Menos custos com mobilidade, a proposta que não vai a votação

Vítor Castro @ Braga Ciclável

Publicado em 3/01/2026 às 8:00

Temas: Opinião Avenida Antero de Quental buraco buracos na estrada impostos Município Município de Braga Segurança Transporte Público Vítor Castro


Recentemente, o Executivo Municipal aprovou a redução de IMI em 0,01%, sob o propósito de devolver rendimento às famílias. Concordando inteiramente com a posição, não pude deixar de me perguntar que outras coisas pode o Município fazer para permitir mais poupança às mesmas.

É sabido que para além do alojamento e alimentação, o transporte é uma das categorias com mais peso no orçamento mensal das famílias portuguesas. Em média, em 2023, uma família gastou 3000 euros nesta categoria. Entre seguros, impostos de circulação, combustível, e manutenção, aos quais se soma a desvalorização do veículo em si – usualmente um carro – facilmente podemos validar este valor. Naturalmente, caso o agregado familiar tenha não um mas dois ou três carros, como é cada vez mais frequente, os custos multiplicam-se.

Populo mau estado do piso.

Atualmente, e tendo em conta que 70% das deslocações em Braga são feitas de carro, há margem para devolver rendimento às famílias. Esta devolução far-se-ia sob a forma de investimentos com um único objetivo: permitir que mais famílias pudessem abdicar do carro (ou de um dos seus carros) nas suas deslocações. Em concreto, isto significa criar melhores condições para se andar a pé, de bicicleta, e de transportes públicos. Em maior detalhe, significa eliminar os buracos, raízes altas, e passeios estreitos, para que as pessoas possam deslocar-se em segurança e dignidade.

Rua do carmo mau estado do piso passeios.

Significa também criar vias segregadas com separações físicas para os utilizadores de bicicletas, e reduzir velocidades dos veículos com os quais é necessário partilhar a via, sobretudo no centro da cidade. Por último, significa também priorizar o transporte público dotando-o não só de novas viaturas, mas também abrigos de passageiros e vias dedicadas.

Rua d pedro v mau estado do piso 2.

 

Rua sao victor mau estado do piso 2.

Quanto mais estradas sob alçada do Município, maior o compromisso financeiro a que o mesmo se sujeita e do qual não pode escapar. Surpreendentemente, investir numa mudança na mobilidade em Braga é não só possível mas lucrativo para a própria autarquia. Repare-se no seguinte exemplo: uma recente intervenção nas estradas em redor do Braga Parque, cujo foco principal foi a Avenida Antero de Quental, resultou num gasto de 878 mil euros, sendo que ao fim de 15 anos é necessário nova substituição do piso. A este valor, acrescem custos de manutenção anuais que, segundo estudos, variam entre 1-3% do custo inicial.

Av antero quental mau estado do piso.

Ora, se reduzirmos a quantidade de carros podemos reduzir o número de vias asfaltadas, trocar este pavimento por outro de menor custo de instalação ou manutenção (como os blocos de cimento), ou simplesmente prolongar a vida útil das estradas atuais (uma vez que meios mais suaves e a menor circulação resultam na menor degradação do piso).

Populo mau estado do piso 2.

 

Populo pilaretes derrubados.

Curiosamente, propostas deste género não vão a votação, nem sequer há alusão por parte do Executivo Municipal nesse sentido. Qual o motivo para tal acontecer? Estão os decisores políticos comprometidos a assegurar verdadeiramente as finanças a longo prazo dos nossos municípios e a devolver rendimento às famílias? Ou só aproveitar financiamento do PRR?

 

OSM Braga dinamiza encontro sobre OpenStreetMap

Braga Ciclável @ Braga Ciclável

Publicado em 28/12/2025 às 19:05

Temas: Eventos Notícias encontro informal Mercado Municipal OpenStreetMaps OSM workshop


O grupo OSM Braga vai organizar um encontro informal para a comunidade local de Braga e arredores interessada no OpenStreetMap (OSM), no dia 3 de janeiro, sábado, às 14h no Mercado Municipal. A participação é aberta a todos, e não é necessário registo prévio, mas os interessados que já tenham conta no OSM podem indicar a sua intenção de presença em osmcal.org/event/4345.

