reciclando [4] cidade “ciclável”, um mito viável

paulofski @ na bicicleta | 30/01/2015 às 13:12

Temas: [ motivação ] [ bicicultura ] [ ciclismo urbano ] [ cidades ] [ fotografia ] [ mobilidade ] [ outras coisas ] [ penso eu de que... ] [ reciclando ]

cidade ciclável #1
As cidades não têm facilitado o modo como aproveitamos o espaço e o tempo. O ritmo de vida tornou-se rápido, apressado, urgente. O espaço ficou apertado e as pessoas foram engolidas pela voracidade de um quotidiano cada vez mais competitivo. Os portuenses, como outros habitantes de muitas cidades do mundo inteiro, reclamam uma série de mudanças em várias áreas da sua vida: saúde, trabalho, educação, hábitos alimentares, entretenimento, mobilidade… E, em grande medida isso deve-se às “regras” impostas pela sociedade: comer rápido, trabalhar mais, ter um carro, etc. Será que já nos questionamos onde nos vai levar esse estilo de vida? Será uma visão utópica desejar um futuro e estilo de vida melhor? É possível trazer a mudança através do ciclismo urbano? É pois!

cidade ciclável #2

Lentamente, as metrópoles contemporâneas procuram soluções de transformação com implicações no desenvolvimento e na estrutura urbana, social e cultural. As propostas de mobilidade não motorizada que lentamente surgem, propõem uma mudança de hábitos dos habitantes. A poluição ambiental, o mau planeamento urbano, a deterioração do espaço, o aumento da circulação automóvel, são ameaças às suas justas pretensões. As vantagens da bicicleta como meio de transporte alternativo, regular, económico, ecológico e saudável, são imensas. É uma das formas de recuperar o bom ritmo da cidade, do civismo e boas maneiras, que caracterizam uma sociedade civilizada. A bicicleta é um elemento de união. Traz felicidade, exercita não só o corpo, mas também a mente. Resgata o espaço público e permite que milhares de pessoas, de todas as idades, possam apreciar as ruas da cidade, a sua arquitectura, seus parques e, ao mesmo tempo, reúne as famílias, os cidadãos e os turistas numa convivência saudável.

cidade ciclável #3

Mas para ser uma óptima opção e ajudar a mobilidade, a bicicleta pode exigir um pouco de dedicação. Pedalar todos os dias e ir para as ruas circular, espremido entre os veículos nas estreitas ruas, não é nada fácil. Eu percebo que é um pouco arriscado driblar o trânsito das grandes cidades, atendendo às várias dificuldades que se depara a um pretendente commuter: a falta de vias que sejam cicláveis, os obstáculos naturais, os elementos da natureza, a exigência física. Infelizmente são muito poucas as ruas que oferecem espaço dedicado ou reservado aos ciclistas, o que obriga a uma convivência por vezes atribulada entre todos. Basta avaliar e comparar o espaço que os automóveis ocupam nas cidades com o espaço utilizado pelos ciclistas. O grande problema é que as infra-estruturas dirigidas aos ciclistas não incentivam e não estimulam nem mesmo os ciclistas esporádicos a fazerem uso da bicicleta com maior intensidade, muito menos conseguem atrair os que utilizam outros meios de transporte.

cidade ciclável #4

Para que ocorra uma mudança significativa na mobilidade nas nossas cidades, seria necessário traçar metas ousadas para os próximos anos. Urge contribuir para recuperar a qualidade de vida urbana. Não é uma utopia, tanto que muitas cidades no mundo inteiro já o fizeram. Mas isso depende dos governos, de uma boa administração dos recursos existentes e das escolhas correctas por parte do poder camarário. Aí sim, saberemos que a mudança engrenou, que as cidades melhoraram e corrigiram o caminho, rumo a um progresso sadio. Mas sabemos a que velocidade essas mudanças ocorrem. Apesar de tudo, há mais gente a pedalar nas ruas e isso é de salutar. Devemos ocupar o nosso espaço, perder o medo, discutir se for o caso, viajar de bicicleta e aprender a respeitá-las no trânsito.


