reciclando [10] velo… cidade

paulofski @ na bicicleta | 28/08/2015 às 14:12

Temas: [ motivação ] [ 1 carro a menos ] [ Porto ] [ outras coisas ] [ mobilidade ] [ fotografia ] [ bicicultura ] [ penso eu de que... ] [ Sua Alteza ] [ bike to work ] [ bike to home ] [ ciclismo urbano ]

a pedalar para o trabalho

a pedalar para o trabalho

Nunca é demais relembrar as razões pelas quais se pode incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte. São as mais variadas, no entanto uma dessas razões me mereceu maior importância quando adquiri o hábito de pedalar para o trabalho: A pontualidade. Entendo que possa parecer um pouco estranho, mas só será realmente difícil de acreditar para quem ainda não pedala.

Mais do que um dado evidente, trata-se acima de tudo da comprovação de qualquer ciclista urbano no seu commute diário. E a dedução é simples: Um ciclista que pedale por vias urbanas a uma velocidade média de 15 km/h. e preveja completar um percurso de 5 km, a sua experiência diária demonstra de uma forma convincente que demorará cerca de 20 minutos a chegar ao destino, sem pressas. Um semáforo vermelho, a mais ou a menos, as subidas, o vento, a chuva, tudo isso interfere pouco. As variantes estarão sempre dentro de uma margem de erro razoável.

Salvo algum acidente de percurso, a relação distância/tempo torna o ciclista um cidadão cumpridor dos seus horários, algo que para os habitantes automobilizados (no carro ou em transportes colectivos) nem sempre é exequível. Com as facilidades trazidas pelos mapas, disponíveis nas novas tecnologias, um ciclista precisa apenas delinear qual o melhor percurso para saber a distância, e com um simples cálculo matemático avaliar assim o tempo necessário para a viagem pretendida.

Com congestionamentos ou sem constrangimentos, durante as horas de ponta ou a altas horas da madrugada, quem pedala saberá sempre quanto tempo demora para ir daqui a acolá, e voltar do ponto B ao ponto A. Com as contrariedades de quem diariamente depende de combustíveis para se locomover, o ciclista urbano torna-se um pouco numa personagem mítica. Ela é capaz de dominar o tempo. A grande verdade é que com a bicicleta se socializa, se aproveita a cidade e se promove a qualidade de vida. Dita alguma experiência das pedaladas pela minha cidade que, com a bicicleta, o andar a pé e o Metro, juntos ou em separado, sustentam a mobilidade urbana.

a pedalar do trabalho

a pedalar do trabalho


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porque o Porto é a minha praia e porque há outras praias bonitas para onde pedalar

paulofski @ na bicicleta | 27/08/2015 às 13:25

Temas: [ divulgação ] [ bicicultura ] [ boas ideias ] [ coisas que leio ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ passe a publicidade ] [ passeios ] [ Porto ] [ praia ]

Conhecer o Porto de riquexó

riquexós Porto“Depois dos autocarros e comboios turísticos, e dos divertidos tuk-tuk, chega agora uma nova moda nos transportes turísticos no Porto: os riquexós. Um novo meio de transporte ecológico que permite dar a conhecer a cidade, como tradicionalmente se fazia.
Antigamente, esta tipologia de carruagens eram o meio de transporte de eleição. Puxadas por cavalos e, posteriormente, a motor, a evolução industrial veio terminar com este conceito que acabou por cair em desuso. Atualmente, este passado voltou para ser reinventado e distinguir-se de forma chique e clássica, permitindo dar a conhecer um pouco da história da indústria dos transportes.
Desde março, que todas as pessoas que queiram conhecer a cidade, podem fazê-lo através de um passeio de riquexó. Estes riquexós, para além de serem veículos ecológicos, são constituídos por uma carruagem para duas pessoas e uma bicicleta que é conduzida por um guia turístico.
Devido à topografia da cidade, foram definidos dois percursos estratégicos para estes passeios, ambos os trajetos englobam ida e volta: um, vai desde o Largo de São Francisco até ao Passeio Alegre e, o outro, vai desde o Largo de São Francisco até à Afurada.
São percursos com uma duração média de 60 a 70 minutos e custam 20 euros por pessoa.”

Para mais informações, consulte: Riquitó Tours

(fonte: porto.pt)

XII Passeio de bicicleta Porto Antigo – 13 de Setembro

XII Passeio Porto Antigo“Já abriram as inscrições para o XII Passeio de bicicleta Porto Antigo, uma iniciativa apoiada pela Câmara do Porto, criando assim um boa oportunidade para conhecer o Porto, a pedalar…
O passeio tem data marcada para 13 de setembro, com partida e chegada na Quinta da Bonjóia, em Campanhã. O percurso da iniciativa “Conhecer o Porto, a pedalar”, de 25 quilómetros, é acessível e pretende dar a conhecer alguns pontos histórico da cidade.
Uma boa oportunidade para aqueles que ainda receiam e acham que o conhecer o Porto a pedal possa atrapalhar ou mesmo “estragar” a aventura. Costuma-se apontar as subidas, o estacionamento precário para bicicletas, o tempo de deslocação (sendo este muito relativo) e claro, a integridade física ao partilhar a estrada com tantos veículos motorizados…”A inscrição pode ser feita online.

(fonte: invictadeazulebranco.pt)

Porto Urban Cicle Chic – 19 de Setembro

Porto urban cicle chic“Bicicletas, Moda, Fotografia e Cultura, uma combinação perfeita para uma tarde única.
Passear pelo Porto em duas rodas e captar dos mais belos monumentos e ruas do Porto é a razão perfeita para pedalar. Esta é a filosofia do URBAN CICLE CHIC
URBAN – Somos urbanos, citadinos, cosmopolitas e com estilo. Queremos por isso um evento que se defina desta forma e que proporcione aos participantes a possibilidade de passearem por um circuito urbano, repleto de pontos de interesse e com passagem pelas zonas, bairros, ruas e avenidas mais emblemáticas da cidade Porto.
CICLE – Uma visão única, privilegiada e emocionante. Só usando uma bicicleta é possível ver desta forma a cidade do Porto. Estamos empenhados em proporcionar a todos os participantes a melhor experiência ciclável de sempre. Um percurso pensado e desenhado para que todos os participantes desfrutem da viagem.
CHIC – O estilo, a personalidade e a visão de cada um é importante para nós e queremos que se traduza não só na bicicleta mas também na forma como se vestem. Por isso pedimos a todos os participantes que se vistam a rigor, que usem o outfit com mais estilo e mais adequado para um passeio de bicicleta altamente cosmopolita.” Inscrições em www.easy-cicle.pt.

(fonte: fpcub.pt)

As praias de Portugal mais bonitas para conhecer de bicicleta

gobybike“O calor convida a longos passeios e o Verão é a altura ideal para relaxar e apreciar a beleza do exterior.
Se gosta de longos passeios de bicicleta, porque não juntar o útil ao agradável? Um passeio com cheirinho a mar não é má ideia (e já agora, porque não fazer uma pausa para um mergulho?).
Deixe o conforto de casa e conheça as praias de Portugal mais bonitas para pedalar e desfrute de uma experiência relaxante!”

(fonte: blog.gobybike.eu)


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can’t miss [137] ciclaveiro.wordpress.com

paulofski @ na bicicleta | 24/08/2015 às 9:26

Temas: [ can't miss it ] [ Aveiro ] [ bicicultura ] [ coisas que leio ] [ motivação ] [ opinião ] [ outras coisas ] [ partilha ]

Pedalar por uma cidade mais feliz

Ciclaveiro

por Joana Ivónia (Artigo originalmente publicado no Diário de Aveiro de 25/06/2015)

“A bicicleta faz parte da cultura da região de Aveiro, sendo porém também verdade que essa característica se foi desvanecendo ao longo do tempo, muito devido à adopção do automóvel particular, originando uma redução da circulação de bicicletas. Mas o facto é que, na região de Aveiro, ainda é difícil encontrar alguém que não saiba andar de bicicleta ou que não tenha uma ou mais bicicletas na garagem, no arrumo ou na casa do vizinho.

Desde a sua primeira edição, o Relatório da Felicidade Mundial tem vindo a reforçar a importância do bem estar e da felicidade como indicadores fundamentais para o desenvolvimento económico e social, considerando serem estes os indicadores de maior relevância para a implementação de políticas que conduzam nesse sentido. Dados recentes indicam, ainda, um aumento na qualidade de vida e de bem estar dentro de comunidades que são mais próximas, ativas e colaborativas.”…

(podes continuar a ler este artigo e ficar a conhecer mais um interessante espaço em ciclaveiro.wordpress.com)


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Ilusão do conhecimento

@ Eu e as minhas bicicletas | 19/08/2015 às 13:19

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ ciclovia ] [ ilusão do conhecimento ] [ lisboa ] [ marquês de fronteira ] [ mubi ] [ obras ] [ ribeira das naus ]

Estava a fazer um zapping este domingo, dia 16 de agosto, e apanhei o programa "Quebra-cabeças" ("Brain games") na RTP2 que me captou o interesse.

