Mais conforto na Tern GSD : espigão de selim com amortecedor

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 19/01/2020 às 22:15

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Uma das desvantagens da Tern GSD, uma das poucas, é a falta de qualquer tipo de suspensão/amortecimento.

Apesar dos seus pneus largos que absorvem muito das vibrações, qualquer pequeno buraco ou desnível levam a um desconforto quer nos braços pela vibração do guiador quer do espigão do selim que propaga esses choques para a espinha dorsal.

Se fosse tudo ciclovia ou se fosse tudo alcatrão lisinho não tinha problemas, mas os nossos pisos não são assim tão confortáveis.

Podemos reduzir esse desconforto pelo nível de ar nos pneus, que vão desde os 2 aos 4,5 bars. Mas pneus mais vazios rolam mais lento em qualquer piso e mais cheios apesar de acelerar a viagem ficam mais duros e recebem mais das vibrações que se propagam pelo quadro e pelo ciclista.

"Inflate to the upper limit for a faster ride. And to the lower limit for a smoother ride."
https://www.ternbicycles.com/support/techtips/pump-it

Assim que andei a indagar e um dos meus parceiros destas aventuras do uso da bicicleta, o António P, já me tinha falado de uma solução que arranjou para a bicicleta dele.

Um espigão de selim com suspensão! 
Que coisa moderna...

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Com uma opinião tão positiva e depois de ver alguns videos e outras opiniões em blogs e site, resolvi comprar a ver se ajudava nestes meus quase 40 kms diários.

Decidido então mandei vir aqui deste site:
https://www.bike-discount.de/en/search?q=suntour+seatpost

Montar é extremamente simples, bastou tirar o espigão original e substituir pelo novo, ajustar a inclinação e voilá! (só tive de pedir a chave dinamométrica ao meu vizinho Paulo que é um engenhocas e tem essas cenas todas... provavelmente não era preciso mas não queria estar a estragar)


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Até vem com uma capinha para proteger, mas é mais para quem usa no BTT e cenas sem guarda-lamas.

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Apesar de funcionar os suportes do selim ficam mesmo colados à "cabeça da suspensão" do novo espigão, e parece-me que vai acontecer o que este moço reporta neste outro blog Tour On A Bike e não Touro Na Bike :)
https://www.touronabike.com/sr-suntour-sp12-ncx-suspension-seat-post-review/

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Estou desconfiado que vai desgastar dado o contato com os suportes do selim, por estarem tão perto ao fazer o amortecimento parece-me que vai roçar bastante. Se fizerem zoom à imagem la´mais em cima verão que já está a desgastar :( A ver se ajusto ao máximo que possa para tentar não roçar tanto.


Ver aqui estes videos de como isto funciona:

https://www.youtube.com/watch?v=_R2hFZqdiws

https://www.youtube.com/watch?v=G3kB4z8vAyc

Para já a experiência tem sido muito positiva! Obviamente que as vibrações no guiador continuam a sentir-se mas na coluna há uma melhoria significativa.

Com o tempo darei uma opinião mais fundamentada, mas até ver parece-me um excelente upgrade! O primeiro que fiz na Gestrudes - exceptuando o descanso central que foi uma peça oferta da marca a substituir a de origem que admitiram não ser de boa qualidade, pelo feedback dos seus clientes e pelo uso do modelo que tem apenas dois anos e pouco no mercado.

Mas dizia... até ver foi uma excelente decisão e compra!
As minhas costas e o eu do futuro agradecem estes cuidados com a saúde :)
 

A Gestrudes é a eBike do Ano

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 15/01/2020 às 9:51

Temas:

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«The Tern GSD is our cargo e-bike of the year, and also our overall winner. We’ve tested the GSD in two builds over the last two years, and one abiding feeling remains: this is the most useful and practical bike you’re ever likely to own.

The GSD is built around a long-tail frame and 20-inch wheels. The long-tail design means there’s masses of room at the back – enough for a weekly shop or two passengers – while the small wheels mean that the overall footprint of the bike is no bigger than a standard city bike. Even better than that, the GSD flips up on its end and the saddle and handlebars fold down, so it takes up barely any space at all. The ride position is highly adjustable, so anyone in the family can use it with just a few quick tweaks.

