bicicleta do povo

paulofski @ na bicicleta | 17/03/2015 às 13:14

Temas: [ divulgação ] [ bicicultura ] [ boas ideias ] [ cicloficina ] [ coisas que leio ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ partilha ] [ Queluz ]

O Bruno Pisco gosta de andar de bicicleta e gostaria ver o seu antigo Bairro em movimento…

bicicleta do povo

“Descrição

Esta atividade parte de um grupo de jovens moradores de Queluz que tem dinamizado diferentes atividades comunitárias onde se procura aproximar moradores, através de práticas desportivas e outras, onde todos têm lugar para dar as suas ideias, e para as concretizar coletivamente.

Através da prática coletiva de bicicleta, dar a conhecer e valorizar esta zona, seja aos moradores da freguesia como a outros visitantes e turistas.

Com a ciclo oficina pretende-se criar um espaço com condições para arranjos, e partilha de conhecimentos e aprendizagens entre todos, de forma a favorecer a bicicleta como transporte em meio urbano.”…

Podes ler e saber mais deste projecto aqui, em comunidadeedp.pt/todosqueremosumbairromelhor/ideia/1324


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This girl can / Esta rapariga pode

Ana Pereira @ Cenas a Pedal | 16/03/2015 às 8:31

Temas: [ Anúncios e Campanhas ] [ Causas ] [ Desporto ] [ Indústria e Consumidor ] [ Lifestyle e Cultura ] [ Mulheres ] [ Videos ] [ Web e outros Media ] [ actividade física ] [ bicicultura ] [ campanhas ] [ saúde ]

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Esta Rapariga Pode é uma campanha nacional [no Reino Unido] desenvolvida pela Sport England e uma vasta gama de organizações parceiras. É uma celebração de mulheres activas por todo o país que estão a fazer a cena delas, não interessa quão bem o fazem, qual o seu aspecto ou até mesmo quão vermelhas ficam as suas caras.

 

Há muitos exemplos de exercício e desporto, mas também há exemplos de actividade física simples, como “ir de bicicleta”.

A Grace gosta de andar de bicicleta, ela gosta de estar lá fora a pedalar ao ar fresco, às vezes frio. Ela não está numa corrida com ninguém, não se preocupa com a velocidade a que vai. Ela simplesmente faz a cena dela e é só isso que importa.

Nos bastidores:

Podem ver mais posters e vídeos na página de Facebook da campanha.

O estudo prévio a esta campanha revelou que as mulheres sabem que deveriam exercitar-se mais, mas ainda assim falham em atingir os níveis mínimos de actividade física recomendados para uma vida saudável. Concluiu-se ainda que na faixa etária dos 14 aos 40 anos há menos 2 milhões de mulheres a exercitarem-se face ao número de homens que o fazem, e 75 % das mulheres nesta faixa etária gostariam de fazer mais desporto e/ou exercício físico, mas o medo de serem julgadas é maior do que a sua auto-confiança: 

  • medo de serem julgadas pelo seu aspecto durante a actividade (suadas, ruborizadas, pobre forma física, etc)
  • medo de serem julgadas por não serem boas o suficiente a realizar determinada actividade, ou então demasiado boas e, “logo”, pouco femininas
  • quando têm filhos, sentimento de culpa e medo de serem julgadas por gastarem demasiado tempo com elas próprias

‘This Girl Can’ é uma celebração de todas as mulheres que encontram a confiança para fazerem exercício: é uma atitude, e uma chamada à acção para todas as mulheres fazerem o mesmo. Esta campanha pretende abordar os medos das mulheres, mostrando-lhes que não estão sozinhas, e a esperança é que isso lhes dê mais confiança.

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Não conheço outros estudos ou campanhas similares em Portugal, mas desconfio que a nossa realidade, a este nível, não será muito diferente. E penso também que a menor proporção de mulheres a usar a bicicleta como meio de transporte em Portugal, relativamente aos homens, poderá ter, em parte, a ver com esta questão.

Infelizmente em Portugal não se faz muito “marketing” de causas. Nem o Governo, nem organizações grandes. O mais parecido que me lembro foi o projecto Maria Bicicleta, uma iniciativa privada, da Laura e do Vitorino, que depois teve algum apoio institucional da Câmara Municipal de Lisboa e EMEL, na forma de uma exposição na Av. Duque de Ávila. Muito pouco para ter impacto significativo na população, claro.

Maria Bicicleta

Dia 8 de Março é o Dia Internacional da Mulher. Mas já passou, e é só um dia para nos recordar da importância dos outros 364. Que tenhamos todas força para preferirmos ser saudáveis, fortes, independentes, e divertirmo-nos, sempre, e não só em ocasiões especiais. Porque o cabelo desalinhado, a cara vermelha, o suor, o sentirmo-nos fora de forma ou pouco atraentes, é tudo transitório, e irrelevante, o que vai permanecer é a sensação brutal de “eu consigo”, “eu gosto”, “eu quero mais”. Porque nós merecemos.

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Os activistas dos ciclistas e os activistas das bicicletas

Ana Pereira @ Cultivar Cidades | 16/03/2015 às 8:10

Temas: [ Ciclistas ] [ Tráfego ] [ Urbanismo ] [ bicicultura ] [ ciclistas ] [ ciclovias ] [ lisboa ] [ navegação urbana ] [ segregação ] [ sinalização ]

O mundo do cicloactivismo português expandiu-se e diversificou-me imenso nos últimos 10 anos. O tempo, a difusão do tema, a crise e o desemprego, a bolha especulativa da bicicleta, e o crescimento da base de pessoas envolvidas, levou também a que se revelassem as divergências entre elas. Faltam é fóruns onde se debatam essas ideias para se poder avançar na melhor direcção.

Na verdade, e antes de mais, importa perceber o que é o cicloactivismo, ou o que é que isso significa para cada um de nós.

A minha própria transformação em cicloactivista ocorreu cerca de 2005 e teve como motivação conseguir melhores condições para o uso da bicicleta como meio de transporte. Para mim própria, claro, e para todos os que, como eu, o faziam ou queriam fazer.

Para mim, a motivação para trabalhar em prol de convencer mais pessoas a usar a bicicleta como meio de transporte foi sempre secundária, era apenas a consequência lógica de:

1) querer partilhar com os outros algo de que gosto

2) saber que para ter os meus direitos reconhecidos e para haver serviços adaptados ao meu estilo de vida, teria que haver uma massa crítica de pessoas a partilhá-lo, e

3) saber que a bicicleta é uma opção de transporte que torna mais viável a concepção de cidade viva e sustentável em que eu desejava viver.

Sou, portanto, fundamentalmente uma activista dos direitos dos utilizadores de bicicleta. Nunca pretendi ser uma activista das bicicletas. Mas sou uma activista por cidades mais humanas, mais saudáveis, mais interessantes, mais ricas, onde as bicicletas são uma ferramenta importante.

Não me interessa uma medida que prometa aumentar o número de bicicletas em circulação mas que degrade as condições para o seu uso e não resolva os problemas da cidade. Pior ainda se promete e não cumpre (ou se não é essa a medida que efectivamente cumpre).

