Hoje é dia de… MEGA Massa Crítica até Oeiras

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 29/06/2018 às 11:17

Temas: Causas Dias especiais educação Eventos formação Iniciativas causas palestras passeios


Em 2015 foi assim a Mega Massa Crítica de Verão!

‘Bora daí! Por uma ligação Lisboa-Oeiras mais fixe para quem vai de bicicleta.
Pssst! Não sabes o que raio é a Massa Crítica? Vê este guia.

E vamos, com a gentil colaboração da Coração Amarelo, conseguir levar o Manuel Costa Henriques, grande dinamizador da Massa Crítica e cicloactivista, a participar. Usando um dos triciclos da Coração Amarelo o ombro em recuperação do Manuel não será impedimento. 🙂 Poderão vê-lo a partir de Algés na Mega MC de hoje!

Circular de bicicleta na Marginal num grupo destes é fácil e confortável mesmo para quem anda pouco de bicicleta. Mas se queres andar à vontade de bicicleta por qualquer lado, de forma segura, e sem medo dos carros ou da estrada x ou y, e sem cair nas armadilhas específicas das vias segregadas, faz este curso. Temos um este fim-de-semana! Se não puderes fazê-lo todo, podes vir só à palestra sábado de manhã! Mais info e inscrições aqui.

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Wild Challenge Experience Plus

Ana Pereira @ Viagens a Pedal

Publicado em 10/06/2018 às 20:52

Temas: campismo microaventuras relatos rotas e destinos Condeixa-a-Nova corrida grutas prova viagens a pedal

No ano passado tropecei online no Wild Challenge. Fiquei logo a pensar “isto deve ser fixe“.

Mas correr não é a minha cena, nunca foi, e não me imaginava a ser capaz de ultrapassar aqueles obstáculos todos, a minha força de braços não é exactamente brilhante. Mas pensei “quem sabe um dia“.

Quando anunciaram uma prova para Maio de 2018, em Coimbra, com um novo “escalão”, o Experience, para quem quisesse “molhar os pés” no conceito, pensei “‘bora lá”. O Bruno alinhou também, embora ainda menos convencido que eu. Tínhamos 5 meses para nos prepararmos fisicamente para a coisa. Vamos apertar com os workouts em casa, e se calhar até começamos a fazer umas corridinhas de vez em quando. Ahahahah, o tempo voou e não mudámos nada nas nossas rotinas. Mas as intenções eram fortes! 😀 Mas decidimos ir à mesma. Não queríamos saber, se fôssemos os últimos, os tipos mais podres, que fosse. 🙂 Íamos experimentar.

Os nossos objectivos eram claros: divertirmo-nos, experimentar algo que nos parecia fixe e ver como nos dávamos, vencer o medo do fracasso e do desconforto, tendo como princípio fundamental evitar lesões, um luxo a que não nos podemos dar.

wild challenge

Para fazer render a viagem a Coimbra, decidimos fazer daquilo uma ciclo-escapadinha e uma microaventura. Então, seguimos para Coimbra no sábado ao almoço, com a mui estimada boleia da CP – sabiam que os Intercidades agora têm as zonas de bagagem e de bicicletas reformuladas? Embora entrar nas carruagens não seja super fácil, pelo desnível e pela largura das portas, a zona de bagagem está mais ampla, e agora é fácil ter as bicicletas e os alforges e afins todos no mesmo sítio e mesmo atrás de nós, o que dá outro nível de segurança e conforto. Parabéns e um obrigada à CP!

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Dá jeito para ir fazendo festas ao cão!

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Chegados a Coimbra pedalámos até à praia fluvial de Palheiros e Zorro, em Torres do Mondego. Temos sempre uns stresses / atritos com a cena das rotas, mas lá atinámos com um plano e seguimos. Como é nosso apanágio, metemo-nos por uns atalhos que pareciam muito má ideia, como trilhos com lama, bastante inclinados, e aparentemente pouco usados, mas que pareciam ser os mais directos, quer pelo MAPS.ME quer pelo feedback de uma senhora da zona que interpelámos para confirmar.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

“Se esta merda não vai dar a lado nenhum vamos ter que subir de volta por aqui! Tens MESMO a certeza?”

Mas depois revelaram-se boas apostas, pois levaram-nos para caminhos na natureza, sempre mais bonitos e agradáveis do que circular nos ambientes urbanos típicos de Portugal (asfalto, carros e mais carros, betão e pouco verde, pouca natureza).

