notícia do tipo “mais vale tarde que nunca”, outra do género para acrescentar na agenda e histórias à volta da nossa Volta, que arranca hoje

paulofski @ na bicicleta | 29/07/2015 às 14:00

Temas: [ divulgação ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ bike to work ] [ ciclismo ] [ coisas que leio ] [ Lisboa ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ Volta a Portugal ]

Governo quer funcionários públicos a partilhar carros do Estado e a andar de bicicleta

AP de bicicleta e carshare“Funcionários públicos a pedalar, à boleia, através da partilha de carros do Estado e criação de zonas de estacionamento para bicicletas nos organismos da administração pública são algumas das medidas inscritas no Programa de Mobilidade que é hoje apresentado.
A mobilidade eléctrica e sustentável da administração pública vai ser apresentada esta manhã, pelo ministro do Ambiente e pelos secretários de Estado do Ambiente e da Energia. Um documento que foi ontem publicado em Diário da República.
No documento estão incluídas medidas que o executivo entende como linhas de ação para a gestão da mobilidade e com as quais o Governo pretende gastar cerca de 3 milhões de euros num estudo de caracterização para identificar o comportamento e ajudar a traçar o tipo de deslocações feitas por parte dos funcionários públicos.
No programa para a mobilidade, que o Governo quer que seja cumprido de forma cabal por todos os ministérios, o executivo vai promover a adesão a sistemas de partilha de bicicletas e a aquisição de veículos “suaves”para uma mobilidade mais sustentável.”…

(ler a notícia aqui)

De bicicleta para para o trabalho

bike to workA Lisboa E-Nova – Agência Municipal de Energia-Ambiente, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, organiza, no dia 18 de setembro (sexta-feira), a 5ª edição da iniciativa “De Bicicleta para o Trabalho – Bike to Work”.

Dirigida às empresas e/ou instituições sediadas no Concelho de Lisboa, esta iniciativa visa incentivar os seus trabalhadores a deslocarem-se neste dia de bicicleta para o seu local de trabalho, podendo realizar as inscrições em: http://lisboaenova.org/biketowork2015.
A Transportes de Lisboa, na qualidade de entidade que apoia o “De Bicicleta para o Trabalho – Bike to Work Day”, relembra que o transporte de bicicletas nos operadores Carris, Metro e Grupo Transtejo é gratuito, mediante os seguintes condicionalismos:

Metro | O transporte de bicicletas é limitado a um máximo de duas bicicletas por carruagem, desde que não se verifiquem grandes aglomerações de passageiros nem seja perturbado o normal funcionamento do sistema.

Carris | O transporte de bicicletas pode ser realizado qualquer dia da semana, em cinco carreiras de autocarros (708, 723, 724, 725 e 731) no horário de funcionamento das mesmas, num limite máximo de quatro bicicletas por veículo.

Grupo Transtejo | O transporte de bicicletas no Grupo Transtejo é gratuito em todas as ligações fluviais, de acordo com a lotação indicada (determinada pelo Mestre do navio) e condições descritas no site da empresa.

(fonte: carris.transporteslisboa.pt)

Cinco vencedores recordam as voltas que a Volta já deu

Mário Silva“Ciclismo. Das glórias de 1960 ao último vencedor português, o DN foi à boleia pela história da Volta a Portugal. Desde greves e falta de água até estradas de terra e bicicletas muito pesadas
Está aí a 77.ª edição da Volta a Portugal – que arranca hoje em Viseu e corta a meta em Lisboa, dia 9 de agosto. Bem mais curta e internacional nos últimos anos, mantém a emoção e o espetáculo, mas sem o espírito de aventura de outros tempos, desde que em 1927 o Diário de Notícias e o Sports se lançaram na organização da prova rainha do calendário velocipédico nacional.
Ao longo das últimas décadas tudo evoluiu, conforme o DN pôde confirmar numa viagem pelas memórias da história da Volta, com cinco vencedores portugueses em épocas distintas.
O mais antigo deles, Mário Silva, venceu a Volta pelo FC Porto em 1961, um ano depois de ter estado presente nos Jogos Olímpicos de Roma. Para ele, a Volta do seu tempo era bem mais dura. “Quando comecei, ainda trabalhava como carpinteiro. Os ciclistas de antigamente tinham mais força, hoje são mais “amimalhados”… Se quiséssemos água durante uma corrida, tínhamos de parar e procurar uma fonte. Havia vinte e muitas etapas e nalguns dias tínhamos duas… E havia também mais gente a ver a corrida. Chegávamos a encher as Antas e Alvalade”, afirma o ex-campeão portista, agora com 75 anos, lembrando como investiu o dinheiro dos prémios arrecadados nessa Volta de 1961, em que a vitória final valia 25 contos: “No total, arrecadei mais de 40 contos. Distribuí 10% pelos colegas, como estava estipulado, e o resto investi em terrenos agrícolas, que o ciclismo não dava futuro.
Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN”.


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crónicas do dia, invenções em família, histórias de vida

paulofski @ na bicicleta | 27/07/2015 às 11:13

Temas: [ divulgação ] [ 1 carro a menos ] [ Almeida ] [ benefícios das pedaladas ] [ bicicultura ] [ Brasil ] [ ciclistas no mundo ] [ coisas que inventam ] [ coisas que leio ] [ e-bikes ] [ motivação ] [ noticia ]

Prática do ciclismo previne contra mortalidade precoce

Lídia Barbosa“Estudos internacionais mostram que o ciclismo previne contra a mortalidade precoce das pessoas e do planeta, além de resultar em economia financeira. No Brasil, o potencial é grande, mas os incentivos e as pesquisas sobre os benefícios da modalidade ainda são poucos

Essa é uma realidade que a técnica em saúde bucal Lídia Barbosa da Piedade, 53 anos, conhece bem. Ela começou devagar e, hoje, faz percursos de até 130km em sua bicicleta. Na infância, Lídia gostava de pedalar, mas só readquiriu o hábito há quatro anos, quando viu uma turma de ciclistas passeando pelas ruas de Brasília. Entrou em uma loja, comprou a bicicleta e passou a frequentar grupos que se aventuram dentro e fora da cidade. “Eu me apaixonei. Por dia, faço até 40km”, conta. Normalmente, ela sai para pedalar à noite, com os amigos do grupo. Mas, às vezes, também vai ao trabalho, no Setor Comercial Norte, sobre duas rodas.”…

(Continua a ler aqui)

Dois irmãos de Almeida transformam bicicletas a pedal em elétricas e triciclos

Armindo e Helder“Dois irmãos inventores autodidatas residentes na vila de Almeida, no distrito da Guarda, têm por passatempo transformar bicicletas normais em elétricas e em triciclos, para surpresa de amigos e de vizinhos.

Helder Gomes, de 53 anos, motorista de ambulância nos Bombeiros Voluntários de Almeida, criou um triciclo híbrido (elétrico e a pedal) a partir de uma bicicleta e Armindo Gomes, de 61 anos, desempregado, faz a alteração de bicicletas normais para elétricas.
Armindo e Helder, que pertencem a uma família que tem vários criativos, desde os avós aos netos, decidiram apostar na transformação de bicicletas a pensar no conforto e na diminuição dos custos com as deslocações diárias.
O projeto inicial de Helder Gomes, em 2001, consistiu na junção de um motor de combustão a uma bicicleta, mas desistiu da ideia porque necessitava de homologação para poder circular na via pública. Posteriormente, transformou a bicicleta em triciclo e, em 2014, adaptou-lhe um motor elétrico.
O bombeiro concebeu o triciclo híbrido com parte da estrutura da bicicleta, duas rodas de motociclo, duas trotinetes velhas, peças de uma máquina de lavar roupa e parte de um pneu de moto quatro (serve de assento).
“Só comprei uns parafusos na loja, o resto é tudo praticamente reciclado”, contou.”…

(continua a ler aqui)

Este homem só trabalha metade do ano. Nos restantes meses apenas viaja

Benedict“Não tenho vergonha de não gostar de trabalhar. Gosto de coisas simples. Tudo o que seja documentos e contas para pagar não funciona para mim. Aliás até me ‘stressam’, então decidi eliminar o que me fazia mal”, explica.

Ultra Romance, também conhecido como Benedict, de 35 anos, recusa-se a ficar fechado entre quatro paredes. Esta é a história de um norte-americano que só trabalha metade do ano e a outra metade passa a viajar na sua bicicleta.
O Business Insider dá conta que Ultra Romance acabou a sua licenciatura em nutrição há 15 anos, mas nunca viveu mais de seis meses no mesmo sítio. Como trabalho escolheu ter duas profissões: pescador ou guia turístico.
Nunca teve um carro e apenas tem uma conta bancária para vender e comprar peças da bicicleta no Ebay.
O norte-americano vive apenas com cerca de nove euros por dia e todo o dinheiro que vai arrecadando coloca em malas e enterra-as. Além de que dedica todo o seu tempo para estar em contacto com a natureza.
Para Ultra Romance, trabalhar 40 horas semanais é contranatura.
“Não tenho vergonha de não gostar de trabalhar. Gosto de coisas simples. Tudo o que seja documentos e contas para pagar não funciona para mim. Aliás até me ‘stressam’, então decidi eliminar o que me fazia mal”.
As suas viagens inspiraram um perfil no Instagram que conta com mais de 14 mil seguidores.

