notícia do tipo “mais vale tarde que nunca”, outra do género para acrescentar na agenda e histórias à volta da nossa Volta, que arranca hoje

paulofski @ na bicicleta | 29/07/2015 às 14:00

Temas: [ divulgação ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ bike to work ] [ ciclismo ] [ coisas que leio ] [ Lisboa ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ Volta a Portugal ]

Governo quer funcionários públicos a partilhar carros do Estado e a andar de bicicleta

AP de bicicleta e carshare“Funcionários públicos a pedalar, à boleia, através da partilha de carros do Estado e criação de zonas de estacionamento para bicicletas nos organismos da administração pública são algumas das medidas inscritas no Programa de Mobilidade que é hoje apresentado.
A mobilidade eléctrica e sustentável da administração pública vai ser apresentada esta manhã, pelo ministro do Ambiente e pelos secretários de Estado do Ambiente e da Energia. Um documento que foi ontem publicado em Diário da República.
No documento estão incluídas medidas que o executivo entende como linhas de ação para a gestão da mobilidade e com as quais o Governo pretende gastar cerca de 3 milhões de euros num estudo de caracterização para identificar o comportamento e ajudar a traçar o tipo de deslocações feitas por parte dos funcionários públicos.
No programa para a mobilidade, que o Governo quer que seja cumprido de forma cabal por todos os ministérios, o executivo vai promover a adesão a sistemas de partilha de bicicletas e a aquisição de veículos “suaves”para uma mobilidade mais sustentável.”…

(ler a notícia aqui)

De bicicleta para para o trabalho

bike to workA Lisboa E-Nova – Agência Municipal de Energia-Ambiente, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, organiza, no dia 18 de setembro (sexta-feira), a 5ª edição da iniciativa “De Bicicleta para o Trabalho – Bike to Work”.

Dirigida às empresas e/ou instituições sediadas no Concelho de Lisboa, esta iniciativa visa incentivar os seus trabalhadores a deslocarem-se neste dia de bicicleta para o seu local de trabalho, podendo realizar as inscrições em: http://lisboaenova.org/biketowork2015.
A Transportes de Lisboa, na qualidade de entidade que apoia o “De Bicicleta para o Trabalho – Bike to Work Day”, relembra que o transporte de bicicletas nos operadores Carris, Metro e Grupo Transtejo é gratuito, mediante os seguintes condicionalismos:

Metro | O transporte de bicicletas é limitado a um máximo de duas bicicletas por carruagem, desde que não se verifiquem grandes aglomerações de passageiros nem seja perturbado o normal funcionamento do sistema.

Carris | O transporte de bicicletas pode ser realizado qualquer dia da semana, em cinco carreiras de autocarros (708, 723, 724, 725 e 731) no horário de funcionamento das mesmas, num limite máximo de quatro bicicletas por veículo.

Grupo Transtejo | O transporte de bicicletas no Grupo Transtejo é gratuito em todas as ligações fluviais, de acordo com a lotação indicada (determinada pelo Mestre do navio) e condições descritas no site da empresa.

(fonte: carris.transporteslisboa.pt)

Cinco vencedores recordam as voltas que a Volta já deu

Mário Silva“Ciclismo. Das glórias de 1960 ao último vencedor português, o DN foi à boleia pela história da Volta a Portugal. Desde greves e falta de água até estradas de terra e bicicletas muito pesadas
Está aí a 77.ª edição da Volta a Portugal – que arranca hoje em Viseu e corta a meta em Lisboa, dia 9 de agosto. Bem mais curta e internacional nos últimos anos, mantém a emoção e o espetáculo, mas sem o espírito de aventura de outros tempos, desde que em 1927 o Diário de Notícias e o Sports se lançaram na organização da prova rainha do calendário velocipédico nacional.
Ao longo das últimas décadas tudo evoluiu, conforme o DN pôde confirmar numa viagem pelas memórias da história da Volta, com cinco vencedores portugueses em épocas distintas.
O mais antigo deles, Mário Silva, venceu a Volta pelo FC Porto em 1961, um ano depois de ter estado presente nos Jogos Olímpicos de Roma. Para ele, a Volta do seu tempo era bem mais dura. “Quando comecei, ainda trabalhava como carpinteiro. Os ciclistas de antigamente tinham mais força, hoje são mais “amimalhados”… Se quiséssemos água durante uma corrida, tínhamos de parar e procurar uma fonte. Havia vinte e muitas etapas e nalguns dias tínhamos duas… E havia também mais gente a ver a corrida. Chegávamos a encher as Antas e Alvalade”, afirma o ex-campeão portista, agora com 75 anos, lembrando como investiu o dinheiro dos prémios arrecadados nessa Volta de 1961, em que a vitória final valia 25 contos: “No total, arrecadei mais de 40 contos. Distribuí 10% pelos colegas, como estava estipulado, e o resto investi em terrenos agrícolas, que o ciclismo não dava futuro.
Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN”.


