ciclofilia [124] Ride like a girl

paulofski @ na bicicleta | 27/01/2015 às 9:00

Temas: [ ciclofilia ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ Canadá ] [ ciclismo urbano ] [ coisas que vejo ] [ dicas ] [ filme ] [ na neve ]

 

“Don’t be a wuss, ride like a girl. Magali Bebronne, Vélo Quebec spokesperson for winter cycling, gives a few tips on winter cycling in Montreal, on Friday, January 16, 2015.”


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A sinalização de manobras pelos ciclistas

Ana Pereira @ Cenas a Pedal - Escola de Bicicleta | 26/01/2015 às 8:47

Temas: [ Condução de bicicleta ] [ Dicas para condutores de automóvel ] [ bicicultura ] [ comunicação ] [ podcast ] [ sinais ] [ sinalização ]

Eu sinalizo sempre, porque nunca se sabe.

Como é que um ciclista pode, ou deve, sinalizar as suas manobras? Que manobras é que requerem sinalização? Como garantir que a mensagem passou? Como garantir que é seguro prosseguir com a manobra? O que pode correr mal ao sinalizar uma manobra com os braços? Oiçam este podcast na Rádio Estrada Viva e vejam se cometem o principal erro ali descrito.

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Inauguração de "Pedociclovia" de Algés

@ Eu e as minhas bicicletas | 25/01/2015 às 14:41

Temas: [ algés ] [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ ciclovia ] [ marginal ]

O convite estava feito pelo presidente da CMO... e hoje foi então inaugurado o troço da "pedociclocoisa" em Algés. 


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Os engravatados da CMO foram de carro obviamente.


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Eu tinha acabado de deixar a bina na oficina para mudar o eixo pedaleiro e fui lá correr. 

Está muito melhor do que estava mas é mais um projecto sem cabeça, não tem iluminação o que à noite vai ser giro. Não serve como catalizador da bicicleta e vai ser um equipamento para fins lúdicos aos fins-de-semana apenas.


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O presidente falou o politicamente correto mas as baboseiras de sempre. Alguém perguntou "Como vou de bicicleta para a praia?" e a resposta foi "Vai de barco." - enfim. 
Não fiquei mais do que o tempo do discurso e não ouvi a sessão de perguntas, espero que isso tenha sido captados por outros.

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Fui entrevistado por duas estações de TV, lamento mas voltei a engasgar-me todo na defesa da causa, xorry lá mas não tenho à vontade com as câmaras. 

O que está feito é melhor do que o que lá estava, é verdade, mas na minha parca e humilde opinião não é solução para os meios de transportes suaves serem adoptados. 

Foi dito pelo presidente e já hoje tinha lido as palavras de uma vereadora que vai haver um concurso para outro troço de ciclovia com prazo de conclusão até 16 meses e a rondar os 4 milhões  de euros. Se não era mais simples usar uma faixa da marginal e potenciar seriamente o uso dos meios suaves de transporte.

(ver aqui essa notícia: http://pedais.pt/vereadora-de-oeiras-desconhece-projeto-de-ciclovia-na-marginal/)



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Entrevista ao presidente da CMO sobre esta "ciclovia":
https://soundcloud.com/estradaviva/presidente-camara-de-oiras-pista-pedociclavel

A luta continua!
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Sobre as luzes nas bicicletas

Ana Pereira @ Cenas a Pedal - Escola de Bicicleta | 24/01/2015 às 8:53

Temas: [ Condução de bicicleta ] [ bicicultura ] [ luzes ] [ podcast ]

Para que servem as luzes numa bicicleta? O que diz a lei a este respeito? O que é importante assegurar em termos de iluminação ou visibilidade? É boa ideia ter luzes a piscar? Será que qualquer luz, independentemente da sua intensidade, é adequada? De que forma é que luzes inadequadas numa bicicleta podem potenciar quedas e colisões? Qual a relação entre a nossa posição na estrada e o nível de eficácia das luzes e reflectores em assegurar que somos detectados pelos outros condutores. Saibam a resposta a estas e outras questões neste podcast na Rádio Estrada Viva.

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"Ai... o menino não tem gaita?"

@ Eu e as minhas bicicletas | 23/01/2015 às 14:50

Temas: [ bicicultura ] [ buzinas ] [ campainhas ] [ peões ]

Há uns tempos levei um "raspanete" online de uma pessoa (a qual não conheço pessoalmente) que tem mais anos de experiência que eu nisto de circular de bicicleta em meios urbanos por eu ter mostrado em video e depois escrito que costumo apitar/buzinar/"campainhar" a alguns peões.

O facto é que já é o terceiro equipamento sonoro que tenho na minha bina Felicidade, a campaínha de origem não se ouvia. Comprei uma segunda que já tinha um bom timbre mas mesmo assim era demasiado soft.

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E mais tarde comprei a buzina maravilha que é bastante audível... apesar da minha mais que tudo dizer "Pareces um palhaço!".

É tão fixe que ofereci uma igual ao meu vizinho e amigo commuter e ele tb já não vive sem ela :)

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Mas ultimamente, pricipalmente à noite quando levo as luzes ligadas, às vezes em vez de buzinar (e eu faço-o a grande distância para não sobressaltar ninguém) tenho abrandado e faço-me sentir mais pelo rolar da bicicleta ou simplesmente digo "Com licença, obrigado!" ou "Se faz favor, posso passar? Obrigado" - que foi um bocado a orientação que a tal pessoa me fez passar num raspanete online em frente a demais comparsas da "bicicleta".