(fonte: noticiasaominuto.com/mundo)


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As imagens vendem, mas e ações?

@ Eu e as minhas bicicletas | 25/07/2015 às 17:40

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ comunicação ] [ imagem ] [ publicidade ]

Estes são apenas alguns exemplos, mas muitos mais haverá de certo, que demonstram que a "bicicleta" está na moda! É trendy!

Os marketeers, publicitários, jornalistas, profissionais da comunicação e comerciantes não são burros, quer dizer alguns até poderão ser menos inteligentes mas a maioria tem dois dedos de testa, e percebeu que a imagem icónica da bicicleta vende.

E que se há mais gente a usar a bicicleta então também há vantagens em colar a marca/produto/loja a essa imagem.

Passe a publicidade...

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Até o jornalismo foca-se na bicicleta, por exemplo no "Jornal i" que é um periódico que leio amiúde usa muitas fotos com bicicletas:

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Mas a questão de fundo é: 
E os políticos e decisores, serão na sua maioria asnos teimosos?
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aviso à navegação velocipédica, pédica e ortopédica

paulofski @ na bicicleta | 22/07/2015 às 12:04

Temas: [ Pelotão do Arrasto ] [ bicicultura ] [ Cosmica ] [ fotografia ] [ fotopedaladas ] [ longas pedaladas ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ Porto ]

As obras de requalificação na Avenida Gustavo Eiffel ainda condicionam a circulação, não só a rodoviária como a velocipédica, pédica e ortopédica. Agora, numa fase mais adiantada das obras, a atenção concentra-se na limpeza das escarpas, de construções devolutas e entulho acumulado, com derrocadas controladas. Há alturas do dia em que a circulação é interrompida por algumas horas, isto até pelo menos ao dia 6 de Agosto, pelo que nos foi informado.

obras Avenida Gustavo Eiffel
Hoje, na nossa pedalada madrugadora pela marginal, a caminho da barragem de Crestuma, ainda passamos pelo passeio e entre as pedras espalhadas pela via. Já no regresso, encontramos o trânsito interdito e não tivemos outra alternativa senão dar à sola, empurrando as biclas pela íngreme Calçada das Carquejeiras até às Fontaínhas. Claro que o momento foi aproveitado para esticar as pernas e tirar umas fotografias à maneira.

Calçada das CarquejeirasE com esta brincadeira, piquei o ponto atrasado! Shiuuu…


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estudo de conflitos entre veículos motorizados e bicicletas

paulofski @ na bicicleta | 21/07/2015 às 10:10

Temas: [ divulgação ] [ Aveiro ] [ bicicultura ] [ coisas que leio ] [ investigação ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ segurança rodoviária ]

Investigação de Luís Campos Oliveira, estudante do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica

Mobilidade Ciclável“Chama-se “Mobilidade Ciclável: Modelação de Tráfego e de Conflitos Rodoviários” e é o tema da Dissertação de Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro (UA) apresentado por Luís Campos Oliveira. Esta Dissertação enquadra-se nas atividades da Plataforma Tecnológica da Bicicleta e Mobilidade Suave da UA, mais propriamente no projeto “Deslocações Seguras para a UA”, e teve como objetivo principal estudar os conflitos entre veículos motorizados e bicicletas nos percursos preferenciais para a UA, nomeadamente Estação Ferroviária de Aveiro – UA, no período de ponta da manhã, associado a um elevado volume de tráfego e onde a probabilidade de conflitos rodoviários envolvendo os veículos em estudo poderá ser maior.
Com a orientação da docente Margarida Coelho do Departamento de Engenharia Mecânica, pretendeu-se enquadrar no âmbito deste trabalho a utilização de modelos de simulação do tráfego rodoviário e de análise de conflitos entre veículos (VISSIM e SSAM, respetivamente) para construir diversos cenários.
Posteriormente foram estabelecidos cenários alternativos para melhoria da mobilidade Para tal, primeiramente foi realizada monitorização experimental, como forma de contagem do número de bicicletas a circular diariamente na cidade de Aveiro. Em seguida, foi criado um cenário base, que espelha a realidade do tráfego diário de veículos, e onde o número de bicicletas inseridas no software de modelação corresponde às observadas nas contagens realizadas. Posteriormente, implementaram-se outros cenários, denominados de alternativos, que tiveram como objetivo a simulação de alterações ao tráfego e estudo de alternativas, face à situação atual.
Realizadas as simulações, os dados de saída do modelo VISSIM serviram como dados de entrada para o modelo SSAM, onde se extraíram o número de conflitos que ocorreram ao longo dos trajetos definidos, e as medidas representativas da segurança rodoviária. A modelação e simulação microscópica de tráfego, aliada a modelos de análise de segurança rodoviária, revelou-se bastante importante na análise da situação atual, em Aveiro, e de possíveis alterações a realizar, e que iriam melhorar a qualidade da mobilidade ciclável através do aumento da segurança rodoviária.
A eficiência da rede de transportes é um assunto que preocupa governos e outros setores da sociedade, seja por motivações económicas ou ambientais. Além do elevado preço dos combustíveis, as externalidades associadas à emissão de poluentes são cada vez mais uma fonte de preocupação global Assim, têm surgido cada vez mais projetos e campanhas de sensibilização e promoção para a utilização diversificada dos vários meios e formas de transporte sustentáveis. É neste âmbito que se enquadra a bicicleta como uma mais-valia económica, ambiental e de saúde pública. A utilização da bicicleta nas deslocações quotidianas está em crescimento, não só em Portugal mas em toda a Europa. No entanto, um dos argumentos mais relevantes dados pelos cidadãos para não utilizarem a bicicleta com mais frequência, prende-se com a falta de segurança na via. O trabalho de Luís Campos Oliveira surgiu no âmbito desta problemática.”

Fonte: uaonline.ua.pt


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Odeceixe e mais uma estória dos "Funcionários"

@ Eu e as minhas bicicletas | 19/07/2015 às 13:02

Temas: [ bicicultura ] [ funcionários ] [ odeceixe ] [ praia ]

(Na onda da sátira "Funcionários" do livro "Quotidiano Delirante" do artista Miguelanxo Prado seguem mais umas estórias de pura ficção...)

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- Bem-vindo de volta Senhor Engenheiro. Esse descanso? - perguntou o rapaz com um sorriro trocista.
- Obrigado rapaz! Obrigado... foram umas boas férias!
- Então, onde foi?
- Há anos que um velho amigo me andava a desafiar para ir conhecer as suas paragens, e assim este ano em vez de ir para os brasis ou méxicos fazer praia resolvi ficar por cá.
- Pois, com tão boas praias no nosso país...
- É, mas para mim férias tem de ser ir de avião e para um sítio diferente e longe daqui... tás a perceber rapaz? - diz o engenheiro com a soberba de quem tem dinheiro e os outros não.
- Mas foi para onde então? Conte lá...
- Ópá, fui para Odeceixe, conheces?
- Então não!? Uma das melhores praias do país. É excelente para tudo. Para a criançada, para o surf, para descansar pois não tem muita gente, e tem o rio que é uma alternativa quando a maré está brava, até para correr e andar de bicicleta, e a comida é muito boa... um paraíso...


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- Por acaso também gostei, mas pena é a falta de acessibilidades.
- Como assim?
- É pá, demora-se muito a lá chegar... é só estradas e estradinhas... falta uma autoestrada naquela zona?
- Uma quê...? - questionou o rapaz supreendido mas ao mesmo tempo resignado.
- Uma autoestrada! Aquilo é logo ali mas como é por estradinhas com curvas e pelo meios dos montes demora-se muito tempo...
- Mas é o ideal para quem vai de passeio ou de bicicleta até, há muito turista que viaja de bicicleta para essa zona litoral... acredito que viu muitas não?


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- Então não vi? No meio da estrada a atrapalharem, e mesmo na zona da vila ou da praia muitas delas... olha, e até tenho uma estória para te contar sobre isso das bicicletas... Esse meu amigo é lá da Junta, sabes como é, somos um networking, troca de conhecimento e tal, uma ajuda aqui, outro ajuda ali... e há uns anos pediu-me ajuda para isto da mobilidade e tal...
- A sério?
- Sim, sim rapaz. Eu percebo de mobilidade! Então mandou-me umas fotos e uns croquís para eu lhe dar a opinião. Era para meterem lá um parqueamento de bicicletas, para as arrumar todas e não andarem espalhadas lá na zona da praia.
- Hmmm, estou a ver... para não incomodarem os carros?
- Isso! Vês como estás a aprender? E então estive lá e vi in-loco a obra que foi feita com as minhas orientações...
- À distância? Fez avaliações e orientações à distância? Sem conhecer o local e a sua vivência?
- Ó rapaz, quando se tem traquejo é assim... Mas fiquei muito decepcionado!
- Foi?
- Pois foi! Sabes porquê? Porque os turistas ciclistas e os utilizadores de bicicleta não sabem dar  valor ao trabalho e esforço que fazem por eles. Quer dizer, abdica-se de um excelente lugar de estacionamento automóvel para colocar uma estrutura que custou dinheiro e em vez de usarem, sabes o que fazem? Sabes?
- Sei pois...
- Pois não sabes... ah sabes, como assim?
- Deixe-me adivinhar... em vez de usarem uma estrutura estrategicamente colocada longe de tudo e de forma a não incomodar, os sacanas vão e prendem as bicicletas aos locais mais inusitados - diz o rapaz com tom sacástico mas sem o engenheiro entender.

