Andar de bicicleta durante a noite - Equipamento - Luzes de dínamo

Bruno BA @ Bicycling2012 | 27/05/2016 às 9:30

Temas: [ bicicleta como meio de transporte ] [ bicicleta de noite ] [ bicicultura ] [ ciclismo ] [ dynamo hub ] [ dínamo de cubo ] [ e-werk ] [ LUMOTEC IQ Cyo T Plus Senso ] [ luzes de bicicleta ] [ Secula Plus ]

Como expliquei no último post, para mim, as luzes, para além de iluminar bem, têm de estar sempre prontas a utilizar e têm de poder ficar na bicicleta quando é necessário deixá-la estacionada ou presa enquanto tratamos da nossa vida. Estes aspectos práticos também garantem que podemos andar sempre que quisermos e durante o tempo que quisermos ou precisarmos. O facto de serem práticas de utilizar também garante que estamos sempre mais seguros.

Sempre que participei em eventos de longa distância, em que se pedalou pela noite e pela madrugada fora, senti que o facto de não ter de me preocupar com a bateria das luzes foi uma grande vantagem: pude concentrar-me apenas em andar de bicicleta.

Com uma solução de iluminação permanente, é só montar na bicicleta e está-se pronto a andar, seja dia ou noite, sem termos de nos preocupar se temos ou não a bateria das luzes carregada; as luzes estão lá e estão sempre prontas a iluminar. 

Na bicicleta de estrada que podem ver abaixo tenho instalado um sistema da Bush & Müller que funciona exclusivamente com um dínamo de cubo (um Shimano Deore XT VR Dynamo T785 100 DH).

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O dínamo está localizado no eixo da roda da frente.


Este tipo de cubos praticamente não tem atrito quando comparado com os antigos dínamos de garrafa, como os da imagem abaixo.

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O dínamo de roda faz parte da própria estrutura da roda, constituindo o respectivo eixo. 


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Vista do cubo de roda com o dínamo

Naturalmente, é mais pesado um pouco do que um cubo normal, mas gera 6volt de energia com 3W de potência sem se sentir que a está a produzir e sem qualquer ruído.

20160515_075459.jpg20160515_075527.jpg
Estas são as luzes que tenho utilizado. Na minha opinião, têm ambas muita qualidade e são fiáveis.

A iluminação que tenho na minha actual bicicleta é a 
que consta deste vídeo (a da frente, pelo menos)


Este dínamo alimenta as luzes, sendo que a da frente é responsável por fazer a gestão da iluminação. Esta tem um interruptor com três posições: desligada, luzes de iluminação diurna (daytime running lights) e sensor de iluminação.

Quando se liga a luz da frente, esta  acende imediatamente a de trás e ambas têm uma reserva de energia que as mantém acesas durante uns minutos após a nossa paragem. Este sistema garante que, quando paramos, por exemplo, num cruzamento de estradas.

O material que eu estou a utilizar é o seguinte:
      - Dínamo de cubo de roda - Shimano Deore XT VR Dynamo T785 100 DH
      - Luz da frente - Bush & Müller LUMOTEC IQ Cyo T Plus Senso
      - Luz de trás - Bush & Müller Secula Plus

Na próxima mensagem falarei do estabilizador de corrente E-werk que estou a utilizar em conjunto com as luzes de que vos falei hoje.  
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Informar por aí

@ Eu e as minhas bicicletas | 24/05/2016 às 9:29

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ] [ código da estrada ]

Já que as autoridades e entidades responsáveis não fazem o que lhes compete vai de que temos de ser nós a explanar que para se ultrapassar um veículo é preciso cumprir o artigo 38.º do Código.
Mais a mais se for um velocípede!

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Ver aqui o Código da Estrada

SUBSECÇÃO II Ultrapassagem

Artigo 38.º Realização da manobra

(...)
2 - O condutor deve, especialmente, certificar-se de que:

a) A faixa de rodagem se encontra livre na extensão e largura necessárias à realização da manobra com segurança;

b) Pode retomar a direita sem perigo para aqueles que aí transitam;

c) Nenhum condutor que siga na mesma via ou na que se situa imediatamente à esquerda iniciou manobra para o ultrapassar;

d) O condutor que o antecede na mesma via não assinalou a intenção de ultrapassar um terceiro e veículo ou de contornar um obstáculo;  

e) Na ultrapassagem de velocípedes ou à passagem de peões que circulem ou se encontrem na berma, guarda a distância lateral mínima de 1,5 m e abranda a velocidade.