Ora, nos últimos anos, com a moda e a bolha da bicicleta, muito se fala de bicicletas e de ciclistas, e o cicloactivismo, como referi, alastrou-se e diversificou-se, envolvendo pessoas de áreas profissionais, experiências e interesses muito diferentes. E o que acaba por acontecer na grande maioria das vezes é que se faz activismo das bicicletas e não activismo dos ciclistas, ou das pessoas no geral, por ignorância e também, por vezes, por se acreditar que é impossível conseguir obter o que se quer e por isso mais vale pelo menos obter-se o que nos querem dar. Tudo com a melhor das intenções, acredito, mas nem sempre com as melhores consequências.

O exemplo mais recente deste tipo de cicloactivismo a surgir nas redes sociais é o projecto Lisboa Horizontal, um dos candidatos ao concurso Ideias de Origem Portuguesa, uma iniciativa que visa premiar e apoiar projectos de empreendedorismo social:

Vou usá-lo apenas como desculpa para falar deste tema, não porque seja necessariamente melhor ou pior que outros anteriores. É apenas ilustrativo destas questões.

O vídeo de apresentação do projecto começa com a enumeração de lugares comuns da promoção do uso da bicicleta:

  • + poupança
  • + saúde
  • + emprego
  • + consumo local
  • + fitness
  • + qualidade de vida
  • - custos SNS
  • - poluição do ar
  • + sustentabilidade urbana
  • Lisboa seria uma melhor cidade para viver

E tudo isto será verdade,… se esse uso da bicicleta vier substituir o uso do carro (ou da mota). Se vier substituir o andar a pé, já não será bem assim. Se vier substituir o uso de transportes públicos, idem. E se esse uso da bicicleta não vier substituir outro modo de transporte mas representar deslocações que não eram feitas antes, tem que se analisar que outra actividade alternativa a pessoa fazia com o seu tempo antes de decidir trocá-la por andar de bicicleta.

Minudências à parte, o impacto do uso da bicicleta só pode ser avaliado comparando o antes e o depois. E as “vantagens da bicicleta” para a comunidade só o são se menos bicicletas significarem menos carros e motas, e não menos peões e utilizadores de transportes públicos.

Continuando, depois desta introdução, a equipa apresenta o objectivo do projecto:

transformar a bicicleta num meio de transporte viável e acessível a todos (cidadãos e turistas)

Este é outro ponto em comum com inúmeros outros projectos e ideias do género, o problema é que o projecto não pretende transformar a bicicleta. Isso seria se a ideia fosse um qualquer modelo revolucionário de velocípede que servisse melhor as necessidades hipoteticamente não atendidas do público no que à bicicleta como meio de transporte diz respeito. Um progresso tecnológico qualquer de uma bicicleta dobrável, eléctrica, de carga, ou o que fosse, melhor do que o que existe.

Não, o que o projecto vai propôr é transformar a cidade, e de forma a torná-la mais propícia ao uso da bicicleta por uma maior fatia da população, ou pelo menos assim acreditam os autores.

O óbice primordial identificado para esta acessibilidade mais abrangente são as colinas de Lisboa, e por isso propõem uma rede de ciclovias a ligar as principais zonas da cidade, inspirada nas linhas do Metro, e com menos de 4 % de inclinação.

criando uma nova e eficiente forma de circular em Lisboa

Segundo os autores, Lisboa tem 1093 Km de ruas, e 63 % desses quilómetros são virtualmente planos e, por isso, acessíveis a toda a gente [do ponto de vista do esforço físico, depreende-se]. Uns “25 % para entusiastas e 12 % só para os corajosos.” Com base nisto, criariam uma rede de ciclovias planas, visíveis e úteis para todos.

Uma proposta de rede de percursos planos é uma consequência lógica de considerar que as subidas são um obstáculo relevante para a adopção da bicicleta como meio de transporte por uma maior fatia da população. Embora, se só 12 % dos quilómetros de ruas em Lisboa são realmente inclinados e 63 % são mesmo planos, provavelmente o que está a deter as pessoas de usarem a bicicleta não são as colinas de Lisboa, mas as colinas mentais de cada um.

Mas adiante, vamos focar-nos na parte positiva e distintiva desta ideia: a criação de rotas privilegiadas para a navegação da cidade de Lisboa em bicicleta. Ter algo assim, uma rede de “linhas” coerente, bem pensada, sinalizada de forma inteligente, e bem visível, faria muito por derrubar essas tais colinas mentais das pessoas. Esta é uma ideia que apoio com entusiasmo, e que vai de encontro à ideia de que falei no outro dia.

Contudo, por muito apelativa que seja a ideia de pintar ciclovias de diferentes cores pela cidade, essa raramente é a melhor solução, para os ciclistas e para a cidade como um todo, e é nesta parte que o projecto perde o meu apoio, por propagar este cliché, este mito das ciclovias como solução, que adia a resolução dos problemas da cidade e das pessoas que nela vivem, trabalham e consomem.

ilustração

Haverá sítios onde uma ciclofaixa (uma faixa de rodagem só para bicicletas), correctamente desenhada e construída, possa ser a solução mais adequada, mas tal será a excepção no centro da cidade. E algo como chega a ser mostrado no vídeo, como a imagem acima, é simplesmente errado e nunca deveria ser apresentado em público por muito “versão rascunho” que seja, pois propaga e perpetua esta ideia de que “basta pintar um corredor no chão”, sem nenhuma preocupação a nível de engenharia de tráfego, criando autênticas ratoeiras para as pessoas que se deslocam de bicicleta, principalmente para aquelas que confiam na tinta, que confiam nas autoridades que implementaram aquelas infraestruturas.

A segregação principal a fazer é do automóvel, não da bicicleta.

Temos que retirar tráfego de atravessamento de muitas das ruas da cidade, tornando-as pouco permeáveis a automóveis, mas hiper-permeáveis a bicicletas e peões. Isso conjugado com a tal optimização de grandes rotas e sinalização muito visível e clara das várias “linhas”, terá um muito melhor efeito global na qualidade de vida da cidade ao reduzir a poluição atmosférica e sonora e o risco rodoviário, e ao restringir a liberdade do elemento mais ameaçador, o automóvel, devolvendo às crianças, aos velhos, aos animais domésticos e a todos nós, o direito de desfrutar da rua sem medo de sermos mortos ou feridos por um carro cujo condutor só quer usar a nossa rua como atalho.

Será também mais barato para os cofres públicos e será mais seguro para quem anda de bicicleta, ao evitar todas as complicações originadas pela segregação de veículos por tipo e por velocidade e destino.

Porque as colinas, as físicas e as mentais, não são a única coisa a impedir as pessoas de escolherem ir de bicicleta, nem sequer são a mais importante. Há o medo, há a falta de preparação, há a vergonha, há a ignorância, há a preguiça, há o hábito, etc, etc…

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A Mobilidade Sustentável na Escola Básica 2/3 de Lamaçães

Mário Meireles @ Braga Ciclável | 13/03/2015 às 22:34

Temas: [ Bicicleta ] [ bicicultura ] [ EB 2/3 Lamaçães ] [ Escola ] [ escolas ] [ Gonçalo Peres ] [ Lamaçães ] [ Mobilidade ] [ Modos Suaves ] [ Ricardo Cruz ]

10981433_1020128094668575_42949164039708E.B. 2/3 de Lamaçães recebe palestra sobre mobilidade sustentável

A escola EB 2,3 de Lamaçães recebe amanhã, dia 14 de Março de 2015, às 10h00, uma palestra sobre mobilidade sustentável.

