fotocycle [151] shot of the day…

paulofski @ na bicicleta | 19/12/2014 às 17:30

Temas: [ fotocycle ] [ bicicultura ] [ bike to home ] [ devaneios a pedais ] [ Douro ] [ fotografia ] [ motivação ] [ musicol ] [ o sol ]

sittin'on the dock of the bay… song of yesterday.


-----------------------------

uma marina para bicicletas

paulofski @ na bicicleta | 18/12/2014 às 8:51

Temas: [ motivação ] [ Afurada ] [ até à Madalena ] [ bicicultura ] [ Douro Marina ] [ fotografia ] [ opinião ] [ outras coisas ] [ parqueamento ] [ testemunho ]

A bela vila piscatória da Afurada fica a meio caminho entre a cidade invicta e  a casa paterna. Nas minhas pedaladas para sul, em Gaia, tanto na ida como na volta a Douro Marina é um dos locais de passagem obrigatória. Para além dos barcos, da azáfama do rio, da loja do meu amigo Francisco, a esplanada junto aos espaços comerciais tem agora outro bom motivo para parar, relaxar e tomar um café.

Douro Marina bikepark 1

Junto ao edifício da Douro Marina foram recentemente instalados interessantes objectos de mobiliário urbano, entre os quais se destaca um parque de bicicletas. Embora pequeno e um pouco apertado, podem-se acondicionar até 6 bicicletas. Os tubos que unem as “argolas” de encosto e aperto do quadro dificultam o ciclista a colocar e a retirar a bicicleta do interior do parque.

Douro Marina bikepark 2

É um parque coberto, seguro e bem enquadrado no espaço envolvente. Deixando passar a publicidade do operador de telecomunicações que patrocinou o equipamento, este parque vem satisfazer a necessidade de estacionar em segurança quem de bicicleta chega à marina, seja de passeio, de passagem, para o barco ou para o trabalho.

Douro Marina bikepark 3


-----------------------------

invenções e engenhocas

paulofski @ na bicicleta | 17/12/2014 às 12:16

Temas: [ divulgação ] [ bicicultura ] [ coisas que inventam ] [ coisas que leio ] [ motivação ] [ Noruega ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ transportes e tecnologia ]

COBI: um sistema “inteligente” para a tua bicicleta

cobi-system“O COBI é um novo acessório de ciclismo que está a ser desenvolvido no âmbito de uma campanha de crowdfunding. Este permite que os ciclistas através do seu smartphone se conectem a uma variedade de aplicações e serviços durante um passeio de bicicleta.

O componente principal do COBI estará fixo no guiador da bicicleta, segurando o smartphone do ciclista que depois se ligará ao resto do sistema da bicicleta. Há ainda um separador de controlo instalado nessa mesma parte da bicicleta que permite que o utilizador navegue pelas apps e outras funções do COBI recorrendo apenas a um dedo.”…

(artigo completo aqui)

CycloCable ajuda ciclistas a subir ladeiras na Noruega

cyclocable

“Para provar que as colinas de uma cidade não são argumento suficiente para evitar um passeio de bicicleta, foi criada em Trondheim, na Noruega, uma infra-estrutura que ajuda os ciclistas a subir uma íngreme ladeira de 150 metros.

Trata-se de um elevador para bicicletas, carrinhos de bebé e outros pequenos meios de transporte. O elevador foi inventado nos anos 90 em Trondheim por um cidadão que estava parte de chegar ao trabalho a suar e exausto.

O CycloCable já carregou 200 mil ciclistas ao longo da sua subida de 150 metros – tornando-se numa atracção turística.

Para usar o CycloCable, os ciclistas têm de colocar um pé na plataforma do elevador, sendo puxados a uma velocidade de 8 km/h. Ele pode ser usado simultaneamente por cinco pessoas e não se encontra limitado a bicicletas.”…

(artigo completo aqui)

Gadget que enche garrafa com água a partir do ar

fontus-garrafa-de-água-para-ciclistas“Fontus, uma inveção de um aluno de design industrial da Universidade de Viena, é uma garrafa que produz água a partir do ar.

O gadget para ciclistas Fontus faz com que as garrafas de água se encham sozinhas ao recolher humidade da atmosfera. A invenção de Kristof Retezár, aluno de design industrial da Universidade de Viena, foi finalista do prémio James Dyson 2014.

Como funciona o gadget para ciclistas que produz água a partir do ar
Fontus: encaixa-se no quadro de uma bicicleta, uma entrada no aparelho vai recolhendo ar à medida que a bicicleta se desloca e deste modo produzindo água potável.”…

(artigo completo aqui)


-----------------------------

querido Pai Natal…

paulofski @ na bicicleta | 15/12/2014 às 14:49

Temas: [ outras coisas ] [ bicicultura ] [ comércio ] [ devaneios apeados ] [ Natal ] [ penso eu de que... ]

Estamos de novo às portas da quadra natalícia, época onde o consumismo se torna o foco de vida da maioria das pessoas. Por tradição, somos levados a fazer compras, para os nossos entes queridos, para os nossos amigos, para os colegas de trabalho, espalhando prendas e ilusões à custa do tal espírito natalício. Obedientemente, alinhamo-nos nas filas das Black Friday e Promofans à procura de pechinchas e descontos. Mesmo em plena crise económica compramos compulsivamente e é a época onde, por um curto período de afluência, o comércio tradicional respira de algum alívio, tirando a barriga de misérias. São tardes e noites a espreitar montras, vasculhar prateleiras, pesquisar lojas virtuais para ir enchendo o saco do Pai Natal. Claro que como lunático ciclista a minha lista é algo parecida com os desejos de uma criança. Brinquedos ciclismo e mais brinquedos ciclismo! Querido Pai Natal, diga-me lá se a minha lista de desejos não é bem modesta?!

Lista de Natal

O ciclismo também faz parte da nossa cultura consumista. Desde uma bicicleta xpto até uma simples campainha, temos à disposição um variado leque de equipamento específico para o ciclismo. A oferta tem aumentado e nas lojas do comércio tradicional já podemos encontrar aquele produto exclusivo que de outra forma só numa compra online e longo tempo de espera se obteria. A industria, o comércio do ciclismo: acessórios, vestuário, serviços… you name it, agradece. O ciclismo está cada vez mais presente e é parte integrante da sociedade. Gradualmente vem sendo integrado na vida familiar, e a cada ano, com o frenesim de compras natalícias, os produtos dedicados especificamente ao ciclismo vão surgindo e cabendo no sapatinho, habitual ao nosso estilo de vida e tradições.


-----------------------------

Amesterdão em Lisboa

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 13/12/2014 às 1:08

Temas: [ Uncategorized ] [ Amesterdão ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ ciclovia ] [ CML ] [ Cycle Chic ] [ fpcub ] [ girl ] [ Lisboa ]

Há umas semanas atrás (dia 14 de Novembro), esteve cá em Lisboa uma delegação de jovens técnicos do município de Amesterdão. A cidade tem a boa prática de os enviar a outros países para conhecerem outras experiências e adquirirem conhecimentos e práticas novas, enriquecendo assim a sua equipa. Por cá, o município recebeu-os e de entre as várias actividades, organizaram uma visita a alguns locais integrados na estrutura verde e na rede ciclável. O meio de transporte escolhido, claro, foi a bicicleta – o Duarte Mata (CML) convidou-me  para que os acompanhasse, e solicitaram o apoio da FPCUB, que não só fez diligências para que fossem emprestadas mais algumas bicicletas que estavam em falta (cortesia da Scott), bem como a empresa 2-Rodas esteve presente e nos deu assistência mecânica durante todo o percurso.