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- EXATO!!! Aquilo tem lá espaço de sobra, ah e tal tem de ter um lugar permanente para ambulâncias, ok tudo bem, tem de ter um lugar para deficientes e como é óbvio tem de ser o melhooor lugar de todos... - diz o engenheiro com tom de asco - sim, porque o lugar está sempre às moscas, por isso vamos de reservar o melhor lugar para ficar sempre vazio.
O rapaz já torcia os olhos, mas continuava sereno a ouvir.
- ... e depois está um lugar para a Junta, isso tem de ser, não vai o esforçado e deligente representante de junta ter de deixar o carro longe de tudo, e depois um lugar para as autoridades, a GNR, também faz sentido, mas está quase sempre vazio, e depois um excelente lugar para bicicletas, que também está vazio. Portanto temos ali mesmo em frente à praia uma zona reservada para quase ninguém usar, fica um espaço amplo e desafogado, sem sentido.
- Sem sentido?
- Podia muito bem caber ali bem alinhados uns 6 a 7 carros, mas não... e mais, estacionam as bicicletas agarradas mesmo ao pé de um sinal de proibido parar e estacionar. Esses ciclistas não sabem as regras?
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- As regras que foram feitas para... os carros?
- Não interessa, regras são regras!
- Já lhe ocorreu que quiça os estacionamentos de bicicletas é que são mal feitos e mal pensados, e por isso ninguém os usa?
- Já me ocorreu, mas é uma ideia absurda, obviamente que não é assim. Se são bons lugares porque não os usam?
- Se calhar porque não são bons, se calhar as estruturas são entorta-rodas, se calhar são longe da vista, longe de locais onde as pessoas sentem mais segurança, as pessoas deixam as suas bicicletas o mais perto possível do local para onde vão, é uma das vantagens da bicicleta, não a vão deixar a 300 metros, ou mesmo a 50 metros se as podem deixar mesmo ali "à mão"...
- Isso é que não faz sentido nenhum. Quem anda de bicicleta não se importa de fazer exercício físico, se já veio de bicicleta o que são mais 50 metros? Já eu que vou de carro, que não quero fazer exercício, deveria ter lugar mesmo "à porta", isso sim, faz sentido...
- Ah!! - rematou o rapaz que achou que já nem valia a pena continuar a conversa.


A estória é fição minha, mas os suportes são reais.
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just do it

paulofski @ na bicicleta | 17/07/2015 às 12:00

Temas: [ motivação ] [ benefícios das pedaladas ] [ bicicultura ] [ ciclograma ] [ infografia ] [ outras coisas ]

porquê na bicicleta


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salva-vidas, a bicicleta na hora certa, no sítio certo

paulofski @ na bicicleta | 16/07/2015 às 12:00

Temas: [ divulgação ] [ bicicultura ] [ bombeiros ] [ coisas que leio ] [ Esmoriz ] [ Espinho ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ polícia ] [ salvavidas ]

Bombeiros de bicicleta facilita socorro na praia

bombeiros de bicicleta“Equipa de Bicicletas dos Bombeiros de Espinho socorreram, anteontem, uma vítima de afogamento, junto à praia da Rua 37
O alerta foi dado às 17.50 horas de anteontem, momento em que foi solicitado apoio para socorrer uma vítima de afogamento em paragem cardiorrespiratória, junto à praia de rua 37, em Espinho, entretanto retirada da água pelos nadadores-salvadores.
Segundo relato dos Bombeiros Voluntários Espinhenses, “de imediato foram accionadas para o local a equipa de bicicletas dos bombeiros presente na zona balnear, ambulância e viatura médica”.”

Fonte: diarioaveiro.pt

Militar da patrulha em bicicleta da GNR salva banhista em Esmoriz

GNR de bicicleta salva banhista“Um militar do pelotão ciclo da GNR salvou hoje um homem, de 61 anos, que estava a ser arrastado pela corrente marítima e um nadador-salvador que tentara socorrê-lo, na praia do Cantinho, em Esmoriz, informou aquela força de segurança.
Segundo uma nota da GNR, o militar estava a patrulhar de bicicleta a costa de Ovar, no distrito de Aveiro, juntamente com outro colega, quando observou um ajuntamento de cidadãos na praia, tendo-se deslocado de imediato ao local.”…

Fonte: ainanas.com

entretanto…

Bombeiros de Esmoriz fazem esclarecimento sobre salvamento

“Relativamente a noticias publicadas durante o dia de hoje os Bombeiros Voluntários de Esmoriz vem prestar o seguinte esclarecimento e que a verdade dos factos seja reposta:

Enquanto iam procurando trazer para terra a vitima, surgiu na praia a presença do pelotão ciclo da GNR que socorrendo-se dos meios em terra dos nadadores salvadores através de um dos elementos foi prestar auxilio para que os nadadores salvadores pudessem trazer a vítima para terra sem mais delongas.
A colaboração do agente da GNR foi excelente para que esta união de esforços resultasse numa intervenção de sucesso.

Ninguém é tão forte quanto nós todos juntos!”

Fonte: vidadebombeiro.pt


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passeios

paulofski @ na bicicleta | 15/07/2015 às 15:30

Temas: [ divulgação ] [ Aveiro ] [ bicicultura ] [ Burinhosa ] [ coisas que leio ] [ cycle chic ] [ motivação ] [ noticia ] [ passeio ] [ pasteleiras e vintageiras ] [ Porto ]

1º Aveiro City Bike Experience

Aveiro bike experience“Sábado 18 de Julho com início às 10h30 e fim previsto às 13h15.
Ponto de encontro e chegada: Cais dos Botirões, junto à Praça do Peixe, em Aveiro. Organizado pelo Ciclaveiro, e integrado no Aveiro Moda 2015, o 1º Aveiro City Bike Experience consistirá numa experiência desafiante de bicicleta pela cidade de Aveiro.
Traz a tua bicicleta, veste-te de forma cool e vem experimentar e demonstrar que andar de bicicleta na cidade é a melhor forma de deslocação no dia a dia, num percurso cheio de surpresas e desafios.
Por cada desafio ultrapassado haverá recompensas e receberás novas pistas, habilitando-te ao prémio final.
Decorrerá também um passatempo para escolha do conjunto bicicleta-ciclista mais elegante/fashion/cool.
Acompanha as novidades que forem surgindo em: https://www.facebook.com/events/714885231973540/
Ponto de encontro e chegada: Cais dos Botirões, junto à Praça do Peixe, em Aveiro.
Organizado pelo Ciclaveiro, e integrado no Aveiro Moda 2015, o 1º Aveiro City Bike Experience consistirá numa experiência desafiante de bicicleta pela cidade de Aveiro.
Aceita o desafio e desafia a família, os amigos, os vizinhos, os colegas de trabalho!
Contribui para pôr Aveiro a pedalar.
Inscrições limitadas a 50 participantes.
As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias, através do preenchimento do formulário.”

Fonte: https://docs.google.com

Mais de 850 entusiastas confirmados a duas semanas do Encontro Nacional de Bicicletas

XIIENBA2015“As inscrições para o 12º Encontro Nacional de Bicicletas Antigas (ENBA) estão esgotadas. A cerca de duas semanas do evento são mais de 850 os entusiastas inscritos para um passeio que tem inicio na Burinhosa (http://www.enbaburinhosa.com).

iniciativa decorre a 26 de julho numa iniciativa que reúne ciclistas de todo o país.”

Fonte: http://www.beneditafm.pt

Pedalar pelo Porto Antigo

bicicleta Porto Antigo“Já abriram as inscrições para o XII Passeio de bicicleta Porto Antigo, uma iniciativa apoiada pela Câmara Municipal do Porto.

O passeio tem data marcada para 13 de setembro, com partida e chegada na Quinta da Bonjóia, em Campanhã. O percurso, de 25 quilómetros, é acessível e pretende dar a conhecer alguns pontos histórico da cidade.

A inscrição pode ser feita online.

