A primeira vez que acampámos no quintal de alguém

Ana Pereira @ Viagens a Pedal

Publicado em 17/03/2018 às 9:43

Temas: campismo Famílias e crianças relatos cicloescapadinhas famílias Martinchel Outono quintal Tomar wild camping

Sexta-feira, feriado do 1º de Dezembro, 2017. Fim-de-semana prolongado. Previsões meteorológicas: um frio do caraças, mas sol e céu limpo! Vamos pedalar para um sítio qualquer e dormir onde calhar? 🙂 Ao partir ainda não sabíamos, mas acabou por ser a primeira vez que acampámos no quintal de alguém.

Era esse o plano, pedalar até algures e dormir onde desse. Convidámos os suspeitos do costume. Como sempre, a maior parte não pode por isto ou aquilo. O Gonçalo e os miúdos estavam disponíveis e alinharam. E eu convidei a Patrícia, que conheci mais recentemente, e que já sabia que curte estas cenas.

O plano

O Gonçalo propôs e a malta concordou:

Sexta-feira:

  • Comboio Regional das 9h35 até ao Entroncamento.
  • Pedalar até Vila Nova da Barquinha (5 Km) e fazer uma visita/paragem no Barquinha Parque, toda aquela extensão verde ribeirinha. (Para nós seria uma repetição, tínhamos andado por aqui num cicloescapadinha com outros amigos no Carnaval, uns meses antes.)
  • Pedalar até ao Castelo de Almourol (5 Km) e visitá-lo. Existe aqui um café fixe, com umas boas saladas.
  • Pedalar até ao Parque de Campismo de Castelo de Bode (14 Km). Percurso: https://goo.gl/maps/EtwWjb1qdXs). Tem uns bungalows muito em conta onde dá para ficar 6 pessoas. Dormir aqui. Parque de campismo fechado. Alternativa: wild camping em sítio a descobrir na altura!
Sábado:
  • Pedalar até Tomar (14 Km: https://goo.gl/maps/vdqhUXqiEHB2). Visitar o parque ribeirinho, o Convento e Castelo de Tomar, comer bem e barato nas ruas pedonais do centro histórico.
  • Apanhar o Comboio Regional de regresso para Lisboa ao final do dia.

A implementação

E lá fomos nós! Éramos 4 adultos, 2 crianças e 1 cão, 6 bicicletas (incluindo uma longtail, 1 pequena de criança – que às vezes ia no atrelado, tal como o seu dono – e uma dobrável) e 1 atrelado.

A Mutthilda fica sempre com medo que nós não a levemos, e então estaciona logo no seu lugar, enquanto arrumamos tudo, não vá o diabo tecê-las. 🙂

Ciclo-escapadinha Tomar

Apanhámos o comboio das 9h35 em Santa Apolónia, para não madrugar demasiado. Já aqui dissémos e repetimos: a co-modalidade bicicleta – comboio é fundamental à dinamização da mobilidade em bicicleta e do turismo em bicicleta em longas distâncias. Ainda bem que a CP tem melhorado progressivamente o serviço que presta ao seus clientes nesta área.

Ciclo-escapadinha Tomar

Chegados ao Entroncamento, havia um elevador, mas ainda assim optámos por acartar a bicicleta do Bruno e o atrelado do Gonçalo pelas escadas – já não me lembro bem, mas acho que o elevador era muito pequeno e havia alguma “fila”.

Ciclo-escapadinha Tomar

A primeira paragem foi no parque de Vila Nova da Barquinha, onde almoçámos.

Ciclo-escapadinha Tomar

E fizémos uma pausa.

Ciclo-escapadinha Tomar

Seguimos depois rumo ao Castelo de Almourol. Bebemos qualquer coisa no café em frente e prendemos as bicicletas umas às outras.

Ciclo-escapadinha Tomar

Descemos e fomos então visitar o castelo.

Ciclo-escapadinha Tomar Ciclo-escapadinha Tomar

Ciclo-escapadinha Tomar

Ciclo-escapadinha Tomar

A seguir, pusémo-nos a caminho de Martinchel, por onde tínhamos já andado em Fevereiro. Incluindo uma subida do caraças, onde tivémos que apertar um bocado com os miúdos. 🙂 Mas lá se fez novamente, e chegámos ao topo cansados mas quentinhos!

