coisas que tal…

paulofski @ na bicicleta | 31/10/2014 às 9:00

Temas: [ motivação ] [ Afurada ] [ bicicultura ] [ devaneios apeados ] [ dono babado ] [ fotografia ] [ outras coisas ] [ Sua Alteza ]

Empoleirado em tubos de geometria elementar, impulsiono-me através do espaço, zunindo entre veículos, balançando nas curvas. Noção e percepção, olhos e ouvidos bem abertos que me permitam antecipar, traçar movimentos, deslizar na constrição urbana. O feitiço da estrada superando dificuldades, os montes, a brisa que me sopra no rosto. Na minha bicicleta, transpiro, inspiro, sou potência e explosão, dono do meu próprio caminho, senhor do meu destino. Aproveito cada momento.

superstições


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Os peões e as bicicletas não precisam de semáforos

@ Menos Um Carro | 30/10/2014 às 11:19

Temas: [ mobilidade ] [ bicicleta ] [ ditadura do automóvel ] [ tráfego ] [ bicicultura ] [ semáforos ]

Esta foto dum cruzamento* na Holanda tem muito para nos ensinar sobre a gestão da mobilidade urbana, e o transtorno que causam os automobilistas** nas restantes pessoas.
Nos pontos A (onde se cruzam peões com peões), B (peões e bicicletas) e C (bicicletas e bicicletas) não é necessário qualquer semáforo ou regulamentação complexa. O ponto A é óbvio, mas B e C não são óbvios para quem nunca viveu numa cidade dominada pela bicicleta. Apesar de ser um cruzamento com tantos peões, como bicicletas e automóveis (passei lá muitas vezes), em B basta o bom-senso e em C basta uns triângulos no chão a indicar quem deve dar prioridade.
Os pontos D (carro com carro), E (carro com bicicleta) e F (peão com carro) têm algo em comum: envolvem carros e por isso, e apenas por isso, necessitam de semáforos. Os semáforos são assim uma imposição dos automobilistas ao restantes utentes da via.

Pensa nisso.

Por cá, estamos tão agarrados ao paradigma automóvel, que nem imaginamos que possa haver uma diferença entre gerir cruzamentos com bicicletas, e cruzamento com automóveis. Isso é claro na incompreensão que há em relação à maior responsabilização que um automobilista deve ter na cidade face a um ciclista, à possibilidade de haver ruas com dois sentidos para as bicicletas mas apenas um para os automóveis, ao diferente significado que um sinal vermelho deve ter para uns e outros, etc. Nada melhor para o mostrar do que esta foto, de uma "ciclovia" portuguesa com passagens de peões de 50m em 50m, algo inexistente na Holanda. A foto foi tirada no Barreiro, mas existe noutros locais como em Espinho, e o mesmo modo de pensar nas "ciclovias" de Lisboa.

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*Este cruzamento não é uma excepção. Todos os cruzamentos na Holanda são assim.
**Os transportes públicos (que por levarem muitas pessoas em cada veículo) também podem conviver facilmente com o peão como abordei nesta posta.

 

Adenda: este vídeo da hora de ponta em Utreque (Holanda), mostra bem como é tão fácil conciliar dezenas de bicicletas a cruzarem-se.

 

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Em 2013 foi assim

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 29/10/2014 às 17:39

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ Festival da Bicicleta Solidária ] [ Festival da Bicicleta Solidária 2013 ] [ girl ] [ Lisboa ] [ sol ] [ tejo ] [ Terreiro do Paço ]

Aqui ficam, quase um ano depois, as fotos do Festival da Bicicleta Solidária de 2013.

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Dia 9 de Novembro esperamos por todos vocês, para que o IV Festival da Bicicleta Solidária seja ainda mais espetacular!