O tema era "Ilusão do Conhecimento" e fez-me refletir e até rever no que aí estava a ser transmitido. Eu não sei tudo, mas às vezes até tenho a mania que sei... e como eu muita gente, né? :)

Mas mais do que a mim, fez-me rever os incompetentes que são responsáveis por fazer as borradas no que respeita a ciclovias e demais infraestruturas de mobilidade nalguns e determinados centros urbanos.

Ilus%25C3%25A3oConhecimento.jpg
«
Deparamo-nos constantemente com problemas que não sabemos resolver, e se fossemos honestos connosco próprios, admitíamo-lo.
Os psicólogos têm um termo para isto: "Ilusão do conhecimento"
(...)
Embora o mais provável seja não saberem como funcionam a maioria das coisas, o vosso cérebro acha que sim. O vosso cérebro prefere fingir saber algo do que admitir que não sabe, por forma a manter a ilusão de que sabe tudo sobre o mundo.
(...)
Sob muitos aspectos a ilusão do conhecimento é necessária para vos impedir de terem de enfrentar a vossa própria INCOMPETÊNCIA.
»
VIDEO AQUI;
https://cld.pt/dl/download/a64e2a5c-c95a-43f0-8839-d4d15a9a8ddd/VID_20150818_094448.mp4
(video gravado com o telelé, peço desculpa à RTP2 e à National Geographic, o youtube cortou o acesso por copyrights)

Desde há meses que a Rua Marquês de Fronteira em Lisboa está em obras profundas (mais uma vez) e eu sempre esperei que dali surtissem melhorias para a mobilidade suave na cidade, mais a mais que já existem uns troços de ciclovia naquelas artérias circundantes.

Essas ciclovias já existentes tem  falhas técnicas mas também temos de admitir que tiveram o condão de potenciar o uso de bicicletas na cidade, só que o facto de terem sido mal desenhadas/implementadas deveria ter servido de lição e fazer melhor de futuro.

Mas não!

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Ciclovias em cima do passeio, algo a repetir de tão bom que é... NOT!

Construiu-se novos trechos de ciclovia em cima de passeio, reduzindo o espaço dos peões quando deveria era ser reduzido o espaço do transito motorizado. É essa a tendência nas capitais do mundo civilizado e não a criação de "autoestradas" no meio das cidades.

Criam-se ciclovias à cota do passeio e intervalado com passadeiras e, pasma-se, paragens de autocarros, criando assim conflitos entre ciclistas e peões.

Novos sentidos de trânsito e traços contínuos o que impossibilitam o legal uso e cruzamento nas ruas, fazendo (como já acontece) que bicicletas, motas e carros façam infrações.

Enfim... um vasto número de aberrações!

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A obra ainda não está acabada, é verdade, mas já se vê as bicicletas a fazerem gincanas no meio dos peões. E os peões em cima da ciclovia, lisinha.

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E nada melhor para a mobilidade urbana que reduzir possibilidades de fluxo de trânsito com montes de sentidos obrigatórios e traços contínuos.

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A obra não está acabada, quiça ainda estão a meter mais pilaretes, mas entretanto é isto! (Foto: Luis Miguel)

A MUBi até fez uma carta ao xôr presidente da CML:
http://mubi.pt/2015/07/24/rua-marques-da-fronteira-assim-nao-camara-municipal-de-lisboa/

E não, não me perguntem como é que eu faria... é que eu não sou um "especialista" pago para trabalhar no assunto! Sou um mero utilizador que sabe pela experiência do dia-a-dia que aquilo que foi feito é uma borrada e é dinheiro mal gasto (o nosso dinheiro!).

Tal como o devaneio na Ribeira da Naus onde meteram uma ponte de madeira que agora ao fim de um ano e pouco vai ser substituída. Se está melhor agora do que estava há uns anos? Que sim! Está! Mas podia e devia estar beeeem melhor! É um martírio para toda a gente passar ali... mas está muito melhor! Mas loonge do que deveria estar.

http://www.publico.pt/local/noticia/passadico-de-madeira-da-ribeira-das-naus-em-lisboa-so-durou-um-ano-1704916

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(foto jornal Público)

Mas é um sentimento muito nosso né? Ficarmos satisfeitos com pouco... sermos pouco exigentes... enfim...

E a Rua Marquês de Fronteira? Vai ficar melhor do que aquilo que foi? Talvez.
Mas podia estar bem melhor do que aquilo que vai ficar! Mais um tiro no pé! Mais uma incompetência!

Não seria bom esses responsáveis pelo menos questionarem os reais utentes destas artérias e depois agir em conformidade com as necessidades reais?

Mas há praí uns iluminados que tem a "ilusão do conhecimento".
A esses a resposta a seu tempo.
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fotocycle [166] bronzeador…

paulofski @ na bicicleta | 19/08/2015 às 11:15

Temas: [ fotocycle ] [ bicicultura ] [ dicas ] [ fotografia ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ praia ] [ Verão ]

toalha bronzeador e bicicleta

Estamos em pleno Verão, o sol aquece os corpos sedentos de vitamina D e o calor convida uma ida até à praia… Então, porque não, levar a bicla a banhos também!? Aproveitando o tema, deixo algumas dicas para pedalares sob o calor:

A hidratação é fundamental. A ingestão de água durante a pedalada mantém a frescura corporal e substitui o que se perdeu na transpiração e respiração.

O uso de roupas leves, de cores claras, ou até das do tipo que retardem a transpiração, vão ajudar a manter o corpo fresco. Arregaçar as mangas, tirar a gravata e abrir um botão à camisa também vai ajudar. Um chapéu na tola é um item a considerar.

Evita levar mochilas às costas. O passeio será mais agradável se as costas e os ombros estiverem livres do peso excessivo. Transportar a toalha, chinelos, o protector solar num cesto, no porta-couves ou em alforges, é o ideal.

Vai sem pressas. Diminui a velocidade e mantém uma pedalada a baixo ritmo, principalmente nas subidas onde o esforço pode ser elevado e a brisa quase nenhuma. Vais chegar lá quase ao mesmo tempo.

Dá tempo para te refrescares. A transpiração continua mesmo depois de terminar a pedalada. Na verdade vai intensificar-se sem a brisa natural da deslocação. Após o passeio, procura um local fresco e tem calma por alguns minutos. Isso vai ajudar a diminuir a transpiração.

Boas pedaladas e boa praia.


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bonne route…

paulofski @ na bicicleta | 17/08/2015 às 8:04

Temas: [ motivação ] [ bicicultura ] [ ciclistas no mundo ] [ cicloturismo ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ Paris-Brest-Paris ] [ randonneur ]

No momento em que sair este postal, 12 audazes cilotugas (10 da Associação Randonneurs de Portugal)  estarão já a dar ao pedal pelas curvas e contracurvas, subidas e descidas, das estradas francesas na mítica Paris-Brest-Paris.

ciclotugas no PBP 2015

O depart do Paris-Brest-Paris (PBP) foi dado ontem, 16 de Agosto de 2015. Pela 22ª vez (18ª edição sob a batuta do Audax Club Parisien, ACP, sem profissionais à mistura), cerca de 5.000 homens e mulheres de todo o mundo calcaram o pedal e deram ontem início à aventura no velódromo de Saint-Quentin-en-Yvelines em Paris, no rasto das rodas dos pioneiros. Todos eles tiveram anteriormente de completar passeios de 200, 300, 400 e 600 kms. Todos eles pedalam em direcção a Brest, uma cidade na ponta ocidental da Bretanha, todos eles darão a volta e regressarão ao ponto de partida a fim de completar o brevet, como é conhecido, o passeio de bicicletas mais famoso do mundo. Uns singelos 1,200 e picos km’s num tempo máximo de 90 horas.

PBP

Desde a 1ª aventura em 1891 que muita coisa mudou. As bicicletas, as estradas, o avanço tecnológico, mas o espírito, a ousadia, a resistência destes loucos aventureiros e a versatilidade da bicicleta, qualquer que ela seja, manteve-se sempre presente. À época, o jornalista e inveterado ciclista Pierre Giffard reconheceu potencial em tão novel criação e viu ali uma demonstração impressionante do desempenho e do alcance do homem. Deve-se ter em mente que a bicicleta tinha acabado de ser inventada, na forma como a conhecemos actualmente. Giffard formulou então a ideia de uma competição, no uso de uma bicicleta, ir de Paris com destino a Brest e voltar a Paris. O PBP não seria somente uma corrida, mas principalmente uma competição de superioridade, habilidade e resistência. Os médicos da época eram de acordo em que isso não seria possível. Muitos outros condenavam a ideia e achavam que era pura loucura. Poderia um homem realizar apenas por meio da sua força muscular tal acto heróico?! Apesar dessas incertezas e vozes do contra, o PBP começou com muitos aventureiros, exceptuando os estrangeiros e as mulheres.