Tratando-se de um encontro informal, não haverá um programa fixo, mas é recomendado que os participantes levem telemóvel ou portátil para poderem fazer edições no OSM, sobre os temas do seu interesse (por exemplo mobilidade pedonal e ciclável, acessibilidades, etc.).

Novatos e curiosos são bem-vindos: está confirmada a participação de editores experientes que podem ajudar nos primeiros passos e, se necessário, orientar um mini-workshop de iniciação ao OSM.

 

Posso estacionar a bicicleta em segurança?

João Forte @ Braga Ciclável

Publicado em 20/12/2025 às 8:02

Temas: Opinião abrigos Bucareste Ciclovias Estacionamento estacionamento coberto estacionamentos João Forte João Paulo Forte Roménia


Quem, como eu, usa a bicicleta para se deslocar em Braga, sabe que por vezes precisa de um local adequado para deixar a bicicleta estacionada em segurança. Já tive a infeliz experiência de ter precisado de deixar a bicicleta estacionada por várias horas, enquanto me deslocava a Lisboa em transportes públicos, e ter ficado com um prejuízo pelo facto de me terem tentado roubar a bicicleta. Felizmente um bom cadeado impediu o roubo, mas não impediu que a bicicleta fosse vandalizada, facto que obrigou a bicicleta a uma visita ao mecânico para arranjar o aro torcido por um pé frustrado.

Experiências como esta ninguém deseja, daí já há alguns meses ter feito a proposta para que Braga tenha infraestrutura segura para deixarmos as nossas bicicletas. Sim, as bicicletas também são um meio de transporte, e eficaz em Braga.

A proposta era nada mais nada menos do que um abrigo fechado e colectivo para bicicletas, igual ou parecido aquele que a fotografia mostra. Este que a fotografia mostra já existe em Portugal, contudo este registo é nada mais nada menos do que na cidade de Bucareste, na Roménia. Sempre que viajo, na esmagadora maioria das vezes por motivos profissionais, aproveito para me inteirar sobre o estado da mobilidade nos diferentes países, cidades, vilas ou aldeias, pois é algo que me enriquece e ajuda a perceber as boas práticas, bem como aspectos menos positivos, já que não basta criar a infraestrutura, há que saber e falar com quem, de facto, sabe antes de começar a obra. Confesso que não estava à espera do que encontrei em Bucareste. Uma extensa rede de ciclovias e com um bom piso e sinalética. Apesar de ser uma cidade com muitos problemas estruturais, o que ali foi feito funciona a todos os níveis. Não vi linhas pintadas em cima de um piso cheio de buracos, mas sim uma boa rede de ciclovias, em condições e segura. Fez esquecer o caos do trânsito naquela cidade. Também lá o automóvel em excesso causa graves problemas, contudo a rede de transportes públicos e a rede de ciclovias é extensa e faz o seu trabalho.

Mas voltando à segurança, as bicicletas são objectos muito vulneráveis a actos de vandalismo, daí a necessidade e a importância destes abrigos comunitários para bicicletas. Há cada vez mais cidadãos e cidadãs a usar a bicicleta no seu dia-a-dia, para ir para o trabalho, para ir às compras ou simplesmente para dar uma volta e parar no café. Não são precisos muitos abrigos comunitários, mas apenas alguns e bem localizados, exemplo da estação de camionagem, mas não só. Criando segurança para quem tem a bicicleta como modo de transporte, diário ou não, evita-se o vandalismo, bem como situações onde se vê bicicletas presas com cadeado a uma árvore. Este último facto demonstra a necessidade dos abrigos e evita situações menos agradáveis onde quem o faz se sujeita a uma coima. Não havia necessidade…

 

fotocycle [278] Pai Natal e o Avô já pedalam pela cidade

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 16/12/2025 às 14:50

Temas: fotocycle amigo Couto amigo Gaspar bicicleta ciclismo urbano dos malucos das biclas voadoras fotografia fotopedaladas humor jantarada de amigos mobilidade motivação Natal noite tripeira outras coisas Pai Natal pelas ruas do Porto Porto quem avisa amigo é roda de amigos

 

Pedalar à chuva e ao frio é possível?