Com o objetivo de sensibilizar encarregados e alunos para o uso dos modos suaves de transporte nas deslocações para a escola, esta palestra conta com duas pessoas com uma vasta experiência no uso diário da bicicleta.

Teremos assim o Ricardo Cruz, professor de Português do ensino secundário, entusiasta ciclista urbano desde os anos 90, defensor e ativista da mobilidade em modos saudáveis, sendo, também, um cicloturista convicto e adepto do ciclismo de muito longa distância.

A acompanhá-lo na palestra estará também o Gonçalo Peres, que em 2009 começou a usar a bicicleta nas deslocações perto de casa para levar o primeiro filho à creche, evoluindo o raio de alcance para toda a cidade e todo o planeta, dependendo do tempo disponível. Hoje acompanha os dois filhos às respetivas escolas, sendo estes já autónomos no uso da bicicleta.

Para além da palestra ocorrerá ainda uma exibição de trial pela equipa “Sópedal”, com uma vasta experiência neste tipo de exibições, com manobras arrojadas que certamente ficarão gravadas na memória de quem vá assistir.

A iniciativa está aberta a toda a comunidade e conta-se com casa cheia para ouvir as experiências de duas pessoas que optaram pelo modo mais eficiente e inteligente para se deslocarem na cidade.

Esta iniciativa decorre integrada do Projeto "Transporte Ativo" e fazem parte de um projeto de doutoramento intitulado “A criança e o transporte ativo para a escola”.

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Vamos refletir?

@ Eu e as minhas bicicletas | 13/03/2015 às 17:12

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ refletores ]

Pneuzinhos semi-novos com fita refletora...

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(atrás do alforge está outro refletor meia-lua, falhei na foto, paciência)
(sim, o selim está mesmo no limite, eu sei!)


Código da Estrada
https://dre.pt/application/dir/pdf1s/2005/03/059B02/00090010.pdf

O n.º 11 na alínea a) da Portaria n.º 311-B/2005 de 24 de Março refere:
Os veículos devem ainda possuir, nas rodas, reflectores com as seguintes características:
a) Número mínimo em cada roda: dois se forem circulares ou segmentos de coroa circular ou apenas um se for um cabo reflector em circunferência completa.

Can you see me now bitches?

Ainda esta passada sexta por volta das 19h15 ao vir para casa vi em sentido contrário um mocinho dos seus 10 anitos sozinho numa BMX encostadinho à berma (que ali tem um palmo) e encolhidinho, qual ratinho na pradaria, sem qualquer iluminação ou reflectores numa parte em que a estrada tem pouca iluminação pública. Isto com os carros a fazer razias a 70kms/h.

Iluminem-se e façam-se ver!
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proposta Lisboa Horizontal

paulofski @ na bicicleta | 13/03/2015 às 8:17

Temas: [ divulgação ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ coisas que vejo ] [ filme ] [ Lisboa ] [ mobilidade ] [ partilha ]

“Propomos uma rede lógica de ciclovias planas para Lisboa, com inclinação entre 0% e 4%, visível na rua, ligando as principais zonas da cidade.

Gosta?
Lisboa Horizontal candidatou-se ao concurso Ideias de Origem Portuguesa da Fundação Calouste Gulbenkian – façam favor de votar e partilhar !

2015.ideiasdeorigemportuguesa.org/ideias/78

Acreditamos na bicicleta como um meio de transporte alternativo, viável e promotor de Felicidade Individual e Colectiva, que promove a Sustentabilidade Económica e Ambiental das Sociedades!

Mais do que a utilização das bicicletas de forma lúdica ou recreativa, o Projecto Lisboa Horizontal visa criar condições físicas e exequíveis (conceito inspirado nas linhas de METRO) que promovam a circulação de bicicletas na cidade de Lisboa, numa óptica utilitária e pragmática, abrangendo de forma massiva públicos-alvo que vão desde a classe trabalhadora aos turistas, passando pelos estudantes, numa cidade cujo desafio de sustentabilidade ambiental se apresenta como uma das grandes prioridades futuras!

Crescimento Económico, Criação de Emprego Local, Aumento da Productividade, Melhoria da Qualidade Ambiental e Diminuição das Despesas com a Saúde das Propulações, são apenas algumas das vantagens abordadas em diversos estudos (Business Insider Mag “13 Reasons You Should Start Biking To Work, Mandi Woodruff, 2012) e publicações (ex. “Bikenomics: How Bicycling Can Save The Economy, Elly Blue, Microcosm Publishing, 2014), baseados em casos reais, por esse mundo fora!

O Projecto Lisboa Horizontal afirma-se assim como um motor de mudança em prol de uma Sociedade Mais Feliz e Económica e Ambientalmente Sustentável!

facebook.com/lisboahorizontal
bxlx.eu/lisboahorizontal


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para a tua agenda

paulofski @ na bicicleta | 12/03/2015 às 16:17

Temas: [ divulgação ] [ bicicultura ] [ Braga ] [ Burinhosa ] [ coisas que leio ] [ cycle chic ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ passeio ] [ Porto ]

Braga Cycle Chic desafia bracarenses a pedalar com estilo a 21 de Março

cartaz_bcc“O evento é gratuito e pretende incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte e lazer.

A 1ª edição do Braga Cycle Chic está agendada para 21 de Março, pelas 14h30, na Praça da República (Em frente à Arcada). O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, pretende mostrar que é “possível pedalar na cidade usando roupa clássica”. A participação é gratuita e vão ser disponibilizadas bicicletas.

Uma tarde a passear com estilo, de bicicleta pelo centro histórico de Braga, sempre na zona pedonal, com paragens em vários pontos da cidade, é a proposta da associação para celebrar a bicicleta como meio de transporte e assinalar o início da Primavera.

Inscrição gratuita (mas obrigatória)

Para quem não tiver bicicleta, poderá reservar uma antecipadamente. O evento é gratuito, mas a inscrição é obrigatória. Deverá ser realizada através das páginas do Facebook do Braga Cycle Chic, da Associação Braga Ciclável, ou em https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-i-braga-cycle-chic-16075971664 a partir de Domingo, 8 de Março.”

fonte: http://bragaciclavel.blogspot.pt

Resíduos, Hortas na Cidade, Lixo… e Bicicletas!

Campo aberto“Esta tertúlia, organizada pela Campo Aberto em colaboração com o Núcleo do Porto da Quercus e com a Quercus – Centro de Informação de Resíduos, partirá de um testemunho sobre uma experiência de um ano de voluntariado em Ourense, Galiza, realizado junto dos Amigos da Terra locais (ramo dos Friends of the Earth International, uma das mais importantes organizações ecológicas internacionais). O Eng. Civil João Pedrosa, atualmente empenhado em trabalhos de ecoconstrução na região de Arganil, está ligado a vários projetos de alternativas de transição: o Projeto Escola Viva, que funciona na Cooperativa dos Pedreiros, no Porto, o Movimento de Economia Social, na mesma cidade, e ainda a AMAP, Associação para a Manutenção da Economia de Proximidade.

