleta-51148)


 

espalhando as boas ideias, partilhando as boas acções

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 17/11/2017 às 23:11

Temas: divulgação 127 bicicleta coisas que leio espalhando as boas acções espalhando os bons exemplos motivação outras coisas partilha passe a publicidade pasteleiras e vintageiras Sr. Almerindo Sub 954

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Uma fotografia tirada por acaso resultou num sorteio solidário. Tiago Costa quer restaurar uma bicicleta “toda chamuscada” e doar o dinheiro angariado ao sr. Almerindo, o antigo dono que perdeu tudo nos incêndios de 15 de Outubro

Texto de Renata Monteiro

Uma bicicleta estava estacionada nos escombros da casa, em Arganil, Coimbra. O telhado da habitação, completamente consumida pelo fogo, tinha caído em cima da bicicleta. Tiago Reis encontrou-a quando andava com o sr. Almerindo, dono da casa e da pasteleira, a ver os estragos de um dos incêndios de 15 de Outubro último. Estava junto “a uma série de peças de ferro que o senhor ia, talvez, tentar vender à sucata”, conta. Sem pensar muito, fotografou-a.

Tiago não sabe o último nome do vizinho. É amigo há muitos anos da família que também tem casa na aldeia de Vale do Moinho onde, naquele dia, arderam cinco casas, duas de habitação própria, recorda. O que também não sabia é que ao publicar aquela fotografia no Facebook estava na verdade a arranjar quem ajudasse o vizinho depois de este ter perdido quase tudo o que tinha para o fogo.

A ideia veio de outro Tiago, Costa, dono de uma loja de restauro de bicicletas do Porto, a Sub 954. “Nem ela [a pasteleira] escapou… Pergunta ao dono quanto quer por ela que eu salvo-a e penduro lá na loja! Pelas circunstâncias merece uma nova vida!”, comentou na publicação. “Amanhã pergunto-lhe!”, respondeu-lhe Tiago Reis. No dia seguinte, disse-lhe o que tinha dito o sr. Almerindo: “Não quero nada, ofereço-lha, pode levá-la.” E Tiago Costa não aguentou. “Estamos a falar de uma pessoa de 80 anos que perdeu tudo: casa, carros, animais e material agrícola. Ficou com um porco, um cavalo e uma pick up velha. Foi isto que ele conseguiu salvar”, diz ao P3, à volta de uma bicicleta que começa a ganhar vida nas suas mãos.

O plano inicial — quando perguntou o preço — era restaurar a bicicleta, vendê-la e doar o dinheiro a uma organização de apoio às vítimas de incêndios. Mas quando Almerindo disse que lhe oferecia a pasteleira, a causa tornou-se pessoal. Decidiu “deixá-la como nova”, tal como o planeado, para depois a sortear. A ideia é entregar a totalidade do dinheiro angariado — juntamente com ração para animais e outros bens essenciais (que não sejam roupa, mobília ou electrodomésticos, pedem) — ao antigo dono da pasteleira EFS.

Para isso decidiu vender 200 números, dos quais já só restam cerca de 50, a dez euros cada. O objectivo é surpreender o sr. Almerindo e entregar-lhe as doações, em Arganil, entre os dias 15 (o prazo para participar no sorteio) e 20 de Dezembro. Tiago Costa gostava que fosse o antigo dono da “bicla” a sortear o nome do vencedor, caso este aceite, em directo para o Facebook.

Noticia P3 (http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/24974/incendios-como-uma-bicicleta-ardida-pode-ajudar-o-antigo-dono)


 

escritinho* [7] ora…

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 15/11/2017 às 12:43

Temas: escritinho bike to work ciclistas urbanos do Porto coisas que vejo fotografia fotopedaladas frase do dia Matosinhos motivação musicol outras coisas Sua Alteza

devagar, devagarinho

(* sem tirar nem por)


 

can’t miss [182] jn.pt

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 14/11/2017 às 12:45

Temas: can't miss it 1 carro a menos bike to work ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto cidades coisas que leio mobilidade motivação noticia opinião penso eu de que... Porto testemunho

O Jornal de Notícias trás hoje publicado um excelente artigo de divulgação das diferentes mobilidades da cidade, no caso testemunhos de quem não anda de carro no Porto. Desmistificando algumas ideias preconcebidas de quem só utiliza o automóvel nas suas deslocações, para e do trabalho, quatro testemunhos demonstram com o seu exemplo que a utilização de outros meios de transporte (a correr, de trotinete, em skate ou de bicicleta) são não só mais saudáveis, ambientalmente sustentáveis, mais económicos, como ajudam a criar medidas na redução do grande fluxo e como enganam o congestionamento automóvel na cidade. De uma forma simples, provam como é possível tornar-se menos dependente do automóvel, podendo-se usufruir de uma cidade diferente, de uma cidade viva e moderna.