It’s easy and fun to ride – there’s no learning curve like you get with a box bike – and it’s a rare day you come across a situation or a load that the GSD won’t take in its stride. With loads of different options for carrying cargo, children and grown-ups, you can configure it exactly how you need it and it can grow with you as your family grows. 

It’s a genuine car replacement, and perfect for city living. The more expensive S00 build we tested this year is great if you’re looking for a heavy-duty workhorse, but the S10 is enough bike for nearly any situation and a grand cheaper, so that’s still our favourite one and the only bike so far to have got a full five stars.

Why it wins: It’s the most useful and practical bike you’ll ever own. Every home should have one!»

https://ebiketips.road.cc/content/news/ebiketips-e-bike-of-the-year-awards-201920-2259


Vale o que vale pois cada um avalia as coisas conforme as suas necessidades, mas fico feliz por saber que a minha escolha foi a escolha certa, aos olhos de outros que têm outros fatores em consideração e comparando com outras eBikes.

Continuo mega satisfeito com a aquisição! So far, so good!

 

Sair da caixa…

Rafael Sousa @ Braga Ciclável

Publicado em 11/01/2020 às 9:30

Temas: Opinião Bicicleta Budapeste neve Rafael Sousa


Uma recente visita a Budapeste despertou-me a refletir sobre a forma mais autêntica de conhecer uma cidade, no que respeita à mobilidade. Cada cidade tem disponível um leque mais ou menos variado de meios de transporte e vias de comunicação. Na escolha dos consumidores pesam diversos factores como a proximidade, rapidez, preço e comodidade. Poucas vezes atentamos ao prazer da viagem e a tudo o que podemos desfrutar com a mesma.

Com 300 km de ciclovias e uma alargada rede de bicicletas partilhadas, a capital magiar coloca ao dispor de habitantes e turistas, uma muito importante forma de mobilidade. Este incremento da bicicleta na cidade, é recente, e simultâneo ao grande crescimento do número de visitantes. Existe um visível ensejo político na promoção desta forma de mobilidade, a comprovar pela existência de estruturas adequadas e pela equilibrada partilha do espaço público entre peões, ciclistas e automobilistas.

Mas então o que traz vantagem à bicicleta relativamente a outras formas de mobilidade, no que diz respeito ao conhecimento das dimensões de uma cidade?

Sentados no selim, os nossos roteiros são sempre únicos e muito mais determinados pela nossa vontade do que por roteiros rígidos e padronizados. A aproximação, quer às pessoas, quer ao ambiente circundante acarreta uma humanização muito superior aos transportes motorizados, e permite sentir o verdadeiro pulsar de uma cidade.

Entusiasma-me, o facto de terminada a nossa viagem, a bicicultura permitir transportar as dimensões referidas para a nossa cidade, possibilitando redescobrir a região onde vivemos. Podemos desta forma, substituir o ar condicionado das rotineiras viagens de automóvel, pelo ar fresco que nos toca na face como uma lufada de ar fresco diária.

De Budapeste para Braga existem diversas diferenças, com especial relevância para as condições de segurança proporcionadas aos ciclistas. Convido, portanto, todos os leitores a “sair da caixa” e a sermos eternos turistas do nosso território.

 

can’t miss [206] facebook.com/Gasto-Meu-Salário-Com-Bikes

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 9/01/2020 às 19:46

Temas: can't miss it as biclas sabem nadar benefícios das pedaladas bicicleta ciclismo cicloturismo coisas que leio coisas que vejo mobilidade motivação opinião outras coisas partilha penso eu de que... testemunho