Fonte: http://www.porto.pt


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Gancho à direita

Ana Pereira @ Cenas a Pedal - Escola de Bicicleta | 14/07/2015 às 20:56

Temas: [ Acidentologia ] [ acidentologia ] [ bicicultura ] [ vídeos ]

Há dois tipos comuns de “gancho à direita”:

  1. quando um automobilista passa ou ultrapassa um ciclista e vira à direita
  2. quando um ciclista entra no ângulo morto de um automobilista que está a virar à direita

Como com a maior parte das colisões, esta também pode ser evitada por uma das partes independentemente do erro ou culpa legal da outra.

Um gancho à direita tem este aspecto:

Fonte: Bicycling.com

Fonte: Bicycling.com

O vídeo abaixo foca-se nas dinâmicas das ciclovias [ciclovias são vias de trânsito reservadas a velocípedes, marcadas na faixa de rodagem, como os corredores BUS mas quase sempre demasiado estreitas para caber um carro]. Os ganchos à direita podem acontecer em estradas sem ciclovias, com vias largas ou estreitas. A causa e a prevenção são as mesmas também nesses casos.

Agora um exemplo real. O vídeo abaixo mostra uma situação típica de [quase] colisão (neste caso a condutora da bicicleta até teve sorte, porque não chegou a colidir com o automóvel) entre um automóvel que vira à direita e uma bicicleta que, circulando encostada à direita da corrente de tráfego geral, segue em frente num entroncamento ou numa entrada particular.

Passem directamente para os 0:45 s no vídeo e observem bem:

Os ciclistas circulam na berma*, à direita da corrente de tráfego geral. Surge uma entrada/saída para um parque de estacionamento, os ciclistas pretendem continuar em frente mas à sua esquerda há um automóvel que, depois de colocar o pisca, vira devagar para entrar no parque de estacionamento e quase abalroa a ciclista da frente.

tem uns símbolos de bicicleta pintados no chão, sim, mas para o caso, é irrelevante: seja uma berma, uma ciclovia, ou um passeio, a mecânica da colisão é a mesma

Quem tem culpa?

O condutor do automóvel não se aproximou da berma antes de efectuar a manobra, como manda a lei, mas fez o pisca e fez a manobra bastante devagar. Ainda assim, e como referiu várias vezes uns instantes mais tarde, não viu a ciclista [antes de começar a virar]. E provavelmente não a viu porque esta estava no ângulo morto dos espelhos retrovisores do automóvel. Dado que não há sinalização nenhuma a alertar para eventual trânsito de bicicletas na berma da estrada, o condutor do automóvel não tinha nenhuma razão para se preocupar com esse ângulo morto, dado que este, tanto quanto ele saberia, dava para a berma, de onde não é suposto surgirem veículos…

A condutora da bicicleta circulava pela ciclovia, como manda a lei nos EUA, mas a ciclovia deixa de existir nos entroncamentos e entradas/saídas como a do vídeo, apesar de não haver sinalização vertical a validar as marcações rodoviárias… Ela quer seguir em frente e vê (ou, provavelmente não vê, porque não estava à procura desse sinal, perdida na ilusão de que na ciclovia não tem que se preocupar) um carro à sua esquerda a pôr o pisca, mas não abranda, assume, sem se certificar, que o condutor a viu e que lhe vai ceder passagem, e é aí que [quase] ocorre uma colisão – bastava o carro vir mais depressa…

Os técnicos e políticos que implementaram / autorizaram tal infraestrutura são os maiores culpados neste cenário, pois implementaram uma infraestrutura, cuja lei (nos EUA, em Portugal já não, desde 2014) obriga os ciclistas a usarem-a em vez das vias normais ao lado, que lhes oferece uma ilusão de segurança acrescida face às vias normais partilhadas com os automóveis, mas que os coloca em risco acrescido de abalroamento ao removê-los da corrente geral de tráfego e colocá-los nos ângulos mortos dos espelhos dos automóveis, e nos ângulos mortos mentais** dos condutores destes em todos os entroncamentos.

** para um condutor de automóvel activamente procurar ver o que se passa na berma ao seu lado, tem que estar formatado para tal, isso tem que fazer sentido – porque foi treinado para isso e porque a experiência lhe ensinou que é importante, que não o fazer é perigoso – não é o caso da situação do vídeo

Como evitar este tipo de colisão?

Automobilistas: sigam a lei, façam a curva no menor percurso possível, e para tal aproximem-se com antecedência da berma direita, mesmo que isso implique usar, parcialmente [porque a via é mais pequena do que o normal], a ciclovia, e no processo procurem garantir que não há ciclistas nos vossos ângulos mortos.

Ciclistas: saiam da ciclovia e ocupem o centro da via adjacente um pouco antes de chegarem ao entroncamento, só retornando à ciclovia depois de passarem, em segurança, a zona de conflito. Se não há ciclovia marcada, não circulem na berma como se ela fosse uma ciclovia destas, saiam do ângulo morto, coloquem-se bem no centro do campo de visão dos automobilistas, e vão mantendo uma noção do que se passa ao lado e atrás de vós enquanto atravessam a zona de conflito (ver artigo “Olhar: em frente, para trás, por cima do ombro“), para anteciparem os erros dos outros.

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Mega Massa Especial de Verão : 31 de julho

@ Eu e as minhas bicicletas | 6/07/2015 às 21:34

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ lisboa ] [ massa crítica ] [ oeiras ]

Somos 7 mil milhões neste planeta e cada um de nós é único.
Somos meros grãos de areia numa praia gigante.

Mas cada um de nós pode fazer a diferença, cada um de nós conta... se não ficar indiferente, se não ficar quedo, mudo. Se não se subjugar ao medo e à inércia do poder dominante (e não, não estou a falar da Grécia).

Cada um pode fazer a diferença. É o efeito borboleta, lembram-se do Jurassic Park, o primeiro?
"It simply deals with unpredictability in complex systems. The shorthand is the Butterfly Effect. A butterfly can flap its wings in Peking and in Central Park you get rain instead of sunshine.")

Nós somos poucos, somos pequenos, somos uma minoria... mas se "batermos as asas", todos juntos ao mesmo tempo, faremos da brisa um vento forte que terá que mudar mentes daqueles que decidem o nosso dia a dia, que decidem o nosso futuro.

Amsterdão não nasceu assim, foi-se transformando através de uma luta pacífica mas sólida durante muitos anos. E Sevilha, Valência, Bilbao, Pontevedra, e tantas outras aqui na nossa vizinha Espanha não se fizeram num dia... foram ganhando forma pelo empenho das suas comunidades.

Se queremos mesmo melhores condições para todos, idosos, crianças, bicicletas, convém investirmos um pouco do nosso tempo nesta demanda por algo melhor.

"Ah e tal tenho mais que fazer, e uma vida mui ocupada, e o camandro e o caneco..."
Contas de merceeiro: Para uma esperança de vida de 75 anos, investir ~3 horas para ir a uma Massa Crítica é cerca de 0.004% do seu tempo total. Quem é que não pode dar isto?

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(foto retirada de uma pesquisa do Google, pode ter direitos)

«
Mega Massa Especial de Verão : Lisboa > Oeiras
Caso a maioria dos presentes no ajuntamento da a MC de julho de 2015 de Lisboa concorde esta será uma mega massa especial de verão com destino a ver o pôr do sol numa das praias de Oeiras!
https://www.facebook.com/events/396741723850305/2

Já tinha sido falado na MC de Maio a união das MCs de Lisboa e Oeiras como forma de mostrar o quão importante é a criação de uma ciclovia na Marginal [http://www.facebook.com/ciclovia.marginal1
A ideia é partir cedo, às 18:30, em direcção a Oeiras, para lá chegar ainda com luz solar.

Vais à Massa Crítica pela 1ª vez? 
RECOMENDAMOS a leitura deste pequeno Guia: 
http://www.massacriticapt.net/?q=node%2F1971

Como de costume tudo está aberto a discussão! Percurso, partida e até a própria proposta!
»

Isto a acontecer vai ser provavelmente a primeira Massa Crítica em Portugal que começa num concelho e acaba noutro. Histórico!!

Nota: não há organização das MC's. É algo anárquico e espontâneo.
Pode nem acontecer nada disto... só se a maioria presente assim o decidir.


Era fixe um dia termos uma cena assim, não era?