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passatempo Sexta de Bicicleta… é pra amanhã

paulofski @ na bicicleta | 29/01/2015 às 14:48

Temas: [ divulgação ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ motivação ] [ MUBI ] [ outras coisas ] [ partilha ] [ sexta de bicicleta ]

sexta de bicicleta

“Certamente conhecem o projeto Sexta de Bicicleta da MUBi. É uma iniciativa que convida todos os portugueses a assumirem voluntariamente o desafio de tentarem usar a bicicleta como meio de transporte às sextas feiras. Se ainda não estão inscritos, visitem já o site do projecto: http://sextadebicicleta.mubi.pt/

Esta sexta-feira teremos novo passatempo, desta vez gentilmente
patrocinado pela Escola da Cenas a Pedal.

Desafiamo-vos a partilharem uma foto ou vídeo curto (<1min) da vossa Sexta de Bicicleta, acompanhados de uma frase simples. Podem partilhar diretamente na página facebook do Sexta de Bicicleta1 ou enviar por email para sextadebicicleta@mubi.pt.

As vossas contribuições devem relacionar-se com um tema que será divulgado ainda hoje! A participação vencedora será aquela que receber mais “gostos” depois de partilhada na nossa página facebook, entre aquelas que melhor ilustrem o tema.

Como prémio, a Escola da Cenas a Pedal oferece um vale de oferta de 40 € aplicável na oferta da escola (workshops, aulas regulares, cursos intensivos) ou uma mensalidade (65 €) na compra das primeiras duas mensalidades, para quem se inscreva no Nível 1.1 ou 1.2.

Mais informações aqui: http://escola.cenasapedal.com/as-aulas/conducao/

Contamos com as vossas contribuições!


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Descobri "a" oficina!

@ Eu e as minhas bicicletas | 28/01/2015 às 17:56

Temas: [ algés ] [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ oficina ]

Já tive de levar a Felicidade a várias oficinas para tratar de maleitas e melhorias.

Eu não percebo nada de mecânica pelo que gosto pouco de me aventurar a mexer nas minhas meninas... ainda estrago alguma coisa!

Começando pela loja onde a comprei, em Setúbal, que só lá fui para tratar de temas que estavam ao abrigo da garantia, e mesmo assim deixou muito a desejar no trato dos problemas, apesar de que em termos de revisão e afinação fiquei satisfeito qb com o mecânico.

O meu amigo mecânico tb já me deu uma ajudinha, e tirou-me uma folga que tinha no eixo pedaleiro mantendo a peça original e deu uma ajuda a afinar a bicicleta logo nos primeiros kms, mas não gosto de abusar do tempo dos amigos que já quase não tem disponibilidade.

Já a levei aqui a Lisboa a uma oficina da moda, onde o trato do mecânico foi algo "primadonna" pois ficou cheio de atrofios: "Pá, não consigo trabalhar contigo aqui em cima de mim, não dá..." - e eu estava apenas a explicar o que precisava de ser feito, era hora de almoço e só queria deixar a bina e saber se a podia ir buscar ao final do dia, enfim... Ficou de encomendar uma peça para a bicicleta que não tinha lá e depois ligava... passaram meses! Até hoje nada! Cruz na porta, no more!

Depois tive o azar de partir o dropout, telefonei e mandei mail a uma série de lojas e oficinas, era agosto e tudo fecha, pelo que ia ser complicado e o camandro e o caraças. Fui a uma oficina que me indicaram, em que os donos foram de um trato fenomenal, muito simpáticos e prestáveis. Mas a oficina é mais vocacionada para bicicletas de BTT e estradeiras de fim de semana. Não tem vocação para city bikes. Lá me resolveram o tema do dropout, mas até hoje não me mandaram a fatura e pedi um segundo dropout para ter de reserva, iam encomendar e depois telefonavam... até hoje nada! Deve ser defeito de profissão...
O mecânico conseguiu resolver o problema do dropout e ainda me arranjou o desviador senão tinha de levar um novo, mas as mudanças não ficaram lá grande coisa. Não levam com cruz na porta, mas não sei se voltarei lá.