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

A paisagem era bonita, ao aproximarmo-nos da praia, e começámos a ver as estruturas da corrida ao longo da margem. Estávamos quase! Agora vem a preocupação de “onde iremos pernoitar?”. “Será que há um sítio fixe ali?” “Será que ninguém nos vai chatear por montarmos a tenda por aqui?”

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Atravessámos a ponte provisória, mas tivémos o discernimento de voltar a pôr a Mutthilda no cesto, pois se ela caísse ao rio ia concerteza por ali afora com a corrente que parecia forte!

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Chegados ao local, e antes de abancar, fomos dar uma volta e espreitar as imediações. Metemos conversa com outros campistas, e montámos a tenda ao pé do bar e do estaminé do Wild Challenge, pernoitando ali.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

No dia seguinte, arrumámos tudo cedo. E fomos vendo os outros grupos a partir e a fazer os primeiros obstáculos.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

E fomo-nos preparando mentalmente para o esforço de algo a que não estamos habituados a fazer (correr, antes de mais, mas todos os outros obstáculos), o desconforto de andar vestido e calçado dentro do rio (até foi pacífico, meus ricos duches diários de água fria, grande condicionamento!), e o natural medo de falhar, de nos magoarmos, e até do ridículo (mas meus ricos 30’s, tudo isto é hoje em dia tão mais pacífico).

Antes da nossa hora de partida arrumámos as bicicletas e a Mutthilda no cesto, e deixámos tudo ali, torcendo para que ninguém nos roubasse nada, nem levasse o cão. 😉

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Fizémos a corrida. Sobrevivemos. Gostámos. Fizémos (ou pelo menos tentámos) quase todos os obstáculos. Divertimo-nos.

Wild Challenge Experience

A única foto de prova!

Voltámos e estava tudo lá, bicicletas, equipamento, cão. Ufa. Depois do almoço e banho, tudo pronto para zarpar. Mais ou menos.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

“São 16h. Ainda queres ir pedalar agora 40 Km sabe-se lá por que estradas?”

Metemo-nos à estrada lá para as 16h e picos, para a parte mais complicada do dia (dado o esforço da corrida e o tempo que sobrava): pedalar 40 Km, com muita subida, descobrimos depois, até às Buracas do Casmilo, onde queríamos pernoitar.

Começou logo para sair da praia, mesmo a doer. 😛

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Mas as vistas iam compensando.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Já sabemos que as subidas dão-nos as vistas, e as descidas. 🙂

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Encontrar um café ou uma mercearia é que foi uma missão difícil. Ao procurar, passámos por um clube desportivo típico, onde desporto há pouco. Este polidesportivo usado como parque automóvel é uma boa metáfora de Portugal.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Quase a chegar a Condeixa-a-Nova, vimos no mapa e faltava meia-hora para a nossa última esperança de encontrar um sítio aberto ao domingo onde comprar comida.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Corremos e chegámos a tempo de jantar pizza num Intermarché. Metemo-nos de volta à estrada com estômagos reconfortados, a temperatura estava fixe e, goddammit, nós haveríamos de dormir nas Buracas, mesmo que lá chegássemos às tantas.

E chegámos, quase à à meia-noite, como eu tinha previsto. 🙂 Um senhor que meteu conversa connosco à noite, aconselhou-nos a pernoitar ainda em Casmilo, ao pé do parque de merendas, pois as Buracas eram um local ermo, a 2 Km da povoação de Casmilo. Quando lá chegámos ainda considerámos essa ideia, mas não era por 2 Km. Pernoitar ali não tinha a mesma vibe que fazê-lo no vale mesmo. Seria a diferença entre acordar numa barraca no fim da rua e acordar numa tenda no meio da natureza. 😉

Avançámos pela estrada de terra batida, a descer. Chegámos lá e estava muito escuro e super silencioso. Não tínhamos rede de telemóvel (a cena do ermo…). Andámos com os frontais e às apalpadelas à procura de um local onde montar a tenda. Tivémos que “dobrar” as ervas numa zona, deram uma cama fofinha. Finalmente deitámo-nos para dormir, exaustos mas satisfeitos. E, depois de debelados alguns pensamentos negros tipo “e agora se um de nós se sente mal e precisamos de ajuda, como fazemos, sem telemóvel e a 2 Km da povoação mais próxima (e mesmo assim, minúscula)?…” Dormimos, e foi mais um dia em que celebrámos debelar catástrofes. 🙂