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Getxo, Bilbao, Espanha
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Josh & Nero

Ana Pereira @ Viagens a Pedal | 2/07/2015 às 9:17

Temas: [ Grandes viagens ] [ Viajantes ] [ bicicultura ] [ cães ] [ pessoas ] [ viajantes ] [ vídeos ]

O Josh e o Nero passaram uma noite em nossa casa no início de Junho, via Warmshowers. Foi assim de raspão, não era o dia ideal, e foi um pedido em cima da hora, no próprio dia, mas aceitámos de qualquer modo porque ali estava alguém que tinha largado tudo para viajar, de bicicleta, com um cão, como nós queremos fazer. :-)

“There is no #standing still because the wheels of time are #moving #forward” Love Nero xxx #dogs #dog #cycletouring #bike #exercise #bikepacking #collie #bordercollie #sheepdog #bikepacking #adventure #nomad #cycletour #wildcamping #freecamping #dogsofinstagram #camping #campingwithdogs #beard #bbctravel #natgeotravelpic #lonleyplanet

Uma foto publicada por Nero & Me (@neroandme) a Jun 7, 2015 às 8:33 PDT

Antes de aceitar o pedido, ao analisar o perfil dele, encontrei um post sobre a segurança dos cães neste tipo de viagem, uma leitura prévia útil. Outro texto interessante é sobre viajar com um orçamento limitado. O dele é de 400 € por mês, e é bastante frugal. Quando se vê a coisa assim, concretizada, bate uma hesitação: “se calhar devia desistir desta ideia, não tenho poupanças e não vou conseguir ‘fazer’ 400 € por mês enquanto viajo“. E quem diz dinheiro diz montes de outras coisas que nos passam pela cabeça. Como diz o Josh, a nossa velha amiga “Falta de Confiança”.  O Josh partilhou algumas das suas histórias e experiências e o Nero deu-se bem com a Mutthilda, brincaram um bocado à bola no logradouro. O Josh publicou recentemente um pequeno vídeo para relembrar e comemorar os 3 meses de viagem entre o Reino Unido e Portugal, que agora terminam, que gostaria de partilhar também aqui:

As we come to the end of a chapter. I've made this little video about some of the places I've been, the cultures I've experienced and most importantly all the amazing people I've met. Happy Thursday people, it's nearly the weekend!! Love Nero and Me xxx

Posted by Nero & Me on Thursday, June 18, 2015

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C2C - Coast to Coast - um local para a aventura

Bruno BA @ Bicycling2012 | 1/07/2015 às 21:46

Temas: [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ bicycle touring ] [ c2c ] [ cicloturismo ] [ coast to coast ] [ cycle touring ] [ turismo activo ] [ turismo em bicicleta ]

Ora vamos lá a isto, esta é a minha primeira experiência a escrever num blog por isso por favor tenham paciência comigo. Ainda por cima, também já não escrevo um texto decente em português há uns bons anos pois emigrei para Inglaterra em 2011, antes do famigerado acordo ortográfico. Consequentemente, este texto está escrito em português pré acordo. Assim, as criancinhas/jovens que leiam isto podem ter dificuldades em seguir o texto.


O Bycycling2012blogspot pediu-me para descrever a experiência que é a Coast to Coast, (C2C para os locais que gostam de abreviar tudo). A C2C é provavelmente a rota ciclística mais conhecida do Reino Unido e como o nome indica é uma travessia costa a costa. Sendo uma ilha, há diversas travessias em vários pontos, mas esta é uma das favoritas por diversas razões que explico abaixo.


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Mapa das ciclovias que compõem a C2C

Inglaterra é um país excelente para o ciclismo. Tem um sistema de ciclovias que faz inveja a qualquer país do mundo. Chamam-lhe National Cycle Network (NCN) e consiste numa rede de ciclovias que atravessa o pais de lés a lés providenciando aos ciclistas rotas com poucos ou nenhuns carros onde o foco é o ciclista (ver mais sobre a NCN em http://www.sustrans.org.uk/). A C2C aproveitou-se desta infrastrutura para desenhar a sua própria rota.


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 Ciclovia à saída de St Bees – dá gosto ciclar assim!


A C2C para ciclistas foi criada em 1994 tendo sido inspirada por uma rota pedonal traçada por Alfred Wainwright em 1973. A rota original tinha 309 kms começando a Oeste em St Bees e acabando a Este em Robin Hood’s Bay enquanto que a rota ciclistica mais usada começa em Workington acabando em Tynemouth compreendendo 230 kms.  Diz a tradição que temos de levar um pequeno seixo connosco que depois depositamos na margem oposta.


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 O pequeno calhau apanhado na praia de St Bees.

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O pequeno calhau na praia de Robin Hood’s bay. 
(como cheguei numa maré baixa tive de caminhar uns bons 500 m 
para deixar a rocha mesmo em algo que se parecesse mar)

A C2C consegue acomodar diversos níveis de fitness sendo possível de fazê-la num dia (para os completos fanáticos), 2 dias para os razoavelmente em forma, 3 dias para o comum mortal apreciando as vistas e 4 ou mais dias para quem utiliza a rota como um roteiro gastronómico ou umas férias bem relaxadas.


A principal atracção da C2C reside no facto de passar pelas mais belas zonas de Inglaterra. Primeiro o Lake District, com uma beleza natural apenas ultrapassada na Escócia. Depois os North Pennines fazendo-nos pensar que afinal Inglaterra não é assim tão populada e exibindo uma extensão considerável de área quasi virgem.


Em termos logísticos fazer a C2C tem os seus desafios. Principalmente como chegar ao local de partida e como sair do local de chegada. Os famosos caminhos de ferro Ingleses não são os mais fáceis de combinar com a bicicleta por isso conseguir apanhar um comboio com uma bicicleta é mais um caso de sorte do que de bom planeamento e sabedoria. Não há pré-marcações e o comboio leva no máximo 2 bicicletas (independentemente do número de carruagens!).


Talvez melhor alternativa seja a de alugar um carro deixando-o no ponto de partida e depois fazer o mesmo á chegada. Infelizmente esta opção limita a escolha do local de partida e chegada. Dos pontos de partida apenas Workington tem empresas Rent-a–car.  Pode-se sempre ciclar daí até ao ponto de partida desejado e depois então começar a rota oficial. À chegada, em Tynemouth (junto a Newcastle) ou em Sunderland há várias empresas rent-a-cars por isso esta opção acaba por ser bastante prática para o regresso. As rent-a-cars em Inglaterra são relativamente baratas e por um dia de car rental com drop-off a 300 kms de distância do ponto de recolha cobram cerca de £50 (cerca de €70 à cotação actual).


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Em relação à estadia a coisa é mais fácil. Existem inúmeros sítios para ficar e com excelentes condições para as pessoas e para as nossas queridas bicicletas. Aqui pode-se ficar desde hóteis de luxo a simplesmente acampar. Talvez o melhor compromisso sejam as pousadas que estão preparadas para os ciclistas com um nível de conforto bastante bom e sem o risco de que a chuva ou vento nos leve a tenda. Acreditem que independentemente da altura do ano em que escolherem fazer a C2C o mais provável é que chova, faz parte da experiência... Por isso acampar é uma opção que requer a devida consideração. Das duas vezes que fiz a C2C acampei na primeira vez e na segunda usei pousadas. Acampar é a opção mais barata com cerca de £5 a £8 por noite, mas são normalmente apenas quintas que decidiram abrir um dos campos para a malta montar a tenda. Ter duche e uma sanita só nos parques mais requintados. As pousadas custam entre £20 a £30 por noite... mas incluem pequeno almoço e o tão desejado duche!  


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Op%25C3%25A7%25C3%25B5es%2Boff-road%2B2.


No caminho há algumas opções off-road para quem assim preferir… pois claro eu prefiro!

(aliás há uma rota inteiramente off-road mas engloba, nalgumas secções, carregar a bicicleta às costas. Eu sou todo por BTT, mas Btt-alpinismo não é bem para mim).



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À saída de Alston após a subida mais dura da jornada

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Não nos devemos esquecer de parar de vez em quando para beber um chá 
e apreciar a paisagem, afinal, a C2C é sobre a viagem, não sobre o destino

Sobre o caminho propriamente dito, é bastante acidentado com um total de 3300m de acumulado. Looking on the bright side, com belas subidas vêem belas vistas e aquela sensação de que o que sobe também tem de descer. Assim, um desafio interessante é o de como dividir o percurso de forma a equilibrar o acumulado. Fica a sugestão para o percurso feito em 3 dias:

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Perfil topográfico 


Dia 1

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Dia 2

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Dia 3

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1900 feet não é muito (não chega a 600 metros)… mas após 8 horas a ciclar 
com vento contra acreditem que parecia que estava a atravessar os pirinéus

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Parte da ciclovia à saída de Keswick, uma estrutura em
 madeira que nos leva sobre o rio, delicioso

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Um dos muitos pontos para aproveitar a vista,… e beber mais um 
cházinho que a maior parte das vezes calha mesmo
bem para nos aquecer mais um pouco

Como disse acima, o caminho é feito maioritariamente utilizando quer ciclovias exclusivas para bicicletas quer vias secundárias onde apenas tractores e alguns carros de pessoas locais passam. Coisa mais tranquila é difícil de encontrar. O maior tráfego que vão apanhar são ovelhas e vacas junto ás bermas da estrada a pastar. Isto soa mais a interior transmontano do que busy England mas é assim.


Também, ao contrário do que se pensa, os Ingleses são simpáticos! Onde quer que parem podem pedir água ou direcções a quem quiserem. Nesta parte mais relaxada do país todas as pessoas estão disponíveis para ajudar e eles adoram dois dedos de conversa com totais desconhecidos. Vocês podem é não perceber o que vos dizem... são precisos alguns anos de treino para perceber o sotaque de pessoas nesta região (quase Escócia) e quando chegarem a Newcastle...esqueçam, o Jordi accent é engraçado mas mais ou menos como Açoreano cerrado (desculpem-me os Açoreanos). Não é surpresa que a maioria das piadas inglesas incluem alguém de Newcastle (ou Birmigham) como o bobo da anedota. Tenham paciência pois é muito boa gente e mais cedo ou mais tarde lá percebereis o que vos dizem.