Fintar o trânsito de trotineta, bicicleta ou a correr

Deixam o carro em casa porque não querem enfrentar o trânsito. Poupam tempo, paciência e ainda subtraem na conta do final do mês. Na cidade do Porto, há quem escolha ganhar qualidade de vida na ida para o trabalho. Vão de trotineta, bicicleta, de skate ou a correr, para evitar o carro a todo o custo. São apenas 16,5% dos portuenses, face aos mais de 60% que continuam a usar o carro como meio de transporte. […]

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(lê o artigo completo em: https://www.jn.pt/nacional/reportagens/interior/fintar-o-transito-de-trotineta-bike-skate-ou-a-correr-8913194.html)

Já agora, e aproveitando a oportunidade desde postal, volto à minha cartilha e deixo o testemunho diário de um ciclista urbano:

“Optar pela bicicleta para o trabalho, para os afazeres diários ou para um simples passeio, tem se tornado mais popular entre as pessoas. No Porto e arredores, apesar de diversas dificuldades enfrentadas pelos ciclistas, os exemplos multiplicam-se a cada dia.

É o meu caso. Todos os dias, após o pequeno-almoço, saio de bicicleta para o trabalho. A saudável rotina de pedalar até ao centro da cidade, faça sol ou faça chuva, já dura há vários anos. A minha residência dista cerca de quatro quilómetros do meu local de trabalho e para chegar ao serviço levo aproximadamente 15 minutos, nas calmas. Além de poupar tempo, o uso da bicicleta tem outros inúmeros benefícios. Ao optarmos pela utilização diária da bicicleta para o trabalho, pensamos na nossa qualidade de vida, poupamos na carteira, contribuímos para o meio ambiente, e é menos um carro a circular na cidade. Ficar preso no trânsito, para além de um contratempo é burrice.

A minha escolha nem sempre é compreendida por algumas pessoas. Depreendo isso pela forma como alguns automobilistas me ultrapassam e viram à minha frente. Outros consideram que pedalar na cidade é bastante perigoso! Crêem que sou louco ao pedalar em dias de temporal! Além das actividades diárias na bicicleta, pedalo dezenas de quilómetros por semana por puro prazer. Acredito que se não fossem as dificuldades que enfrento muitas outras pessoas fariam o mesmo.

O número de automóveis que circula nas cidades aumentou muito. Os gestores municipais perceberam esse problema e olham agora para a bicicleta como uma opção válida de mobilidade. Bem ou mal, existem hoje mais ciclovias, há mais estacionamentos para bicicletas espalhados pela cidade, a legislação rodoviária reconheceu direitos à bicicleta e decretou deveres ao ciclista. Ainda há muitos buracos na estrada mas, mesmo assim, a pedalada vale a pena.”

 


 

Como estão as luzes da sua bicicleta?

Victor Domingos @ Braga Ciclável

Publicado em 11/11/2017 às 12:00

Temas: Opinião Bicicleta bicycle lights Braga lei luzes luzes na bicicleta pedalar na cidade refletores Segurança Victor Domingos

Com a chegada do Outono e a recente mudança para a hora de Inverno, deparamo-nos novamente com os dias mais curtos e a noite a chegar cada vez mais cedo. O que nos leva a reiterar o nosso conselho já habitual: por favor, usem sempre luzes e refletores nas vossas bicicletas, para vossa segurança e para segurança de todos!

A lei obriga a usar luzes à noite e em condições de pouca visibilidade, mas nestas coisas não é por obrigação legal que precisamos de agir – é mesmo para salvar a nossa pele. Andar de bicicleta sem luzes à noite ou de madrugada é um comportamento de risco, cujas consequências podem ser gravíssimas. As luzes da bicicleta, mesmo que não sirvam para iluminar o caminho, servem para sermos vistos no trânsito pelos outros condutores e, deste modo, prevenir acidentes.
E vale a pena lembrar que, mesmo que não tencione circular de noite, poderá surgir um imprevisto que obrigue a viajar a uma hora mais tardia ou com céu encoberto. As luzes e os refletores, juntamente com uma condução sempre atenta e defensiva, serão as suas melhores medidas de segurança.