Le Petit Journal

De modo que, em 6 de Setembro de 1891, 207 ciclistas profissionais e amadores apresentaram-se à partida em Paris montados nas suas loucas máquinas voadoras, das quais constam 10 triciclos, 2 tandems e um monociclo. Em relação ao número de Penny-farthins, não obtive troco! Curiosamente, um dos temas mais ferozmente debatidos à época, havia sido a questão de qual o melhor tipo de pneu a utilizar. Apenas dois anos antes, os irmãos Michelin tinham inventado os pneus e as câmaras-de-ar correspondentes. Para que conste, e porque dos heróis reza a história, Charles Terront, apoiado pela Michelin, venceu com o tempo de 71h35, sem pregar olho! Já o segundo classificado Jiel-Lavel usou os tradicionais pneus de borracha maciça e cortou a meta com mais de 8 horas. Um total de 99 ciclistas cruzaram a linha de chegada e a maioria levou vários dias a completar o percurso porque fizeram várias pausas durante a noite. Pelo caminho só tiveram de gerir o cansaço, reparar as avarias e regressar num prazo de 10 dias.

Terrot

A vitória de Terront foi considerado um exemplo impressionante do tamanho do ser humano e a corrida teve um enorme impacto no público. Giffard encheu durante meses as páginas do Le Petit Journal com as façanhas do seu evento. Escreveu, entre outras coisas: “Pela primeira vez, vimos uma nova forma de viajar, uma nova aventura, uma nova perspectiva de prazer. Estes ciclistas pedalaram por 10 dias, em média 120 km por dia, e ainda chegaram frescos e saudáveis…”

PBP percurso

Devido à natureza árdua da corrida, à distância tão grande e às dificuldades dos profissionais em gerir os treinos e participações em outras provas de estrada, como o Tour de France surgido em 1903, o PBP só viria a ser repetido uma década depois, em 1901, e a cada 10 anos, até 1931. Em breve o Tour de France viria a ser considerada a corrida de bicicletas mais importante e viria a realizar-se anualmente, mas foi inspirada em última análise pelo sucesso e fama do lendário Paris – Brest – Paris.

 Alguns factos curiosos podem ser consultados aqui.

Uma das coisas mais notáveis do ciclismo é o quão pouco mudou. Ok, as bicicletas são mais leves, o vestuário mais confortável, e não há tantos bigodes no pelotão, mas um certo espírito de aventura perdura de quatro em quatro anos num canto do norte da França, onde será para sempre lembrado o esforço e o espírito dos primeiros dias, das bicicletas de aço e das rodas fixas. Se por um acaso Charles Terront, o primeiro vencedor do PBP, fosse transportado através do tempo para 2015, certamente seria capaz de rivalizar muito rapidamente com Froome e com Quintana. Com uma destas biclas modernas xpto provavelmente seria muito competitivo também!

onion seller Mr Buck

Agora o Paris-Brest-Paris ocorre a cada quatro anos. O que tem de especial o PBP é a atmosfera ao longo do extenso percurso e o apoio dos moradores locais. Em muitas vilas os habitantes estão dia e noite com mesas postas, oferecendo água, café e biscoitos. Aqui e ali ouve-se “Bravo!” e vêm-se cartazes com palavras de incentivo aos valorosos ciclistas. São todos amadores do ciclismo e cada um vai abordar a tarefa com a sua pertinaz determinação. Durante a viagem vão passar por aprazíveis estradas, cruzar belas aldeias, registar a sua passagem nos postos de controle, sentar-se à mesa para alimentar o organismo, descansar e dormir por algumas poucas horas, nos pontos de controle ou onde quer que o possam fazer. A sua resistência física e mental será testada. Sabem que terão de enfrentar imensas dificuldades, o clima imprevisível e as noites escuras e tenebrosas, sendo o prémio por tão brava superação o prazer de pedalar e um sentimento de realização por ter concluído o desafio, chegar a tempo a Paris.

Passeie com eles e junte-se ao desafio, deseje-lhes “Bonne Route” e acompanhe estes nossos amigos no Paris-Brest-Paris durante os 1.200 e tal quilómetros de pedalada.

Pedro Alves o primeiro português a completar o PBP em 2011

Pedro Alves o primeiro português a completar o PBP em 2011

Para as últimas informações detalhadas e, possivelmente, recomendamos para visitar o Clube Audax Parisien (ACP). Aqui pode fazer o download do panfleto oficial de 2015.


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Bicicleta e a indumentária

@ Eu e as minhas bicicletas | 16/08/2015 às 18:38

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ corrente ] [ fita ] [ proteção ] [ reflector ] [ sujo ]

Há dias ia a rolar para o trabalho com um outro commuter e vinha-me a gabar imenso que tinha comprado a Felicidade por ela ser "fully equiped", daí o nome "Coluer SEVENTY 700C EQ".

Cubo com dínamo, luzes, paralamas, suporte bagagem traseiro e... proteção do eixo e corrente para não sujar a roupinha.

Não é que no próprio dia a proteção do eixo e corrente (aquilo é um simples plástico) partiu? Coincidências!

Ora nesse dia não me apercebi e eis que me sujei todo nas calças que ainda por cima eram clarinhas :( Duuuh!

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Como remédio lá tive de fazer o truque mais simples...

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Claro que nos dias seguintes já me lembrei de trazer este pequeno apetrecho que costumo usar no inverno à noite (é uma fita que se enrola no tornozelo, vende-se em vários sítios, e é refletor):

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E assim já não fico com a roupa suja de óleo da corrente! Nice...

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(http://www.yehudamoon.com/)

Mas este post para quê?
Apenas para reforçar que para andar de bicicleta, no dia a dia, não é preciso roupa especial "de corrida". Cada um terá as suas rotinas e os seus percursos... E deve adaptar-se em termos de roupa a essas rotinas.

Eu no meu commute casa-trabalho (11kms) no verão vou de calções e tshirt e depois tenho uma muda de roupa que troco no trabalho. Mas se depois à hora de almoço vou a algum lado (3 ou 4kms) levo a roupa do dia, não vou trocar de indumentária só porque vou de bicicleta almoçar a algum lado.

E mesmo com a roupa normal às vezes é preciso algum cuidado, como arregaçar a calça ou usar uma destas fitas, mas isso também não é obrigatório... é só para não ficar sujo.
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Odeceixe e mais uma estória dos Funcionários #7

@ Eu e as minhas bicicletas | 16/08/2015 às 18:19

Temas: [ bicicultura ] [ funcionários ] [ odeceixe ] [ praia ]

(Na onda da sátira "Funcionários" do livro "Quotidiano Delirante" do artista Miguelanxo Prado seguem mais umas estórias de pura ficção...)

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- Bem-vindo de volta Senhor Engenheiro. Esse descanso? - perguntou o rapaz com um sorriro trocista.
- Obrigado rapaz! Obrigado... foram umas boas férias!
- Então, onde foi?
- Há anos que um velho amigo me andava a desafiar para ir conhecer as suas paragens, e assim este ano em vez de ir para os brasis ou méxicos fazer praia resolvi ficar por cá.
- Pois, com tão boas praias no nosso país...
- É, mas para mim férias tem de ser ir de avião e para um sítio diferente e longe daqui... tás a perceber rapaz? - diz o engenheiro com a soberba de quem tem dinheiro e os outros não.
- Mas foi para onde então? Conte lá...
- Ópá, fui para Odeceixe, conheces?
- Então não!? Uma das melhores praias do país. É excelente para tudo. Para a criançada, para o surf, para descansar pois não tem muita gente, e tem o rio que é uma alternativa quando a maré está brava, até para correr e andar de bicicleta, e a comida é muito boa... um paraíso...


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- Por acaso também gostei, mas pena é a falta de acessibilidades.
- Como assim?
- É pá, demora-se muito a lá chegar... é só estradas e estradinhas... falta uma autoestrada naquela zona?
- Uma quê...? - questionou o rapaz supreendido mas ao mesmo tempo resignado.
- Uma autoestrada! Aquilo é logo ali mas como é por estradinhas com curvas e pelo meios dos montes demora-se muito tempo...
- Mas é o ideal para quem vai de passeio ou de bicicleta até, há muito turista que viaja de bicicleta para essa zona litoral... acredito que viu muitas não?


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- Então não vi? No meio da estrada a atrapalharem, e mesmo na zona da vila ou da praia muitas delas... olha, e até tenho uma estória para te contar sobre isso das bicicletas... Esse meu amigo é lá da Junta, sabes como é, somos um networking, troca de conhecimento e tal, uma ajuda aqui, outro ajuda ali... e há uns anos pediu-me ajuda para isto da mobilidade e tal...
- A sério?
- Sim, sim rapaz. Eu percebo de mobilidade! Então mandou-me umas fotos e uns croquís para eu lhe dar a opinião. Era para meterem lá um parqueamento de bicicletas, para as arrumar todas e não andarem espalhadas lá na zona da praia.
- Hmmm, estou a ver... para não incomodarem os carros?
- Isso! Vês como estás a aprender? E então estive lá e vi in-loco a obra que foi feita com as minhas orientações...
- À distância? Fez avaliações e orientações à distância? Sem conhecer o local e a sua vivência?
- Ó rapaz, quando se tem traquejo é assim... Mas fiquei muito decepcionado!
- Foi?
- Pois foi! Sabes porquê? Porque os turistas ciclistas e os utilizadores de bicicleta não sabem dar  valor ao trabalho e esforço que fazem por eles. Quer dizer, abdica-se de um excelente lugar de estacionamento automóvel para colocar uma estrutura que custou dinheiro e em vez de usarem, sabes o que fazem? Sabes?
- Sei pois...
- Pois não sabes... ah sabes, como assim?
- Deixe-me adivinhar... em vez de usarem uma estrutura estrategicamente colocada longe de tudo e de forma a não incomodar, os sacanas vão e prendem as bicicletas aos locais mais inusitados - diz o rapaz com tom sacástico mas sem o engenheiro entender.

