can’t miss [127] De bicicleta em Lisboa

paulofski @ na bicicleta | 6/04/2015 às 10:50

Temas: [ can't miss it ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ ciclismo urbano ] [ coisas que leio ] [ espalhando os bons exemplos ] [ Lisboa ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ testemunho ]

De bicicleta em Lisboa

de bicicleta em Lisboa

“O número de bicicletas a circular em Lisboa é cada vez maior, mas ainda muitos são aqueles que, usando as ciclovias já existentes, reclamam por mais e melhores acessos, para tornar este um meio de transporte mais utilizado.

Pedro Charneca, Alcides Carvalho e Carlos Costa têm em comum o facto de terem trocado o automóvel pela bicicleta, escolhendo o veículo de duas rodas para as suas deslocações diárias em Lisboa tanto para o trabalho, como para lazer, como relataram à agência Lusa.

“Tenho carta de automóvel há dois anos, mas uso a bicicleta para me deslocar na cidade há mais de quatro”, começou por dizer à Lusa, Alcides Carvalho, ‘Sena’ para os amigos, justificando a sua escolha com a rapidez com que se move para qualquer ponto da cidade, aliado ao facto de ser também mais saudável.

‘Sena’ contou que criou o “hábito de ‘ciclar'” e que sempre o preferiu para percorrer Lisboa, cidade que, comparando com outras europeias, tem, em sua opinião, “poucas ciclovias onde se possa circular com segurança e de modo confortável”.

“Quando se circula pelo centro da cidade, o nível de exigência pelo cuidado é maior. Na hora de ponta há menos tolerância por parte dos automobilistas que perdem a paciência facilmente”, lembrou Alcides Carvalho.

O novo Código da Estrada, que entrou em vigor a 01 de janeiro de 2014, veio introduzir alterações na circulação rodoviária e conferiu aos ciclistas novos direitos, ao passarem a ser equiparados aos veículos motorizados.

Estes três ciclistas, literalmente ‘parados’ pela Lusa quando se deslocavam para os seus locais de trabalho, foram perentórios em afirmar que, apesar das alterações ao Código da Estrada, ainda há muito a fazer pelos ciclistas. “…

Podes continuar a ler esta excelente reportagem aqui


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Mini-tour da Páscoa

Ana Pereira @ Viagens a Pedal | 5/04/2015 às 17:59

Temas: [ campismo ] [ férias ] [ rotas e destinos ] [ bicicultura ] [ cicloturismo ] [ Meco ] [ Sul ] [ touring ] [ viagens ]

A nossa mui aguardada primeira viagem de 2015, yeaaah!

Mini-tour da páscoa

Éramos 4 adultos, 3 crianças dos 6 aos 9 anos, e 1 cão. Pedalámos até ao Meco no primeiro dia, acampámos, fomos a pé até à praia no segundo dia, e pedalámos de regresso a Lisboa ao terceiro dia.

O H. e o R. estavam em pulgas! A sua primeira viagem de bicicleta com campismo, e ainda por cima a Mutthilda também ia! :-D

O tempo estava fan-tás-ti-co. Tudo correu maravilhosamente bem. Foi mesmo muito fixe, e só queremos é fazer mais disto. :-)

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Mais calhas...

@ Eu e as minhas bicicletas | 1/04/2015 às 13:29

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ calhas ] [ commute ] [ escadas ]

Continuo a achar que deveria haver uma melhor solução para unir os dois patamares desta "colina", quer de um lado quer do outro,  mas ao menos já lá meteram umas calhas para ajudar a subir/descer com as binas.

Quando comecei a commutar não me lembro destas calhas aqui por isso estou a informar para quem interesse saber.

Eu acho que vou continuar a arriscar ir pela Rua de Campolide (que é uma bosta de rua, cheia de buracos e com um trânsito caótico e perigoso) que me permite uma deslocação mais célere, mas para os menos afoitos fica aqui esta possibilidade que tem depois seguimento no Jardim de Campolide e sem tantos perigos.

http://binged.it/19EmqzM


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Assim pelo menos não é preciso carregar com as ditas às costas ou fazer BTT pelo carreiro do lado.

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Sinalização horizontal

@ Eu e as minhas bicicletas | 31/03/2015 às 20:33

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ pintura ] [ sinalização ]

Para além da iluminação pública que está já quase toda ela ligada (ver aqui) - agora com a mudança da hora vai ser menos necessária (ainda faltam alguns postes de iluminação, espero que não se esqueçam deles) estão a fazer mais melhoramentos na Estrada da Circunvalação em Lisboa...

Parece que as preces (as queixas e exigências) surtiram efeito e andam a pintar passadeiras e demais sinalização horizontal no percurso de Alfragide para Lisboa via a Estrada da Circunvalação. Iuupíii!

Hoje de manhã reparei que repintaram algumas passadeiras e ao chegar ao viaduto que passa do lado da Decatlhon para a Estrada da Circunvalação estavam os ciosos trabalhadores a pintar um frondoso STOP.

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Espero hoje quando voltar para casa ao final do dia ver mais intervenções destas que melhoram muito o trânsito que ali fluí. Depois reporto.

Agora bom bom bom era fechar uma das faixas ao transito motorizado e pintar o símbolo de bicicletas no chão. Isso é que era! :)

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As coisas estão a mudar, devagar devagarinho mas a mudar... e cada vez há mais gente a commutar ali naquele percurso - infelizmente e dada a perigosidade da estrada são apenas só homens na faixa dos 25 aos 50. Ainda não é um troço para todas as idades e vontades. Talvez com uma ciclovia... quiça um dia...


Adenda:
Voltei acelerado à vinda para casa de bina, vá ia a 30kms/h com os carros a bufarem-me na nuca, e não fui muito atento mas pareceu-me que na Estrada da Circunvalação que pertence a Lisboa não pintaram nada, apenas pintaram nas partes que pertencem à C.M. Amadora.
Menos mal, mas a parte mais importante até era a que pertence a Lisboa. Oh! :(
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Groningen, a cidade das bicicletas

João Pimentel Ferreira @ MUBi | 31/03/2015 às 17:59

Temas: [ artigo ] [ Lisboa ] [ notícias MUBi ] [ vantagens da bicicleta ] [ bicicultura ] [ Holanda ] [ vídeos ]

Groningen é uma cidade no norte da Holanda e uma das cidades do mundo com maior percentagem modal de utilização de bicicleta. Por ter sido historicamente uma fortaleza, a cidade tornou-se compacta, obrigando assim os seus edis a desenvolver um sistema robusto e eficiente de mobilidade urbana. Na semana em que mais uma vez os estudos europeus fazem fortes críticas à forma como a autarquia de Lisboa lida com as suas políticas de mobilidade, mormente através da falta de incentivo aos modos ativos, publicamos um exemplo de como uma cidade com cerca de 190 mil habitantes (dimensão das cidades de Braga, Vila Nova de Gaia ou Amadora), mudou radicalmente as suas políticas de mobilidade para assim providenciar melhor qualidade do ar, mais segurança, incremente do comércio local e por conseguinte melhor qualidade de vida aos seus cidadãos.

Vídeo legendado pelo membro da MUBi Rui Martins

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Vou de bicicleta e levo o cão

Ana Pereira @ Cenas a Pedal | 30/03/2015 às 8:23

Temas: [ Produtos CaP ] [ animais ] [ bicicultura ] [ cães ] [ soluções de transporte ]

Depois que adoptámos a Mutthilda (lê-se Matilda, é um trocadilho com “mutt”, “rafeiro”, em inglês), no Verão do ano passado, esta questão tornou-se pessoal. :-)

Estas são as opções que já testámos, embora em diferentes fases de crescimento e desenvolvimento da Mutthilda:

Cesto dianteiro, fixo ao guiador, sem grade/cobertura, da Cordo:

1ª viagem da Mutthilda

Fixe para os dias quentes de Verão, e enquanto ela era pequena, e cabia lá bem. Mas é mais adequado a cães mais crescidos, treinados para não se mexerem muito nem tentarem sair do cesto com a bicicleta em movimento, pois traz apenas uma fita para prender à coleira.

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Entretanto, preparando-nos para os 9-10 Kg previstos para a Mutthilda versão adulta, apostámos num atrelado da Croozer, que tinha a vantagem de funcionar também como “casota” quanto estávamos no atelier ou na casa de alguém. Como eu é que andava de bicicleta com assistência eléctrica, eu é que normalmente a rebocava.

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Ela andava lá à vontade, via as vistas, etc. Era sempre uma estrela por onde passava, e dava imenso jeito na estrada pela “pegada”.

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Como começou a chegar o Outono e o Inverno, e começámos a sentir falta da simplicidade e flexibilidade do cesto, passámos para outro, da Klickfix, que pode ser usado com ou sem cobertura, tem “janelas”, e uma cobertura impermeável, além de ter uma fixação de 2 pontos, dando menos liberdade ao cão de simplesmente saltar, mas tornando mais fácil ele enlear-se na fita.