De manhã ouvimos um ou dois tractores a passar por nós, mas ninguém parou nem nada. O sol apareceu e a bicharada começou a dar sinal de vida, e o silêncio da noite deu lugar aos chilreares que esperávamos. Num domingo podíamos ter ali companhia, mas a uma segunda-feira, tínhamos as Buracas só para nós.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo Wild Challenge + Buracas do Casmilo Wild Challenge + Buracas do Casmilo Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Fomos dar uma volta e vê-las.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Oiçam só:

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Queríamos tomar o pequeno almoço numa, e gozar a vista, a experiência, o momento.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

E ainda dizem mal das segundas-feiras. You’re just doing them wrong. 🙂

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Depois arrumámos o estaminé todo e pusémo-nos a caminho de Pombal, onde apanharíamos o comboio para Lisboa.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Bem, toda a parte de descer do Casmilo até chegarmos ao IC2 foi espectacular. Bonitas paisagens, pelo campo, sem carros, e piso praticamente todo asfaltado. E descidas gloriosas, claro. Adoro descidas gloriosas em bicicleta. É como voar mas sem perder contacto com a terra. 😀

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Pronto, a segurar a máquina fotográfica não consigo ir tão gloriosamente, mas dá para terem uma ideia.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo Wild Challenge + Buracas do Casmilo

No IC2 apanhámos uma ciclovia a la Dinamarca.

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Ainda bem, porque pedalar ali teria sido uma porcaria dada a configuração da estrada e o nível e tipo de tráfego (muitos camiões).

Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Em Pombal almoçámos no jardim. A estação de Pombal não é má, tem cafetaria e WC, mas principalmente, tem um jardim público logo ao lado, com um WC público incrível, limpo, com todos os consumíveis, até um duche tinha!

Wild Challenge + Buracas do Casmilo Wild Challenge + Buracas do Casmilo

Depois tivémos é que secar 1h à espera do comboio, que sofreu um atraso não sei porquê. Mas pacífico, todos os problemas da vida fossem esses! 😉

Os dois ou 3 dias antes de partirmos são sempre emocionalmente desconfortáveis. “Se calhar não devíamos estar a fazer isto agora, não devia gastar dinheiro agora, devia ficar a trabalhar, vamos meter-nos numa prova – quem pensamos que somos?, ainda nos lesionamos, e se não conseguimos fazer os 40 Km naquele dia, onde dormimos?”, and on, and on, and on. Mas felizmente, insistimos e vamos, e ficamos sempre felizes por isso. Lidar com as dúvidas, a self-doubt, as inseguranças, os receios, o medo de sair da zona de conforto, o risco!, é fundamental para crescermos, e para vivermos vidas cheias, plenas, satisfeitas. Foram pouco mais de 48h, mas mais uma vez o paradoxo das férias deixou-nos com a sensação de que estivémos fora uma semana, a fazer o que mais gostamos: viajar de bicicleta. 🙂

Todas as fotos aqui.

 

O que uma bicicleta consegue fazer

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 4/06/2018 às 19:50

Temas: Crianças e Famílias Imagens Lifestyle e Cultura Pedelecs e e-bikes Pessoas Produtos CaP cenas em uso famílias

“Ah e tal que tenho que usar o carro na cidade porque tenho 3 filhos para levar à escola, e mais as bicicletas deles, e mais a mãe, e…”

J. e a sua nova e-Mundo

O J. é, como nós, um crente no mantra dos MythBusters, “if it’s worth doing, it’s worth overdoing!“. 😀 Aqui está ele com a sua nova bicicleta longtail Yuba Mundo, a partilhar connosco o que uma bicicleta consegue fazer.

J. e a sua nova e-Mundo

J. e a sua nova e-Mundo

J. e a sua nova e-Mundo

J. e a sua nova e-Mundo

E uma das voltas de estreia desta carrinha familiar de 2 rodas foi a Massa Crítica, à qual o J. conseguiu chegar a tempo pela primeira vez, desde que trocou o atrelado dos miúdos pela longtail. 

J. e a sua nova e-Mundo J. e a sua nova e-Mundo

Há coisa melhor do que ver as nossas #cenasemuso? ❤

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Foi fixe, o encontro, pá!