Andar de bicicleta

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“Um dia vou ficar velho e não poderei mais conduzir a minha bicicleta e ela vai ficar na minha garagem como um troféu das minhas memórias.
Conheci pessoas com o mesmo espírito, as quais me ensinaram alguma coisa, conheci outras que fico feliz por tê-las esquecido.
Algumas vezes me molhei, passei frio, senti calor e medo, caí e levantei, às vezes me feri.
Mas também sorri muito dentro de um capacete.
Falei inúmeras vezes comigo mesmo, cantei e gritei como um louco.
Sim, houve vezes em que eu chorei.
Vi lugares maravilhosos e tive experiências inesquecíveis.
Encarei curvas, daquelas que nem eu mesmo sei como saí inteiro e depois estive em outras mais perigosas.
Parei mil vezes para observar uma paisagem e falei com desconhecidos, me esquecendo daqueles que vejo todos os dias.
Rolei com meus irmãos e voltei para casa com paz no meu coração.
Toda vez pensei que seria perigoso, mas sempre tinha presente que o significado de ser corajoso é avançar ainda tendo medo.
Toda vez que eu monto na bicicleta penso como é maravilhoso tomar um caminho, muitos deles sem um destino traçado.
Parei de falar com quem não entende e aprendi a me comunicar com gestos… todos nós os entendemos!
É muito verdade: não é um meio de transporte confortável, não é um pedaço de ferro com duas rodas, mas sim a parte perdida dos meus sonhos e espírito.
Há aqueles que dizem que para ser uma pessoa mais séria teria que parar de andar de bicicleta.
Não respondo, só sorrio e penso: para aqueles que não entendem, nenhuma explicação seria suficiente e para aqueles que entendem… nenhuma é necessária!
É impossível explicar e falar de paz e liberdade a quem nunca pedalou. Andar de bicicleta… só sabe quem pedala,
Um feliz dia para todos os ciclistas que vivem esta “loucura”.”

De um modo sucinto, é aquilo o que sinto… Viver.

(fonte: https://www.facebook.com/157875931084373/…)

 

A minha ex anda por aí...

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 7/01/2020 às 23:01

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Esta semana um amigo das lides do uso da bicicleta mandou-me umas fotos da minha antiga bicicleta pedalec, a Romana.

Como estão lembrados dei a Romana à troca quando comprei a Gestrudes, e não estou nada arrependido... o Miguel da BeElectric já me tinha dito que já tinha vendido a Romana a um moço algures de Lisboa.

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O dono atual até manteve o spoke card do Sexta de Bicicleta! Nível :)

...confesso que bateu uma nostalgia ao ver as fotos da minha ex-companheira.

O importante é que vai fazer feliz mais um sortudo que se desloca na cidade de modo ativo, sem poluir, sem fazer ruído e potenciando uma convivência melhor com os demais habitantes da cidade.

E para a Romana não vai nada, nada, nada? Ip, ip, urááiii!
Quem viva?! Viva a Romana!!
 

A publicidade que nos mata, sem sabermos...

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 7/01/2020 às 22:50

Temas:

Hoje apanhei um apressado que me apitou e gesticulou pq queria que eu saísse da frente para o senhor acelerar no meio da cidade para chegar primeiro ao próximo semáforo vermelho.

Devia querer que eu me esfumasse ou que eu saltasse como o Kit do Mikel Knight por cima dos carros parados na fila para virar á direita ao invés de ocupar a fila de trânsito que fluia no sentido que eu pretendia.

Esta cultura é algo enraizado e que vai demorar anos, gerações, a mudar. 

E que vejo eu a caminho do trabalho? Publicidade de uma marca automóvel a fazer alusões subtis à velocidade, à competição, aos rallies e corridas diárias...

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Mas não há quem tenha noção e acabe com este tipo de publicidade?

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Publicado originalmente no grupo de Facebook de Ciclismo Urbano onde podem ler alguns comentários interessantes, e outros nem tanto...
https://www.facebook.com/groups/ciclismourbanonoporto/permalink/2642951465759201/

 

Análise do Estudo de Mobilidade e Gestão de Tráfego pela Braga Ciclável

Braga Ciclável @ Braga Ciclável

Publicado em 4/01/2020 às 9:00

Temas: Comunicado Bicicleta Câmara Municipal de Braga Ciclovias Estudo de Mobilidade e Gestão de Tráfego para a Cidade de Braga estudos Mobilidade MPT - Mobilidade e Planeamento do Território Município de Braga Paula Teles PDM


A Braga Ciclável fez chegar ao Município de Braga, ao abrigo do período de discussão pública do EMGTMB – Estudo de Mobilidade e Gestão de Tráfego do Município de Braga, um documento com 29 páginas contendo uma análise e algumas propostas relativas ao documento apresentado no passado mês no Museu Dom Diogo de Sousa.