Ciclo-escapadinha Tomar

Ciclo-escapadinha Tomar

A partir dali a nossa missão era encontrar um sítio fixe onde montar as tendas e pernoitar.

A primeira vez que acampámos no quintal de alguém

Acabámos por bater à porta do Sr. António, quando vimos que o quintal dele parecia reunir as condições ideais. Ele estava ao telefone e tivémos que esperar um bom bocado. Mas lá nos abriu a porta e aceitou logo o nosso pedido. Foi muito simpático e até nos emprestou uma lanterna. Montámos o estaminé (tendas), e jantámos (comida fria que trazíamos nas marmitas, nham nahm!) e depois, seguindo as instruções do Sr. António, pedalámos 2 ou 3 Km até um cafézinho, onde fomos tomar uma bebida quente e passar um bocado ao “quentinho”.

Ciclo-escapadinha Tomar

Reconfortados, regressámos ao quintal do Sr. António.

Ciclo-escapadinha Tomar Ciclo-escapadinha Tomar

E fomos dormir, esperando não congelar durante a noite. 😀 Estariam uns 3 ºC naquela noite. Fomos prevenidos, mas ainda assim, não foi uma noite quentinha. Mas não fazia mal, era só uma noite de eventual desconforto, e não é aventura nenhuma se estivermos muito confortáveis!

De manhã, havia gelo nas tendas.

Ciclo-escapadinha Tomar Ciclo-escapadinha Tomar

Ciclo-escapadinha Tomar

Mas felizmente estava sol. Pusémos as coisas a secar, estendemos uma manta no chão, na beira da estrada em frente (ao sol!) e tomámos o pequeno-almoço. O Sr. António até nos trouxe umas torradas! E ficou ali a conversar connosco e a contar-nos história da vida dele. Trouxe-nos os álbuns de fotografias, falou da tropa, da guerra, da família…

Ciclo-escapadinha Tomar

Viúvo, e com os filhos emigrados ou longe, expressou alguma tristeza com essa solidão e afastamento. Mas é independente e autónomo, e tem uma vida social e cultural preenchida, pareceu-nos, o que é muito bom!

Ciclo-escapadinha Tomar

Ficámos felizes por lhe fazer companhia, alegrar o fim-de-semana, e proporcionar-lhe também mais uma história para contar. Aqui há umas semanas enviámos-lhes uns postais! 🙂

Foi a primeira vez que acampámos no quintal de alguém. Já podemos riscar essa da lista.

Lá nos despedimos do Sr. António e pusémo-nos a caminho de Tomar. Já era um bocado tarde. Passámos pela barragem de Castelo de Bode, e parámos um bocado depois para um almoço improvisado num café à beira da estrada. Continuámos depois até Tomar, mas sem muito tempo para ir ver monumentos.

Serendipity (felizes coincidências, encontros fortuitos)

Íamos nós a pedalar quando vemos uma cara conhecida da Cenas a Pedal, era o António com a sua Brompton. Parámos para dizer olá, quando nos lembrámos de que ele e a Eva tinham aberto recentemente uma mercearia bio em Tomar, que era justamente ali!

Pronto, estacionámos as biclas cá fora e entrámos, para dizer olá à Eva, ver a loja – Bio Thomar, e petiscar qualquer coisa.

Ciclo-escapadinha Tomar

Um espaço muito agradável! Se passarem por Tomar, não deixem de espreitar.

Ciclo-escapadinha Tomar

Quando estávamos a sair, para ir apanhar o comboio, fomos “apanhados” em directo pelo Luís, no seu vídeo de divulgação da palestra de alimentação saudável que ali ia ter lugar de seguida, dada pela Daniela. 🙂

E assim concluímos mais uma cicloescapadinha! Depois fomos na conversa o resto da viagem de comboio até Lisboa, uma das grandes vantagens de andar de comboio (isso e podermos levantarmo-nos e andar por ali).

Ciclo-escapadinha Tomar

Foi fixe. 🙂 Até à próxima!

