Os activistas dos ciclistas e os activistas das bicicletas

Ana Pereira @ Cultivar Cidades | 16/03/2015 às 8:10

Temas: [ Ciclistas ] [ Tráfego ] [ Urbanismo ] [ bicicultura ] [ ciclistas ] [ ciclovias ] [ lisboa ] [ navegação urbana ] [ segregação ] [ sinalização ]

O mundo do cicloactivismo português expandiu-se e diversificou-me imenso nos últimos 10 anos. O tempo, a difusão do tema, a crise e o desemprego, a bolha especulativa da bicicleta, e o crescimento da base de pessoas envolvidas, levou também a que se revelassem as divergências entre elas. Faltam é fóruns onde se debatam essas ideias para se poder avançar na melhor direcção.

Na verdade, e antes de mais, importa perceber o que é o cicloactivismo, ou o que é que isso significa para cada um de nós.

A minha própria transformação em cicloactivista ocorreu cerca de 2005 e teve como motivação conseguir melhores condições para o uso da bicicleta como meio de transporte. Para mim própria, claro, e para todos os que, como eu, o faziam ou queriam fazer.

Para mim, a motivação para trabalhar em prol de convencer mais pessoas a usar a bicicleta como meio de transporte foi sempre secundária, era apenas a consequência lógica de:

1) querer partilhar com os outros algo de que gosto

2) saber que para ter os meus direitos reconhecidos e para haver serviços adaptados ao meu estilo de vida, teria que haver uma massa crítica de pessoas a partilhá-lo, e

3) saber que a bicicleta é uma opção de transporte que torna mais viável a concepção de cidade viva e sustentável em que eu desejava viver.

Sou, portanto, fundamentalmente uma activista dos direitos dos utilizadores de bicicleta. Nunca pretendi ser uma activista das bicicletas. Mas sou uma activista por cidades mais humanas, mais saudáveis, mais interessantes, mais ricas, onde as bicicletas são uma ferramenta importante.

Não me interessa uma medida que prometa aumentar o número de bicicletas em circulação mas que degrade as condições para o seu uso e não resolva os problemas da cidade. Pior ainda se promete e não cumpre (ou se não é essa a medida que efectivamente cumpre).

Ora, nos últimos anos, com a moda e a bolha da bicicleta, muito se fala de bicicletas e de ciclistas, e o cicloactivismo, como referi, alastrou-se e diversificou-se, envolvendo pessoas de áreas profissionais, experiências e interesses muito diferentes. E o que acaba por acontecer na grande maioria das vezes é que se faz activismo das bicicletas e não activismo dos ciclistas, ou das pessoas no geral, por ignorância e também, por vezes, por se acreditar que é impossível conseguir obter o que se quer e por isso mais vale pelo menos obter-se o que nos querem dar. Tudo com a melhor das intenções, acredito, mas nem sempre com as melhores consequências.

O exemplo mais recente deste tipo de cicloactivismo a surgir nas redes sociais é o projecto Lisboa Horizontal, um dos candidatos ao concurso Ideias de Origem Portuguesa, uma iniciativa que visa premiar e apoiar projectos de empreendedorismo social:

Vou usá-lo apenas como desculpa para falar deste tema, não porque seja necessariamente melhor ou pior que outros anteriores. É apenas ilustrativo destas questões.

O vídeo de apresentação do projecto começa com a enumeração de lugares comuns da promoção do uso da bicicleta:

  • + poupança
  • + saúde
  • + emprego
  • + consumo local
  • + fitness
  • + qualidade de vida
  • - custos SNS
  • - poluição do ar
  • + sustentabilidade urbana
  • Lisboa seria uma melhor cidade para viver

E tudo isto será verdade,… se esse uso da bicicleta vier substituir o uso do carro (ou da mota). Se vier substituir o andar a pé, já não será bem assim. Se vier substituir o uso de transportes públicos, idem. E se esse uso da bicicleta não vier substituir outro modo de transporte mas representar deslocações que não eram feitas antes, tem que se analisar que outra actividade alternativa a pessoa fazia com o seu tempo antes de decidir trocá-la por andar de bicicleta.

Minudências à parte, o impacto do uso da bicicleta só pode ser avaliado comparando o antes e o depois. E as “vantagens da bicicleta” para a comunidade só o são se menos bicicletas significarem menos carros e motas, e não menos peões e utilizadores de transportes públicos.