Sabem o que tem acontecido?
Dizem assim os peões:
"Ai... mas isso não tem gaita?"
"E a campaínha? Não toca?"
"Compra uma campaínha!"
"Toca a buzina!"

Basicamente sentem-se ofendidos por ser demasiado silencioso na aproximação, principalmente quando estão na ciclovia e abrando ao nível deles.

Já por mais que uma vez que apanho um bando de runners, já com alguma idade, que correm a ocupar toda a largura da ciclovia na Radial de Benfica, à noite. Por mais que uma vez que me aproximo, abrando, e como o foco de luz aponta para o chão e aquela zona é escura eles percebem a minha presença e desviam-se. Mas mandam sempre a boca: "Não tem campaínha?"

Desta última vez, assim que o foco de luz lhes atinge os pés em passada de corrida, buzinei...
"Andávamos a dizer mal do homem e afinal tem uma corneta! Assim sim!"

Preso por ter cão e preso por não ter. Vou continuar a fazer o que o meu bom-senso ditar.

Adenda:
Nem de propósito, no dia seguinte a escrever este post, à noite dei de caras com uns peões na ciclovia mas como só me apercebi tarde de mais não buzinei e rolei devagar até chegar perto.
Um deles sobressaltou-se e disse-me: "O amigo tem de comprar um apito!"

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reciclando [3] “quanto mais pedalo, mais poupo e mais ganho”

paulofski @ na bicicleta | 22/01/2015 às 14:40

Temas: [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ penso eu de que... ] [ reciclando ]

Notdottir

Quanto mais pedalo, mais poupo e mais ganho“. Ora essa frase lida e sabida levou-me a pensar no poder do pedal e nas possibilidades que poderia ter para as nossas cidades, especialmente na Imbicta. A crise não poupa ninguém. Os problemas da mobilidade urbana afectam a todos, no entanto são mais notados no quotidiano da população de fracos recursos, famílias numerosas, gente jovem e estudante, e nos mais velhos. As dificuldades de mobilidade não são apenas sentidas nas ruas desordenadas mas, cada vez mais, na gestão dos parcos orçamentos familiares, de quem necessita dos transportes públicos e/ou privados para se locomover. As políticas públicas de mobilidade urbana dependem muito do poder central e dos dinheiros comunitários, não sendo de todo pensadas para auxiliar as pessoas, quando muito para servir o mercado e o poder económico que este gera.

Aí entra a bicicleta. A bicicleta um veículo vantajoso e oferece à sociedade a aptidão suplementar de promover a mobilidade e igualdade. Muitos já percebem esta vantagem e aliaram a bicicleta como o seu veículo de eleição para o uso quotidiano. A bicicleta qualifica-se e promove-se como o meio de transporte por excelência. Afinal é o caminho mais justo e democrático para a construção de uma sociedade que privilegie a mobilidade por meio de transportes colectivos e não motorizados. A utilização regular da bicicleta, mesmo associada à utilização conjunta do transporte público e/ou do carro para qualquer tarefa, representa uma grande contribuição individual na mobilidade, na qualidade de vida social e na sustentabilidade ambiental. Tanto aqueles que pedalam regularmente quanto os que buscam meios alternativos para o fazer, reconhecem as dificuldades das grandes cidades, do volume de tráfego e da falta de um sistema viário perfeito. Uma vez que não é tolerável que cada um possua um carro e o use diariamente, o caminho mais justo e democrático à construção de uma sociedade que privilegie a consciência ambiental e a mobilidade, terá de ser privilegiada com a utilização de veículos colectivos e veículos não motorizados.

Muitos já deram conta disso, (isso dos benefícios do pedal para o nosso bolso, bem retratado neste estudo britânico do impacto do ciclismo sobre as economias) e também gostariam de optar pela alternativa, só que ainda não encontraram incentivos e meios seguros para empreender a mudança. Evidentemente que a mobilidade não motorizada causa dificuldades acrescidas e para alguns, esses factores limitam a sua praticabilidade, mas não podemos aceitar estes argumentos de ânimo leve. No que toca à mobilidade não motorizada, percebesse que o Estado e as autarquias pouco têm feito e apenas reafirma o modelo rodoviário como essencial para o desenvolvimento quando a razão seria por exemplo a elaboração de regulamentos pelo Estado que privilegiem a mobilidade não motorizada. Falta, portanto, coragem política e consciência social aos gestores públicos para empreender uma autêntica revolução, já para não falar da falta de infra-estruturas cicloviárias e de outras condições de segurança para pedalar.


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Viajar de bicicleta poupando dinheiro e fazendo amigos

Ana Pereira @ Viagens a Pedal | 22/01/2015 às 0:42

Temas: [ recursos ] [ alojamento ] [ bicicultura ] [ redes ] [ touring ]

Registámo-nos na rede Warm Showers em Outubro de 2014 e desde essa altura já alojámos 9 pessoas, em 6 ocasiões (tivémos 2 casais e um “casal” de amigos), e rejeitámos (por indisponibilidade) outros 11 hóspedes. Antes disso já tínhamos alojado três outras pessoas em ocasiões diferentes, uma em reciprocidade (tinha ficado alojada em casa dela em Copenhaga aquando da conferência Velo-City 2011), outra por acaso, e outra por referência da segunda. A experiência tem sido variável mas bastante boa. É enriquecedor contactar com pessoas de diferentes países, em tipos diversos de viagens, e inspira-nos a fazermo-nos também nós à estrada. :-)

Já tivémos connosco canadianos, belgas, um inglês, americanos, e um polaco (e antes, uma dinamarquesa, um austríaco e uma alemã). De viagens de 2 ou 3 semanas até viagens de 1 ou 2 anos ou mais, até um rapaz que já é efectivamente um nómada em bicicleta.