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de uma hora para outra

paulofski @ na bicicleta | 27/10/2014 às 12:55

Temas: [ motivação ] [ bicicultura ] [ dicas ] [ fotografia ] [ noite tripeira ] [ opinião ] [ outras coisas ] [ penso eu de que... ]

lusco fusco
Se os seres humanos não tivessem baseado a rotina das suas vidas de acordo com o tempo não teríamos problemas associados ao dia e à noite. Viveríamos as nossas vidas de acordo com os nossos próprios ritmos, quando comer, quando dormir, quando acordar, quando sair para trabalhar… Eu prefiro o horário de verão, quando os dias são mais longos e iluminados, mas a Natureza guia-nos à luz da sua lei e só nos resta estar em sintonia com ela. Apesar de ainda estar algum calor, lentamente, vão sendo deixados para trás os grandes dias de verão e para manter o máximo de luminosidade entre o nascer e o pôr-do-sol lá tivemos novamente de atrasar os ponteiros dos relógios. O ciclo natural do tempo lembra-nos que estamos novamente a caminhar para o Inverno. Infelizmente, no mundo moderno, todos vivemos as nossas vidas em uníssono. É uma questão de sobrevivência. Somos governados por um regime de contagem do tempo. Sem a sincronização da sociedade jamais teriam inventado os despertadores, cujo único propósito é nos acordar artificialmente para o início do dia. O ruído nos impulsiona para a acção, arrasta-nos para fora da cama, muitas vezes quando ainda está escuro lá fora, porque o relógio diz que é “de manhã.”! Assim, podemos enganar os nossos corpos e pensar que vivemos em harmonia com a ordem natural das coisas.

Um ciclista experiente está preparado para pedalar na escuridão. Quando os seus trajectos, matinais ou do fim do dia, são feitos na escuridão, recorre à iluminação artificial para o ajudar a clarear o seu caminho, impedir de andar sobre destroços ou desviar de obstáculos que surjam no seu caminho. Quando a iluminação das ruas é forte o suficiente para enxergarmos bem, mesmo assim, para nos proteger de coisas à espreita em cada cruzamento, dá jeito usarmos uma vestimenta reflexiva que nos torne mais atraentes, para que os automobilistas e peões nos detectem e identifiquem. Pedalar na escuridão absoluta também pode ser misterioso e ofuscante. Não desgosto, só me torna mais lento e cuidadoso, porque eu quero descortinar o piso onde coloco as rodas, ver bem o que se passa à minha frente, adaptando a minha velocidade à minha capacidade visual. Depois de um tempo os olhos ajustam-se à visão nocturna e fico mais alerta. Os detalhes estão escondidos e a iluminação escassa lança sombras amorfas, mas pedalar à noite tira-me o sono. E enquanto o Outono me oferecer umas horas extras de luminosidade, vou aproveitar o bom tempo. Afinal é só esperar oito semanas para o solstício de inverno e voltar a ver os dias a alongar, para no último domingo de Março voltarmos a adiantar os relógios em sessenta minutos.


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Bicicleta Solidária está de volta

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 27/10/2014 às 11:40

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ Festival da Bicicleta Solidária ] [ Festival da Bicicleta Solidária 2014 ] [ Lisboa ] [ Terreiro do Paço ]

Já na sua 4ªedição, dia 9 de Novembro vamos ter mais um Festival da Bicicleta Solidária, organizado pela FPCUB.

E claro, inserido na programação, teremos o passeio bem no espírito Cycle Chic:

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E o que diferencia um passeio Cycle Chic? O seu carácter não desportivo: será um passeio a um ritmo bastante calmo e descontraído, num percurso acessível a todos, dos 8 aos 80 (aliás, já tivemos crianças de 5 anos a fazer passeios completos de 12km, pois o ritmo é mesmo descontraído). Não há qualquer código de vestuário, mas dadas as características do passeio, os participantes podem ir vestidos normalmente, dispensando-se assim qualquer equipamento desportivo!


O percurso será mais uma vez bastante fácil, e terá menos de 10km – para os menos habituados a estes passeios, não se assustem pois será mesmo acessível a todos!

Inscrições GRATUITAS mas obrigatórias em http://www.fpcub.pt/2014/10/iv-festival-da-bicicleta-solidaria-9-de-novembro onde podem saber mais sobre o festival, e quais as atividades que por lá vão acontecer.

Já sabem, dia 9 de Novembro, Domingo, concentração pelas 10 horas no Terreiro do Paço. E não se esqueçam de trazer géneros alimentares para a recolha que será feita no festival.

(PS. ainda estou em falta com as fotos do passeio do ano passado… amanhã ou depois já aqui vão aparecer!)

 

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