Continuando, depois desta introdução, a equipa apresenta o objectivo do projecto:

transformar a bicicleta num meio de transporte viável e acessível a todos (cidadãos e turistas)

Este é outro ponto em comum com inúmeros outros projectos e ideias do género, o problema é que o projecto não pretende transformar a bicicleta. Isso seria se a ideia fosse um qualquer modelo revolucionário de velocípede que servisse melhor as necessidades hipoteticamente não atendidas do público no que à bicicleta como meio de transporte diz respeito. Um progresso tecnológico qualquer de uma bicicleta dobrável, eléctrica, de carga, ou o que fosse, melhor do que o que existe.

Não, o que o projecto vai propôr é transformar a cidade, e de forma a torná-la mais propícia ao uso da bicicleta por uma maior fatia da população, ou pelo menos assim acreditam os autores.

O óbice primordial identificado para esta acessibilidade mais abrangente são as colinas de Lisboa, e por isso propõem uma rede de ciclovias a ligar as principais zonas da cidade, inspirada nas linhas do Metro, e com menos de 4 % de inclinação.

criando uma nova e eficiente forma de circular em Lisboa

Segundo os autores, Lisboa tem 1093 Km de ruas, e 63 % desses quilómetros são virtualmente planos e, por isso, acessíveis a toda a gente [do ponto de vista do esforço físico, depreende-se]. Uns “25 % para entusiastas e 12 % só para os corajosos.” Com base nisto, criariam uma rede de ciclovias planas, visíveis e úteis para todos.

Uma proposta de rede de percursos planos é uma consequência lógica de considerar que as subidas são um obstáculo relevante para a adopção da bicicleta como meio de transporte por uma maior fatia da população. Embora, se só 12 % dos quilómetros de ruas em Lisboa são realmente inclinados e 63 % são mesmo planos, provavelmente o que está a deter as pessoas de usarem a bicicleta não são as colinas de Lisboa, mas as colinas mentais de cada um.

Mas adiante, vamos focar-nos na parte positiva e distintiva desta ideia: a criação de rotas privilegiadas para a navegação da cidade de Lisboa em bicicleta. Ter algo assim, uma rede de “linhas” coerente, bem pensada, sinalizada de forma inteligente, e bem visível, faria muito por derrubar essas tais colinas mentais das pessoas. Esta é uma ideia que apoio com entusiasmo, e que vai de encontro à ideia de que falei no outro dia.

Contudo, por muito apelativa que seja a ideia de pintar ciclovias de diferentes cores pela cidade, essa raramente é a melhor solução, para os ciclistas e para a cidade como um todo, e é nesta parte que o projecto perde o meu apoio, por propagar este cliché, este mito das ciclovias como solução, que adia a resolução dos problemas da cidade e das pessoas que nela vivem, trabalham e consomem.

ilustração

Haverá sítios onde uma ciclofaixa (uma faixa de rodagem só para bicicletas), correctamente desenhada e construída, possa ser a solução mais adequada, mas tal será a excepção no centro da cidade. E algo como chega a ser mostrado no vídeo, como a imagem acima, é simplesmente errado e nunca deveria ser apresentado em público por muito “versão rascunho” que seja, pois propaga e perpetua esta ideia de que “basta pintar um corredor no chão”, sem nenhuma preocupação a nível de engenharia de tráfego, criando autênticas ratoeiras para as pessoas que se deslocam de bicicleta, principalmente para aquelas que confiam na tinta, que confiam nas autoridades que implementaram aquelas infraestruturas.

A segregação principal a fazer é do automóvel, não da bicicleta.

Temos que retirar tráfego de atravessamento de muitas das ruas da cidade, tornando-as pouco permeáveis a automóveis, mas hiper-permeáveis a bicicletas e peões. Isso conjugado com a tal optimização de grandes rotas e sinalização muito visível e clara das várias “linhas”, terá um muito melhor efeito global na qualidade de vida da cidade ao reduzir a poluição atmosférica e sonora e o risco rodoviário, e ao restringir a liberdade do elemento mais ameaçador, o automóvel, devolvendo às crianças, aos velhos, aos animais domésticos e a todos nós, o direito de desfrutar da rua sem medo de sermos mortos ou feridos por um carro cujo condutor só quer usar a nossa rua como atalho.

Será também mais barato para os cofres públicos e será mais seguro para quem anda de bicicleta, ao evitar todas as complicações originadas pela segregação de veículos por tipo e por velocidade e destino.

