Uma mensagem inspiradora, da terra do frio

Bruno BA @ Bicycling | 17/11/2014 às 13:28

Temas: [ bicicultura ] [ bicla ] [ cidadania activa ] [ Copenhagenize ]

A mensagem desta conferência merece ser partilhada: bons sentimentos, cidadania activa, bons resultados, vidas melhores para todos, novos e mais experientes!

Espero que gostem tanto como eu.

Cycling without age | Ole Kassow | TEDxCopenhagenSalon

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Porque é que um ciclista chega atrasado?

bicicleta @ encontros | 14/11/2014 às 21:03

Temas: [ bairro alto ] [ bicicultura ] [ lisboa ] [ ribeira das naus ]

Há umas semanas, tinha um almoço com velhos amigos, no Bairro Alto. Fui para Lisboa de comboio, para ter tempo de subir a colina sem pressas, dando a volta pelas ruas menos movimentadas e menos íngremes.

À chegada ao Cais do Sodré, voltei a confirmar que ainda tinha tempo de tremelicar pela Ribeira das Naus para aproveitar o maravilhoso sol que se fazia sentir, já em pleno Outono. Depois de passar o edifício das agências europeias, ouço alguém chamar o meu nome com uma pronúncia difícil. Não foi difícil detectar a origem, pois o C também já me acenava do alto dos seus quase 2 metros de altura.

Foi uma agradável surpresa. Ele tinha-me avisado que estaria em Lisboa de férias, mas não me tinha confirmado datas, e tinha acabado de chegar. Andava à procura da loja de aluguer de bicicletas e, assim, caminhámos até lá. Pusemos rapidamente a conversa em dia, e combinámos um ponto de encontro para depois de almoço. E lá segui eu, agora já sem grande margem para desfrutar da paisagem, ou do sol.

Ao chegar à Praça do Município, porque era hora de almoço, lá me dou de caras com o D. Mais 2 dedos de conversa, mas como ele é patrício, e encontramo-nos frequentemente, permiti-me despachá-lo porque, afinal de contas, ainda nem tinha começado a subir. E agora, já não podia nem sequer olhar para as pessoas bonitas que preenchem a zona da Baixa e do Chiado, à hora de almoço de um dia de semana. Era o mais depressa possível, até ao Bairro Alto.

Cheguei ao restaurante marcado, e já me aguardavam os meus companheiros de muitas aventuras, menos das que são em duas rodas. Além de algumas risadas, deu para ouvir um deles, em tom gozão, a dizer: "afinal o ciclista é que chega atrasado!"
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Bikepacking / cicloturismo

Bruno BA @ Bicycling | 14/11/2014 às 16:01

Temas: [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ bikepacking ] [ Campismo selvagem ] [ cicloturismo ] [ cycle touring ] [ Ikea HOBO STOVE ] [ QuickHiker iii ]

Há 15 dias fui acampar com dois amigos à Serra do Montejunto.

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Para além de ter sido muitíssimo divertido, serviu também para testar variadas opções antes de me lançar na experiência do cicloturismo com toda a família.

Aquilo que mais confusão me fazia era acampar sem ser em parque de campismo; a experiência foi espectacular; a quietude é, para mim, um dom! E neste conceito de viagem, há verdadeiramente uma ligação com a natureza, que nos deixa simultaneamente despertos e tranquilos.

A tenda QuickHiker iii da Quechua provou, quanto a mim, muito bem!

Éramos 3 adultos e houve espaço para todos sem apertos. Quanto à temperatura, a ventilação da tenda foi muito boa. Três lições aprendidas: um colchão insuflável vale o seu peso em ouro; o calor do início da noite é sempre seguido do frio da noite profunda; e há que tomar muita atenção ao solo onde se coloca a tenda.
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Quanto à primeira lição aprendida, um colchão insuflável é mais leve do que um colchão tradicional e ao ser alto, acaba por "alisar" o chão onde se dorme. Tenho de ver se consigo arranjar algum cá para a nossa casa.


Quanto à segunda lição aprendida, no início da noite soube-nos muito bem abrir os ventiladores na parte de cima da tenda, mas durante a noite essa ventilação extra tornou a noite muito fria para os meus companheiros que tinham um saco-cama mais frio do que o meu (a temperatura de conforto deles era de 15.º C, com a mínima de 10.ºC, enquanto que o meu era 6.º C abaixo), a noite foi mais fresca do que eles gostariam (se tiverem interesse em perceber estas questões das temperaturas, saibam que existe uma norma europeia sobre o assunto, a EN 13537; podem também ler esta mensagem num outro blog) . Devíamos ter fechado os ventiladores!

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Quanto à terceira lição aprendida, digo apenas que, apesar do local onde dormimos ter sido muito almofadado pela vegetação, o solo era irregular numa parte em que estávamos... Mais precisamente, na zona dos meus ombros e costas. Lição aprendida: vale a pena mudar ligeiramente o local da tenda para ficarem todos num bom local para dormir.

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Outra coisa que me intrigava era cozinhar ou preparar comida. Não preparámos muita comida por nós , pois encontrámos vários cafés, uma padaria e um minimercado pelo caminho que nos foram vendendo o que precisávamos.

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O nosso almoço foi numa vinha! Saímos da estrada quando sentimos que era altura de almoçar e utilizámos o caminho agrícola que servia os campos. Depois foi procurar um local mais ou menos plano para comer. Para não ficarmos molhados, estendi a tela de colocar por baixo da tenda e sentámo-nos os três a apreciar a comida com uma vista da Serra do Montejunto.