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Fixa-se com um adaptador da Klickfix, e cabia em ambas as bicicletas, por isso ora a levava eu ora a levava o Bruno.

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Quando a Mutthilda começou a habituar-se melhor e a gostar mais do cesto, já estava grande demais para ele, em termos de peso e até de volume, e então era hora de experimentar outra coisa.

Com ela ainda pequenina, já tinha experimentado algumas vezes levá-la na caixa de transporte comum, fixa ao porta-bagagem da minha bicicleta com as fantásticas Rok Straps e funcionou bem. Mais tarde, como o Bruno tinha entretanto voltado à Surly Big Dummy como bicicleta do dia-a-dia, a conclusão foi óbvia. Primeiro ia de lado, sobre um Wideloader da Xtracycle, para o peso ficar mais em baixo. Depois passámo-la cá para cima, para o peso ficar mais equilibrado e o veículo mais manobrável, além de recuperar capacidade de carga nos sacos.

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Ela já está com mais de 9 Kg e mal cabe na caixa, mas para os percursos relativamente curtos que fazemos de cada vez (6 Km) funciona bem, ela vai enroladinha. :-)

E depois, é isto todos os dias ao chegar a casa:

Uma coisa que queremos experimentar é a cadeira dianteira para cães, Buddyrider, embora anule o quadro rebaixado da bicicleta, se esta o tiver:

Buddyrider

(Temos um catálogo em PDF com soluções de transporte de cães em bicicleta, é só entrarem em contacto que enviamos por e-mail.)

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Seguros e assistência médica para viajantes

Ana Pereira @ Viagens a Pedal | 25/03/2015 às 0:07

Temas: [ Geral ] [ preparação ] [ assistência médica ] [ bicicultura ] [ saúde ] [ seguros ] [ tour da bicicultura ]

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E é para isso que deverão servir os seguros.

Ao planear uma viagem como esta temos que ponderar várias coisas, entre elas:

  • se adoecermos ou sofrermos um acidente do qual resultem ferimentos, que assistência médica precisaremos, onde a poderemos obter e como, quais os custos da mesma, e como os suportaremos?
  • se o mencionado acima acontecer e implicar sermos evacuados de determinado sítio ou até repatriados, como suportaremos esses custos?
  • se um familiar ou amigo adoecer gravemente ou morrer e nós precisarmos de regressar, como pagaremos o bilhete de avião?
  • o que faremos se nos roubarem o nosso equipamento?

Assistência médica

Para a parte da viagem que for feita ainda em Portugal temos, claro, acesso ao Sistema Nacional de Saúde (recomendo a toda a gente a consulta deste guia).

CESDEnquanto cidadãos da União Europeia, basta pedir (gratuitamente) o Cartão Europeu de Seguro de Doença com pelo menos 2 semanas de antecedência da nossa partida, para termos direito à prestação de cuidados de saúde em qualquer um dos Estados da União Europeia (28: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslovénia, Estónia, Grécia, Espanha, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, República Eslovaca, Roménia, Suécia e Croácia), Espaço Económico Europeu (mais: Islândia, Liechtenstein e Noruega) e Suíça.

O cartão, válido por 3 anos, garante o mesmo acesso aos cuidados de saúde do sector público (ou seja, um médico, uma farmácia, um hospital ou um centro de saúde) que os cidadãos do país que estamos a visitar. Se for necessário recebermos tratamento médico num país em que os cuidados de saúde não sejam gratuitos, seremos reembolsados imediatamente ou mais tarde, quando regressarmos ao nosso país.

Informações úteis:

Caso queiramos ficar num mesmo país europeu por mais de 3 meses seguidos (o que poderia eventualmente acontecer num país grande com vários pontos de interesse, ou num país onde quiséssemos permanecer mais tempo a estudar, fazer voluntariado e/ou a trabalhar), precisaremos de ter um seguro de saúde para não sermos um encargo para o sistema nacional de saúde local.

Assim, cuidados médicos preventivos e não-urgentes, serão cobertos pelo Serviço Nacional de Saúde através do Cartão Europeu de Seguro de Doença, em 31 países europeus, para estadias até 3 meses em dado país; para estadias além de 3 meses, é necessário contratar um seguro de saúde. Cuidados médicos de emergência podem ser prestados da mesma forma, e/ou também através de um eventual seguro de viagem

Para já o nosso plano de viagem (ainda em fase de construção) não vai além dos 31 países da União Europeia & espaço Schengen, e não prevê passarmos mais de 3 meses no mesmo país, o que simplifica a questão dos cuidados de saúde básicos.

(Mas se a coisa correr bem, quereremos saltar o oceano Atlântico e viajar também pelos EUA e pelo Brasil. Nessa altura teremos que pensar em fazer a Consulta de Saúde do Viajante antes de partir, para salvaguardar as vacinas e os cuidados mais indicados. De qualquer modo, e mesmo para a Europa, é importante garantir que temos as vacinas normais em dia.)

Seguros de viagem

Contudo, numa viagem há mais preocupações além da saúde (ou falta dela), por isso inventaram os seguros de viagem, que incluem, ou podem incluir, cobertura para acidentes pessoais, responsabilidade civil, roubo de equipamento, entre muitas outras chatices.

Comecei a investigar a oferta de seguros para este tipo de viagem, e um de que dizem bem é o da World Nomads. Mas têm alguns pontos negativos, nomeadamente, não cobrem o roubo de bicicletas e acessórios (duh), não cobrem o país de residência do subscritor, e estão pensados para quem vai envolver-se em actividades de “aventura” (onde está, de resto, incluído o bike touring), 1.720 € no mínimo para um seguro anual, para um casal, pode ser desnecessariamente caro…

Pesquisando na net por outros seguros de viagem mais “normais”, deparo-me com algumas dificuldades, nomeadamente, todos os simuladores pedem o país de destino, em vez da região… E vi vários que limitam as viagens a 3 meses consecutivos. Estão mais vocacionados para viagens de curta duração. Antes de decidir se subscrevemos ou não um seguro de viagem, ou que seguro de viagem poderá ser o mais adequado para a nossa viagem, teria que contactar seguradoras uma a uma e tentar obter cotações, mas entretanto, no Alma de Viajante afirmam que não há oferta deste género em Portugal, e a oferta internacional acessível a residentes em Portugal é reduzida, sendo que eles também recomendam o da World Nomads. O mais próximo de um seguro de viagem de longa duração adequado, que encontrei, foi este, mas embora muito mais barato, pode não oferecer a melhor combinação de coberturas. A analisar. De qualquer modo, duvido que consigamos ter a cobertura que a World Nomads oferece no que diz respeito a estudar, fazer voluntariado ou mesmo trabalhar durante a viagem, e isso é um factor fundamental…

Posto isto, já está identificada uma grande despesa inicial para a viagem.

Seguros para animais de companhia

A ideia é viajar com a Mutthilda, claro. Cá em Portugal contratámos para ela um seguro de assistência médica veterinária & responsabilidade civil, mas é válido apenas em território nacional. Pesquisei por oferta de seguros de viagem para animais de companhia mas não consegui encontrar nada. Nenhuma oferta, nem ninguém a falar disso. Zero. Nicles. Vou ter que andar a perguntar às seguradoras uma a uma, mas começo a recear que não haja mesmo opção…

Lista de afazeres:

  • requisitar o Cartão Europeu de Seguro de Doença (gratuito)
  • verificar se temos reforços de vacinas em atraso (e corrigir, se for o caso)
  • contratar um dos seguros da World Nomads (desde 1.720 € para nós os dois)
  • pesquisar e contratar um seguro de viagem para a Mutthilda

Referências e fontes:

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Meus são os olhos de Deus!*

@ Eu e as minhas bicicletas | 21/03/2015 às 22:07

Temas: [ bicicultura ] [ commute ] [ noite ] [ olhos ] [ óculos ]

"Mine are the eyes of God" - Corrosion of Conformity

Os olhos é algo que temos de ter algum cuidado quando andamos de bicicleta.

Nos idos tempos de BTT não dispensava um óculos de sol, pois no meio do mato há sempre uma silva ou um ramo que nos pode cegar para todo o sempre.

Mas mesmo nos estradões abertos eu sempre chorei abundantemente com o ar a bater nos olhos, pelo que era imprescindível levar sempre algo para os proteger dos elementos (vento, areias e poeiras, chuvas) e dos insectos/bicharocos.

[Faz-me muita confusão aquela malta que anda de moto/scooter com capacete aberto sem viseira a levar com o vento na cara, e às vezes até vai a fumar um cigarro.]

Agora nos meus commutes não é diferente, qualquer dia de vento me faz largar lágrimas, qualquer descida mais acentuada ou reta acelerada faz verter o sal dos olhos. Por isso não dispenso nunca uns óculos de sol.