Bem, a título de conclusão, a C2C é uma excelente experiência. Oferece paisagens fantásticas com desafios interessantes. Se gostam de campo e de prados verdejantes então não há que enganar. O caminho é tão variado que fazê-lo em alturas diferentes do ano parecem diferentes caminhos. Quanto a mim… já estou a planear a próxima C2C, vai ser ainda este ano!
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Smell the roses

@ Eu e as minhas bicicletas | 1/07/2015 às 9:33

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ estações ] [ flores ] [ odores ] [ primavera ] [ sentidos ]

O meu trajeto casa-trabalho-casa tem muito alcatrão, poluição e às vezes alguma confusão.
Mas também tem uma refrescante mixórdia de cheiros e tons floridos e coloridos que me enchem o ser.

Na primavera é o mar de flores e os seus muitos odores, no outono o cripitar das folhas secas, nas chuvas de verão o cheiro da terra molhada, no inverno o manto refrescante das brisas matinais, em qualquer estação o cheiro da relva cortada, e tantas mais...
São coisas que só os sentidos de quem anda nos elementos entende.

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E tu? Entendes?

Ou estás confinado a um ar condicionado (condicionado, got it?) e a cheiros químicos artificiais que te impingem para fingir que estás no meio das montanhas?

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Caravanas e bicicletas

@ Eu e as minhas bicicletas | 30/06/2015 às 17:10

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ caravanas ] [ parque de campismo ] [ turismo ]

No meu trajeto de commute por bicicleta passo muito perto do Parque de Campismo de Lisboa, que não conheço lá dentro mas pelo aspecto exterior e do que dá para ver até deve ser um bom parque e fica muito bem localizado.

No entanto os turistas/campistas que ali pernoitam tem poucas ofertas de transportes, e até a paragem de BUS que podia ser à porta (houvesse vontade) se situa a uns 500mts (é para fazerem uma mini-caminhada).

Agora nas Primavera e Verão vê-se as paragens cheias de pessoas com ar de estrangeiros a apanhar grandes secas à espera dos autocarros, quando quiça com uma ciclovia podiam rolar até Lisboa de forma simples, rápida e económica.

O Parque de Campismo até podia ter um novo modelo de negócio de aluguer de bicicletas e disso ter mais um retorno financeiro, mas não...

E há sempre muitos que trazem as suas próprias binas, tipo isto:

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Hoje no centro de Lisboa vi uma autocaravana com uma scooter atrelada, tipo isto:

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Mas o que mais me surpreendeu foi há uns meses ter visto na autoestrada, num dia que vim de motinha, uma brutal caravana com um Smart For2 atrelado, não era bem tipo isto mas era quase:

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Enfim, se as cidades não estão preparadas para as bicicletas as pessoas começam a trazer motas e carros para fazer campismo. Not good! :(

Para quem tiver curiosidade, pode navegar na Estrada da Circunvalação de Lisboa via o Google Street View e ver o que os turistas podias fazer de bicicleta mas não fazem: Entrada do Parque de Campismo

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Estudante, vem devagar

@ Bicicleta na Cidade | 29/06/2015 às 15:09

Temas: [ Bicicleta dell'Arte ] [ Bicicultura ] [ Notícias e Reportagens ] [ Para além de Lisboa ] [ trajecto ]

Texto originalmente publicado na revista B - Cultura da Bicicleta nº7, de Junho 2013.
 
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Ponte móvel em Roterdão, Holanda

Estudante, vem devagar
Uma história sobre como voltar de Erasmus sem dar por isso, atravessando a Europa de bicicleta.
 
O programa Erasmus que se popularizou nas últimas décadas tem dado a jovens universitários a possibilidade de viver até um ano fora do seu país e desfrutar da vida como se não houvesse ano seguinte.Filmes como A Residência Espanhola celebrizaram esse período quase sabático mostrando como é bom, por vezes, estar longe da família e das redes de proximidade, sentir-se livre e evitar confrontos constantes com o que é expectável de cada um. O Erasmus vem com prazo definido, para deixar claro desde o início que a vida louca e boa não durará para sempre, por mais que se tente prolongá-la um pouco mais. Foi enquanto tentava adiar o regresso que decidi voltar da Dinamarca em bicicleta, no verão de 2005. A história que aqui conto começa no fim desse ano vivido fora e é sobre um regresso demorado, cheio de pressa de viver.

Depois de 11 meses passados a absorver informação nova a um ritmo quase diário, o meu cérebro acabou por se habituar a esse frenesim e terá achado que seria um desperdício voltar de avião, perdendo a oportunidade de ver cá em baixo tudo o que existe entre aeroportos. Atravessar a Europa de bicicleta pareceu-me, então, a solução para os meus problemas. Havia feito dois anos antes uma travessia semelhante, aproveitando as vantagens de um outro programa europeu, o Interrail, e ficara-me a ideia de que a densidade habitacional deste continente deixava no terreno e na paisagem a sensação de quase nunca estarmos sozinhos ou isolados, fazendo desta travessia em solitário algo menor que uma aventura.

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Estrada nacional na Dinamarca que segue até à fronteira com a Alemanha

A Europa não tem o exotismo de outras paragens, sobretudo para um europeu, mas atravessá-la de bicicleta, imbuído num espírito de união fraterna entre nações e povos irmãos, que à época estava muito em voga, transportava em si uma ideia de road trip num contexto que nunca se torna muito distante das nossas referências – tudo tem um termo de comparação relativamente fácil e imediato, tudo se assimila facilmente deixando o viajante disponível para outras aventuras que não esbarrem no primeiro e mais elementar desafio de interpretação cultural. Além disso, um ano passado em Erasmus faz-nos criar uma rede de amigos espalhados pelo continente e esta viagem serviu também para visitá-los nas suas cidades de origem.

Tenho que ser honesto: a viagem não foi ultra bem planeada, não era isso que procurava naquele momento. Em vez de rotas cuidadosamente estudadas, locais de dormida e refeições, o que me apetecia era pegar na bicicleta e voltar para casa como se voltasse do trabalho. Uma espécie de commutingmais longo, de 20 dias, com paragens para visitar amigos. Para isso foi necessário enviar toda a tralha por correio de modo a poder viajar apenas com o essencial.

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A aldeia de Garrelsweer, Holanda, organiza a cada dois anos uma festa temática

Dinamarca

É difícildizer que optei por usar a bicicleta que me acompanhou durante todo o ano, pelo simples facto de nunca ter considerado outra possibilidade. Eu não deixava de ser um estudante com limitações orçamentais num país de preços altos e o meu veículo, comprado em segunda-mão, não deixava de ser uma bicicleta de supermercado, que lá são melhores do que as de cá, embora conservem o estatuto de opção barata e de gama baixíssima.

As hesitações fizeram-me partir às quatro e meia da tarde. Deixei a residência em Aarhus onde vivi durante o ano anterior com destino a Kolding, onde ficaria em casa de um amigo. Arrancar àquela hora tardia obrigou-me a gerir muito bem o tempo e o esforço para evitar chegar de noite, muito embora o céu não escureça totalmente no verão dinamarquês durante as breves horas em que o sol se desloca abaixo da linha do horizonte. É assim que se cura a ressaca dos invernos longos naquele país, com horas de sol abundantes no verão, sem estores nas janelas, muitas vezes apenas com cortinas brancas, e acordando ao som do chilrear dos pássaros às três e meia da manhã, o que ganhava contornos mais irritantes que bucólicos quando isso coincidia com a hora a que me deitava.

Até à fronteira com a Alemanha segui pelo caminho mais directo, a estrada nacional, onde quase sempre existe sinalização para ciclistas e uma berma larga para circular. A alternativa, mais bonita, era uma das ciclovias integradas na rede nacional daquele país que atravessam a paisagem por zonas onde a civilização, embora nunca longe, não invade o nosso campo de visão de forma tão constante. A Dinamarca é conhecida por ser um país plano, o que na realidade se traduz como sendo uma espécie de Alentejo, ou um constante subir e descer ligeiros que evitam a monotonia.

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Estrada agrícola na Holanda

Alemanha

Sente-se a cada esquina, em cada serviço e apoio prestado ao viajante, que a Alemanha é um país de gente habituada a viajar. No Reisezentren, um balcão que existe em todas as estações de comboios, ninguém estranhou quando pedi para comprar um bilhete até Emden com paragem em Bremen, onde planeava passar umas horas para conhecer a cidade. Viajar com uma bicicleta permite-nos chegar a qualquer sítio e conhecê-lo de uma ponta à outra em poucas horas, essa foi uma das descobertas que fiz neste regresso a casa.
Emden fica numa região fértil próxima da fronteira com a Holanda, junto ao golfo do Dollart, onde os caminhos agrícolas, feitos com placas de betão armado, estão integrados em rotas cicláveis com infografia disponível num mapa dedicado ao cicloturismo, à venda numa livraria perto de si.