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crónicas do dia, invenções em família, histórias de vida

paulofski @ na bicicleta | 27/07/2015 às 11:13

Temas: [ divulgação ] [ 1 carro a menos ] [ Almeida ] [ benefícios das pedaladas ] [ bicicultura ] [ Brasil ] [ ciclistas no mundo ] [ coisas que inventam ] [ coisas que leio ] [ e-bikes ] [ motivação ] [ noticia ]

Prática do ciclismo previne contra mortalidade precoce

Lídia Barbosa“Estudos internacionais mostram que o ciclismo previne contra a mortalidade precoce das pessoas e do planeta, além de resultar em economia financeira. No Brasil, o potencial é grande, mas os incentivos e as pesquisas sobre os benefícios da modalidade ainda são poucos

Essa é uma realidade que a técnica em saúde bucal Lídia Barbosa da Piedade, 53 anos, conhece bem. Ela começou devagar e, hoje, faz percursos de até 130km em sua bicicleta. Na infância, Lídia gostava de pedalar, mas só readquiriu o hábito há quatro anos, quando viu uma turma de ciclistas passeando pelas ruas de Brasília. Entrou em uma loja, comprou a bicicleta e passou a frequentar grupos que se aventuram dentro e fora da cidade. “Eu me apaixonei. Por dia, faço até 40km”, conta. Normalmente, ela sai para pedalar à noite, com os amigos do grupo. Mas, às vezes, também vai ao trabalho, no Setor Comercial Norte, sobre duas rodas.”…

(Continua a ler aqui)

Dois irmãos de Almeida transformam bicicletas a pedal em elétricas e triciclos

Armindo e Helder“Dois irmãos inventores autodidatas residentes na vila de Almeida, no distrito da Guarda, têm por passatempo transformar bicicletas normais em elétricas e em triciclos, para surpresa de amigos e de vizinhos.

Helder Gomes, de 53 anos, motorista de ambulância nos Bombeiros Voluntários de Almeida, criou um triciclo híbrido (elétrico e a pedal) a partir de uma bicicleta e Armindo Gomes, de 61 anos, desempregado, faz a alteração de bicicletas normais para elétricas.
Armindo e Helder, que pertencem a uma família que tem vários criativos, desde os avós aos netos, decidiram apostar na transformação de bicicletas a pensar no conforto e na diminuição dos custos com as deslocações diárias.
O projeto inicial de Helder Gomes, em 2001, consistiu na junção de um motor de combustão a uma bicicleta, mas desistiu da ideia porque necessitava de homologação para poder circular na via pública. Posteriormente, transformou a bicicleta em triciclo e, em 2014, adaptou-lhe um motor elétrico.
O bombeiro concebeu o triciclo híbrido com parte da estrutura da bicicleta, duas rodas de motociclo, duas trotinetes velhas, peças de uma máquina de lavar roupa e parte de um pneu de moto quatro (serve de assento).
“Só comprei uns parafusos na loja, o resto é tudo praticamente reciclado”, contou.”…

(continua a ler aqui)

Este homem só trabalha metade do ano. Nos restantes meses apenas viaja

Benedict“Não tenho vergonha de não gostar de trabalhar. Gosto de coisas simples. Tudo o que seja documentos e contas para pagar não funciona para mim. Aliás até me ‘stressam’, então decidi eliminar o que me fazia mal”, explica.

