rafeiro vs. ciclista

paulofski @ na bicicleta | 27/03/2015 às 13:02

Temas: [ motivação ] [ bicicultura ] [ cães e bicicletas ] [ ciclistas urbanos do Porto ] [ Cosmica ] [ fotografia ] [ outras coisas ] [ Prelada ]

rafeiro vs ciclista 1
Por alguma razão há cães que não se dão lá muito bem com bicicletas e têm vocação para perseguir afoitos ciclistas. Talvez seja apenas para sacudir as pulgas, querem dar ao dente num rechonchudo tornozelo, ou porque se sentem intimidados pelo ciclista, o facto é que por vezes cães e bicicletas não combinam. Posso dizer até já possuir alguma experiência na temática como escapar aos pulguentos, mas até ver ainda só atropelei um!

rafeiro vs ciclista 2
Caso algum cão vadio se intrometa no nosso caminho deveremos ter sempre alguns truques na manga. Em primeiro lugar não demonstrar medo aos caninos. Parar e até desmontar da bicla intimida-os e assim eles já não mostram tanta coragem. Ladram um pouquinho e vão embora, provavelmente a rosnar algo do género: “Olha, este não quer brincar!”. Mas caso os vira-latas sejam daqueles que não desistem facilmente e exibem os caninos bem pertinho do nosso tornozelo, resta-nos antecipar uma vigorosa pedalada, sacar do bidon e esguichar um pouco de água no focinho, na esperança de os ver ficar para trás.

rafeiro vs ciclista 3
Ontem à tarde, bem pertinho de minha casa, dou de caras com o audaz e eriçado rafeiro. Numa correria desenfreada, o jeco aparece do nada, direito a mim a ladrar como que a convidar-me para uma corridinha. Parei, ele também parou, e então dei-lhe trela ao desafio. Apenas lhe pedi para esperar um pouquinho, para preparar a minha teleobjectiva telefónica. Lado a lado, eu na ciclovia e ele no relvado, fizemos um pequeno jogo entre o cão e o gato, que resultou num grande divertimento e nas fotos para hoje vos mostrar. O que eles querem é simplesmente brincar.

rafeiro vs ciclista 4
Tenho uma teoria que poderá explicar os cães correrem atrás das bicicletas: Cá para mim o que os move são os ciúmes, porque em todo o caso a bicicleta rivaliza com eles, na qualidade de melhor amiga do homem.

rafeiro vs ciclista 5

“Aaaauuu… ganhei-te por um dente!”… ladra-me o gajo!


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investir, implementar, desfilar

paulofski @ na bicicleta | 26/03/2015 às 16:23

Temas: [ divulgação ] [ Alcanena ] [ Arruda dos Vinhos ] [ bicicultura ] [ ciclovia ] [ coisas que leio ] [ Esposende ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ passeio ] [ pasteleiras e vintageiras ]

Arruda dos Vinhos vai ter rede de bicicletas públicas e duas ciclovias até ao final do ano

“A Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos aprovou recentemente o projecto de regulamento do sistema de utilização de bicicletas de uso público de Arruda dos Vinhos denominado “Arruvinhas”. O documento encontra-se agora em consulta pública.
O município pretende “implementar uma rede de mobilidade suave em meio urbano para transporte não poluente de pessoas, em trabalho ou em lazer, como alternativa válida ou complementar de deslocação aos modos de transporte habituais e consumidores de combustíveis fósseis”, pode ler-se no site oficial da autarquia.”…

fonte: http://menosumcarro.pt

Alcanena investe 237 mil euros em rede de percursos pedestres e de bicicleta

“Realizou-se no domingo passado, 22 de março, às 16h30, no Auditório do Centro Ciência Viva do Alviela – Carsoscópio, a apresentação pública do projeto “Percorrer e Conhecer Alcanena” – Rede de Percursos Municipais. Este projeto resulta de uma candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Alcanena à ADIRN, ao abrigo da ação 3.2.1 – Conservação e Valorização do Património Rural, do Subprograma 3 – Dinamização das Zonas Rurais do PRODER, com um investimento total de 237.525 euros, sobre o qual recai um financiamento de 115.425 euros, com vista à criação da Rede de Percursos Municipais “Percorrer e Conhecer Alcanena”, cujo ponto nevrálgico é a Praia Fluvial dos Olhos de Água. A rede de Percursos “Percorrer e Conhecer Alcanena” é constituída por 11 percursos pedestres, 5 percursos de BTT (sendo um com roadbook), 3 percursos de orientação e 1 circuito de manutenção.”

fonte: http://www.oribatejo.pt

III Encontro de Bicicletas Antigas – Esposende

“A Freguesia de Marinhas, concelho de Esposende irá receber no Próximo Sábado dia 28 de Março de 2015 um Encontro inédito no Norte do País.
Encontro esse que contará com cerca de 400 participantes com a sua bicicleta antiga e trajados á moda antiga que durante a tarde de Sábado irão desfilar pelas principais ruas da Freguesia de Marinhas e da cidade de Esposende.
A concentração tem inicio as 14:30h no Campo de São Miguel em Marinhas e logo de seguida o desfile arranca em direcção á “Quinta da Seara Turismo Rural” onde será servido um lanche á moda do Minho.”…

III Encontro de bicicletas antigas marinhas esposendefonte: http://esposendealtruista.blogspot.pt


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Seguros e assistência médica para viajantes

Ana Pereira @ Viagens a Pedal | 25/03/2015 às 0:07

Temas: [ Geral ] [ preparação ] [ assistência médica ] [ bicicultura ] [ saúde ] [ seguros ] [ tour da bicicultura ]

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E é para isso que deverão servir os seguros.

Ao planear uma viagem como esta temos que ponderar várias coisas, entre elas:

  • se adoecermos ou sofrermos um acidente do qual resultem ferimentos, que assistência médica precisaremos, onde a poderemos obter e como, quais os custos da mesma, e como os suportaremos?
  • se o mencionado acima acontecer e implicar sermos evacuados de determinado sítio ou até repatriados, como suportaremos esses custos?
  • se um familiar ou amigo adoecer gravemente ou morrer e nós precisarmos de regressar, como pagaremos o bilhete de avião?
  • o que faremos se nos roubarem o nosso equipamento?

Assistência médica

Para a parte da viagem que for feita ainda em Portugal temos, claro, acesso ao Sistema Nacional de Saúde (recomendo a toda a gente a consulta deste guia).

CESDEnquanto cidadãos da União Europeia, basta pedir (gratuitamente) o Cartão Europeu de Seguro de Doença com pelo menos 2 semanas de antecedência da nossa partida, para termos direito à prestação de cuidados de saúde em qualquer um dos Estados da União Europeia (28: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslovénia, Estónia, Grécia, Espanha, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, República Eslovaca, Roménia, Suécia e Croácia), Espaço Económico Europeu (mais: Islândia, Liechtenstein e Noruega) e Suíça.

O cartão, válido por 3 anos, garante o mesmo acesso aos cuidados de saúde do sector público (ou seja, um médico, uma farmácia, um hospital ou um centro de saúde) que os cidadãos do país que estamos a visitar. Se for necessário recebermos tratamento médico num país em que os cuidados de saúde não sejam gratuitos, seremos reembolsados imediatamente ou mais tarde, quando regressarmos ao nosso país.

Informações úteis:

Caso queiramos ficar num mesmo país europeu por mais de 3 meses seguidos (o que poderia eventualmente acontecer num país grande com vários pontos de interesse, ou num país onde quiséssemos permanecer mais tempo a estudar, fazer voluntariado e/ou a trabalhar), precisaremos de ter um seguro de saúde para não sermos um encargo para o sistema nacional de saúde local.

Assim, cuidados médicos preventivos e não-urgentes, serão cobertos pelo Serviço Nacional de Saúde através do Cartão Europeu de Seguro de Doença, em 31 países europeus, para estadias até 3 meses em dado país; para estadias além de 3 meses, é necessário contratar um seguro de saúde. Cuidados médicos de emergência podem ser prestados da mesma forma, e/ou também através de um eventual seguro de viagem

Para já o nosso plano de viagem (ainda em fase de construção) não vai além dos 31 países da União Europeia & espaço Schengen, e não prevê passarmos mais de 3 meses no mesmo país, o que simplifica a questão dos cuidados de saúde básicos.