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- EXATO!!! Aquilo tem lá espaço de sobra, ah e tal tem de ter um lugar permanente para ambulâncias, ok tudo bem, tem de ter um lugar para deficientes e como é óbvio tem de ser o melhooor lugar de todos... - diz o engenheiro com tom de asco - sim, porque o lugar está sempre às moscas, por isso vamos de reservar o melhor lugar para ficar sempre vazio.
O rapaz já torcia os olhos, mas continuava sereno a ouvir.
- ... e depois está um lugar para a Junta, isso tem de ser, não vai o esforçado e deligente representante de junta ter de deixar o carro longe de tudo, e depois um lugar para as autoridades, a GNR, também faz sentido, mas está quase sempre vazio, e depois um excelente lugar para bicicletas, que também está vazio. Portanto temos ali mesmo em frente à praia uma zona reservada para quase ninguém usar, fica um espaço amplo e desafogado, sem sentido.
- Sem sentido?
- Podia muito bem caber ali bem alinhados uns 6 a 7 carros, mas não... e mais, estacionam as bicicletas agarradas mesmo ao pé de um sinal de proibido parar e estacionar. Esses ciclistas não sabem as regras?
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- As regras que foram feitas para... os carros?
- Não interessa, regras são regras!
- Já lhe ocorreu que quiça os estacionamentos de bicicletas é que são mal feitos e mal pensados, e por isso ninguém os usa?
- Já me ocorreu, mas é uma ideia absurda, obviamente que não é assim. Se são bons lugares porque não os usam?
- Se calhar porque não são bons, se calhar as estruturas são entorta-rodas, se calhar são longe da vista, longe de locais onde as pessoas sentem mais segurança, as pessoas deixam as suas bicicletas o mais perto possível do local para onde vão, é uma das vantagens da bicicleta, não a vão deixar a 300 metros, ou mesmo a 50 metros se as podem deixar mesmo ali "à mão"...
- Isso é que não faz sentido nenhum. Quem anda de bicicleta não se importa de fazer exercício físico, se já veio de bicicleta o que são mais 50 metros? Já eu que vou de carro, que não quero fazer exercício, deveria ter lugar mesmo "à porta", isso sim, faz sentido...
- Ah!! - rematou o rapaz que achou que já nem valia a pena continuar a conversa.


A estória é fição minha, mas os suportes são reais.
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Rescaldo da Mega Massa 2015 : Lisboa > Oeiras

@ Eu e as minhas bicicletas | 15/08/2015 às 21:04

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ lisboa ] [ massa crítica ] [ mobilidade ] [ oeiras ]

Da rotunda do Marquês de Pombal em Lisboa até ao Largo do Marquês em Oeiras : um mega successo.

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(foto António Maldonado Cruz)

Foi efetivamente um evento ímpar!
"Once in a blue moon", embora a dita só surgisse em pequenos rasgos por entre o céu novelado que nos primou do sol à ida e da lua à vinda.

Um acontecimento inolvidável para todos os cerca de cem ciclistas que aceitaram o desafio de querer fazer parte da mudança e rolar numa percurso de grande beleza e enorme potencial para a nossa capital e o seu concelho vizinho de Oeiras.

Havia uma grande miríade de ciclistas, miúdos e graúdos (o mais velho tinha só 87 anos!), de robustos atletas aos mais anafadinhos, de belas e esbeltas damas aos mais rufias, da malta que não dispensa a licra aos mais casuals, de capacete ou com o cabelo ao vento, de amigos a casais de namorados, bicicletas de todos os feitios e para todos os gostos!

Há sempre muitas estórias para contar, mas deixem-me só referir esta.
Quando estávamos quase a abalar do sopé do Parque Eduardo VII uma senhora aí na casa dos seus 50 e muitos lá ganha coragem e questiona-me:
- O que é isto? É algum passeio organizado de bicicletas?
- Não! - disse-lhe sorrindo - É uma coincidência em que as pessoas se juntam aqui todas as últimas sextas de cada mês e depois vão dar uma volta pela cidade... não é organizado, acontece...
- Está a gozar comigo?
- Não, não... isto é algo, assim, tipo, espontâneo, mas que acontece todas as últimas sextas de cada mês, percebe? Sempre aqui neste sítio... mas não é nada organizado... não tem um percurso... acontece... a malta junta-se e vai andar por aí.
- A sério? Então para a próxima contem comigo! - despediu-se sorrindo.
Se isto não é um bom prenúncio nao sei o que seria.

Ouvi muitos e variados comentários positivos durante e depois da mega massa. Quero só deixar aqui dois de duas pessoas que tem muito mais calo que eu quer no uso da bicicleta como meio de transporte quer no número de Massas Críticas que já fizeram. São pessoas que eu sei de facto que estavam muito descontentes com o rumo que as MC's de Lisboa andavam a ter com muita agressividade e falta de respeito com o restante trânsito. As MC's devem fazer-se notar, mas não conflituar e criar animosidade.

"Foi muito fixe! Ambiente descontraído, sem conflitos com o restante trânsito, percurso lindíssimo, excelente convívio com os amigos, foi perfeito!"

"Também gostei muito. Fez-me recordar o que eram as MCs antigamente: rolar pacificamente sem conflitos entre automobilistas selvagens e ciclistas desordeiros. Grande iniciativa!"

Por todo o lado as pessoas acenavam ao nossos gritos de ordem "Mais bicicletas! Menos Carros!", sorriam aos timbres das campaínhas e ao som das cornetas! Havia contentamento  estampado à passagem daquela massa!

"Não há como negar, as bicicletas são alegria!" - disse-me um companheiro de massa na zona da Ribeira das Naus enquanto atravessávamos aquele piso horrível.

A minha bicicleta chama-se "Felicidade" por um motivo.

Descrição na página do Facebook da MC Lisboa:
"Percurso: 3 voltas ao Marquês de Pombal, descemos a Avenida da Liberdade e seguimos em direcção ao Terreiro do Paço. Alegrámos a Ribeira das Naus com a nossa passagem, no Cais do Sodré encontrámos o eléctrico 18 e seguimos a pedalar pela Avenida 24 de Julho. Passámos por Alcântara, Belém, Algés e fizemos uma breve pausa para subir a colina junto ao Jamor. Percorrendo a Marginal, enfrentámos a tão temida curva do Mónaco, seguiu-se Caxias, Paço de Arcos, até Santo Amaro de Oeiras. Observámos o Jardim Almirante Gago Coutinho a caminho da estação de comboios de Oeiras, de onde após breve paragem, saímos para terminar esta Massa Crítica no edifício do Município de Oeiras em grande festa!"

Uma coisa que ajudou nesta massa foi o uso de uma aplicação para smartphone que permitiu a quem estava na massa transmitir o trajeto ao vivo, e assim muitos conseguiram ir juntando-se a meio pois conseguiam ver num mapa (via um simples browser) em tempo real onde a massa estava:
http://glympse.com/

Para mais tarde recordar:

Videos da Mega Massa 2015:




Álbum de fotografias #1 (António Maldonado Cruz e Ana Paula Cardoso):
https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.10153631227397044

Álbum de fotografias #2 (António Baganha):
https://www.facebook.com/antonio.baganha/media_set?set=a.10200840707417709.1073742087.1764714884

Notícia no Pedais.net:
http://pedais.pt/muitas-dezenas-de-ciclistas-pedalaram-na-marginal-por-uma-ciclovia-ate-oeiras/
"Tratando-se de uma iniciativa sem organizadores, como é caraterística das massas críticas, nem terem sido contabilizados os participantes, foram seguramente muitas dezenas os ciclistas que partiram do Marquês de Pombal, em Lisboa, até ao edifício histórico da Câmara de Oeiras."

Todos juntos por uma causa, de forma pacífica e positiva... pela mobilidade urbana!

Estou cá com um feeling que a MC de setembro, após a Semana Europeia da Mobilidade, também vai ser em grande!!