Ultra Romance, também conhecido como Benedict, de 35 anos, recusa-se a ficar fechado entre quatro paredes. Esta é a história de um norte-americano que só trabalha metade do ano e a outra metade passa a viajar na sua bicicleta.
O Business Insider dá conta que Ultra Romance acabou a sua licenciatura em nutrição há 15 anos, mas nunca viveu mais de seis meses no mesmo sítio. Como trabalho escolheu ter duas profissões: pescador ou guia turístico.
Nunca teve um carro e apenas tem uma conta bancária para vender e comprar peças da bicicleta no Ebay.
O norte-americano vive apenas com cerca de nove euros por dia e todo o dinheiro que vai arrecadando coloca em malas e enterra-as. Além de que dedica todo o seu tempo para estar em contacto com a natureza.
Para Ultra Romance, trabalhar 40 horas semanais é contranatura.
“Não tenho vergonha de não gostar de trabalhar. Gosto de coisas simples. Tudo o que seja documentos e contas para pagar não funciona para mim. Aliás até me ‘stressam’, então decidi eliminar o que me fazia mal”.
As suas viagens inspiraram um perfil no Instagram que conta com mais de 14 mil seguidores.

(fonte: noticiasaominuto.com/mundo)


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As imagens vendem, mas e ações?

@ Eu e as minhas bicicletas | 25/07/2015 às 17:40

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ comunicação ] [ imagem ] [ publicidade ]

Estes são apenas alguns exemplos, mas muitos mais haverá de certo, que demonstram que a "bicicleta" está na moda! É trendy!

Os marketeers, publicitários, jornalistas, profissionais da comunicação e comerciantes não são burros, quer dizer alguns até poderão ser menos inteligentes mas a maioria tem dois dedos de testa, e percebeu que a imagem icónica da bicicleta vende.

E que se há mais gente a usar a bicicleta então também há vantagens em colar a marca/produto/loja a essa imagem.

Passe a publicidade...

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Até o jornalismo foca-se na bicicleta, por exemplo no "Jornal i" que é um periódico que leio amiúde usa muitas fotos com bicicletas:

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Mas a questão de fundo é: 
E os políticos e decisores, serão na sua maioria asnos teimosos?
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aviso à navegação velocipédica, pédica e ortopédica

paulofski @ na bicicleta | 22/07/2015 às 12:04

Temas: [ Pelotão do Arrasto ] [ bicicultura ] [ Cosmica ] [ fotografia ] [ fotopedaladas ] [ longas pedaladas ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ Porto ]

As obras de requalificação na Avenida Gustavo Eiffel ainda condicionam a circulação, não só a rodoviária como a velocipédica, pédica e ortopédica. Agora, numa fase mais adiantada das obras, a atenção concentra-se na limpeza das escarpas, de construções devolutas e entulho acumulado, com derrocadas controladas. Há alturas do dia em que a circulação é interrompida por algumas horas, isto até pelo menos ao dia 6 de Agosto, pelo que nos foi informado.

obras Avenida Gustavo Eiffel
Hoje, na nossa pedalada madrugadora pela marginal, a caminho da barragem de Crestuma, ainda passamos pelo passeio e entre as pedras espalhadas pela via. Já no regresso, encontramos o trânsito interdito e não tivemos outra alternativa senão dar à sola, empurrando as biclas pela íngreme Calçada das Carquejeiras até às Fontaínhas. Claro que o momento foi aproveitado para esticar as pernas e tirar umas fotografias à maneira.