3 - Para a realização da manobra, o condutor deve ocupar o lado da faixa de rodagem destinado à circulação em sentido contrário ou, se existir mais que uma via de trânsito no mesmo sentido, a via de trânsito à esquerda daquela em que circula o veículo ultrapassado.

4 - O condutor deve retomar a direita logo que conclua a manobra e o possa fazer sem perigo.

5 - Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 120 a € 600. 


É que ainda os estou a ajudar a perceber que podem evitar uma pesada multa...!
Deviam era agradecer.

Mas no fundo, no fundo, não tem a ver com o cumprir ou não o código, tem a ver com a segurança das pessoas que circulam na via pública e que ao contrário de um automobilista quem vai a pé ou de bicicleta não tem a mesma proteção... no fundo tema a ver com o respeitar a vida humana! Respeito pelos outros, segurança para todos!

"Ah e tal, o que é isso do MUBi?"
É ir ver a www.mubi.pt e descobrir.

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can’t miss [153] forum.mubi.pt/

paulofski @ na bicicleta | 23/05/2016 às 12:01

Temas: [ can't miss it ] [ motivação ] [ 1 carro a menos ] [ outras coisas ] [ mobilidade ] [ fotografia ] [ bicicultura ] [ noticia ] [ MUBI ] [ partilha ] [ coisas que leio ] [ ciclismo urbano ]

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Mini-prémios de montanha

@ Eu e as minhas bicicletas | 20/05/2016 às 16:46

Temas: [ bicicultura ] [ montanha ]

Ah e tal a bicicleta elétrica é batota, o melhor é uma bicicleta "normal" blá blá blá whiskas saquetas.

Eu tenho bicicletas normais, mas para este meu novo trajeto uma bicicleta normal não serviria, para mim.

Por isso entre vir de carro ou vir numa bicicleta com assistência à pedalagem prefiro a bicicleta "anormal".

E para quem não sabe, tem de se pedalar e muito! Aquilo não é uma motoreta.
Ainda hoje um colega de trabalho a quem deixei dar uma volta me perguntava:
"- Mas onde é que se acelera?"
"- Hello? A pedalar...? É uma bicicleta..."

São cerca de 12kms em cerca de 30 minutos, por montes e vales...

montanha.png

E quase, quaseee não transpiro...
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Andar de bicicleta durante a noite - Equipamento - Luzes de bateria

Bruno BA @ Bicycling2012 | 20/05/2016 às 9:30

Temas: [ bicicleta como meio de transporte ] [ bicicleta de noite ] [ bicicultura ] [ bicycle lights ] [ ciclismo ] [ luzes de bicicleta ]

Na minha opinião, uma das melhores experiências de bicicleta é andar de noite!

Digo-o seriamente. Andar de bicicleta de noite, em especial com companhia, pode ser verdadeiramente libertador.

No entanto, temos de nos precaver contra os perigos que podemos encontrar à nossa frente, bem como os que poderão vir de trás (automóveis, motos ou outros ciclistas mais rápidos e distraídos, por exemplo).

É impossível salientar suficientemente isto: uma boa iluminação é fundamental para se poder circular em segurança.

Falo de iluminação para ver e não necessariamente apenas para ser visto, pois aquelas luzinhas de LED miniatura iluminam muito pouco e, na minha opinião, também pouco vos fazem ser vistos.

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led bicycle light
Este tipo de luzes de pouco nos vale na maior parte das situações

Até chegar à minha solução de iluminação experimentei inúmeras possibilidades.

Como quase todos, comecei por aquelas luzes de LED que são alimentadas por umas pilhas AAA, mas rapidamente cheguei à conclusão de que necessitava de algo mais forte e com maior duração para andar de noite sem estar preocupado com a possibilidade de as baterias se acabarem antes da chegada...

Led%2Bfront%2Blight.JPG
led bicycle front light rechargeable
Este tipo de luzes, normalmente chamados de segurança 
(por não pretenderem sequer alumiar o nosso caminho) é um bom começo mas, na minha opinião, 
não é suficiente para nos trazer segurança e visibilidade à noite.

Entretanto, à medida que me fui apercebendo de que não eram suficientemente estáveis, duráveis e visíveis, fui procurando outras soluções mais poderosas.