Em qualquer loja de bicicletas, encontrarão à venda vários modelos de luzes para bicicleta, muitas delas até concebidas especificamente para uso urbano. Um bom conjunto de luzes faz todo o sentido, mas não tem de passar por um farol potente de BTT, daqueles que encandeiam e incomodam todos por quem passam. Para circular em zonas bem iluminadas da cidade, por exemplo, basta uma simples luz branca à frente e outra vermelha atrás (sem piscar, de preferência). De acordo com a lei, a bicicleta deve ter uma luz branca à frente e uma luz vermelha atrás, sendo que pelo menos a da frente deve ser fixa, ou seja sem piscar. As luzes podem ser a pilhas ou de dínamo, mas o importante mesmo é que funcionem bem e ajudem a ver e ser visto(a). Se usar luzes a pilhas ou de bateria, convém verificar se têm carga antes de sair de casa.

Os refletores, também eles obrigatórios, ajudam a tornar-nos visíveis para os outros condutores mesmo em situações em que as luzes não sejam suficientemente visíveis. O Código da Estrada estipula que devem ser utilizados dois refletores de cor âmbar em cada roda, mais um refletor branco à frente e um vermelho atrás.

Não há nada como usar diariamente a bicicleta como meio de transporte para todo o lado, seja para ir para o trabalho, para a escola ou universidade, para ir às compras, para tomar um copo com os amigos, ir ao teatro ou ao cinema, ou simplesmente para sentir a brisa fresca no corpo. Usando luzes e refletores, estamos a contribuir ativamente para que o possamos continuar a fazer por muitos mais anos.


(Artigo originalmente publicado na edição de 11/11/2017 do Diário do Minho)

 

O design adiado

Helena Gomes @ Braga Ciclável

Publicado em 8/11/2017 às 21:37

Temas: Opinião bicicletas Bicycle Network Bicycle Network Design Braga braga ciclável bragaciclavel Desenho da Rede Design Helena Gomes Novembro Rede Ciclável Revista Rua Rua

As cidades de hoje, se alguma vez quiserem ser cidades do futuro, têm de se desenhar de uma forma inteligente e ponderada. Braga, nos anos 80 e 90 fez exatamente o contrário e, até à data, ainda não se conseguiu reverter esse desígnio de cimento e tráfego. Há erros gravíssimos de design na nossa cidade que a levam ao terceiro lugar no que toca a cidades poluídas em Portugal – uma rodovia que se comporta como uma autoestrada, uma circular que deveria ser externa e que divide a cidade em dois, túneis que trazem o trânsito pesado ao centro da cidade -, estruturas que não podem ser demolidas de um dia para o outro, mas isso não pode servir de desculpa para a inércia e é isso que temos visto no que toca a Braga – um rol de boas intenções e bonitas promessas e muito pouco chegou às ruas da cidade.

Uma das primeiras regras do bom design é a identificação do problema e não me parece que o atual executivo olhe para o trânsito de Braga como um problema a resolver. Nos últimos anos fizeram-se estudos em cima de estudos, planos e reuniões, experiências pontuais nas semanas da mobilidade, mas, em quatro anos, vimos muito pouca ação. Se a primeira regra do design é a identificação do problema, a segunda, e mais importante, é a resolução do mesmo e a esse nível, as questões de tráfego em Braga em 2013 são exatamente as mesmas em 2017. Ainda temos, como em 2013, uma rede ciclável inexistente, os mesmos raros pontos de estacionamento de bicicletas, engarrafamentos às portas de todas as escolas, alta velocidade automobilística no centro da cidade, estacionamento caótico e uma rede de transportes públicos ineficiente. Tudo na mesma e longe daquilo que seria uma Braga do futuro.

Gosto de pensar que com tantos estudos e tempo para ponderar o problema, Braga terá um rede ciclável realmente bem desenhada, com intersecções que evitem a sinistralidade, que ligue os pontos estratégicos de forma a ser funcional, e não apenas a pista da moda, como tem ocorrido em tantas ciclovias das cidades portuguesas. Gosto de pensar que a rede ciclável desenhada pelo atual executivo terá como função alterar o paradigma de mobilidade da cidade, mas está na hora de pôr os planos em prática e não esperar mais uma legislatura para chegarmos ao futuro. É que o futuro, meus senhores, não é daqui a 20 anos. O futuro é hoje.

 

App Biklio: ir de bicicleta dá prémios

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 6/11/2017 às 23:45

Temas: Ciência e Tecnologia Clientes e amigos Eventos Incentivos Indústria e Consumidor Notícias Pessoas Vantagens & Parcerias apps comportamentos empreendedorismo social

App Biklio, o que é e para que serve

Quem se desloca de bicicleta pela cidade tem que lidar com alguns desafios, como encontrar estacionamento adequado e prático junto dos seus destinos. 