Calçada das CarquejeirasE com esta brincadeira, piquei o ponto atrasado! Shiuuu…


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estudo de conflitos entre veículos motorizados e bicicletas

paulofski @ na bicicleta | 21/07/2015 às 10:10

Temas: [ divulgação ] [ Aveiro ] [ bicicultura ] [ coisas que leio ] [ investigação ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ segurança rodoviária ]

Investigação de Luís Campos Oliveira, estudante do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica

Mobilidade Ciclável“Chama-se “Mobilidade Ciclável: Modelação de Tráfego e de Conflitos Rodoviários” e é o tema da Dissertação de Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro (UA) apresentado por Luís Campos Oliveira. Esta Dissertação enquadra-se nas atividades da Plataforma Tecnológica da Bicicleta e Mobilidade Suave da UA, mais propriamente no projeto “Deslocações Seguras para a UA”, e teve como objetivo principal estudar os conflitos entre veículos motorizados e bicicletas nos percursos preferenciais para a UA, nomeadamente Estação Ferroviária de Aveiro – UA, no período de ponta da manhã, associado a um elevado volume de tráfego e onde a probabilidade de conflitos rodoviários envolvendo os veículos em estudo poderá ser maior.
Com a orientação da docente Margarida Coelho do Departamento de Engenharia Mecânica, pretendeu-se enquadrar no âmbito deste trabalho a utilização de modelos de simulação do tráfego rodoviário e de análise de conflitos entre veículos (VISSIM e SSAM, respetivamente) para construir diversos cenários.
Posteriormente foram estabelecidos cenários alternativos para melhoria da mobilidade Para tal, primeiramente foi realizada monitorização experimental, como forma de contagem do número de bicicletas a circular diariamente na cidade de Aveiro. Em seguida, foi criado um cenário base, que espelha a realidade do tráfego diário de veículos, e onde o número de bicicletas inseridas no software de modelação corresponde às observadas nas contagens realizadas. Posteriormente, implementaram-se outros cenários, denominados de alternativos, que tiveram como objetivo a simulação de alterações ao tráfego e estudo de alternativas, face à situação atual.
Realizadas as simulações, os dados de saída do modelo VISSIM serviram como dados de entrada para o modelo SSAM, onde se extraíram o número de conflitos que ocorreram ao longo dos trajetos definidos, e as medidas representativas da segurança rodoviária. A modelação e simulação microscópica de tráfego, aliada a modelos de análise de segurança rodoviária, revelou-se bastante importante na análise da situação atual, em Aveiro, e de possíveis alterações a realizar, e que iriam melhorar a qualidade da mobilidade ciclável através do aumento da segurança rodoviária.
A eficiência da rede de transportes é um assunto que preocupa governos e outros setores da sociedade, seja por motivações económicas ou ambientais. Além do elevado preço dos combustíveis, as externalidades associadas à emissão de poluentes são cada vez mais uma fonte de preocupação global Assim, têm surgido cada vez mais projetos e campanhas de sensibilização e promoção para a utilização diversificada dos vários meios e formas de transporte sustentáveis. É neste âmbito que se enquadra a bicicleta como uma mais-valia económica, ambiental e de saúde pública. A utilização da bicicleta nas deslocações quotidianas está em crescimento, não só em Portugal mas em toda a Europa. No entanto, um dos argumentos mais relevantes dados pelos cidadãos para não utilizarem a bicicleta com mais frequência, prende-se com a falta de segurança na via. O trabalho de Luís Campos Oliveira surgiu no âmbito desta problemática.”

Fonte: uaonline.ua.pt


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Odeceixe e mais uma estória dos "Funcionários"

@ Eu e as minhas bicicletas | 19/07/2015 às 13:02

Temas: [ bicicultura ] [ funcionários ] [ odeceixe ] [ praia ]

(Na onda da sátira "Funcionários" do livro "Quotidiano Delirante" do artista Miguelanxo Prado seguem mais umas estórias de pura ficção...)