O que é a rede Warm Showers?

“Warm Showers” significa “duches quentes”. É “uma comunidade para ciclistas em viagem e anfitriões”. A comunidade Warm Showers é um intercâmbio gratuito de hospitalidade a nível mundial para viajantes em bicicleta. 1-Captura de ecrã total 20012015 142327As pessoas que estão dispostas a receber e alojar viajantes em bicicleta inscrevem-se e disponibilizam os seus contactos, e podem ter ocasionalmente alguém a pernoitar com eles e a partilhar boas histórias e uma bebida.

42 % dos ~51.000 membros da rede estão nos EUA, 40 % estão na Europa, e a língua franca na rede é o inglês. Portugal tem 229 membros neste momento, e apenas ~32 em Lisboa (daí, provavelmente, a grande procura que nós tivémos como anfitriões, logo desde início).  Desde 2012 que a rede tem tido um grande crescimento anual, duplicando o número de membros a cada ano.

O site tem uma secção de Perguntas Frequentes e já estão em português, podem saber mais aqui. Apenas em inglês, têm aqui dicas de como ser um bom hóspede, e aqui dicas de como ser um bom anfitrião.

Porquê ser anfitrião na rede Warm Showers?

Para viajar nas palavras e histórias dos hóspedes, ter contacto com outras pessoas, línguas, culturas, países, experiências, variar a rotina quotidiana, fazer amigos pelo mundo, e por reciprocidade – se um dia quisermos fazer-nos à estrada, ter feedback no nosso perfil de hóspedes que ficaram connosco e que gostaram da experiência dá-nos credibilidade, tornando mais provável encontrar, no futuro, anfitriões que nos queiram receber. E se realmente sonhamos viajar também, é uma excelente forma de ir aprendendo com as experiências dos outros!

Primeiros hóspedes oficiais Warm Showers: Dan & Kiri, lowgearlife.com

Primeiros hóspedes oficiais Warm Showers: Dan (& Kiri, que tirou a foto), lowgearlife.com

Porquê ser hóspede na rede Warm Showers?

Porque é mais barato, mais enriquecedor e mais interessante do que ficarmos sozinhos num alojamento formal comercial (que também sabe bem de vez em quando, claro, estarmos sozinhos, à vontade, sem os constrangimentos de estarmos “de favor” na casa e na vida de alguém). Conhecemos em primeira mão as pessoas e a cultura locais, e fazemos mais amigos pelo mundo.

Como aumentar a probabilidade de sermos aceites e bem recebidos por um anfitrião?

Tudo começa no nosso perfil: deve providenciar informação sobre nós, de onde somos, o que fazemos, que tipo de viagem estamos a fazer, ter feedback de outros anfitriões anteriores e até hóspedes, e idealmente ter algum blog e/ou perfil no Facebook que mostre aos anfitriões que aquela pessoa existe, tem um passado, passou por vários sítios e contactou com várias pessoas de forma positiva, e que comprove aquilo que o perfil ou a mensagem de contacto original diz. Queremos que o nosso perfil 1) seja interessante e 2) inspire confiança ao anfitrião.

A seguir, a primeira mensagem (e seguintes) de contacto com o anfitrião, a solicitar alojamento, que deve conter informações claras, os principais detalhes importantes, e inspirar confiança e empatia. Aqui fica uma sugestão de itens a incluir:

Olá [nome do anfitrião],
Obrigado pela sua oferta WS.
Estamos a viajar até [lugar] e começámos em [local] há [n] dias/semanas/meses/anos. Podem sabaer mais sobre nós e/ou sobre a nossa viagem neste [url] e neste [url] sites.
Gostaríamos de poder pernoitar em vossa casa de [data] a [data], por [n] noites.
Somos [n] pessoas [casal ou não]. Temos [ou não] uma tenda e/ou colchão e saco-cama, e contactámos [n] outros anfitriões em Lisboa.
Precisaremos [ou não] de lavar as nossas roupas – será possível fazê-lo em vossa casa, ou podem indicar-nos uma lavandaria self-service próxima?
Gostamos de nos levantar por volta das [horas], e coordenarmonos-emos convosco para não atrapalharmos a vossa rotina matinal quotidiana, claro.
Estamos neste momento em [local] e o nosso número de telemóvel é [número].
Obrigada, e esperamos o vosso contacto!

A WS é uma rede de intercâmbio de hospitalidade, não é uma rede de sítios onde ficar à pála, por isso é importante não fazer o nosso anfitrião sentir-se simplesmente usado, é importante que haja interacção e cooperação da parte dos hóspedes. Da mesma forma, normalmente os anfitriões recebem os hóspedes durante as suas vidas quotidianas normais, pelo que é importante minimizar o nosso impacto nos seus horários e nos seus encargos. Ficar apenas 1 noite pode não dar oportunidade de passar algum tempo com o anfitrião (ao jantar, por exemplo), dependendo dos horários de ambas as partes, e o anfitrião ganha pouco mais que roupa para lavar, e casa para limpar e arrumar, com aquela experiência. Ficar mais do que 3 noites pode perturbar demais as rotinas da família anfitriã. Nunca peçam para, nem esperem, ficar mais do que 3 noites – preparem o vosso plano B mas mantenham presente que se a experiência estiver a correr bem e se os anfitriões tiverem disponibilidade, além da vontade, eles próprios vos sugerirão para ficarem mais uma noite ou duas.