O meu amigo e vizinho também já me deu uns jeitos na bicicleta, nomeadamente deu-me um avanço que montamos num instante o que me deu uma melhor posição de condução.

Nas últimas semanas tenho sentido o eixo pedaleiro a chiar e começou a ganhar uma folgazita, como previsível. Além disso o travão V-brake traseiro estava a reagir mal.

Um amigo já me tinha recomendado ir ali a Algés onde na mesma rua há uma série de oficinas à antiga e então decidi experimentar levar a uma "nova" oficina. Nova é como quem diz, pois deve ser uma loja bem velhinha, pelos vistos com mais de 30 anos, segundo este artigo:
http://www.dinheirovivo.pt/buzz/interior.aspx?content_id=3881380

Fui lá deixar a bicicleta no sábado ao final da manhã, já perto da hora de almoço, fui muito bem atendido pelo Sr. Nogueira (presumo, não lhe perguntei o nome) que me disse logo o que tinha e não tinha de material, deu logo um orçamento e uma data de entrega.
Deixei a bina entregue a quem percebe e fui lá buscar quando eu tive disponibilidade. Estava tudo como pedido, ainda afinou/apertou e limpou a bicicleta :)

Hoje a Felicidade parecia outra, o movimento não tem mais folgas e o travão traseiro parece que faz novamente a sua função com calços novos e bem afinados!

A lojinha/oficina é mesmo retro/vintage e é pena não estar mais bem situada, com uma limpeza e melhorias poderia ser mais apelativa, mas se calhar perdia o seu encanto... aqui não se arranjam bicicletas a granel, mas sim com devoção e perícia!

Acho que já encontrei "a minha oficina"!

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Rua Dom Jerónimo Osório, em Algés
https://www.google.pt/maps/@38.700254,-9.22555,3a,75y,216.8h,64.01t/data=!3m4!1e1!3m2!1sqTtUZZMNQO0IwU0lTibdSA!2e0?hl=en
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ciclovia para a freguesia

paulofski @ na bicicleta | 28/01/2015 às 10:31

Temas: [ divulgação ] [ bicicultura ] [ ciclovia ] [ estacionamento ] [ Matosinhos ] [ motivação ] [ noticia ] [ Odivelas ] [ Olhão ] [ outras coisas ] [ passeio ]

Meio milhão de euros para rede de ciclovias

Ciclovias de Matosinhos“A Câmara de Matosinhos aprovou hoje a execução das ciclovias da Quadra Marítima, parte integrante da rede para incentivar a utilização da bicicleta como transporte alternativo, um investimento que vai ascender ao meio milhão de euros.

A proposta de execução da geometria dos traçados das ciclovias da Quadra Marítima de Matosinhos, distrito do Porto, foi hoje aprovada, por unanimidade, na reunião pública do executivo, sendo “estratégia incentivar a utilização da bicicleta e de outros meios suaves de transporte como alternativa ou complemento do transporte público de grandes massas”.

A autarquia considera, por isso, “imprescindível promover, conservar, ligar e ampliar o atual sistema cicloviário municipal”.

À agência Lusa, o vereador comunista com o pelouro da Mobilidade e Transportes, José Pedro Rodrigues, antecipou que este investimento poderá ascender a meio milhão de euros, admitindo que as primeiras intervenções para que estas ciclovias sejam uma realidade possam começar na primavera.

Das obras necessárias para a concretização das ciclovias da Quadra Marítima fazem parte pinturas, construção de rotundas e requalificações de pisos, havendo intervenções mais amplas em vias como a Avenida Serpa Pinto ou a Rua Heróis de França.”