Quando?
Sábado, 21 de março, às 15:00.
Onde?
Na sede da Campo Aberto, rua Santa Catarina, 730-2.º andar (perto do Silo Auto)
O quê?
Como a bicicleta e os resíduos se mobilizaram ao serviço das hortas urbanas e da qualidade alimentar.
Com quem?
Intervenções de diversas pessoas ligadas à temática no domínio dos resíduos (LIPOR: Eng.ª Susana Freitas, da Divisão de Valorização Orgânica), das Hortas Urbanas (Quinta Musas da Fontinha, Movimento Terra Solta, Eng.a Marisa Moreira do Parque da Devesa, Famalicão), da promoção da bicicleta na mobilidade urbana (Miguel Barbot e Velocultura, Ricardo Cruz e MUBI, Centro de Informação de Resíduos da Quercus, e outros).

INSCRIÇÃO
A inscrição é gratuita mas obrigatória. Para cada uma das pessoas que pretenda inscrever, enviar nome, email e telefone para: tertuliasca@gmail.com, até quarta-feira, 18 de março, o mais tardar.”

fonte: www.campoaberto.pt

Burinhosa volta a ser aldeia-capital da bicicleta por um dia

Burinhosa-2014“Uma aldeia portuguesa deverá voltar a equiparar-se por um dia às cidades do Norte da Europa com mais velocípedes do que habitantes, com a realização do 12.º Encontro Nacional de Bicicletas Antigas (ENBA).

A 26 de julho, a Burinhosa, localidade do concelho de Alcobaça com cerca de 750 habitantes, irá receber outras tantas bicicletas, se se cumprir o que vem sendo habitual nos últimos anos.

Tratando-se uma terra de colecionadores de veículos a pedal – tem a sede da Associação Nacional de Bicicletas Antigas (ANBA), fundada em maio de 2014 – naquele dia de verão irá apresentar uma taxa de velocípedes por habitante invulgar para Portugal e ao nível da Dinamarca ou da Holanda, recordistas no uso de veículos a pedal.”…

ler mais em http://pedais.pt/burinhosa-volta-a-ser-aldeia-capital-da-bicicleta-por-um-dia/


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Elas andam aí...

@ Eu e as minhas bicicletas | 10/03/2015 às 17:23

Temas: [ bicicultura ] [ commute ] [ ladies ] [ mulheres ] [ primavera ]

A propósito do Dia da Mulher - que está estabelecido a 8 de março, mas que devia ser todos os dias (percebo a comemoração pela coragem de quem outrora lutou e morreu pelos direitos de todas as mulheres, mas faz sentido manter esta "descriminação positiva"? eer, não sei!) e onde as minhas duas Mulheres foram prendadas com umas singelas rosas - lembrei-me de escrever sobre um tema que já antes queria meter em palavras.

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Há uns dias tive de ir de scooter para o trabalho, e por razões que não interessa referir acabei por ir pela Radial de Benfica onde mirava invejoso os meus habituais "parceiros" de commute que àquela hora costumo cruzar na ciclovia.

Eis que senão quando pelo canto do olho reparo numa bicicleta que nunca antes vira àquela hora naquele percurso... e, parecia mesmo uma moça a commutar (presumivelmente, ia de mochila às costas)... seria?
Nah! Talvez ilusão, foi num fugaz momento, demasiado rápido...

Ontem, 9 de março, à ida para casa e com os dias a ficarem mais largos, distraí-me e fui um bocaxinho mais tarde... e eis que senão quando vejo a dita moça a cruzar-se comigo na ciclovia de mochila às costas, a commutar (presumivelmente).

E isto tudo para dizer o quê?

Andam muitas mais bicicletas a rolar por essas ruas e estradas agora que a chuva deu tréguas, que o tempo está mais ameno, e que os dias se esticam até mais tarde...

...mas muitas são de senhoras/meninas e isso é sinal de que as coisas estão a mudar!

Ladies biking all over town! WOW!

O que me fez lembrar esta musiquinha dos "Flight of the Concords" - 'Ladies of the World' :)





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Braga Cycle Chic desafia bracarenses a pedalar com estilo a 21 de Março

Eliana Freitas @ Braga Ciclável | 10/03/2015 às 10:42

Temas: [ bicicultura ] [ Braga ] [ Cycle Chic ] [ Eventos ]

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O evento é gratuito e pretende incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte e lazer.

A 1ª edição do Braga Cycle Chic está agendada para 21 de Março, pelas 14h30, na Praça da República (Em frente à Arcada). O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, pretende mostrar que é “possível pedalar na cidade usando roupa clássica”. A participação é gratuita e vão ser disponibilizadas bicicletas.

Uma tarde a passear com estilo, de bicicleta pelo centro histórico de Braga, sempre na zona pedonal, com paragens em vários pontos da cidade, é a proposta da associação para celebrar a bicicleta como meio de transporte e assinalar o início da Primavera.


Passadeira vermelha


O programa arranca pelas 14h30 com uma demonstração e explicação sobre os cuidados básicos de manutenção da bicicleta. Uma passadeira vermelha, colocada no local, servirá de inspiração para quem desejar tirar uma fotografia que será depois publicada na página do Instagram - instagram.com/bragacyclechic. Os participantes devem trazer roupa casual, com que se vestem normalmente. Haverá bicicletas eléctricas apra quem quiser experimentar.

O passeio arranca às 15h30 e vai parar em vários “check-points” que correspondem a mais de 20 parceiros. Uma limonada, um doce, um pouco de música ou dois dedos de conversa prometem tornar a tarde inesquecível.


Inscrição gratuita (mas obrigatória)


Para quem não tiver bicicleta, poderá reservar uma antecipadamente. O evento é gratuito, mas a inscrição é obrigatória. Deverá ser realizada através das páginas do Facebook do Braga Cycle Chic, da Associação Braga Ciclável, ou em https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-i-braga-cycle-chic-16075971664 a partir de Domingo, 8 de Março.

O Braga Cycle Chic é para participantes dos 0 aos 100 anos. No local vão estar disponíveis “atrelados” para os pais levarem os mais novos. No acto de empréstimo da bicicleta ou atrelado é obrigatório ter presente o cartão de identificação do requerente. O movimento Cycle Chic  pretende mostrar que qualquer pessoa pode pedalar com roupas normais, incentivando o uso da bicicleta para as deslocações diárias, deixando de parte o vestuário de desporto.

Sobre o Cycle Chic

O Cycle Chic refere-se a pessoas que se deslocam de bicicleta utilizando roupas elegantes que usam no dia a dia. O conceito de elegância na cultura popular inclui bicicletas, acessórios de bicicletas e roupas. O termo “Cycle Chic” foi apadrinhado em 2007 pelo designer dinamarquês Mikael Colville-Andersen que iniciou, nesse mesmo ano, o blog Copenhagen Cycle Chic.