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Não sei como foi o regresso do resto da malta para Lisboa, pois acabei por ficar em Oeiras a jantar e só voltámos lá pelas 23h30 de bicicleta num grupo de 5 pessoas pela Marginal... aí sim com a lua a iluminar as águas espelhadas do Tejo que beijava o mar... que desperdício que é esta costa para ser usada apenas como via-rápida para carros em constante excesso de velocidade :(


...e para acabar relembrar a Proposta de Ciclovia na Marginal:
https://cicloviamarginal.wordpress.com

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como quem não quer a coisa…

paulofski @ na bicicleta | 14/08/2015 às 9:47

Temas: [ testemunho ] [ bicicultura ] [ ciclistas urbanos do Porto ] [ coisas que leio ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ opinião ] [ partilha ] [ segurança rodoviária ]

publicado por Marisa Alves no Ciclismo Urbano em Portugal

Somos um povo, no mínimo, curioso… vais sózinho, ocupas o teu lugar na estrada e há sempre alguém, aqui ou ali, pronto a competir pela mesma faixa onde tu vais, ou fazer-te sentir que o teu lugar não deve ser aquele – por desconhecimento do CE, ou porque se sente o dono da dita. Para alguns, os ciclistas podem sempre encostar, ir mais devagar, nunca vão trabalhar, nunca têm horários a cumprir, estão sempre em diversão… – nesta última até têm razão :) Vais em paralelo com outro ciclista e corres sérios riscos do mesmo acontecer – aqui não têm grandes hipóteses, caso te queiram ultrapassar, a não ser a ocupação da outra faixa… Mas, se por acaso fores em paralelo e colocares a mão nas costas, ou no ombro da pessoa que vai ao teu lado, no sentido de ajudar, ou ser ajudado, nada disto acontece… (quando um de nós vai numa E-bike e o outro não, fazemos isto com alguma frequência – Não o tentem em qualquer sítio sem treinar primeiro, ou se as duas bicicletas tiverem alturas similares!) – De repente o automobilista passou a ter toda a paciência. Alguém está a precisar de ajuda! – deve ser a miúda ;) até a polícia já nos congratulou por esta atitude a subir o Freixo – Que bem a entreajuda na estrada. Quando vais com atrelado para transportar crianças, a mesma coisa, o tempo parou… Olha que bonito! – cúcú dádá! Abrandam para ultrapassar e fazem-no sempre pela outra faixa, sem apitar. A última experiência: vais com um atrelado de transporte de carga, a mesma atitude – mesmo indo um pouco mais para a direita, ocupa-se o centro da faixa – não há problema! E se forem dois?? E em fila indiana?!! – Olha, devem ser estrangeiros de viagem! O Porto está mesmo muito turístico – Hello!!! passamos pela outra faixa, afinal é assim que fazemos quando ultrapassamos um carro, não é? Vendo bem até é fácil e a estrada também lhes pertence!!!…

ciclistas urbanos Porto


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fotocycle [165] Respirar fundo

paulofski @ na bicicleta | 12/08/2015 às 10:11

Temas: [ fotocycle ] [ até à Madalena ] [ bicicultura ] [ bike to work ] [ devaneios a pedais ] [ fotografia ] [ momento zen ] [ motivação ] [ Sua Alteza ]

Ao sabor da corrente, fito a sombra que me deixa meio tosco. Respiro fundo o vento no rosto. A independência, a liberdade, este modo de vida, mais ou menos à nora, porque os caminhos que percorro são os que eu gosto. Mar pachorrento, mais do que seria suposto. E avanço, bem disposto, na firme intenção de seguir uma linha recta, de manter a bicicleta na direcção certa… Aproveito-a a cada momento.

Respirar fundo


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E já fez dois anos de Felicidade...

@ Eu e as minhas bicicletas | 8/08/2015 às 14:39

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ commute ] [ felicidade ] [ grátis ] [ pensar ] [ prazeres ]

... e está quase a fazer um de Prazeres (comigo, que a dita tem uns 20 anos)!

"Comprei a Felicidade!"
http://coluerseventy700ceq.blogspot.pt/2013/07/comprei-felicidade.html

"Apresento-vos a... Prazeres!"
http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2014/08/apresento-vos-prazeres.html

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Mas o que interessa realçar não é a idade das minhas meninas, mas sim a mudança do chip. Do meu chip.

Fez em julho dois anos que decidi que na medida do possível iria tentar ir mais vezes para o trabalho de bicicleta, em detrimento da scooter, pois os transportes públicos e o carro não são opção (demora-se muito tempo e gasta-se muito guito!).

Tem sido tal o sucesso desta mudança que este ano de 2015 já fui mais vezes de bicicleta para o trabalho que de outra forma. E sabe tão bem...

Infelizmente em setembro como a mini-me vai mudar de escola as coisas vão mudar um pouco, mas já estou a engendrar meios de me orientar, fazendo um commute repartido (depois explico).

O que me faz confusão é toda a gente que podendo continua a preferir gastar a vida numa bolha ambulante e gastar parte do seu soldo em manter essa bolha... Pensem!! É grátis.

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A minha vida está mais rica! Mais cheia! Mais feliz... Conheci muita gente nos meus commutes, ajudei uns tantos, troquei impressões e palavras, tenho uma vida mais humanizada, não estou fechado numa bolha! Sinto a natureza, os elementos, a cidade...

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Pensar é grátis! Pensem!
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Uma mega massa especial de verão em noite de lua azul?

@ Eu e as minhas bicicletas | 30/07/2015 às 15:26

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ massa crítica ] [ mega ]

"Once in a blue moon" é a expressão inglesa para definir a aparição no mesmo mês de duas luas cheias, algo que apesar de não ser invulgar é raro acontecer.

Pelo menos segundo este artigo do Observatório Astronómico de Lisboa
http://oal.ul.pt/lua-azul-verao-de-2015/

«Apesar do nome, o fenómeno da lua azul não tem qualquer relação com mudanças na cor do satélite. O apelido foi dado em função da raridade com que o ciclo lunar, cuja duração é de 29 dias e meio, ocorre por completo dentro de um único mês, possibilitando a aparição de dois períodos de lua cheia.
Neste mês de julho, o primeiro ciclo da lua cheia ocorreu no dia 02 às 3h20. O fenómeno da lua azul ocorrerá no final do mês de julho dia 31 às 11h43.

Conta-se que a origem da designação lua azul remonta ao século XVI, quando algumas pessoas que observavam a lua a olho nu achavam que ela era azul. Anos depois, discussões a respeito deste assunto, mostraram que era um absurdo a lua ser azul, o que gerou um novo conceito para lua azul como significado de “nunca”. Com esse significado de algo muito raro, começou-se a dizer que a segunda lua cheia de um mês era uma “lua azul”.»

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Esta Mega Massa Crítica Especial de Verão tem tudo para ser um verdadeiro sucesso, ímpar e histórico... daquelas que ficam para contar aos netos.
https://www.facebook.com/events/396741723850305

A sério que vais inventar desculpas para te baldares? Mesmo a sério?

ANDA DAÍ!!

Imagem de cima tirada daqui:
http://www.greeleyunexpected.com/events/poudre-river-trail-blue-moon-bike-ride-july-31-2015


PS: Eu não percebo muito disto, mas se a lua aparecer às 11h43 ainda vamos ver alguma coisa quando for o pôr-do-sol, certo??
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Gancho à direita (‘right hook’)

Ana Pereira @ Cenas a Pedal - Escola de Bicicleta | 14/07/2015 às 20:56

Temas: [ Acidentologia ] [ acidentologia ] [ bicicultura ] [ vídeos ]

Há dois tipos de “gancho à direita” (right hook, em inglês), uma das colisões carro-bicicleta mais comuns:

  1. quando um automobilista passa ou ultrapassa um ciclista e vira à direita
  2. quando um ciclista entra no ângulo morto de um automobilista que está a virar à direita

Como com a maior parte das colisões, esta também pode ser evitada por uma das partes independentemente do erro ou culpa legal da outra.

Um gancho à direita tem este aspecto:

Fonte: Bicycling.com

Fonte: Bicycling.com

O vídeo abaixo foca-se nas dinâmicas das ciclovias [ciclovias são vias de trânsito reservadas a velocípedes, marcadas na faixa de rodagem, como os corredores BUS mas quase sempre demasiado estreitas para caber um carro]. Os ganchos à direita podem acontecer em estradas sem ciclovias, com vias largas ou estreitas. A causa e a prevenção são as mesmas também nesses casos.

Agora um exemplo real. O vídeo abaixo mostra uma situação típica de [quase] colisão (neste caso a condutora da bicicleta até teve sorte, porque não chegou a colidir com o automóvel) entre um automóvel que vira à direita e uma bicicleta que, circulando encostada à direita da corrente de tráfego geral, segue em frente num entroncamento ou numa entrada particular.

Passem directamente para os 0:45 s no vídeo e observem bem:

Os ciclistas circulam na berma*, à direita da corrente de tráfego geral. Surge uma entrada/saída para um parque de estacionamento, os ciclistas pretendem continuar em frente mas à sua esquerda há um automóvel que, depois de colocar o pisca, vira devagar para entrar no parque de estacionamento e quase abalroa a ciclista da frente.

tem uns símbolos de bicicleta pintados no chão, sim, mas para o caso, é irrelevante: seja uma berma, uma ciclovia, ou um passeio, a mecânica da colisão é a mesma

Quem tem culpa?