DSC_1034 DSC_1035 DSC_1036

DSC_1039 DSC_1043

DSC_1046

Foi surpreendente ver um grupo de gente tão bem disposta, habituadíssimos a pedalar todos os dias, a percorrer as ciclovias de Lisboa sem qualquer constrangimento. Um cenário pouco habitual, com engarrafamentos de bicicleta nas estreitas ciclovias que para já dispomos.

DSC_1048 DSC_1050

DSC_1053

DSC_1054 DSC_1063

DSC_1067

DSC_1066 DSC_1065

DSC_1069 DSC_1070 DSC_1073

A boa disposição como já referi, foi uma constante… mesmo com uma colisão aparatosa entre alguns deles (ninguém se magoou), com algumas avarias nas bicicletas mais antigas, furos e mesmo alguma chuva (e uma subida valente) no fim, mantiveram sempre um espírito animado e bem disposto. Aliás, em relação a estas duas “dificuldades” (chuva e subidas) tive umas conversas giras com alguns deles.

DSC_1075 DSC_1078

DSC_1080 DSC_1081

Quando lhes disse que no final íamos ter uma subida valente (do Corte Inglês pela ciclovia até ao alto do Parque Eduardo VII), responderam-me logo: “óptimo, assim é muito mais divertido… tudo plano é uma seca”.

DSC_1084

DSC_1087 DSC_1089

DSC_1093

Perguntaram-me porque quase não nos tínhamos cruzado com ninguém de bicicleta. Expliquei que no dia anterior tinha chovido muito, e que nessa manhã também estava a chover um pouco, e com isso as pessoas refreavam-se de pedalar. Resposta imediata: “Mas porquê? Estes são os melhores dias!!!”

DSC_1095 DSC_1101

DSC_1103 DSC_1105

Uma passagem rápida pela Universidade de Lisboa, que tinha acabado de ter a vitória da sua proposta no Orçamento Participativo (percursos cicláveis entre os diversos polos da universidade).

DSC_1108 DSC_1110

DSC_1111

DSC_1114 DSC_1116

DSC_1117

Antes da subida, uma paragem rápida no Velocité Café. Mais uma vez ficaram surpreendidos com este conceito… para eles, o normal é haver de um lado lojas de bicicletas, de outro cafés e restaurantes! Ninguém se lembrava de ter visto alguma vez uma combinação das duas coisas.

DSC_1126

Quando começámos a subir, a chuva começou a cair… Nem uma coisa nem outra foram problema para eles. Não só subiram todos a uma velocidade impressionante, como assim que começaram a cair as primeiras pingas, à boa maneira holandesa, quem tinha chapéu de chuva fez logo uso dele!!

2014-11-14 16.56.45Já no fim, queriam levar o Luís Oliveira da 2-Rodas de volta com eles para Amesterdão: nunca tinham visto um mecânico tão rápido e eficaz na vida!

-----------------------------

Das medidas físicas de acalmia de tráfego

João Pimentel Ferreira @ MUBi | 11/12/2014 às 20:37

Temas: [ artigo ] [ relatórios ] [ segurança rodoviária ] [ Acalmia de tráfego ] [ bicicultura ]

Uma das medidas mais importantes para tornar as zonas urbanas mais seguras e com maior qualidade de vida para os seus habitantes, é implementar medidas físicas que forcem as velocidades dos veículos motorizados a serem moderadas, de preferência até 30km/h, nas ruas em que o volume e a velocidade do trânsito motorizado o justifique. Tal permite diminuir drasticamente o nível de ruído nas zonas residenciais e aumentar significativamente a segurança, em zonas onde frequentemente brincam crianças, circulam muitos peões e utilizadores de bicicleta e vagueiam mesmo animais domésticos. Medidas físicas de acalmia de tráfego, quando eficientemente implementadas, também promovem o florescimento do comércio local, incrementando ainda a coesão da comunidade.

É essencial então compreender que medidas físicas de acalmia de tráfego providenciam maior sossego nos bairros, com a redução da poluição sonora, redução da poluição atmosférica e não menos importante, maior segurança para todos os habitantes, crianças e idosos principalmente. A questão da segurança urbana dos peões é também deveras relevante pois a energia cinética do veículo, fator importante na gravidade dos atropelamentos, é proporcional ao quadrado da velocidade. Significa isto que um atropelamento a 50km/h não implica estatisticamente o dobro da severidade em comparação com um atropelamento a 25km/h, mas o quádruplo, visto que a relação entre energia e velocidade é quadrática e não linear.

image05 De referir ainda que o número de atropelamentos tem vindo a aumentar e cerca de 80% registam-se em zonas urbanas. Em 2013 ocorreram mais de 5,000 atropelamentos em Portugal (mais 6% que no ano transato). Estes números são inaceitáveis. O excesso de velocidade dos veículos automóveis é um factor presente na quase totalidade dos atropelamentos. Em Portugal as medidas físicas para a redução da velocidade resumem-se, na grande maioria dos casos, às denominadas “lombas”, sendo por vezes meras peças de borracha aparafusadas ao pavimento.

Estas medidas adotadas amiúde em Portugal não são as melhores opções por diversos motivos. Para além de serem especialmente penalizadoras para ciclistas ou motociclistas e também para os transportes coletivos de passageiros e veículos de emergência, não trazem grandes vantagens ao atravessamento dos peões.

image12 image02

Lombas (com perfil semi-cilíndrico) a evitar.

No entanto a “lomba” é ainda a forma mais simples e económica de acalmia de tráfego na via. Como se vê por tantos bairros pela Europa, é recomendável que tenha um desenho cuidado de forma a de facto reduzir velocidades, sem ser demasiado agressiva para automóveis e veículos de duas rodas. Esta estrutura por vezes é mais alta, é mais suave e mais longa, e é feita do mesmo material do pavimento, embora com cores diferentes. Tal tem uma função psicológica muito importante pois o automobilista não a encara como uma barreira exterior colocada “para importunar”. Encara-a como algo natural pertencente à via.

Além disso este tipo de soluções não prejudica a suspensão do automóvel e força mesmo o automobilista a abrandar (se acelerar demais o carro toma uma trajetória que por certo danificará mesmo severamente o veículo). Além disso não são um problema para os outros veículos, como bicicletas ou motociclos por exemplo, mas também são incomodativas para pessoas que se deslocam de cadeira de rodas. Os exemplos das fotos seguintes estão perfeitamente integrados no desenho da via, são mais confortáveis e no entanto mais eficazes.

image13

image15Estreitamento com “lomba” combinados dois efeitos de acalmia de tráfego.

image03

Este exemplo na foto de cima de um bairro residencial na Holanda ilustra uma “lomba” em calote esférica. Trata-se de um círculo com relevo, normalmente colocado em zonas de interseção, em que a cota do ponto central força os automóveis a abrandar. No entanto a distância da extremidade do círculo (ponto da circunferência) ao ponto central é tal, que torna a passagem muito suave para a suspensão dos veículos.