(Mas se a coisa correr bem, quereremos saltar o oceano Atlântico e viajar também pelos EUA e pelo Brasil. Nessa altura teremos que pensar em fazer a Consulta de Saúde do Viajante antes de partir, para salvaguardar as vacinas e os cuidados mais indicados. De qualquer modo, e mesmo para a Europa, é importante garantir que temos as vacinas normais em dia.)

Seguros de viagem

Contudo, numa viagem há mais preocupações além da saúde (ou falta dela), por isso inventaram os seguros de viagem, que incluem, ou podem incluir, cobertura para acidentes pessoais, responsabilidade civil, roubo de equipamento, entre muitas outras chatices.

Comecei a investigar a oferta de seguros para este tipo de viagem, e um de que dizem bem é o da World Nomads. Mas têm alguns pontos negativos, nomeadamente, não cobrem o roubo de bicicletas e acessórios (duh), não cobrem o país de residência do subscritor, e estão pensados para quem vai envolver-se em actividades de “aventura” (onde está, de resto, incluído o bike touring), 1.720 € no mínimo para um seguro anual, para um casal, pode ser desnecessariamente caro…

Pesquisando na net por outros seguros de viagem mais “normais”, deparo-me com algumas dificuldades, nomeadamente, todos os simuladores pedem o país de destino, em vez da região… E vi vários que limitam as viagens a 3 meses consecutivos. Estão mais vocacionados para viagens de curta duração. Antes de decidir se subscrevemos ou não um seguro de viagem, ou que seguro de viagem poderá ser o mais adequado para a nossa viagem, teria que contactar seguradoras uma a uma e tentar obter cotações, mas entretanto, no Alma de Viajante afirmam que não há oferta deste género em Portugal, e a oferta internacional acessível a residentes em Portugal é reduzida, sendo que eles também recomendam o da World Nomads. O mais próximo de um seguro de viagem de longa duração adequado, que encontrei, foi este, mas embora muito mais barato, pode não oferecer a melhor combinação de coberturas. A analisar. De qualquer modo, duvido que consigamos ter a cobertura que a World Nomads oferece no que diz respeito a estudar, fazer voluntariado ou mesmo trabalhar durante a viagem, e isso é um factor fundamental…

Posto isto, já está identificada uma grande despesa inicial para a viagem.

Seguros para animais de companhia

A ideia é viajar com a Mutthilda, claro. Cá em Portugal contratámos para ela um seguro de assistência médica veterinária & responsabilidade civil, mas é válido apenas em território nacional. Pesquisei por oferta de seguros de viagem para animais de companhia mas não consegui encontrar nada. Nenhuma oferta, nem ninguém a falar disso. Zero. Nicles. Vou ter que andar a perguntar às seguradoras uma a uma, mas começo a recear que não haja mesmo opção…

Lista de afazeres:

  • requisitar o Cartão Europeu de Seguro de Doença (gratuito)
  • verificar se temos reforços de vacinas em atraso (e corrigir, se for o caso)
  • contratar um dos seguros da World Nomads (desde 1.720 € para nós os dois)
  • pesquisar e contratar um seguro de viagem para a Mutthilda

Referências e fontes:

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hoje tem a palavra o guru das biclas da Inbicta

paulofski @ na bicicleta | 23/03/2015 às 11:45

Temas: [ filme ] [ bicicletas bué de fixes ] [ bicicultura ] [ coisas que vejo ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ passe a publicidade ] [ Porto ] [ Velo Invicta ]

mister Barbosa aka Capas Peneda


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Meus são os olhos de Deus!*

@ Eu e as minhas bicicletas | 21/03/2015 às 22:07

Temas: [ bicicultura ] [ commute ] [ noite ] [ olhos ] [ óculos ]

"Mine are the eyes of God" - Corrosion of Conformity

Os olhos é algo que temos de ter algum cuidado quando andamos de bicicleta.

Nos idos tempos de BTT não dispensava um óculos de sol, pois no meio do mato há sempre uma silva ou um ramo que nos pode cegar para todo o sempre.

Mas mesmo nos estradões abertos eu sempre chorei abundantemente com o ar a bater nos olhos, pelo que era imprescindível levar sempre algo para os proteger dos elementos (vento, areias e poeiras, chuvas) e dos insectos/bicharocos.

[Faz-me muita confusão aquela malta que anda de moto/scooter com capacete aberto sem viseira a levar com o vento na cara, e às vezes até vai a fumar um cigarro.]

Agora nos meus commutes não é diferente, qualquer dia de vento me faz largar lágrimas, qualquer descida mais acentuada ou reta acelerada faz verter o sal dos olhos. Por isso não dispenso nunca uns óculos de sol.

Mas isto dos commutes trouxe um desafio acrescido, daquelas coisas em que normalmente não pensamos... é que à noite óculos de sol não dá jeitinho nenhum!

De noite e em dias de inverno uso estes:

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Em dias claros uso estes:

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O meu commute é de 11kms + 11kms pelo que eu uso alguns apetrejos específicos para a deslocação e isto dos óculos é algo que já não dispenso. Mas nos percursos dentro da cidade de 2kms a 3kms obviamente que não tenho essa parafernália toda, é agarrar na bina e siga.

Tenho reparado que cada vez mais commuters de longo curso usam este tipo de proteção de óculos simples e leves, nomeadamente os transparentes à noite.

Os olhos, cuidado com os olhos...

* Cada um acredita no que quer, eu sou ateu. Just saying.
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cicloviando

paulofski @ na bicicleta | 20/03/2015 às 16:30

Temas: [ o ciclo perfeiro ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ ciclovia ] [ Cosmica ] [ devaneios a pedais ] [ fotografia ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ penso eu de que... ] [ Porto ]

Na garupa das minhas biclas cada dia é diferente. A luz é diferente, o tempo é diferente, nada fica indiferente ao meu estado de espírito. Não é apenas a minha alternativa viável como meio de transporte, é meio caminho pedalado para amplificar a boa disposição. Frases do tipo, “fazes tu muito bem” ou “gostaria de ter essa sorte” são conversas a que vou estando habituado… Aproveito cada momento.

cicloviando


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NA ECOPISTA DO SABOR

Pedro Roque Oliveira @ VELOCIPEDI@ | 18/03/2015 às 17:49

Temas: [ Bicicultura ]

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Decorre em parte da antiga linha do Sabor (encerrada em 1988) designadamente entre Torre de Moncorvo e Carviçais ao longo de 24,5 kms. e com 330 metros de acumulado (sentido ascendente).

Como é típico dos antigos traçados de via estreita num sentido é ascendente e no outro descendente mas, igualmente, ao percorre-lo para um lado e para o outro, parece que estamos perante duas ecopistas distintas.

Não sendo pavimentada vê, a ecopista do Sabor, em alguns dos seus troços mais antigos e/ou menos percorridos, o mato ocupar a via e, com isso, retirar alguma da agradabilidade no ato de pedalar numa pista exclusiva. Cada vez mais entendemos que vale bem o acréscimo inicial no investimento já que se poupa e muito em manutenção permitindo manter as condições físicas e, deste modo, a agradabilidade de quem busca este tipo de infraestrutura.

Porém, a "fase descendente" é redentora: a maior velocidade faz esquecer as dificuldades de progressão pouco habituais em ecopistas e a visão do vale do Douro revela-se magnífica tal como a do Convento do Carmelo e a de Torre de Moncorvo. Nem o dia cinzento com a ameaça constante de chuva de meados de fevereiro alterou esta perceção.

Em suma este traçado do Sabor, não deslumbrando como o Dão ou o Tâmega, consegue ainda assim conferir elevada satisfação a quem nela pedala. Espera-se, por um lado, a extensão a partir do km. 0 no Pocinho e, por outro, o prolongamento a Miranda do Douro que a converteria na maior ecopista do país.