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À noite o Gonçalo mostrou-nos como se podia cozinhar com um fogão a álcool. Na verdade, o Gonçalo tinha preparado um IKEA HOBO STOVE a álcool onde nos preparou um chá quentinho, que soube lindamente! Obrigado, Gonçalo!

O fogão é bastante rápido a aquecer, sendo uma boa alternativa para um forno a gás. Transporta-se o álcool numa pequena garrafinha de 20 cl,e as várias peças do forno cabem dentro do forno.

Como se faz o forno?

Utiliza-se um escorredor do IKEA destes:

ORDNING Escorredor de talheres IKEA

Depois, com a boca do escorredor (a parte aberta) virada para cima, recorta-se uma parte lateral junto à base para se ter uma abertura por onde colocar a lenha ou o forno a álcool.

As canecas, panelas ou outros utensílios são colocados pela dita boca e assentes nela (se o seu diâmetro for superior ao do escorredor) ou assentes numa plataforma intermédia (se o seu diâmetro for pequeno demais para ficar   assente no escorredor) que é constituída por duas espias de tenda que atravessam o escorredor à mesma altura, mantendo a caneca próxima da fonte de calor. Engenhoso e prático!

Se quiserem uma descrição mais pormenorizada, podem ver aqui.

Quer isto dizer que resolvi uma série de pequenos receios (do desconhecido) que tinha e que a leitura de livros e blogs ainda não tinha conseguido eliminar.

É caso para dizer que não há como tentar para aprender!

Aqui vos deixo umas fotos e um mini vídeo da nossa micro aventura.

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A calma de um passeio de bicicleta que um passeio de automóvel ou moto raramente nos oferece.
Houve tempo para apreciar estas vistas. Pena é ter levado o telemóvel e não a máquina fotográfica!!
Mais uma lição aprendida!

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2014-11-02%2B10.08.53.jpgUm acidente de percurso... o espigão estalou e tivemos de encontrar uma solução para o problema
Já no topo de Montejunto
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Um falcão peregrino passou por nós sorrateiramente e depois fio pousar ali adiante!


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Vídeo - Ida para o trabalho de bicicleta

Bruno BA @ Bicycling | 12/11/2014 às 19:15

Temas: [ Barraqueiro Oeste ] [ bicicultura ] [ commute ]

O tempo para escrever bons posts tem escasseado, mas lá arranjei uns minutinhos para carregar este vídeo de uma ida para o trabalho de bicicleta!

Também podiam experimentar, pois é bem mais divertido do que pensam.


É a diferença de chegar ao trabalho com um sorriso na boca!!
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Bikepacking por Montejunto - 1 e 2 Novembro 2014

Gonças @ Hors Piste autorizé.... | 12/11/2014 às 11:00

Temas: [ aventura ] [ bicicultura ] [ bikepacking ] [ dormida ] [ integração com TPs ] [ longtail ] [ montejunto ] [ own trip ] [ S24O ]

Já estava com "sarna" de casa, tinha que ir para o mato ;). Queria ir explorar uns trilhos que tenho no Montejunto em estilo bikepacking

Vários amigos tinham manifestado a vontade de irem comigo e experimentar uma noite no mato em stealth mode (pernoita selvagem). 

Juntei as vontades e lá fomos. Após várias combinações lá acabámos por ser apenas 3 (o número mágico). O B levava a sua xtracycle btt e o G a sua trekking com alforges. Eu, que já vinha a preparar a trekking para estas lides, não a deixei de a levar...conjunto engraçado de biclas para bikepacking! 
Mas o que conta é mais a vontade do que o material e por isso seguimos!

A ideia era irmos ter a Torres Vedras onde o B nos esperava. Combinei com o G em Mira-Sintra. 

Saí de casa às 8h15. Fui verificar o ar nos pneus à bomba e às 8h20m estava a caminho. A primeira molha apanhei na serra de Carnaxide. Chegado à Amadora já estava seco. Siga que para a frente é caminho. Passei pelos fofos de Belas sempre a abrir para não parar ;) e apanho a segunda molha perto do quartel da Carregueira. Chegado à estação de Mira-Sintra, 16Kms e 45min depois, encontro-me com o G. 


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Zona saloia, à saída de Belas

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O comboio da linha do Oeste...




Verificámos que o magnífico comboio que nos transportaria pela linha do Oeste era de apenas uma carruagem/máquina. É decepcionante a "sangria" que andam a fazer ao nosso transporte ferroviário. Para além de nós, apanhámos um grupo de escoteiros da Ajuda que iam pedalar para a zona da Foz do Arelho, acampar e pescar. Fez-me lembrar as minhas viagens com a minha equipa em tempos idos. Tanto pelas biclas, como pelo material que é levado às costas (aprendem da pior maneira), mas mais pelo espírito de Insha'Allah que transbordavam e  que ainda me acompanha! ;)

Escusado será dizer que foi extremamente difícil colocar tanta bicicleta naquela carruagem. Valeu a boa vontade do revisor e maquinista, mas nestas coisas estamos sempre com um pé na Europa e outro em África: nem temos todas as condições, nem temos um total à vontade para amontoar e sigapabingo...é sempre à base da (difícil) negociação. 

Menos de uma hora de excelentes paisagens depois estamos em Torres e somos surpreendidos pela família do B. Fomos levantar dinheiro e seguimos logo para um trilho que o B nos tinha para presentear. 