(ler em www.dn.pt)

Oeiras inaugura pista pedociclável

Ciclovia Oeiras“A Câmara Municipal de Oeiras inaugurou, no dia 24 de janeiro, a primeira fase da pista pedociclável que liga Algés à Cruz-Quebrada. Este investimento municipal de 115 mil euros traduz-se numa via de 950 metros de extensão. Com três metros de largura, “ampliável para uma largura superior, caso o seu uso assim o justifique”, refere a autarquia. A pista liga a zona da estação da Cruz Quebrada e do Parque Desportivo do Jamor, à zona ribeirinha de Algés, num traçado paralelo e a sul da linha de caminho-de-ferro. A ciclovia ribeirinha de Algés irá, de futuro, dar continuidade ao previsto prolongamento do Passeio Marítimo, entre a zona da curva do Mónaco e a Cruz Quebrada.”

(ler em www.transportesemrevista.com)


Dez novos estacionamentos para bicicletas vão ser inaugurados

olhao bicicletas“Estimular hábitos mais saudáveis junto da população continua a ser um propósito da junta de freguesia de Olhão, que inaugura no próximo domingo, 1 de fevereiro, dez novos estacionamentos para bicicletas em pontos estratégicos da freguesia.

O evento terá início às 11:00 horas, junto à sede da freguesia de Olhão (rua General Humberto Delgado, frente ao terminal rodoviário) e integra atividade física para todos: caminhada e passeio de bicicleta.

A caminhada será orientada pelo ex-atleta olímpico Helder Oliveira, num percurso de 4 km com dois níveis de andamento: médio e fácil.
Nas bicicletas, o guia será António Cerejo, nome bem conhecido do BTT, num percurso urbano fácil de 7 km.

Estes novos apoios para bicicletas em aço inox, num formato intercalado de meia-lua e círculo, permitem uma otimização do espaço, permitindo estacionar sete veículos em segurança.”

(ler + em http://algarve24.pt)


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ciclofilia [124] Ride like a girl

paulofski @ na bicicleta | 27/01/2015 às 9:00

Temas: [ ciclofilia ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ Canadá ] [ ciclismo urbano ] [ coisas que vejo ] [ dicas ] [ filme ] [ na neve ]

 

“Don’t be a wuss, ride like a girl. Magali Bebronne, Vélo Quebec spokesperson for winter cycling, gives a few tips on winter cycling in Montreal, on Friday, January 16, 2015.”


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A sinalização de manobras pelos ciclistas

Ana Pereira @ Cenas a Pedal - Escola de Bicicleta | 26/01/2015 às 8:47

Temas: [ Condução de bicicleta ] [ Dicas para condutores de automóvel ] [ bicicultura ] [ comunicação ] [ podcast ] [ sinais ] [ sinalização ]

Eu sinalizo sempre, porque nunca se sabe.

Como é que um ciclista pode, ou deve, sinalizar as suas manobras? Que manobras é que requerem sinalização? Como garantir que a mensagem passou? Como garantir que é seguro prosseguir com a manobra? O que pode correr mal ao sinalizar uma manobra com os braços? Oiçam este podcast na Rádio Estrada Viva e vejam se cometem o principal erro ali descrito.

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Inauguração de "Pedociclovia" de Algés

@ Eu e as minhas bicicletas | 25/01/2015 às 14:41

Temas: [ algés ] [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ ciclovia ] [ marginal ]

O convite estava feito pelo presidente da CMO... e hoje foi então inaugurado o troço da "pedociclocoisa" em Algés. 


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Os engravatados da CMO foram de carro obviamente.


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Eu tinha acabado de deixar a bina na oficina para mudar o eixo pedaleiro e fui lá correr. 

Está muito melhor do que estava mas é mais um projecto sem cabeça, não tem iluminação o que à noite vai ser giro. Não serve como catalizador da bicicleta e vai ser um equipamento para fins lúdicos aos fins-de-semana apenas.


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O presidente falou o politicamente correto mas as baboseiras de sempre. Alguém perguntou "Como vou de bicicleta para a praia?" e a resposta foi "Vai de barco." - enfim. 
Não fiquei mais do que o tempo do discurso e não ouvi a sessão de perguntas, espero que isso tenha sido captados por outros.