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Os bons condutores só conduzem

Ana Pereira @ Cenas a Pedal - Escola de Bicicleta | 17/03/2015 às 19:02

Temas: [ Campanhas de redução de risco rodoviário ] [ Código da Estrada ] [ Condução de bicicleta ] [ Dicas para condutores de automóvel ] [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ campanhas ] [ condução ] [ risco rodoviário ] [ vídeos ]

Nota prévia: o objectivo da Escola de Bicicleta da Cenas a Pedal é, primariamente, criar bons condutores de bicicleta, mas também, e no processo, criar melhores condutores no geral, para benefício de todos. Este post será útil para todos os condutores, seja de que veículo for.

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Quando conduzir não beba.

Toda a gente tem este slogan na cabeça (embora muitos continuem sem o respeitar…).
Mas não basta. Hoje em dia, com rádio, vídeo, telemóveis, tablets e afins no automóvel precisamos de interiorizar isto:

Os bons condutores só conduzem.

Escrevo este texto a propósito desta campanha que encontrei há tempos na net:

crotches-kill-womanCrotches-Kill-Man

O COLO MATA

Sabemos o que estás a fazer aí em baixo. Enviar mesmo a mais curta SMS tira os teus olhos da estrada por 5 segundos – o suficiente para fazer uma vida inteira de estragos.

Mantém os teus olhos afastados do teu telemóvel.

Esta é muito suave, não mostra a brutalidade das consequências do que a maior parte das pessoas considera uma actividade inócua, como faz esta outra campanha, ou este testemunho real de uma rapariga de 20 anos que se envolveu num sinistro por se ter permitido distrair com o telemóvel, sofrendo sequelas graves.

É relativamente comum ver pessoas a usar o telemóvel enquanto conduzem um automóvel, seja em movimento, seja em situações tipo pára-arranca (congestionamentos, semáforos, etc). Antes era quase sempre a preparar ou a efectuar chamadas, mas hoje em dia é igualmente comum vê-las a usarem o telemóvel para outras funções, nomeadamente, enviar e receber SMS, navegar no Facebook, tirar fotos, etc.

Fazem-no porque têm a ilusão de que têm o controlo da situação e de que conseguem detectar mudanças no ambiente e reagir eficazmente às mesmas apesar de estarem a tentar realizar duas tarefas em simultâneo. Estão enganados e esta campanha da ONG Responsible Young Drivers (RYD) demonstra isto muito bem:

Foi dito a estes alunos que, para passarem no exame de condução, teriam que provar conseguir conduzir em segurança e enviar SMS ao mesmo tempo, uma “nova directiva governamental”. As câmaras ocultas mostram bem os resultados…

O efeito do uso do telemóvel na condução de um veículo

Ora, usar o telemóvel, seja para conversar ou para outra coisa qualquer, enquanto se conduz tem três problemas graves:

1. leva-nos a momentaneamente deixar de olhar para o que se passa à nossa frente e ao nosso redor (5 segundos ou mais)

A 80 Km/h, em 5 segundos a olhar para outro sítio que não para a frente, dá para atravessarmos (às cegas) um campo de futebol inteiro (111 m). A 50 Km/h percorremos 70 m sem ver, e 30 Km/h percorremos um campo de futsal (42 m). Ao longo desta distância, pode haver veículos a imobilizarem-se à nossa frente, peões ou animais a atravessarem a estrada, etc – e nós não estamos a olhar sequer.

Em 2011 (segundo esta fonte) 23 % das colisões automóveis nos EUA envolveram telemóveis. Enviar mensagens pelo telemóvel enquanto se conduz torna envolvermo-nos numa colisão um cenário 23 vezes mais provável. E é 6 vezes pior que conduzir bêbado.

2. aumenta a nossa carga cognitiva, o que aumenta a probabilidade de cometermos erros 

Carga cognitiva é a quantidade de informação que um humano tenta processar na memória de trabalho, a dado momento.

Limite cognitivo é o número máximo de pedaços de informação que uma pessoa consegue processar na memória de trabalho, a dado momento.

Pelos vistos, o limite cognitivo humano é muito baixo.

Para perceberem o efeito que a carga cognitiva tem na nossa capacidade de conduzir, sugiro que vejam pelo menos os minutos 20 a 26 deste (belíssimo) documentário:

Não é só o tempo de reacção que fica comprometido, mas também a capacidade de reacção, como mostra a experiência levada a cabo no documentário acima, por exemplo.

O que é que acontece quando aumentamos a nossa carga cognitiva, tentando desempenhar várias tarefas em simultâneo, e excedemos o nosso limite cognitivo? Temos um pior desempenho a todas as tarefas (mais erros, mais tempo), ou negligenciamos completamente algumas delas, não lhes conseguindo dedicar atenção suficiente.

Ver implica olhar e detectar, ou seja, não basta ter algo à nossa frente para o vermos, é preciso também processar mentalmente esse algo. Se não estivermos atentos o suficiente podemos sofrer de “inattentional blindness“, ou cegueira desatenciosa, numa tradução livre.

Cegueira desatenciosa é a falha em notar um objecto totalmente visível mas inesperado porque a atenção estava focada noutra tarefa, evento ou objecto.

Ou seja, é possível ver sem ver, se estivermos atentos a outra coisa qualquer:

3. obriga a tirar uma das mãos do guiador, ou a não o segurar da forma correcta

Isto faz-nos desviar a rota, frequentemente invadindo a via de trânsito contígua à esquerda, e condiciona a precisão da nossa reacção de tentar voltar para a direita.

Os condutores [americanos] jovens que enviam SMS enquanto conduzem passam 10 % do tempo fora da sua via de trânsito (segundo esta fonte). As consequências de tal negligência podem ser estas:

As nossas forças policiais de vez em quando fazem umas acções de fiscalização que incidem especificamente nesta infracção do uso de telemóvel a conduzir.

A GNR multou 22.419 condutores por usarem telemóvel durante a condução em 2014 […]

Contudo, não é suficiente, pois continua a ser uma prática disseminada, e perigosa.

Que diz o nosso Código da Estrada?

Artigo 11.º – Condução de veículos e animais

2 – Os condutores devem, durante a condução, abster-se da prática de quaisquer atos que sejam suscetíveis de prejudicar o exercício da condução com segurança.

3 – O condutor de um veículo não pode pôr em perigo os utilizadores vulneráveis.

4 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 60 a € 300.

Ora, qualquer coisa que comprometa a nossa visão e/ou que comprometa a nossa capacidade de detectar e processar informação relevante ao conduzir, e reagir adequadamente em tempo útil, prejudica o exercício da condução com segurança. Exemplos:

  • enviar SMS’s
  • usar um telemóvel ou smartphone
  • comer e beber
  • conversar com passageiros
  • pentearmo-nos, maquilharmo-nos, etc
  • ler, incluindo mapas
  • usar um sistema da GPS
  • ver um vídeo
  • ajustar o rádio, leitor de CD ou MP3
  • fumar

Artigo 84.º – Proibição de utilização de certos aparelhos

1 – É proibida ao condutor, durante a marcha do veículo, a utilização ou o manuseamento de forma continuada de qualquer tipo de equipamento ou aparelho suscetível de prejudicar a condução, designadamente auscultadores sonoros e aparelhos radiotelefónicos.

2 – Excetuam-se do número anterior:

a) Os aparelhos dotados de um único auricular ou microfone com sistema de alta voz, cuja utilização não implique manuseamento continuado;

4 – Quem infringir o disposto no n.º 1 é sancionado com coima de € 120 a € 600.

Este artigo, que não pode contrariar o Art.º 11…, especifica alguns dos actos susceptíveis de prejudicar a condução, proibindo a utilização ou manuseamento prolongado de dispositivos que possam afectar negativamente a condução, apontando concretamente auscultadores e telemóveis. Contudo, abre logo uma excepção para estes se se usar apenas 1 auricular ou u sistema de alta-voz, ignorando totalmente o efeito muito mais importante da carga cognitiva, focando-se apenas na questão do controlo físico do carro, e da audição.

A lei está errada, peca por defeito. 