Rita Rodrigues @ Braga Ciclável

Publicado em 6/12/2025 às 8:00

Temas: Opinião Chuva cicloexpresso equipamento frio geada pedalar rita rodrigues


Chegada esta altura do ano, muita gente me pergunta: “Agora que está a chegar o tempo chuvoso e frio já não andas de bicicleta, pais não?”. A minha resposta imediata é: “Ando sim, porque não?”.

E este deveria ser o nosso pensamento: Porque não pedalamos no inverno tal como pedalamos no verão?

Há imensos mitos sobre este tema que quero desmistificar e até ajudar a arranjar soluções:

  • Visto um bom impermeável, ajuda-nos a ficar secos;
  • Uso galochas até aos joelhos que, complementadas com o impermeável, ajudam os membros inferiores a ficar secos;
  • Capacete com o capucho do impermeável por cima, ajudam a cabeça a ficar seca;
  • Chegada ao trabalho, tento ter um sítio onde me possa trocar: pendurar o impermeável e trocar o calçado. Depois disto, estou pronta para o meu dia de trabalho.

Aconselho que experimentem esta rotina num dia com pouca chuva, pois só criando este hábito é que ficam mais confiantes para andar todo o inverno com mau tempo.

Mas há sempre aquelas pessoas que perguntam: “Porquê andar de bicicleta em dias de chuva se posso andar de carro?”

É nos dias de chuva que me dá mais gozo andar de bicicleta, pois o trânsito está ainda mais caótico e as pessoas mais mal-humoradas. Andar na natureza sempre foi das coisas que mais gostei, e estar debaixo de chuva numa cidade é o mais parecido que encontro. Chego ao trabalho ativa, animada e contente por passar pelo trânsito a cantarolar. E principalmente, chego ao trabalho a horas e seca.

Gosto ainda mais daqueles dias de inverno frios, gélidos, mas com um sol magnífico. Nesses dias dá-me um gozo extra pedalar: apreciar o dia a nascer, a neblina a espreitar, a geada no Jardim de Santa Bárbara ou as fontes com gelo. Nestes dias ainda mais gelados, basta um agasalho mais quentinho, luvas e gorro para fazermos o nosso trajeto.

Nos países do norte da Europa existe um velho ditado que diz: “Não há mau tempo, apenas mau equipamento”. O que significa que eles estão habituados a ajustar as suas roupas ao tempo que se faz sentir: usar impermeável para a chuva, casacos para o frio, luvas e calçado mais confortável. Quando estudei na Holanda (agora Países Baixos) era comum até ver pessoas a usar um simples guarda chuva enquanto pedalavam. Deveríamos olhar para estes exemplos e pensar: “Se eles com tanto frio e chuva usam a bicicleta como meio de transporte principal, porque é que nós não podemos fazer o mesmo?”. Não deveríamos seguir estes bons exemplos?

No entanto, se em dias normais os ciclistas têm de ter cuidado, em dias chuvosos o cuidado deve ser redobrado. O piso está mais escorregadio, principalmente as tampas de esgoto metálicas, as faixas brancas das passadeiras e o paralelo, pelo que temos de ter atenção extra quando passamos nestas zonas. Temos também de garantir uma boa visibilidade, tendo em atenção a velha máxima “ver e ser visto”: usar roupa refletora e luzes na bicicleta para sermos vistos, e olhar nos olhos dos condutores para ter a certeza de que nos vêm num cruzamento, por exemplo.