É importante notar que a rede de anfitriões Warm Showers é especificamente para pessoas que se encontram naquele momento a viajar de bicicleta – não apareçam a pé ou de carro…

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Alternativas e complementos à rede Warm Showers

Há outras redes mundiais de intercâmbio de hospitalidade (ver aqui), como a Couchsurfing que acredita que o mundo se torna melhor viajando e que as viagens são tornadas melhores pelas ligações, promovendo o intercâmbio cultural e o respeito mútuo, a The Hospitaly Club que acredita que fomentar este intercâmbio de pessoas aumenta a compreensão intercultural e fortalece a paz no nosso planeta. Estas são redes genéricas, não especificamente para ciclistas.

Este artigo tem umas boas dicas gerais de como ser um bom hóspede (aumentando assim o nosso “street cred” nas redes), está pensado para o Couchsurfing mas aplica-se bem a qualquer rede gratuita de intercâmbio de hospitalidade.

Vá lá, estão à espera de quê para se registarem e começarem a receber viajantes? :-)

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Dia XIII: o regresso a Lisboa

Ana Pereira @ Viagens a Pedal | 20/01/2015 às 12:11

Temas: [ férias ] [ Multimodalidade ] [ relatos ] [ Algarve ] [ bicicultura ] [ cicloturismo ] [ comboio ] [ intermodalidade ] [ Lisboa-Messines-2013 ] [ Sul ] [ touring ] [ Verão ] [ viagens ]

Este post faz parte de uma série: Lisboa-Messines-2013! As fotos estão aqui.
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Finalmente, no dia 31 de Agosto, sábado, regressámos a Lisboa. Pedalámos até à estação da vila, S. Bartolomeu de Messines, para tentar a nossa sorte com o comboio (nessa altura já não havia Regionais Algarve – Lisboa, e o Intercidades requer que as bicicletas sejam desmontadas e embaladas). Desmontar e depois remontar as bicicletas seria uma trabalheira desnecessária (enão tornaria os volumes assim tão mais compactos ou arrumáveis no comboio), por isso tentámos safar-nos com uma técnica intermédia:

  1. retirámos todos os sacos e bagagem da bicicleta
  2. rodámos o guiador
  3. bloqueámos os travões com abraçadeiras plásticas
  4. removemos os pedais
  5. prendemos a roda dianteira ao quadro com umas Rok Straps, para não se mover
  6. embrulhámos as bicicletas em sacos pretos opacos

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Infelizmente, quando chegámos à estação não estava lá mais ninguém e não conseguimos perceber onde pararia o comboio para Lisboa. Tratámos desta logística numa plataforma, mas entretanto chegou mais gente e foram para a outra – perguntámos-lhes e afinal era do outro lado, pelo que toca a fazer piscinas a acartar as bicicletas embaladas e os vários sacos.

Entretanto chegou o comboio. Tentamos perceber onde pararão as carruagens e se haverá alguma carruagem própria para bagagem mais volumosa. O revisor está à porta e olha para nós de alto a baixo – receamos o pior. Mira-nos e volta a mirar-nos e diz-nos que devíamos ter desmontado as bicicletas… Mas no final deixa-nos entrar. Ufa. Ele sugeriu-nos a zona da bagagem mas “fugimos” e ficámos no corredor porque achámos que seria mais prático para todos. Arrumámo-las ao alto e no início estávamos a pensar ficar lá com elas, mas depois vimos que não era necessário, as pessoas passavam bem, as bicicletas não caíam.

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As pessoas tinham que se desviar, para passar entre carruagens, mas dava perfeitamente.

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A catrefada de sacos e bagagem ficou ao monte atrás dos primeiros bancos de passageiros.

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Bonito embrulho, hein? :-P

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Entretanto, chegamos a Lisboa e optamos por ficar em Sete Rios.

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Junta-se novamente a tralha toda na plataforma.

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E desembrulhar é mais fácil e rápido que embrulhar e num instante estamos prontos para continuar viagem, agora até casa.

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Descemos as escadas rolantes em marcha-atrás.

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Ah, Lisboa, so welcoming. :-P

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E mais uns quilómetros a pedalar depois, chegámos bem a casa. A sensação de regresso a casa é também uma doce parte de viajar. :-)

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can’t miss [122] wp.clicrbs.com.br/ciclosdevida

paulofski @ na bicicleta | 20/01/2015 às 11:54

Temas: [ can't miss it ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ Brasil ] [ coisas que leio ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ testemunho ]

Preso na bolha sonhando com minha Bicicleta!

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“Se houvesse interesse da Sociedade e Poder Público, teríamos um transporte coletivo com muito mais horários, uma restrição ao uso do transporte individual motorizado e uma efetiva integração com as Bicicletas. Assim eu poderia pedalar 4 quilômetros até o terminal, deixava minha Bike no bicicletário (desde que fosse seguro) e chegava a 800 metros do meu trabalho/estágio que faria caminhando.