Algo que também é raro ver-se em Portugal mas comum pela Europa, é colocar toda a zona do cruzamento, ou a zona de atravessamento de peões exatamente à mesma cota e revestida do mesmo pavimento do passeio ou da zona pedonal. Tal tem uma função psicológica muito importante, pois o automobilista tem a sensação de estar em espaço alheio, espaço não seu por natureza, e por tal facto tem maior zelo perante a segurança do peão.

Como exemplo antagónico, podemos observar o caso da Rua Augusta em Lisboa na próxima foto, onde os peões, numa das poucas ruas pedonais com uma largura considerável e numa das artérias de Lisboa com maior fluxo de tráfego pedonal, veem o seu espaço interrompido pela circulação automóvel que faz o atravessamento das artérias perpendiculares como a Rua da Conceição, tendo os peões que atravessar uma via alcatroada e preparada unicamente para tráfego rodoviário. Para além disso a maioria do tempo dos semáforos é atribuída ao tráfego motorizado.

Na foto seguinte dezenas de pessoas devem esperar em pé na via pedonal, para que duas ou três pessoas passem na via rodoviária transversal.

image07

Já estes outros exemplos nas fotos seguintes, e muito comuns pela Europa nas zonas residenciais e zonas pedonais, adotam o princípio inverso, dando a prioridade nas zonas de interseção aos peões, sem que haja qualquer semaforização.

image01

Este exemplo é claramente mais adequado. Um invisual sente que está num atravessamento, pois existe diferenciação de material. O nível do atravessamento é o do passeio, o que induz redução de velocidade no automóvel e torna o peão mais visível.

image08

image11

image09   image06   image00

image04

Nesta foto acima toda a zona do cruzamento está à cota do passeio. É perfeitamente legal neste caso fazer o atravessamento desta zona na diagonal, ou seja, se tomarmos uma abordagem geométrica e considerarmos que se trata de um quadrado, fazer de um canto ao outro canto oposto ao longo da diagonal do quadrado é perfeitamente legal; algo não fazível legalmente em qualquer lado em Portugal que se tenha conhecimento. Em Portugal ter-se-á que percorrer as arestas do quadrado, fazendo-se em média, de acordo com o teorema de Pitágoras, um percurso cerca de 40% mais longo.

image10 Um bom exemplo, Rua do Charquinho, Lisboa

-----------------------------

drivers are mean to each other!

bicicleta @ encontros | 2/12/2014 às 8:48

Temas: [ bicicultura ] [ capacete ] [ marginal ] [ viagens ]

O encontro de hoje foi com um ciclo-turista australiano. Passei por ele no paredão entre Caxias e a Cruz Quebrada, quase no final, e quando estava para desaparecer pelo túnel, em direcção ao cruzamento da Marginal no Estádio Nacional, ocorreu-me verificar se ele sabia o caminho. Como seria de esperar, ficou para ali feito barata tonta, sem saber se havia de meter para a praia da Cruz Quebrada, ou ir atrás de mim.

Abordei-o, primeiro em português, e como ele me respondeu em inglês, expliquei-lhe o caminho, e porquê. A CMO está a fazer uma ciclovia. Isso pode parecer muito bom mas, tendo em conta aquilo a que o Município de Oeiras gosta de chamar de "rede ciclável", não consigo evitar alguma apreensão. Além disso, está a fazer uma onde já existia um caminho ciclável (apesar de alguns buracos e poças de lama ocasionais), mas teima em não resolver o problema do único troço onde não há qualquer alternativa viável à Estrada Marginal: entre Caxias e Paço d'Arcos.

O T já estava habituado a "highways", pelo que apanhar a reta do Dafundo não o assustou. Viemos a bom ritmo a pedalar a par, comigo a querer saber um pouco mais do que o trazia por ali. Estava a viajar há 8 meses, desde Istambul, e já tinha percorrido 16.000 km pela Europa!!! Grécia, Balcãs, Europa Central, Holanda, Reino Unido, França, Espanha e, finalmente, Portugal.

Como era australiano, e reparei que não levava capacete, perguntei-lhe como estava ser a experiência de pedalar sem capacete. Comentou que estava a adorar, sendo a primeira vez que o tinha deixado pendurado nos alforges. Há tempos que não apanhava sol e estava a aproveitar cada raio disponível. Confirmou-me aquilo que já muitos sabemos: na Austrália é obrigatório e muita gente deixou de utilizar a bicicleta por causa da obrigatoriedade do capacete.

Depois, quis saber como estava a ser a experiência dele no nosso país. Não consigo evitar aquela vaidade de ouvir os estrangeiros a serem simpáticos, genuinamente ou não, ao descreverem como adoram a nossa comida. Também eu adoro a nossa comida. E como reparou que uma grande parte da população está tão densamente concentrada no litoral. Adorou as nossas montanhas, mesmo que sejam de brinquedo, comparadas com as da Europa Central.

Quando nos aproximávamos de Belém, fui-lhe falando dos monumentos, dos 500 anos da Torre de Belém, da grandiosidade dos Jerónimos. Apesar de ser a zona mais turística de Lisboa, aconselhei-o a passar ali um par de horas.

Finalmente, porque ele estava com um furo lento, parámos junto ao Padrão dos Descobrimentos. O tema seguinte deitou por baixo o meu orgulho na mãe pátria. Ele fez questão de reparar que, porque existem auto-estradas por todo o lado, as estradas secundárias têm pouquíssimo trânsito. Mas depois, começa a comentar como os condutores portugueses são tão agressivos. Os piores que tinha encontrado até agora, nos seus 16.000 km de viagem. Piores do que gregos! E termina com um "drivers are mean, not just to me, but to each other!".

Podemos ter monumentos grandiosos, comida saborosíssima, sol radioso ou gentes calorosas. As mesmas pessoas que constroem aqueles monumentos, cozinham os nossos pratos, vivem debaixo deste sol ou acolhem os visitantes transformam-se em seres vis quando se encontram aos comandos de um automóvel.

RF
-----------------------------

Quanto é um metro e meio?

João Pimentel Ferreira @ "Bike Mãozinhas" Cicloficina do Oriente | 29/11/2014 às 21:44

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Código da Estrada ]

Um problema recorrente com a entrada em vigor do novo Código da Estrada (2014), é que a grande maioria dos automobilistas não tem a mínima noção de quanto é um metro e meio (1,5m), a distância mínima obrigatória que é necessário estabelecer quando se efetua uma ultrapassagem a um velocípede.

Tentaremos fazer pedagogia, esclarecendo que apesar das inverdades de muitos membros de instituições públicas que referem que é “relativo” ou que é apenas para “se ter uma noção”, referimos que para todos os efeitos um metro e meio, é um metro e meio.

Não é relativo, é um valor absoluto, e nada consta na Lei, que refira que a abordagem deve ser relativa ou abstrata. Todavia temos noção de que ninguém andará com uma fita métrica a fazer essas medições, assim tentaremos elucidar os automobilistas fazendo pedagogia.

Um metro e meio é mais ou menos, um adulto de braços abertos

1,5m (b)
Um metro e meio é aproximadamente um duplo passo normal de caminhante

1,5mRespeite a distância de metro e meio ao efetuar uma ultrapassagem a um ciclista, de acordo com o n.º 3 do art.º 18.º do Código da Estrada.