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Fui entrevistado por duas estações de TV, lamento mas voltei a engasgar-me todo na defesa da causa, xorry lá mas não tenho à vontade com as câmaras. 

O que está feito é melhor do que o que lá estava, é verdade, mas na minha parca e humilde opinião não é solução para os meios de transportes suaves serem adoptados. 

Foi dito pelo presidente e já hoje tinha lido as palavras de uma vereadora que vai haver um concurso para outro troço de ciclovia com prazo de conclusão até 16 meses e a rondar os 4 milhões  de euros. Se não era mais simples usar uma faixa da marginal e potenciar seriamente o uso dos meios suaves de transporte.

(ver aqui essa notícia: http://pedais.pt/vereadora-de-oeiras-desconhece-projeto-de-ciclovia-na-marginal/)



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Entrevista ao presidente da CMO sobre esta "ciclovia":
https://soundcloud.com/estradaviva/presidente-camara-de-oiras-pista-pedociclavel

A luta continua!
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Sobre as luzes nas bicicletas

Ana Pereira @ Cenas a Pedal - Escola de Bicicleta | 24/01/2015 às 8:53

Temas: [ Condução de bicicleta ] [ bicicultura ] [ luzes ] [ podcast ]

Para que servem as luzes numa bicicleta? O que diz a lei a este respeito? O que é importante assegurar em termos de iluminação ou visibilidade? É boa ideia ter luzes a piscar? Será que qualquer luz, independentemente da sua intensidade, é adequada? De que forma é que luzes inadequadas numa bicicleta podem potenciar quedas e colisões? Qual a relação entre a nossa posição na estrada e o nível de eficácia das luzes e reflectores em assegurar que somos detectados pelos outros condutores. Saibam a resposta a estas e outras questões neste podcast na Rádio Estrada Viva.

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"Ai... o menino não tem gaita?"

@ Eu e as minhas bicicletas | 23/01/2015 às 14:50

Temas: [ bicicultura ] [ buzinas ] [ campainhas ] [ peões ]

Há uns tempos levei um "raspanete" online de uma pessoa (a qual não conheço pessoalmente) que tem mais anos de experiência que eu nisto de circular de bicicleta em meios urbanos por eu ter mostrado em video e depois escrito que costumo apitar/buzinar/"campainhar" a alguns peões.

O facto é que já é o terceiro equipamento sonoro que tenho na minha bina Felicidade, a campaínha de origem não se ouvia. Comprei uma segunda que já tinha um bom timbre mas mesmo assim era demasiado soft.

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E mais tarde comprei a buzina maravilha que é bastante audível... apesar da minha mais que tudo dizer "Pareces um palhaço!".

É tão fixe que ofereci uma igual ao meu vizinho e amigo commuter e ele tb já não vive sem ela :)

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Mas ultimamente, pricipalmente à noite quando levo as luzes ligadas, às vezes em vez de buzinar (e eu faço-o a grande distância para não sobressaltar ninguém) tenho abrandado e faço-me sentir mais pelo rolar da bicicleta ou simplesmente digo "Com licença, obrigado!" ou "Se faz favor, posso passar? Obrigado" - que foi um bocado a orientação que a tal pessoa me fez passar num raspanete online em frente a demais comparsas da "bicicleta".

Sabem o que tem acontecido?
Dizem assim os peões:
"Ai... mas isso não tem gaita?"
"E a campaínha? Não toca?"
"Compra uma campaínha!"
"Toca a buzina!"

Basicamente sentem-se ofendidos por ser demasiado silencioso na aproximação, principalmente quando estão na ciclovia e abrando ao nível deles.

Já por mais que uma vez que apanho um bando de runners, já com alguma idade, que correm a ocupar toda a largura da ciclovia na Radial de Benfica, à noite. Por mais que uma vez que me aproximo, abrando, e como o foco de luz aponta para o chão e aquela zona é escura eles percebem a minha presença e desviam-se. Mas mandam sempre a boca: "Não tem campaínha?"