O condutor do automóvel não se aproximou da berma antes de efectuar a manobra, como manda a lei, mas fez o pisca e fez a manobra bastante devagar. Ainda assim, e como referiu várias vezes uns instantes mais tarde, não viu a ciclista [antes de começar a virar]. E provavelmente não a viu porque esta estava no ângulo morto dos espelhos retrovisores do automóvel. Dado que não há sinalização nenhuma a alertar para eventual trânsito de bicicletas na berma da estrada, o condutor do automóvel não tinha nenhuma razão para se preocupar com esse ângulo morto, dado que este, tanto quanto ele saberia, dava para a berma, de onde não é suposto surgirem veículos…

A condutora da bicicleta circulava pela ciclovia, como manda a lei nos EUA, mas a ciclovia deixa de existir nos entroncamentos e entradas/saídas como a do vídeo, apesar de não haver sinalização vertical a validar as marcações rodoviárias… Ela quer seguir em frente e vê (ou, provavelmente não vê, porque não estava à procura desse sinal, perdida na ilusão de que na ciclovia não tem que se preocupar) um carro à sua esquerda a pôr o pisca, mas não abranda, assume, sem se certificar, que o condutor a viu e que lhe vai ceder passagem, e é aí que [quase] ocorre uma colisão – bastava o carro vir mais depressa…

Os técnicos e políticos que implementaram / autorizaram tal infraestrutura são os maiores culpados neste cenário, pois implementaram uma infraestrutura, cuja lei (nos EUA, em Portugal já não, desde 2014) obriga os ciclistas a usarem-a em vez das vias normais ao lado, que lhes oferece uma ilusão de segurança acrescida face às vias normais partilhadas com os automóveis, mas que os coloca em risco acrescido de abalroamento ao removê-los da corrente geral de tráfego e colocá-los nos ângulos mortos dos espelhos dos automóveis, e nos ângulos mortos mentais** dos condutores destes em todos os entroncamentos.

** para um condutor de automóvel activamente procurar ver o que se passa na berma ao seu lado, tem que estar formatado para tal, isso tem que fazer sentido – porque foi treinado para isso e porque a experiência lhe ensinou que é importante, que não o fazer é perigoso – não é o caso da situação do vídeo

Como evitar este tipo de colisão?

Automobilistas: sigam a lei, façam a curva no menor percurso possível, e para tal aproximem-se com antecedência da berma direita, mesmo que isso implique usar, parcialmente [porque a via é mais pequena do que o normal], a ciclovia, e no processo procurem garantir que não há ciclistas nos vossos ângulos mortos.

Ciclistas: saiam da ciclovia e ocupem o centro da via adjacente um pouco antes de chegarem ao entroncamento, só retornando à ciclovia depois de passarem, em segurança, a zona de conflito. Se não há ciclovia marcada, não circulem na berma como se ela fosse uma ciclovia destas, saiam do ângulo morto, coloquem-se bem no centro do campo de visão dos automobilistas, e vão mantendo uma noção do que se passa ao lado e atrás de vós enquanto atravessam a zona de conflito (ver artigo “Olhar: em frente, para trás, por cima do ombro“), para anteciparem os erros dos outros.

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Mega Massa Especial de Verão : 31 de julho

@ Eu e as minhas bicicletas | 6/07/2015 às 21:34

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ lisboa ] [ massa crítica ] [ oeiras ]

Somos 7 mil milhões neste planeta e cada um de nós é único.
Somos meros grãos de areia numa praia gigante.

Mas cada um de nós pode fazer a diferença, cada um de nós conta... se não ficar indiferente, se não ficar quedo, mudo. Se não se subjugar ao medo e à inércia do poder dominante (e não, não estou a falar da Grécia).

Cada um pode fazer a diferença. É o efeito borboleta, lembram-se do Jurassic Park, o primeiro?
"It simply deals with unpredictability in complex systems. The shorthand is the Butterfly Effect. A butterfly can flap its wings in Peking and in Central Park you get rain instead of sunshine.")

Nós somos poucos, somos pequenos, somos uma minoria... mas se "batermos as asas", todos juntos ao mesmo tempo, faremos da brisa um vento forte que terá que mudar mentes daqueles que decidem o nosso dia a dia, que decidem o nosso futuro.

Amsterdão não nasceu assim, foi-se transformando através de uma luta pacífica mas sólida durante muitos anos. E Sevilha, Valência, Bilbao, Pontevedra, e tantas outras aqui na nossa vizinha Espanha não se fizeram num dia... foram ganhando forma pelo empenho das suas comunidades.

Se queremos mesmo melhores condições para todos, idosos, crianças, bicicletas, convém investirmos um pouco do nosso tempo nesta demanda por algo melhor.

"Ah e tal tenho mais que fazer, e uma vida mui ocupada, e o camandro e o caneco..."
Contas de merceeiro: Para uma esperança de vida de 75 anos, investir ~3 horas para ir a uma Massa Crítica é cerca de 0.004% do seu tempo total. Quem é que não pode dar isto?

sunny.jpg
(foto retirada de uma pesquisa do Google, pode ter direitos)

«
Mega Massa Especial de Verão : Lisboa > Oeiras
Caso a maioria dos presentes no ajuntamento da a MC de julho de 2015 de Lisboa concorde esta será uma mega massa especial de verão com destino a ver o pôr do sol numa das praias de Oeiras!
https://www.facebook.com/events/396741723850305/2

Já tinha sido falado na MC de Maio a união das MCs de Lisboa e Oeiras como forma de mostrar o quão importante é a criação de uma ciclovia na Marginal [http://www.facebook.com/ciclovia.marginal1
A ideia é partir cedo, às 18:30, em direcção a Oeiras, para lá chegar ainda com luz solar.

Vais à Massa Crítica pela 1ª vez? 
RECOMENDAMOS a leitura deste pequeno Guia: 
http://www.massacriticapt.net/?q=node%2F1971

Como de costume tudo está aberto a discussão! Percurso, partida e até a própria proposta!
»

Isto a acontecer vai ser provavelmente a primeira Massa Crítica em Portugal que começa num concelho e acaba noutro. Histórico!!

Nota: não há organização das MC's. É algo anárquico e espontâneo.
Pode nem acontecer nada disto... só se a maioria presente assim o decidir.


Era fixe um dia termos uma cena assim, não era?

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Getxo, Bilbao, Espanha
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Josh & Nero

Ana Pereira @ Viagens a Pedal | 2/07/2015 às 9:17

Temas: [ Grandes viagens ] [ Viajantes ] [ bicicultura ] [ cães ] [ pessoas ] [ viajantes ] [ vídeos ]

O Josh e o Nero passaram uma noite em nossa casa no início de Junho, via Warmshowers. Foi assim de raspão, não era o dia ideal, e foi um pedido em cima da hora, no próprio dia, mas aceitámos de qualquer modo porque ali estava alguém que tinha largado tudo para viajar, de bicicleta, com um cão, como nós queremos fazer. :-)

“There is no #standing still because the wheels of time are #moving #forward” Love Nero xxx #dogs #dog #cycletouring #bike #exercise #bikepacking #collie #bordercollie #sheepdog #bikepacking #adventure #nomad #cycletour #wildcamping #freecamping #dogsofinstagram #camping #campingwithdogs #beard #bbctravel #natgeotravelpic #lonleyplanet

Uma foto publicada por Nero & Me (@neroandme) a Jun 7, 2015 às 8:33 PDT

Antes de aceitar o pedido, ao analisar o perfil dele, encontrei um post sobre a segurança dos cães neste tipo de viagem, uma leitura prévia útil. Outro texto interessante é sobre viajar com um orçamento limitado. O dele é de 400 € por mês, e é bastante frugal. Quando se vê a coisa assim, concretizada, bate uma hesitação: “se calhar devia desistir desta ideia, não tenho poupanças e não vou conseguir ‘fazer’ 400 € por mês enquanto viajo“. E quem diz dinheiro diz montes de outras coisas que nos passam pela cabeça. Como diz o Josh, a nossa velha amiga “Falta de Confiança”.  O Josh partilhou algumas das suas histórias e experiências e o Nero deu-se bem com a Mutthilda, brincaram um bocado à bola no logradouro. O Josh publicou recentemente um pequeno vídeo para relembrar e comemorar os 3 meses de viagem entre o Reino Unido e Portugal, que agora terminam, que gostaria de partilhar também aqui:

As we come to the end of a chapter. I've made this little video about some of the places I've been, the cultures I've experienced and most importantly all the amazing people I've met. Happy Thursday people, it's nearly the weekend!! Love Nero and Me xxx

Posted by Nero & Me on Thursday, June 18, 2015

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C2C - Coast to Coast - um local para a aventura

Bruno BA @ Bicycling2012 | 1/07/2015 às 21:46

Temas: [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ bicycle touring ] [ c2c ] [ cicloturismo ] [ coast to coast ] [ cycle touring ] [ turismo activo ] [ turismo em bicicleta ]

Ora vamos lá a isto, esta é a minha primeira experiência a escrever num blog por isso por favor tenham paciência comigo. Ainda por cima, também já não escrevo um texto decente em português há uns bons anos pois emigrei para Inglaterra em 2011, antes do famigerado acordo ortográfico. Consequentemente, este texto está escrito em português pré acordo. Assim, as criancinhas/jovens que leiam isto podem ter dificuldades em seguir o texto.


O Bycycling2012blogspot pediu-me para descrever a experiência que é a Coast to Coast, (C2C para os locais que gostam de abreviar tudo). A C2C é provavelmente a rota ciclística mais conhecida do Reino Unido e como o nome indica é uma travessia costa a costa. Sendo uma ilha, há diversas travessias em vários pontos, mas esta é uma das favoritas por diversas razões que explico abaixo.


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Mapa das ciclovias que compõem a C2C

Inglaterra é um país excelente para o ciclismo. Tem um sistema de ciclovias que faz inveja a qualquer país do mundo. Chamam-lhe National Cycle Network (NCN) e consiste numa rede de ciclovias que atravessa o pais de lés a lés providenciando aos ciclistas rotas com poucos ou nenhuns carros onde o foco é o ciclista (ver mais sobre a NCN em http://www.sustrans.org.uk/). A C2C aproveitou-se desta infrastrutura para desenhar a sua própria rota.