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Ciclistas e ovelhas cruzam-se num caminho agrícola junto à baía de Dollart, Alemanha

Holanda

A próxima vez que alguém falar na Holanda como um país perfeito para andar de bicicleta, lembre-se disto: fazer muitos quilómetros numa paisagem plana é absolutamente fastidioso. Tal como me disse uma amiga húngara que fez Erasmus em Lisboa, “agora que voltei a Budapeste percebi que aqui tenho de estar sempre a pedalar”. Pois é, as colinas também descem. Disseram-me que a costa holandesa é bonita, mas atenção, o caminho que segui não era feio, apenas plano. Qualquer vantagem que se associe a um chão plano fica sem efeito perante um vento frontal, é como subir uma montanha sem as vantagens de ver a vista lá em cima.

Em Roterdão encontrei-me com amigos de Lisboa que estavam a fazer um curso de verão e, apesar de sermos da mesma cidade, naquele momento vínhamos de cantos opostos da Europa. É difícil a um português, quando sai do rectângulo por algum tempo, disfarçar o sentimento emigrante que exalta dentro de si, apelando à cultura popular da diáspora. Foi com eles que conheci a canção de Graciano Saga que inspirou o título deste artigo, “Vem Devagar Emigrante”, a história de um regresso a Portugal que acaba em tragédia numa estrada de Espanha servia-nos de mote jocoso à experiência de estar fora do país. A Holanda é tão perfeita que chateia, até a natureza foi domesticada. Nada como uma canção dissonante para lhe dar harmonia.

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Ferry-boat que atravessa a baía do Dollart, na fronteira entre a Alemanha e Holanda

Bélgica

Segui para Antuérpia, a cerca de 100 km de Roterdão, atravessando várias vezes a fronteira em Baarle-Nassau, um município onde a linha imaginária que separa as duas nações não é uma recta saída do Romantismo mas sim o resultado de vários tratados medievais que criaram enclaves belgas e holandeses dentro da fronteira maior entre os países. Vale a pena espreitar a história do local. De resto, atravessei a Bélgica com pressa de chegar à cidade francesa de Lille no 14 de Julho, grosso modo, o 25 de Abril da França.

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Fronteira entre a Bélgica e a Holanda em ciclovia

França

A partir daqui comecei a usar a bicicleta apenas para conhecer as cidades onde fui parando. O país é grande e os problemas mecânicos começavam a surgir. Em 2005, as carruagens dedicadas para transporte de bicicletas nos comboios franceses ainda eram novidade, pelo que aproveitei para experimentar o serviço. Sabia também que essa facilidade desapareceria assim que atravessasse os Pirenéus.

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Cidade de Gent, na Bélgica

Espanha

A minha bicicleta cruzou a Europa, levou-me a conhecer Barcelona em poucas horas e depois foi roubada. Um triste final que, contudo, resolveu o problema que seria transportá-la de comboio até Lisboa, implicando desmontar e guardá-la num saco próprio para transporte, que não tinha. A canção de Graciano Saga cumpriu-se uma vez mais, a tragédia aconteceu a um português em trânsito numa cidade espanhola e com ela foi-se a esperança de trazer aquela bicicleta para Lisboa.


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Como estás, onde estás?

Ana Pereira @ Viagens a Pedal | 29/06/2015 às 9:23

Temas: [ Grandes viagens ] [ Viajantes ] [ bicicultura ] [ grandes viagens ] [ pessoas ] [ podcasts ] [ viajantes ]

We made it!!! The Camino de Santiago – tick. A French tour group even clapped us but it’s the people who did this on foot that deserve all the credit. Don’t know how they do it but it’s crazy to think we started in London 47 odd days ago. #howareyouwhereareyou #stravaphoto #cyclingthecamino #cyclinghome #cycletouring

Uma foto publicada por Baden Campbell (@badencycling) a Mai 20, 2015 às 7:02 PDT

O Baden e a Shelley levaram as suas bicicletas de touring ao Bicycle Repair Man para fazer uma revisão alargada antes de viajarem para a América Latina, onde continuarão a sua viagem de regresso à Nova Zelândia, iniciada em Londres, onde ambos viveram nos últimos anos. Um nosso cliente de Aveiro, com quem este casal ficou alojado via rede Warmshowers, recomendou-lhes a Cenas a Pedal e foi assim que nos cruzámos. Tivémos oportunidade para conversar um pouco sobre como é andar de bicicleta em Lisboa e eles ficaram curiosos com a Escola de Bicicleta, pelo que acabámos por conversar mais sobre isso. A Shelley gravou um pequeno trecho da conversa para incorporar num futuro podcast. Sim, porque eles publicam um podcast sobre a viagem, ou um ‘audio travelogue‘! cujo blog geral está aqui: HAYWAY – How Are You Where Are You?. já ouvi alguns, comecei pelos feitos já em terras lusas, e gostei bastante. Foi particularmente curioso porque são os primeiros viajantes que conheço que o fazem, e porque é uma ideia que nós próprios temos entretido há algum tempo. Infelizmente não houve tempo de conversar mais – eles partiam na manhã seguinte, de comboio, para Madrid, mas queria perguntar-lhes como era a produção do podcast, quanto tempo levam a produzir cada episódio, que ferramentas usam, etc. Entretanto já percebi que pelo menos o Baden trabalhou na área da rádio, e têm ambos profissões relacionadas com jornalismo / comunicação, pelo que é mais fácil perceber a opção, e a qualidade do podcast.

Deixou-me com determinação redobrada em incorporar um podcast na nossa viagem!

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Uma S24O até à Azambuja

Ana Pereira @ Viagens a Pedal | 28/06/2015 às 9:24

Temas: [ campismo ] [ relatos ] [ s24o ] [ azambuja ] [ bicicultura ]

Em meados de Maio fizémos outra S24O, até Manique do Intendente, na Azambuja. A ideia era repetir mais ou menos um passeio que tínhamos feito em 2013, quase 2 anos antes, mas agora com duas diferenças: 1) a Mutthilda ia connosco, e 2) acamparíamos para pernoitar e regressaríamos no dia seguinte. Iríamos testar mais uma vez este conceito (S24O com um cão), mas num registo mais light, pois apenas teríamos que acampar para pernoitar, as refeições seriam com a família, na Herdade da Hera.

Arrancámos de Lisboa na 2ª-feira à tarde (atrasados, mas lá conseguimos sair!), apanhámos o comboio na estação de Roma-Areeiro – perdemos algum tempo devido à má sinalização, não dá para ir cá por cima, pois o acesso à plataforma é só por escadas, tivémos que andar para trás e dar a volta por fora, pela R. Frei Miguel Contreiras. Mas conseguimos apanhar o comboio, ufa! Fomos no Urbano até à Azambuja.

Eu arrumei a minha LHT no espaço para as cadeiras de rodas e bicicletas. O Bruno, como trazia um Wideloader na Big Dummy, tornando-a mais larga, ficou um bocado entalado sem conseguir rearrumar a bicicleta uma vez já dentro da carruagem. Mas as pessoas foram à volta, não houve crise. A única chatice é que não deu para irmos confortavelmente sentados, íamos a cuidar das bicicletas e de garantir que as pessoas passavam quando era preciso.

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Quando chegámos à estação da Azambuja, até tivémos sorte, os eledadores estavam a funcionar. Mas são pequenos, pelo que tivémos que tirar a caixa transportadora da Mutthilda de cima do deck para a poder colocar, ao alto, no elevador. Depois mandei a Mutthilda, na caixa, e depois fui eu, também com a bicicleta ao alto. Já prestes a fazermo-nos à estrada, à saída da estação, apercebemo-nos de que estava um vento do caraças. Nesse aspecto não podíamos ter escolhido pior dia… Mas era o dia que tínhamos disponível, e já ali estávamos, por isso, suck it up and let’s go!

Apanhámos a N3, berma larga e com bom pavimento – sabiam que agora é legal usar a berma? Não é obrigatório, mas sempre que a berma é uma melhor opção que a faixa de rodagem, somos livres de a usar legalmente.

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Infelizmente, a maior parte dos condutores não foi actualizado nem no novo Código da Estrada, nem na boa educação básica, quase nenhum abrandou e/ou se afastou particularmente de nós ao passar-nos. Podiam fazê-lo porque o CE assim o dita (abrandar e dar pelo menos 1.50 m de distância lateral de segurança), mas também por uma questão de respeito (reduzir o impacto que a deslocação do ar e o ruído têm sobre quem está fora do carro, em termos de conforto mas também de segurança, e, claro, a distância lateral suficiente para, se eu cair, ninguém me passar por cima sem querer… Mas pronto, foi pacífico e confortável o suficiente.

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Uns 25 Km depois, e muuuuitoooooo vento, mas por estradas tranquilas e quase sem tráfego (depois de sairmos da N3) chegámos finalmente à Herdade da Hera, já caíra a noite.