Porque as colinas, as físicas e as mentais, não são a única coisa a impedir as pessoas de escolherem ir de bicicleta, nem sequer são a mais importante. Há o medo, há a falta de preparação, há a vergonha, há a ignorância, há a preguiça, há o hábito, etc, etc…

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A Mobilidade Sustentável na Escola Básica 2/3 de Lamaçães

Mário Meireles @ Braga Ciclável | 13/03/2015 às 22:34

Temas: [ Bicicleta ] [ bicicultura ] [ EB 2/3 Lamaçães ] [ Escola ] [ escolas ] [ Gonçalo Peres ] [ Lamaçães ] [ Mobilidade ] [ Modos Suaves ] [ Ricardo Cruz ]

10981433_1020128094668575_42949164039708E.B. 2/3 de Lamaçães recebe palestra sobre mobilidade sustentável

A escola EB 2,3 de Lamaçães recebe amanhã, dia 14 de Março de 2015, às 10h00, uma palestra sobre mobilidade sustentável.

Com o objetivo de sensibilizar encarregados e alunos para o uso dos modos suaves de transporte nas deslocações para a escola, esta palestra conta com duas pessoas com uma vasta experiência no uso diário da bicicleta.

Teremos assim o Ricardo Cruz, professor de Português do ensino secundário, entusiasta ciclista urbano desde os anos 90, defensor e ativista da mobilidade em modos saudáveis, sendo, também, um cicloturista convicto e adepto do ciclismo de muito longa distância.

A acompanhá-lo na palestra estará também o Gonçalo Peres, que em 2009 começou a usar a bicicleta nas deslocações perto de casa para levar o primeiro filho à creche, evoluindo o raio de alcance para toda a cidade e todo o planeta, dependendo do tempo disponível. Hoje acompanha os dois filhos às respetivas escolas, sendo estes já autónomos no uso da bicicleta.

Para além da palestra ocorrerá ainda uma exibição de trial pela equipa “Sópedal”, com uma vasta experiência neste tipo de exibições, com manobras arrojadas que certamente ficarão gravadas na memória de quem vá assistir.

A iniciativa está aberta a toda a comunidade e conta-se com casa cheia para ouvir as experiências de duas pessoas que optaram pelo modo mais eficiente e inteligente para se deslocarem na cidade.

Esta iniciativa decorre integrada do Projeto "Transporte Ativo" e fazem parte de um projeto de doutoramento intitulado “A criança e o transporte ativo para a escola”.

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Vamos refletir?

@ Eu e as minhas bicicletas | 13/03/2015 às 17:12

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ refletores ]

Pneuzinhos semi-novos com fita refletora...

IMG_20150306_090655.jpg

(atrás do alforge está outro refletor meia-lua, falhei na foto, paciência)
(sim, o selim está mesmo no limite, eu sei!)


Código da Estrada
https://dre.pt/application/dir/pdf1s/2005/03/059B02/00090010.pdf

O n.º 11 na alínea a) da Portaria n.º 311-B/2005 de 24 de Março refere:
Os veículos devem ainda possuir, nas rodas, reflectores com as seguintes características:
a) Número mínimo em cada roda: dois se forem circulares ou segmentos de coroa circular ou apenas um se for um cabo reflector em circunferência completa.

Can you see me now bitches?

Ainda esta passada sexta por volta das 19h15 ao vir para casa vi em sentido contrário um mocinho dos seus 10 anitos sozinho numa BMX encostadinho à berma (que ali tem um palmo) e encolhidinho, qual ratinho na pradaria, sem qualquer iluminação ou reflectores numa parte em que a estrada tem pouca iluminação pública. Isto com os carros a fazer razias a 70kms/h.

Iluminem-se e façam-se ver!
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proposta Lisboa Horizontal

paulofski @ na bicicleta | 13/03/2015 às 8:17

Temas: [ divulgação ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ coisas que vejo ] [ filme ] [ Lisboa ] [ mobilidade ] [ partilha ]

“Propomos uma rede lógica de ciclovias planas para Lisboa, com inclinação entre 0% e 4%, visível na rua, ligando as principais zonas da cidade.

Gosta?
Lisboa Horizontal candidatou-se ao concurso Ideias de Origem Portuguesa da Fundação Calouste Gulbenkian – façam favor de votar e partilhar !