Artigo 145.º – Contraordenações graves

1 – No exercício da condução, consideram-se graves as seguintes contraordenações:

nn) A utilização, durante a marcha do veículo, de auscultadores sonoros e de aparelhos radiotelefónicos, salvo nas condições previstas no n.º 2 do artigo 84.º;

Artigo 147.º – Inibição de conduzir

1 – A sanção acessória aplicável aos condutores pela prática de contraordenações graves ou muito graves previstas no Código da Estrada e legislação complementar consiste na inibição de conduzir.

2 – A sanção de inibição de conduzir tem a duração mínima de um mês e máxima de um ano, ou mínima de dois meses e máxima de dois anos, consoante seja aplicável às contraordenações graves ou muito graves, respetivamente, e refere-se a todos os veículos a motor.

O que é que isto tem a ver comigo ao conduzir uma bicicleta?

Primeiro, a lei também se aplica aos condutores de velocípedes, a única diferença é na escala das coimas, que são reduzidas a metade:

Artigo 96.º – Remissão

As coimas previstas no presente Código são reduzidas para metade nos seus limites mínimo e máximo quando aplicáveis aos condutores de velocípedes, salvo quando se trate de coimas especificamente fixadas para estes condutores.

Esta redução reflecte o menor perigo associado à condução de uma bicicleta versus um veículo motorizado. As consequências dos nossos erros a conduzir uma bicicleta são substancialmente menores e menos graves que a conduzir um automóvel. Contudo, embora a severidade das consequências possa ser menor, a probabilidade de sinistro continua a existir (nomeadamente afectando outros “utilizadores vulneráveis”, como ciclistas e peões), daí que faça sentido a lei também se aplicar a estes condutores.

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Segundo, de bicicleta estamos mais vulneráveis às consequências da distracção durante a condução por parte de quem conduz veículos motorizados, porque 1) não temos uma carapaça de protecção contra impactos e 2) continuamos a ser, em muitas circunstâncias, elementos inesperados (porque as bicicletas são relativamente raras nas vias públicas).

Mas então, é demasiado perigoso andar de bicicleta!

Não, o risco existe, mas não num vácuo. É mais perigoso ter uma vida sedentária que andar de bicicleta, por exemplo.

Para um condutor competente, que conduza um veículo seguro, o risco de se envolver num sinistro é muito menor do que para um condutor que não tenha as ferramentas necessárias para praticar uma condução segura, ou que as tendo, não as use.

Investindo, por isso, em tornarmo-nos condutores competentes de veículos fiáveis e em boas condições de operação, a envolvermo-nos num sinistro, é mais provável que este seja causado por negligência grosseira de outro condutor: condução em estado intoxicado, sob a influência de substâncias psicotrópicas, cansado, sonolento, distraído. Ou seja, o nosso risco global é muito baixo, mas continua a existir, e a ameaça maior passa a ser esta. Para os outros condutores, as principais ameaças são coisas que um bom condutor evita automaticamente…

O que fazer para reduzir ainda mais esse risco?

1. Liderar pelo exemplo

Os exemplos, sejam bons ou maus, são muito poderosos. Há-que dar o melhor exemplo possível, há sempre muita gente a ver.

A conduzir, a nossa atenção tem que estar 100 % dedicada a essa tarefa.

2. Falar destas questões com toda a gente, sempre que se proporcionar

A cultura é mais importante do que a lei. Podemos ter leis espectaculares, mas se a cultura não as acompanha, serão ineficazes, pois as pessoas moldam a sua interpretação e a sua aplicação da lei às suas crenças.

Tem que haver pressão dos pares para não incorrer nestes comportamentos. Ser um mau condutor tem que ser mal visto na sociedade. Por isso temos que falar destas coisas, discuti-las, chamar os outros à atenção, educar, exigir a nossa segurança e a dos outros.

3. Exercer o nosso dever profissional e/ou cívico

As autoridades policiais não devem fechar os olhos a estes comportamentos, reforçando-os. Agirem pode salvar vidas.

Se somos passageiros num veículo devemos insistir com o condutor para uma condução segura para todos. É nossa responsabilidade acusar atitudes negligentes e pressionar para que sejam suspensas.

4. Reduzir a nossa exposição

Risco = probabilidade x severidade x exposição

Eu consigo reduzir o meu risco mexendo nestas 3 variáveis. Neste caso em concreto de condutores distraídos (ou comprometidos nas suas capacidades, ex.: álcool, sonolência, cansaço), há pouco que eu possa fazer para reduzir a severidade das consequências de uma colisão. Mas eu posso tentar reduzir a minha exposição. Por exemplo, evitando zonas e horários típicos de condutores intoxicados, ou horários onde é mais comum haver condutores em privação de sono e cansados, se eu tiver essa informação.

5. Reduzir a probabilidade de uma colisão

Para reduzir o risco a que me exponho, posso ainda adaptar a minha condução de forma a reduzir a probabilidade de me envolver numa colisão. Por exemplo, ajustando a minha posição na estrada ao aguardar num semáforo ou num STOP, deixando sempre margem para erros da parte dos outros condutores (ex.: estarem a olhar para mim não quer dizer que me tenham detectado – “cegueira desatenciosa”; o outro condutor ter um sinal de STOP não garante que ele vá ceder-me a passagem, pode vir distraído; se o comportamento do outro condutor é errático ou revela sinais de estar a tentar compensar por algo, dobrar os cuidados perto dele…).

 

Referências:

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bicicleta do povo

paulofski @ na bicicleta | 17/03/2015 às 13:14

Temas: [ divulgação ] [ bicicultura ] [ boas ideias ] [ cicloficina ] [ coisas que leio ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ partilha ] [ Queluz ]

O Bruno Pisco gosta de andar de bicicleta e gostaria ver o seu antigo Bairro em movimento…

bicicleta do povo

“Descrição

Esta atividade parte de um grupo de jovens moradores de Queluz que tem dinamizado diferentes atividades comunitárias onde se procura aproximar moradores, através de práticas desportivas e outras, onde todos têm lugar para dar as suas ideias, e para as concretizar coletivamente.

Através da prática coletiva de bicicleta, dar a conhecer e valorizar esta zona, seja aos moradores da freguesia como a outros visitantes e turistas.

Com a ciclo oficina pretende-se criar um espaço com condições para arranjos, e partilha de conhecimentos e aprendizagens entre todos, de forma a favorecer a bicicleta como transporte em meio urbano.”…

Podes ler e saber mais deste projecto aqui, em comunidadeedp.pt/todosqueremosumbairromelhor/ideia/1324


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This girl can / Esta rapariga pode

Ana Pereira @ Cenas a Pedal | 16/03/2015 às 8:31

Temas: [ Anúncios e Campanhas ] [ Causas ] [ Desporto ] [ Indústria e Consumidor ] [ Lifestyle e Cultura ] [ Mulheres ] [ Videos ] [ Web e outros Media ] [ actividade física ] [ bicicultura ] [ campanhas ] [ saúde ]

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Esta Rapariga Pode é uma campanha nacional [no Reino Unido] desenvolvida pela Sport England e uma vasta gama de organizações parceiras. É uma celebração de mulheres activas por todo o país que estão a fazer a cena delas, não interessa quão bem o fazem, qual o seu aspecto ou até mesmo quão vermelhas ficam as suas caras.

 

Há muitos exemplos de exercício e desporto, mas também há exemplos de actividade física simples, como “ir de bicicleta”.

A Grace gosta de andar de bicicleta, ela gosta de estar lá fora a pedalar ao ar fresco, às vezes frio. Ela não está numa corrida com ninguém, não se preocupa com a velocidade a que vai. Ela simplesmente faz a cena dela e é só isso que importa.

Nos bastidores:

Podem ver mais posters e vídeos na página de Facebook da campanha.