Mas isto dos commutes trouxe um desafio acrescido, daquelas coisas em que normalmente não pensamos... é que à noite óculos de sol não dá jeitinho nenhum!

De noite e em dias de inverno uso estes:

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Em dias claros uso estes:

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O meu commute é de 11kms + 11kms pelo que eu uso alguns apetrejos específicos para a deslocação e isto dos óculos é algo que já não dispenso. Mas nos percursos dentro da cidade de 2kms a 3kms obviamente que não tenho essa parafernália toda, é agarrar na bina e siga.

Tenho reparado que cada vez mais commuters de longo curso usam este tipo de proteção de óculos simples e leves, nomeadamente os transparentes à noite.

Os olhos, cuidado com os olhos...

* Cada um acredita no que quer, eu sou ateu. Just saying.
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NA ECOPISTA DO SABOR

Pedro Roque Oliveira @ VELOCIPEDI@ | 18/03/2015 às 17:49

Temas: [ Bicicultura ]

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Decorre em parte da antiga linha do Sabor (encerrada em 1988) designadamente entre Torre de Moncorvo e Carviçais ao longo de 24,5 kms. e com 330 metros de acumulado (sentido ascendente).

Como é típico dos antigos traçados de via estreita num sentido é ascendente e no outro descendente mas, igualmente, ao percorre-lo para um lado e para o outro, parece que estamos perante duas ecopistas distintas.

Não sendo pavimentada vê, a ecopista do Sabor, em alguns dos seus troços mais antigos e/ou menos percorridos, o mato ocupar a via e, com isso, retirar alguma da agradabilidade no ato de pedalar numa pista exclusiva. Cada vez mais entendemos que vale bem o acréscimo inicial no investimento já que se poupa e muito em manutenção permitindo manter as condições físicas e, deste modo, a agradabilidade de quem busca este tipo de infraestrutura.

Porém, a "fase descendente" é redentora: a maior velocidade faz esquecer as dificuldades de progressão pouco habituais em ecopistas e a visão do vale do Douro revela-se magnífica tal como a do Convento do Carmelo e a de Torre de Moncorvo. Nem o dia cinzento com a ameaça constante de chuva de meados de fevereiro alterou esta perceção.

Em suma este traçado do Sabor, não deslumbrando como o Dão ou o Tâmega, consegue ainda assim conferir elevada satisfação a quem nela pedala. Espera-se, por um lado, a extensão a partir do km. 0 no Pocinho e, por outro, o prolongamento a Miranda do Douro que a converteria na maior ecopista do país.


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Os bons condutores só conduzem

Ana Pereira @ Cenas a Pedal - Escola de Bicicleta | 17/03/2015 às 19:02

Temas: [ Campanhas de redução de risco rodoviário ] [ Código da Estrada ] [ Condução de bicicleta ] [ Dicas para condutores de automóvel ] [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ campanhas ] [ condução ] [ risco rodoviário ] [ vídeos ]

Nota prévia: o objectivo da Escola de Bicicleta da Cenas a Pedal é, primariamente, criar bons condutores de bicicleta, mas também, e no processo, criar melhores condutores no geral, para benefício de todos. Este post será útil para todos os condutores, seja de que veículo for.

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Quando conduzir não beba.

Toda a gente tem este slogan na cabeça (embora muitos continuem sem o respeitar…).
Mas não basta. Hoje em dia, com rádio, vídeo, telemóveis, tablets e afins no automóvel precisamos de interiorizar isto:

Os bons condutores só conduzem.

Escrevo este texto a propósito desta campanha que encontrei há tempos na net:

crotches-kill-womanCrotches-Kill-Man

O COLO MATA

Sabemos o que estás a fazer aí em baixo. Enviar mesmo a mais curta SMS tira os teus olhos da estrada por 5 segundos – o suficiente para fazer uma vida inteira de estragos.

Mantém os teus olhos afastados do teu telemóvel.

Esta é muito suave, não mostra a brutalidade das consequências do que a maior parte das pessoas considera uma actividade inócua, como faz esta outra campanha, ou este testemunho real de uma rapariga de 20 anos que se envolveu num sinistro por se ter permitido distrair com o telemóvel, sofrendo sequelas graves.

É relativamente comum ver pessoas a usar o telemóvel enquanto conduzem um automóvel, seja em movimento, seja em situações tipo pára-arranca (congestionamentos, semáforos, etc). Antes era quase sempre a preparar ou a efectuar chamadas, mas hoje em dia é igualmente comum vê-las a usarem o telemóvel para outras funções, nomeadamente, enviar e receber SMS, navegar no Facebook, tirar fotos, etc.

Fazem-no porque têm a ilusão de que têm o controlo da situação e de que conseguem detectar mudanças no ambiente e reagir eficazmente às mesmas apesar de estarem a tentar realizar duas tarefas em simultâneo. Estão enganados e esta campanha da ONG Responsible Young Drivers (RYD) demonstra isto muito bem:

Foi dito a estes alunos que, para passarem no exame de condução, teriam que provar conseguir conduzir em segurança e enviar SMS ao mesmo tempo, uma “nova directiva governamental”. As câmaras ocultas mostram bem os resultados…

O efeito do uso do telemóvel na condução de um veículo

Ora, usar o telemóvel, seja para conversar ou para outra coisa qualquer, enquanto se conduz tem três problemas graves:

1. leva-nos a momentaneamente deixar de olhar para o que se passa à nossa frente e ao nosso redor (5 segundos ou mais)

A 80 Km/h, em 5 segundos a olhar para outro sítio que não para a frente, dá para atravessarmos (às cegas) um campo de futebol inteiro (111 m). A 50 Km/h percorremos 70 m sem ver, e 30 Km/h percorremos um campo de futsal (42 m). Ao longo desta distância, pode haver veículos a imobilizarem-se à nossa frente, peões ou animais a atravessarem a estrada, etc – e nós não estamos a olhar sequer.

Em 2011 (segundo esta fonte) 23 % das colisões automóveis nos EUA envolveram telemóveis. Enviar mensagens pelo telemóvel enquanto se conduz torna envolvermo-nos numa colisão um cenário 23 vezes mais provável. E é 6 vezes pior que conduzir bêbado.

2. aumenta a nossa carga cognitiva, o que aumenta a probabilidade de cometermos erros 

Carga cognitiva é a quantidade de informação que um humano tenta processar na memória de trabalho, a dado momento.

Limite cognitivo é o número máximo de pedaços de informação que uma pessoa consegue processar na memória de trabalho, a dado momento.

Pelos vistos, o limite cognitivo humano é muito baixo.

Para perceberem o efeito que a carga cognitiva tem na nossa capacidade de conduzir, sugiro que vejam pelo menos os minutos 20 a 26 deste (belíssimo) documentário:

Não é só o tempo de reacção que fica comprometido, mas também a capacidade de reacção, como mostra a experiência levada a cabo no documentário acima, por exemplo.

O que é que acontece quando aumentamos a nossa carga cognitiva, tentando desempenhar várias tarefas em simultâneo, e excedemos o nosso limite cognitivo? Temos um pior desempenho a todas as tarefas (mais erros, mais tempo), ou negligenciamos completamente algumas delas, não lhes conseguindo dedicar atenção suficiente.

Ver implica olhar e detectar, ou seja, não basta ter algo à nossa frente para o vermos, é preciso também processar mentalmente esse algo. Se não estivermos atentos o suficiente podemos sofrer de “inattentional blindness“, ou cegueira desatenciosa, numa tradução livre.

Cegueira desatenciosa é a falha em notar um objecto totalmente visível mas inesperado porque a atenção estava focada noutra tarefa, evento ou objecto.

Ou seja, é possível ver sem ver, se estivermos atentos a outra coisa qualquer:

3. obriga a tirar uma das mãos do guiador, ou a não o segurar da forma correcta

Isto faz-nos desviar a rota, frequentemente invadindo a via de trânsito contígua à esquerda, e condiciona a precisão da nossa reacção de tentar voltar para a direita.

Os condutores [americanos] jovens que enviam SMS enquanto conduzem passam 10 % do tempo fora da sua via de trânsito (segundo esta fonte). As consequências de tal negligência podem ser estas:

As nossas forças policiais de vez em quando fazem umas acções de fiscalização que incidem especificamente nesta infracção do uso de telemóvel a conduzir.

A GNR multou 22.419 condutores por usarem telemóvel durante a condução em 2014 […]

Contudo, não é suficiente, pois continua a ser uma prática disseminada, e perigosa.

Que diz o nosso Código da Estrada?

Artigo 11.º – Condução de veículos e animais

2 – Os condutores devem, durante a condução, abster-se da prática de quaisquer atos que sejam suscetíveis de prejudicar o exercício da condução com segurança.

3 – O condutor de um veículo não pode pôr em perigo os utilizadores vulneráveis.

4 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 60 a € 300.