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- Bem-vindo de volta Senhor Engenheiro. Esse descanso? - perguntou o rapaz com um sorriro trocista.
- Obrigado rapaz! Obrigado... foram umas boas férias!
- Então, onde foi?
- Há anos que um velho amigo me andava a desafiar para ir conhecer as suas paragens, e assim este ano em vez de ir para os brasis ou méxicos fazer praia resolvi ficar por cá.
- Pois, com tão boas praias no nosso país...
- É, mas para mim férias tem de ser ir de avião e para um sítio diferente e longe daqui... tás a perceber rapaz? - diz o engenheiro com a soberba de quem tem dinheiro e os outros não.
- Mas foi para onde então? Conte lá...
- Ópá, fui para Odeceixe, conheces?
- Então não!? Uma das melhores praias do país. É excelente para tudo. Para a criançada, para o surf, para descansar pois não tem muita gente, e tem o rio que é uma alternativa quando a maré está brava, até para correr e andar de bicicleta, e a comida é muito boa... um paraíso...


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- Por acaso também gostei, mas pena é a falta de acessibilidades.
- Como assim?
- É pá, demora-se muito a lá chegar... é só estradas e estradinhas... falta uma autoestrada naquela zona?
- Uma quê...? - questionou o rapaz supreendido mas ao mesmo tempo resignado.
- Uma autoestrada! Aquilo é logo ali mas como é por estradinhas com curvas e pelo meios dos montes demora-se muito tempo...
- Mas é o ideal para quem vai de passeio ou de bicicleta até, há muito turista que viaja de bicicleta para essa zona litoral... acredito que viu muitas não?


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- Então não vi? No meio da estrada a atrapalharem, e mesmo na zona da vila ou da praia muitas delas... olha, e até tenho uma estória para te contar sobre isso das bicicletas... Esse meu amigo é lá da Junta, sabes como é, somos um networking, troca de conhecimento e tal, uma ajuda aqui, outro ajuda ali... e há uns anos pediu-me ajuda para isto da mobilidade e tal...
- A sério?
- Sim, sim rapaz. Eu percebo de mobilidade! Então mandou-me umas fotos e uns croquís para eu lhe dar a opinião. Era para meterem lá um parqueamento de bicicletas, para as arrumar todas e não andarem espalhadas lá na zona da praia.
- Hmmm, estou a ver... para não incomodarem os carros?
- Isso! Vês como estás a aprender? E então estive lá e vi in-loco a obra que foi feita com as minhas orientações...
- À distância? Fez avaliações e orientações à distância? Sem conhecer o local e a sua vivência?
- Ó rapaz, quando se tem traquejo é assim... Mas fiquei muito decepcionado!
- Foi?
- Pois foi! Sabes porquê? Porque os turistas ciclistas e os utilizadores de bicicleta não sabem dar  valor ao trabalho e esforço que fazem por eles. Quer dizer, abdica-se de um excelente lugar de estacionamento automóvel para colocar uma estrutura que custou dinheiro e em vez de usarem, sabes o que fazem? Sabes?
- Sei pois...
- Pois não sabes... ah sabes, como assim?
- Deixe-me adivinhar... em vez de usarem uma estrutura estrategicamente colocada longe de tudo e de forma a não incomodar, os sacanas vão e prendem as bicicletas aos locais mais inusitados - diz o rapaz com tom sacástico mas sem o engenheiro entender.