 

A subir

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 15/02/2018 às 8:30

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Publicado em 13/02/2018 às 8:45

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Publicado em 12/02/2018 às 9:34

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Vadiagem Voadora - Rota Fria Transmontana - Fev. ‘18 > 10 a 13

rui henrique @ bicicleta voadora

Publicado em 31/01/2018 às 16:58

Temas: Amigos viagens


A Bicicleta Voadora e Vadiagem Outdoor unem-se e desafiam  quem quiser participar num passeio de de bicicleta em autonomia por terras transmontanas, mais concretamente por aquele que é o mais remoto parque naural em Portugal, o Parque Natural de Montesinho. Não deixaremos também de subir à serra da Nogueira, refúgio importante para algumas espécies, como o lobo e onde se conseguem encontrar ainda extensos carvalhais. 

Com espírito de aventura queremos descobrir o território, as gentes e as tradições de um local que para nós ainda permanece muito desconhecido.

Aproveitamos os 4 dias de fim de semana de Carnaval e disponibilizamos 3 sugestões de percurso por dia, com 3 níveis de dificuldade, adaptado ao perfil de cada um. Desafiamos cada um a organizar a sua própria viagem e para facilitar esta ideia as etapas foram pensadas em terminar em locais onde existem várias soluções logísticas. Os tracks GPS serão disponíveis em breve.

Vemo-nos por lá e vamos fazer com que os lobos de trás-os-montes se oiçam em Lisboa.


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PROGRAMA BASE:
(sujeito a alterações)

 
dia 0 (9 fev - Sexta)
Viagem até Bragança

dia 1 (10 fev - Sábado)
Bragança > Vinhais
encontro Bragança: 8H da manhã_ Largo da Sé_41°48'21.6"N 6°45'23.9"W
opção A: 86.02 km | Total climb 2,099 m | Total descent 2,119 m
opção B: 58.47 km | Total climb 1,500 m | Total descent 1,520 m
opção C: 39.71 km | Total climb 842 m | Total descent 862 m

dia 2 (11 fev - Domingo)
Vinhais > Moimenta
opção A: 109.40 km | Total climb 2,500 m | Total descent 2,272 m
opção B: 66.08 km | Total climb 1,807 m | Total descent 1,580 m
opção C: 35.19 km | Total climb 922 m | Total descent 695 m

dia 3 (12 fev - Segunda)
Moimenta > Bragança
opção A: 99.77 km | Total climb 2,096 m | Total descent 2,308 m
opção B: 63.10 km | Total climb 1,244 m | Total descent 1,457 m
opção C: 39.02 km | Total climb 718 m | Total descent 932 m

dia 4 (13 fev - Terça Feira de Carnaval)

-
Bragança > Casa
 

Ao final da tarde (Aveiro)

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 30/01/2018 às 12:09

Temas: Uncategorized Aveiro bicicleta Cycle Chic girl

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Sobreposição

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 25/01/2018 às 8:30

Temas: Uncategorized bicicleta ciclovia Cycle Chic Duque D'Avila Lisboa

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Passeio do Tejo

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 24/01/2018 às 13:21

Temas: Uncategorized bicicleta Cycle Chic Lisboa Parque das Nações tejo

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A atravessar

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 23/01/2018 às 8:30

Temas: Uncategorized bicicleta Campo Pequeno Cycle Chic girl Lisboa

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James, from Australia

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic

Publicado em 17/01/2018 às 10:22

Temas: Uncategorized Algés Australia bicicleta Cycle Chic

Será que os estrangeiros a residir em Portugal encaram as adversidades do nosso país da mesma maneira que nós? No que diz respeito à bicicleta, a resposta é claramente “não”. Não tenho nenhum estudo sobre o assunto, mas a percepção que tenho é de que a percentagem de estrageiros a viver por cá que escolhe a bicicleta como meio de transporte, é francamente superior à percentagem de Portugueses que se desloca deste modo. As colinas não são um problema, o clima não é um problema… sim, em geral queixam-se da falta de infraestruturas, mas isso também não parece ser um problema para muitos deles! Sem dúvida que é mais uma questão cultural e de predisposição mental.

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Conheci o James ontem, num contexto completamente fora do “meio das bicicletas”… e lá vinha ele de bicicleta. Está agora de partida, ao fim de um ano e meio no nosso país. Godspeed James!

 
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