O estudo prévio a esta campanha revelou que as mulheres sabem que deveriam exercitar-se mais, mas ainda assim falham em atingir os níveis mínimos de actividade física recomendados para uma vida saudável. Concluiu-se ainda que na faixa etária dos 14 aos 40 anos há menos 2 milhões de mulheres a exercitarem-se face ao número de homens que o fazem, e 75 % das mulheres nesta faixa etária gostariam de fazer mais desporto e/ou exercício físico, mas o medo de serem julgadas é maior do que a sua auto-confiança: 

  • medo de serem julgadas pelo seu aspecto durante a actividade (suadas, ruborizadas, pobre forma física, etc)
  • medo de serem julgadas por não serem boas o suficiente a realizar determinada actividade, ou então demasiado boas e, “logo”, pouco femininas
  • quando têm filhos, sentimento de culpa e medo de serem julgadas por gastarem demasiado tempo com elas próprias

‘This Girl Can’ é uma celebração de todas as mulheres que encontram a confiança para fazerem exercício: é uma atitude, e uma chamada à acção para todas as mulheres fazerem o mesmo. Esta campanha pretende abordar os medos das mulheres, mostrando-lhes que não estão sozinhas, e a esperança é que isso lhes dê mais confiança.

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Não conheço outros estudos ou campanhas similares em Portugal, mas desconfio que a nossa realidade, a este nível, não será muito diferente. E penso também que a menor proporção de mulheres a usar a bicicleta como meio de transporte em Portugal, relativamente aos homens, poderá ter, em parte, a ver com esta questão.

Infelizmente em Portugal não se faz muito “marketing” de causas. Nem o Governo, nem organizações grandes. O mais parecido que me lembro foi o projecto Maria Bicicleta, uma iniciativa privada, da Laura e do Vitorino, que depois teve algum apoio institucional da Câmara Municipal de Lisboa e EMEL, na forma de uma exposição na Av. Duque de Ávila. Muito pouco para ter impacto significativo na população, claro.

Maria Bicicleta

Dia 8 de Março é o Dia Internacional da Mulher. Mas já passou, e é só um dia para nos recordar da importância dos outros 364. Que tenhamos todas força para preferirmos ser saudáveis, fortes, independentes, e divertirmo-nos, sempre, e não só em ocasiões especiais. Porque o cabelo desalinhado, a cara vermelha, o suor, o sentirmo-nos fora de forma ou pouco atraentes, é tudo transitório, e irrelevante, o que vai permanecer é a sensação brutal de “eu consigo”, “eu gosto”, “eu quero mais”. Porque nós merecemos.

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Os activistas dos ciclistas e os activistas das bicicletas

Ana Pereira @ Cultivar Cidades | 16/03/2015 às 8:10

Temas: [ Ciclistas ] [ Tráfego ] [ Urbanismo ] [ bicicultura ] [ ciclistas ] [ ciclovias ] [ lisboa ] [ navegação urbana ] [ segregação ] [ sinalização ]

O mundo do cicloactivismo português expandiu-se e diversificou-me imenso nos últimos 10 anos. O tempo, a difusão do tema, a crise e o desemprego, a bolha especulativa da bicicleta, e o crescimento da base de pessoas envolvidas, levou também a que se revelassem as divergências entre elas. Faltam é fóruns onde se debatam essas ideias para se poder avançar na melhor direcção.

Na verdade, e antes de mais, importa perceber o que é o cicloactivismo, ou o que é que isso significa para cada um de nós.

A minha própria transformação em cicloactivista ocorreu cerca de 2005 e teve como motivação conseguir melhores condições para o uso da bicicleta como meio de transporte. Para mim própria, claro, e para todos os que, como eu, o faziam ou queriam fazer.

Para mim, a motivação para trabalhar em prol de convencer mais pessoas a usar a bicicleta como meio de transporte foi sempre secundária, era apenas a consequência lógica de:

1) querer partilhar com os outros algo de que gosto

2) saber que para ter os meus direitos reconhecidos e para haver serviços adaptados ao meu estilo de vida, teria que haver uma massa crítica de pessoas a partilhá-lo, e

3) saber que a bicicleta é uma opção de transporte que torna mais viável a concepção de cidade viva e sustentável em que eu desejava viver.

Sou, portanto, fundamentalmente uma activista dos direitos dos utilizadores de bicicleta. Nunca pretendi ser uma activista das bicicletas. Mas sou uma activista por cidades mais humanas, mais saudáveis, mais interessantes, mais ricas, onde as bicicletas são uma ferramenta importante.

Não me interessa uma medida que prometa aumentar o número de bicicletas em circulação mas que degrade as condições para o seu uso e não resolva os problemas da cidade. Pior ainda se promete e não cumpre (ou se não é essa a medida que efectivamente cumpre).

Ora, nos últimos anos, com a moda e a bolha da bicicleta, muito se fala de bicicletas e de ciclistas, e o cicloactivismo, como referi, alastrou-se e diversificou-se, envolvendo pessoas de áreas profissionais, experiências e interesses muito diferentes. E o que acaba por acontecer na grande maioria das vezes é que se faz activismo das bicicletas e não activismo dos ciclistas, ou das pessoas no geral, por ignorância e também, por vezes, por se acreditar que é impossível conseguir obter o que se quer e por isso mais vale pelo menos obter-se o que nos querem dar. Tudo com a melhor das intenções, acredito, mas nem sempre com as melhores consequências.

O exemplo mais recente deste tipo de cicloactivismo a surgir nas redes sociais é o projecto Lisboa Horizontal, um dos candidatos ao concurso Ideias de Origem Portuguesa, uma iniciativa que visa premiar e apoiar projectos de empreendedorismo social:

Vou usá-lo apenas como desculpa para falar deste tema, não porque seja necessariamente melhor ou pior que outros anteriores. É apenas ilustrativo destas questões.

O vídeo de apresentação do projecto começa com a enumeração de lugares comuns da promoção do uso da bicicleta:

  • + poupança
  • + saúde
  • + emprego
  • + consumo local
  • + fitness
  • + qualidade de vida
  • - custos SNS
  • - poluição do ar
  • + sustentabilidade urbana
  • Lisboa seria uma melhor cidade para viver

E tudo isto será verdade,… se esse uso da bicicleta vier substituir o uso do carro (ou da mota). Se vier substituir o andar a pé, já não será bem assim. Se vier substituir o uso de transportes públicos, idem. E se esse uso da bicicleta não vier substituir outro modo de transporte mas representar deslocações que não eram feitas antes, tem que se analisar que outra actividade alternativa a pessoa fazia com o seu tempo antes de decidir trocá-la por andar de bicicleta.

Minudências à parte, o impacto do uso da bicicleta só pode ser avaliado comparando o antes e o depois. E as “vantagens da bicicleta” para a comunidade só o são se menos bicicletas significarem menos carros e motas, e não menos peões e utilizadores de transportes públicos.

Continuando, depois desta introdução, a equipa apresenta o objectivo do projecto:

transformar a bicicleta num meio de transporte viável e acessível a todos (cidadãos e turistas)

Este é outro ponto em comum com inúmeros outros projectos e ideias do género, o problema é que o projecto não pretende transformar a bicicleta. Isso seria se a ideia fosse um qualquer modelo revolucionário de velocípede que servisse melhor as necessidades hipoteticamente não atendidas do público no que à bicicleta como meio de transporte diz respeito. Um progresso tecnológico qualquer de uma bicicleta dobrável, eléctrica, de carga, ou o que fosse, melhor do que o que existe.

Não, o que o projecto vai propôr é transformar a cidade, e de forma a torná-la mais propícia ao uso da bicicleta por uma maior fatia da população, ou pelo menos assim acreditam os autores.

O óbice primordial identificado para esta acessibilidade mais abrangente são as colinas de Lisboa, e por isso propõem uma rede de ciclovias a ligar as principais zonas da cidade, inspirada nas linhas do Metro, e com menos de 4 % de inclinação.

criando uma nova e eficiente forma de circular em Lisboa

Segundo os autores, Lisboa tem 1093 Km de ruas, e 63 % desses quilómetros são virtualmente planos e, por isso, acessíveis a toda a gente [do ponto de vista do esforço físico, depreende-se]. Uns “25 % para entusiastas e 12 % só para os corajosos.” Com base nisto, criariam uma rede de ciclovias planas, visíveis e úteis para todos.