Um dos maiores desafios de qualquer negócio, principalmente dos pequenos, é primeiro fazer-se conhecer pelo seu público alvo, e depois atraí-lo ao seu espaço/serviço, e finalmente fidelizá-lo. 

A app portuguesa Biklio, cuja tagline é bike with benefitsyou benefit the community, the community benefits you (“bicicleta com benefícios – tu beneficias a comunidade, a comunidade beneficia-te a ti”), visa abordar estes dois problemas e aproximar a realidade portuguesa do comércio de rua com a realidade dinamarquesa, por exemplo.

Como funciona a app Biklio

Está a ser criada uma comunidade Biklio de espaços comerciais bike-friendly em que, a troco de visibilidade e fidelização de clientes, quem se desloca de bicicleta até eles é recompensado com descontos e outras ofertas, além de facilidade de estacionamento público ou privado em muitos casos. Este vídeo ilustra a ideia da Biklio:

A app instalada no smartphone detecta se fomos de bicicleta e no final de cada viagem (de pelo menos 500 metros!) ficamos elegíveis para reclamar os nossos benefícios juntos dos parceiros aderentes. Assim, somos incentivados a optar por um espaço comercial da rede face a um equivalente não pertencente à rede. Por outro lado, os espaços comerciais ganham visibilidade juntos dos utilizadores de bicicleta aderentes à app Biklio e incentivam-nos ao oferecer-lhes vantagens exclusivas.

Benefícios comuns:

  • estacionamento privado
  • bomba de ar
  • ferramentas de emergência
  • poder encher a garrafa de água
  • descontos
  • ofertas

benefícios biklio nas lojas

benefícios biklio no velocité café benefícios biklio na organik

A minha preferida é a oferta da 2ª bola de gelado no atelier Gelati, perigosamente perto dos nossos estaminés de bicicleta – armazém e oficina, e escola) 😛 e numa zona agradável junto ao rio e livre de automóveis, no Parque das Nações.

benefícios biklio no atelier gelati

Além disso, os dados (anonimizados) gerados relativamente aos padrões de uso da bicicleta por parte dos aderentes (tal como no caso das bicicletas Gira do bikesharing em Lisboa), poderão melhor informar decisões de políticas públicas de mobilidade em bicicleta (quais as rotas mais usadas por quem anda de bicicleta, por exemplo, etc, muito mais úteis do que os dados de contadores fixos).

No meu dia-a-dia eu dou preferência a um sítio onde tenha estacionamento seguro e prático à porta, ou onde possa mesmo entrar com a bicicleta no estabelecimento, principalmente para coisas rápidas como ir ao banco, à Wink, ao supermercado, à farmácia, aos CTT, etc. E entre duas ofertas equivalentes, preferiria votar com a carteira em negócios que discriminassem positivamente quem vai de bicicleta [nomeadamente face a quem vai de carro, pois é isso que interessa], claro, não só por mim, mas pela minha cidade e por todas as outras pessoas que nela vivem.

As pessoas e o futuro da Biklio

A propósito de pessoas, pelo menos duas (as que nós conhecemos) das que estão por trás da app Biklio, o João Bernardino e o João Barreto, são utilizadores de bicicleta como meio de transporte quotidiano já de longa data, e cicloactivistas muito dedicados.

as pessoas da app Biklio as pessoas da app Biklio

Se eles conseguirem desenvolver a aplicação além do seu tempo de vida no âmbito do projecto europeu TRACE em que foi criada, poderão entrar no campo do empreendedorismo social, usando uma actividade comercial para atingir um fim social. Tal como nós na Cenas a Pedal! 🙂 Desejamos-lhes toda a sorte do mundo para levarem a Biklio tão longe quanto possível!

A propósito, a app Biklio foi considerada uma das 150 startups mais promissoras de Portugal pela StartUp Portugal, e irá estar a ser divulgada na Web Summit, com o objectivo de validar o modelo de negócio e angariar parceiros e investidores.

E agora, o que vais fazer com esta informação?

E não deixes de participar no Web Summit Side Event da Biklio, é na 5ª-feira dia 9 de Novembro, às 19h na cervejeira Dois Corvosusa a app e pedala até lá para teres direito a 1 cerveja!

Vais ter a oportunidade de ouvir falar sobre o potencial das apps para o crescimento do uso da bicicleta – entre os oradores estão pessoas de outras apps, como a Horizontal Cities e a vonCrank (uma app britânica para chamar um Bicycle Repair Man lá do sítio!).