Este último parágrafo me lembrou uma frase que minha filha trouxe de uma pedalada que ela fez com a escola, no dia mundial sem carro, no Campeche, a frase dizia:

“Você não está em um congestionamento,
você é o congestionamento.”

Agora aqui sentado, preso, pensando na minha Bicicleta. A esta altura eu já estaria no meu compromisso e teria dado tempo de tomar meu café da manhã!”

(podes ler todo o testemunho aqui)


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ciclofilia [123] Bikes vs Cars – Trailer II

paulofski @ na bicicleta | 19/01/2015 às 8:00

Temas: [ ciclofilia ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ ciclistas no mundo ] [ coisas que vejo ] [ filme ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ outras coisas ]

“Bikes vs Cars depicts a global crisis that we all deep down know we need to talk about: Climate, earth’s resources, cities where the entire surface is consumed by the car. An ever-growing, dirty, noisy traffic chaos. The bike is a great tool for change, but the powerful interests who gain from the private car invest billions each year on lobbying and advertising to protect their business. In the film we meet activists and thinkers who are fighting for better cities, who refuse to stop riding despite the increasing number killed in traffic.

In the trailer you meet Aline Cavalcante in Sao Paulo, Brazil, From the same city also urban studies professor Raquel Rolnik and car salesman Nicolas Habib. Over the film we meet local historian and bike acitivist Dan Koeppel in Los Angeles. Joel Ewanick who defends the good souls of the car industry is a former top marketing director for General Motors, Porsche and more. He is now working with hydrogene car solutions in California.

Bikes vs. Cars, a new film project from BANANAS! * and Big Boys Gone Bananas! * director Fredrik Gertten.
Release 2015

Latest news about the documentary on facebook: facebook.com/pages/BIKES-vs-CARS/471560182885475
Twitter: twitter.com/bikes_vs_cars
Instagram: @bikesvscars”


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Yehuda Moon is back?

@ Eu e as minhas bicicletas | 18/01/2015 às 19:35

Temas: [ bicicultura ] [ comics ] [ yehuda moon ]

Andava eu a ver como comprava os livros do Yehuda Moon, via esses sites estrangeiros e tal, quando me lembrei que um grande amigo vai aos states em breve e então pedi-lhe para me trazer os 4 livros... espero que os consiga encontrar e trazer, sempre fica mais barato que mandar vir.

No entanto a razão deste post não é obviamente a notícia da minha futura aquisição, mas sim o facto de que os criadores do famoso comic strip terem lançado novas "vinhetas" após mais de dois anos de interregno.

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http://www.yehudamoon.com/
https://twitter.com/yehudamoon

Este já é antigo, mas hoje sentia-se assim o friozinho matinal... tão bom!! :)

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Please come back Yehuda!
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System Comic - sobre bicicletas e ciclismo urbano

@ Eu e as minhas bicicletas | 18/01/2015 às 19:35

Temas: [ bicicultura ] [ comics ]

Como recentemente o Yehuda Moon (http://www.yehudamoon.com) voltou "à vida" lembrei-me de procurar mais comics com foco na bicicleta, e encontrei variados mas o que me deu mais prazer de ler foi este do System Comic, pela sua simplicidade artística e pela mensagem humorística e satirizada.

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E tem muitos muitos mais aqui:
http://www.systemcomic.com/tag/bikes/
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Estudo Ciclovia Alfragide > Lisboa v1.0

@ Eu e as minhas bicicletas | 18/01/2015 às 19:35

Temas: [ alfragide ] [ bicicultura ] [ ciclovia ] [ estudo ] [ lisboa ]

Recentemente fui desafiado a tomar as rédeas de uma solução para o percurso que tanto venho bradando que tem de ser melhorado e como tal resolvi meter no "papel" as minhas ideias básicas e leigas sobre o tema.

Espero que desperte vontade nos demais e até me leve a mim a perseguir o tema com as entidades que tem responsabilidades no tema.

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Podem ver a v1.0 do documento aqui:
http://tinyurl.com/CicloviaAlfragideLisboaV1

ATENÇÃO:
Esta é uma possível proposta para solucionar aquele percurso, mas depois de ter lançado este repto já muitas outras ideias andam a circular, tais como outros desenhos de ciclovias, reduzir o volume de transito ou até criar naquela estrada um corredor BUS e apenas com acesso motorizado aos residentes. Esta minha proposta é um ponto de partida, não é necessariamente o ponto de chegada.

Espero que em conjunto com a MUBi ou a FPCUB, ou com as duas, se consiga fazer a obra acontecer sensibilizando quem de direito.

Se tiver um testemunho que possa facultar para anexar a este ou outro estudo por favor colocar nos comentários deste post.

Exemplo:
"Eu nome tal, residente em tal e com trabalho em tal, usando a bicicleta como meio de transporte e sendo utilizador do percurso tal e tal penso que dada a experiência tal e tal deveriam ser feitas as tais e tais melhorias."

Eu sozinho não sou nada, mas muitos e juntos podemos fazer com que algo mude, para melhor.

Por favor dê o seu singelo contributo, são apenas umas dúzias de palavras...

OBRIGADO!