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 28/05/2018 às 18:54

Temas: Causas Clientes e amigos Crianças e Famílias Dias especiais Eventos Lifestyle e Cultura causas famílias passeios piqueniques

Éramos 60 pessoas (incluindo muitas crianças) e 2 cães ontem no passeio & piquenique Bicicultura / MUBi, o tempo estava fixe e a malta pedalou pela zona oriental, descobrindo novas rotas e novos parques verdes na cidade. No piquenique na Mata de Alvalade, confraternizou-se e passaram-se umas horinhas no relax. Foi uma oportunidade de rever amigos e caras conhecidas e de conhecer malta nova. E, graças à generosidade de quem acredita na importância deste projecto, angariou-se já algum dinheiro para a constituição da cooperativa! 🙂

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Passeio e Piquenique MUBi / Casa da Bicicultura

Estas e muitas outras fotos e vídeos podem ser encontrados aqui (incluindo as que o Bruno Mendes gentilmente nos cedeu para publicação). Mais fotos de outros participantes na página de Facebook do evento.

Se não participaram, não fiquem tristes, hão-de haver mais! 🙂

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Cunho Voador # Lisboa # Campolide # 01

rui henrique @ bicicleta voadora

Publicado em 27/05/2018 às 21:15

Temas: cidades lisboa

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Passeio de Bicicleta & Piquenique Bicicultura/MUBi!

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 23/05/2018 às 20:38

Temas: Causas Eventos Notícias activismo encontros passeios piqueniques

Não é fácil encontrar em Lisboa oportunidades de passeio e confraternização à volta da bicicleta como meio de transporte. Muitas vezes os passeios que há são para turistas estrangeiros ou são mais na onda do desporto, e as efemérides culturais e sociais escasseiam. 

Por isso, este domingo não se distraiam, venham pedalar e piquenicar com a malta fixe “das bicicletas”! 🙂 Uma oportunidade de conhecerem e confraternizarem com malta do cicloactivismo, e não só.

27 de Maio de 2018 | Passeio de Bicicleta & Piquenique Bicicultura/MUBi!

Passeio para encontro e convívio entre utilizadores de bicicleta, cicloactivistas, e outros fãs da cultura da bicicleta, e angariação de fundos para a constituição oficial da cooperativa Bicicultura

Encontro frente ao Vasco da Gama (Alameda dos Oceanos) às 11h.

Passagem pela Quinta Conde dos Arcos e Parque Urbano dos Olivais. Almoço em formato de piquenique (cada um leva as suas coisas e algo para partilhar) na Mata de Alvalade (há um quiosque com umas tostas fantásticas para quem prefira abastecer-se localmente) – entre as 13h e as 15h.

Arranque cerca das 15h para a 2ª parte do passeio, com passagem pelo Parque do Vale de Chelas, Parque do Vale do Fundão e Parque da Quinta das Flores, e ciclovia ribeirinha até voltar ao ponto de partida no Parque das Nações.

Público: aberto a todos, incluindo principiantes e famílias com crianças. Nós vamos levar a Mutthilda, claro. As distâncias não são nada de mais, e o ritmo será descontraído, para acomodar toda a gente e promover a conversa. 🙂

Inscrição: não há! A participação é livre e gratuita, é um encontro social. Mas um dos objectivos deste encontro, além do recreio e do convívio, é a angariação de fundos para ajudar a cobrir os 600 € de despesas da constituição oficial da cooperativa que alojará A Casa da Bicicultura.

Por isso levem o vosso donativo para meterem no mealheiro que irá passar de mão em mão. Todos os €uros ajudam. 🙂 

Vemo-nos lá?

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Pedalada Solidária – Eu Vou de Bicicleta

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 21/05/2018 às 18:31

Temas: Uncategorized Bela Vista bicicleta Campo Pequeno Cofidis Cycle Chic evento FPC/UVP fpcub Lisboa Rock in Rio

Em 2014 o Rock in Rio Lisboa desafiou-nos para um passeio, com o objetivo de mostrar que se pode ir bem de bicicleta até ao festival de música. Em quase todas as vezes que lá fui, foi de bicicleta que me desloquei. E acreditem que foi a melhor maneira de o fazer! (uma das vezes tive a triste ideia de ir de carro, e foi bem mais complicado!).