2015.ideiasdeorigemportuguesa.org/ideias/78

Acreditamos na bicicleta como um meio de transporte alternativo, viável e promotor de Felicidade Individual e Colectiva, que promove a Sustentabilidade Económica e Ambiental das Sociedades!

Mais do que a utilização das bicicletas de forma lúdica ou recreativa, o Projecto Lisboa Horizontal visa criar condições físicas e exequíveis (conceito inspirado nas linhas de METRO) que promovam a circulação de bicicletas na cidade de Lisboa, numa óptica utilitária e pragmática, abrangendo de forma massiva públicos-alvo que vão desde a classe trabalhadora aos turistas, passando pelos estudantes, numa cidade cujo desafio de sustentabilidade ambiental se apresenta como uma das grandes prioridades futuras!

Crescimento Económico, Criação de Emprego Local, Aumento da Productividade, Melhoria da Qualidade Ambiental e Diminuição das Despesas com a Saúde das Propulações, são apenas algumas das vantagens abordadas em diversos estudos (Business Insider Mag “13 Reasons You Should Start Biking To Work, Mandi Woodruff, 2012) e publicações (ex. “Bikenomics: How Bicycling Can Save The Economy, Elly Blue, Microcosm Publishing, 2014), baseados em casos reais, por esse mundo fora!

O Projecto Lisboa Horizontal afirma-se assim como um motor de mudança em prol de uma Sociedade Mais Feliz e Económica e Ambientalmente Sustentável!

facebook.com/lisboahorizontal
bxlx.eu/lisboahorizontal


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para a tua agenda

paulofski @ na bicicleta | 12/03/2015 às 16:17

Temas: [ divulgação ] [ bicicultura ] [ Braga ] [ Burinhosa ] [ coisas que leio ] [ cycle chic ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ passeio ] [ Porto ]

Braga Cycle Chic desafia bracarenses a pedalar com estilo a 21 de Março

cartaz_bcc“O evento é gratuito e pretende incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte e lazer.

A 1ª edição do Braga Cycle Chic está agendada para 21 de Março, pelas 14h30, na Praça da República (Em frente à Arcada). O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, pretende mostrar que é “possível pedalar na cidade usando roupa clássica”. A participação é gratuita e vão ser disponibilizadas bicicletas.

Uma tarde a passear com estilo, de bicicleta pelo centro histórico de Braga, sempre na zona pedonal, com paragens em vários pontos da cidade, é a proposta da associação para celebrar a bicicleta como meio de transporte e assinalar o início da Primavera.

Inscrição gratuita (mas obrigatória)

Para quem não tiver bicicleta, poderá reservar uma antecipadamente. O evento é gratuito, mas a inscrição é obrigatória. Deverá ser realizada através das páginas do Facebook do Braga Cycle Chic, da Associação Braga Ciclável, ou em https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-i-braga-cycle-chic-16075971664 a partir de Domingo, 8 de Março.”

fonte: http://bragaciclavel.blogspot.pt

Resíduos, Hortas na Cidade, Lixo… e Bicicletas!

Campo aberto“Esta tertúlia, organizada pela Campo Aberto em colaboração com o Núcleo do Porto da Quercus e com a Quercus – Centro de Informação de Resíduos, partirá de um testemunho sobre uma experiência de um ano de voluntariado em Ourense, Galiza, realizado junto dos Amigos da Terra locais (ramo dos Friends of the Earth International, uma das mais importantes organizações ecológicas internacionais). O Eng. Civil João Pedrosa, atualmente empenhado em trabalhos de ecoconstrução na região de Arganil, está ligado a vários projetos de alternativas de transição: o Projeto Escola Viva, que funciona na Cooperativa dos Pedreiros, no Porto, o Movimento de Economia Social, na mesma cidade, e ainda a AMAP, Associação para a Manutenção da Economia de Proximidade.

Quando?
Sábado, 21 de março, às 15:00.
Onde?
Na sede da Campo Aberto, rua Santa Catarina, 730-2.º andar (perto do Silo Auto)
O quê?
Como a bicicleta e os resíduos se mobilizaram ao serviço das hortas urbanas e da qualidade alimentar.
Com quem?
Intervenções de diversas pessoas ligadas à temática no domínio dos resíduos (LIPOR: Eng.ª Susana Freitas, da Divisão de Valorização Orgânica), das Hortas Urbanas (Quinta Musas da Fontinha, Movimento Terra Solta, Eng.a Marisa Moreira do Parque da Devesa, Famalicão), da promoção da bicicleta na mobilidade urbana (Miguel Barbot e Velocultura, Ricardo Cruz e MUBI, Centro de Informação de Resíduos da Quercus, e outros).