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Entrar no trilho à beira do Sizandro

Seguia o Sizandro e tinhamos companhia de vários atletas que faziam um ultra-trail naquele sábado. Não tarda estávamos a passar pelo complexo termal dos Cucos, local lindíssimo entre o abandonado e o "algo estimado", que em conjunto com as cores outonais lhe davam uma aura mística. Continuámos por trilhos rolantes entre fornos de cal e antigos moinhos de água, por terras de Matacães (aparentemente os cães eram os Franceses no tempo das invasões Napoleónicas). Por lá, encontrei um amigo dos Nomad's que andava a fotografar o dito ultra-trail, e o já antigo lema "Bons amigos por maus trilhos" está forte e de boa saúde! ;)


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Edifício principal do complexo termal

Os trilhos acabaram a certa altura e fizémos uns Kms de estrada para avançar. Comprámos pão (daquele bom, denso), fiambre e queijo (embalado e não fatiado na hora!) pelo caminho e procurávamos um local que nos vendesse uma sopa quentinha. Coisa cada vez mais difícil, assim como encontrar bicas de água ou indicações de trânsito que não incluam variantes ou vias rápidas ;o).


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Trilhos

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 E mais Trilhos

Optámos então por "picnicar" num vinhedo e beber um café bem antes da subida aos míticos 666m da serra de Montejunto!

A pensar no jantar andámos também à procura de uma mercearia ou talho aberto, mas já tinha tudo entrado em modo "fechado para almoço". À medida que subíamos, mais nos afastávamos de povoações e a probabilidade de encontrar alguma aberta diminuía. Eu já olhava para os pomares e para as hortas visíveis da estrada e pensava em fazer um pequeno raid a couves e peras! ;)

A última aldeia antes da mega-subida estava em festa. O centro estava engalanado, o palco estava montado e estava tudo bem vestido! 
O G decidiu lançar o isco e perguntar se havia algum sítio onde pudesse comprar fruta ou um litro de leite. Era dia de festa e por isso estava tudo fechado, mas levaram-nos a casa de uma senhora que tem um armazém de fruta. Não perdemos nada em tentar, pensámos. A senhora lamentava pois não ia abrir o armazém, mas quando viu que éramos 3 e de bicicleta foi buscar fruta que tinha por casa e ofereceu-nos. A bondade de estranhos em viagem continua intacta e mesmo pedindo para pagar o leite que nos cedia fomos brindados com um "era o que mais faltava". 

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Bondade de estranhos


Um bom élan para "atacarmos" a subida!


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A subida


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Vista de cima para baixo

Subida é favor...estradas terciárias, se bem que alcatroadas com inclinações de 13% em alguns locais. A minha trekking não tem tanta desmultiplicação como a BTT e isso notou-se. O B, com a xtracycle estava bem pior que nós, mas não tarda estávamos perto dos moinhos da serra. A vista valia bem a pena! 

Parámos perto de uma casa abrigo para fazermos uma cache. Ao arrancarmos, o B reparou que um barulho estranho vindo do selim era o resultado de uma rachadela no espigão, mesmo no local onde se prende o rail do Brooks. Ainda testou a possibilidade de ir sentado no assento do xtracycle, mas para além do estilo "chopper" e de saber que tinha uma alternativa caso ficasse sem selim, não lhe dava grande jeito! 
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Se falhar, tenho alternativa!!!

Lá seguimos a subir por estrada (uma ciclovia imensa) ao som do "eye of the tiger"!! 
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Vista

As vistas, o tapete de alcatrão, o tempo fantástico, o ar puro, a ausência de carros...isto tudo junto compunha um excelente postal de cicloturismo! E tudo a 60kms de Lisboa. 

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"Ciclovia" do Montejunto ;)

Chegámos ao parque de merendas do parque natural de Montejunto com menos de 35Kms nas bicicletas. Visitámos o centro de interpretação do Parque natural e fomos até ao bar da serra para beber um café. Ficámos agradados com o ambiente do bar e o G pede uma tosta pois a subida deu-lhe fome. Entretanto estávamos a combinar como seria a pernoita:

A ideia é montar campo após jantar para não fazer fogo na floresta. Escolhermos um local recôndito, de preferência sem muito vento, sem muitos buracos ou pedras e recolhermo-nos em silêncio. Deitar cedo pois fica escuro cedo. De manhã cedo é acordar com o nascer do sol e lançarmo-nos ao trilho para tomarmos o pequeno-almoço.


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Parque de merendas e bar da serra

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Com um Wheel bender de madeira...catita

Bem dito, melhor feito, mas não sem antes eu e o B pedir-mos também uma mega-tosta de 3€ e uma imperial para ficarmos jantados. 


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O parque de merendas

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A tosta (ainda há a "XL")

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Antes que fuja


Depois de mais ou menos meia hora encontrámos um sítio entre pinheiros, protegido do vento, com bastante erva seca ideal para o conforto e longe da vista. Montámos tenda e deitámo-nos. 

Ás 19h! ehhe

Deitar cedo, como em qualquer pernoita no mato, e depois contar mentiras até adormecermos. 


A quantidade de erva escondeu-nos um grande alto, mas de qualquer forma dormimos confortáveis.


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Esta vai para a "View from the tent"

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Completamente stealth

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De volta ao parque de merendas

Voltámos ao parque de merendas para tomar o pequeno almoço. Cereais, leite, fruta, pão, café quente, nada faltou. Seguimos caminho, desta vez até ao cimo, perto das antenas. Esta fresco, mas excelente para Novembro em Montejunto. Perto das antenas cruzámo-nos com um grupo de "drifters" que traziam os seus triciclos numa carrinha e depois desciam a alta velocidade. 

Depois de vermos as vistas descemos e como não queria vir a Montejunto e não fazer trilhos propus um atalho. Lá atalhámos logo depois de 100m de alcatrão. Pusémo-nos num trilho de cabras, sempre a descer até aos moinhos da serra.