Web Summit Side Event Biklio Happy Hour

 

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UauBike TALK // Cyclehack

@ CycleHack Lisboa 2017 | Design, build, prototype, test

Publicado em 31/10/2017 às 19:29

Temas: cyclehacklisboa aveiro cyclehack

UauBike TALK // Cyclehack: tumblr_inline_oypckbYZIy1un66ed_540.jpg

Na sequência do gentil convite da Universidade de Aveiro, fomos lá no dia 25 de Outubro partilhar a nossa experiência de organização de duas edições do Cyclehack. Foi uma tertúlia muito participada e cheia de intervenções. Acho que em 2018 Aveiro junta-se à rede de cidades cyclehackers! :-)

 

Bikesharing sem docas

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 29/10/2017 às 21:51

Temas: Indústria e Consumidor Infraestruturas e urbanismo Notícias Políticas Transportes Públicos bikesharing Cascais dockless

No início deste mês escrevi sobre as 6 razões para aderir ao bikesharing em Lisboa. Apesar de já se verem docas nas outras zonas a cobrir por este sistema de 3ª geração, além do Parque das Nações, onde o serviço já está em funcionamento, as bicicletas ainda não apareceram. Agora entrou em funcionamento um bikesharing sem docas, em Cascais.

O bikesharing sem docas chegou a Portugal pelas mãos da chinesa ofo

Entretanto, em Cascais, que também tem um sistema de bikesharing, apareceram esta semana 50 bicicletas da ofo (o nome visa lembrar a forma de uma bicicleta), um dos gigantes chineses das bicicletas partilhadas sem docas que têm invadido cidades por todo o mundo.

Estes sistemas são uma espécie de full circle, pois voltamos aos primódios dos sistemas de bikesharing, surgidos na Holanda nos anos 60, em que as bicicletas eram deixadas “por aí” para quem as quisesse usar, pegando numa onde a encontrasse e deixando-a no final onde lhe conviesse. Nessa primeira encarnação rapidamente os furtos e o vandalismo acabaram com a ideia, hoje em dia a tecnologia ajuda a minimizar isso, e torna mais fácil localizar bicicletas livres. Portugal não chegou a ter estes sistemas de 1ª geração, mas teve um de 2ª geração, as BUGAs.

Aparentemente o bikesharing sem docas da ofo será integrado na plataforma MOBICascais. Ainda não vieram para Lisboa porque consideram que só quando tiverem bicicletas eléctricas (no final de 2017) é que estarão preparados para tal. 

Em Cascais, a Ofo está disponível com 50 bicicletas sem assistência elétrica e sem caixa de velocidades. Para utilizar o serviço, é necessário descarregar a app para iOS e Android. Ao abrir a aplicação, é apresentado um mapa da vila com as bicicletas disponíveis (estas estão equipadas com um sistema de tracking por GPS). Depois de carregar no botão para desbloquear, o utilizador tem de introduzir o número da bicicleta ou então ler o código QR exibido por cima da roda traseira. A seguir, a aplicação dá o número para desbloquear o cadeado da bicicleta. A partir daí, pode utilizá-la e deixá-la onde quiser. O pagamento é feito através do cartão de crédito.

 

Ou seja, é preciso um smartphone (com bateria) e wifi ou dados móveis, e não dá para pensar em grandes subidas com isto (não têm mudanças!). 

Por outro lado, há muito maior liberdade no sítio onde a estacionamos e devolvemos ao sistema (e, com sorte e escala/dimensão suficiente, maior facilidade em encontrar uma bicicleta disponível ao pé de nós quando a queremos).

Custa 1 € por cada meia-hora (e, dizem eles, vai haver um sistema de créditos). A Shifter diz que «se quiseres uma viagem grátis, podes utilizar o código Y03CfF».

Só não sabemos se será um sistema para ficar, uma vez introduzido por cá. Este tipo de bikesharing tem gerado grandes problemas noutras cidades, relacionado com a utilização desregrada de espaço público, e mesmo de abuso e de abandono de bicicletas no espaço público, e muitos questionam a sustentabilidade financeira destes sistemas…, sendo que se especula que o verdadeiro modelo de negócio não é o aluguer de bicicletas mas a aquisição e comercialização de big data recolhida dos padrões de utilizaçãodas bicicletas pelos utilizadores.

A minha esperança é que, a haver problemas de abuso do espaço público por cá isso sirva para despoletar uma conversa colectiva sobre a muito pior, mais perniciosa e omnipresente ocupação – legal e ilegal – do espaço público por automóveis privados

EDIT de 10/11/2017: A ofo veio à Web Summit falar disto tudo:

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