Bicicletas, Seguros e mau jornalismo

Miguel Barroso @ VELOCIPEDI@ | 29/07/2014 às 14:23

Temas: [ Bicicultura ] [ fpcub ] [ seguros ]

Depois dos tristes artigos de desinformação ontem publicados sobre seguros e bicicletas, com citações incompletas ou fora de contexto, e um título cuja intenção me pareceu ser a apenas o exaltar dos ânimos e criar má vontade em relação a quem circula de bicicleta, recomenda-se a leitura deste esclarecimento da FPCUB.

http://www.fpcub.pt/2014/07/nota-de-imprensa

O mau jornalismo da notícia da Lusa, foi repetido pelos jornais todos, e as caixas de comentários estão todas ao rubro... lamentável!
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porque pedalo?

paulofski @ na bicicleta | 29/07/2014 às 7:00

Temas: [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ ciclismo urbano ] [ coisas que leio ] [ fotografia ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ partilha ] [ penso eu de que... ] [ segurança rodoviária ]

fisheye
O que motiva o ser humano a fazer certas coisas não poderá ser enumerado ou psicologicamente quantificado… pelo menos no rigoroso sentido crítico que abarque todas as motivações. Todo mundo é diferente e por isso abomino os estereótipos. São os ciclistas urbanos indisciplinados? Eu sou um ciclista. Eu gosto de bicicletas e ainda não tenho uma ideia firme do porquê. Talvez esteja no meu sangue, uma espécie de herança. Parece que já nasci assim, com uma vontade incontrolável de sair na estrada e experimentar a aragem amena de um dia quente. Talvez seja por teimosia enfrentar a chuva e seguir de bicicleta para o trabalho. Talvez seja uma predisposição genética apreciar o gosto do suor. Talvez tenha uma compulsão psicológica para me fazer transportar e evitar gastar dinheiro em gasolina. Talvez seja maluco! Quem sabe? Tudo o que posso dizer é que não dependo do carro para chegar aonde quero ir.  Também gosto de conduzir em estrada livre, acelerar a fundo, curvar e derrapar mas, em consciência isso torna-me um egoísta. Conduzir na cidade torna-me tenso e stressado. Parado no trânsito sinto a necessidade de murmurar coisas horríveis, perco a calma e o controlo das minhas acções. Por mera arrogância ou quando algo não vai ao jeito de quem vê o tempo passar, vejo imensos disparates ao volante. Baseado na minha experiência, dentro de um carro, a minha linha de pensamento é que todos os outros automobilistas são patetas. Então, eu já não me importo de estereotipar os automobilistas. Deveria, ou não deveria?!

a húmidade faz a força
Talvez seja por isso, e não é para mim surpreendente, permanecem este tipo de “discórdias”. Antes mesmo de começar o meu discurso retórico, tenho de indagar que critérios se usam para se achar que determinada pessoa é ou não ciclista. Será que é porque essa pessoa dá as primeiras pedaladas em parques, ciclovias ou passeios? Será que é porque ele gosta de andar numa bicicleta de estrada, vestindo um kit ajustado e aerodinâmico? Será porque gosta de se aventurar no todo-o-terreno? Ou será que é simplesmente do tipo de pessoa que opta por se deslocar de bicicleta, assim quando uma criança utiliza sua primeira bicicleta para ir e voltar da escola, com a devida permissão dos seus pais? Qual é afinal a classificação de um ciclista? Isso certamente não pode ser dito assim ao de leve, nem seria francamente exigente que cada pessoa que anda de bicicleta não o possa fazer livremente, mas um ciclista é aquele que pedala.