Lembro-me de em 2013 ter comprado umas outras luzes LED com uma luz CREE Q5, com supostamente 240 lumens e com umas baterias especiais 18650 (são umas baterias com a forma das AA, mas um bom bocado maiores e com 3.6v de potência nominal, que, quando carregadas no máximo têm 4.2v). Este tipo de luzes tem 3 modos de potência (económico, médio e forte) e um quarto modo de funcionamento em que piscam com a frequência do S.O.S.. Para seleccionar o modo desejado, basta pressionar o botão que existe na base da lanterna.

Estas luzes têm vários problemas, na minha opinião: têm uma lente com uma má qualidade e espalham demasiado a luz, não focando o que é preciso (a estrada) e cegando quem vem em sentido contrário. Não servem, por exemplo, para se perceber se há um buraco ou alguma irregularidade na estrada. Na minha opinião a luz treme bastante nos modos de potência fraco e intermédio gerando até alguma confusão.

IMG_9196.JPG


Adicionalmente, no caso do meu par de lanternas, a lente de uma derreteu com o calor gerado pelo LED: a trepidação da bicicleta deslocou-o e este encostou-se à lente, derretendo-a... Para além disso,  algumas baterias 18650 são de pouca qualidade e, apesar de todo o meu cuidado, algumas ficaram danificadas ao fim de algumas utilizações! Estou em crer que isto poderá ter acontecido porque as lanternas não têm um sistema que proteja as baterias de uma descarga excessiva e eu poderei tê-las deixado acesas abaixo do limiar de segurança das baterias.


IMG_9197.JPG

Para além disso, enquanto aquelas luzes eram utilizadas, era muito comum ficar sem bateria no caminho ou ter algum tipo de avaria técnica.


Neste  vídeo estou a utilizar as duas lanternas: uma está visível no vídeo e 
a outra está no guiador, perto da câmara de filmar

Há também estas luzes que um amigo meu tem utilizado e acha bastante boas, quer em termos de luz, quer em termos de duração da bateria:



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Sei que há muitos ciclistas experientes que preferem luzes de bateria relativamente às luzes de dínamo, pelo que estou consciente de que a escolha de sistema de iluminação para a bicicleta é também uma questão de gosto. Há, de facto, luzes de bateria muito boas que duram muito e que têm uma iluminação muito homogénea.

Na próxima mensagem partilharei aqui as luzes que eu estou a utilizar actualmente na bicicleta que utilizo para fazer longas distâncias, de dia e de noite.
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fotocycle [184] a marinar

paulofski @ na bicicleta | 18/05/2016 às 12:08

Temas: [ fotocycle ] [ Afurada ] [ bicicultura ] [ devaneios a pedais ] [ Douro Marina ] [ fotografia ] [ fotopedaladas ] [ Gorka ] [ motivação ] [ outras coisas ]

A pitoresca vila piscatória da Afurada fica a meio caminho entre a cidade invicta e a casa paterna. Nas minhas pedaladas pela “margem sul”, na ida ou na vinda, nas voltinhas que dou em passeio ou nas pedaladas mais aceleradas, a Douro Marina é um dos locais de eleição para uma breve paragem. Para além dos barcos, do rio e do corrupio do “lado de lá”, há um banquinho patrocinado que é a eloquência para relaxar e deixar a mente navegar.

a marinarAproveito cada momento.


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PSP volta a patrulhar Braga de bicicleta

Braga Ciclável @ Braga Ciclável | 17/05/2016 às 10:21

Temas: [ Fotos ] [ Notícias ] [ Bicicleta ] [ bicicultura ] [ ciclopatrulha ] [ polícia ] [ PSP ]

A PSP de Braga já recomeçou a patrulhar as ruas de Braga em bicicleta! Após o sucesso das primeiras experiências realizadas em 2014 e 2015, a PSP acaba de regressar às ruas de Braga com as suas bicicletas. A Braga Ciclável saúda com agrado a continuidade desta iniciativa.

Consideramos que as patrulhas em bicicleta podem ter um papel importantíssimo para o aumento da segurança rodoviária, de várias formas. Por um lado, a circulação e atuação destes agentes nas nossas ruas e estradas serão um contributo para sensibilizar e moderar o comportamento de alguns automobilistas (redução de velocidade, manutenção de distâncias de segurança, respeito pelas regras de prioridade, realização de manobras de ultrapassagem com as devidas precauções de segurança, etc.). Por outro lado, os agentes de bicicleta estarão em excelente posição para ajudar a formar bons hábitos de condução nos ciclistas menos experientes (utilização de luzes e refletores, ocupação da faixa de rodagem, cedência de prioridade a peões e respeito pelas regras de prioridade em cruzamentos, etc.).