Ora, qualquer coisa que comprometa a nossa visão e/ou que comprometa a nossa capacidade de detectar e processar informação relevante ao conduzir, e reagir adequadamente em tempo útil, prejudica o exercício da condução com segurança. Exemplos:

  • enviar SMS’s
  • usar um telemóvel ou smartphone
  • comer e beber
  • conversar com passageiros
  • pentearmo-nos, maquilharmo-nos, etc
  • ler, incluindo mapas
  • usar um sistema da GPS
  • ver um vídeo
  • ajustar o rádio, leitor de CD ou MP3
  • fumar

Artigo 84.º – Proibição de utilização de certos aparelhos

1 – É proibida ao condutor, durante a marcha do veículo, a utilização ou o manuseamento de forma continuada de qualquer tipo de equipamento ou aparelho suscetível de prejudicar a condução, designadamente auscultadores sonoros e aparelhos radiotelefónicos.

2 – Excetuam-se do número anterior:

a) Os aparelhos dotados de um único auricular ou microfone com sistema de alta voz, cuja utilização não implique manuseamento continuado;

4 – Quem infringir o disposto no n.º 1 é sancionado com coima de € 120 a € 600.

Este artigo, que não pode contrariar o Art.º 11…, especifica alguns dos actos susceptíveis de prejudicar a condução, proibindo a utilização ou manuseamento prolongado de dispositivos que possam afectar negativamente a condução, apontando concretamente auscultadores e telemóveis. Contudo, abre logo uma excepção para estes se se usar apenas 1 auricular ou u sistema de alta-voz, ignorando totalmente o efeito muito mais importante da carga cognitiva, focando-se apenas na questão do controlo físico do carro, e da audição.

A lei está errada, peca por defeito. 

Artigo 145.º – Contraordenações graves

1 – No exercício da condução, consideram-se graves as seguintes contraordenações:

nn) A utilização, durante a marcha do veículo, de auscultadores sonoros e de aparelhos radiotelefónicos, salvo nas condições previstas no n.º 2 do artigo 84.º;

Artigo 147.º – Inibição de conduzir

1 – A sanção acessória aplicável aos condutores pela prática de contraordenações graves ou muito graves previstas no Código da Estrada e legislação complementar consiste na inibição de conduzir.

2 – A sanção de inibição de conduzir tem a duração mínima de um mês e máxima de um ano, ou mínima de dois meses e máxima de dois anos, consoante seja aplicável às contraordenações graves ou muito graves, respetivamente, e refere-se a todos os veículos a motor.

O que é que isto tem a ver comigo ao conduzir uma bicicleta?

Primeiro, a lei também se aplica aos condutores de velocípedes, a única diferença é na escala das coimas, que são reduzidas a metade:

Artigo 96.º – Remissão

As coimas previstas no presente Código são reduzidas para metade nos seus limites mínimo e máximo quando aplicáveis aos condutores de velocípedes, salvo quando se trate de coimas especificamente fixadas para estes condutores.

Esta redução reflecte o menor perigo associado à condução de uma bicicleta versus um veículo motorizado. As consequências dos nossos erros a conduzir uma bicicleta são substancialmente menores e menos graves que a conduzir um automóvel. Contudo, embora a severidade das consequências possa ser menor, a probabilidade de sinistro continua a existir (nomeadamente afectando outros “utilizadores vulneráveis”, como ciclistas e peões), daí que faça sentido a lei também se aplicar a estes condutores.

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Segundo, de bicicleta estamos mais vulneráveis às consequências da distracção durante a condução por parte de quem conduz veículos motorizados, porque 1) não temos uma carapaça de protecção contra impactos e 2) continuamos a ser, em muitas circunstâncias, elementos inesperados (porque as bicicletas são relativamente raras nas vias públicas).

Mas então, é demasiado perigoso andar de bicicleta!

Não, o risco existe, mas não num vácuo. É mais perigoso ter uma vida sedentária que andar de bicicleta, por exemplo.

Para um condutor competente, que conduza um veículo seguro, o risco de se envolver num sinistro é muito menor do que para um condutor que não tenha as ferramentas necessárias para praticar uma condução segura, ou que as tendo, não as use.

Investindo, por isso, em tornarmo-nos condutores competentes de veículos fiáveis e em boas condições de operação, a envolvermo-nos num sinistro, é mais provável que este seja causado por negligência grosseira de outro condutor: condução em estado intoxicado, sob a influência de substâncias psicotrópicas, cansado, sonolento, distraído. Ou seja, o nosso risco global é muito baixo, mas continua a existir, e a ameaça maior passa a ser esta. Para os outros condutores, as principais ameaças são coisas que um bom condutor evita automaticamente…

O que fazer para reduzir ainda mais esse risco?

1. Liderar pelo exemplo

Os exemplos, sejam bons ou maus, são muito poderosos. Há-que dar o melhor exemplo possível, há sempre muita gente a ver.

A conduzir, a nossa atenção tem que estar 100 % dedicada a essa tarefa.

2. Falar destas questões com toda a gente, sempre que se proporcionar

A cultura é mais importante do que a lei. Podemos ter leis espectaculares, mas se a cultura não as acompanha, serão ineficazes, pois as pessoas moldam a sua interpretação e a sua aplicação da lei às suas crenças.

Tem que haver pressão dos pares para não incorrer nestes comportamentos. Ser um mau condutor tem que ser mal visto na sociedade. Por isso temos que falar destas coisas, discuti-las, chamar os outros à atenção, educar, exigir a nossa segurança e a dos outros.

3. Exercer o nosso dever profissional e/ou cívico

As autoridades policiais não devem fechar os olhos a estes comportamentos, reforçando-os. Agirem pode salvar vidas.

Se somos passageiros num veículo devemos insistir com o condutor para uma condução segura para todos. É nossa responsabilidade acusar atitudes negligentes e pressionar para que sejam suspensas.

4. Reduzir a nossa exposição

Risco = probabilidade x severidade x exposição

Eu consigo reduzir o meu risco mexendo nestas 3 variáveis. Neste caso em concreto de condutores distraídos (ou comprometidos nas suas capacidades, ex.: álcool, sonolência, cansaço), há pouco que eu possa fazer para reduzir a severidade das consequências de uma colisão. Mas eu posso tentar reduzir a minha exposição. Por exemplo, evitando zonas e horários típicos de condutores intoxicados, ou horários onde é mais comum haver condutores em privação de sono e cansados, se eu tiver essa informação.

5. Reduzir a probabilidade de uma colisão

Para reduzir o risco a que me exponho, posso ainda adaptar a minha condução de forma a reduzir a probabilidade de me envolver numa colisão. Por exemplo, ajustando a minha posição na estrada ao aguardar num semáforo ou num STOP, deixando sempre margem para erros da parte dos outros condutores (ex.: estarem a olhar para mim não quer dizer que me tenham detectado – “cegueira desatenciosa”; o outro condutor ter um sinal de STOP não garante que ele vá ceder-me a passagem, pode vir distraído; se o comportamento do outro condutor é errático ou revela sinais de estar a tentar compensar por algo, dobrar os cuidados perto dele…).

 

Referências:

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This girl can / Esta rapariga pode

Ana Pereira @ Cenas a Pedal | 16/03/2015 às 8:31

Temas: [ Anúncios e Campanhas ] [ Causas ] [ Desporto ] [ Indústria e Consumidor ] [ Lifestyle e Cultura ] [ Mulheres ] [ Videos ] [ Web e outros Media ] [ actividade física ] [ bicicultura ] [ campanhas ] [ saúde ]

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Esta Rapariga Pode é uma campanha nacional [no Reino Unido] desenvolvida pela Sport England e uma vasta gama de organizações parceiras. É uma celebração de mulheres activas por todo o país que estão a fazer a cena delas, não interessa quão bem o fazem, qual o seu aspecto ou até mesmo quão vermelhas ficam as suas caras.

 

Há muitos exemplos de exercício e desporto, mas também há exemplos de actividade física simples, como “ir de bicicleta”.

A Grace gosta de andar de bicicleta, ela gosta de estar lá fora a pedalar ao ar fresco, às vezes frio. Ela não está numa corrida com ninguém, não se preocupa com a velocidade a que vai. Ela simplesmente faz a cena dela e é só isso que importa.

Nos bastidores:

Podem ver mais posters e vídeos na página de Facebook da campanha.

O estudo prévio a esta campanha revelou que as mulheres sabem que deveriam exercitar-se mais, mas ainda assim falham em atingir os níveis mínimos de actividade física recomendados para uma vida saudável. Concluiu-se ainda que na faixa etária dos 14 aos 40 anos há menos 2 milhões de mulheres a exercitarem-se face ao número de homens que o fazem, e 75 % das mulheres nesta faixa etária gostariam de fazer mais desporto e/ou exercício físico, mas o medo de serem julgadas é maior do que a sua auto-confiança: 

  • medo de serem julgadas pelo seu aspecto durante a actividade (suadas, ruborizadas, pobre forma física, etc)
  • medo de serem julgadas por não serem boas o suficiente a realizar determinada actividade, ou então demasiado boas e, “logo”, pouco femininas
  • quando têm filhos, sentimento de culpa e medo de serem julgadas por gastarem demasiado tempo com elas próprias

‘This Girl Can’ é uma celebração de todas as mulheres que encontram a confiança para fazerem exercício: é uma atitude, e uma chamada à acção para todas as mulheres fazerem o mesmo. Esta campanha pretende abordar os medos das mulheres, mostrando-lhes que não estão sozinhas, e a esperança é que isso lhes dê mais confiança.