Código da Estrada

Artigo 18.º
Distância entre veículos

3 – O condutor de um veículo motorizado deve manter entre o seu veículo e um velocípede que transite na mesma faixa de rodagem uma distância lateral de pelo menos 1,5 m, para evitar acidentes.
4 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 60 a € 300.

87261-largest_1.5mlawbox


-----------------------------

Tuk-tuks e as bicicletas, the new kids in town

@ Menos Um Carro | 26/11/2014 às 10:42

Temas: [ tuk-tuk ] [ ambiente ] [ bicicleta ] [ ditadura do automóvel ] [ bicicultura ] [ estacionamento abusivo ] [ lisboa ]

Tenho acompanhado a polémica dos tuk-tuks (a moto-furgoneta para turistas na foto) em Lisboa com um sorriso no canto da boca. O debate chegou à Assembleia Municipal, que avançou com várias propostas para o executivo da CML. Pedem-se regulamentos, fixação de horários, de percursos e de um limite máximo para o número deles, e até que os restantes lisboetas paguem (vulgo "incentivos fiscais") para que passem a ser eléctricos.

Quais são afinal as queixas? Poluição sonora, poluição atmosférica, estacionamento caótico, congestionamento, destruição de calçadas, atentado à privacidade nos bairros históricos; todas queixas válidas, nenhuma delas exclusiva aos tuk-tuks. O enorme número de automóveis na cidade de Lisboa causa isto tudo e mais. Ajudado por muitas das motas na poluição sonora, o automóvel consegue um impacto bem mais forte (a destruição das calçadas é o exemplo mais ridículo, basta olhar para a foto para perceber a diferença), só que... esses já cá estavam. E são quem manda na cidade.

As soluções que são propostas pela AML espelham bem isto. Repare-se que aplicar as leis já existentes seria suficiente para reduzir estes impactos negativos, disciplinar os tuk-tuks e conter a sua proliferação. Se um tuk-tuk for efectivamente proibido de estacionar ilegalmente, dificilmente poderá a continuar a funcionar como funciona hoje. Mas aplicar as leis já existentes (ruído, estacionamento, restrições ao trânsito) também seria chato para... (sim adivinharam) para o automóvel. Os novos regulamentos são uma maneira de contornar isso, tratando como diferentes, incómodos que são bem semelhantes.

Toda esta discussão é semelhante à aversão à bicicleta. Apesar de causar menos congestionamento, e de os seus desrespeitos à lei serem em menor número e com uma gravidade incomparavelmente menor, são essas as duas maiores queixas que se ouve por aí. O problema não é o congestionamento, ou os vermelhos passados - isso são apenas desculpas - o problema é que a cidade pertence aos carros na cabeça de muita gente, e os outros só vieram chatear.

 

-----------------------------

A ECF em Lisboa

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 24/11/2014 às 8:48

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ ecf ] [ girl ] [ Lisboa ] [ sol ] [ tejo ] [ Velo-city Lisbon 2017 ] [ Velocity Conference ]

Há pouco mais de uma semana, estiveram em Lisboa representantes da ECF a fim de avaliar a candidatura de Lisboa à organização da conferência Velo-city em 2017. Trata-se do evento mais significativo do género relacionado com bicicletas. Acredito que se Lisboa ganhar, será um grande compromisso para tornar a cidade mais amiga das bicicletas.

Fui convidado a acompanhar a comitiva, composta pelo Presidente da ECF (Manfred Neun), o  Secretario Geral e Director da Velo-city (Dr. Bernhard Ensink) e pelo Gestor da Velo-city (Márcio Deslandes). Ficam aqui algumas das fotos dos passeios e visitas que acompanhei.

2014-11-12 13.41.44 DSC_0938

DSC_0940

DSC_0941 DSC_0946

DSC_0948 DSC_0950 DSC_0949

DSC_0952 DSC_0954

DSC_0955 DSC_0958

DSC_0962 DSC_0965

DSC_0980

DSC_0971 DSC_0975

DSC_0969

DSC_0985 DSC_0992

DSC_0988

DSC_0993 DSC_0994

DSC_0997 DSC_1006 DSC_1000

DSC_1009

DSC_1012 DSC_1013

DSC_1015 DSC_1018

DSC_1026 DSC_1031

DSC_1027

DSC_1032

Estamos a torcer por Lisboa!

 

 

-----------------------------

Livro - "Crossing Europe on a bike called Reggie"

Bruno BA @ Bicycling | 23/11/2014 às 23:35

Temas: [ Andrew P. Sykes ] [ bicicultura ] [ bicycle touring ] [ book ] [ cicloturismo ] [ cycling book ] [ livro ]

SOBRE O AUTOR

Andrew P. Sykes é tanto um ciclista que escreve livros sobre algumas das suas viagens como um escritor que se lança à aventura de bicicleta.

Para além de ciclista e escritor, é professor de francês numa escola secundária no sul de Inglaterra. 

Uma nota curiosa sobre ele (ou um feito dele): em 2014 passou por Portugal numa viagem cicloturística.

Se quiserem saber mais sobre o Autor, podem encontrar informação aqui: http://CyclingEurope.org


SOBRE O LIVRO


O livro "Crossing Europe on a bike called Reggie" é o primeiro livro de cicloturismo de relevo deste autor. 

Imagem disponível em 
http://www.amazon.co.uk/Crossing-Europe-Bike-Called-Reggie/dp/1849142130 

Estou em crer que terá sido o sucesso do primeiro livro e a vontade de se lançar em novas aventuras que o instigou a fazer uma nova viagem cicloturística e a passá-la a escrito num segundo livro: "Along the Med on a Bike Called Reggie". 

O livro (que li em versão Kindle) relata de uma forma engraçada e inspiradora a viagem transcontinental que o Autor - aparentemente inexperiente - fez, seguindo a Eurovelo 5 / Via Francigena. Esta é uma rota de peregrinação muito antiga, como podem ver nos links (acima), que liga Canterbury, Inglaterra, a Roma, Itália.

No relato da viagem, percebemos como o ciclismo de longa distância é essencialmente uma questão psicológica, de vontade, de determinação. Com este livro percebemos que para se participar numa grande aventura de bicicleta, não é necessário ter uma super-bicicleta ou o equipamento melhor do mundo, pois um pouco de investigação, a entreajuda dos contactos on-line e o espírito de aventura foram os ingredientes desta grande aventura!

Reggie, a bicicleta, não é super cara e nem super artilhada para as grandes viagens intercontinentais: é só uma bicicleta!

E, na verdade, Andrew P. Sykes demonstra-nos à evidência que é possível atravessar a Europa com uma bicicleta vulgar, normal!

"Crossing Europe on a bike called Reggie" é uma leitura espirituosa em que o autor partilha as suas sensações, preocupações e vitórias com o leitor.

-----------------------------

Uma mensagem inspiradora, da terra do frio

Bruno BA @ Bicycling | 17/11/2014 às 13:28

Temas: [ bicicultura ] [ bicla ] [ cidadania activa ] [ Copenhagenize ]

A mensagem desta conferência merece ser partilhada: bons sentimentos, cidadania activa, bons resultados, vidas melhores para todos, novos e mais experientes!