Uma proposta de rede de percursos planos é uma consequência lógica de considerar que as subidas são um obstáculo relevante para a adopção da bicicleta como meio de transporte por uma maior fatia da população. Embora, se só 12 % dos quilómetros de ruas em Lisboa são realmente inclinados e 63 % são mesmo planos, provavelmente o que está a deter as pessoas de usarem a bicicleta não são as colinas de Lisboa, mas as colinas mentais de cada um.

Mas adiante, vamos focar-nos na parte positiva e distintiva desta ideia: a criação de rotas privilegiadas para a navegação da cidade de Lisboa em bicicleta. Ter algo assim, uma rede de “linhas” coerente, bem pensada, sinalizada de forma inteligente, e bem visível, faria muito por derrubar essas tais colinas mentais das pessoas. Esta é uma ideia que apoio com entusiasmo, e que vai de encontro à ideia de que falei no outro dia.

Contudo, por muito apelativa que seja a ideia de pintar ciclovias de diferentes cores pela cidade, essa raramente é a melhor solução, para os ciclistas e para a cidade como um todo, e é nesta parte que o projecto perde o meu apoio, por propagar este cliché, este mito das ciclovias como solução, que adia a resolução dos problemas da cidade e das pessoas que nela vivem, trabalham e consomem.

ilustração

Haverá sítios onde uma ciclofaixa (uma faixa de rodagem só para bicicletas), correctamente desenhada e construída, possa ser a solução mais adequada, mas tal será a excepção no centro da cidade. E algo como chega a ser mostrado no vídeo, como a imagem acima, é simplesmente errado e nunca deveria ser apresentado em público por muito “versão rascunho” que seja, pois propaga e perpetua esta ideia de que “basta pintar um corredor no chão”, sem nenhuma preocupação a nível de engenharia de tráfego, criando autênticas ratoeiras para as pessoas que se deslocam de bicicleta, principalmente para aquelas que confiam na tinta, que confiam nas autoridades que implementaram aquelas infraestruturas.

A segregação principal a fazer é do automóvel, não da bicicleta.

Temos que retirar tráfego de atravessamento de muitas das ruas da cidade, tornando-as pouco permeáveis a automóveis, mas hiper-permeáveis a bicicletas e peões. Isso conjugado com a tal optimização de grandes rotas e sinalização muito visível e clara das várias “linhas”, terá um muito melhor efeito global na qualidade de vida da cidade ao reduzir a poluição atmosférica e sonora e o risco rodoviário, e ao restringir a liberdade do elemento mais ameaçador, o automóvel, devolvendo às crianças, aos velhos, aos animais domésticos e a todos nós, o direito de desfrutar da rua sem medo de sermos mortos ou feridos por um carro cujo condutor só quer usar a nossa rua como atalho.

Será também mais barato para os cofres públicos e será mais seguro para quem anda de bicicleta, ao evitar todas as complicações originadas pela segregação de veículos por tipo e por velocidade e destino.

Porque as colinas, as físicas e as mentais, não são a única coisa a impedir as pessoas de escolherem ir de bicicleta, nem sequer são a mais importante. Há o medo, há a falta de preparação, há a vergonha, há a ignorância, há a preguiça, há o hábito, etc, etc…

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A Mobilidade Sustentável na Escola Básica 2/3 de Lamaçães

Mário Meireles @ Braga Ciclável | 13/03/2015 às 22:34

Temas: [ Bicicleta ] [ bicicultura ] [ EB 2/3 Lamaçães ] [ Escola ] [ escolas ] [ Gonçalo Peres ] [ Lamaçães ] [ Mobilidade ] [ Modos Suaves ] [ Ricardo Cruz ]

10981433_1020128094668575_42949164039708E.B. 2/3 de Lamaçães recebe palestra sobre mobilidade sustentável

A escola EB 2,3 de Lamaçães recebe amanhã, dia 14 de Março de 2015, às 10h00, uma palestra sobre mobilidade sustentável.

Com o objetivo de sensibilizar encarregados e alunos para o uso dos modos suaves de transporte nas deslocações para a escola, esta palestra conta com duas pessoas com uma vasta experiência no uso diário da bicicleta.

Teremos assim o Ricardo Cruz, professor de Português do ensino secundário, entusiasta ciclista urbano desde os anos 90, defensor e ativista da mobilidade em modos saudáveis, sendo, também, um cicloturista convicto e adepto do ciclismo de muito longa distância.

A acompanhá-lo na palestra estará também o Gonçalo Peres, que em 2009 começou a usar a bicicleta nas deslocações perto de casa para levar o primeiro filho à creche, evoluindo o raio de alcance para toda a cidade e todo o planeta, dependendo do tempo disponível. Hoje acompanha os dois filhos às respetivas escolas, sendo estes já autónomos no uso da bicicleta.

Para além da palestra ocorrerá ainda uma exibição de trial pela equipa “Sópedal”, com uma vasta experiência neste tipo de exibições, com manobras arrojadas que certamente ficarão gravadas na memória de quem vá assistir.

A iniciativa está aberta a toda a comunidade e conta-se com casa cheia para ouvir as experiências de duas pessoas que optaram pelo modo mais eficiente e inteligente para se deslocarem na cidade.

Esta iniciativa decorre integrada do Projeto "Transporte Ativo" e fazem parte de um projeto de doutoramento intitulado “A criança e o transporte ativo para a escola”.

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Vamos refletir?

@ Eu e as minhas bicicletas | 13/03/2015 às 17:12

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ refletores ]

Pneuzinhos semi-novos com fita refletora...

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(atrás do alforge está outro refletor meia-lua, falhei na foto, paciência)
(sim, o selim está mesmo no limite, eu sei!)


Código da Estrada
https://dre.pt/application/dir/pdf1s/2005/03/059B02/00090010.pdf

O n.º 11 na alínea a) da Portaria n.º 311-B/2005 de 24 de Março refere:
Os veículos devem ainda possuir, nas rodas, reflectores com as seguintes características:
a) Número mínimo em cada roda: dois se forem circulares ou segmentos de coroa circular ou apenas um se for um cabo reflector em circunferência completa.

Can you see me now bitches?

Ainda esta passada sexta por volta das 19h15 ao vir para casa vi em sentido contrário um mocinho dos seus 10 anitos sozinho numa BMX encostadinho à berma (que ali tem um palmo) e encolhidinho, qual ratinho na pradaria, sem qualquer iluminação ou reflectores numa parte em que a estrada tem pouca iluminação pública. Isto com os carros a fazer razias a 70kms/h.

Iluminem-se e façam-se ver!
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proposta Lisboa Horizontal

paulofski @ na bicicleta | 13/03/2015 às 8:17

Temas: [ divulgação ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ coisas que vejo ] [ filme ] [ Lisboa ] [ mobilidade ] [ partilha ]

“Propomos uma rede lógica de ciclovias planas para Lisboa, com inclinação entre 0% e 4%, visível na rua, ligando as principais zonas da cidade.

Gosta?
Lisboa Horizontal candidatou-se ao concurso Ideias de Origem Portuguesa da Fundação Calouste Gulbenkian – façam favor de votar e partilhar !

2015.ideiasdeorigemportuguesa.org/ideias/78

Acreditamos na bicicleta como um meio de transporte alternativo, viável e promotor de Felicidade Individual e Colectiva, que promove a Sustentabilidade Económica e Ambiental das Sociedades!

Mais do que a utilização das bicicletas de forma lúdica ou recreativa, o Projecto Lisboa Horizontal visa criar condições físicas e exequíveis (conceito inspirado nas linhas de METRO) que promovam a circulação de bicicletas na cidade de Lisboa, numa óptica utilitária e pragmática, abrangendo de forma massiva públicos-alvo que vão desde a classe trabalhadora aos turistas, passando pelos estudantes, numa cidade cujo desafio de sustentabilidade ambiental se apresenta como uma das grandes prioridades futuras!

Crescimento Económico, Criação de Emprego Local, Aumento da Productividade, Melhoria da Qualidade Ambiental e Diminuição das Despesas com a Saúde das Propulações, são apenas algumas das vantagens abordadas em diversos estudos (Business Insider Mag “13 Reasons You Should Start Biking To Work, Mandi Woodruff, 2012) e publicações (ex. “Bikenomics: How Bicycling Can Save The Economy, Elly Blue, Microcosm Publishing, 2014), baseados em casos reais, por esse mundo fora!