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Não conheço outros estudos ou campanhas similares em Portugal, mas desconfio que a nossa realidade, a este nível, não será muito diferente. E penso também que a menor proporção de mulheres a usar a bicicleta como meio de transporte em Portugal, relativamente aos homens, poderá ter, em parte, a ver com esta questão.

Infelizmente em Portugal não se faz muito “marketing” de causas. Nem o Governo, nem organizações grandes. O mais parecido que me lembro foi o projecto Maria Bicicleta, uma iniciativa privada, da Laura e do Vitorino, que depois teve algum apoio institucional da Câmara Municipal de Lisboa e EMEL, na forma de uma exposição na Av. Duque de Ávila. Muito pouco para ter impacto significativo na população, claro.

Maria Bicicleta

Dia 8 de Março é o Dia Internacional da Mulher. Mas já passou, e é só um dia para nos recordar da importância dos outros 364. Que tenhamos todas força para preferirmos ser saudáveis, fortes, independentes, e divertirmo-nos, sempre, e não só em ocasiões especiais. Porque o cabelo desalinhado, a cara vermelha, o suor, o sentirmo-nos fora de forma ou pouco atraentes, é tudo transitório, e irrelevante, o que vai permanecer é a sensação brutal de “eu consigo”, “eu gosto”, “eu quero mais”. Porque nós merecemos.

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Os activistas dos ciclistas e os activistas das bicicletas

Ana Pereira @ Cultivar Cidades | 16/03/2015 às 8:10

Temas: [ Ciclistas ] [ Tráfego ] [ Urbanismo ] [ bicicultura ] [ ciclistas ] [ ciclovias ] [ lisboa ] [ navegação urbana ] [ segregação ] [ sinalização ]

O mundo do cicloactivismo português expandiu-se e diversificou-me imenso nos últimos 10 anos. O tempo, a difusão do tema, a crise e o desemprego, a bolha especulativa da bicicleta, e o crescimento da base de pessoas envolvidas, levou também a que se revelassem as divergências entre elas. Faltam é fóruns onde se debatam essas ideias para se poder avançar na melhor direcção.

Na verdade, e antes de mais, importa perceber o que é o cicloactivismo, ou o que é que isso significa para cada um de nós.

A minha própria transformação em cicloactivista ocorreu cerca de 2005 e teve como motivação conseguir melhores condições para o uso da bicicleta como meio de transporte. Para mim própria, claro, e para todos os que, como eu, o faziam ou queriam fazer.

Para mim, a motivação para trabalhar em prol de convencer mais pessoas a usar a bicicleta como meio de transporte foi sempre secundária, era apenas a consequência lógica de:

1) querer partilhar com os outros algo de que gosto

2) saber que para ter os meus direitos reconhecidos e para haver serviços adaptados ao meu estilo de vida, teria que haver uma massa crítica de pessoas a partilhá-lo, e

3) saber que a bicicleta é uma opção de transporte que torna mais viável a concepção de cidade viva e sustentável em que eu desejava viver.

Sou, portanto, fundamentalmente uma activista dos direitos dos utilizadores de bicicleta. Nunca pretendi ser uma activista das bicicletas. Mas sou uma activista por cidades mais humanas, mais saudáveis, mais interessantes, mais ricas, onde as bicicletas são uma ferramenta importante.

Não me interessa uma medida que prometa aumentar o número de bicicletas em circulação mas que degrade as condições para o seu uso e não resolva os problemas da cidade. Pior ainda se promete e não cumpre (ou se não é essa a medida que efectivamente cumpre).

Ora, nos últimos anos, com a moda e a bolha da bicicleta, muito se fala de bicicletas e de ciclistas, e o cicloactivismo, como referi, alastrou-se e diversificou-se, envolvendo pessoas de áreas profissionais, experiências e interesses muito diferentes. E o que acaba por acontecer na grande maioria das vezes é que se faz activismo das bicicletas e não activismo dos ciclistas, ou das pessoas no geral, por ignorância e também, por vezes, por se acreditar que é impossível conseguir obter o que se quer e por isso mais vale pelo menos obter-se o que nos querem dar. Tudo com a melhor das intenções, acredito, mas nem sempre com as melhores consequências.

O exemplo mais recente deste tipo de cicloactivismo a surgir nas redes sociais é o projecto Lisboa Horizontal, um dos candidatos ao concurso Ideias de Origem Portuguesa, uma iniciativa que visa premiar e apoiar projectos de empreendedorismo social:

Vou usá-lo apenas como desculpa para falar deste tema, não porque seja necessariamente melhor ou pior que outros anteriores. É apenas ilustrativo destas questões.

O vídeo de apresentação do projecto começa com a enumeração de lugares comuns da promoção do uso da bicicleta:

  • + poupança
  • + saúde
  • + emprego
  • + consumo local
  • + fitness
  • + qualidade de vida
  • - custos SNS
  • - poluição do ar
  • + sustentabilidade urbana
  • Lisboa seria uma melhor cidade para viver

E tudo isto será verdade,… se esse uso da bicicleta vier substituir o uso do carro (ou da mota). Se vier substituir o andar a pé, já não será bem assim. Se vier substituir o uso de transportes públicos, idem. E se esse uso da bicicleta não vier substituir outro modo de transporte mas representar deslocações que não eram feitas antes, tem que se analisar que outra actividade alternativa a pessoa fazia com o seu tempo antes de decidir trocá-la por andar de bicicleta.

Minudências à parte, o impacto do uso da bicicleta só pode ser avaliado comparando o antes e o depois. E as “vantagens da bicicleta” para a comunidade só o são se menos bicicletas significarem menos carros e motas, e não menos peões e utilizadores de transportes públicos.

Continuando, depois desta introdução, a equipa apresenta o objectivo do projecto:

transformar a bicicleta num meio de transporte viável e acessível a todos (cidadãos e turistas)

Este é outro ponto em comum com inúmeros outros projectos e ideias do género, o problema é que o projecto não pretende transformar a bicicleta. Isso seria se a ideia fosse um qualquer modelo revolucionário de velocípede que servisse melhor as necessidades hipoteticamente não atendidas do público no que à bicicleta como meio de transporte diz respeito. Um progresso tecnológico qualquer de uma bicicleta dobrável, eléctrica, de carga, ou o que fosse, melhor do que o que existe.

Não, o que o projecto vai propôr é transformar a cidade, e de forma a torná-la mais propícia ao uso da bicicleta por uma maior fatia da população, ou pelo menos assim acreditam os autores.

O óbice primordial identificado para esta acessibilidade mais abrangente são as colinas de Lisboa, e por isso propõem uma rede de ciclovias a ligar as principais zonas da cidade, inspirada nas linhas do Metro, e com menos de 4 % de inclinação.

criando uma nova e eficiente forma de circular em Lisboa

Segundo os autores, Lisboa tem 1093 Km de ruas, e 63 % desses quilómetros são virtualmente planos e, por isso, acessíveis a toda a gente [do ponto de vista do esforço físico, depreende-se]. Uns “25 % para entusiastas e 12 % só para os corajosos.” Com base nisto, criariam uma rede de ciclovias planas, visíveis e úteis para todos.

Uma proposta de rede de percursos planos é uma consequência lógica de considerar que as subidas são um obstáculo relevante para a adopção da bicicleta como meio de transporte por uma maior fatia da população. Embora, se só 12 % dos quilómetros de ruas em Lisboa são realmente inclinados e 63 % são mesmo planos, provavelmente o que está a deter as pessoas de usarem a bicicleta não são as colinas de Lisboa, mas as colinas mentais de cada um.

Mas adiante, vamos focar-nos na parte positiva e distintiva desta ideia: a criação de rotas privilegiadas para a navegação da cidade de Lisboa em bicicleta. Ter algo assim, uma rede de “linhas” coerente, bem pensada, sinalizada de forma inteligente, e bem visível, faria muito por derrubar essas tais colinas mentais das pessoas. Esta é uma ideia que apoio com entusiasmo, e que vai de encontro à ideia de que falei no outro dia.