Desta última vez, assim que o foco de luz lhes atinge os pés em passada de corrida, buzinei...
"Andávamos a dizer mal do homem e afinal tem uma corneta! Assim sim!"

Preso por ter cão e preso por não ter. Vou continuar a fazer o que o meu bom-senso ditar.

Adenda:
Nem de propósito, no dia seguinte a escrever este post, à noite dei de caras com uns peões na ciclovia mas como só me apercebi tarde de mais não buzinei e rolei devagar até chegar perto.
Um deles sobressaltou-se e disse-me: "O amigo tem de comprar um apito!"

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reciclando [3] “quanto mais pedalo, mais poupo e mais ganho”

paulofski @ na bicicleta | 22/01/2015 às 14:40

Temas: [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ penso eu de que... ] [ reciclando ]

Notdottir

Quanto mais pedalo, mais poupo e mais ganho“. Ora essa frase lida e sabida levou-me a pensar no poder do pedal e nas possibilidades que poderia ter para as nossas cidades, especialmente na Imbicta. A crise não poupa ninguém. Os problemas da mobilidade urbana afectam a todos, no entanto são mais notados no quotidiano da população de fracos recursos, famílias numerosas, gente jovem e estudante, e nos mais velhos. As dificuldades de mobilidade não são apenas sentidas nas ruas desordenadas mas, cada vez mais, na gestão dos parcos orçamentos familiares, de quem necessita dos transportes públicos e/ou privados para se locomover. As políticas públicas de mobilidade urbana dependem muito do poder central e dos dinheiros comunitários, não sendo de todo pensadas para auxiliar as pessoas, quando muito para servir o mercado e o poder económico que este gera.

Aí entra a bicicleta. A bicicleta um veículo vantajoso e oferece à sociedade a aptidão suplementar de promover a mobilidade e igualdade. Muitos já percebem esta vantagem e aliaram a bicicleta como o seu veículo de eleição para o uso quotidiano. A bicicleta qualifica-se e promove-se como o meio de transporte por excelência. Afinal é o caminho mais justo e democrático para a construção de uma sociedade que privilegie a mobilidade por meio de transportes colectivos e não motorizados. A utilização regular da bicicleta, mesmo associada à utilização conjunta do transporte público e/ou do carro para qualquer tarefa, representa uma grande contribuição individual na mobilidade, na qualidade de vida social e na sustentabilidade ambiental. Tanto aqueles que pedalam regularmente quanto os que buscam meios alternativos para o fazer, reconhecem as dificuldades das grandes cidades, do volume de tráfego e da falta de um sistema viário perfeito. Uma vez que não é tolerável que cada um possua um carro e o use diariamente, o caminho mais justo e democrático à construção de uma sociedade que privilegie a consciência ambiental e a mobilidade, terá de ser privilegiada com a utilização de veículos colectivos e veículos não motorizados.

Muitos já deram conta disso, (isso dos benefícios do pedal para o nosso bolso, bem retratado neste estudo britânico do impacto do ciclismo sobre as economias) e também gostariam de optar pela alternativa, só que ainda não encontraram incentivos e meios seguros para empreender a mudança. Evidentemente que a mobilidade não motorizada causa dificuldades acrescidas e para alguns, esses factores limitam a sua praticabilidade, mas não podemos aceitar estes argumentos de ânimo leve. No que toca à mobilidade não motorizada, percebesse que o Estado e as autarquias pouco têm feito e apenas reafirma o modelo rodoviário como essencial para o desenvolvimento quando a razão seria por exemplo a elaboração de regulamentos pelo Estado que privilegiem a mobilidade não motorizada. Falta, portanto, coragem política e consciência social aos gestores públicos para empreender uma autêntica revolução, já para não falar da falta de infra-estruturas cicloviárias e de outras condições de segurança para pedalar.


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