O Projecto Lisboa Horizontal afirma-se assim como um motor de mudança em prol de uma Sociedade Mais Feliz e Económica e Ambientalmente Sustentável!

facebook.com/lisboahorizontal
bxlx.eu/lisboahorizontal


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para a tua agenda

paulofski @ na bicicleta | 12/03/2015 às 16:17

Temas: [ divulgação ] [ bicicultura ] [ Braga ] [ Burinhosa ] [ coisas que leio ] [ cycle chic ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ passeio ] [ Porto ]

Braga Cycle Chic desafia bracarenses a pedalar com estilo a 21 de Março

cartaz_bcc“O evento é gratuito e pretende incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte e lazer.

A 1ª edição do Braga Cycle Chic está agendada para 21 de Março, pelas 14h30, na Praça da República (Em frente à Arcada). O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, pretende mostrar que é “possível pedalar na cidade usando roupa clássica”. A participação é gratuita e vão ser disponibilizadas bicicletas.

Uma tarde a passear com estilo, de bicicleta pelo centro histórico de Braga, sempre na zona pedonal, com paragens em vários pontos da cidade, é a proposta da associação para celebrar a bicicleta como meio de transporte e assinalar o início da Primavera.

Inscrição gratuita (mas obrigatória)

Para quem não tiver bicicleta, poderá reservar uma antecipadamente. O evento é gratuito, mas a inscrição é obrigatória. Deverá ser realizada através das páginas do Facebook do Braga Cycle Chic, da Associação Braga Ciclável, ou em https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-i-braga-cycle-chic-16075971664 a partir de Domingo, 8 de Março.”

fonte: http://bragaciclavel.blogspot.pt

Resíduos, Hortas na Cidade, Lixo… e Bicicletas!

Campo aberto“Esta tertúlia, organizada pela Campo Aberto em colaboração com o Núcleo do Porto da Quercus e com a Quercus – Centro de Informação de Resíduos, partirá de um testemunho sobre uma experiência de um ano de voluntariado em Ourense, Galiza, realizado junto dos Amigos da Terra locais (ramo dos Friends of the Earth International, uma das mais importantes organizações ecológicas internacionais). O Eng. Civil João Pedrosa, atualmente empenhado em trabalhos de ecoconstrução na região de Arganil, está ligado a vários projetos de alternativas de transição: o Projeto Escola Viva, que funciona na Cooperativa dos Pedreiros, no Porto, o Movimento de Economia Social, na mesma cidade, e ainda a AMAP, Associação para a Manutenção da Economia de Proximidade.

Quando?
Sábado, 21 de março, às 15:00.
Onde?
Na sede da Campo Aberto, rua Santa Catarina, 730-2.º andar (perto do Silo Auto)
O quê?
Como a bicicleta e os resíduos se mobilizaram ao serviço das hortas urbanas e da qualidade alimentar.
Com quem?
Intervenções de diversas pessoas ligadas à temática no domínio dos resíduos (LIPOR: Eng.ª Susana Freitas, da Divisão de Valorização Orgânica), das Hortas Urbanas (Quinta Musas da Fontinha, Movimento Terra Solta, Eng.a Marisa Moreira do Parque da Devesa, Famalicão), da promoção da bicicleta na mobilidade urbana (Miguel Barbot e Velocultura, Ricardo Cruz e MUBI, Centro de Informação de Resíduos da Quercus, e outros).

INSCRIÇÃO
A inscrição é gratuita mas obrigatória. Para cada uma das pessoas que pretenda inscrever, enviar nome, email e telefone para: tertuliasca@gmail.com, até quarta-feira, 18 de março, o mais tardar.”

fonte: www.campoaberto.pt

Burinhosa volta a ser aldeia-capital da bicicleta por um dia

Burinhosa-2014“Uma aldeia portuguesa deverá voltar a equiparar-se por um dia às cidades do Norte da Europa com mais velocípedes do que habitantes, com a realização do 12.º Encontro Nacional de Bicicletas Antigas (ENBA).

A 26 de julho, a Burinhosa, localidade do concelho de Alcobaça com cerca de 750 habitantes, irá receber outras tantas bicicletas, se se cumprir o que vem sendo habitual nos últimos anos.

Tratando-se uma terra de colecionadores de veículos a pedal – tem a sede da Associação Nacional de Bicicletas Antigas (ANBA), fundada em maio de 2014 – naquele dia de verão irá apresentar uma taxa de velocípedes por habitante invulgar para Portugal e ao nível da Dinamarca ou da Holanda, recordistas no uso de veículos a pedal.”…

ler mais em http://pedais.pt/burinhosa-volta-a-ser-aldeia-capital-da-bicicleta-por-um-dia/


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reciclando [6] exaltando o benefício das pedaladas

paulofski @ na bicicleta | 11/03/2015 às 10:04

Temas: [ motivação ] [ benefícios das pedaladas ] [ bicicultura ] [ ciclismo urbano ] [ fotografia ] [ opinião ] [ outras coisas ] [ reciclando ]

na ciclovia entre a Praia da Aguda e da Granja

na ciclovia da orla marítima de Gaia, …

Para além de poupar a carteira, descontrair a mente e estimular o organismo, pedalar regularmente não só queima calorias como melhora a capacidade respiratória, previne doenças cardíacas e doenças crónicas, como a diabetes e a hipertensão, activa a massa musculo-esquelética, tonifica o do corpo. Não importa a idade que se começa ou recomeça. A velhice não é desculpa. Desde que consulte o seu médico e faça exames prévios, qualquer pessoa pode-se juntar a alguém, ou então sair sozinho para uns passeios a pedal, para os afazeres diários. A avaliação médica serve sobretudo para identificar algum problema cardíaco, ortopédico, ou ainda de outro tipo de patologias que possa contra-indicar a prática de actividade física intensa.

nas estradas do Ribatejo

… nas estradas planas do Ribatejo, …

Alguns detalhes da bicicleta também devem ser observados antes de começar as pedaladas, variando de acordo com a idade. Para evitar o surgimento de lesões nos joelhos, coluna ou anca, articulações que podem ser submetidos a uma forte carga de pressão, a regulação de altura do guiador e a distância do selim aos pedais deve ser observada. Então, deve-se ter uma boa postura na hora de pedalar, não só para manter uma boa rentabilidade do esforço mas sobretudo para sentir conforto ao pedalar. É recomendando que no início das pedaladas encontre o seu ritmo e escolha percursos suaves e calmos. Depois, aumentando gradualmente a distância e o ritmo das pedalas, verá que logo, logo, se estará a sentir cheio de força, com a vitalidade de um adolescente, num corpo velho mas cheio de energia.

ou nas ruas de Matosinho

… ou numa rua movimentada de Matosinhos.


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Elas andam aí...

@ Eu e as minhas bicicletas | 10/03/2015 às 17:23

Temas: [ bicicultura ] [ commute ] [ ladies ] [ mulheres ] [ primavera ]

A propósito do Dia da Mulher - que está estabelecido a 8 de março, mas que devia ser todos os dias (percebo a comemoração pela coragem de quem outrora lutou e morreu pelos direitos de todas as mulheres, mas faz sentido manter esta "descriminação positiva"? eer, não sei!) e onde as minhas duas Mulheres foram prendadas com umas singelas rosas - lembrei-me de escrever sobre um tema que já antes queria meter em palavras.

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Há uns dias tive de ir de scooter para o trabalho, e por razões que não interessa referir acabei por ir pela Radial de Benfica onde mirava invejoso os meus habituais "parceiros" de commute que àquela hora costumo cruzar na ciclovia.

Eis que senão quando pelo canto do olho reparo numa bicicleta que nunca antes vira àquela hora naquele percurso... e, parecia mesmo uma moça a commutar (presumivelmente, ia de mochila às costas)... seria?
Nah! Talvez ilusão, foi num fugaz momento, demasiado rápido...

