Tuk-tuks e as bicicletas, the new kids in town

@ Menos Um Carro | 26/11/2014 às 10:42

Temas: [ tuk-tuk ] [ ambiente ] [ bicicleta ] [ ditadura do automóvel ] [ bicicultura ] [ estacionamento abusivo ] [ lisboa ]

Tenho acompanhado a polémica dos tuk-tuks (a moto-furgoneta para turistas na foto) em Lisboa com um sorriso no canto da boca. O debate chegou à Assembleia Municipal, que avançou com várias propostas para o executivo da CML. Pedem-se regulamentos, fixação de horários, de percursos e de um limite máximo para o número deles, e até que os restantes lisboetas paguem (vulgo "incentivos fiscais") para que passem a ser eléctricos.

Quais são afinal as queixas? Poluição sonora, poluição atmosférica, estacionamento caótico, congestionamento, destruição de calçadas, atentado à privacidade nos bairros históricos; todas queixas válidas, nenhuma delas exclusiva aos tuk-tuks. O enorme número de automóveis na cidade de Lisboa causa isto tudo e mais. Ajudado por muitas das motas na poluição sonora, o automóvel consegue um impacto bem mais forte (a destruição das calçadas é o exemplo mais ridículo, basta olhar para a foto para perceber a diferença), só que... esses já cá estavam. E são quem manda na cidade.

As soluções que são propostas pela AML espelham bem isto. Repare-se que aplicar as leis já existentes seria suficiente para reduzir estes impactos negativos, disciplinar os tuk-tuks e conter a sua proliferação. Se um tuk-tuk for efectivamente proibido de estacionar ilegalmente, dificilmente poderá a continuar a funcionar como funciona hoje. Mas aplicar as leis já existentes (ruído, estacionamento, restrições ao trânsito) também seria chato para... (sim adivinharam) para o automóvel. Os novos regulamentos são uma maneira de contornar isso, tratando como diferentes, incómodos que são bem semelhantes.

Toda esta discussão é semelhante à aversão à bicicleta. Apesar de causar menos congestionamento, e de os seus desrespeitos à lei serem em menor número e com uma gravidade incomparavelmente menor, são essas as duas maiores queixas que se ouve por aí. O problema não é o congestionamento, ou os vermelhos passados - isso são apenas desculpas - o problema é que a cidade pertence aos carros na cabeça de muita gente, e os outros só vieram chatear.

 

-----------------------------

fotocycle [148] dourando a pílula…

paulofski @ na bicicleta | 25/11/2014 às 15:50

Temas: [ fotocycle ] [ bicicultura ] [ bike to home ] [ ciclismo urbano ] [ Cosmica ] [ dono babado ] [ Douro ] [ fotografia ] [ fotopedaladas ] [ o sol ]

… ou como este belo instante à beira Douro me adoça e cuida de uma irritante constipação.

pôr de sol à beira Douro


-----------------------------

A ECF em Lisboa

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 24/11/2014 às 8:48

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ ecf ] [ girl ] [ Lisboa ] [ sol ] [ tejo ] [ Velo-city Lisbon 2017 ] [ Velocity Conference ]

Há pouco mais de uma semana, estiveram em Lisboa representantes da ECF a fim de avaliar a candidatura de Lisboa à organização da conferência Velo-city em 2017. Trata-se do evento mais significativo do género relacionado com bicicletas. Acredito que se Lisboa ganhar, será um grande compromisso para tornar a cidade mais amiga das bicicletas.

Fui convidado a acompanhar a comitiva, composta pelo Presidente da ECF (Manfred Neun), o  Secretario Geral e Director da Velo-city (Dr. Bernhard Ensink) e pelo Gestor da Velo-city (Márcio Deslandes). Ficam aqui algumas das fotos dos passeios e visitas que acompanhei.

2014-11-12 13.41.44 DSC_0938

DSC_0940

DSC_0941 DSC_0946

DSC_0948 DSC_0950 DSC_0949

DSC_0952 DSC_0954

DSC_0955 DSC_0958

DSC_0962 DSC_0965

DSC_0980

DSC_0971 DSC_0975

DSC_0969

DSC_0985 DSC_0992

DSC_0988

DSC_0993 DSC_0994

DSC_0997 DSC_1006 DSC_1000

DSC_1009

DSC_1012 DSC_1013

DSC_1015 DSC_1018

DSC_1026 DSC_1031

DSC_1027

DSC_1032

Estamos a torcer por Lisboa!