Espero que gostem tanto como eu.

Cycling without age | Ole Kassow | TEDxCopenhagenSalon

-----------------------------

Porque é que um ciclista chega atrasado?

bicicleta @ encontros | 14/11/2014 às 21:03

Temas: [ bairro alto ] [ bicicultura ] [ lisboa ] [ ribeira das naus ]

Há umas semanas, tinha um almoço com velhos amigos, no Bairro Alto. Fui para Lisboa de comboio, para ter tempo de subir a colina sem pressas, dando a volta pelas ruas menos movimentadas e menos íngremes.

À chegada ao Cais do Sodré, voltei a confirmar que ainda tinha tempo de tremelicar pela Ribeira das Naus para aproveitar o maravilhoso sol que se fazia sentir, já em pleno Outono. Depois de passar o edifício das agências europeias, ouço alguém chamar o meu nome com uma pronúncia difícil. Não foi difícil detectar a origem, pois o C também já me acenava do alto dos seus quase 2 metros de altura.

Foi uma agradável surpresa. Ele tinha-me avisado que estaria em Lisboa de férias, mas não me tinha confirmado datas, e tinha acabado de chegar. Andava à procura da loja de aluguer de bicicletas e, assim, caminhámos até lá. Pusemos rapidamente a conversa em dia, e combinámos um ponto de encontro para depois de almoço. E lá segui eu, agora já sem grande margem para desfrutar da paisagem, ou do sol.

Ao chegar à Praça do Município, porque era hora de almoço, lá me dou de caras com o D. Mais 2 dedos de conversa, mas como ele é patrício, e encontramo-nos frequentemente, permiti-me despachá-lo porque, afinal de contas, ainda nem tinha começado a subir. E agora, já não podia nem sequer olhar para as pessoas bonitas que preenchem a zona da Baixa e do Chiado, à hora de almoço de um dia de semana. Era o mais depressa possível, até ao Bairro Alto.

Cheguei ao restaurante marcado, e já me aguardavam os meus companheiros de muitas aventuras, menos das que são em duas rodas. Além de algumas risadas, deu para ouvir um deles, em tom gozão, a dizer: "afinal o ciclista é que chega atrasado!"
-----------------------------

Bikepacking / cicloturismo

Bruno BA @ Bicycling | 14/11/2014 às 16:01

Temas: [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ bikepacking ] [ Campismo selvagem ] [ cicloturismo ] [ cycle touring ] [ Ikea HOBO STOVE ] [ QuickHiker iii ]

Há 15 dias fui acampar com dois amigos à Serra do Montejunto.

2014-11-01%2B11.38.21.jpg

Para além de ter sido muitíssimo divertido, serviu também para testar variadas opções antes de me lançar na experiência do cicloturismo com toda a família.

Aquilo que mais confusão me fazia era acampar sem ser em parque de campismo; a experiência foi espectacular; a quietude é, para mim, um dom! E neste conceito de viagem, há verdadeiramente uma ligação com a natureza, que nos deixa simultaneamente despertos e tranquilos.

A tenda QuickHiker iii da Quechua provou, quanto a mim, muito bem!

Éramos 3 adultos e houve espaço para todos sem apertos. Quanto à temperatura, a ventilação da tenda foi muito boa. Três lições aprendidas: um colchão insuflável vale o seu peso em ouro; o calor do início da noite é sempre seguido do frio da noite profunda; e há que tomar muita atenção ao solo onde se coloca a tenda.
2014-11-02%2B07.53.26.jpg


Quanto à primeira lição aprendida, um colchão insuflável é mais leve do que um colchão tradicional e ao ser alto, acaba por "alisar" o chão onde se dorme. Tenho de ver se consigo arranjar algum cá para a nossa casa.


Quanto à segunda lição aprendida, no início da noite soube-nos muito bem abrir os ventiladores na parte de cima da tenda, mas durante a noite essa ventilação extra tornou a noite muito fria para os meus companheiros que tinham um saco-cama mais frio do que o meu (a temperatura de conforto deles era de 15.º C, com a mínima de 10.ºC, enquanto que o meu era 6.º C abaixo), a noite foi mais fresca do que eles gostariam (se tiverem interesse em perceber estas questões das temperaturas, saibam que existe uma norma europeia sobre o assunto, a EN 13537; podem também ler esta mensagem num outro blog) . Devíamos ter fechado os ventiladores!

Ventiladores.GIF


Quanto à terceira lição aprendida, digo apenas que, apesar do local onde dormimos ter sido muito almofadado pela vegetação, o solo era irregular numa parte em que estávamos... Mais precisamente, na zona dos meus ombros e costas. Lição aprendida: vale a pena mudar ligeiramente o local da tenda para ficarem todos num bom local para dormir.

2014-11-02%2B07.52.52.jpg

Outra coisa que me intrigava era cozinhar ou preparar comida. Não preparámos muita comida por nós , pois encontrámos vários cafés, uma padaria e um minimercado pelo caminho que nos foram vendendo o que precisávamos.

2014-11-01%2B16.53.41.jpg

O nosso almoço foi numa vinha! Saímos da estrada quando sentimos que era altura de almoçar e utilizámos o caminho agrícola que servia os campos. Depois foi procurar um local mais ou menos plano para comer. Para não ficarmos molhados, estendi a tela de colocar por baixo da tenda e sentámo-nos os três a apreciar a comida com uma vista da Serra do Montejunto.

2014-11-01%2B17.38.54.jpg


À noite o Gonçalo mostrou-nos como se podia cozinhar com um fogão a álcool. Na verdade, o Gonçalo tinha preparado um IKEA HOBO STOVE a álcool onde nos preparou um chá quentinho, que soube lindamente! Obrigado, Gonçalo!

O fogão é bastante rápido a aquecer, sendo uma boa alternativa para um forno a gás. Transporta-se o álcool numa pequena garrafinha de 20 cl,e as várias peças do forno cabem dentro do forno.

Como se faz o forno?

Utiliza-se um escorredor do IKEA destes:

ORDNING Escorredor de talheres IKEA

Depois, com a boca do escorredor (a parte aberta) virada para cima, recorta-se uma parte lateral junto à base para se ter uma abertura por onde colocar a lenha ou o forno a álcool.

As canecas, panelas ou outros utensílios são colocados pela dita boca e assentes nela (se o seu diâmetro for superior ao do escorredor) ou assentes numa plataforma intermédia (se o seu diâmetro for pequeno demais para ficar   assente no escorredor) que é constituída por duas espias de tenda que atravessam o escorredor à mesma altura, mantendo a caneca próxima da fonte de calor. Engenhoso e prático!

Se quiserem uma descrição mais pormenorizada, podem ver aqui.

Quer isto dizer que resolvi uma série de pequenos receios (do desconhecido) que tinha e que a leitura de livros e blogs ainda não tinha conseguido eliminar.

É caso para dizer que não há como tentar para aprender!

Aqui vos deixo umas fotos e um mini vídeo da nossa micro aventura.

2014-11-01%2B14.56.10.jpg
A calma de um passeio de bicicleta que um passeio de automóvel ou moto raramente nos oferece.
Houve tempo para apreciar estas vistas. Pena é ter levado o telemóvel e não a máquina fotográfica!!
Mais uma lição aprendida!

