crónicas do dia, invenções em família, histórias de vida

paulofski @ na bicicleta | 27/07/2015 às 11:13

Temas: [ divulgação ] [ 1 carro a menos ] [ Almeida ] [ benefícios das pedaladas ] [ bicicultura ] [ Brasil ] [ ciclistas no mundo ] [ coisas que inventam ] [ coisas que leio ] [ e-bikes ] [ motivação ] [ noticia ]

Prática do ciclismo previne contra mortalidade precoce

Lídia Barbosa“Estudos internacionais mostram que o ciclismo previne contra a mortalidade precoce das pessoas e do planeta, além de resultar em economia financeira. No Brasil, o potencial é grande, mas os incentivos e as pesquisas sobre os benefícios da modalidade ainda são poucos

Essa é uma realidade que a técnica em saúde bucal Lídia Barbosa da Piedade, 53 anos, conhece bem. Ela começou devagar e, hoje, faz percursos de até 130km em sua bicicleta. Na infância, Lídia gostava de pedalar, mas só readquiriu o hábito há quatro anos, quando viu uma turma de ciclistas passeando pelas ruas de Brasília. Entrou em uma loja, comprou a bicicleta e passou a frequentar grupos que se aventuram dentro e fora da cidade. “Eu me apaixonei. Por dia, faço até 40km”, conta. Normalmente, ela sai para pedalar à noite, com os amigos do grupo. Mas, às vezes, também vai ao trabalho, no Setor Comercial Norte, sobre duas rodas.”…

(Continua a ler aqui)

Dois irmãos de Almeida transformam bicicletas a pedal em elétricas e triciclos

Armindo e Helder“Dois irmãos inventores autodidatas residentes na vila de Almeida, no distrito da Guarda, têm por passatempo transformar bicicletas normais em elétricas e em triciclos, para surpresa de amigos e de vizinhos.

Helder Gomes, de 53 anos, motorista de ambulância nos Bombeiros Voluntários de Almeida, criou um triciclo híbrido (elétrico e a pedal) a partir de uma bicicleta e Armindo Gomes, de 61 anos, desempregado, faz a alteração de bicicletas normais para elétricas.
Armindo e Helder, que pertencem a uma família que tem vários criativos, desde os avós aos netos, decidiram apostar na transformação de bicicletas a pensar no conforto e na diminuição dos custos com as deslocações diárias.
O projeto inicial de Helder Gomes, em 2001, consistiu na junção de um motor de combustão a uma bicicleta, mas desistiu da ideia porque necessitava de homologação para poder circular na via pública. Posteriormente, transformou a bicicleta em triciclo e, em 2014, adaptou-lhe um motor elétrico.
O bombeiro concebeu o triciclo híbrido com parte da estrutura da bicicleta, duas rodas de motociclo, duas trotinetes velhas, peças de uma máquina de lavar roupa e parte de um pneu de moto quatro (serve de assento).
“Só comprei uns parafusos na loja, o resto é tudo praticamente reciclado”, contou.”…

(continua a ler aqui)

Este homem só trabalha metade do ano. Nos restantes meses apenas viaja

Benedict“Não tenho vergonha de não gostar de trabalhar. Gosto de coisas simples. Tudo o que seja documentos e contas para pagar não funciona para mim. Aliás até me ‘stressam’, então decidi eliminar o que me fazia mal”, explica.

Ultra Romance, também conhecido como Benedict, de 35 anos, recusa-se a ficar fechado entre quatro paredes. Esta é a história de um norte-americano que só trabalha metade do ano e a outra metade passa a viajar na sua bicicleta.
O Business Insider dá conta que Ultra Romance acabou a sua licenciatura em nutrição há 15 anos, mas nunca viveu mais de seis meses no mesmo sítio. Como trabalho escolheu ter duas profissões: pescador ou guia turístico.
Nunca teve um carro e apenas tem uma conta bancária para vender e comprar peças da bicicleta no Ebay.
O norte-americano vive apenas com cerca de nove euros por dia e todo o dinheiro que vai arrecadando coloca em malas e enterra-as. Além de que dedica todo o seu tempo para estar em contacto com a natureza.
Para Ultra Romance, trabalhar 40 horas semanais é contranatura.
“Não tenho vergonha de não gostar de trabalhar. Gosto de coisas simples. Tudo o que seja documentos e contas para pagar não funciona para mim. Aliás até me ‘stressam’, então decidi eliminar o que me fazia mal”.
As suas viagens inspiraram um perfil no Instagram que conta com mais de 14 mil seguidores.