Não tardou em ouvirmos uma ambulância (terão sido os drifters??) e o G. que tinha acusado o frio matinal já estava cheio de calor. A verdade é que o trilho tem muita rocha, como é apanágio de Montejunto e é muito castigador para bicicletas com roda mais fina e pneu menos grosso. De qualquer forma, para frente é que era caminho e aproveitámos para irmos tirando as fotos mais espectaculares de toda a viagem.

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Os drifters

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As torres

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A vista

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O começo do trilho

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A vista no trilho

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 Era assim que nos sentíamos ao acabar o trilho

O Gps do B. ainda caíu no trilho, mas voltámos atrás à procura e apareceu (UFF). Chegados ao alcatrão, perto dos moinhos aproveitámos para nos vingarmos da subida do dia anterior...era sempre a abrir (haviam de ver a cara de intrigados por nos verem a descer cheios de carga e a xtra a ultrapassar ciclistas em subida ahaha).

Despedimo-nos num cruzamento pois o B ainda ia almoçar com a família em Torres Vedras (fez um S24O). Eu e o G seguímos em direção a Lisboa. Víamos Montejunto de longe, vista igualmente brutal. Seguimos maioritariamente pela N115. Merceana, Sobral de Monte Agraço, Bucelas, Sto Antão do Tojal onde nos separámos. O G seguiu via trilhos pela Trancão até ao parque das nações e eu segui via Loures, Odivelas (ainda pensei ir até A-da-Beja, Belas, Lav) onde virei para Lisboa pela calçada de Carriche, Lumiar, Benfica, Brandoa, Alfragide, Carnaxide e por fim Linda-a-Velha. Cerca de 70kms sempre rolantes e extremamente agradáveis (até Loures :( )  

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A vista de Montejunto ao longe

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Ciclovias descomunais ;)

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Almoçámos em Merceana

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Já no Lumiar

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Os percursos sobre o Modelo digital de terreno com um drape de imagens de satélite:

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No Montejunto, vermelho a subir no primeiro dia e a amarelo o segundo dia.

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Noutra perspectiva.

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O percurso inteiro (vermelho dia 1 e amarelo dia 2, sem o percurso do comboio)

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Bikepacking no Montejunto...Setup!

Gonças @ Hors Piste autorizé.... | 4/11/2014 às 9:49

Temas: [ aventura ] [ bicicultura ] [ bikepacking ] [ montejunto ] [ own trip ]

Eis o meu setup para o fds em bikepacking no Montejunto de Novembro 2014:

A bicicleta, uma Rocky Mountain whistle 70 é uma trekking, ou seja uma híbrida entre BTT e estrada, útil para viagens e percursos diários (commuting). Tem rodas 700c e pneus de estrada, mas coloquei-lhe as rodas da minha BTT para fazer esta volta. Com racks dianteiro e traseiro, guarda-lamas, ferramentas, pedais largos, espelho, etc. pesa 17Kgs. (na balança da wc).

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A híbrida...
rola bem na estrada para nos levar onde queremos e depois não recusa um trilho!


No saco estanque traseiro (preto), que pesava 3,5Kgs levo:

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- saco-cama
- matelá (base isoladora)
- múmia de algodão
- corta-vento
- roupa (meias, gorro, luvas, calças e camisola térmica)



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No saco water-resistant azul que ia no rack dianteiro, pesando 2,5Kgs ia:

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- Um poncho (para abrigo)
- O meu Ikea Hobo Stove (inclui fogão alcool, fonte de fogo, talheres, esfregão e corta-vento)
- Garrafa com alcool
- Panela 500ml 
- Temperos, chá, café
- Cafeteira 

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No plano original ia a tenda e apenas o Ikea Hobo Stove, mas acabei por levar material para cozinhar para 3 pessoas e a tenda leva outro. 

No meio do quadro coloquei o framebag que fiz, onde levava comida:


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- pacote de bolachas
- noodles
- fruta
- aveia e frutos secos



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E nas costas levava a mochila s.o.s. com 2 kgs de:



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- faca de mato
- canivete
- Fita americana
- rolo paracord ou sisal
- kit primeiros-socorros 
- kit costura
- ferramentas maiores q não caibam na bolsa das ferramentas
- pilhas extra
- toalhitas/papel higiénico
- frontal
- 2º isqueiro 
- cintas
- porta-água
- casaco

No guiador levava:


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- conta kms
- GPS (Garmin Dakota 20)
- mapa de estradas
- bateria (solar)



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SIGA!!!
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Os peões e as bicicletas não precisam de semáforos

@ Menos Um Carro | 30/10/2014 às 11:19

Temas: [ mobilidade ] [ bicicleta ] [ ditadura do automóvel ] [ tráfego ] [ bicicultura ] [ semáforos ]

Esta foto dum cruzamento* na Holanda tem muito para nos ensinar sobre a gestão da mobilidade urbana, e o transtorno que causam os automobilistas** nas restantes pessoas.
Nos pontos A (onde se cruzam peões com peões), B (peões e bicicletas) e C (bicicletas e bicicletas) não é necessário qualquer semáforo ou regulamentação complexa. O ponto A é óbvio, mas B e C não são óbvios para quem nunca viveu numa cidade dominada pela bicicleta. Apesar de ser um cruzamento com tantos peões, como bicicletas e automóveis (passei lá muitas vezes), em B basta o bom-senso e em C basta uns triângulos no chão a indicar quem deve dar prioridade.
Os pontos D (carro com carro), E (carro com bicicleta) e F (peão com carro) têm algo em comum: envolvem carros e por isso, e apenas por isso, necessitam de semáforos. Os semáforos são assim uma imposição dos automobilistas ao restantes utentes da via.