2014-11-01%2B11.09.55.jpg
2014-11-02%2B10.08.06.jpg

2014-11-02%2B10.37.52.mp4
2014-11-01%2B14.30.36.jpg
2014-11-01%2B14.44.52.jpg2014-11-01%2B14.45.02.jpg
2014-11-01%2B17.38.48.jpg

2014-11-02%2B09.34.02.jpg
2014-11-02%2B10.08.53.jpgUm acidente de percurso... o espigão estalou e tivemos de encontrar uma solução para o problema
Já no topo de Montejunto
2014-11-02%2B10.21.00.jpg



2014-11-02%2B09.51.28.jpg
Um falcão peregrino passou por nós sorrateiramente e depois fio pousar ali adiante!


2014-11-02%2B10.42.53.jpg

2014-11-02%2B11.12.05.jpg

2014-11-02%2B11.12.14.jpg



-----------------------------

Vídeo - Ida para o trabalho de bicicleta

Bruno BA @ Bicycling | 12/11/2014 às 19:15

Temas: [ Barraqueiro Oeste ] [ bicicultura ] [ commute ]

O tempo para escrever bons posts tem escasseado, mas lá arranjei uns minutinhos para carregar este vídeo de uma ida para o trabalho de bicicleta!

Também podiam experimentar, pois é bem mais divertido do que pensam.


É a diferença de chegar ao trabalho com um sorriso na boca!!
-----------------------------

Bikepacking por Montejunto - 1 e 2 Novembro 2014

Gonças @ Hors Piste autorizé.... | 12/11/2014 às 11:00

Temas: [ aventura ] [ bicicultura ] [ bikepacking ] [ dormida ] [ integração com TPs ] [ longtail ] [ montejunto ] [ own trip ] [ S24O ]

Já estava com "sarna" de casa, tinha que ir para o mato ;). Queria ir explorar uns trilhos que tenho no Montejunto em estilo bikepacking

Vários amigos tinham manifestado a vontade de irem comigo e experimentar uma noite no mato em stealth mode (pernoita selvagem). 

Juntei as vontades e lá fomos. Após várias combinações lá acabámos por ser apenas 3 (o número mágico). O B levava a sua xtracycle btt e o G a sua trekking com alforges. Eu, que já vinha a preparar a trekking para estas lides, não a deixei de a levar...conjunto engraçado de biclas para bikepacking! 
Mas o que conta é mais a vontade do que o material e por isso seguimos!

A ideia era irmos ter a Torres Vedras onde o B nos esperava. Combinei com o G em Mira-Sintra. 

Saí de casa às 8h15. Fui verificar o ar nos pneus à bomba e às 8h20m estava a caminho. A primeira molha apanhei na serra de Carnaxide. Chegado à Amadora já estava seco. Siga que para a frente é caminho. Passei pelos fofos de Belas sempre a abrir para não parar ;) e apanho a segunda molha perto do quartel da Carregueira. Chegado à estação de Mira-Sintra, 16Kms e 45min depois, encontro-me com o G. 


Foto2008.jpg
Zona saloia, à saída de Belas

Foto2014.jpg
O comboio da linha do Oeste...




Verificámos que o magnífico comboio que nos transportaria pela linha do Oeste era de apenas uma carruagem/máquina. É decepcionante a "sangria" que andam a fazer ao nosso transporte ferroviário. Para além de nós, apanhámos um grupo de escoteiros da Ajuda que iam pedalar para a zona da Foz do Arelho, acampar e pescar. Fez-me lembrar as minhas viagens com a minha equipa em tempos idos. Tanto pelas biclas, como pelo material que é levado às costas (aprendem da pior maneira), mas mais pelo espírito de Insha'Allah que transbordavam e  que ainda me acompanha! ;)

Escusado será dizer que foi extremamente difícil colocar tanta bicicleta naquela carruagem. Valeu a boa vontade do revisor e maquinista, mas nestas coisas estamos sempre com um pé na Europa e outro em África: nem temos todas as condições, nem temos um total à vontade para amontoar e sigapabingo...é sempre à base da (difícil) negociação. 

Menos de uma hora de excelentes paisagens depois estamos em Torres e somos surpreendidos pela família do B. Fomos levantar dinheiro e seguimos logo para um trilho que o B nos tinha para presentear. 

Foto2015.jpg
Entrar no trilho à beira do Sizandro

Seguia o Sizandro e tinhamos companhia de vários atletas que faziam um ultra-trail naquele sábado. Não tarda estávamos a passar pelo complexo termal dos Cucos, local lindíssimo entre o abandonado e o "algo estimado", que em conjunto com as cores outonais lhe davam uma aura mística. Continuámos por trilhos rolantes entre fornos de cal e antigos moinhos de água, por terras de Matacães (aparentemente os cães eram os Franceses no tempo das invasões Napoleónicas). Por lá, encontrei um amigo dos Nomad's que andava a fotografar o dito ultra-trail, e o já antigo lema "Bons amigos por maus trilhos" está forte e de boa saúde! ;)


Foto2017.jpg
Edifício principal do complexo termal

Os trilhos acabaram a certa altura e fizémos uns Kms de estrada para avançar. Comprámos pão (daquele bom, denso), fiambre e queijo (embalado e não fatiado na hora!) pelo caminho e procurávamos um local que nos vendesse uma sopa quentinha. Coisa cada vez mais difícil, assim como encontrar bicas de água ou indicações de trânsito que não incluam variantes ou vias rápidas ;o).


Foto2022.jpg
Trilhos

Foto2025.jpg
 E mais Trilhos

Optámos então por "picnicar" num vinhedo e beber um café bem antes da subida aos míticos 666m da serra de Montejunto!

A pensar no jantar andámos também à procura de uma mercearia ou talho aberto, mas já tinha tudo entrado em modo "fechado para almoço". À medida que subíamos, mais nos afastávamos de povoações e a probabilidade de encontrar alguma aberta diminuía. Eu já olhava para os pomares e para as hortas visíveis da estrada e pensava em fazer um pequeno raid a couves e peras! ;)

A última aldeia antes da mega-subida estava em festa. O centro estava engalanado, o palco estava montado e estava tudo bem vestido! 
O G decidiu lançar o isco e perguntar se havia algum sítio onde pudesse comprar fruta ou um litro de leite. Era dia de festa e por isso estava tudo fechado, mas levaram-nos a casa de uma senhora que tem um armazém de fruta. Não perdemos nada em tentar, pensámos. A senhora lamentava pois não ia abrir o armazém, mas quando viu que éramos 3 e de bicicleta foi buscar fruta que tinha por casa e ofereceu-nos. A bondade de estranhos em viagem continua intacta e mesmo pedindo para pagar o leite que nos cedia fomos brindados com um "era o que mais faltava". 

Foto2030.jpg
Bondade de estranhos


Um bom élan para "atacarmos" a subida!


Foto2036.jpg
A subida


Foto2037.jpg
Vista de cima para baixo

Subida é favor...estradas terciárias, se bem que alcatroadas com inclinações de 13% em alguns locais. A minha trekking não tem tanta desmultiplicação como a BTT e isso notou-se. O B, com a xtracycle estava bem pior que nós, mas não tarda estávamos perto dos moinhos da serra. A vista valia bem a pena! 