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- EXATO!!! Aquilo tem lá espaço de sobra, ah e tal tem de ter um lugar permanente para ambulâncias, ok tudo bem, tem de ter um lugar para deficientes e como é óbvio tem de ser o melhooor lugar de todos... - diz o engenheiro com tom de asco - sim, porque o lugar está sempre às moscas, por isso vamos de reservar o melhor lugar para ficar sempre vazio.
O rapaz já torcia os olhos, mas continuava sereno a ouvir.
- ... e depois está um lugar para a Junta, isso tem de ser, não vai o esforçado e deligente representante de junta ter de deixar o carro longe de tudo, e depois um lugar para as autoridades, a GNR, também faz sentido, mas está quase sempre vazio, e depois um excelente lugar para bicicletas, que também está vazio. Portanto temos ali mesmo em frente à praia uma zona reservada para quase ninguém usar, fica um espaço amplo e desafogado, sem sentido.
- Sem sentido?
- Podia muito bem caber ali bem alinhados uns 6 a 7 carros, mas não... e mais, estacionam as bicicletas agarradas mesmo ao pé de um sinal de proibido parar e estacionar. Esses ciclistas não sabem as regras?
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- As regras que foram feitas para... os carros?
- Não interessa, regras são regras!
- Já lhe ocorreu que quiça os estacionamentos de bicicletas é que são mal feitos e mal pensados, e por isso ninguém os usa?
- Já me ocorreu, mas é uma ideia absurda, obviamente que não é assim. Se são bons lugares porque não os usam?
- Se calhar porque não são bons, se calhar as estruturas são entorta-rodas, se calhar são longe da vista, longe de locais onde as pessoas sentem mais segurança, as pessoas deixam as suas bicicletas o mais perto possível do local para onde vão, é uma das vantagens da bicicleta, não a vão deixar a 300 metros, ou mesmo a 50 metros se as podem deixar mesmo ali "à mão"...
- Isso é que não faz sentido nenhum. Quem anda de bicicleta não se importa de fazer exercício físico, se já veio de bicicleta o que são mais 50 metros? Já eu que vou de carro, que não quero fazer exercício, deveria ter lugar mesmo "à porta", isso sim, faz sentido...
- Ah!! - rematou o rapaz que achou que já nem valia a pena continuar a conversa.


A estória é fição minha, mas os suportes são reais.
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just do it

paulofski @ na bicicleta | 17/07/2015 às 12:00

Temas: [ motivação ] [ benefícios das pedaladas ] [ bicicultura ] [ ciclograma ] [ infografia ] [ outras coisas ]

porquê na bicicleta


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salva-vidas, a bicicleta na hora certa, no sítio certo

paulofski @ na bicicleta | 16/07/2015 às 12:00

Temas: [ divulgação ] [ bicicultura ] [ bombeiros ] [ coisas que leio ] [ Esmoriz ] [ Espinho ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ polícia ] [ salvavidas ]

Bombeiros de bicicleta facilita socorro na praia

bombeiros de bicicleta“Equipa de Bicicletas dos Bombeiros de Espinho socorreram, anteontem, uma vítima de afogamento, junto à praia da Rua 37
O alerta foi dado às 17.50 horas de anteontem, momento em que foi solicitado apoio para socorrer uma vítima de afogamento em paragem cardiorrespiratória, junto à praia de rua 37, em Espinho, entretanto retirada da água pelos nadadores-salvadores.
Segundo relato dos Bombeiros Voluntários Espinhenses, “de imediato foram accionadas para o local a equipa de bicicletas dos bombeiros presente na zona balnear, ambulância e viatura médica”.”

Fonte: diarioaveiro.pt

Militar da patrulha em bicicleta da GNR salva banhista em Esmoriz

GNR de bicicleta salva banhista“Um militar do pelotão ciclo da GNR salvou hoje um homem, de 61 anos, que estava a ser arrastado pela corrente marítima e um nadador-salvador que tentara socorrê-lo, na praia do Cantinho, em Esmoriz, informou aquela força de segurança.
Segundo uma nota da GNR, o militar estava a patrulhar de bicicleta a costa de Ovar, no distrito de Aveiro, juntamente com outro colega, quando observou um ajuntamento de cidadãos na praia, tendo-se deslocado de imediato ao local.”…

Fonte: ainanas.com

entretanto…

Bombeiros de Esmoriz fazem esclarecimento sobre salvamento

“Relativamente a noticias publicadas durante o dia de hoje os Bombeiros Voluntários de Esmoriz vem prestar o seguinte esclarecimento e que a verdade dos factos seja reposta:

Enquanto iam procurando trazer para terra a vitima, surgiu na praia a presença do pelotão ciclo da GNR que socorrendo-se dos meios em terra dos nadadores salvadores através de um dos elementos foi prestar auxilio para que os nadadores salvadores pudessem trazer a vítima para terra sem mais delongas.
A colaboração do agente da GNR foi excelente para que esta união de esforços resultasse numa intervenção de sucesso.

Ninguém é tão forte quanto nós todos juntos!”