Pensa nisso.

Por cá, estamos tão agarrados ao paradigma automóvel, que nem imaginamos que possa haver uma diferença entre gerir cruzamentos com bicicletas, e cruzamento com automóveis. Isso é claro na incompreensão que há em relação à maior responsabilização que um automobilista deve ter na cidade face a um ciclista, à possibilidade de haver ruas com dois sentidos para as bicicletas mas apenas um para os automóveis, ao diferente significado que um sinal vermelho deve ter para uns e outros, etc. Nada melhor para o mostrar do que esta foto, de uma "ciclovia" portuguesa com passagens de peões de 50m em 50m, algo inexistente na Holanda. A foto foi tirada no Barreiro, mas existe noutros locais como em Espinho, e o mesmo modo de pensar nas "ciclovias" de Lisboa.

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*Este cruzamento não é uma excepção. Todos os cruzamentos na Holanda são assim.
**Os transportes públicos (que por levarem muitas pessoas em cada veículo) também podem conviver facilmente com o peão como abordei nesta posta.

 

Adenda: este vídeo da hora de ponta em Utreque (Holanda), mostra bem como é tão fácil conciliar dezenas de bicicletas a cruzarem-se.

 

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Em 2013 foi assim

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 29/10/2014 às 17:39

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ Festival da Bicicleta Solidária ] [ Festival da Bicicleta Solidária 2013 ] [ girl ] [ Lisboa ] [ sol ] [ tejo ] [ Terreiro do Paço ]

Aqui ficam, quase um ano depois, as fotos do Festival da Bicicleta Solidária de 2013.

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Dia 9 de Novembro esperamos por todos vocês, para que o IV Festival da Bicicleta Solidária seja ainda mais espetacular!

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Bicicleta Solidária está de volta

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 27/10/2014 às 11:40

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ Festival da Bicicleta Solidária ] [ Festival da Bicicleta Solidária 2014 ] [ Lisboa ] [ Terreiro do Paço ]

Já na sua 4ªedição, dia 9 de Novembro vamos ter mais um Festival da Bicicleta Solidária, organizado pela FPCUB.

E claro, inserido na programação, teremos o passeio bem no espírito Cycle Chic:

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E o que diferencia um passeio Cycle Chic? O seu carácter não desportivo: será um passeio a um ritmo bastante calmo e descontraído, num percurso acessível a todos, dos 8 aos 80 (aliás, já tivemos crianças de 5 anos a fazer passeios completos de 12km, pois o ritmo é mesmo descontraído). Não há qualquer código de vestuário, mas dadas as características do passeio, os participantes podem ir vestidos normalmente, dispensando-se assim qualquer equipamento desportivo!


O percurso será mais uma vez bastante fácil, e terá menos de 10km – para os menos habituados a estes passeios, não se assustem pois será mesmo acessível a todos!

Inscrições GRATUITAS mas obrigatórias em http://www.fpcub.pt/2014/10/iv-festival-da-bicicleta-solidaria-9-de-novembro onde podem saber mais sobre o festival, e quais as atividades que por lá vão acontecer.

Já sabem, dia 9 de Novembro, Domingo, concentração pelas 10 horas no Terreiro do Paço. E não se esqueçam de trazer géneros alimentares para a recolha que será feita no festival.

(PS. ainda estou em falta com as fotos do passeio do ano passado… amanhã ou depois já aqui vão aparecer!)

 

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Livros - Qual a melhor mensagem que posso publicar sobre um livro de bicicletas? Qual é a vossa opinião? Quais os vossos interesses?

Bruno BA @ Bicycling | 26/10/2014 às 18:30

Temas: [ bicicultura ] [ book ] [ cycling book ] [ livro ] [ oferta ]

Publiquei aqui e aqui duas mensagens sobre dois livros, um sobre a aventura que pode ser viajar pelo mundo de bicicleta (li-o na versão Kindle, pelo que não juntei quaisquer fotos do mesmo) e outro, mais utilitário, que é um manual de reparação e manutenção.

Foram as primeiras mensagens que publiquei sobre livros relacionados com bicicletas, pelo que escrevi sobre aquilo que achei que teria mais interesse para vós, leitores.

Nessa medida, reparti os artigos em duas partes, uma relativa ao autor e outra relativa ao livro, mas ambas muito curtas (curtas demais?).

Tenho alinhavados mais seis livros sobre bicicletas que pretendo analisar aqui para vós. Mas gostaria que me dessem algum feed-back sobre aquilo que mais gostariam de ver publicado sobre um livro relacionado com bicicletas.

Agradecia que enviassem as vossas sugestões, para que eu possa adequar as futuras publicações às mesmas, para o e-mail bicycling2012@gmail.com até ao dia 30 de Novembro de 2014.

Após essa data, oferecerei um livro ao autor da mensagem que me tenha sido mais útil e que eu considere mais interessante (enviarei a minhas expensas, para qualquer parte do mundo, através da DHL ou outra transportadora). Também tinha a intenção de publicar essa mensagem seleccionada; naturalmente, apenas com a permissão do autor da mesma. Faço notar que isto não é um concurso nem tem qualquer pretensão de o ser, pelo que a única garantia que eu posso dar é que tentarei ser o mais justo possível na escolha da mensagem.

Trata-se meramente de uma oferta que eu pretendo fazer, de um livro que adquiri e que pretendo oferecer (é um livro novo).