E vocês, já pedalaram em dias de chuva? Conseguiram tirar proveito dos dias frios e apreciar nossa cidade?

 

Braga Ciclável elege novos órgãos sociais para o quadriénio 2026–2030

Braga Ciclável @ Braga Ciclável

Publicado em 29/11/2025 às 23:55

Temas: Comunicado Notícias assembleiageral braga ciclável Cristina Cruz Davide Gomes eleições João Forte João Paulo Forte Luís Tarroso Gomes Marina Cerqueira orgãos sociais Rafael Remondes rita rodrigues Sandra Ferreira Sónia Martins Victor Domingos Vítor Castro

Membros dos órgãos sociais da Associação Braga Ciclável para 2026–2030


A Braga Ciclável realizou, no dia 29 de novembro, a sua Assembleia Geral Eleitoral, da qual resultou a eleição dos novos órgãos sociais para o quadriénio 2026–2030, com 15 votos a favor e nenhum voto nulo ou em branco. A tomada de posse decorreu de imediato, assinalando um novo ciclo de continuidade e reforço da missão da associação.

O novo presidente da Braga Ciclável, Rafael Remondes, agradeceu publicamente o excelente trabalho do anterior presidente, Mário Meireles, reconhecendo a sua dedicação e impacto no crescimento e afirmação da mobilidade sustentável na cidade. Rafael Remondes reafirmou o compromisso de manter o mote da Braga Ciclável na promoção da bicicleta como meio de transporte urbano, bem como na defesa de todos os modos sustentáveis de mobilidade, reforçando a importância da participação cidadã e do diálogo construtivo com as entidades locais.

Órgãos Sociais da Braga Ciclável (2026–2030)

Direção

  • Presidente: Rafael Remondes
  • Vice-Presidente: Marina Cerqueira
  • Tesoureiro: Davide Gomes
  • Secretário: João Forte
  • Vogal: Sandra Ferreira

Mesa da Assembleia Geral

  • Presidente: Luís Tarroso Gomes
  • 1.ª Secretária: Cristina Cruz
  • 2.º Secretário: Victor Domingos

Conselho Fiscal

  • Presidente: Vítor Castro
  • 1.ª Secretária: Rita Rodrigues
  • 2.ª Secretária: Sónia Martins

A Braga Ciclável inicia assim um novo mandato focado em fortalecer a mobilidade ativa, contribuir para uma cidade mais segura e sustentável e continuar a representar os cidadãos que utilizam a bicicleta no dia-a-dia.

 

Pedalo, logo existo!

João Forte @ Braga Ciclável

Publicado em 22/11/2025 às 8:00

Temas: Opinião Bicicleta Bicicletas elétricas Chuva Comércio compras elétrica Estacionamento Fato impermeável mitos Mitos sobre a utilização da bicicleta pedalar Trânsito


A analogia à expressão “compro, logo existo” é propositada, pois afinal quem usa a bicicleta não o faz apenas enquanto desporto ou lazer, mas também enquanto cliente do comércio de proximidade. É, curiosamente, um pseudo-argumento utilizado por aqueles que se incomodam com outros utilizadores da via pública que não automobilistas, ou seja, que os utilizadores da bicicleta não vão às compras de bicicleta. Mero mito urbano, pois actualmente é muito fácil ver em Braga cidadãos e cidadãs ir às compras de bicicleta, seja na comum bicicleta com alforges, seja numa bicicleta de carga. Até a idade já deixou de ser uma barreira com as bicicletas eléctricas, as quais já levaram muitas pessoas a voltar a andar de bicicleta, eléctrica, pois esta ajuda extra possibilita ultrapassar os trajectos mais inacessíveis a quem já teria dificuldade em os fazer numa bicicleta normal.