Contudo, por muito apelativa que seja a ideia de pintar ciclovias de diferentes cores pela cidade, essa raramente é a melhor solução, para os ciclistas e para a cidade como um todo, e é nesta parte que o projecto perde o meu apoio, por propagar este cliché, este mito das ciclovias como solução, que adia a resolução dos problemas da cidade e das pessoas que nela vivem, trabalham e consomem.

ilustração

Haverá sítios onde uma ciclofaixa (uma faixa de rodagem só para bicicletas), correctamente desenhada e construída, possa ser a solução mais adequada, mas tal será a excepção no centro da cidade. E algo como chega a ser mostrado no vídeo, como a imagem acima, é simplesmente errado e nunca deveria ser apresentado em público por muito “versão rascunho” que seja, pois propaga e perpetua esta ideia de que “basta pintar um corredor no chão”, sem nenhuma preocupação a nível de engenharia de tráfego, criando autênticas ratoeiras para as pessoas que se deslocam de bicicleta, principalmente para aquelas que confiam na tinta, que confiam nas autoridades que implementaram aquelas infraestruturas.

A segregação principal a fazer é do automóvel, não da bicicleta.

Temos que retirar tráfego de atravessamento de muitas das ruas da cidade, tornando-as pouco permeáveis a automóveis, mas hiper-permeáveis a bicicletas e peões. Isso conjugado com a tal optimização de grandes rotas e sinalização muito visível e clara das várias “linhas”, terá um muito melhor efeito global na qualidade de vida da cidade ao reduzir a poluição atmosférica e sonora e o risco rodoviário, e ao restringir a liberdade do elemento mais ameaçador, o automóvel, devolvendo às crianças, aos velhos, aos animais domésticos e a todos nós, o direito de desfrutar da rua sem medo de sermos mortos ou feridos por um carro cujo condutor só quer usar a nossa rua como atalho.

Será também mais barato para os cofres públicos e será mais seguro para quem anda de bicicleta, ao evitar todas as complicações originadas pela segregação de veículos por tipo e por velocidade e destino.

Porque as colinas, as físicas e as mentais, não são a única coisa a impedir as pessoas de escolherem ir de bicicleta, nem sequer são a mais importante. Há o medo, há a falta de preparação, há a vergonha, há a ignorância, há a preguiça, há o hábito, etc, etc…

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A Mobilidade Sustentável na Escola Básica 2/3 de Lamaçães

Mário Meireles @ Braga Ciclável | 13/03/2015 às 22:34

Temas: [ Bicicleta ] [ bicicultura ] [ EB 2/3 Lamaçães ] [ Escola ] [ escolas ] [ Gonçalo Peres ] [ Lamaçães ] [ Mobilidade ] [ Modos Suaves ] [ Ricardo Cruz ]

10981433_1020128094668575_42949164039708E.B. 2/3 de Lamaçães recebe palestra sobre mobilidade sustentável

A escola EB 2,3 de Lamaçães recebe amanhã, dia 14 de Março de 2015, às 10h00, uma palestra sobre mobilidade sustentável.

Com o objetivo de sensibilizar encarregados e alunos para o uso dos modos suaves de transporte nas deslocações para a escola, esta palestra conta com duas pessoas com uma vasta experiência no uso diário da bicicleta.

Teremos assim o Ricardo Cruz, professor de Português do ensino secundário, entusiasta ciclista urbano desde os anos 90, defensor e ativista da mobilidade em modos saudáveis, sendo, também, um cicloturista convicto e adepto do ciclismo de muito longa distância.

A acompanhá-lo na palestra estará também o Gonçalo Peres, que em 2009 começou a usar a bicicleta nas deslocações perto de casa para levar o primeiro filho à creche, evoluindo o raio de alcance para toda a cidade e todo o planeta, dependendo do tempo disponível. Hoje acompanha os dois filhos às respetivas escolas, sendo estes já autónomos no uso da bicicleta.

Para além da palestra ocorrerá ainda uma exibição de trial pela equipa “Sópedal”, com uma vasta experiência neste tipo de exibições, com manobras arrojadas que certamente ficarão gravadas na memória de quem vá assistir.

A iniciativa está aberta a toda a comunidade e conta-se com casa cheia para ouvir as experiências de duas pessoas que optaram pelo modo mais eficiente e inteligente para se deslocarem na cidade.

Esta iniciativa decorre integrada do Projeto "Transporte Ativo" e fazem parte de um projeto de doutoramento intitulado “A criança e o transporte ativo para a escola”.

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Vamos refletir?

@ Eu e as minhas bicicletas | 13/03/2015 às 17:12

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ refletores ]

Pneuzinhos semi-novos com fita refletora...

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(atrás do alforge está outro refletor meia-lua, falhei na foto, paciência)
(sim, o selim está mesmo no limite, eu sei!)


Código da Estrada
https://dre.pt/application/dir/pdf1s/2005/03/059B02/00090010.pdf

O n.º 11 na alínea a) da Portaria n.º 311-B/2005 de 24 de Março refere:
Os veículos devem ainda possuir, nas rodas, reflectores com as seguintes características:
a) Número mínimo em cada roda: dois se forem circulares ou segmentos de coroa circular ou apenas um se for um cabo reflector em circunferência completa.

Can you see me now bitches?

Ainda esta passada sexta por volta das 19h15 ao vir para casa vi em sentido contrário um mocinho dos seus 10 anitos sozinho numa BMX encostadinho à berma (que ali tem um palmo) e encolhidinho, qual ratinho na pradaria, sem qualquer iluminação ou reflectores numa parte em que a estrada tem pouca iluminação pública. Isto com os carros a fazer razias a 70kms/h.

Iluminem-se e façam-se ver!
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Elas andam aí...

@ Eu e as minhas bicicletas | 10/03/2015 às 17:23

Temas: [ bicicultura ] [ commute ] [ ladies ] [ mulheres ] [ primavera ]

A propósito do Dia da Mulher - que está estabelecido a 8 de março, mas que devia ser todos os dias (percebo a comemoração pela coragem de quem outrora lutou e morreu pelos direitos de todas as mulheres, mas faz sentido manter esta "descriminação positiva"? eer, não sei!) e onde as minhas duas Mulheres foram prendadas com umas singelas rosas - lembrei-me de escrever sobre um tema que já antes queria meter em palavras.

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Há uns dias tive de ir de scooter para o trabalho, e por razões que não interessa referir acabei por ir pela Radial de Benfica onde mirava invejoso os meus habituais "parceiros" de commute que àquela hora costumo cruzar na ciclovia.

Eis que senão quando pelo canto do olho reparo numa bicicleta que nunca antes vira àquela hora naquele percurso... e, parecia mesmo uma moça a commutar (presumivelmente, ia de mochila às costas)... seria?
Nah! Talvez ilusão, foi num fugaz momento, demasiado rápido...

Ontem, 9 de março, à ida para casa e com os dias a ficarem mais largos, distraí-me e fui um bocaxinho mais tarde... e eis que senão quando vejo a dita moça a cruzar-se comigo na ciclovia de mochila às costas, a commutar (presumivelmente).

E isto tudo para dizer o quê?

Andam muitas mais bicicletas a rolar por essas ruas e estradas agora que a chuva deu tréguas, que o tempo está mais ameno, e que os dias se esticam até mais tarde...

...mas muitas são de senhoras/meninas e isso é sinal de que as coisas estão a mudar!

Ladies biking all over town! WOW!

O que me fez lembrar esta musiquinha dos "Flight of the Concords" - 'Ladies of the World' :)





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Braga Cycle Chic desafia bracarenses a pedalar com estilo a 21 de Março

Eliana Freitas @ Braga Ciclável | 10/03/2015 às 10:42

Temas: [ bicicultura ] [ Braga ] [ Cycle Chic ] [ Eventos ]

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O evento é gratuito e pretende incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte e lazer.

A 1ª edição do Braga Cycle Chic está agendada para 21 de Março, pelas 14h30, na Praça da República (Em frente à Arcada). O evento, organizado pela Associação Braga Ciclável, pretende mostrar que é “possível pedalar na cidade usando roupa clássica”. A participação é gratuita e vão ser disponibilizadas bicicletas.

Uma tarde a passear com estilo, de bicicleta pelo centro histórico de Braga, sempre na zona pedonal, com paragens em vários pontos da cidade, é a proposta da associação para celebrar a bicicleta como meio de transporte e assinalar o início da Primavera.


Passadeira vermelha


O programa arranca pelas 14h30 com uma demonstração e explicação sobre os cuidados básicos de manutenção da bicicleta. Uma passadeira vermelha, colocada no local, servirá de inspiração para quem desejar tirar uma fotografia que será depois publicada na página do Instagram - instagram.com/bragacyclechic. Os participantes devem trazer roupa casual, com que se vestem normalmente. Haverá bicicletas eléctricas apra quem quiser experimentar.

O passeio arranca às 15h30 e vai parar em vários “check-points” que correspondem a mais de 20 parceiros. Uma limonada, um doce, um pouco de música ou dois dedos de conversa prometem tornar a tarde inesquecível.