(fonte: noticiasaominuto.com/mundo)


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As imagens vendem, mas e ações?

@ Eu e as minhas bicicletas | 25/07/2015 às 17:40

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ comunicação ] [ imagem ] [ publicidade ]

Estes são apenas alguns exemplos, mas muitos mais haverá de certo, que demonstram que a "bicicleta" está na moda! É trendy!

Os marketeers, publicitários, jornalistas, profissionais da comunicação e comerciantes não são burros, quer dizer alguns até poderão ser menos inteligentes mas a maioria tem dois dedos de testa, e percebeu que a imagem icónica da bicicleta vende.

E que se há mais gente a usar a bicicleta então também há vantagens em colar a marca/produto/loja a essa imagem.

Passe a publicidade...

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Até o jornalismo foca-se na bicicleta, por exemplo no "Jornal i" que é um periódico que leio amiúde usa muitas fotos com bicicletas:

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Mas a questão de fundo é: 
E os políticos e decisores, serão na sua maioria asnos teimosos?
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aviso à navegação velocipédica, pédica e ortopédica

paulofski @ na bicicleta | 22/07/2015 às 12:04

Temas: [ Pelotão do Arrasto ] [ bicicultura ] [ Cosmica ] [ fotografia ] [ fotopedaladas ] [ longas pedaladas ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ Porto ]

As obras de requalificação na Avenida Gustavo Eiffel ainda condicionam a circulação, não só a rodoviária como a velocipédica, pédica e ortopédica. Agora, numa fase mais adiantada das obras, a atenção concentra-se na limpeza das escarpas, de construções devolutas e entulho acumulado, com derrocadas controladas. Há alturas do dia em que a circulação é interrompida por algumas horas, isto até pelo menos ao dia 6 de Agosto, pelo que nos foi informado.

obras Avenida Gustavo Eiffel
Hoje, na nossa pedalada madrugadora pela marginal, a caminho da barragem de Crestuma, ainda passamos pelo passeio e entre as pedras espalhadas pela via. Já no regresso, encontramos o trânsito interdito e não tivemos outra alternativa senão dar à sola, empurrando as biclas pela íngreme Calçada das Carquejeiras até às Fontaínhas. Claro que o momento foi aproveitado para esticar as pernas e tirar umas fotografias à maneira.

Calçada das CarquejeirasE com esta brincadeira, piquei o ponto atrasado! Shiuuu…


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estudo de conflitos entre veículos motorizados e bicicletas

paulofski @ na bicicleta | 21/07/2015 às 10:10

Temas: [ divulgação ] [ Aveiro ] [ bicicultura ] [ coisas que leio ] [ investigação ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ segurança rodoviária ]

Investigação de Luís Campos Oliveira, estudante do Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica

Mobilidade Ciclável“Chama-se “Mobilidade Ciclável: Modelação de Tráfego e de Conflitos Rodoviários” e é o tema da Dissertação de Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro (UA) apresentado por Luís Campos Oliveira. Esta Dissertação enquadra-se nas atividades da Plataforma Tecnológica da Bicicleta e Mobilidade Suave da UA, mais propriamente no projeto “Deslocações Seguras para a UA”, e teve como objetivo principal estudar os conflitos entre veículos motorizados e bicicletas nos percursos preferenciais para a UA, nomeadamente Estação Ferroviária de Aveiro – UA, no período de ponta da manhã, associado a um elevado volume de tráfego e onde a probabilidade de conflitos rodoviários envolvendo os veículos em estudo poderá ser maior.
Com a orientação da docente Margarida Coelho do Departamento de Engenharia Mecânica, pretendeu-se enquadrar no âmbito deste trabalho a utilização de modelos de simulação do tráfego rodoviário e de análise de conflitos entre veículos (VISSIM e SSAM, respetivamente) para construir diversos cenários.
Posteriormente foram estabelecidos cenários alternativos para melhoria da mobilidade Para tal, primeiramente foi realizada monitorização experimental, como forma de contagem do número de bicicletas a circular diariamente na cidade de Aveiro. Em seguida, foi criado um cenário base, que espelha a realidade do tráfego diário de veículos, e onde o número de bicicletas inseridas no software de modelação corresponde às observadas nas contagens realizadas. Posteriormente, implementaram-se outros cenários, denominados de alternativos, que tiveram como objetivo a simulação de alterações ao tráfego e estudo de alternativas, face à situação atual.
Realizadas as simulações, os dados de saída do modelo VISSIM serviram como dados de entrada para o modelo SSAM, onde se extraíram o número de conflitos que ocorreram ao longo dos trajetos definidos, e as medidas representativas da segurança rodoviária. A modelação e simulação microscópica de tráfego, aliada a modelos de análise de segurança rodoviária, revelou-se bastante importante na análise da situação atual, em Aveiro, e de possíveis alterações a realizar, e que iriam melhorar a qualidade da mobilidade ciclável através do aumento da segurança rodoviária.
A eficiência da rede de transportes é um assunto que preocupa governos e outros setores da sociedade, seja por motivações económicas ou ambientais. Além do elevado preço dos combustíveis, as externalidades associadas à emissão de poluentes são cada vez mais uma fonte de preocupação global Assim, têm surgido cada vez mais projetos e campanhas de sensibilização e promoção para a utilização diversificada dos vários meios e formas de transporte sustentáveis. É neste âmbito que se enquadra a bicicleta como uma mais-valia económica, ambiental e de saúde pública. A utilização da bicicleta nas deslocações quotidianas está em crescimento, não só em Portugal mas em toda a Europa. No entanto, um dos argumentos mais relevantes dados pelos cidadãos para não utilizarem a bicicleta com mais frequência, prende-se com a falta de segurança na via. O trabalho de Luís Campos Oliveira surgiu no âmbito desta problemática.”

Fonte: uaonline.ua.pt


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Odeceixe e mais uma estória dos "Funcionários"

@ Eu e as minhas bicicletas | 19/07/2015 às 13:02

Temas: [ bicicultura ] [ funcionários ] [ odeceixe ] [ praia ]

(Na onda da sátira "Funcionários" do livro "Quotidiano Delirante" do artista Miguelanxo Prado seguem mais umas estórias de pura ficção...)

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- Bem-vindo de volta Senhor Engenheiro. Esse descanso? - perguntou o rapaz com um sorriro trocista.
- Obrigado rapaz! Obrigado... foram umas boas férias!
- Então, onde foi?
- Há anos que um velho amigo me andava a desafiar para ir conhecer as suas paragens, e assim este ano em vez de ir para os brasis ou méxicos fazer praia resolvi ficar por cá.
- Pois, com tão boas praias no nosso país...
- É, mas para mim férias tem de ser ir de avião e para um sítio diferente e longe daqui... tás a perceber rapaz? - diz o engenheiro com a soberba de quem tem dinheiro e os outros não.
- Mas foi para onde então? Conte lá...
- Ópá, fui para Odeceixe, conheces?
- Então não!? Uma das melhores praias do país. É excelente para tudo. Para a criançada, para o surf, para descansar pois não tem muita gente, e tem o rio que é uma alternativa quando a maré está brava, até para correr e andar de bicicleta, e a comida é muito boa... um paraíso...


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- Por acaso também gostei, mas pena é a falta de acessibilidades.
- Como assim?
- É pá, demora-se muito a lá chegar... é só estradas e estradinhas... falta uma autoestrada naquela zona?
- Uma quê...? - questionou o rapaz supreendido mas ao mesmo tempo resignado.
- Uma autoestrada! Aquilo é logo ali mas como é por estradinhas com curvas e pelo meios dos montes demora-se muito tempo...
- Mas é o ideal para quem vai de passeio ou de bicicleta até, há muito turista que viaja de bicicleta para essa zona litoral... acredito que viu muitas não?