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Este ano, o Rock In Rio resolveu voltar a fazer um passeio, desta vez com um caráter solidário, e no qual a Cofidis também participa!

Assim, no próximo dia 27 de Maio de 2018 (Domingo), pelas 10h00, irá realizar-se um passeio até ao Rock In Rio, no espírito Cycle Chic. Uma calma volta pelo planalto de Lisboa, com um cariz marcadamente não-desportivo, mostrando que a bicicleta é um meio de transporte válido na cidade:

Um passeio para celebrar a bicicleta como meio de transporte, na cidade de Lisboa. Não é um evento desportivo, mas um passeio de bicicleta descontraído pelas ruas da capital. Assim, não é requerido qualquer equipamento para praticar “ciclismo” ou desporto em geral.
Dentro do estilo próprio de cada um, não se exige nenhum código de vestuário – clássico, casual, alternativo… a escolha é sua, mas sempre no espírito Cycle Chic.
O passeio em si, será por um percurso acessível a todos, com o objectivo de mostrar que para se andar de bicicleta em grande parte da cidade, não é necessário ser atleta. É um meio de transporte alternativo, mas que se quer preferencial – uma maneira rápida e conveniente para “ir de A a B”.
Sempre num ritmo descontraído, iremos prezar o convívio, mas sem descurar a segurança. Como acreditamos que a mesma não depende de equipamentos de segurança passiva, mas sim do modo como se circula, essa será a estratégia a seguir – fomentar a segurança ativa, baseada numa condução calma e defensiva.

A participação no passeio será gratuita, mas a inscrição é obrigatória para que os participantes estejam cobertos pelo seguro.

Ponto de Encontro: dia 27 de Maio de 2018, às 10h00 na Praça do Campo Pequeno.

TODOS OS QUILÓMETROS CONTAM

Ao pedalar estará a contribuir para uma causa solidária, pois cada quilómetro pedalado será convertido pela Cofidis em apoio a projetos de escolas de ciclismo e iniciação à bicicleta da Federação Portuguesa de Ciclismo e da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta.

Para isso, irão contabilizar o número total de quilómetros percorridos pelos participantes da Cofidis Pedalada Solidária, pelas pessoas que se desloquem de bicicleta para Rock in Rio Lisboa nos dias 23, 24, 29 e 30 de junho de 2018, e todos os visitantes do stand da Cofidis, instalado no festival.

O acompanhamento dos quilómetros poderá ser feito no período do Rock in Rio Lisboa, no stand da marca Cofidis.

Desta forma, e aproveitando as infraestruturas da cidade, a Cofidis e o Rock in Rio Lisboa convidam todos os interessados a participarem no evento e a deslocarem-se de bicicleta para o festival, utilizando o Bike Park, disponível no Parque da Bela Vista.

Mais informações e inscrições no site do evento: http://www.cofidispedaladasolidaria.pt

 

Fórum Parlamentar Segurança Rodoviária 2018

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 8/05/2018 às 19:35

Temas: Infraestruturas e urbanismo Leis e Códigos Mobilidade Políticas Segurança Videos governo política sinistralidade rodoviária

Hoje estivémos no Fórum Parlamentar Segurança Rodoviária 2018.

Fórum Parlamentar Segurança Rodoviária 2018

Procurámos intervir no Debate para chamar a atenção para o problema gritante da poluição automóvel nas nossas cidades, e a necessidade de agilizar a fiscalização sobre o estacionamento ilegal e sobre as manobras de condução perigosa.

Coisas positivas a apontar em particular:

A GNR – Guarda Nacional Republicana a recomendar a desmaterialização e digitalização dos processo de contra-ordenação (ser mais fácil e rápido multar), e criminalizar o excesso de velocidade como já é a condução com álcool no sangue (e nós acrescentaríamos também a condução em estado de fadiga extrema e privação de sono).

Divulgaram que só houve 4 pessoas fiscalizadas / autuadas por ultrapassagem ilegal a condutores de bicicletas…

Fórum Parlamentar Segurança Rodoviária 2018

A Prevenção Rodoviária Portuguesa defendeu também como uma das prioridades uma maior celeridade e agilização do processo de fiscalização e autuação (menos “garantismo”, uma melhor formação e examinação dos candidatos a condutores de automóvel, tornar públicos os relatórios das auditorias das vias, etc.