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MAMIL e o respeito ao código da estrada

@ Eu e as minhas bicicletas | 18/01/2015 às 19:34

Temas: [ bicicultura ] [ código da estrada ] [ mamil ] [ prioridade ] [ regras ] [ respeito ]

Se procurarem na net por MAMIL irão encontrar muitos artigos sobre o tema, cujo significado é "Middle Age Man In Lycra"

Refere-se a uma "moda" que por cá tardou mas que apareceu agora com alguma força e que não mais é que a malta andar aí toda equipada de pés à cabeça como os "pros" do ciclismo e do btt.

Hoje precisei de ir a um sítio e fui de carro, passei na Marginal de Oeiras e em estradas ali para o Jamor e Queijas, e eram bandos deles... bandos enormes... MAMIL's!

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Não tenho nada contra e acho muito bem! :)

Pelo menos estes começam a adoptar estas atividades desportivas de bicicleta, o que é um primeiro passo. Estes ciclistas de fim de semana terão mais propensão a pegar numa bicicleta no dia a dia do que alguém que se desloca sempre e só de carro.

O que me custa é que tal como em todo lado há quem não respeite ou se dê ao respeito.

Em pleno dia vários desdes ciclistas de estrada vestidos de negro de cima a baixo, confundiam-se com as sombras e nem sempre são visíveis na estrada.

Vi muitos a não ocuparem o seu lugar, circulando nas bermas a alta velocidade - não devem ainda ter visto um video que por aí circula de um moço a fazer um 360º quando toca num objeto numa berma.

E quando vinha a subir ali a Av. Tomás Ribeiro de Queijas para Carnaxide apanho dois rapazes aí dos seus 50 a 60 anos totalmente MAMIL - eu admiro estas pessoas, a sério - que já deviam estar no final da sua volta matinal.

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Resolvi seguir as regras à risca.
Tinha traço contínuo e apesar de circularem à direita da estrada sem berma não dáva para deixar os tais 1,5 mts que a lei dita por isso fiquei ali atrás deles a 10kms/h, sem pressionar e a uma distância aceitável, não buzinei nem dei sinal de presença para além do normal barulho do motor.

Começou a formar-se uma fila de trânsito, óbvio.
Atrás de mim começam a buzinar-me! A mim!
Dois condutores não aguentaram e ultrapassaram-me a mim (ao meu carro), e aos ciclistas.
Ai e tal o código, a lei, e o camandro...

Os dois rapazes dos seus 50 a 60 anos já no final da subida e em claro esforço, já a uns 5kms/h fizeram-me sinal para os passar, pois estavam a ficar incomodados com a fila de trânsito que entretanto percepcionaram pelas buzinadelas.

Portanto, isto da lei é uma coisa muito bonita mas se ninguém cumpre de pouco serve...

No meu percurso de commute casa-trabalho, onde há muito espaço para se fazer uma ciclovia (ou troços de ciclovia) defendo que se deve segregar o trânsito pois aquilo não é uma rua mas uma estrada.

Não é viável acontecer este exemplo que aqui deixo de alguém respeitar o traço contínuo e ficar pacientemente atrás dos velocípedes. É utópico.
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É uma seta? ou é sinal de perda de prioridade?

@ Eu e as minhas bicicletas | 18/01/2015 às 19:34

Temas: [ bicicultura ] [ ciclovia ] [ código estrada ] [ prioridade ] [ seta ]

Hoje no trabalho um colega veio perguntar-me se havia alguma regra especial na ciclovia ali na Av. Gulbenkian, porque por mais que uma vez apanhou ciclistas que vinham a circular à esquerda e que lhe indicaram a ele, que ia à direita, que deveria ir para a outra faixa da ciclovia.

Há uns tempos também um outro amigo também me falou deste fenómeno de um ciclista que discutiu com ele por ele vir corretamente à direita, pois queria que o meu amigo circulasse à esquerda.

20141024_093740.jpg

No caso do primeiro não sei os motivos, mas deconfio que sejam os mesmo do segundo caso... é que o tal ciclista disse ao meu amigo: "Mas então não vês aqui a seta?"

É óbvio que é uma sinalização horizontal de perda de prioridade, pois a ciclovia acaba mas há um passeio e tem de se dar prioridade aos peões - é, são coisas um bocadinho mal feitas, ciclocoisas em cima de passeios, mas é melhor que nada!

Circular à esquerda... parece que é algo que alguns ciclistas interpretam como uma seta indicadora de fluidez de trânsito... pois! :(
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Já fizeste a tua boa ação do dia?

@ Eu e as minhas bicicletas | 18/01/2015 às 19:33

Temas: [ a minha rua ] [ bicicultura ] [ boa ação ] [ cml ] [ condições ] [ edp ] [ iluminação ]

"
Toda a gente critica,
Toda a gente tem muita pica,
Mas é na mesa do café que toda a acção fica,
Não há dinheiro que pague este solzinho…
Manda mas é vir mais um cafézinho
"
Toda a gente - Da Weasel


Enquanto a resolução de fundo sobre o percurso "Alfragide > Lisboa" estiver ainda a ser discutida por todos os interessados e intervenientes, fica aqui mais um pedido simples...

Use os canais oficiais para tentar melhorar as pequenas coisas que são obrigação da edilidade tratar.

Peço que invistam 2 minutos do vosso tempo em reportar/exigir que a CMLisboa atente a temas como iluminação, sinalização, pavimento, etc.

É super fácil e pode mesmo fazer a diferença, pode salvar vidas...

ocorrencia.jpg

Existem já algumas ocorrências sobre o tema da iluminação, da sinalização e do pavimento, mas se calhar só se forem muitas mais é que alguém vai dar a devida atenção...