Estes e outros factos têm sido utilizados cada vez de forma mais comum por alguns negócios, que, habilmente, conseguem captar clientes ao colocarem locais próprios para o estacionamento de bicicletas. Sim, os utilizadores de bicicletas têm um gosto especial em ir a lojas/negócios que veem os utilizadores de bicicleta como clientes. Claro que é necessário colocar os mais adequados, caso do sistema Sheffield, e não sistemas pouco práticos e inseguros. O caminho faz-se caminhando e já houve quem numa primeira fase tivesse errado na escolha do sistema de estacionamento e depois tivesse corrigido. Aprender é uma virtude.

Com um ou mesmo dois alforges consegue-se transportar as compras para vários dias, sendo bastante prático de usar. As vantagens são muitas, pois a bicicleta é um meio de transporte muito eficaz nas pequenas distâncias em meio urbano, um meio de transporte barato de adquirir e sem despesas significativas associadas ao longo da sua vida útil. Bem como fácil de estacionar, ficando até mais perto que o estacionamento automóvel, já que os estacionamentos para bicicletas costumam estar mesmo à porta. Se chover? Bem, se os alforges forem impermeáveis não há problema algum. Claro que da mesma forma que nos vestimos para o calor ou para o frio no nosso dia-a-dia, também devemos fazer o mesmo quando andamos de bicicleta, portanto se chove, veste-se roupa impermeável e não se torna problemático andar de bicicleta à chuva.

E, diga-se, é uma alegria andar de bicicleta, também à chuva, facto que nos torna pessoas mais felizes, alegres e saudáveis. E isso faz toda a diferença no nosso dia-a-dia, pois não há nada melhor do que chegar à loja, ao trabalho ou a outro qualquer lugar com o sorriso na cara. Imaginem, em contraponto, a vossa cara e a vossa atitude quando estão no carro para ir ou a vir das compras, bloqueados no trânsito, caótico, sem poder sair dali durante largos minutos.

Não é fácil, pois não? Vemo-nos a caminho das compras, de bicicleta, num destes dias!

 

Pedalar: 8 benefícios para a sua saúde

Cristina Miranda da Cruz @ Braga Ciclável

Publicado em 8/11/2025 às 8:30

Temas: Opinião Aprende a Pedalar Aprender a pedalar benefício benefícios Cristina Cruz Cristina Miranda Cruz Exercício físico pedalar Saúde


Pedalar regularmente é uma forma fácil e agradável de se manter saudável e em boa forma física. Nesta rubrica fazemos uma breve revisão dos benefícios salutares que pode obter enquanto passeia de bicicleta:

  1. Efeito protetor a nível cardiovascular: pedalar regularmente causa o fortalecimento do músculo cardíaco, diminuição da pressão arterial, diminuição da frequência cardíaca em repouso, melhoria da vascularização periférica, só para enumerar alguns; todos estes factores ajudam a proteger a saúde do seu coração e dos seus vasos.
  2. Efeito protetor a nível pulmonar: o exercício aeróbio regular promove uma melhoria da função pulmonar, favorecendo a melhoria das trocas gasosas e levando a uma diminuição da frequência respiratória durante e após o exercício
  3. Peso controlado: andar de bicicleta regularmente vai baixar a percentagem de gordura corporal, baixar os níveis de colesterol, diminuir o risco de diabetes mellitus; como consequência o risco de outras doenças como enfartes cardíacos, acidentes vasculares cerebrais ou certos cancros diminui.
  4. Fortalecimento muscular: pedalar fortalece de forma global todos os músculos dos membros inferiores; para além dos membros inferiores, para estabilizar a bicicleta durante o movimento, são utilizados igualmente os músculos dos braços e do tronco.
  5. Efeito protetor a nível articular: ao contrário da corrida, pedalar permite obter os benefícios do exercício com um menor impacto a nível articular; a resistência dos pedais retira o impacto do solo e permite fortalecer os músculos dos membros inferiores, com um impacto mínimo para os joelhos e ancas.
  6. Melhoria do equilíbrio – o equilíbrio tende a diminuir com a idade e com o sedentarismo; ao estabilizar o corpo para andar de bicicleta estamos a treinar o equilíbrio e as funções visuo-espaciais; A manutenção de bom equilíbrio e coordenação ao longo dos anos é benéfico para a prevenção de quedas e fracturas no futuro.
  7. Diminuição dos níveis de stress e ansiedade – o exercício aumenta os níveis gerais de endorfinas, que são substâncias neuroendócrinas que promovem o bem estar, melhoram o humor e reduzem o stress e ansiedade.
  8. Melhoria do sono – um dos factores implicados para a melhoria da qualidade do sono são precisamente a redução dos níveis de stress e ansiedade; para além disso andar de bicicleta previne o aumento de peso, que é outro dos factores de risco implicados para uma diminuição na qualidade do sono.