O EMGTB foi contratualizado em 02 de fevereiro de 2018 por 69 mil euros à MPT – Mobilidade e Planeamento do Território e tinha como prazo de execução 365 dias.

Um primeiro reparo ao momento e ao tempo da discussão pública: o mês de dezembro. Um mês curto, com muitas atividades familiares, devido às festas e férias, o que leva a que a participação pública seja escassa e, a que existe, deixará de lado uma análise mais aprofundada que o tema merece.

Ainda assim foi possível apresentar alguma análise e contributos relativos a um documento com quase 500 páginas e que foi disponibilizado 8 dias após a sua apresentação.

Esta análise efetuada por parte da Associação levanta uma série de questões relativas ao conteúdo do documento apresentado.

Para além de um fraco diagnóstico, o “estudo” não define as metas e os valores a alcançar a curto e médio prazo, nem tão pouco descreve de que forma se vão alcançar as metas finais que estão já definidas no PDM para 2025, mas que este estudo diz serem, afinal, para 2030.

Uma abordagem de mudança do paradigma da mobilidade na cidade, colocando o peão no topo da pirâmide, seguindo-se a mobilidade em bicicleta e a mobilidade em transportes públicos, reduzindo o espaço e o uso do automóvel parece-nos a abordagem mais correta num Plano que pretende alcançar a sustentabilidade da mobilidade.

Apesar dessa abordagem teórica se manifestar no documento, a verdade é que ao longo dele se verificam a presença de medidas e ações que são contrárias à mesma e em algumas vezes contraditórias entre si.

O plano carece de uma análise quantitativa da situação atual, refugiando-se, na sua ausência, numa análise vaga e qualitativa.

A falta de um calendário de implementação das medidas preconizadas, bem como da sua orçamentação é uma carência importante do estudo.

Não se identifica uma articulação entre este estudo e os restantes planos na área da mobilidade já assumidos pelo Município, nomeadamente o PAMUS já aprovado em Reunião de Câmara.

No âmbito da mobilidade ciclável são utilizadas soluções técnicas muito distantes das melhores práticas internacionais. Não se compreende nem é justificada a utilização de soluções técnicas tendo por base um manual australiano, deixando de parte todos os manuais de boas práticas europeus: como o manual holandês do CROW, o francês da CEREMA, o inglês do DfT. Com esta opção é posta em causa a segurança de peões e ciclistas.

As melhores práticas internacionais dizem mesmo que nunca, em momento algum, as ciclovias são criadas nos passeios, nem, tão pouco, ao nível dos passeios. Di-lo o manual holandês do CROW, o francês da CEREMA, o inglês do DfT. Lamentável é que o estudo aqui em análise utilize um manual australiano e ignore todos os manuais europeus e, até mesmo, nacionais.

As propostas presentes no estudo não são suficientes para se alcançarem as metas previstas em 2030 (que no PDM são para 2025), de ter 10% da população a utilizar a bicicleta como modo de transporte, isto porque a rede prevista não se traduz numa rede coesa, direta, legível e segura.

Em resumo, é de lamentar a ausência da Visão Zero relativamente aos atropelamentos.

Realçamos algumas das propostas que a Braga Ciclável efetua ao longo deste documento:

  • Implementação do Projeto de implementação da Rede Pedonal e Ciclável e Inserção Urbana de Transporte Público;
  • Um diagnóstico da situação atual baseado em dados quantitativos, bem como articulado com um conjunto importante de estudos e planos elaborados nos últimos anos;
  • Calendarização  e orçamentação de intervenções e objetivos a realizar a curto, médio e longo prazo;
  • Calendarização de metas a alcançar a curto médio e longo prazo, em articulação com as intervenções projetadas;
  • Revisão da metodologia utilizada para a definição das soluções técnicas preconizadas para a implementação da rede ciclável;
  • Implementar medições anuais da repartição modal na cidade de Braga, sem misturar modos de transporte;
  • Desistir das BikeBox e, ao invés disso, propomos que se permita, a quem se desloca de bicicleta, a viragem à direita em interseções semaforizadas, através de um sinal luminoso intermitente;
  • Não implementar ciclovias bidirecionais, mas sim unidirecionais;
  • Não implementar ciclovias nos passeios, mas sim no espaço destinado à faixa de rodagem ou destinado ao estacionamento automóvel.
  • Eliminação de todas as passagens desniveladas e implementação de passagens de nível semaforizadas nesses locais;
  • Adoção de uma Visão ZERO como meta a alcançar até 2025 no que à sinistralidade rodoviária diz respeito, indo ao encontro da Estratégia Nacional para a Mobilidade Activa;
  • Tornar a Zona Pedonal uma Zona de Coexistência (zona 20 km/h), uma zona Car-Free, mas com acesso a outros veículos, como sejam bicicletas, trotinetes, transportes públicos e outros;