Cycle Chic é então uma frase moderna que descreve algo que já existe desde a invenção da bicicleta nos idos 1880s: cidadãos regulares a andarem de bicicleta. Andar de bicicleta era elegante desde o início desta e ao longo das décadas até aos idos anos 40. Hoje em dia esta elegância está a regressar às ruas, não só às ruas de cidades como Amesterdão, Copenhaga, Londres, Barcelona, Nova Iorque, Rio de Janeiros, Donostia, mas também às ruas de Braga, onde cada vez mais pessoas optam pela bicicleta como meio de transporte no seu dia a dia sem que para isso tenham que mudar de roupa. As regras no Cycle Chic® é que não há licras justinhas, nem capacetes,  há, sim, roupa chique, roupa elegante, roupa do dia a dia e, depois, uma bicicleta. Serve qualquer uma, mais nova ou mais velha, com mais ou menos óleo, a chiar ou afinadinha, não importa. A bicicleta só vai ser um pequeno acessório que nos vai permitir viver a cidade e torná-la mais humana. 

O ciclismo elegante está de volta às ruas da nossa cidade!

Sobre a Associação Braga Ciclável

Este será o primeiro evento da Associação Braga Ciclável que se assume como uma associação de defesa da mobilidade em bicicleta. “Tem como objetivo melhorar as condições para o uso da bicicleta como meio de transporte, de forma correta, regrada e consciente, tendo sempre presente todos os benefícios para a saúde, a economia, o ambiente e a sustentabilidade da cidade” - revela a organização.

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Para mais informações, contactar:
912 670 758
913 895 274
www.facebook.com/bragacyclechic
bragacyclechic@gmail.com

 
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Siga!

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 9/03/2015 às 10:58

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ guest photo ] [ Lisboa ] [ Nelson Oliveira ]

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Fotografia de Nelson Oliveira

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Infraestruturas precisam-se! (mas das boas!)

@ Eu e as minhas bicicletas | 6/03/2015 às 17:32

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ brasil ] [ ciclovias ] [ infraestruturas ]

Circulam nas redes sociais vários artigos sobre as virtudes da bicicleta que os portugueses descobrem quando vão lá para fora.
O mais recente é este do "Jornal i" cujo parangona é:
"Portugueses de Londres aderem em massa à moda da bicicleta"

Eu não tive até hoje uma experiência profissional (de longa duração) "lá fora", e as vezes que por lá andei mais tempo foi de férias em que a percepção é obviamente diferente. Mas apercebo-me que "lá fora" as coisas são diferentes. Mesmo muitos colegas de trabalho, mais velhos e não só, que já tiveram experiências de vida no estrageiro admitem que usavam a bicicleta como meio de transporte e/ou os transportes públicos com mais frequência que por cá.

Ora como é óbvio, um tuga não muda do dia para a noite.
Não sai do aeroporto em Portugal com uma ideia de vida e aterra noutra cidade europeia com a cultura desse país embutida na sua mente. E quando regressa não "embrutece" ao passar a fronteira.
É óbvio que a informação, a cultura e o civismo moldam as ações das pessoas, mas tem de haver algo mais...

Eu tenho muitas conversas e discussões com amigos e conhecidos que, felizmente, pensam diferente... não digo que tenham razão ou deixem de ter, mas que pensam as coisas de outras maneiras... nomeadamente sobre isto do ciclismo urbano e o commute de bicicleta.

Um grande amigo meu, que percebe e entende as virtudes do uso da bicicleta, mas que cá em Portugal não a adopta, e tem mil e uma desculpa todas elas válidas (como todos os outros que não "arriscam") foi recentemente uma temporada larga para o Brasil.

Amiúde manda-me estas pérolas, para "brincar" comigo :)

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Mas recentemente recebi com muita satisfação no meio de umas conversas por mail estes parágrafos:

"Eu imagino que devas andar com o coração nas mãos sempre que sais para a estrada de bicicleta, eu não conseguia... 
Em contrapartida, aqui no Rio estou seriamente a equacionar em comprar uma bicicleta em segunda mão, porque existem excelentes condições para nos deslocarmos para todo o lado em ciclovias, e os automobilistas e os ciclistas convivem muito serenamente (mesmo com alguns excessos de velocidade).
Continua..."

Ora, então o que falta para levar as pessoas em Portugal a mudarem o "chip"?
É a educação?
É cultura?
É a lei?
É a fiscalização dessa lei?
São incentivos?
Claro que sim...

Mas o que faz as pessoas largarem o carro e apostarem na bicicleta são infraestruturas!
São as ciclovias! São mais ciclofaixas!

Adenda:
Eis que o meu amigo já se converteu... hajam infraestrutras e as pessoas mudam o chip!!

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Empatia e a praga que aí vêm

@ Eu e as minhas bicicletas | 4/03/2015 às 10:29

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ praga ]

Já quando ia com os amigos à Serra de Sintra fazer BTT havia o chamado "espírito da montanha" onde os BTTistas se cumprimentam ao se cruzarem, o que para quem se iniciava nessas aventuras era algo que se estranhava, mas depois passava a normal.

No commute acontece o mesmo. Com o passar dos dias, das semanas, dos meses, começamos a cruzar com algumas pessoas e começa a haver um cumprimento envergonhado, depois passa a rotineiro e um dia passa a conversa (quando no mesmo sentido).

Aconteceu-me já com várias pessoas com quem me vou cruzando no meu commute... não ficamos amigos, não trocamos telefones, nem combinamos copos, mas existe ali uma cumplicidade da situação. Se calhar existe por sermos poucos, se calhar é por empatia por nos considerarem "esquisitos" e "maluquinhos", não interessa... o facto é que é algo global e não local.

As pessoas que commutam de bicicleta vivem mais o seu commute e socializam mais com os restantes commuters (principalmente se forem de bicicleta, óbvio)!

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Há tempos ia a chegar a casa com um meu amigo/vizinho commuter e ia um rapaz numa subida a levar a sua bina pela mão, o meu parceiro de viagem cumprimentou o rapaz e perguntou se estava tudo bem e se precisava de ajuda. Pela forma descontraída perguntei se o conhecia. Que não mas como levava a bicicleta à mão era para saber se estava com algum problema.

A semana passada tive um furo lento, e parei na ciclovia a encher o pneu. Passou um senhor que já tenho visto amiúde e perguntou se estava tudo bem e se precisava de ajuda. Agradeci e disse que não. Ele seguiu. Apanhei-o mais à frente e fomos na conversa uns 3 kms.

A verdade é que antigamente os condutores de veículos motorizados também se ajudavam uns aos outros e se respeitavam, mas hoje em dia é cada um dentro da sua viatura metido na sua vida e o resto é apenas "paisagem".

Há uma empatia quase natural entre os ciclistas...
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Infelizmente, não em todos os ciclistas... há sempre uns palermas, mas isso há em todo lado né?

Outra coisa que tenho reparado agora que o tempo está mais ameno e os dias a começar a ficarem maiores é que há muito mais bicicletas a circular. Mesmo...