 

 

-----------------------------

Livro - "Crossing Europe on a bike called Reggie"

Bruno BA @ Bicycling | 23/11/2014 às 23:35

Temas: [ Andrew P. Sykes ] [ bicicultura ] [ bicycle touring ] [ book ] [ cicloturismo ] [ cycling book ] [ livro ]

SOBRE O AUTOR

Andrew P. Sykes é tanto um ciclista que escreve livros sobre algumas das suas viagens como um escritor que se lança à aventura de bicicleta.

Para além de ciclista e escritor, é professor de francês numa escola secundária no sul de Inglaterra. 

Uma nota curiosa sobre ele (ou um feito dele): em 2014 passou por Portugal numa viagem cicloturística.

Se quiserem saber mais sobre o Autor, podem encontrar informação aqui: http://CyclingEurope.org


SOBRE O LIVRO


O livro "Crossing Europe on a bike called Reggie" é o primeiro livro de cicloturismo de relevo deste autor. 

Imagem disponível em 
http://www.amazon.co.uk/Crossing-Europe-Bike-Called-Reggie/dp/1849142130 

Estou em crer que terá sido o sucesso do primeiro livro e a vontade de se lançar em novas aventuras que o instigou a fazer uma nova viagem cicloturística e a passá-la a escrito num segundo livro: "Along the Med on a Bike Called Reggie". 

O livro (que li em versão Kindle) relata de uma forma engraçada e inspiradora a viagem transcontinental que o Autor - aparentemente inexperiente - fez, seguindo a Eurovelo 5 / Via Francigena. Esta é uma rota de peregrinação muito antiga, como podem ver nos links (acima), que liga Canterbury, Inglaterra, a Roma, Itália.

No relato da viagem, percebemos como o ciclismo de longa distância é essencialmente uma questão psicológica, de vontade, de determinação. Com este livro percebemos que para se participar numa grande aventura de bicicleta, não é necessário ter uma super-bicicleta ou o equipamento melhor do mundo, pois um pouco de investigação, a entreajuda dos contactos on-line e o espírito de aventura foram os ingredientes desta grande aventura!

Reggie, a bicicleta, não é super cara e nem super artilhada para as grandes viagens intercontinentais: é só uma bicicleta!

E, na verdade, Andrew P. Sykes demonstra-nos à evidência que é possível atravessar a Europa com uma bicicleta vulgar, normal!

"Crossing Europe on a bike called Reggie" é uma leitura espirituosa em que o autor partilha as suas sensações, preocupações e vitórias com o leitor.

-----------------------------

no bom sentido

paulofski @ na bicicleta | 20/11/2014 às 16:11

Temas: [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ devaneios apeados ] [ opinião ] [ outras coisas ] [ penso eu de que... ] [ segurança rodoviária ]

photo changed( original photo: Salim Virji via Flickr)

photo changed ( original photo: Salim Virji via Flickr)

Os ciclistas variam consideravelmente no que consideram ser para si um risco e quanto estão dispostos a arriscar. Seja para tomar um atalho para o seu destino ou para economizar energia, quem pedala está indo na direcção errada quando circula em contra-mão e assim contraria o sentido numa rua de sentido único. Dependendo do volume de tráfego e da configuração rodoviária, além de ilegal circular em contra-mão em certo tipo de ruas pode ser perigoso. Aí, a existência de ciclovias seria certamente uma opção segura. Em outros casos, ruas que vão na direcção certa mas que são um percurso tortuoso, incentiva o ciclista a optar por outro caminho, mais nivelado mas ainda mais tortuoso.

Enquanto os ciclistas devem cumprir as regras de trânsito, como qualquer outro veículo, e porque as estradas foram projectadas para servir os automóveis, há momentos em que estes não encontram outra alternativa a não ser desobedecer às regras. Embora entendendo o objectivo do ciclista, a sua abordagem desnecessariamente arriscada, eu próprio já passei por essa experiência em várias ocasiões e, obviamente, transgredi. O espaço urbano dado aos carros cresceu em demasia e embora isso tenha acalmado significativamente, por exemplo com a construção de passeios mais largos, raras são as ciclovias que existem em ruas de sentido único e que permitem aos ciclistas circular em segurança na direcção oposta do tráfego normal, a fim de ter acesso a um outro caminho, estrada ou outra ciclovia.