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- Então não vi? No meio da estrada a atrapalharem, e mesmo na zona da vila ou da praia muitas delas... olha, e até tenho uma estória para te contar sobre isso das bicicletas... Esse meu amigo é lá da Junta, sabes como é, somos um networking, troca de conhecimento e tal, uma ajuda aqui, outro ajuda ali... e há uns anos pediu-me ajuda para isto da mobilidade e tal...
- A sério?
- Sim, sim rapaz. Eu percebo de mobilidade! Então mandou-me umas fotos e uns croquís para eu lhe dar a opinião. Era para meterem lá um parqueamento de bicicletas, para as arrumar todas e não andarem espalhadas lá na zona da praia.
- Hmmm, estou a ver... para não incomodarem os carros?
- Isso! Vês como estás a aprender? E então estive lá e vi in-loco a obra que foi feita com as minhas orientações...
- À distância? Fez avaliações e orientações à distância? Sem conhecer o local e a sua vivência?
- Ó rapaz, quando se tem traquejo é assim... Mas fiquei muito decepcionado!
- Foi?
- Pois foi! Sabes porquê? Porque os turistas ciclistas e os utilizadores de bicicleta não sabem dar  valor ao trabalho e esforço que fazem por eles. Quer dizer, abdica-se de um excelente lugar de estacionamento automóvel para colocar uma estrutura que custou dinheiro e em vez de usarem, sabes o que fazem? Sabes?
- Sei pois...
- Pois não sabes... ah sabes, como assim?
- Deixe-me adivinhar... em vez de usarem uma estrutura estrategicamente colocada longe de tudo e de forma a não incomodar, os sacanas vão e prendem as bicicletas aos locais mais inusitados - diz o rapaz com tom sacástico mas sem o engenheiro entender.

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- EXATO!!! Aquilo tem lá espaço de sobra, ah e tal tem de ter um lugar permanente para ambulâncias, ok tudo bem, tem de ter um lugar para deficientes e como é óbvio tem de ser o melhooor lugar de todos... - diz o engenheiro com tom de asco - sim, porque o lugar está sempre às moscas, por isso vamos de reservar o melhor lugar para ficar sempre vazio.
O rapaz já torcia os olhos, mas continuava sereno a ouvir.
- ... e depois está um lugar para a Junta, isso tem de ser, não vai o esforçado e deligente representante de junta ter de deixar o carro longe de tudo, e depois um lugar para as autoridades, a GNR, também faz sentido, mas está quase sempre vazio, e depois um excelente lugar para bicicletas, que também está vazio. Portanto temos ali mesmo em frente à praia uma zona reservada para quase ninguém usar, fica um espaço amplo e desafogado, sem sentido.
- Sem sentido?
- Podia muito bem caber ali bem alinhados uns 6 a 7 carros, mas não... e mais, estacionam as bicicletas agarradas mesmo ao pé de um sinal de proibido parar e estacionar. Esses ciclistas não sabem as regras?
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- As regras que foram feitas para... os carros?
- Não interessa, regras são regras!
- Já lhe ocorreu que quiça os estacionamentos de bicicletas é que são mal feitos e mal pensados, e por isso ninguém os usa?
- Já me ocorreu, mas é uma ideia absurda, obviamente que não é assim. Se são bons lugares porque não os usam?
- Se calhar porque não são bons, se calhar as estruturas são entorta-rodas, se calhar são longe da vista, longe de locais onde as pessoas sentem mais segurança, as pessoas deixam as suas bicicletas o mais perto possível do local para onde vão, é uma das vantagens da bicicleta, não a vão deixar a 300 metros, ou mesmo a 50 metros se as podem deixar mesmo ali "à mão"...
- Isso é que não faz sentido nenhum. Quem anda de bicicleta não se importa de fazer exercício físico, se já veio de bicicleta o que são mais 50 metros? Já eu que vou de carro, que não quero fazer exercício, deveria ter lugar mesmo "à porta", isso sim, faz sentido...
- Ah!! - rematou o rapaz que achou que já nem valia a pena continuar a conversa.


A estória é fição minha, mas os suportes são reais.
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