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Montar a tenda já de noite e no meio da ventania foi um teste útil. A nossa tenda porta-se bem nestas condições. Mas fazer aquilo de noite relembrou-nos a importância de investirmos numas luzes frontais, daquelas presas a umas bandas elásticas que colocamos na cabeça, ficando com a luz apoiada na testa. Essa compra entretanto já foi feita, embora ainda falte usá-las – temos que fazer mais uma S24O rapidamente!

Jantámos com a família e depois lá fomos dormir. Aprendemos mais uma coisa importante: levar connosco tampões para os ouvidos, teriam sido úteis numa noite de tanto vento. Mas haverão concerteza outras situações onde poderão ser úteis: se dormirmos num sítio onde se oiça o trânsito automóvel numa qualquer auto-estrada, ou os aviões num aeroporto, ou gente mal-educada num parque de campismo (como aconteceu nesta outra viagem), ou tivermos mesmo muito azar a escolher um sítio para pernoitar (como aconteceu à Kiri e ao Dan).

A ideia era dormir até o sol começar a bater na tenda (aí começa a ficar quente demais), afinal era “domingo”.

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A Mutthilda dorme na caixinha, coberta por uma capa para a chuva, abrigada debaixo de uma das “asas” da tenda.

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Ainda antes de nos levantarmos, soltámo-la, para que pudesse ir brincar e tratar do business dela. E queríamos só mais uns minutos de ronha. Mas ela tinha ideias diferentes. E meteu-se em cima de nós, por fora do compartimento da tenda mas por baixo da parte superior, para se proteger do sol, mas ficar “em cima de nós”. Sacaninha. Lá tivémos mesmo que nos levantar.

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Levantámo-nos e, depois de tomar o pequeno-almoço, fomos dar uma volta pela Herdade, ver as vistas, conhecer os novos residentes e hóspedes. Cavalos, póneis, porcos, cabras, galinhas, etc.

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A Mutthilda gosta muito da vida no campo, andar à vontade ao ar livre, sem trela, apanhar sol, ir meter-se com os outros animais. É uma animação. :-)

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Depois de passearmos e vermos as novidades da Herdade, voltámos à tenda para arrumar o estaminé antes de almoçarmos.

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À tarde pusémo-nos de regresso a Lisboa. Desta vez dirigimo-nos para a estação de Santana-Cartaxo. À parte esta subida, feita a 5-6 Km/h, com a Mutthilda a dormitar, foi um percurso mais suave, e [10 Km] mais curto.

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Da próxima vez que fizermos isto apanhamos o comboio Regional validando o Zapping (deve ficar 1.80 €), pagando depois o excesso para o Cartaxo, após passar a Azambuja. É a fórmula mais rápida, simples e barata. Quando regressamos, compramos o bilhete a bordo, dado que não há máquinas nem bilheteiras na estação de Santana-Cartaxo. Os Comboios regionais têm um espaço mais adequado para levar as bicicletas, embora aquele poste no meio da zona das portas estrague a manobrabilidade das bicicletas.

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Este é um percurso e um destino interessante e bastante fácil de fazer no contexto de uma S24O. A Herdade da Hera tem estado em modo ‘soft opening‘. Entrem em contacto com eles para inquirir das condições a nível de campismo e alimentação, consoante a data da vossa S24O.

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Livro - "Miles from nowhere - a round the world bicycle adventure"

Bruno BA @ Bicycling2012 | 25/06/2015 às 17:22

Temas: [ bicicultura ] [ cicloturismo ] [ cycle touring ] [ cycling book ] [ livro ] [ Miles from nowhere ]

Sobre a Autora

Tal como vos tinha prometido (aqui e aqui), finalmente partilho convosco esta mensagem sobre um livro de cicloturismo escrito por uma mulher, Barbara Savage.

Esta mulher decidiu partir à aventura em 1977, acompanhada daquele que era, então, o seu namorado (Larry) e fazer a volta ao mundo em bicicleta, tendo viajado juntos por 25 países, incluindo Portugal (a que ela chamou o Paraíso Português).

Esta mensagem tem um sabor um pouco agri-doce, porque, ao contrário da Nancy Sathre-Vogel, de que vos falei neste outro post, a Barbara já não se encontra entre nós, tendo falecido já depois da sua odisseia planetária, vítima de um acidente com um automóvel (truck) bem perto da sua casa, enquanto treinava para uma prova de triatlo.

Nós só temos acesso ao livro porque o Larry (que entretanto se tinha casado com ela) decidiu publicar o livro que a Barbara estava a preparar (ou, melhor, tinha já concluído, mas ainda não o tinha dado à estampa) quando foi vitimada.

A publicação deste livro foi, portanto, uma forma de prestar homenagem à memória desta mulher, pelo seu marido.

Pelo que li, mesmo no final do livro, o Larry chegou inclusivamente a criar um prémio para publicações de novos autores, o "The Barbara Savage Miles from Nowhere Memorial Award, supporting unpublished books by first-time authors was established in 1990".



Sobre o Livro


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"Miles from nowhere - a round the world bicycle adventure"

Este livro representou para mim (que na altura não sabia que a Autora tinha morrido de forma tão infeliz) uma verdadeira viagem, primeiro pelo nosso país do final da década de 70, depois por países mais exóticos como o Egipto (em que a Barbara e o marido não tinham um momento de paz e de privacidade), o Nepal, a Índia e a Nova Zelândia, entre muitos outros.

A técnica de escrita, a fraseologia utilizada e o próprio conteúdo do relato são mesmo muito bons, conseguindo, por um lado, oferecer uma perspectiva realista da viagem e, por outro lado, manter sempre um ambiente muito enérgico e bem disposto ao longo de todo o livro.

Cada vez que "abri" o livro (entre aspas porque o li em versão Kindle) fui transportado para a viagem deles por este nosso planeta em que somos todos verdadeiramente iguais - irmãos.

E, quanto mais leio e mais faço cicloturismo mais me convenço de que a bicicleta é o meio de transporte mais inocente e genuíno e é considerada pela maioria como o meio de transporte mais inofensivo. Uma bicicleta carregada de material de viagem permite-nos alcançar o lado bom das pessoas que connosco se cruzam.

O William Weir, de que vos falei aqui, já instava o seu incrédulo amigo a "Let's initiate kindness" quando era mesmo necessário um local para pernoitar...

Através deste livro "Miles from nowhere - a round the world bicycle adventure" escapei do meu quotidiano, pedalei pelos Himalaias acima e estive no restaurante Tailandês em que o dono não quis manter o preço da refeição inicialmente acordado com um seu empregado, e que, no final de um longo regatear de preço, esteve quase a perder as estribeiras com uma faca enorme na mão e a olhar fixamente para o casal e para o outro cicloturista que os acompanhou (o Geoff)... (Já agora, acho que fizeram bem em deixar o troco com o dono do restaurante e sair rápida e discretamente dali!)

É uma leitura inspiradora, bem disposta e bem escrita (o que nem sempre sucede neste tipo de publicações).

A versão que eu li é em Inglês e ainda não encontrei qualquer versão traduzida para Português (o que é uma pena, porque o livro é mesmo muito bom!).

Se já tiverem lido o livro ou se o lerem na sequência desta mensagem, deixem, por favor os vossos comentários aqui!

Boas leituras e boas pedaladas.
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VeloCorvo - um serviço à parte

@ Eu e as minhas bicicletas | 23/06/2015 às 21:28

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ mecânico ] [ velocorvo ]

Lembram de ter recomendado uma oficina em tempos? Pois agora descobri uma ainda melhor...

Conheci o moço da VeloCorvo (http://velocorvo.com/aqui no mundo virtual (redes sociais e blogs e fóruns e tal) e depois cruzámo-nos na primeira Massa Crítica de Oeiras em carne e osso, conversámos e tal e acabei por perceber que era aqui perto da minha zona e que se algum dia precisasse era mais um mecânico à disposição.

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Pois como a disponibilidade é algo que escasseia, uma coisa que me incomoda é horários "normais" das lojas, e com a VeloCorvo tive a sorte de ser atendido a um dia fora de horas, o que dá um jeitaço.

Lá combinámos o sítio e hora e fui ter com o Pedro (o tio, da VeloCorvo) e ele lá me tratou da minha menina Felicidade.

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Com calma e paciência, mexeu e remexeu, conversámos, mostrou-me e ensinou-me, o tempo passou e a Felicidade estava supimpa!
Afinadinha como um relógio suiço, dos bons! (apesar do material da dita não ser de topo de gama)

Ficaram umas coisas por resolver, mas para isso tenho de comprar o material que falta - umas luzes para usar o dínamo que ele entretanto já me aconselhou mandando os links e tal (isto do mecânico ser versado em internet e afins dá jeito).

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Disse-me algo como:
"Só as bicicletas paradas e guardadas nas arrecadações é que não dão problemas." 

Verdade verdadeira. Um sábio este moço.

Gostei muito. Recomendo!
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