A ACA-M falou de mais além de estatísticas, mas do que está por trás e à volta da forma como desenhamos as cidades e como regulamos o acesso ao espaço público. De nada nos serve conseguir reduzir a sinistralidade rodoviária das crianças, por exemplo, se isso é conseguido à custa do seu sequestro do espaço público, da sua perda de autonomia e votação a um estilo de vida sedentário e sensorialmente e socialmente pobre.

A FPCUB – Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta também interveio falando mais destas questões macro, da importância de olharmos para a “bigger picture”, e de copiarmos os bons exemplos de outras cidades.

A MUBi interveio nas sessões de debate, tal como nós.

A resposta da Polícia Segurança Pública a uma questão sobre a autuação de condutores de automóvel que efectuam ultrapassagens ilegais a condutores de bicicleta mostrou bem que é fundamental haver mais e melhores canais de comunicação entre entidades e a sociedade civil. Precisamos de dialogar mais!

A primeira parte do Fórum foi gravada e disponibilizada online aqui. Fotografámos alguns slides mais interessantes, e estão aqui.

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O que é que tens planeado para as férias do Verão?

Ana Pereira @ Viagens a Pedal

Publicado em 28/04/2018 às 22:23

Temas: férias Grandes viagens relatos rotas e destinos sonhos viagens

Só há uma coisa melhor do que andar de bicicleta no dia-a-dia, para ir para o trabalho, às compras, ter com amigos, o que for. É andar de bicicleta a viajar nas férias! Nós por cá somos grandes fãs de viagens a pedal, como já terão reparado. E há uns tempos começámos a pensar numa coisa mais épica (à nossa escala), fazer a Estrada Nacional 2, 739 Km que cortam Portugal a meio, na vertical, ligando Chaves a Faro, «atravessando 35 concelhos, passando por 11 cidades, atravessando quase todos os mais importantes rios portugueses, serpenteando por 5 serras, e passando por 4 classificações Património Mundial da UNESCO».

E este ano foi publicado um guia para isto, “Portugal de Norte a Sul pela Mítica Estrada Nacional 2“. 🙂

guia estrada nacional 2

Do que temos encontrado, a malta costuma fazer isto em 5 a 7 dias. Encontrámos relatos do António, da Isa, um vídeo do Rui. Mas nós não somos atletas. E viajamos com um cão, que precisa de correr e brincar amiúde. E gostamos de parar e de explorar, e brincar nós próprios. 🙂 Seria fixe fazermos tudo de uma assentada, mas para tal precisaríamos de pelo menos 2 semanas para fazer a cena ao nosso ritmo. Idealmente 3. Não é trivial.

Vamos ver. É bom ter sonhos. Faz-nos levantar e caminhar todos os dias rumo a algo. 😉

Qual é o teu?

 

Será surfar como andar de bicicleta?

Ana Pereira @ Escola de Bicicleta

Publicado em 25/04/2018 às 19:45

Temas: Aprender e ensinar aprendizagem risco surf

Estou a ter aulas para aprender a surfar.

Faço-o por interesse pessoal, mas a ideia agrada-me também pela forma como me permite aproximar-me da experiência dos meus alunos de Nível 1 nas aulas de condução da Escola de Bicicleta da Cenas a Pedal. Há vários paralelismos que se podem traçar entre as duas actividades, e queria sentir-me uma principiante numa actividade física que envolve equilíbrio, propulsão, técnica, navegação do espaço e gestão de riscos, para me pôr ainda melhor na pele deles. (Diga-se, tenho andado a aprender também, mas autodidacticamente e a passo de caracol, a andar de patins, para um paralelismo com rodas! 😀 )

A ideia de me enfiar no mar e aprender a surfar dá-me medo. É pior antes, quando estou para marcar cada aula (farto-me de hesitar), mas muito dele dissipa-se durante a própria aula, felizmente.

Dá-me algum receio não conseguir aprender, claro. Mas não tenho razão para crer que isso será um cenário plausível – sei (pela minha experiência de instrutora de bicicleta) que no máximo precisarei de mais aulas do que alguém mais novo, mais atlético, ou simplesmente menos cerebral, ou com um melhor instrutor!