Parámos perto de uma casa abrigo para fazermos uma cache. Ao arrancarmos, o B reparou que um barulho estranho vindo do selim era o resultado de uma rachadela no espigão, mesmo no local onde se prende o rail do Brooks. Ainda testou a possibilidade de ir sentado no assento do xtracycle, mas para além do estilo "chopper" e de saber que tinha uma alternativa caso ficasse sem selim, não lhe dava grande jeito! 
Foto2041.jpg
Se falhar, tenho alternativa!!!

Lá seguimos a subir por estrada (uma ciclovia imensa) ao som do "eye of the tiger"!! 
Foto2044.jpg
Vista

As vistas, o tapete de alcatrão, o tempo fantástico, o ar puro, a ausência de carros...isto tudo junto compunha um excelente postal de cicloturismo! E tudo a 60kms de Lisboa. 

Foto2047.jpg
"Ciclovia" do Montejunto ;)

Chegámos ao parque de merendas do parque natural de Montejunto com menos de 35Kms nas bicicletas. Visitámos o centro de interpretação do Parque natural e fomos até ao bar da serra para beber um café. Ficámos agradados com o ambiente do bar e o G pede uma tosta pois a subida deu-lhe fome. Entretanto estávamos a combinar como seria a pernoita:

A ideia é montar campo após jantar para não fazer fogo na floresta. Escolhermos um local recôndito, de preferência sem muito vento, sem muitos buracos ou pedras e recolhermo-nos em silêncio. Deitar cedo pois fica escuro cedo. De manhã cedo é acordar com o nascer do sol e lançarmo-nos ao trilho para tomarmos o pequeno-almoço.


Foto2057.jpg
Parque de merendas e bar da serra

Foto2054.jpg
Com um Wheel bender de madeira...catita

Bem dito, melhor feito, mas não sem antes eu e o B pedir-mos também uma mega-tosta de 3€ e uma imperial para ficarmos jantados. 


WP_20141101_002.jpg
O parque de merendas

WP_20141101_003.jpg
A tosta (ainda há a "XL")

WP_20141101_004.jpg
Antes que fuja


Depois de mais ou menos meia hora encontrámos um sítio entre pinheiros, protegido do vento, com bastante erva seca ideal para o conforto e longe da vista. Montámos tenda e deitámo-nos. 

Ás 19h! ehhe

Deitar cedo, como em qualquer pernoita no mato, e depois contar mentiras até adormecermos. 


A quantidade de erva escondeu-nos um grande alto, mas de qualquer forma dormimos confortáveis.


Foto2061.jpg
Esta vai para a "View from the tent"

Foto2067.jpg
Completamente stealth

Foto2072.jpg
De volta ao parque de merendas

Voltámos ao parque de merendas para tomar o pequeno almoço. Cereais, leite, fruta, pão, café quente, nada faltou. Seguimos caminho, desta vez até ao cimo, perto das antenas. Esta fresco, mas excelente para Novembro em Montejunto. Perto das antenas cruzámo-nos com um grupo de "drifters" que traziam os seus triciclos numa carrinha e depois desciam a alta velocidade. 

Depois de vermos as vistas descemos e como não queria vir a Montejunto e não fazer trilhos propus um atalho. Lá atalhámos logo depois de 100m de alcatrão. Pusémo-nos num trilho de cabras, sempre a descer até aos moinhos da serra.

Não tardou em ouvirmos uma ambulância (terão sido os drifters??) e o G. que tinha acusado o frio matinal já estava cheio de calor. A verdade é que o trilho tem muita rocha, como é apanágio de Montejunto e é muito castigador para bicicletas com roda mais fina e pneu menos grosso. De qualquer forma, para frente é que era caminho e aproveitámos para irmos tirando as fotos mais espectaculares de toda a viagem.

Foto2093.jpg
Os drifters

Foto2094.jpg
As torres

Foto2097.jpg
A vista

Foto2100.jpg
O começo do trilho

Foto2102.jpg
A vista no trilho

Foto2103.jpg

Foto2104.jpg

Foto2106.jpg

Foto2108.jpg

Foto2110.jpg

Foto2112.jpg

Foto2118.jpg

Foto2125.jpg
 Era assim que nos sentíamos ao acabar o trilho

O Gps do B. ainda caíu no trilho, mas voltámos atrás à procura e apareceu (UFF). Chegados ao alcatrão, perto dos moinhos aproveitámos para nos vingarmos da subida do dia anterior...era sempre a abrir (haviam de ver a cara de intrigados por nos verem a descer cheios de carga e a xtra a ultrapassar ciclistas em subida ahaha).

Despedimo-nos num cruzamento pois o B ainda ia almoçar com a família em Torres Vedras (fez um S24O). Eu e o G seguímos em direção a Lisboa. Víamos Montejunto de longe, vista igualmente brutal. Seguimos maioritariamente pela N115. Merceana, Sobral de Monte Agraço, Bucelas, Sto Antão do Tojal onde nos separámos. O G seguiu via trilhos pela Trancão até ao parque das nações e eu segui via Loures, Odivelas (ainda pensei ir até A-da-Beja, Belas, Lav) onde virei para Lisboa pela calçada de Carriche, Lumiar, Benfica, Brandoa, Alfragide, Carnaxide e por fim Linda-a-Velha. Cerca de 70kms sempre rolantes e extremamente agradáveis (até Loures :( )  

Foto2129.jpg
A vista de Montejunto ao longe

Foto2130.jpg
Ciclovias descomunais ;)

Foto2131.jpg

Foto2134.jpg
Almoçámos em Merceana

Foto2135.jpg
Já no Lumiar

Foto2137.jpg

Os percursos sobre o Modelo digital de terreno com um drape de imagens de satélite:

montejunto2.JPG
No Montejunto, vermelho a subir no primeiro dia e a amarelo o segundo dia.

montejunto.JPG
Noutra perspectiva.

Percurso%2BBPM%2BNov%2B2014.JPG

O percurso inteiro (vermelho dia 1 e amarelo dia 2, sem o percurso do comboio)

-----------------------------

Bikepacking no Montejunto...Setup!

Gonças @ Hors Piste autorizé.... | 4/11/2014 às 9:49

Temas: [ aventura ] [ bicicultura ] [ bikepacking ] [ montejunto ] [ own trip ]

Eis o meu setup para o fds em bikepacking no Montejunto de Novembro 2014:

A bicicleta, uma Rocky Mountain whistle 70 é uma trekking, ou seja uma híbrida entre BTT e estrada, útil para viagens e percursos diários (commuting). Tem rodas 700c e pneus de estrada, mas coloquei-lhe as rodas da minha BTT para fazer esta volta. Com racks dianteiro e traseiro, guarda-lamas, ferramentas, pedais largos, espelho, etc. pesa 17Kgs. (na balança da wc).

Foto2028.jpg
A híbrida...
rola bem na estrada para nos levar onde queremos e depois não recusa um trilho!