A bicicleta geralmente encaixa-se um pequeno espaço ao longo de uma rua ou estrada de sentido único, permitindo a passagem normal dos carros que nela circulam. Os passeios são muitas vezes uma segunda escolha para evitar circular em sentido contrário. Apesar de ser “ilegal”, no sentido amplo da palavra, com esse comportamento errado os ciclistas arriscam em demasia a sua integridade física, a dos outros, como podem provocar desnecessários problemas aos automobilistas que com eles encaram de frente. Ok, tudo o que fazemos na vida envolve riscos e recompensa mas cada um de nós tem de pesar os riscos que estamos dispostos a assumir. Alguns calculam menos esses riscos e, ignorante ou conscientemente, entregam o seu destino nas mãos de outros. Andar de bicicleta desta forma é andar numa roleta russa. E depois existe sempre a alternativa que é, com um certa dose de coragem, desmontar da bicla e empurrá-la a pé.

Com estas regras e comportamentos dos ciclistas em mente, recentemente tornou-se consciente que existe também uma tendência dos automobilistas tentarem a mesma coisa. Apenas num curto espaço de dias, em ruas diferentes e enquanto nelas circulava de bicla, no sentido correcto da via subitamente me vi confrontado com carros que as desciam no sentido errado, em clara e assumida transgressão! Será que tudo o que podemos fazer é ir com o fluxo ou esperar que o resultado final seja uma mudança positiva para todos os veículos, em vez de um livre trânsito para uns, enquanto para outros o rótulo de absolutos desrespeitadores das leis de trânsito!? Ou será que teremos de recorrer à  frase feita “ou há moralidade ou comem todos”!?

one way street


-----------------------------

cartaz pró fim de semana

paulofski @ na bicicleta | 19/11/2014 às 12:41

Temas: [ divulgação ] [ bicicultura ] [ ciclismo ] [ coisas que leio ] [ Entroncamento ] [ Lisboa ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ passeios ] [ Santo Tirso ]

Apik: iniciativa desportiva inovadora no Sanguinhedo

APIK

“Adrenalina e emoção prometem fazer parte do APIK, uma prova de ciclismo que se realiza no próximo dia 22 de Novembro (Sábado) pelas 21h00 no lugar do Sanguinhedo.

O evento, levado a cabo pela UF de Santo Tirso Couto (Sta. Cristina e S Miguel) e Burgães é apadrinhado pelo ciclista profissional Sérgio Sousa e tem como objectivo incentivar a população para a prática desta modalidade.

Para além da competição, o APIK, prova homologada pela Federação Portuguesa de Ciclismo terá ainda uma dimensão solidária, pois sobre cada inscrição reverterá um valor para a compra de material para as corporações de Bombeiros de Santo Tirso.

A prova tem uma distância total de 280 metros com uma inclinação média de 20,8%.

O APIK premiará não só os melhores tempos, entre os inscritos, mas também a melhor corredora -“Best Woman”, a melhor bicicleta clássica – “Best Classic” e bicicleta mais original – “Best Original”.

A prova conta ainda com a particicpação de alguns ciclistas profissionais conhecidos como Nuno Ribeiro vencedor Volta a Portugal em bicicleta 2003 e Ricardo Vilela (OFM Qª da Lixa), Joni Brandão (Efapel Glassdrive), 4º classificado da Volta a Portugal em bicicleta, 2014, entre outros.”

fonte: santo-tirso.tv

Rota da Agua – 2º Edição

Cartaz Rota da Agua

“Em parceria com a Loja das Bicicletas, o BiclaLx propõe-vos para dia 23 de Novembro 2014 um Passeio de bicicleta por algumas Fontes e Chafarizes de Lisboa .
Este passeio constitui o 2.º de uma Trilogia da Agua, abarcando este a zona Ocidental e Central da cidade;

Sabe como funcionava o antigo sistema de abastecimento de agua a Lisboa, chamado de Aguas-Livres?
Qual a primitiva função de um chafariz?
E o que era e o que fazia um Aguadeiro?
E um Aguadeiro? Sabe quem era e qual foi a sua função?
Propomos satisfazer, de um modo simples mas não simplista, a curiosidade de todos.