Nessa medida, agradecia que quando me enviassem o e-mail com as vossas sugestões, me informassem desde logo se pretendem autorizar a publicação da mesma ou não (apenas será publicada a mensagem seleccionada e não o autor ou qualquer dado pessoal do mesmo).

O livro que eu enviarei para o autor da referida mensagem será o De Bicicleta - Antologia de Textos, Relógio D'Água, Lisboa, 2012, em Português (lamento não poder oferecer um livro na versão da língua nativa dos meus leitores da China, da Colômbia, do Uruguai, da Dinamarca, da Espanha, dos Estados Unidos da América, da França, do Reino Unido, da Rússia ou da Ucrânia, mas prometo que farei todos os possíveis para vos enviar o livro que consta da foto que junto a esta mensagem para a sua morada).

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Desde já vos agradeço a atenção e a boa vontade.





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A não perder: tertúlia sobre Mobilidade no Centro Histórico de Braga

Victor Domingos @ Braga Ciclável | 22/10/2014 às 23:08

Temas: [ APRUPP ] [ bicicultura ] [ Centro histórico de Braga ] [ debates ] [ Eventos ] [ Miguel Bandeira ] [ Mobilidade ] [ Mário Meireles ] [ Reabilitação urbana ] [ TUB ]

Realiza-se amanhã, 5ª feira, dia 23 de outubro, às 21h00, no Edifício GNRation, uma tertúlia dedicada ao tema “Mobilidade no Centro Histórico de Braga: Algumas Propostas", organizada pela APRUPP - Associação Portuguesa para a Reabilitação Urbana e Proteção do Património.

É um dos temas mais marcantes da atualidade, e que tem tudo a ver com o que por aqui discutimos - a importância da mobilidade, sobretudo da mobilidade sustentável, para a melhoria da qualidade de vida e do bem estar das pessoas que vivem ou trabalham nesta cidade. Em representação do Braga Ciclável, estará presente como orador Mário Meireles. O painel de participantes, que será moderado por Daniel Miranda (APRUPP) inclui também Luís Macedo (CIM-Cávado), Alberto Manuel Miranda (FEUP), Miguel Bandeira (Vereador da Câmara Municipal de Braga) e José António Batista da Costa (TUB). Programa da Tertúlia sobre Mobilidade no Centro Histórico de Braga

Como o espaço na sala é limitado, é necessário fazer inscrição, utilizando o formulário que está na página do evento.

Inscrevam-se e apareçam. Vai valer a pena!

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Livro - "Bicicletas - Manual de Reparação e Manutenção"

Bruno BA @ Bicycling | 19/10/2014 às 18:30

Temas: [ bicicultura ] [ book ] [ Chris Sidwells ] [ cycling book ] [ livro ]

SOBRE O AUTOR

Chris Sidwells define-se como autor, jornalista, fotógrafo e comentarista, um escritor de livros, revistas e jornais sobre todos os aspectos do ciclismo e da forma física (fitness).

Já publicou oito títulos relacionados com bicicletas, para além das crónicas e comentários. 


SOBRE O LIVRO

O livro "Bicicletas - Manual de Reparação e Manutenção" é o segundo título do autor, tendo sido publicado em 2004 e, de acordo com o autor foi traduzido em sete línguas. Felizmente, o Português é uma delas!

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Este livro de umas meras 160 páginas é feito em papel de óptima qualidade, repleto de imagens e com textos muito bem escritos e objectivos. É uma obra com qualidade, e acessível, em termos de texto e de conceitos utilizados, a todos os leitores.

Um exemplo desta abordagem simplificadora e universalista, é a introdução aos vários tipos de bicicleta.

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Para além disso, para quem utilize a sua bicicleta no dia-a-dia e pretenda fazer a manutenção da sua própria bicicleta, ou, até, para quem apenas tenha a curiosidade de perceber como funciona uma bicicleta, os travões de disco (hidráulicos ou mecânicos), os desviadores de mudanças ou mesmo os cubos de mudanças (e muito mais), esta é uma obra que se revelará muito útil e instrutiva.

Com um índice bem esquematizado, permite-nos uma consulta rápida e eficaz.



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Eu não me acanho com a afinação ou a manutenção da minha bicicleta, no entanto, não sou propriamente um mecânico de bicicletas, pelo que este livro já me acompanhou quando fui de bicicleta para mais longe, em esquema de autonomia. É um peso que vale bem a pena transportar, na medida em que nos pode permitir reafinar a bicicleta (em particular as mudanças) por nós próprios.

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Enfim, é um livro com conhecimentos sólidos, compacto e prático, de muito fácil leitura, com guias de como fazer, passo-a-passo, cada operação.




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A Linha do Vale das Voltas

Pedro Roque Oliveira @ VELOCIPEDI@ | 17/10/2014 às 11:26

Temas: [ Bicicultura ]

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Entre Viseu e Sernadas do Vouga a antiga Linha Ferroviária do Vouga, encerrada em 1990, acompanha o curso descendente deste rio. Apesar de apenas recuperada como ecopista em pouco mais de uma dezena de quilómetros correspondentes à sua passagem pelo concelho de Sever de Vouga (entre Cedrim e a Foz do Rio Mau) ela pode, no entanto, ser percorrida com relativa facilidade desde a Bodiosa até Sernadas.

A paisagem é fantástica e é digno de destaque o elevado número de túneis existente. São nada mais nada menos que vinte ao longo do percurso cruzando maciços de xisto e de granito e que, em conjunto com as pontes, possibilitam uma deslocação relativamente plana compatível com as composições ferroviárias ou os desempenhos físicos menos condicionados.