INSCRIÇÃO
A inscrição é gratuita mas obrigatória. Para cada uma das pessoas que pretenda inscrever, enviar nome, email e telefone para: tertuliasca@gmail.com, até quarta-feira, 18 de março, o mais tardar.”

fonte: www.campoaberto.pt

Burinhosa volta a ser aldeia-capital da bicicleta por um dia

Burinhosa-2014“Uma aldeia portuguesa deverá voltar a equiparar-se por um dia às cidades do Norte da Europa com mais velocípedes do que habitantes, com a realização do 12.º Encontro Nacional de Bicicletas Antigas (ENBA).

A 26 de julho, a Burinhosa, localidade do concelho de Alcobaça com cerca de 750 habitantes, irá receber outras tantas bicicletas, se se cumprir o que vem sendo habitual nos últimos anos.

Tratando-se uma terra de colecionadores de veículos a pedal – tem a sede da Associação Nacional de Bicicletas Antigas (ANBA), fundada em maio de 2014 – naquele dia de verão irá apresentar uma taxa de velocípedes por habitante invulgar para Portugal e ao nível da Dinamarca ou da Holanda, recordistas no uso de veículos a pedal.”…

ler mais em http://pedais.pt/burinhosa-volta-a-ser-aldeia-capital-da-bicicleta-por-um-dia/


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reciclando [6] exaltando o benefício das pedaladas

paulofski @ na bicicleta | 11/03/2015 às 10:04

Temas: [ motivação ] [ benefícios das pedaladas ] [ bicicultura ] [ ciclismo urbano ] [ fotografia ] [ opinião ] [ outras coisas ] [ reciclando ]

na ciclovia entre a Praia da Aguda e da Granja

na ciclovia da orla marítima de Gaia, …

Para além de poupar a carteira, descontrair a mente e estimular o organismo, pedalar regularmente não só queima calorias como melhora a capacidade respiratória, previne doenças cardíacas e doenças crónicas, como a diabetes e a hipertensão, activa a massa musculo-esquelética, tonifica o do corpo. Não importa a idade que se começa ou recomeça. A velhice não é desculpa. Desde que consulte o seu médico e faça exames prévios, qualquer pessoa pode-se juntar a alguém, ou então sair sozinho para uns passeios a pedal, para os afazeres diários. A avaliação médica serve sobretudo para identificar algum problema cardíaco, ortopédico, ou ainda de outro tipo de patologias que possa contra-indicar a prática de actividade física intensa.

nas estradas do Ribatejo

… nas estradas planas do Ribatejo, …

Alguns detalhes da bicicleta também devem ser observados antes de começar as pedaladas, variando de acordo com a idade. Para evitar o surgimento de lesões nos joelhos, coluna ou anca, articulações que podem ser submetidos a uma forte carga de pressão, a regulação de altura do guiador e a distância do selim aos pedais deve ser observada. Então, deve-se ter uma boa postura na hora de pedalar, não só para manter uma boa rentabilidade do esforço mas sobretudo para sentir conforto ao pedalar. É recomendando que no início das pedaladas encontre o seu ritmo e escolha percursos suaves e calmos. Depois, aumentando gradualmente a distância e o ritmo das pedalas, verá que logo, logo, se estará a sentir cheio de força, com a vitalidade de um adolescente, num corpo velho mas cheio de energia.

ou nas ruas de Matosinho

… ou numa rua movimentada de Matosinhos.


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Elas andam aí...

@ Eu e as minhas bicicletas | 10/03/2015 às 17:23

Temas: [ bicicultura ] [ commute ] [ ladies ] [ mulheres ] [ primavera ]

A propósito do Dia da Mulher - que está estabelecido a 8 de março, mas que devia ser todos os dias (percebo a comemoração pela coragem de quem outrora lutou e morreu pelos direitos de todas as mulheres, mas faz sentido manter esta "descriminação positiva"? eer, não sei!) e onde as minhas duas Mulheres foram prendadas com umas singelas rosas - lembrei-me de escrever sobre um tema que já antes queria meter em palavras.