Estas e outras medidas defendidas pela associação Braga Ciclável podem ser consultadas no documento integral da análise.

 

resoluções/desejos/coisas para fazer no ano

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 1/01/2020 às 11:20

Temas: motivação 2020 bicicleta bike to work bom ano ciclismo cicloturismo desafio devaneios apeados fotografia mobilidade opinião outras coisas penso eu de que... randonneur res Sua Alteza

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Refeito dos efeitos do espumante, das doze badaladas e do fogo de artifício, endireito Sua Alteza e volto a pôr as duas rodas bem assentes no chão. Esta é altura ideal para estabelecer novas metas e considerar alguns desejos para alcançar nos próximos 12 meses.

Pretendo respirar ar puro e mover o meu corpo todos os dias. Seja para enfrentar a loucura rodoviária no meu comute diário, numa lúdica aventura betêteira ou numa ida nocturna ao WC para aliviar a bexiga, mexer as perninhas faz sempre bem.

Espero ter vontade suficiente para me levantar todos os dias da cama e me desafiar, mesmo que seja só para ir trabalhar. Que enfrente a estrada e alcance o cume de pelo menos uma montanha.

Anseio que o trambolhão da praxe seja suavezinho, venha como mais uma lição e que tenha paciência e perspicácia para aprender essa mesma lição, pela enésima vez… Pelo menos faço figas para que não mande mais nenhuma bicicleta para o galheiro!

Aspiro manter as amizades fortes e fazer muitas outras. Novos companheiros de estrada com quem possa compartilhar sonhos e objectivos. Correr o risco de enfrentar as distâncias e os incautos automobilistas. A escuridão e reflectir a minha presença na via, até ao nascer do sol. Ah… e que as assaduras não esgotem o stock de Halibut.

Confio que as correntes e os cabos do desviador se aguentem à bronca. Caso cedam, então  que aconteça a pouca distância de casa ou pertinho de uma loja de bicicletas. O mesmo espero que aconteça com os infalíveis furos, ou pelo menos que não me chateiem quando me esquecer da câmara sobressalente… ou da bomba-de-ar!

Parar de comprar coisas de ciclismo que já tenho ou que então não precise, mesmo que as promoções me consumam. Posso sempre tentar algo que parece ser impossível, encontrar as meias certas ou os óculos escuros quando estiver pronto para sair para mais uma pedalada, mas não prometo.

Finalmente, que tenha tempo e capacidade iguais para me deliciar com uma viagem requintadamente longa para depois ter um dia de descanso requintadamente preguiçoso. Claro que o desejo de liberdade é mais forte que a paixão, certamente encontrarei o valor em ambos. Pelo menos ter assegurada aquela boleia de resgate quando não houver outra salvação.

E é tudo, acho…!

Bom ano, nota 20, e boas pedaladas.

 

2019 em poucas imagens… em poucas palavras

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 31/12/2019 às 11:30

Temas: o ciclo perfeiro 2019 bicicleta bicicletas bué de fixes bike to work bom ano ciclismo ciclismo urbano cicloturismo devaneios apeados fotografia fotopedaladas motivação outras coisas partilha penso eu de que... roda de amigos testemunho

por um caminho duraDouro #2 por um caminho duraDouro #7 por um caminho duraDouro #5 por um caminho duraDouro #8 apocalipse zombie

Estes são alguns dos bons momentos deste ano que finda, um ano positivo em termos de contabilidade do pedal, onde mais de 70% dos dez mil quilómetros acumulados a rodar as pernocas foram registados na utilização diária da bicla.