Inscrição gratuita (mas obrigatória)


Para quem não tiver bicicleta, poderá reservar uma antecipadamente. O evento é gratuito, mas a inscrição é obrigatória. Deverá ser realizada através das páginas do Facebook do Braga Cycle Chic, da Associação Braga Ciclável, ou em https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-i-braga-cycle-chic-16075971664 a partir de Domingo, 8 de Março.

O Braga Cycle Chic é para participantes dos 0 aos 100 anos. No local vão estar disponíveis “atrelados” para os pais levarem os mais novos. No acto de empréstimo da bicicleta ou atrelado é obrigatório ter presente o cartão de identificação do requerente. O movimento Cycle Chic  pretende mostrar que qualquer pessoa pode pedalar com roupas normais, incentivando o uso da bicicleta para as deslocações diárias, deixando de parte o vestuário de desporto.

Sobre o Cycle Chic

O Cycle Chic refere-se a pessoas que se deslocam de bicicleta utilizando roupas elegantes que usam no dia a dia. O conceito de elegância na cultura popular inclui bicicletas, acessórios de bicicletas e roupas. O termo “Cycle Chic” foi apadrinhado em 2007 pelo designer dinamarquês Mikael Colville-Andersen que iniciou, nesse mesmo ano, o blog Copenhagen Cycle Chic.

Cycle Chic é então uma frase moderna que descreve algo que já existe desde a invenção da bicicleta nos idos 1880s: cidadãos regulares a andarem de bicicleta. Andar de bicicleta era elegante desde o início desta e ao longo das décadas até aos idos anos 40. Hoje em dia esta elegância está a regressar às ruas, não só às ruas de cidades como Amesterdão, Copenhaga, Londres, Barcelona, Nova Iorque, Rio de Janeiros, Donostia, mas também às ruas de Braga, onde cada vez mais pessoas optam pela bicicleta como meio de transporte no seu dia a dia sem que para isso tenham que mudar de roupa. As regras no Cycle Chic® é que não há licras justinhas, nem capacetes,  há, sim, roupa chique, roupa elegante, roupa do dia a dia e, depois, uma bicicleta. Serve qualquer uma, mais nova ou mais velha, com mais ou menos óleo, a chiar ou afinadinha, não importa. A bicicleta só vai ser um pequeno acessório que nos vai permitir viver a cidade e torná-la mais humana. 

O ciclismo elegante está de volta às ruas da nossa cidade!

Sobre a Associação Braga Ciclável

Este será o primeiro evento da Associação Braga Ciclável que se assume como uma associação de defesa da mobilidade em bicicleta. “Tem como objetivo melhorar as condições para o uso da bicicleta como meio de transporte, de forma correta, regrada e consciente, tendo sempre presente todos os benefícios para a saúde, a economia, o ambiente e a sustentabilidade da cidade” - revela a organização.

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Para mais informações, contactar:
912 670 758
913 895 274
www.facebook.com/bragacyclechic
bragacyclechic@gmail.com

 
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Siga!

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 9/03/2015 às 10:58

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ guest photo ] [ Lisboa ] [ Nelson Oliveira ]

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Fotografia de Nelson Oliveira

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Infraestruturas precisam-se! (mas das boas!)

@ Eu e as minhas bicicletas | 6/03/2015 às 17:32

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ brasil ] [ ciclovias ] [ infraestruturas ]

Circulam nas redes sociais vários artigos sobre as virtudes da bicicleta que os portugueses descobrem quando vão lá para fora.
O mais recente é este do "Jornal i" cujo parangona é:
"Portugueses de Londres aderem em massa à moda da bicicleta"

Eu não tive até hoje uma experiência profissional (de longa duração) "lá fora", e as vezes que por lá andei mais tempo foi de férias em que a percepção é obviamente diferente. Mas apercebo-me que "lá fora" as coisas são diferentes. Mesmo muitos colegas de trabalho, mais velhos e não só, que já tiveram experiências de vida no estrageiro admitem que usavam a bicicleta como meio de transporte e/ou os transportes públicos com mais frequência que por cá.

Ora como é óbvio, um tuga não muda do dia para a noite.
Não sai do aeroporto em Portugal com uma ideia de vida e aterra noutra cidade europeia com a cultura desse país embutida na sua mente. E quando regressa não "embrutece" ao passar a fronteira.
É óbvio que a informação, a cultura e o civismo moldam as ações das pessoas, mas tem de haver algo mais...

Eu tenho muitas conversas e discussões com amigos e conhecidos que, felizmente, pensam diferente... não digo que tenham razão ou deixem de ter, mas que pensam as coisas de outras maneiras... nomeadamente sobre isto do ciclismo urbano e o commute de bicicleta.

Um grande amigo meu, que percebe e entende as virtudes do uso da bicicleta, mas que cá em Portugal não a adopta, e tem mil e uma desculpa todas elas válidas (como todos os outros que não "arriscam") foi recentemente uma temporada larga para o Brasil.

Amiúde manda-me estas pérolas, para "brincar" comigo :)

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Mas recentemente recebi com muita satisfação no meio de umas conversas por mail estes parágrafos:

"Eu imagino que devas andar com o coração nas mãos sempre que sais para a estrada de bicicleta, eu não conseguia... 
Em contrapartida, aqui no Rio estou seriamente a equacionar em comprar uma bicicleta em segunda mão, porque existem excelentes condições para nos deslocarmos para todo o lado em ciclovias, e os automobilistas e os ciclistas convivem muito serenamente (mesmo com alguns excessos de velocidade).
Continua..."

Ora, então o que falta para levar as pessoas em Portugal a mudarem o "chip"?
É a educação?
É cultura?
É a lei?
É a fiscalização dessa lei?
São incentivos?
Claro que sim...

Mas o que faz as pessoas largarem o carro e apostarem na bicicleta são infraestruturas!
São as ciclovias! São mais ciclofaixas!

Adenda:
Eis que o meu amigo já se converteu... hajam infraestrutras e as pessoas mudam o chip!!

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Empatia e a praga que aí vêm

@ Eu e as minhas bicicletas | 4/03/2015 às 10:29

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ praga ]

Já quando ia com os amigos à Serra de Sintra fazer BTT havia o chamado "espírito da montanha" onde os BTTistas se cumprimentam ao se cruzarem, o que para quem se iniciava nessas aventuras era algo que se estranhava, mas depois passava a normal.

No commute acontece o mesmo. Com o passar dos dias, das semanas, dos meses, começamos a cruzar com algumas pessoas e começa a haver um cumprimento envergonhado, depois passa a rotineiro e um dia passa a conversa (quando no mesmo sentido).

Aconteceu-me já com várias pessoas com quem me vou cruzando no meu commute... não ficamos amigos, não trocamos telefones, nem combinamos copos, mas existe ali uma cumplicidade da situação. Se calhar existe por sermos poucos, se calhar é por empatia por nos considerarem "esquisitos" e "maluquinhos", não interessa... o facto é que é algo global e não local.

As pessoas que commutam de bicicleta vivem mais o seu commute e socializam mais com os restantes commuters (principalmente se forem de bicicleta, óbvio)!

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Há tempos ia a chegar a casa com um meu amigo/vizinho commuter e ia um rapaz numa subida a levar a sua bina pela mão, o meu parceiro de viagem cumprimentou o rapaz e perguntou se estava tudo bem e se precisava de ajuda. Pela forma descontraída perguntei se o conhecia. Que não mas como levava a bicicleta à mão era para saber se estava com algum problema.

A semana passada tive um furo lento, e parei na ciclovia a encher o pneu. Passou um senhor que já tenho visto amiúde e perguntou se estava tudo bem e se precisava de ajuda. Agradeci e disse que não. Ele seguiu. Apanhei-o mais à frente e fomos na conversa uns 3 kms.

A verdade é que antigamente os condutores de veículos motorizados também se ajudavam uns aos outros e se respeitavam, mas hoje em dia é cada um dentro da sua viatura metido na sua vida e o resto é apenas "paisagem".

Há uma empatia quase natural entre os ciclistas...
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Infelizmente, não em todos os ciclistas... há sempre uns palermas, mas isso há em todo lado né?

Outra coisa que tenho reparado agora que o tempo está mais ameno e os dias a começar a ficarem maiores é que há muito mais bicicletas a circular. Mesmo...

Hoje de manhã a caminho do trabalho num curto espaço de 300 metros numas ruelas onde nunca encontrei nenhuma bicicleta cruzei-me com três.
Uma moça com uma bina muita gira - sem capacete, roupa normal. Um jovem nos 30 com uma bicicleta com cadeirinha e trazia um capacete de criança, pelo que assumo que tivesse ido deixar a descendência à escolinha - sem capacete, roupa casual mas não de trabalho. E enquanto estava parado no vermelho (sim eu sou desses) vejo passar um moço numa BTT com uma mochilona às costas - de capacete e licrado.

De onde veio esta gente toda?!