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Há uns dias tive de ir de scooter para o trabalho, e por razões que não interessa referir acabei por ir pela Radial de Benfica onde mirava invejoso os meus habituais "parceiros" de commute que àquela hora costumo cruzar na ciclovia.

Eis que senão quando pelo canto do olho reparo numa bicicleta que nunca antes vira àquela hora naquele percurso... e, parecia mesmo uma moça a commutar (presumivelmente, ia de mochila às costas)... seria?
Nah! Talvez ilusão, foi num fugaz momento, demasiado rápido...

Ontem, 9 de março, à ida para casa e com os dias a ficarem mais largos, distraí-me e fui um bocaxinho mais tarde... e eis que senão quando vejo a dita moça a cruzar-se comigo na ciclovia de mochila às costas, a commutar (presumivelmente).

E isto tudo para dizer o quê?

Andam muitas mais bicicletas a rolar por essas ruas e estradas agora que a chuva deu tréguas, que o tempo está mais ameno, e que os dias se esticam até mais tarde...

...mas muitas são de senhoras/meninas e isso é sinal de que as coisas estão a mudar!

Ladies biking all over town! WOW!

O que me fez lembrar esta musiquinha dos "Flight of the Concords" - 'Ladies of the World' :)





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Braga Cycle Chic desafia bracarenses a pedalar com estilo a 21 de Março

Eliana Freitas @ Braga Ciclável | 10/03/2015 às 10:42

Temas: [ bicicultura ] [ Braga ] [ Cycle Chic ] [ Eventos ]

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O evento é gratuito e pretende incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte e lazer.

A 1ª edição do Braga Cycle Chic está agendada para 21 de Março, pelas 14h30, na Praça da República (Em frente à Arcada). O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, pretende mostrar que é “possível pedalar na cidade usando roupa clássica”. A participação é gratuita e vão ser disponibilizadas bicicletas.

Uma tarde a passear com estilo, de bicicleta pelo centro histórico de Braga, sempre na zona pedonal, com paragens em vários pontos da cidade, é a proposta da associação para celebrar a bicicleta como meio de transporte e assinalar o início da Primavera.


Passadeira vermelha


O programa arranca pelas 14h30 com uma demonstração e explicação sobre os cuidados básicos de manutenção da bicicleta. Uma passadeira vermelha, colocada no local, servirá de inspiração para quem desejar tirar uma fotografia que será depois publicada na página do Instagram - instagram.com/bragacyclechic. Os participantes devem trazer roupa casual, com que se vestem normalmente. Haverá bicicletas eléctricas apra quem quiser experimentar.

O passeio arranca às 15h30 e vai parar em vários “check-points” que correspondem a mais de 20 parceiros. Uma limonada, um doce, um pouco de música ou dois dedos de conversa prometem tornar a tarde inesquecível.


Inscrição gratuita (mas obrigatória)


Para quem não tiver bicicleta, poderá reservar uma antecipadamente. O evento é gratuito, mas a inscrição é obrigatória. Deverá ser realizada através das páginas do Facebook do Braga Cycle Chic, da Associação Braga Ciclável, ou em https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-i-braga-cycle-chic-16075971664 a partir de Domingo, 8 de Março.

O Braga Cycle Chic é para participantes dos 0 aos 100 anos. No local vão estar disponíveis “atrelados” para os pais levarem os mais novos. No acto de empréstimo da bicicleta ou atrelado é obrigatório ter presente o cartão de identificação do requerente. O movimento Cycle Chic  pretende mostrar que qualquer pessoa pode pedalar com roupas normais, incentivando o uso da bicicleta para as deslocações diárias, deixando de parte o vestuário de desporto.

Sobre o Cycle Chic

O Cycle Chic refere-se a pessoas que se deslocam de bicicleta utilizando roupas elegantes que usam no dia a dia. O conceito de elegância na cultura popular inclui bicicletas, acessórios de bicicletas e roupas. O termo “Cycle Chic” foi apadrinhado em 2007 pelo designer dinamarquês Mikael Colville-Andersen que iniciou, nesse mesmo ano, o blog Copenhagen Cycle Chic.