Mas os meus medos são outros. Medo de cair mal e magoar-me, seja na água ou já na areia, ou sobre uma pedra. Medo de colidir com outro surfista. Medo de levar com a minha prancha em cima (ou a de outra pessoa) e magoar-me. Medo de atrapalhar-me e, mesmo que não me afogue, engasgar-me com água. Medo de ser apanhada num agueiro ou outras correntes e não conseguir desenrascar-me sem ajuda. Medo de encarar uma onda grande ao regressar ao mar, sem saber o que fazer à prancha a que estou presa. Medo de uma qualquer picada de um bicho aquático. Medo de torcer qualquer coisa, de uma luxação, whatever. Não só pela dor e chatice do incidente, mas pelas consequências posteriores – a forma como me poderá limitar no dia-a-dia e no que quero fazer, e na minha capacidade de trabalhar normalmente.

Tenho medo mas vou à mesma, porque sei que depois surfar vai ser muito fixe. Toda a gente diz isso e consigo senti-lo. Há-de ser como andar de bicicleta! 😀

Percebi hoje ao falar com uma amiga depois da aula, que as pessoas não pensam todas necessariamente em todos estes riscos – não é que não se preocupem com eles, só não sabem ainda da sua existência. Ela, que não faz surf mas que anda de bicicleta no dia-a-dia, disse-me que, pensando em iniciar surf ou bicicleta, teria mais medo da bicicleta!

Contudo, agora que tenho a experiência de andar de bicicleta, de ensinar a andar de bicicleta, e de aprender a fazer surf, foi-me difícil perceber esta perspectiva. Até ela me dizer que nunca tinha pensado na maior parte dos receios do surf que listei acima. 🙂

Eu penso! Isso não me impede de ir à mesma, mas leva-me a ser cautelosa, e a valorizar bons instrutores e boas condições de aulas. Tendo já tido “primeiras aulas” com 4 instrutores diferentes em 2 escolas, vi a diferença que faz na minha segurança, na minha aprendizagem e na forma como me sinto durante as aulas.

Comecei a pensar, “será que as pessoas que nos procuram também se sentem assim quando iniciam as aulas?”.

Da minha observação, penso que as pessoas empolam o medo e os riscos da bicicleta na fase mais inicial, de perceber o equilíbrio rudimentar e manusear a bicicleta. Contudo, esses riscos estão fortemente dependentes das condições da aprendizagem, da bicicleta, do local, do método e da psicologia do instrutor. Na nossa escola reduzimo-los a quase nada. Mas as pessoas vêm a pensar que vai ser como viram irmãos, amigos, ou até filhos, a aprender, com muitas quedas pelo meio, medo, falhanços e frustrações. Não sabem que os que efectivamente chegaram a aprender pelo menos o básico, não aprenderam por causa das quedas e das ajudas tipicamente bem intencionadas mas mal capacitadas que tiveram, mas apesar delas.

Por outro lado, as pessoas subestimam largamente os riscos da bicicleta na fase pós-iniciação básica, básica. Já se equilibram razoavelmente a direito a curvar, já arrancam e páram e voilá, acham que já aprenderam e que “agora é só treinar”. Desconhecem por completo tudo o que é preciso aprender a fazer para efectivamente usar a bicicleta de forma segura, confortável e eficaz, e quanto tempo isso pode levar em modo auto-didacta (principalmente se só pegamos numa bicicleta de vez em quando). Já para não falar no facto de podermos andar anos e anos a andar regularmente de bicicleta e nunca chegar a aprender a assegurar ergonomia na bicicleta, a distribuir correctamente o peso na bicicleta para manter o equilíbrio e o controlo em todas as situações, a usar os travões de forma segura, a transpôr obstáculos, a usar as mudanças a nosso favor, etc, etc. (Nem falo na condução propriamente dita, claro.)

Percepções distorcidas do risco contribuem para que muitas pessoas nem se atrevam a tentar aprender a andar de bicicleta com profissionais, por não se aperceberem que pode ser super seguro e eficaz, e para que muitas outras não procurem desenvolver melhor as suas competências depois do eureka do equilíbrio, por não saberem os riscos que correm ao lançarem-se ao mundo real mal preparados. É realmente uma pena. Mas para as outras, estamos cá!

Quanto a mim, o surf e a bicicleta, se tudo correr bem, espero daqui a uns tempos ser eu de prancha na bicicleta até à praia, e não só os meus clientes da loja. Espero é que a CP me continue a deixar apanhar boleia nos seus comboios até Carcavelos e afins, com bicicleta e prancha… 🙂

 

CSR Mini

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