O único e doloroso senão foi o acidente com outro ciclista durante o meu commute pós-laboral.  Felizmente as consequências físicas são (espero) recuperáveis.  No que diz respeito ao esqueleto da minha querida bicla Tripas, que levou a pior, está ainda em reconstrução.

O blogue é que tem estado um pouco bastante murcho, mas lá vai sobrevivendo às agruras da falta de tempo, inspiração, pachorra mesmo, deste seu mentor que para o manter mais ou menos interessante para os seus dois ou três seguidores, lá vai publicando conteúdos de interesse duvidoso, só para manter este muquifo livre de teias de aranha.

Mais uma vez o ano passou a voar. Aliás, todos somados, fica sempre aquela sensação de que os anos passam cada vez mais depressa. Mesmo assim, desejo para mim e para os meus amigos que 2020 seja fantástico, que continuemos a fazer da bicicleta um instrumento da nossa liberdade e necessidade, mantendo rotinas e acrescentando novas rotas ao mapa das realizações pessoais.

Bom ano e boas pedaladas.

 

 

A mobilidade dos Bracarenses é mesmo para discutir?

Luís Tarroso Gomes @ Braga Ciclável

Publicado em 28/12/2019 às 12:04

Temas: Opinião Bicicleta Braga Participa Câmara Municipal de Braga Cidadania Democracia Participativa Luís Tarroso Gomes Makro Mobilidade Município Município de Braga Plano de Mobilidade de Braga Plano de Mobilidade Urbana Sustentável PMUS


É natural que o leitor não saiba mas está a decorrer até dia 31 o denominado “período de discussão pública” do Plano de Mobilidade de Braga com o propósito, segundo a Câmara, de “promover a recolha de contributos e sugestões, que irão [ser] analisadas com vista à respectiva incorporação no documento”. O trânsito, ou melhor, as dificuldades de mobilidade devem ser das maiores preocupações bracarenses e, seguramente, uma das maiores razões de queixa em conversas privadas, no café ou nas redes sociais. E, apesar dessa importância nas nossas vidas, ninguém parece interessado ou sequer informado sobre a elaboração do tal plano e, ainda menos, da sua discussão pública. Terão os cidadãos razão para estarem alheados de tão importante plano?

Têm todas as razões! Em primeiro lugar, a altura do ano escolhida pela Câmara Municipal para a discussão: o mês de dezembro. A Câmara optou pelo momento que lhe dá mais jeito mas seguramente o menos fácil para os cidadãos atarefados entre os inúmeros compromissos deste período, as férias dos adultos e das crianças, os feriados, a passagem de ano e as deslocações familiares ou em lazer para fora.

Depois, o empenho do Município para que participemos é quase nulo: uma ou outra notícia nos jornais, pouquíssima informação na net – tão pouca que uma pesquisa remete-nos ao fim de poucos resultados para outros municípios mais ativos. Certamente que não é por aqui que temos um plano de 3ª geração como se auto-anuncia.

Mas mesmo que estejamos informados da discussão e queiramos contribuir o problema que se põe a seguir é de que forma e para quê. A primeira dificuldade é encontrar onde participar. Não existe qualquer página da internet para o efeito. O portal municipal «Braga Participa» existe mas não lhe faz qualquer referência. A custo lá se encontra uma página no site da Câmara que nos convida a descarregar um documento. O “documento” é uma série de ficheiros com plantas, 450 páginas de texto e uma apresentação feita à pressa. Um calhamaço onde tudo parece já definido e onde o cidadão não cabe. Que tipo de participação espera a Câmara ter senão meia dúzia de comentários centrados em questões técnicas?

É o contrário do que se deve fazer em planeamento. Importava discutir as linhas gerais da cidade que queremos: se mais pedonal e ciclável ou com mais automóveis; se mais lenta e segura ou mais veloz mas com uma vergonhosa taxa de atropelamentos; se queremos que as crianças possam ir sozinhas para a escola ou se devemos manter o modelo de as levar de carro até à porta; se os autocarros devem ter primazia ou não; etc.

Pôr a cidade a discutir questões técnicas é uma pura perda de tempo. É natural que depois surja incompreensão igual à dos moradores da zona da Makro surpreendidos com as obras no seu “bairro”.

 
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