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 Ciclovia à saída de St Bees – dá gosto ciclar assim!


A C2C para ciclistas foi criada em 1994 tendo sido inspirada por uma rota pedonal traçada por Alfred Wainwright em 1973. A rota original tinha 309 kms começando a Oeste em St Bees e acabando a Este em Robin Hood’s Bay enquanto que a rota ciclistica mais usada começa em Workington acabando em Tynemouth compreendendo 230 kms.  Diz a tradição que temos de levar um pequeno seixo connosco que depois depositamos na margem oposta.


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 O pequeno calhau apanhado na praia de St Bees.

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O pequeno calhau na praia de Robin Hood’s bay. 
(como cheguei numa maré baixa tive de caminhar uns bons 500 m 
para deixar a rocha mesmo em algo que se parecesse mar)

A C2C consegue acomodar diversos níveis de fitness sendo possível de fazê-la num dia (para os completos fanáticos), 2 dias para os razoavelmente em forma, 3 dias para o comum mortal apreciando as vistas e 4 ou mais dias para quem utiliza a rota como um roteiro gastronómico ou umas férias bem relaxadas.


A principal atracção da C2C reside no facto de passar pelas mais belas zonas de Inglaterra. Primeiro o Lake District, com uma beleza natural apenas ultrapassada na Escócia. Depois os North Pennines fazendo-nos pensar que afinal Inglaterra não é assim tão populada e exibindo uma extensão considerável de área quasi virgem.


Em termos logísticos fazer a C2C tem os seus desafios. Principalmente como chegar ao local de partida e como sair do local de chegada. Os famosos caminhos de ferro Ingleses não são os mais fáceis de combinar com a bicicleta por isso conseguir apanhar um comboio com uma bicicleta é mais um caso de sorte do que de bom planeamento e sabedoria. Não há pré-marcações e o comboio leva no máximo 2 bicicletas (independentemente do número de carruagens!).


Talvez melhor alternativa seja a de alugar um carro deixando-o no ponto de partida e depois fazer o mesmo á chegada. Infelizmente esta opção limita a escolha do local de partida e chegada. Dos pontos de partida apenas Workington tem empresas Rent-a–car.  Pode-se sempre ciclar daí até ao ponto de partida desejado e depois então começar a rota oficial. À chegada, em Tynemouth (junto a Newcastle) ou em Sunderland há várias empresas rent-a-cars por isso esta opção acaba por ser bastante prática para o regresso. As rent-a-cars em Inglaterra são relativamente baratas e por um dia de car rental com drop-off a 300 kms de distância do ponto de recolha cobram cerca de £50 (cerca de €70 à cotação actual).


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Em relação à estadia a coisa é mais fácil. Existem inúmeros sítios para ficar e com excelentes condições para as pessoas e para as nossas queridas bicicletas. Aqui pode-se ficar desde hóteis de luxo a simplesmente acampar. Talvez o melhor compromisso sejam as pousadas que estão preparadas para os ciclistas com um nível de conforto bastante bom e sem o risco de que a chuva ou vento nos leve a tenda. Acreditem que independentemente da altura do ano em que escolherem fazer a C2C o mais provável é que chova, faz parte da experiência... Por isso acampar é uma opção que requer a devida consideração. Das duas vezes que fiz a C2C acampei na primeira vez e na segunda usei pousadas. Acampar é a opção mais barata com cerca de £5 a £8 por noite, mas são normalmente apenas quintas que decidiram abrir um dos campos para a malta montar a tenda. Ter duche e uma sanita só nos parques mais requintados. As pousadas custam entre £20 a £30 por noite... mas incluem pequeno almoço e o tão desejado duche!  


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No caminho há algumas opções off-road para quem assim preferir… pois claro eu prefiro!

(aliás há uma rota inteiramente off-road mas engloba, nalgumas secções, carregar a bicicleta às costas. Eu sou todo por BTT, mas Btt-alpinismo não é bem para mim).



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À saída de Alston após a subida mais dura da jornada

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Não nos devemos esquecer de parar de vez em quando para beber um chá 
e apreciar a paisagem, afinal, a C2C é sobre a viagem, não sobre o destino

Sobre o caminho propriamente dito, é bastante acidentado com um total de 3300m de acumulado. Looking on the bright side, com belas subidas vêem belas vistas e aquela sensação de que o que sobe também tem de descer. Assim, um desafio interessante é o de como dividir o percurso de forma a equilibrar o acumulado. Fica a sugestão para o percurso feito em 3 dias:

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Perfil topográfico 


Dia 1

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Dia 2

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Dia 3

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1900 feet não é muito (não chega a 600 metros)… mas após 8 horas a ciclar 
com vento contra acreditem que parecia que estava a atravessar os pirinéus

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Parte da ciclovia à saída de Keswick, uma estrutura em
 madeira que nos leva sobre o rio, delicioso

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Um dos muitos pontos para aproveitar a vista,… e beber mais um 
cházinho que a maior parte das vezes calha mesmo
bem para nos aquecer mais um pouco

Como disse acima, o caminho é feito maioritariamente utilizando quer ciclovias exclusivas para bicicletas quer vias secundárias onde apenas tractores e alguns carros de pessoas locais passam. Coisa mais tranquila é difícil de encontrar. O maior tráfego que vão apanhar são ovelhas e vacas junto ás bermas da estrada a pastar. Isto soa mais a interior transmontano do que busy England mas é assim.


Também, ao contrário do que se pensa, os Ingleses são simpáticos! Onde quer que parem podem pedir água ou direcções a quem quiserem. Nesta parte mais relaxada do país todas as pessoas estão disponíveis para ajudar e eles adoram dois dedos de conversa com totais desconhecidos. Vocês podem é não perceber o que vos dizem... são precisos alguns anos de treino para perceber o sotaque de pessoas nesta região (quase Escócia) e quando chegarem a Newcastle...esqueçam, o Jordi accent é engraçado mas mais ou menos como Açoreano cerrado (desculpem-me os Açoreanos). Não é surpresa que a maioria das piadas inglesas incluem alguém de Newcastle (ou Birmigham) como o bobo da anedota. Tenham paciência pois é muito boa gente e mais cedo ou mais tarde lá percebereis o que vos dizem.


Bem, a título de conclusão, a C2C é uma excelente experiência. Oferece paisagens fantásticas com desafios interessantes. Se gostam de campo e de prados verdejantes então não há que enganar. O caminho é tão variado que fazê-lo em alturas diferentes do ano parecem diferentes caminhos. Quanto a mim… já estou a planear a próxima C2C, vai ser ainda este ano!
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Smell the roses

@ Eu e as minhas bicicletas | 1/07/2015 às 9:33

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ estações ] [ flores ] [ odores ] [ primavera ] [ sentidos ]

O meu trajeto casa-trabalho-casa tem muito alcatrão, poluição e às vezes alguma confusão.
Mas também tem uma refrescante mixórdia de cheiros e tons floridos e coloridos que me enchem o ser.

Na primavera é o mar de flores e os seus muitos odores, no outono o cripitar das folhas secas, nas chuvas de verão o cheiro da terra molhada, no inverno o manto refrescante das brisas matinais, em qualquer estação o cheiro da relva cortada, e tantas mais...
São coisas que só os sentidos de quem anda nos elementos entende.

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E tu? Entendes?

Ou estás confinado a um ar condicionado (condicionado, got it?) e a cheiros químicos artificiais que te impingem para fingir que estás no meio das montanhas?

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Caravanas e bicicletas

@ Eu e as minhas bicicletas | 30/06/2015 às 17:10

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ caravanas ] [ parque de campismo ] [ turismo ]

No meu trajeto de commute por bicicleta passo muito perto do Parque de Campismo de Lisboa, que não conheço lá dentro mas pelo aspecto exterior e do que dá para ver até deve ser um bom parque e fica muito bem localizado.

No entanto os turistas/campistas que ali pernoitam tem poucas ofertas de transportes, e até a paragem de BUS que podia ser à porta (houvesse vontade) se situa a uns 500mts (é para fazerem uma mini-caminhada).

Agora nas Primavera e Verão vê-se as paragens cheias de pessoas com ar de estrangeiros a apanhar grandes secas à espera dos autocarros, quando quiça com uma ciclovia podiam rolar até Lisboa de forma simples, rápida e económica.

O Parque de Campismo até podia ter um novo modelo de negócio de aluguer de bicicletas e disso ter mais um retorno financeiro, mas não...

E há sempre muitos que trazem as suas próprias binas, tipo isto:

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Hoje no centro de Lisboa vi uma autocaravana com uma scooter atrelada, tipo isto:

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Mas o que mais me surpreendeu foi há uns meses ter visto na autoestrada, num dia que vim de motinha, uma brutal caravana com um Smart For2 atrelado, não era bem tipo isto mas era quase:

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Enfim, se as cidades não estão preparadas para as bicicletas as pessoas começam a trazer motas e carros para fazer campismo. Not good! :(

Para quem tiver curiosidade, pode navegar na Estrada da Circunvalação de Lisboa via o Google Street View e ver o que os turistas podias fazer de bicicleta mas não fazem: Entrada do Parque de Campismo

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Estudante, vem devagar

@ Bicicleta na Cidade | 29/06/2015 às 15:09

Temas: [ Bicicleta dell'Arte ] [ Bicicultura ] [ Notícias e Reportagens ] [ Para além de Lisboa ] [ trajecto ]

Texto originalmente publicado na revista B - Cultura da Bicicleta nº7, de Junho 2013.
 