Fonte: vidadebombeiro.pt


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passeios

paulofski @ na bicicleta | 15/07/2015 às 15:30

Temas: [ divulgação ] [ Aveiro ] [ bicicultura ] [ Burinhosa ] [ coisas que leio ] [ cycle chic ] [ motivação ] [ noticia ] [ passeio ] [ pasteleiras e vintageiras ] [ Porto ]

1º Aveiro City Bike Experience

Aveiro bike experience“Sábado 18 de Julho com início às 10h30 e fim previsto às 13h15.
Ponto de encontro e chegada: Cais dos Botirões, junto à Praça do Peixe, em Aveiro. Organizado pelo Ciclaveiro, e integrado no Aveiro Moda 2015, o 1º Aveiro City Bike Experience consistirá numa experiência desafiante de bicicleta pela cidade de Aveiro.
Traz a tua bicicleta, veste-te de forma cool e vem experimentar e demonstrar que andar de bicicleta na cidade é a melhor forma de deslocação no dia a dia, num percurso cheio de surpresas e desafios.
Por cada desafio ultrapassado haverá recompensas e receberás novas pistas, habilitando-te ao prémio final.
Decorrerá também um passatempo para escolha do conjunto bicicleta-ciclista mais elegante/fashion/cool.
Acompanha as novidades que forem surgindo em: https://www.facebook.com/events/714885231973540/
Ponto de encontro e chegada: Cais dos Botirões, junto à Praça do Peixe, em Aveiro.
Organizado pelo Ciclaveiro, e integrado no Aveiro Moda 2015, o 1º Aveiro City Bike Experience consistirá numa experiência desafiante de bicicleta pela cidade de Aveiro.
Aceita o desafio e desafia a família, os amigos, os vizinhos, os colegas de trabalho!
Contribui para pôr Aveiro a pedalar.
Inscrições limitadas a 50 participantes.
As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias, através do preenchimento do formulário.”

Fonte: https://docs.google.com

Mais de 850 entusiastas confirmados a duas semanas do Encontro Nacional de Bicicletas

XIIENBA2015“As inscrições para o 12º Encontro Nacional de Bicicletas Antigas (ENBA) estão esgotadas. A cerca de duas semanas do evento são mais de 850 os entusiastas inscritos para um passeio que tem inicio na Burinhosa (http://www.enbaburinhosa.com).

iniciativa decorre a 26 de julho numa iniciativa que reúne ciclistas de todo o país.”

Fonte: http://www.beneditafm.pt

Pedalar pelo Porto Antigo

bicicleta Porto Antigo“Já abriram as inscrições para o XII Passeio de bicicleta Porto Antigo, uma iniciativa apoiada pela Câmara Municipal do Porto.

O passeio tem data marcada para 13 de setembro, com partida e chegada na Quinta da Bonjóia, em Campanhã. O percurso, de 25 quilómetros, é acessível e pretende dar a conhecer alguns pontos histórico da cidade.

A inscrição pode ser feita online.

Fonte: http://www.porto.pt


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Gancho à direita

Ana Pereira @ Cenas a Pedal - Escola de Bicicleta | 14/07/2015 às 20:56

Temas: [ Acidentologia ] [ acidentologia ] [ bicicultura ] [ vídeos ]

Há dois tipos comuns de “gancho à direita”:

  1. quando um automobilista passa ou ultrapassa um ciclista e vira à direita
  2. quando um ciclista entra no ângulo morto de um automobilista que está a virar à direita

Como com a maior parte das colisões, esta também pode ser evitada por uma das partes independentemente do erro ou culpa legal da outra.

Um gancho à direita tem este aspecto:

Fonte: Bicycling.com

Fonte: Bicycling.com

O vídeo abaixo foca-se nas dinâmicas das ciclovias [ciclovias são vias de trânsito reservadas a velocípedes, marcadas na faixa de rodagem, como os corredores BUS mas quase sempre demasiado estreitas para caber um carro]. Os ganchos à direita podem acontecer em estradas sem ciclovias, com vias largas ou estreitas. A causa e a prevenção são as mesmas também nesses casos.