1.º passo
Clicar aqui: http://lxi.cm-lisboa.pt/lxi/?application=NaMinhaRua
Aceitar os termos e condições e escolher a opção:
"Criar ocorrência em três passos"

2.º passo:
Pesquisar o local.
Local: "Estrada da Circunvalação"
Clicar em "Pesquisar" e escolher o único resultado que aparece.
Podem escolher um ponto mais para o lado do Parque de Campismo, a probabilidade de acertarem num ponto sem iluminação, com mau piso ou sem sinalização é bem superior a 50% :(

3.º 
Exemplos: 
  • "Liguem os candeeiros!"
  • "Falta iluminação pública."
  • "Coloquem sinalização!"
  • "Arranjem o pavimento!"
Ajudem a criar um mundo melhor! Não estejam passivos à espera que os outros tratem da nossa vida!

ADENDA:
O cidadão Pedro Duarte mandou-me esta dica para o caso específico da iluminação pública:
http://www.edp.pt/pt/negocios/apoioaocliente/faleconnosco/Pages/FormularioReclamacaoAvariaIluminacao.aspx

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A estrada em causa é esta:
https://www.google.pt/maps/@38.7309476,-9.2089982,3a,75y,159.71h,73.97t/data=!3m4!1e1!3m2!1s4avTeU8snUQn8o340gyu_w!2e0?hl=en

E nunca é mais pedir que deixem o vosso testemunho sobre o percurso aqui neste outro post, ó sff:
http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2015/01/estudo-ciclovia-alfragide-lisboa-v10.html

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A mini-me está a crescer...

@ Eu e as minhas bicicletas | 18/01/2015 às 19:33

Temas: [ bicicultura ] [ criança ] [ mini-me ] [ natal ] [ nova ]

... e o Pai Natal trouxe-lhe uma amiga nova!

Primeiro passeio a sério com a bicicleta nova andou quase 6kms! E ainda queria mais...

Agora com roda maior e cheia de vontade já dá para acompanhar os crescidos no jogging.

20141228_120114.jpg

20141228_121741.jpg

Obviamente que tivemos de personalizar a bicicleta, pois é uma daquelas que se vendem aos magotes e há muitas iguais por aí... (este modelo aparentemente é made in france).

20150104_172935.jpg

(farrapos de novelo, cestinha e campaínha da Kitty)
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Caminhos alternativos...

@ Eu e as minhas bicicletas | 18/01/2015 às 19:33

Temas: [ alternativa ] [ bicicultura ] [ caminhos ] [ lisboa ] [ mapas ]

Há efetivamente mais que um caminho para ir do ponto A ao B, então dentro das cidades as possibilidades são muito maiores que nas zonas suburbanas.

Desde que comecei a aventura do commute para o trabalho que já alterei pequenas opções de trajeto, mas recentemente fiz uma pequena alteração que me arrependo de não ter tomado há mais tempo.

Nem de propósito esta semana vi esta TED Talk:
http://www.ted.com/talks/daniele_quercia_happy_maps

roads.jpg

É que toldado pela ideia de usar a ciclovia existente na Duque de Ávila, esse era o percurso que sempre fazia. E apesar de ser mais "seguro" pois é segregado da via onde transitam os veículos motorizados, tem o risco acrescido de estar sempre mas sempre, sempre, cheio de peões, de carrinhos de bebé, de gente ao telemóvel, de velhotes de bengala, de gente com sacos de compras - ou seja, às vezes é um verdadeiro martírio.

Então comecei no sentido que vêm da Gulbenkian para o Instituto Superior Técnico a ir ao lado da ciclovia, posicionando-me na estrada, tanto mais que agora o Código da Estrada o permite. Logo aí ganhei pois dá para rolar muito mais depressa e o trânsito ali acaba por não ter um registo de velocidade muito alto. Mas também só o fiz por já ter ganhado traquejo, acredito que as ciclovias tem esse dom de trazer os menos afoitos para o uso da bicicleta, e depois com o tempo ganham asas e arriscam mais.

Então já que estava a abdicar da ciclovia e enveredar-me pelo asfalto em partilha com os carros, porque não tentar outros atalhos?

E foi aí que descobri a rua Pinheiro Chagas - um sossego! 
https://www.google.pt/maps/@38.73455,-9.151314,3a,75y,113.07h,88.62t/data=!3m4!1e1!3m2!1sP_MLSRiC5h0X9IFZpB3X5w!2e0?hl=en

Quase sem trânsito, e o que circula anda lento, e é fácil marcar posição na via!
Nem tudo é bom, pois o percurso depois perto da Maternidade e ao lado do Sheraton é mais desafiante, mas mesmo assim poupo 500metros, menos irritabilidade com os peões na ciclovia, poupo múltiplos semáforos e acima de tudo... é muito mais agradável!