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Ponte móvel em Roterdão, Holanda

Estudante, vem devagar
Uma história sobre como voltar de Erasmus sem dar por isso, atravessando a Europa de bicicleta.
 
O programa Erasmus que se popularizou nas últimas décadas tem dado a jovens universitários a possibilidade de viver até um ano fora do seu país e desfrutar da vida como se não houvesse ano seguinte.Filmes como A Residência Espanhola celebrizaram esse período quase sabático mostrando como é bom, por vezes, estar longe da família e das redes de proximidade, sentir-se livre e evitar confrontos constantes com o que é expectável de cada um. O Erasmus vem com prazo definido, para deixar claro desde o início que a vida louca e boa não durará para sempre, por mais que se tente prolongá-la um pouco mais. Foi enquanto tentava adiar o regresso que decidi voltar da Dinamarca em bicicleta, no verão de 2005. A história que aqui conto começa no fim desse ano vivido fora e é sobre um regresso demorado, cheio de pressa de viver.

Depois de 11 meses passados a absorver informação nova a um ritmo quase diário, o meu cérebro acabou por se habituar a esse frenesim e terá achado que seria um desperdício voltar de avião, perdendo a oportunidade de ver cá em baixo tudo o que existe entre aeroportos. Atravessar a Europa de bicicleta pareceu-me, então, a solução para os meus problemas. Havia feito dois anos antes uma travessia semelhante, aproveitando as vantagens de um outro programa europeu, o Interrail, e ficara-me a ideia de que a densidade habitacional deste continente deixava no terreno e na paisagem a sensação de quase nunca estarmos sozinhos ou isolados, fazendo desta travessia em solitário algo menor que uma aventura.

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Estrada nacional na Dinamarca que segue até à fronteira com a Alemanha

A Europa não tem o exotismo de outras paragens, sobretudo para um europeu, mas atravessá-la de bicicleta, imbuído num espírito de união fraterna entre nações e povos irmãos, que à época estava muito em voga, transportava em si uma ideia de road trip num contexto que nunca se torna muito distante das nossas referências – tudo tem um termo de comparação relativamente fácil e imediato, tudo se assimila facilmente deixando o viajante disponível para outras aventuras que não esbarrem no primeiro e mais elementar desafio de interpretação cultural. Além disso, um ano passado em Erasmus faz-nos criar uma rede de amigos espalhados pelo continente e esta viagem serviu também para visitá-los nas suas cidades de origem.

Tenho que ser honesto: a viagem não foi ultra bem planeada, não era isso que procurava naquele momento. Em vez de rotas cuidadosamente estudadas, locais de dormida e refeições, o que me apetecia era pegar na bicicleta e voltar para casa como se voltasse do trabalho. Uma espécie de commutingmais longo, de 20 dias, com paragens para visitar amigos. Para isso foi necessário enviar toda a tralha por correio de modo a poder viajar apenas com o essencial.

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A aldeia de Garrelsweer, Holanda, organiza a cada dois anos uma festa temática

Dinamarca

É difícildizer que optei por usar a bicicleta que me acompanhou durante todo o ano, pelo simples facto de nunca ter considerado outra possibilidade. Eu não deixava de ser um estudante com limitações orçamentais num país de preços altos e o meu veículo, comprado em segunda-mão, não deixava de ser uma bicicleta de supermercado, que lá são melhores do que as de cá, embora conservem o estatuto de opção barata e de gama baixíssima.

As hesitações fizeram-me partir às quatro e meia da tarde. Deixei a residência em Aarhus onde vivi durante o ano anterior com destino a Kolding, onde ficaria em casa de um amigo. Arrancar àquela hora tardia obrigou-me a gerir muito bem o tempo e o esforço para evitar chegar de noite, muito embora o céu não escureça totalmente no verão dinamarquês durante as breves horas em que o sol se desloca abaixo da linha do horizonte. É assim que se cura a ressaca dos invernos longos naquele país, com horas de sol abundantes no verão, sem estores nas janelas, muitas vezes apenas com cortinas brancas, e acordando ao som do chilrear dos pássaros às três e meia da manhã, o que ganhava contornos mais irritantes que bucólicos quando isso coincidia com a hora a que me deitava.

Até à fronteira com a Alemanha segui pelo caminho mais directo, a estrada nacional, onde quase sempre existe sinalização para ciclistas e uma berma larga para circular. A alternativa, mais bonita, era uma das ciclovias integradas na rede nacional daquele país que atravessam a paisagem por zonas onde a civilização, embora nunca longe, não invade o nosso campo de visão de forma tão constante. A Dinamarca é conhecida por ser um país plano, o que na realidade se traduz como sendo uma espécie de Alentejo, ou um constante subir e descer ligeiros que evitam a monotonia.

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Estrada agrícola na Holanda

Alemanha

Sente-se a cada esquina, em cada serviço e apoio prestado ao viajante, que a Alemanha é um país de gente habituada a viajar. No Reisezentren, um balcão que existe em todas as estações de comboios, ninguém estranhou quando pedi para comprar um bilhete até Emden com paragem em Bremen, onde planeava passar umas horas para conhecer a cidade. Viajar com uma bicicleta permite-nos chegar a qualquer sítio e conhecê-lo de uma ponta à outra em poucas horas, essa foi uma das descobertas que fiz neste regresso a casa.
Emden fica numa região fértil próxima da fronteira com a Holanda, junto ao golfo do Dollart, onde os caminhos agrícolas, feitos com placas de betão armado, estão integrados em rotas cicláveis com infografia disponível num mapa dedicado ao cicloturismo, à venda numa livraria perto de si.

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Ciclistas e ovelhas cruzam-se num caminho agrícola junto à baía de Dollart, Alemanha

Holanda

A próxima vez que alguém falar na Holanda como um país perfeito para andar de bicicleta, lembre-se disto: fazer muitos quilómetros numa paisagem plana é absolutamente fastidioso. Tal como me disse uma amiga húngara que fez Erasmus em Lisboa, “agora que voltei a Budapeste percebi que aqui tenho de estar sempre a pedalar”. Pois é, as colinas também descem. Disseram-me que a costa holandesa é bonita, mas atenção, o caminho que segui não era feio, apenas plano. Qualquer vantagem que se associe a um chão plano fica sem efeito perante um vento frontal, é como subir uma montanha sem as vantagens de ver a vista lá em cima.

Em Roterdão encontrei-me com amigos de Lisboa que estavam a fazer um curso de verão e, apesar de sermos da mesma cidade, naquele momento vínhamos de cantos opostos da Europa. É difícil a um português, quando sai do rectângulo por algum tempo, disfarçar o sentimento emigrante que exalta dentro de si, apelando à cultura popular da diáspora. Foi com eles que conheci a canção de Graciano Saga que inspirou o título deste artigo, “Vem Devagar Emigrante”, a história de um regresso a Portugal que acaba em tragédia numa estrada de Espanha servia-nos de mote jocoso à experiência de estar fora do país. A Holanda é tão perfeita que chateia, até a natureza foi domesticada. Nada como uma canção dissonante para lhe dar harmonia.

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Ferry-boat que atravessa a baía do Dollart, na fronteira entre a Alemanha e Holanda

Bélgica

Segui para Antuérpia, a cerca de 100 km de Roterdão, atravessando várias vezes a fronteira em Baarle-Nassau, um município onde a linha imaginária que separa as duas nações não é uma recta saída do Romantismo mas sim o resultado de vários tratados medievais que criaram enclaves belgas e holandeses dentro da fronteira maior entre os países. Vale a pena espreitar a história do local. De resto, atravessei a Bélgica com pressa de chegar à cidade francesa de Lille no 14 de Julho, grosso modo, o 25 de Abril da França.

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Fronteira entre a Bélgica e a Holanda em ciclovia

França

A partir daqui comecei a usar a bicicleta apenas para conhecer as cidades onde fui parando. O país é grande e os problemas mecânicos começavam a surgir. Em 2005, as carruagens dedicadas para transporte de bicicletas nos comboios franceses ainda eram novidade, pelo que aproveitei para experimentar o serviço. Sabia também que essa facilidade desapareceria assim que atravessasse os Pirenéus.

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Cidade de Gent, na Bélgica

Espanha

A minha bicicleta cruzou a Europa, levou-me a conhecer Barcelona em poucas horas e depois foi roubada. Um triste final que, contudo, resolveu o problema que seria transportá-la de comboio até Lisboa, implicando desmontar e guardá-la num saco próprio para transporte, que não tinha. A canção de Graciano Saga cumpriu-se uma vez mais, a tragédia aconteceu a um português em trânsito numa cidade espanhola e com ela foi-se a esperança de trazer aquela bicicleta para Lisboa.


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