Uma após outra as povoações vão sucedendo-se: S. Pedro do Sul, Vouzela, Oliveira de Frades, Pinheiro de Lafões e os traços ferroviários de antanho ainda visíveis (muitos recuperados) dão o toque de nostalgia que acrescenta ainda mais interesse a uma paisagem de sonho. Destaque para a passagem, já recuperada, entre a estação de Paradela e a foz do Rio Mau que é digna de ser vista e desfrutada. A ser integralmente recuperado seria, porventura, a melhor ecopista do país.

De Viseu ao final são cerca de 84 kms. agradáveis de percorrer que, apesar de fisicamente tranquilos, representam um bom treino ao corpo e à alma.
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Belém.

Diário de Lisboa @ Diário de Lisboa - The Lisbon Diary | 14/10/2014 às 21:24

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ]

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Um passeio épico e um teste ao Brooks C17

Julio @ Biclas blog | 13/10/2014 às 22:53

Temas: [ acessórios ] [ bicicultura ] [ passeios ]

Acordei com as rajadas de vento e a chuva a fustigarem a janela. Por breves instantes pensei em desistir do passeio de bicicleta que tinha previsto para aquele domingo de manhã. Só por breves instantes. O temporal persistia e não dava sinais de alivio mas a vontade de pedalar foi mais forte!
O passeio em si, já era razão mais do que suficiente para sair do conforto das mantas, mas desta vez tinha também uma motivação extra.

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Cambium C17 - versão de teste. Diz que é bom, que não é só Marketing. A verdade é mais complexa...

Os Srs. da Brooks, depois de terem tomado conhecimento do meu interesse pelo Cambium C17, e reconhecendo o impacto mediático que o biclasblog tem no universo dos apaixonados por bicicletas, enviaram-me um selim de teste para que eu o pudesse experimentar e aqui publicar a respectiva análise. Estiveram bem! A única possibilidade na minha agenda para corresponder a este simpático pedido era exactamente aquela manhã de tempestade...
E assim, equipado a rigor, fiz-me à estrada!
Rapidamente o vestuário "impermeável" demonstrou que esse conceito, quando aplicado à roupa, é muito limitado!! Felizmente que no caso de um selim as coisas são mais simples e o termo "impermeável" do C17 assenta-lhe bem, sem falhas. Ao contrário dos outros selins brooks, este é o primeiro selim impermeável e cujo conforto é prometido desde a primeira utilização, sem ser necessário um período para ele se moldar ao nosso corpo. Apesar disto, a minha expectativa para o passeio era naquela altura muito baixa. Porque? Porque antes de o montar na Masil, andei com ele na Quipplan... e que martírio!! Para minha grande surpresa, e devo dizer até desilusão, os primeiros km´s não foram de conforto, mas de sofrimento! O selim era demasiado duro, fazendo demasiada pressão nos "sit bones" (desculpem lá mas não sei o nome deles em Português). Por outro lado, sentia algum amortecimento proporcionado pela borracha de que ele é feito e o formato na frente é o ideal, não interferindo com o movimento das pernas. Coisa pouca, que não chegava para fazer esquecer o desconforto. Mas a minha intenção para este selim é de o usar numa bicicleta randonneur que estou a pensar montar, por isso achei que devia fazer um teste na Masil para ver como era o feeling dele numa bicicleta com outra geometria e usando uns calções de ciclismo.
Não sendo a expectativa boa, cheguei a pensar nem trocar o selim da Masil para não arruinar o passeio... Mas pronto, lá resolvi arriscar e montei o Brooks na Masil. Surpresa das surpresas, ao contrário da experiência na Quipplan, na Masil, o Cambium teve um desempenho muito bom! Manteve as boas caracteristicas de amortecimento e ergonomia da frente mas com a diferença de não massacrar os sit bones. Quase não senti pressão nenhuma! Como? Bom, a posição de condução é diferente e os calções terão também ajudado. Em 3h30 de passeio o balanço foi positivo, ainda que alguma dureza se mantivesse e esteja por isso na dúvida de como será em passeios maiores... E isso é importante porque a ideia é mesmo arranjar uma selim (e uma bicicleta) confortável para voltar a fazer passeios longos, nomeadamente brevets randonneur.

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Já o resto da bicicleta não me proporcionou o mesmo conforto. Os 65km na Masil chegaram para ficar moído, recordando-me a razão pela busca de uma bicicleta mais confortável.
Portanto, sobre o brooks, basicamente ainda não me decidi! Se fosse para usar numa bicicleta com uma posição vertical, claramente não! Para a bicicleta que tenho em vista, a resposta é ainda um "talvez". Tudo isto levou-me a pesquisar um bocado na internet e a perceber que a escolha de um selim depende mais da forma como ele se adapta ao nosso corpo e à utilização pretendida do que simplesmente uma avaliação se o selim "é bom" ou "é mau".

Quanto ao passeio, não foi fácil chegar ao cimo do Montejunto. A relação mais leve da Masil (39-23) estava claramente desajustada para o que as minhas pernas pediam! Como se não bastasse, as rajadas de vento fortíssimas, e de frente, tornaram a conquista do topo ainda mais dura, mas também por isso mais desejada. Quando foi altura de descer, os ventos laterais trouxeram alguns arrepios, obrigando a atenções redobradas.