Ontem, 9 de março, à ida para casa e com os dias a ficarem mais largos, distraí-me e fui um bocaxinho mais tarde... e eis que senão quando vejo a dita moça a cruzar-se comigo na ciclovia de mochila às costas, a commutar (presumivelmente).

E isto tudo para dizer o quê?

Andam muitas mais bicicletas a rolar por essas ruas e estradas agora que a chuva deu tréguas, que o tempo está mais ameno, e que os dias se esticam até mais tarde...

...mas muitas são de senhoras/meninas e isso é sinal de que as coisas estão a mudar!

Ladies biking all over town! WOW!

O que me fez lembrar esta musiquinha dos "Flight of the Concords" - 'Ladies of the World' :)





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Braga Cycle Chic desafia bracarenses a pedalar com estilo a 21 de Março

Eliana Freitas @ Braga Ciclável | 10/03/2015 às 10:42

Temas: [ bicicultura ] [ Braga ] [ Cycle Chic ] [ Eventos ]

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O evento é gratuito e pretende incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte e lazer.

A 1ª edição do Braga Cycle Chic está agendada para 21 de Março, pelas 14h30, na Praça da República (Em frente à Arcada). O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, pretende mostrar que é “possível pedalar na cidade usando roupa clássica”. A participação é gratuita e vão ser disponibilizadas bicicletas.

Uma tarde a passear com estilo, de bicicleta pelo centro histórico de Braga, sempre na zona pedonal, com paragens em vários pontos da cidade, é a proposta da associação para celebrar a bicicleta como meio de transporte e assinalar o início da Primavera.


Passadeira vermelha


O programa arranca pelas 14h30 com uma demonstração e explicação sobre os cuidados básicos de manutenção da bicicleta. Uma passadeira vermelha, colocada no local, servirá de inspiração para quem desejar tirar uma fotografia que será depois publicada na página do Instagram - instagram.com/bragacyclechic. Os participantes devem trazer roupa casual, com que se vestem normalmente. Haverá bicicletas eléctricas apra quem quiser experimentar.

O passeio arranca às 15h30 e vai parar em vários “check-points” que correspondem a mais de 20 parceiros. Uma limonada, um doce, um pouco de música ou dois dedos de conversa prometem tornar a tarde inesquecível.


Inscrição gratuita (mas obrigatória)


Para quem não tiver bicicleta, poderá reservar uma antecipadamente. O evento é gratuito, mas a inscrição é obrigatória. Deverá ser realizada através das páginas do Facebook do Braga Cycle Chic, da Associação Braga Ciclável, ou em https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-i-braga-cycle-chic-16075971664 a partir de Domingo, 8 de Março.

O Braga Cycle Chic é para participantes dos 0 aos 100 anos. No local vão estar disponíveis “atrelados” para os pais levarem os mais novos. No acto de empréstimo da bicicleta ou atrelado é obrigatório ter presente o cartão de identificação do requerente. O movimento Cycle Chic  pretende mostrar que qualquer pessoa pode pedalar com roupas normais, incentivando o uso da bicicleta para as deslocações diárias, deixando de parte o vestuário de desporto.

Sobre o Cycle Chic

O Cycle Chic refere-se a pessoas que se deslocam de bicicleta utilizando roupas elegantes que usam no dia a dia. O conceito de elegância na cultura popular inclui bicicletas, acessórios de bicicletas e roupas. O termo “Cycle Chic” foi apadrinhado em 2007 pelo designer dinamarquês Mikael Colville-Andersen que iniciou, nesse mesmo ano, o blog Copenhagen Cycle Chic.

Cycle Chic é então uma frase moderna que descreve algo que já existe desde a invenção da bicicleta nos idos 1880s: cidadãos regulares a andarem de bicicleta. Andar de bicicleta era elegante desde o início desta e ao longo das décadas até aos idos anos 40. Hoje em dia esta elegância está a regressar às ruas, não só às ruas de cidades como Amesterdão, Copenhaga, Londres, Barcelona, Nova Iorque, Rio de Janeiros, Donostia, mas também às ruas de Braga, onde cada vez mais pessoas optam pela bicicleta como meio de transporte no seu dia a dia sem que para isso tenham que mudar de roupa. As regras no Cycle Chic® é que não há licras justinhas, nem capacetes,  há, sim, roupa chique, roupa elegante, roupa do dia a dia e, depois, uma bicicleta. Serve qualquer uma, mais nova ou mais velha, com mais ou menos óleo, a chiar ou afinadinha, não importa. A bicicleta só vai ser um pequeno acessório que nos vai permitir viver a cidade e torná-la mais humana. 

O ciclismo elegante está de volta às ruas da nossa cidade!

Sobre a Associação Braga Ciclável

Este será o primeiro evento da Associação Braga Ciclável que se assume como uma associação de defesa da mobilidade em bicicleta. “Tem como objetivo melhorar as condições para o uso da bicicleta como meio de transporte, de forma correta, regrada e consciente, tendo sempre presente todos os benefícios para a saúde, a economia, o ambiente e a sustentabilidade da cidade” - revela a organização.

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Para mais informações, contactar:
912 670 758
913 895 274
www.facebook.com/bragacyclechic
bragacyclechic@gmail.com

 
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Siga!

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 9/03/2015 às 10:58

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ guest photo ] [ Lisboa ] [ Nelson Oliveira ]

2015-03-05 03.26.37 1

Fotografia de Nelson Oliveira

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Infraestruturas precisam-se! (mas das boas!)

@ Eu e as minhas bicicletas | 6/03/2015 às 17:32

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ brasil ] [ ciclovias ] [ infraestruturas ]

Circulam nas redes sociais vários artigos sobre as virtudes da bicicleta que os portugueses descobrem quando vão lá para fora.
O mais recente é este do "Jornal i" cujo parangona é:
"Portugueses de Londres aderem em massa à moda da bicicleta"

Eu não tive até hoje uma experiência profissional (de longa duração) "lá fora", e as vezes que por lá andei mais tempo foi de férias em que a percepção é obviamente diferente. Mas apercebo-me que "lá fora" as coisas são diferentes. Mesmo muitos colegas de trabalho, mais velhos e não só, que já tiveram experiências de vida no estrageiro admitem que usavam a bicicleta como meio de transporte e/ou os transportes públicos com mais frequência que por cá.

Ora como é óbvio, um tuga não muda do dia para a noite.
Não sai do aeroporto em Portugal com uma ideia de vida e aterra noutra cidade europeia com a cultura desse país embutida na sua mente. E quando regressa não "embrutece" ao passar a fronteira.
É óbvio que a informação, a cultura e o civismo moldam as ações das pessoas, mas tem de haver algo mais...

Eu tenho muitas conversas e discussões com amigos e conhecidos que, felizmente, pensam diferente... não digo que tenham razão ou deixem de ter, mas que pensam as coisas de outras maneiras... nomeadamente sobre isto do ciclismo urbano e o commute de bicicleta.

Um grande amigo meu, que percebe e entende as virtudes do uso da bicicleta, mas que cá em Portugal não a adopta, e tem mil e uma desculpa todas elas válidas (como todos os outros que não "arriscam") foi recentemente uma temporada larga para o Brasil.

Amiúde manda-me estas pérolas, para "brincar" comigo :)

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Mas recentemente recebi com muita satisfação no meio de umas conversas por mail estes parágrafos:

"Eu imagino que devas andar com o coração nas mãos sempre que sais para a estrada de bicicleta, eu não conseguia... 
Em contrapartida, aqui no Rio estou seriamente a equacionar em comprar uma bicicleta em segunda mão, porque existem excelentes condições para nos deslocarmos para todo o lado em ciclovias, e os automobilistas e os ciclistas convivem muito serenamente (mesmo com alguns excessos de velocidade).
Continua..."

Ora, então o que falta para levar as pessoas em Portugal a mudarem o "chip"?
É a educação?
É cultura?
É a lei?
É a fiscalização dessa lei?
São incentivos?
Claro que sim...

Mas o que faz as pessoas largarem o carro e apostarem na bicicleta são infraestruturas!
São as ciclovias! São mais ciclofaixas!

Adenda:
Eis que o meu amigo já se converteu... hajam infraestrutras e as pessoas mudam o chip!!

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