Agora um exemplo real. O vídeo abaixo mostra uma situação típica de [quase] colisão (neste caso a condutora da bicicleta até teve sorte, porque não chegou a colidir com o automóvel) entre um automóvel que vira à direita e uma bicicleta que, circulando encostada à direita da corrente de tráfego geral, segue em frente num entroncamento ou numa entrada particular.

Passem directamente para os 0:45 s no vídeo e observem bem:

Os ciclistas circulam na berma*, à direita da corrente de tráfego geral. Surge uma entrada/saída para um parque de estacionamento, os ciclistas pretendem continuar em frente mas à sua esquerda há um automóvel que, depois de colocar o pisca, vira devagar para entrar no parque de estacionamento e quase abalroa a ciclista da frente.

tem uns símbolos de bicicleta pintados no chão, sim, mas para o caso, é irrelevante: seja uma berma, uma ciclovia, ou um passeio, a mecânica da colisão é a mesma

Quem tem culpa?

O condutor do automóvel não se aproximou da berma antes de efectuar a manobra, como manda a lei, mas fez o pisca e fez a manobra bastante devagar. Ainda assim, e como referiu várias vezes uns instantes mais tarde, não viu a ciclista [antes de começar a virar]. E provavelmente não a viu porque esta estava no ângulo morto dos espelhos retrovisores do automóvel. Dado que não há sinalização nenhuma a alertar para eventual trânsito de bicicletas na berma da estrada, o condutor do automóvel não tinha nenhuma razão para se preocupar com esse ângulo morto, dado que este, tanto quanto ele saberia, dava para a berma, de onde não é suposto surgirem veículos…

A condutora da bicicleta circulava pela ciclovia, como manda a lei nos EUA, mas a ciclovia deixa de existir nos entroncamentos e entradas/saídas como a do vídeo, apesar de não haver sinalização vertical a validar as marcações rodoviárias… Ela quer seguir em frente e vê (ou, provavelmente não vê, porque não estava à procura desse sinal, perdida na ilusão de que na ciclovia não tem que se preocupar) um carro à sua esquerda a pôr o pisca, mas não abranda, assume, sem se certificar, que o condutor a viu e que lhe vai ceder passagem, e é aí que [quase] ocorre uma colisão – bastava o carro vir mais depressa…

Os técnicos e políticos que implementaram / autorizaram tal infraestrutura são os maiores culpados neste cenário, pois implementaram uma infraestrutura, cuja lei (nos EUA, em Portugal já não, desde 2014) obriga os ciclistas a usarem-a em vez das vias normais ao lado, que lhes oferece uma ilusão de segurança acrescida face às vias normais partilhadas com os automóveis, mas que os coloca em risco acrescido de abalroamento ao removê-los da corrente geral de tráfego e colocá-los nos ângulos mortos dos espelhos dos automóveis, e nos ângulos mortos mentais** dos condutores destes em todos os entroncamentos.

** para um condutor de automóvel activamente procurar ver o que se passa na berma ao seu lado, tem que estar formatado para tal, isso tem que fazer sentido – porque foi treinado para isso e porque a experiência lhe ensinou que é importante, que não o fazer é perigoso – não é o caso da situação do vídeo

Como evitar este tipo de colisão?

Automobilistas: sigam a lei, façam a curva no menor percurso possível, e para tal aproximem-se com antecedência da berma direita, mesmo que isso implique usar, parcialmente [porque a via é mais pequena do que o normal], a ciclovia, e no processo procurem garantir que não há ciclistas nos vossos ângulos mortos.

Ciclistas: saiam da ciclovia e ocupem o centro da via adjacente um pouco antes de chegarem ao entroncamento, só retornando à ciclovia depois de passarem, em segurança, a zona de conflito. Se não há ciclovia marcada, não circulem na berma como se ela fosse uma ciclovia destas, saiam do ângulo morto, coloquem-se bem no centro do campo de visão dos automobilistas, e vão mantendo uma noção do que se passa ao lado e atrás de vós enquanto atravessam a zona de conflito (ver artigo “Olhar: em frente, para trás, por cima do ombro“), para anteciparem os erros dos outros.

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