No saco estanque traseiro (preto), que pesava 3,5Kgs levo:

WP_20141102_008.jpg


- saco-cama
- matelá (base isoladora)
- múmia de algodão
- corta-vento
- roupa (meias, gorro, luvas, calças e camisola térmica)



WP_20141031_010.jpg



No saco water-resistant azul que ia no rack dianteiro, pesando 2,5Kgs ia:

WP_20141102_007.jpg


- Um poncho (para abrigo)
- O meu Ikea Hobo Stove (inclui fogão alcool, fonte de fogo, talheres, esfregão e corta-vento)
- Garrafa com alcool
- Panela 500ml 
- Temperos, chá, café
- Cafeteira 

WP_20141031_013.jpg


No plano original ia a tenda e apenas o Ikea Hobo Stove, mas acabei por levar material para cozinhar para 3 pessoas e a tenda leva outro. 

No meio do quadro coloquei o framebag que fiz, onde levava comida:


WP_20141102_012.jpg


- pacote de bolachas
- noodles
- fruta
- aveia e frutos secos



WP_20141031_011.jpg


E nas costas levava a mochila s.o.s. com 2 kgs de:



WP_20141102_009.jpg

WP_20141102_011.jpg


- faca de mato
- canivete
- Fita americana
- rolo paracord ou sisal
- kit primeiros-socorros 
- kit costura
- ferramentas maiores q não caibam na bolsa das ferramentas
- pilhas extra
- toalhitas/papel higiénico
- frontal
- 2º isqueiro 
- cintas
- porta-água
- casaco

No guiador levava:


WP_20141031_012.jpg


- conta kms
- GPS (Garmin Dakota 20)
- mapa de estradas
- bateria (solar)



6tag_021114-180006.jpg
SIGA!!!
-----------------------------

Os peões e as bicicletas não precisam de semáforos

@ Menos Um Carro | 30/10/2014 às 11:19

Temas: [ mobilidade ] [ bicicleta ] [ ditadura do automóvel ] [ tráfego ] [ bicicultura ] [ semáforos ]

Esta foto dum cruzamento* na Holanda tem muito para nos ensinar sobre a gestão da mobilidade urbana, e o transtorno que causam os automobilistas** nas restantes pessoas.
Nos pontos A (onde se cruzam peões com peões), B (peões e bicicletas) e C (bicicletas e bicicletas) não é necessário qualquer semáforo ou regulamentação complexa. O ponto A é óbvio, mas B e C não são óbvios para quem nunca viveu numa cidade dominada pela bicicleta. Apesar de ser um cruzamento com tantos peões, como bicicletas e automóveis (passei lá muitas vezes), em B basta o bom-senso e em C basta uns triângulos no chão a indicar quem deve dar prioridade.
Os pontos D (carro com carro), E (carro com bicicleta) e F (peão com carro) têm algo em comum: envolvem carros e por isso, e apenas por isso, necessitam de semáforos. Os semáforos são assim uma imposição dos automobilistas ao restantes utentes da via.

Pensa nisso.

Por cá, estamos tão agarrados ao paradigma automóvel, que nem imaginamos que possa haver uma diferença entre gerir cruzamentos com bicicletas, e cruzamento com automóveis. Isso é claro na incompreensão que há em relação à maior responsabilização que um automobilista deve ter na cidade face a um ciclista, à possibilidade de haver ruas com dois sentidos para as bicicletas mas apenas um para os automóveis, ao diferente significado que um sinal vermelho deve ter para uns e outros, etc. Nada melhor para o mostrar do que esta foto, de uma "ciclovia" portuguesa com passagens de peões de 50m em 50m, algo inexistente na Holanda. A foto foi tirada no Barreiro, mas existe noutros locais como em Espinho, e o mesmo modo de pensar nas "ciclovias" de Lisboa.

IMG_20141026_155527.jpg
*Este cruzamento não é uma excepção. Todos os cruzamentos na Holanda são assim.
**Os transportes públicos (que por levarem muitas pessoas em cada veículo) também podem conviver facilmente com o peão como abordei nesta posta.

 

Adenda: este vídeo da hora de ponta em Utreque (Holanda), mostra bem como é tão fácil conciliar dezenas de bicicletas a cruzarem-se.

 

-----------------------------

Em 2013 foi assim

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 29/10/2014 às 17:39

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ Festival da Bicicleta Solidária ] [ Festival da Bicicleta Solidária 2013 ] [ girl ] [ Lisboa ] [ sol ] [ tejo ] [ Terreiro do Paço ]

Aqui ficam, quase um ano depois, as fotos do Festival da Bicicleta Solidária de 2013.

DSC_3557

DSC_3622 DSC_3630

DSC_3632 DSC_3637 DSC_3654

DSC_3643

DSC_3656 DSC_3665 DSC_3668

DSC_3694

DSC_3717 DSC_3723 DSC_3739

DSC_3757 DSC_3764

DSC_3768

DSC_3752 DSC_3796 DSC_3803

DSC_3831 DSC_3801

DSC_3854

DSC_3897 DSC_3887

DSC_3902 DSC_3912 DSC_3927

DSC_3946 DSC_3945 DSC_3963

DSC_3977

DSC_3968 DSC_3999

DSC_4012 DSC_4017 DSC_4024

DSC_4040

DSC_4310 DSC_3574

DSC_4265

 

Dia 9 de Novembro esperamos por todos vocês, para que o IV Festival da Bicicleta Solidária seja ainda mais espetacular!

-----------------------------

Bicicleta Solidária está de volta

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 27/10/2014 às 11:40

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ Festival da Bicicleta Solidária ] [ Festival da Bicicleta Solidária 2014 ] [ Lisboa ] [ Terreiro do Paço ]

Já na sua 4ªedição, dia 9 de Novembro vamos ter mais um Festival da Bicicleta Solidária, organizado pela FPCUB.

E claro, inserido na programação, teremos o passeio bem no espírito Cycle Chic:

festival solidario_2014_CARTAZ

E o que diferencia um passeio Cycle Chic? O seu carácter não desportivo: será um passeio a um ritmo bastante calmo e descontraído, num percurso acessível a todos, dos 8 aos 80 (aliás, já tivemos crianças de 5 anos a fazer passeios completos de 12km, pois o ritmo é mesmo descontraído). Não há qualquer código de vestuário, mas dadas as características do passeio, os participantes podem ir vestidos normalmente, dispensando-se assim qualquer equipamento desportivo!


O percurso será mais uma vez bastante fácil, e terá menos de 10km – para os menos habituados a estes passeios, não se assustem pois será mesmo acessível a todos!

Inscrições GRATUITAS mas obrigatórias em http://www.fpcub.pt/2014/10/iv-festival-da-bicicleta-solidaria-9-de-novembro onde podem saber mais sobre o festival, e quais as atividades que por lá vão acontecer.

Já sabem, dia 9 de Novembro, Domingo, concentração pelas 10 horas no Terreiro do Paço. E não se esqueçam de trazer géneros alimentares para a recolha que será feita no festival.

(PS. ainda estou em falta com as fotos do passeio do ano passado… amanhã ou depois já aqui vão aparecer!)

 

A mostrar posts 1 a 20 de 463 | « Anteriores | Próximos » | 5, 10, ou 20 de cada vez.


Creative Commons License

O conteúdo deste site está sob uma licença Creative Commons BY-NC-SA.
Os direitos do conteúdo externo apresentado neste site são os definido pelos autores.
A apresentação de conteúdo externo neste site é feita com a autorização dos autores.

:-}
v13.09
Powered by HTML Purifier