Hoje de manhã a caminho do trabalho num curto espaço de 300 metros numas ruelas onde nunca encontrei nenhuma bicicleta cruzei-me com três.
Uma moça com uma bina muita gira - sem capacete, roupa normal. Um jovem nos 30 com uma bicicleta com cadeirinha e trazia um capacete de criança, pelo que assumo que tivesse ido deixar a descendência à escolinha - sem capacete, roupa casual mas não de trabalho. E enquanto estava parado no vermelho (sim eu sou desses) vejo passar um moço numa BTT com uma mochilona às costas - de capacete e licrado.

De onde veio esta gente toda?!

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É uma praga!
E nós não estamos preparados para lidar com esta praga!
Vai ser o caos... bicicletas por todo o lado!
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Opções para transportar crianças de bicicleta

Gonçalo Peres @ "Bike Mãozinhas" Cicloficina do Oriente | 3/03/2015 às 15:48

Temas: [ Bicicleta em Família ] [ bicicultura ] [ crianças ] [ escolas ] [ mobilidade ] [ transporte ]

Transportar Crianças - Chegada à Escola

A bicicleta é um excelente veículo para transportar crianças pequenas, seja diariamente para a escola, ou nas aventuras em família ao fim-de-semana. Neste artigo analisamos algumas das opções mais comuns, indicando as suas vantagens e desvantagens. Fizemos ainda um inquérito, cujas respostas ajudaram à elaboração deste artigo.


 

Cadeiras

Transportar Crianças - cadeiras

Esta é a opção mais comum para transportar crianças. É a mais simples, barata e também usada em combinação com as outras opções.

Vantagens:

  • Simplicidade.
  • Comunicação com as crianças (especialmente no caso da cadeira frontal).
  • factor “fun” (especialmente no caso da cadeira frontal).
  • Baixo custo.
  • Versatilidade: adaptam-se a quase todas as bicicletas e podem ficar na escola para que o pai/mãe possa seguir viagem para o trabalho sem peso extra.

Desvantagens:

  • Chuva e frio (embora um equipamento impermeável e agasalhos minimizem o problema).
  • Crianças só a partir de 1 ano e até aos 3/4 anos
  • Limite de peso: máximo 22 kg atrás e 16 kg à frente. Existem modelos especiais – Bobike Junior – que permitem levar crianças até aos 35 kilos.
  • Quando a criança adormece a sua cabeça não fica suportada, baloiçando de forma desconfortável.
  • Algumas pessoas queixam-se que a bicicleta fica um pouco instável, mas com a prática regular isso deixa de ser um problema.
  • No caso de cadeiras frontais, convém verificar se toca com os joelhos ao pedalar, obrigando a abrir ligeiramente as pernas e maior cuidado ao manobrar a bicicleta. Existem bicicletas em que isso acontece e outras não, dependendo da geometria. A prática e a distância do percurso influenciam esta potencial desvantagem.

 

Atrelado

Transportar Crianças - Atrelado

Croozer Kids for 2

Existem vários atrelados, com preços entre os 200€ e os 500€. O valor reflecte a diferença na qualidade, segurança e conforto, pelo que recomendo investir num modelo melhor. O mais comum no meu universo de amigos é o “Croozer Kids for 2″. Pessoalmente tenho um, pelo que sou suspeito, mas considero dos melhores, senão o melhor investimento que fiz nos últimos anos.

Vantagens:

  • Conforto, Segurança e estabilidade: além da estrutura rígida envolvente, mesmo no caso de queda da bicicleta o atrelado mantém-se “sempre em pé”.
  • Protecção do clima (frio e chuva), ideal para o Inverno.
  • Capacidade de carga superior, permite levar duas crianças mais bagagem (até 45 kg no modelo da foto).
  • Versatilidade: adaptam-se a praticamente todas as bicicletas e podem ficar na escola para que o pai/mãe possa seguir viagem para o trabalho sem peso extra. Vêm com duas fixações, para poder ser instalado em duas bicicletas diferentes.
  • Possibilidade de transportar bebés a partir das 4 semanas com um adaptador (depende do modelo), até aos 6/7 anos.
  • Permite que os pequenos durmam durante a viagem, com conforto.

Desvantagens:

  • Comunicação menos imediata com as crianças devido à maior distância.
  • Mais pesado que uma cadeira, pelo que exige mais esforço em passeios longos (nada demais para um adulto em boa forma física).
  • Mais caro que as cadeiras.
Com um acessório para transportar crianças com poucos meses. Também se transformam em carrinhos de empurrar. Adormecem em poucos segundos em conforto. Dependendo do tamanho, ate leva três! Cadeiras + Atrelado = big happy family (foto do Nuno Brazão) Chuva e frio? Not a problem!

Cargo Bike comum – de cauda longa

Transportar Crianças - cargo bike xtracycle

Xtracycle do Gonçalo Pais + cadeira

 

Alguns modelos mais comuns nas bicicletas de carga de cauda longa são a Yuba Mundo, Yuba Boda Boda, Kona Ute ou Surly Big Dummy. Também muito usado é o kit Xtracycle, uma extensão que se adapta à maioria das bicicletas, convertendo-as em cargo-bikes. Tenho pelo menos 3 amigos muito satisfeitos com as suas Xtracycle.

Vantagens:

  • Versatilidade: uma bicicleta para todo o serviço, apenas ligeiramente mais pesada que uma bicicleta normal.
  • Factor “fun”: é como andar numa “limousine descapotável”, mas ainda mais exclusivo.
  • Boa comunicação.
  • Capacidade de carga: algumas aguentam até 200 kg, haja pernas (ou um motor eléctrico), permitindo levar crianças mais velhas e até adultos, ir às compras, etc.

Desvantagens:

  • Mais pesada que uma bicicleta normal, mas menos que uma bicicleta + atrelado.
  • Chuva e frio (embora um equipamento impermeável e agasalhos minimizem o problema).
  • Crianças só a partir de 1 ano (em cadeira).
  • Desconfortável se a criança adormece.
  • Preço: uma bicicleta de carga é mais cara que uma normal, mas ao mesmo nível duma bicicleta + atrelado.
Miguel Barroso e a sua Xtracycle Xtracycle do Bruno Uma Yuba Mundo leva adultos com duas pernas às costas!

Cargo Bike – com área frontal

Transportar Crianças - Bakfiets Cargo Bike

O João Bernardino andou uns tempos com uma Bakfiets emprestada da Cenas a Pedal

Os modelos mais comuns são a Gazelle Cabby, Bakfiets e Babboe.

Vantagens:

  • Segurança e conforto para as crianças.
  • Protecção do clima.
  • Capacidade de carga superior – permite levar até 4 crianças (dependendo do modelo) ou 2 crianças mais carga, mochilas, etc.
  • Possibilidade de colocar com segurança um “ovo” para transporte de bebé;
  • Factor “fun”, com visibilidade total da rua para as crianças.
  • Facilidade de comunicação.