Exemplo:

1.jpg

2.jpg


My advice: Try new routes!!!
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can’t miss [121] diariodecuiaba.com.br

paulofski @ na bicicleta | 16/01/2015 às 16:28

Temas: [ motivação ] [ bicicultura ] [ bike anjo ] [ Brasil ] [ ciclistas no mundo ] [ coisas que leio ] [ noticia ] [ partilha ]

Pedal de ouro

por: Rosildo Barcellos

“Com snipers nos telhados e brigadas de desativação de explosivos em alerta máximo o domingo na França foi sob tensão. Enquanto isto, em outra parte do mundo, especificamente no Mato Grosso do Sul vivíamos o clima da cordialidade. Na França milhões de pessoas solidárias ao não terrorismo. No Brasil, a chance e a oportunização ao recomeço. É fato que existem conquistas que são irrecusáveis e que tem íntima relação com os direitos humanos, onde estão alcançados o direito à vida, à liberdade e a responsabilidade de expressão além do direito a ser considerado naquilo que são convicções. Estes direitos, que também são deveres são irrenunciáveis.

Contrastando com o que no mundo se vê, paulatinamente, apoiando os pés no chão, a busca do equilíbrio. Ali naquele espaço estavam Jullyanes, Laynes e Viviannys e assim como os nomes as idades variavam, mas assim como na França todas lutavam por um ideal: A Liberdade. Cada uma com sua história, cada uma com sua dificuldade ou trauma, mas em comum…não saber andar de bicicleta. Às vezes se te perguntarem se você sabe andar de bicicleta para muitos vai parecer uma pergunta fácil de responder, mas não para aquelas que não sabem ou carregam alguma dificuldade de infância. Quantos tentaram e não conseguiram e outros tantos nem tentaram.

E desta vez o resgate a alegria da liberdade através dos pedais foram apresentados pelos Bike Anjos, que em Cuiabá, terá a próxima oficina no estacionamento da UFMT dia 25 de janeiro às 15 horas. Neste espaço podemos encontrar por exemplo: Edson Kubilha, campeão estadual de ciclismo de 2013 e que certamente vibra mais com o êxito de quem aprendeu a andar de bicicleta, do que o próprio aprendiz. A essência do trabalho dos Bike Anjos é resgatar a autoestima perdida, e transmitir a confiança necessária, para convencer o aprendiz da segurança do pedalar, ensinando técnicas e postura e apresentando a ideia do equilíbrio e da importância de se distanciar um pouco das aparelhagens eletrônicas para sentir a brisa no rosto.

A grande lição que fica é que nunca é tarde para aprender e a gente aprende com exemplos. Exemplos de lutas, exemplos de solidariedade e exemplos de vitória e superação. E por isso os abnegados “Bike Anjos” são ciclistas apaixonados pela vida, pela sua cidade e esperançosos por uma melhor qualidade de vida. Que tem por maior alegria ouvir a frase, entrecortada com um abraço “Muito Obrigado – Eu aprendi” e sonham ainda com uma cidade com menos poluição e mais carinho intercomunitário e ainda, que as pessoas sejam detentoras de uma convivência pacífica e harmoniosa. Certamente é disso que Cuiabá precisa, que Mato Grosso precisa e que o mundo precisa: Paz!”

Artigo publicado em: diariodecuiaba.com.br

(o bold é meu)


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as voltas que um cartão BRM não dá!

paulofski @ na bicicleta | 15/01/2015 às 16:22

Temas: [ ele há coisas! ] [ bicicultura ] [ bons exemplos ] [ cromos ] [ curiosidades ] [ es ] [ fotografia ] [ outras coisas ] [ randonneur ]

Flèche Minho

Depois de concluído com sucesso um Brevet Randonneur Mondial, o cartão de percurso que nos dão à partida e que levamos para nele carimbar e registar a nossa passagem pelos vários pontos de controlo, é devolvido à organização que o envia posteriormente para certificação no Audax Club Parisien (entidade que internacionalmente homologa os BRM). Mais tarde o cartão é devolvido ao bravo breveteiro, ora para o colar na caderneta de cromos, ora para partilhar no FB com os amigos ou provar à mulher o que andou a fazer.

Aqui há dias recebi uma mensagem dos organizadores a norte dos BRM, que aproveitando uma visita à VeloCulture em Matosinhos cravaram os nossos amigos duendes como fieis depositários de dois dos meus cartõezinhos BRM, o do Douro Vinhateiro 200 e o da Flèche 2014. Segunda feira passada, após o trabalho, passei pela megastore das biclas bonitas, que são sempre um bom tema de conversa, e recebi os papeluchos. Mais tarde, e uma vez chegado a casa, dei conta da falta dos cartões! Esperançado, coloquei a vã hipótese de os ter deixado esquecidos na loja, o que depois não se veio a confirmar. Aborrecido, percebi então que algures no percurso entre o Mercado de Matosinhos e a Prelada, no Porto, os papelotes voaram do bolso do meu casaco durante as pedaladas, e depois de um dia de chuva e vento intenso a esperança de os procurar e encontrar rapidamente se esfumou.

o brevet encontrado

Pois ele há coisas do carago! Esta manhã tive uma boa notícia, recebi um email dos Randonneur de Portugal informando-me que um taxista do Porto havia encontrado um dos meus cartões nas imediações do Norte Shopping. O benemérito taxista é, pelos vistos, “seguidor” da página facebookiana dos Randonneur e divulgou fotos do meu cartão Douro Vinhateiro, deixando o seu contacto. Esta tarde, ou o mais tardar amanhã, irei ao seu encontro para agradecer a sua simpatia, e se quiser, lhe oferecer um cimbalino. A esperança de também reaver o cartão da Flèche mantêm-se pois afinal a voltinha foi maior.

brevet Fléche Minho
A quem encontrar este pedaço de papel amarelo subo a fasquia e está por mim convidado para me acompanhar numa francesinha especial.

 


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