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É uma praga!
E nós não estamos preparados para lidar com esta praga!
Vai ser o caos... bicicletas por todo o lado!
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Opções para transportar crianças de bicicleta

Gonçalo Peres @ "Bike Mãozinhas" Cicloficina do Oriente | 3/03/2015 às 15:48

Temas: [ Bicicleta em Família ] [ bicicultura ] [ crianças ] [ escolas ] [ mobilidade ] [ transporte ]

Transportar Crianças - Chegada à Escola

A bicicleta é um excelente veículo para transportar crianças pequenas, seja diariamente para a escola, ou nas aventuras em família ao fim-de-semana. Neste artigo analisamos algumas das opções mais comuns, indicando as suas vantagens e desvantagens. Fizemos ainda um inquérito, cujas respostas ajudaram à elaboração deste artigo.


 

Cadeiras

Transportar Crianças - cadeiras

Esta é a opção mais comum para transportar crianças. É a mais simples, barata e também usada em combinação com as outras opções.

Vantagens:

  • Simplicidade.
  • Comunicação com as crianças (especialmente no caso da cadeira frontal).
  • factor “fun” (especialmente no caso da cadeira frontal).
  • Baixo custo.
  • Versatilidade: adaptam-se a quase todas as bicicletas e podem ficar na escola para que o pai/mãe possa seguir viagem para o trabalho sem peso extra.

Desvantagens:

  • Chuva e frio (embora um equipamento impermeável e agasalhos minimizem o problema).
  • Crianças só a partir de 1 ano e até aos 3/4 anos
  • Limite de peso: máximo 22 kg atrás e 16 kg à frente. Existem modelos especiais – Bobike Junior – que permitem levar crianças até aos 35 kilos.
  • Quando a criança adormece a sua cabeça não fica suportada, baloiçando de forma desconfortável.
  • Algumas pessoas queixam-se que a bicicleta fica um pouco instável, mas com a prática regular isso deixa de ser um problema.
  • No caso de cadeiras frontais, convém verificar se toca com os joelhos ao pedalar, obrigando a abrir ligeiramente as pernas e maior cuidado ao manobrar a bicicleta. Existem bicicletas em que isso acontece e outras não, dependendo da geometria. A prática e a distância do percurso influenciam esta potencial desvantagem.

 

Atrelado

Transportar Crianças - Atrelado

Croozer Kids for 2

Existem vários atrelados, com preços entre os 200€ e os 500€. O valor reflecte a diferença na qualidade, segurança e conforto, pelo que recomendo investir num modelo melhor. O mais comum no meu universo de amigos é o “Croozer Kids for 2″. Pessoalmente tenho um, pelo que sou suspeito, mas considero dos melhores, senão o melhor investimento que fiz nos últimos anos.

Vantagens:

  • Conforto, Segurança e estabilidade: além da estrutura rígida envolvente, mesmo no caso de queda da bicicleta o atrelado mantém-se “sempre em pé”.
  • Protecção do clima (frio e chuva), ideal para o Inverno.
  • Capacidade de carga superior, permite levar duas crianças mais bagagem (até 45 kg no modelo da foto).
  • Versatilidade: adaptam-se a praticamente todas as bicicletas e podem ficar na escola para que o pai/mãe possa seguir viagem para o trabalho sem peso extra. Vêm com duas fixações, para poder ser instalado em duas bicicletas diferentes.
  • Possibilidade de transportar bebés a partir das 4 semanas com um adaptador (depende do modelo), até aos 6/7 anos.
  • Permite que os pequenos durmam durante a viagem, com conforto.

Desvantagens:

  • Comunicação menos imediata com as crianças devido à maior distância.
  • Mais pesado que uma cadeira, pelo que exige mais esforço em passeios longos (nada demais para um adulto em boa forma física).
  • Mais caro que as cadeiras.
Com um acessório para transportar crianças com poucos meses. Também se transformam em carrinhos de empurrar. Adormecem em poucos segundos em conforto. Dependendo do tamanho, ate leva três! Cadeiras + Atrelado = big happy family (foto do Nuno Brazão) Chuva e frio? Not a problem!

Cargo Bike comum – de cauda longa

Transportar Crianças - cargo bike xtracycle

Xtracycle do Gonçalo Pais + cadeira

 

Alguns modelos mais comuns nas bicicletas de carga de cauda longa são a Yuba Mundo, Yuba Boda Boda, Kona Ute ou Surly Big Dummy. Também muito usado é o kit Xtracycle, uma extensão que se adapta à maioria das bicicletas, convertendo-as em cargo-bikes. Tenho pelo menos 3 amigos muito satisfeitos com as suas Xtracycle.

Vantagens:

  • Versatilidade: uma bicicleta para todo o serviço, apenas ligeiramente mais pesada que uma bicicleta normal.
  • Factor “fun”: é como andar numa “limousine descapotável”, mas ainda mais exclusivo.
  • Boa comunicação.
  • Capacidade de carga: algumas aguentam até 200 kg, haja pernas (ou um motor eléctrico), permitindo levar crianças mais velhas e até adultos, ir às compras, etc.

Desvantagens:

  • Mais pesada que uma bicicleta normal, mas menos que uma bicicleta + atrelado.
  • Chuva e frio (embora um equipamento impermeável e agasalhos minimizem o problema).
  • Crianças só a partir de 1 ano (em cadeira).
  • Desconfortável se a criança adormece.
  • Preço: uma bicicleta de carga é mais cara que uma normal, mas ao mesmo nível duma bicicleta + atrelado.
Miguel Barroso e a sua Xtracycle Xtracycle do Bruno Uma Yuba Mundo leva adultos com duas pernas às costas!

Cargo Bike – com área frontal

Transportar Crianças - Bakfiets Cargo Bike

O João Bernardino andou uns tempos com uma Bakfiets emprestada da Cenas a Pedal

Os modelos mais comuns são a Gazelle Cabby, Bakfiets e Babboe.

Vantagens:

  • Segurança e conforto para as crianças.
  • Protecção do clima.
  • Capacidade de carga superior – permite levar até 4 crianças (dependendo do modelo) ou 2 crianças mais carga, mochilas, etc.
  • Possibilidade de colocar com segurança um “ovo” para transporte de bebé;
  • Factor “fun”, com visibilidade total da rua para as crianças.
  • Facilidade de comunicação.

Desvantagens:

  • Versatilidade e Peso: depois de entregues as crianças na escola, ficamos com uma bicicleta demasiado pesada e pouco ágil nos percursos com inclinações.
  • Preço: a opção mais cara de todas.
Jaime com as duas filhas numa Gazelle Cabby Iris com os dois filhos numa Gazelle Cabby Copenhaga, 2005: muitas bicicletas de carga com 3 rodas Copenhaga, 2005: muitas bicicletas de carga com 3 rodas Copenhaga, 2005: muitas bicicletas de carga com 3 rodas Copenhaga, 2005: muitas bicicletas de carga com 3 rodas As Babboe estão à venda na loja Zeev no Parque das Nações, com ou sem assistência eléctrica

Conclusão

Inquerito Trasnportar Criancas Resumo

Resumo das respostas ao inquérito

Não existe uma única solução, mas várias, dependendo dos percursos a ser feitos, da bolsa de cada um, do tamanho/peso das crianças, do clima. Muitos dos que responderam ao inquérito usam várias combinações: cadeira + atrelado, cadeira + bicicleta de carga de cauda longa. Combinações essas que podem mudar ao longo do ano (atrelado nos dias de chuva e frio e cadeira nos dias mais amenos).

O ideal será mesmo investir em várias opções. Eu comecei com uma cadeira e mais tarde complementei com um atrelado, quando nasceu o meu segundo filho. Para quem possa fazer confusão gastar 500€ num atrelado, 1000€ numa bicicleta de carga ou 1600€ numa Gazelle Cabby, imagine aqueles extras dum normal carro (vidros eléctricos traseiros, tecto de abrir, A/C electrónico, etc.) que custam bem mais do que isso. Uma família com vários carros, pode reduzir a “frota automóvel” a uma unidade e comprar facilmente todas estas bicicletas, sobrando ainda milhares de euros todos os anos para coisas mais importantes.

Na dúvida, experimente sempre através de algum amigo ou conhecido, que com certeza terá todo o gosto em lhe deixar dar umas voltas com os seus filhos.

Transportar crianças de bicicleta exige algum investimento, de tempo e dinheiro, com a certeza de que será altamente recompensado por essa decisão. Começar é o mais difícil, mas a evolução é progressiva e a prática continua transforma qualquer desafio físico num imenso prazer ao longo do tempo. Com um outro bónus: quem tem filhos sabe bem que sobra pouco tempo para a prática regular de exercício, numa altura em que o nosso corpo mais precisa. Transportar os nossos filhos de bicicleta no dia-a-dia melhora a qualidade de vida: a sua, a deles e a de todos os outros seres vivos do planeta.

A Cicloficina do Oriente está à disposição para prestar um aconselhamento mais personalizado aos pais que queiram percorrer este caminho.

 


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