Desvantagens:

  • Versatilidade e Peso: depois de entregues as crianças na escola, ficamos com uma bicicleta demasiado pesada e pouco ágil nos percursos com inclinações.
  • Preço: a opção mais cara de todas.
Jaime com as duas filhas numa Gazelle Cabby Iris com os dois filhos numa Gazelle Cabby Copenhaga, 2005: muitas bicicletas de carga com 3 rodas Copenhaga, 2005: muitas bicicletas de carga com 3 rodas Copenhaga, 2005: muitas bicicletas de carga com 3 rodas Copenhaga, 2005: muitas bicicletas de carga com 3 rodas As Babboe estão à venda na loja Zeev no Parque das Nações, com ou sem assistência eléctrica

Conclusão

Inquerito Trasnportar Criancas Resumo

Resumo das respostas ao inquérito

Não existe uma única solução, mas várias, dependendo dos percursos a ser feitos, da bolsa de cada um, do tamanho/peso das crianças, do clima. Muitos dos que responderam ao inquérito usam várias combinações: cadeira + atrelado, cadeira + bicicleta de carga de cauda longa. Combinações essas que podem mudar ao longo do ano (atrelado nos dias de chuva e frio e cadeira nos dias mais amenos).

O ideal será mesmo investir em várias opções. Eu comecei com uma cadeira e mais tarde complementei com um atrelado, quando nasceu o meu segundo filho. Para quem possa fazer confusão gastar 500€ num atrelado, 1000€ numa bicicleta de carga ou 1600€ numa Gazelle Cabby, imagine aqueles extras dum normal carro (vidros eléctricos traseiros, tecto de abrir, A/C electrónico, etc.) que custam bem mais do que isso. Uma família com vários carros, pode reduzir a “frota automóvel” a uma unidade e comprar facilmente todas estas bicicletas, sobrando ainda milhares de euros todos os anos para coisas mais importantes.

Na dúvida, experimente sempre através de algum amigo ou conhecido, que com certeza terá todo o gosto em lhe deixar dar umas voltas com os seus filhos.

Transportar crianças de bicicleta exige algum investimento, de tempo e dinheiro, com a certeza de que será altamente recompensado por essa decisão. Começar é o mais difícil, mas a evolução é progressiva e a prática continua transforma qualquer desafio físico num imenso prazer ao longo do tempo. Com um outro bónus: quem tem filhos sabe bem que sobra pouco tempo para a prática regular de exercício, numa altura em que o nosso corpo mais precisa. Transportar os nossos filhos de bicicleta no dia-a-dia melhora a qualidade de vida: a sua, a deles e a de todos os outros seres vivos do planeta.

A Cicloficina do Oriente está à disposição para prestar um aconselhamento mais personalizado aos pais que queiram percorrer este caminho.

 


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BMX

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 3/03/2015 às 0:34

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ Lisboa ] [ Nelson Oliveira ] [ Terreiro do Paço ]

Mais uma do Nelson:

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Micro-logística em velocípedes

Ana Pereira @ Cenas a Pedal | 2/03/2015 às 18:38

Temas: [ Ambiente e Energia ] [ Indústria e Consumidor ] [ Iniciativas ] [ Pedelecs e e-bikes ] [ Veículos a pedal ] [ Videos ] [ bicicletas de carga ] [ bicicultura ] [ empresas ] [ micrologística ]

Finalmente, parece que a micro-logística em bicicleta (ou triciclo), numa escala maior que a dos “simples” estafetas em bicicleta, está a querer chegar a Portugal. Vejam esta entrevista no Diário Económico, acerca da parceria entre uma tal de Avancycles e a Adicional Logistics.

Pelos vistos estão a começar com um projecto-piloto no Parque das Nações, com um triciclo, em Lisboa. Os triciclos de carga em causa são os modelos Cargocycle da francesa La Petite Reine.

micro-logística em bicicletamicro-logística em bicicleta

O sucesso desta iniciativa está muito dependente das autarquias adoptarem medidas de restrição à circulação e estacionamento automóvel no centro das cidades, claro, e por isso é que estamos a ver isto a (tentar) despontar em Lisboa 14 anos depois de ter surgido em Paris, por exemplo. É o mesmo problema dos pedicabs.

Desejamos-lhes sorte, e sucesso!

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Quando os peões tem mesmo prioridade

@ Eu e as minhas bicicletas | 2/03/2015 às 14:30

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ ciclovia ] [ docas ]

Existe alguma fricção entre os Carros e Motas, entre Motas e Autocarros, entre transporte motorizado e Bicicletas, e entre Bicicletas e os Peões. E temos todos de viver uns com os outros.

Há tempos apercebi-me deste sinal na zona das Docas em Lisboa, e postei num grupo sobre ciclismo urbano onde discorreram vários comentários sobre o assunto:

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A verdade é que uns tempos depois passei lá (num dia de semana) e vi esta nova sinalética que ainda lá está:

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E hoje fui lá almoçar com as babes e sendo domingo soalheiro há montes de gente a passear, e é efetivamente muito complicado com famílias, crianças, carrinhos de bebé, runners e joggers, e empregados das esplanas as bicicletas passarem em segurança.

Muita gente já desmonta, mas há muitos desportistas e distraídos que não o fazem, alguns sabendo da sinalética existente, outros por pura ignorância do tema e porque "não estou a incomodar ninguém".

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Este pequeno troço de 280 metros já deveria ter uma solução pensada para a convivência dos utilizadores deste espaço.

Adenda
Sobre este tema do respeito com o peão ler este artigo da MUBi:
Respeito: 7 regras para com os peões

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Massa Crítica volta a pedalar em Braga! (fotos)

Victor Domingos @ Braga Ciclável | 28/02/2015 às 1:46

Temas: [ Avenida Central ] [ Avenida da Liberdade ] [ Bicicleta ] [ bicicultura ] [ Câmara Municipal de Braga ] [ Eventos ] [ Massa Crítica ] [ Modos Suaves ] [ Praça da República ]

Massa Crítica Braga - fevereiro de 2015

Depois de alguns meses de hibernação, a Massa Crítica está de volta a Braga! Na passada sexta-feira, voltou a realizou-se em Braga mais uma edição deste evento. É bom ver que a vontade de pedalar e contribuir para consciencializar para esta causa continua lá!

Ao João, agradecemos a gentileza do envio destas fotos. Aos participantes, e àqueles que mesmo querendo não puderam estar presentes, fica desde já o convite para a próxima Massa Crítica (dia 27 de março).

Entretanto diz que vai também realizar-se em Braga, no dia 21 de março, um mega-evento que promete envolver bicicletas, chocolates e algumas surpresas... Por isso, já sabem, marquem também essa data na vossa agenda, preparem as bicicletas e estejam atentos! ;-)

Massa Crítica Braga - fevereiro de 2015 - bikelift

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DIY Velomobile o quadro/chassis (I)

Bruno BA @ Bicycling | 27/02/2015 às 14:14

Temas: [ bicicultura ] [ Velomobile ]

Os últimos tempos têm sido de muito trabalho de conceptualização no que respeita à estrutura principal do quadro.

Primeiro decidi, com o conselho do L, que depois foi confirmado por um outro amigo,  fazer o quadro em contraplacado marinho de bétula.

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Então, fiz um esboço em papel que depois passei para o computador, desenhando a peça a duas dimensões no OpenOffice Draw.

Com alguns cálculos muito simples, consegui sobrepor o meu desenho quase infantil à imagem que já tinha da  carenagem.