Com a informação compilada e o passeio de bicla vamos conhecer mais um pedaço do património da nossa cidade! Apesar dos chafarizes terem perdido a função para a qual foram concebidos e de muitos se encontrarem ao abandono, continuam a impor-se no espaço público, constituindo nele presença marcante, local de encontro, recreio e lazer!

Propomos um percurso fácil, de aproximadamente 21 km, com um tempo máximo de duração de 3,5 horas (com paragens) e rodados quase sempre em plano. Como sabem, temos como lema que Lisboa, se quisermos, não tem declives nem colinas!(sorriso!)
E claro, terão oportunidade de observar e compreender melhor a composição arquitectónica, urbana e simbólica destes monumentos. E haverá ainda uma surpresa que não revelamos!

E como a rota é de bicla, o percurso será harmonioso e surpreendente, acreditem!”…

fonte: biclalx.blogspot.pt

Família em bicicleta: passeio na cidade

Cartaz Familia em bicicleta“No âmbito das comemorações do Aniversário do Concelho, vai decorrer no próximo domingo, dia 23 de novembro, um passeio de bicicleta pelas ruas da Cidade do Entroncamento. Dirigido a todas as idades, o passeio Família em Bicicleta “Bike Family” terá início às 15h30m, no Largo José Duarte Coelho. O percurso é de dificuldade reduzida e tem a duração aproximada de 45 minutos, a participação é gratuita e não carece de inscrição. Organizada pela Câmara Municipal do Entroncamento, esta atividade pretende promover o uso da bicicleta, praticar um desporto saudável e relaxante e simultaneamente fomentar o convívio que esta atividade proporciona, desfrutando de um agradável passeio pela nossa Cidade.”

fonte: entroncamentoonline.pt


-----------------------------

escritinho* [2] Rua das Flores

paulofski @ na bicicleta | 18/11/2014 às 10:36

Temas: [ escritinho ] [ bicicultura ] [ ciclistas urbanos do Porto ] [ comércio tradicional ] [ Cosmica ] [ dono babado ] [ fotografia ] [ humor ] [ motivação ] [ Porto ]

* sem tirar nem por

fino como o alhoah, pois sou!


-----------------------------

Uma mensagem inspiradora, da terra do frio

Bruno BA @ Bicycling | 17/11/2014 às 13:28

Temas: [ bicicultura ] [ bicla ] [ cidadania activa ] [ Copenhagenize ]

A mensagem desta conferência merece ser partilhada: bons sentimentos, cidadania activa, bons resultados, vidas melhores para todos, novos e mais experientes!

Espero que gostem tanto como eu.

Cycling without age | Ole Kassow | TEDxCopenhagenSalon

-----------------------------

revista de imprensa

paulofski @ na bicicleta | 17/11/2014 às 12:50

Temas: [ divulgação ] [ Angola ] [ bicicultura ] [ boas ideias ] [ ciclistas no mundo ] [ coisas que leio ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ]

Man with bicycle reading newspaper in park

Centro português de excelência Ceiia cria primeira rede social de bicicletas

“O centro de português de excelência na área automóvel e aeronáutica Ceiia concebeu a primeira rede social de bicicletas que permite que estas estejam integradas nas redes de transportes da cidade, comuniquem entre si e transmitam inclusive emoções do utilizador.

“É o ‘Facebook’ de objetos e utilizadores. A minha bicicleta, quando se cruza com uma pessoa, pode dizer olá”, disse à agência Lusa o presidente executivo do Centro de Excelência para a Inovação e Indústria (CEIIA), José Rui Felizardo, durante uma visita às instalações do centro e a dias da apresentação do projeto em Barcelona, num dos maiores congressos mundiais relacionados com cidades e mobilidade inteligente, o “Smart City – World Congress”, que decorrerá entre 18 e 20 de novembro, este último o Dia da Inovação.”…

(ler artigo completo em: dinheirovivo.pt)

OE 2015. “Verdes” querem repor tudo o que foi retirado e estimular uso de bicicletas

“Segundo os responsáveis de “Os Verdes” a iniciativa governamental de introduzir a “fiscalidade verde” visa principalmente “fazer com que os impostos não baixem em Portugal”

“Os Verdes” (PEV) defenderam hoje a reposição de todos os cortes de rendimentos apresentados pelo Governo da maioria PSD/CDS-PP como transitórios e estimular a utilização da bicicleta como meio de transporte em contraponto com a “fiscalidade verde”.