#1 Farol de Alfanzina
Na verdade, a bicicleta antecedeu o automóvel. Antes de se ter inventado o motor a combustão fóssil e muitos anos antes dos carros se tornarem suficientemente acessíveis ao consumidor médio, a bicicleta era largamente utilizada para o transporte e até para o desporto. Antes mesmo de qualquer um de nós estar habilitado à condução automóvel certamente aprendeu a andar de bicicleta desde muito pequeno, pedalou nos passeios, passou vermelhos e fez tropelias em duas rodas. Qualquer um que assuma a bicicleta como ela é, um velocípede, estará a fazer muito mais do que outra pessoa que, na sua permanente dependência, dirige um carro para o trabalho, poluindo o ar, ocupando espaço, deixando o seu corpo e cabeça definhar. É um carro a menos. Optar por dar às bicicletas e aos seus utilizadores mais direitos, permissões e proibições rodoviárias iguais aos carros, vem simplesmente trazer alguma justiça e evolução. Não estou a dizer que as bicicletas têm o direito absoluto à estrada. O que estou a dizer é, partilhar é cuidar. Percebendo que todos são diferentes, que haja quem simplesmente opte por utilizar meios alternativos de locomoção, há ainda um longo caminho a percorrer pela coexistência, pela partilha do espaço urbano e rodoviário, contra a intolerância, pelo desenvolvimento sustentável do nosso país.

route222-108.143

Artigos importantes sobre semelhante temática:

http://cicloficinaoriente.wordpress.com/2012/12/27/os-utilizadores-de-bicicleta-sao-moralmente-incumpridores/

http://ocorvo.pt/2014/07/28/sao-os-ciclistas-urbanos-indisciplinados/


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can’t miss [104] biclanoporto.org

paulofski @ na bicicleta | 28/07/2014 às 8:10

Temas: [ can't miss it ] [ bicicultura ] [ ciclofaixa ] [ ciclovia ] [ coisas que leio ] [ Matosinhos ] [ mobilidade ] [ opinião ] [ outras coisas ] [ partilha ] [ segurança rodoviária ]

Matosinhos quer mais bicicletas – intervenção séria ou mero marketing e cosmética ?

mapa cicloviário proposto Matosinhos

“Diz a câmara de Matosinhos: “A instalação de uma rede de ciclovias na Quadra Marítima é o primeiro passo para um futuro alargamento deste projeto a todo o Concelho.”

Quem utiliza a bicicleta no dia a dia precisa de medidas globais e não locais. Ninguém vai com a bicicleta debaixo do braço para a quadra marítima para depois circular naquela zona com ela…

A rede de ciclovias é inútil. É preciso uma rede urbana pensada globalmente para o peão, a bicicleta, o automóvel, o metro e o transporte de pesados de passageiros. Se a câmara se deixou convencer por um qualquer técnico ou gabinete, ouça quem usa a bicicleta no dia a dia…

Honestamente, quando vejo estes anúncios camarários cheios de pompa, fico de pé atrás. Por uma razão muito simples. A maioria das ruas de uma cidade precisa de intervenção não para promover o aparecimento da bicicleta, mas sim para dificultar a circulação do automóvel privado.”…

(podes ler todo o artigo do Ricardo clicando aqui)


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Matosinhos quer mais bicicletas – intervenção séria ou mero marketing e cosmética ?

ricardocruz @ Bicla no Porto | 27/07/2014 às 14:05

Temas: [ Ativismo ] [ cidade ] [ estratégia ] [ bicicultura ] [ Matosinhos ]

Diz a câmara de Matosinhos: “A instalação de uma rede de ciclovias na Quadra Marítima é o primeiro passo para um futuro alargamento deste projeto a todo o Concelho.” Quem utiliza a bicicleta no dia a dia precisa de medidas globais … Continuar a ler
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fotocycle [140] a ponte é uma paragem (obrigatória)

paulofski @ na bicicleta | 25/07/2014 às 10:15

Temas: [ fotocycle ] [ bicicultura ] [ ciclistas urbanos do Porto ] [ Cosmica ] [ devaneios a pedais ] [ fotografia ] [ fotopedaladas ] [ Gaia ] [ Porto ]

a ponte é uma paragem


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