A seguir imprimi o desenho à escala de 1:1. E levei-o ao L, que fez um template em contraplacado muito fininho,  para servir de guia ao corte do contraplacado que podem ver nas fotos.

Depois do contraplacado cortado à medida, foi necessário fazer os furos nos locais correctos para o movimento pedaleiro e para os apoios do braço oscilante traseiro.

Esta parte foi mais difícil do que eu antecipava, pois foi necessário ter em atenção o percurso que a corrente faz desde a pedaleira até à roda de trás, passando por baixo do assento.

20150213_150408.jpg 
Esta foto mostra um dos estudos, mas não a versão que será definitiva, 
pois optámos por unir as duas peçasdesde a parte da frente até à parte de trás.

O peso não é excessivo e a resistência é absolutamente abissal neste formato. As duas peças vão ser coladas e, nalgumas partes, furada de um lado ao outro.

Quando esta fase estiver concluída, será a vez de fazer as cavas das rodas e o apoio para a suspensão.
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Grão a grão...

@ Eu e as minhas bicicletas | 27/02/2015 às 10:25

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ iluminação ]

Parece um milagre! A LUZ voltou!

Depois de meses, quiça anos, a iluminação voltou a parte da Estrada da Circunvalação, em Lisboa.

Já tinha reportado que tinha visto os técnicos a ver a coisa há dias...

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... e hoje eis que parte dos postes de iluminação estavam acessos!

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Se clicarem na imagem e fizerem zoom vão ver três peões no carreirinho, mais à frente estava ainda tudo apagado e um deles começa a refilar enquanto o outro lhe mostra no telemóvel o caminho indicado por uma app de mapas (presumo).

Eram três alemães adeptos do clube da bola Wolfsburg, que devem ter ficado no hotel perto do parque de campismo, para o jogo de hoje com o meu Spooorrttinnnggg! E mesmo a minha clubite não me impede te ter dito pena deles... ali, no meio do nada, sem passeios, à noite, quase às escuras! O que dirão estes turistas de Portugal? Vergonhoso!

Ainda faltam alguns postes, mas parece mesmo outra estrada!! Carago!!!
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TESTEMUNHOS CYCLE CHIC (XIII)

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 26/02/2015 às 22:54

Temas: [ Testemunhos Cycle Chic ] [ bicicultura ] [ crianças ] [ Cycle Chic ] [ girl ] [ guest photo ] [ Lisboa ] [ testemunhos ]

Fiquei a conhecer “virtualmente” a Ana há uns tempos, quando um amigo em comum nos colocou em contacto para lhe dar a minha opinião sobre a Xtracycle. Ela estava à procura de uma solução para pedalar com os filhos. Entretanto, no mural de uma outra amiga em comum (o mundo é mesmo pequeno), encontrei este testemunho já antigo da Ana e pedi-lhe se o queria partilhar connosco neste espaço. Aqui fica:

Carta escrita a uma mãe, trabalhadora e doméstica, assoberbada com o seu quotidiano, que acreditava que o uso diário da bicicleta se destinava apenas às pessoas independentes e descomprometidas…

PB

“Olá Maria Margarida! Como eu a entendo… :-) Lá em casa somos 3: eu e os meus gémeos de 7 anos. Estaria um dia inteiro a falar-lhe das maravilhas e benefícios de andar diariamente de bicicleta, mas não é essa a sua questão. Eu não sou fundamentalista de nada e não tenho dúvidas de que nem todas as pessoas têm uma vida diária que lhes permita utilizar a bicicleta como meio de transporte principal. Vou apenas dar-lhe o meu exemplo e algumas sugestões, que espero que sirvam para muitas outras mulheres. Com ou sem bicicleta, a nossa vida é sempre uma loucura e uma corrida contra o relógio. A diferença é que a bicicleta torna o nosso dia muito mais feliz e isso tem repercussões em tudo o que nos rodeia. Fiz esta mudança há 2 anos. Tudo me parecia impossível e até hoje continuo a aprender e a adaptar-me. Nem sequer o fiz por questões ecológicas e altruístas, mas sim porque o passe tornou-se num bem de luxo… Acho que a solução que encontrei é a que se adapta à maioria das mães de hoje: arranjei uma bicicleta dobrável que está sempre na bagageira do carro. Depois de deixar os miúdos na escola, deixava o carro estacionado às portas de Lisboa (onde não se pagasse) e seguia de bicicleta para o Chiado. Como o percurso não era muito longo e tinha sítio para trocar de roupa, fazia isto quer chovesse quer não. Este ano, com um Inverno tão chuvoso e um percurso bem mais longo para fazer, tive que recorrer mais vezes à Carris… Depois mudei de emprego para o Restelo, bem lá no alto! Primeiro pensamento: Impossível!! Mas resolvi tentar e, 17km e 1h depois, quase sem fôlego para falar, só pensava: Consegui!! :-) É verdade que (infelizmente) estava a trabalhar em horário reduzido mas, o que lhe quero transmitir é que cada caso é diferente e só a Maria é que pode saber como contornar os seus obstáculos. Na hora de almoço aproveito para ir ao supermercado e comprar apenas o que faz mesmo falta e cabe nos alforges. Voltei a mudar de local de trabalho e agora vou directamente da Portela para o Saldanha. Deparei-me com novos entraves: muitas subidas e ter de circular em estrada. Nunca ir para o trabalho foi tão excitante como agora! :-) Se nalgum dia tenho de, por exº, levar os miúdos ao médico, deixo o carro a meio caminho e faço o resto na dobrável. Actualmente, estou a tratar de adquirir novos acessórios para, no próximo ano lectivo, irmos os 3 de bicicleta até à escola. Há uns meses também achava impossível… Levo muito tempo a estudar quais as melhores opções, os custos, a segurança, mas tenho a certeza que este é o melhor investimento que eu posso fazer na minha vida familiar. Como super-mães que somos, temos que ter sempre uma grande capacidade de adaptação às mudanças e imprevistos. Talvez a Maria não possa usar a bicicleta todos os dias, em todas as circunstâncias, mas garanto-lhe que se começar a dar pequenos passos, depressa vai querer adaptar a sua vida à bicicleta, em vez do contrário. :-) O stress diário e algumas frustrações vão sempre existir, mas a bicicleta fez de mim uma melhor mãe e os meus filhos agradecem :-) (esta parece saída de um anúncio de detergentes!).  As pessoas independentes e descomprometidas têm uma vida muito mais facilitada, mas não têm a motivação e a força que os filhos nos dão. Eu que nem gostava muito de andar de bicicleta… ”

O mais importante foi a resposta da Maria Margarida: mudara a sua perspectiva em relação ao uso da bicicleta e sentia-se motivada a dar as primeiras pedaladas :-)

 

Depois deste testemunho, já encontrou solução para levar os filhos à escola: comprou um FollowMeTandem, que permite que um dos gémeos vá a pedalar. O outro vai num assento especialmente adaptado ao suporte de carga da bicicleta.

Soluções há muitas… haja vontade! Quanto à Maria Margarida, acho que todos nós gostaríamos de ver o testemunho dela um dia aqui no blogue. ;-)

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