A conclusão é simples como andar de bicicleta! Volte a pedalar. Se não sabe, as aulas de iniciação à bicicleta são gratuitas e para todas as idades, no primeiro sábado de cada mês, na praça da justiça.

 

Quando foi que começámos a regar campos com bebida energética? *

Zé Gusman @ Braga Ciclável

Publicado em 25/10/2025 às 7:00

Temas: Opinião automóveis brincar cinema distopia Escola Espaço para Esta Geração espaço público Estacionamento filme Gusman Idiocracy José Gusman Barbosa recreio


Este pode parecer ao leitor um título demasiado inusitado para um texto acerca de mobilidade. Isso ficará para a nota final.

Sempre que há eleições e me desloco até à minha antiga escola para exercer o meu direito de voto, à nostalgia de uma infância passada junta-se a tristeza pela “modernidade” do presente. Passo a explicar: quando andava nessa escola, ela já era antiga e, cerca de duas décadas depois, foi finalmente reconstruída. Dessa reconstrução, além dos inúmeros melhoramentos, salta-me sempre à vista o parque de estacionamento. Aquilo que foi outrora espaço livre para as crianças, passou a ser um local para professores e funcionários estacionarem automóveis. Em vários países europeus há fortes restrições à circulação automóvel junto a escolas; em Portugal, pelo contrário, tiramos nas escolas espaço às crianças para estacionar carros. Fará isto algum sentido?

É para mim uma visão absolutamente distópica do futuro sair à rua e dificilmente ver crianças a brincar. As crianças terem deixado de usar o espaço público como local de convivência e brincadeira é um problema que atravessa boa parte das cidades ocidentais e que tem causas diversas: os pais e a sociedade desenvolveram uma cultura de medo e desconfiança da sua própria comunidade; o tempo de ecrã vai substituindo a brincadeira física; e o facto de as cidades modernas terem priorizado o transporte motorizado e o consumo tornou as ruas inseguras, com poucos espaços informais onde as crianças possam brincar espontaneamente. O que isto nos trará no futuro, e porventura já traz no presente, é uma sociedade sem aquele que deve ser o seu principal pilar: a empatia. Substituir espaço de recreio por estacionamento para automóveis é invadir aquele que é talvez o último reduto de espaço público das crianças e não promove em nada aquilo que uma escola deve promover.

* A ideia de regar campos agrícolas com bebida energética é relatada no filme Idiocracy (2006). Este filme é uma comédia satírica em que um homem comum acorda 500 anos no futuro e descobre que a humanidade se tornou extremamente ignorante, e onde, entre outras coisas, tem por hábito regar os campos agrícolas com bebida energética, levando à morte das plantas e ao colapso da agricultura.

 

fotocycle [277] magnético

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 16/10/2025 às 11:17

Temas: fotocycle bicicleta bike to home Canyon cenas do quotidiano ciclismo urbano cicloturismo commutescount fotografia fotopedaladas Maneirinha mar momento momento zen motivação no meu percurso rotineiro pr'a casa o sol outras coisas praia

 
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