O PEV propõe que as empresas que determinarem um subsídio aos seus trabalhadores para que se desloquem para o trabalho de bicicleta possam deduzir essa despesa em sede de IRC, sem que esse subsídio entre para a matéria coletável do IRS dessas mesmas pessoas.”…

(ler artigo completo em: ionline.pt)

Bicicletas acabam com caminhadas de horas de estudantes angolanos

“Mais de dois mil estudantes angolanos deixaram de ir a pé para a escola, em percursos diários de quase quatro horas, depois de receberem bicicletas especialmente preparadas, que até permitiram melhorar as notas.

“A nossa avaliação é que o desempenho destas crianças na escola, para onde passaram a ir de bicicleta, em Cabinda, aumentou 17 por cento. Foi muito bom”, relata à agência Lusa Clemente de Oliveira, coordenador para Angola do projeto internacional BEEP (Bicycles for Education Empowerment Program).

Nas províncias angolanas do Huambo e de Cabinda foram distribuídas, entre setembro de 2013 e abril de 2014, um total de 2.100 bicicletas, num projeto promovido pela World Vision (organização internacional que promove o bem-estar infantil) avaliado em um milhão de dólares, apoiado financeiramente por uma petrolífera norte-americana.

“Estamos a falar de crianças que tinham de caminhar vários quilómetros, cerca de três a quatro horas por dia, só para irem e voltarem da escola. Agora gastam menos de uma hora. Além da assiduidade e da pontualidade, provocava problemas de motivação e depois no desempenho”, acrescenta o angolano que lidera o BEEP em Angola.”…

(ler artigo completo em: rtp.pt/noticias)


-----------------------------

Porque é que um ciclista chega atrasado?

bicicleta @ encontros | 14/11/2014 às 21:03

Temas: [ bairro alto ] [ bicicultura ] [ lisboa ] [ ribeira das naus ]

Há umas semanas, tinha um almoço com velhos amigos, no Bairro Alto. Fui para Lisboa de comboio, para ter tempo de subir a colina sem pressas, dando a volta pelas ruas menos movimentadas e menos íngremes.

À chegada ao Cais do Sodré, voltei a confirmar que ainda tinha tempo de tremelicar pela Ribeira das Naus para aproveitar o maravilhoso sol que se fazia sentir, já em pleno Outono. Depois de passar o edifício das agências europeias, ouço alguém chamar o meu nome com uma pronúncia difícil. Não foi difícil detectar a origem, pois o C também já me acenava do alto dos seus quase 2 metros de altura.

Foi uma agradável surpresa. Ele tinha-me avisado que estaria em Lisboa de férias, mas não me tinha confirmado datas, e tinha acabado de chegar. Andava à procura da loja de aluguer de bicicletas e, assim, caminhámos até lá. Pusemos rapidamente a conversa em dia, e combinámos um ponto de encontro para depois de almoço. E lá segui eu, agora já sem grande margem para desfrutar da paisagem, ou do sol.

Ao chegar à Praça do Município, porque era hora de almoço, lá me dou de caras com o D. Mais 2 dedos de conversa, mas como ele é patrício, e encontramo-nos frequentemente, permiti-me despachá-lo porque, afinal de contas, ainda nem tinha começado a subir. E agora, já não podia nem sequer olhar para as pessoas bonitas que preenchem a zona da Baixa e do Chiado, à hora de almoço de um dia de semana. Era o mais depressa possível, até ao Bairro Alto.

Cheguei ao restaurante marcado, e já me aguardavam os meus companheiros de muitas aventuras, menos das que são em duas rodas. Além de algumas risadas, deu para ouvir um deles, em tom gozão, a dizer: "afinal o ciclista é que chega atrasado!"
A mostrar posts 1 a 10 de 468 | « Anteriores | Próximos » | 5, 10, ou 20 de cada vez.


Creative Commons License

O conteúdo deste site está sob uma licença Creative Commons BY-NC-SA.
Os direitos do conteúdo externo apresentado neste site são os definido pelos autores.
A apresentação de conteúdo externo neste site é feita com a autorização dos autores.

:-}
v13.09
Powered by HTML Purifier