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A dureza da subida, a imponência da montanha, o nevoeiro que ora aparecia ora desaparecia, o som dos trovões e do vento, tudo conjugado trouxe a este passeio, mais do que dificuldades, uma sensação incrível de satisfação, por ali estar sozinho, com a minha bicicleta! :)

E se algum dos meus 4 leitores já chegou até aqui, deve estar a estranhar a conversa acima da Brooks ter-me emprestado um selim. Pois... é verdade. Foi apenas um devaneio megalómano. A história verdadeira é outra:
Dirigi-me à loja da Veloculture e expliquei o meu interesse pelo selim e, quando eu esperava apenas a possibilidade de um micro-teste, ali na rua ali em frente à loja, fui surpreendido com um simples: "Aqui está. Podes levar. Trá-lo daqui a uns dias". Assim. Sem outras complicações!
Podem até não ter vendido um selim (ainda não me decidi) mas é certo que logo naquele instante conquistaram, ainda mais, a minha admiração. E por isso, mais do que o negócio de um selim, ganharam um cliente! Grande Veloculture!! :)


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Calçada da Glória.

Diário de Lisboa @ Diário de Lisboa - The Lisbon Diary | 13/10/2014 às 20:50

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ]

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Livro - "Travels With Willie: Adventure Cyclist"

Bruno BA @ Bicycling | 12/10/2014 às 18:57

Temas: [ Adventure Cycling Association ] [ bicicultura ] [ bicycle touring ] [ book ] [ cicloturismo ] [ cycling book ] [ livro ] [ Willie Weir ]

SOBRE O AUTOR

William Weir é um motivador, um viajante inveterado, que ganhou notoriedade ao escrever crónicas para a Adventure Cycling Association.

O Autor tem o dom da comunicação (podem ouvir nesta página uns clips de som que Willie fez acerca da sua visita a Portugal) com uma perspectiva muito positiva da vida e, numa das inúmeras viagens que fez, chegou a passar por Portugal.

Em abono da verdade, Willie Weir fez mais do que simplesmente "passar" por Portugal, pois a sua rota não se limitou a atravessar o país de Este a Oeste ou de Norte a Sul: fez dois "s" e meio pelo país, entrando por Trás-os-Montes e saindo a Sul, entre Vila Real de Santo António e o Alqueva.

SOBRE O LIVRO

O livro, de cerca de 250 páginas, corresponde, em grande parte, às crónicas que o Autor foi escrevendo para a Adventure Cycling Association enquanto vivia as suas aventuras.

O texto de "Travels With Willie: Adventure Cyclist" é leve, espirituoso e inspirador. Na verdade, mesmo para quem não se desprende da vida quotidiana como ele o faz (levando uma vida frugal para conseguir ter dinheiro para fazer viagens de 3 e mais meses de cada vez), o livro é inspirador e transporta-nos para a experiência que Willie viveu e partilha no livro.

Num dos exemplos de desprendimento que ele tem dos bens materiais, conta-nos como o pedido de casamento que fez à sua Mulher foi acompanhado de uma moeda de 100 Liras italianas em vez do tradicional anel de noivado.

Outra história que nos conta passa-se em Cuba, quando ele e a mulher foram parar a uma base militar semi-abandonada - mas altamente guardada - e foram "detidos" e transportados pelos soldados cubanos para fora daquela área.

Há muito mais historias que Willie nos conta e, na minha opinião, vale francamente a pena a leitura.


Algum de vós o leu também? Têm outra perspectiva do mesmo livro?
Gostaria muito de saber qual a vossa opinião.



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Inauguração da exposição "Ilustração Voadora" em vários locais de Lisboa.

Diário de Lisboa @ Diário de Lisboa - The Lisbon Diary | 8/10/2014 às 15:51

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ]

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VIA VERDE DE LA SIERRA - NO TE PIERDAS

Pedro Roque Oliveira @ VELOCIPEDI@ | 1/10/2014 às 16:44

Temas: [ Bicicultura ]

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O cicloturismo BTT alcança, em minha opinião, o seu máximo esplendor nas chamadas Vias Verdes (ecopistas em Portugal).

A Via Verde de la Sierra, que atravessa parte da Sierra Gaditana (Cádiz) é paradigmática nesse aspeto e percorre-la é um ato de puro prazer.

Eleita em 2005 como a melhor Via Verde da Europa, liga Olvera (Cádiz) a Puerto Serrano (Sevilla) em 36 kms. que fluem por entre montes e vales aproveitando um traçado ferroviário que nunca chegou a concretizar-se mas onde a engenharia e a natureza se conjugam de modo quase perfeito.

São 30 os túneis de comprimento variável (o mais longo, Castillo, tem um quilómetro de extensão) que se conjugam com diversos viadutos e vistas serranas impressionantes que nos estimulam os sentidos por entre bosques mediterrânicos, o fantástico vale do rio Guadalete, paisagens agrícolas e explorações pecuárias.

Se do ponto de vista de engenharia são os túneis que fazem as delícias e facilitam a marcha nivelando um traçado que, de outro modo seria impossível de percorrer pela ferrovia, do ponto de vista natural é a Penha de Zaframagón onde se situa o observatório das aves e reduto do Abutre Leonardo que sobrevoa erraticamente a zona.

No final, num e noutro sentido, são 72 quilómetros de puro deleite e uma experiência única - a travessia de 60 túneis.
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Cicloficina de Coimbra no jornal local

cicloficinadecoimbra @ Cicloficina | 30/09/2014 às 20:31

Temas: [ Coimbra ] [ Imprensa ] [ bicicultura ] [ cicloficina ] [ coimbra ] [ voluntarios ]

O Diário de Coimbra publicou uma notícia sobre a edição de setembro da cicloficina:

Diário de Coimbra, 08 de setembro, 2014.

Diário de Coimbra, 08 de setembro, 2014.


Filed under: Coimbra, Imprensa
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