Cycle Chic é então uma frase moderna que descreve algo que já existe desde a invenção da bicicleta nos idos 1880s: cidadãos regulares a andarem de bicicleta. Andar de bicicleta era elegante desde o início desta e ao longo das décadas até aos idos anos 40. Hoje em dia esta elegância está a regressar às ruas, não só às ruas de cidades como Amesterdão, Copenhaga, Londres, Barcelona, Nova Iorque, Rio de Janeiros, Donostia, mas também às ruas de Braga, onde cada vez mais pessoas optam pela bicicleta como meio de transporte no seu dia a dia sem que para isso tenham que mudar de roupa. As regras no Cycle Chic® é que não há licras justinhas, nem capacetes,  há, sim, roupa chique, roupa elegante, roupa do dia a dia e, depois, uma bicicleta. Serve qualquer uma, mais nova ou mais velha, com mais ou menos óleo, a chiar ou afinadinha, não importa. A bicicleta só vai ser um pequeno acessório que nos vai permitir viver a cidade e torná-la mais humana. 

O ciclismo elegante está de volta às ruas da nossa cidade!

Sobre a Associação Braga Ciclável

Este será o primeiro evento da Associação Braga Ciclável que se assume como uma associação de defesa da mobilidade em bicicleta. “Tem como objetivo melhorar as condições para o uso da bicicleta como meio de transporte, de forma correta, regrada e consciente, tendo sempre presente todos os benefícios para a saúde, a economia, o ambiente e a sustentabilidade da cidade” - revela a organização.

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Para mais informações, contactar:
912 670 758
913 895 274
www.facebook.com/bragacyclechic
bragacyclechic@gmail.com

 
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Siga!

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 9/03/2015 às 10:58

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ guest photo ] [ Lisboa ] [ Nelson Oliveira ]

2015-03-05 03.26.37 1

Fotografia de Nelson Oliveira

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Infraestruturas precisam-se! (mas das boas!)

@ Eu e as minhas bicicletas | 6/03/2015 às 17:32

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ brasil ] [ ciclovias ] [ infraestruturas ]

Circulam nas redes sociais vários artigos sobre as virtudes da bicicleta que os portugueses descobrem quando vão lá para fora.
O mais recente é este do "Jornal i" cujo parangona é:
"Portugueses de Londres aderem em massa à moda da bicicleta"

Eu não tive até hoje uma experiência profissional (de longa duração) "lá fora", e as vezes que por lá andei mais tempo foi de férias em que a percepção é obviamente diferente. Mas apercebo-me que "lá fora" as coisas são diferentes. Mesmo muitos colegas de trabalho, mais velhos e não só, que já tiveram experiências de vida no estrageiro admitem que usavam a bicicleta como meio de transporte e/ou os transportes públicos com mais frequência que por cá.

Ora como é óbvio, um tuga não muda do dia para a noite.
Não sai do aeroporto em Portugal com uma ideia de vida e aterra noutra cidade europeia com a cultura desse país embutida na sua mente. E quando regressa não "embrutece" ao passar a fronteira.
É óbvio que a informação, a cultura e o civismo moldam as ações das pessoas, mas tem de haver algo mais...

Eu tenho muitas conversas e discussões com amigos e conhecidos que, felizmente, pensam diferente... não digo que tenham razão ou deixem de ter, mas que pensam as coisas de outras maneiras... nomeadamente sobre isto do ciclismo urbano e o commute de bicicleta.

Um grande amigo meu, que percebe e entende as virtudes do uso da bicicleta, mas que cá em Portugal não a adopta, e tem mil e uma desculpa todas elas válidas (como todos os outros que não "arriscam") foi recentemente uma temporada larga para o Brasil.

Amiúde manda-me estas pérolas, para "brincar" comigo :)

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Mas recentemente recebi com muita satisfação no meio de umas conversas por mail estes parágrafos:

"Eu imagino que devas andar com o coração nas mãos sempre que sais para a estrada de bicicleta, eu não conseguia... 
Em contrapartida, aqui no Rio estou seriamente a equacionar em comprar uma bicicleta em segunda mão, porque existem excelentes condições para nos deslocarmos para todo o lado em ciclovias, e os automobilistas e os ciclistas convivem muito serenamente (mesmo com alguns excessos de velocidade).
Continua..."

Ora, então o que falta para levar as pessoas em Portugal a mudarem o "chip"?
É a educação?
É cultura?
É a lei?
É a fiscalização dessa lei?
São incentivos?
Claro que sim...

Mas o que faz as pessoas largarem o carro e apostarem na bicicleta são infraestruturas!
São as ciclovias! São mais ciclofaixas!

Adenda:
Eis que o meu amigo já se converteu... hajam infraestrutras e as pessoas mudam o chip!!

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