Por todos estes motivos, continuamos a recomendar vivamente que a PSP alargue este programa de patrulha em bicicleta a todos os dias do ano, equipando para tal os seus agentes com fardamento adequado às diferentes condições meteorológicas.

Todos temos a ganhar com esta modalidade de intervenção da PSP Braga. Sejam muito bem-vindos!

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reciclando [20] entre o “seguro morreu de velho” e “quem não arrisca não petisca”

paulofski @ na bicicleta | 16/05/2016 às 15:33

Temas: [ outras coisas ] [ bicicultura ] [ opinião ] [ penso eu de que... ] [ reciclando ] [ segurança rodoviária ]

cycling

É difícil ser-se confiante quando se acha que não vai conseguir, que vai correr mal, quando se dá maior importância aos aspectos negativos do que aos positivos. A confiança pode ser medida nas consequências do que o nosso julgamento produz. Algumas pessoas são inerentemente desconfiadas, valorizando o medo e a incerteza, chegando mesmo ao ponto de desencorajar os outros. Boas consequências nos tornam mais confiantes, as más fazem de nós permanentemente desconfiados. Na maioria dos casos o nosso julgamento é o mais acertado, embora haja momentos em que a incerteza, o desconhecido e alguma ingenuidade, se sobrepõe ao verdadeiro risco que assumimos.

É muito relativo o que se tem como risco, e para alguns o ciclismo está na categoria de risco iminente. Na realidade os ciclistas correm certos riscos adjacentes, visíveis e invisíveis, cada vez que vão para a estrada, mas que são nada mais que riscos comuns aos utilizadores da via pública. Surgem na forma de situações ou acções alheias: de automobilistas inconscientes, portas de carro que se abrem a qualquer momento, buracos no piso, detritos espalhados na via, pessoas distraídas que atravessam a rua… daí o argumento divagado que andar de bicicleta é perigoso, o que tanto vale em casa própria como opinião abstracta. Mas, e depois! Se corremos riscos inclusive no sossego das nossas casas, não é por isso que deixamos de prosseguir normalmente as nossas vidas!

Muitos ciclistas não têm o conhecimento formal das regras rodoviárias ou, se têm, insistem em desrespeita-las. Circular nos passeios, em contra-mão, passar nos vermelhos, e contra mim falo, é assumir riscos desnecessários. Para os mais novatos, pedalar pode apenas significar saber como equilibrar uma bicicleta, em acrobacias, andar aos saltos no monte ou descer a toda a velocidade do ponto A ao ponto B. Uma vez na estrada fiam-se no ambiente que os rodeia, querendo acreditar que têm tudo controlado. Por uma questão de segurança, todos os ciclistas devem andar atentos, confiados mas desconfiados. É que confiar em demasia nos outros nunca é bom e um pingo de desconfiança deve ser uma função automática do ciclista. O cálculo do risco deve estar presente e sempre tomar por princípio que, naquele momento, tudo é estranho. Isto não implica que se tenha de assumir um certo risco, por exemplo quando se partilha a via com veículos pesados, ou escolher os percursos mais exigentes mas menos fiáveis, porque muitas vezes não há nem tempo nem informações que permitam determinar o que é confiável. Consequentemente, o melhor é não confiar em ninguém.

Por outro lado o acumulando de quilómetros não nos dará necessariamente um reconhecimento amplo de todos riscos. Esta é uma armadilha frequente para ciclistas experientes, que acham que conhecem tudo. Alguma auto-confiança é inerente à experiência e com isso determinados riscos, visíveis ou invisíveis, poderão ser minimizados. Infelizmente, não podemos saber o que não sabemos, podemos apenas buscar conhecimento para nos guiar. Serve para tudo na vida. Não nos podemos iludir em acreditar que nada vai acontecer connosco e que as coisas más só acontecem com os outros. Ponto essencial é ser prudente e não confiar cegamente nas nossas aptidões. A antecipação é um bom truque. Saber que o perigo existe, que pode surgir a qualquer momento, torna-nos mais previdentes.

No campo de jogo, tanto na ciclovia como na rodovia, no que nos diz respeito, devemos ser assertivos para reduzir a probabilidade de nos envolvermos num acidente. A educação, o respeito, a atenção, são a preparação para seguir com confiança e orientam o ciclista na antecipação de algum “pior cenário”. O ruído de um carro que se aproxima na nossa traseira, uma buzinadela, tanto pode ser um comportamento agressivo iminente para o ciclista, como um condutor que nos avisa e pretenda ultrapassar em segurança. A nossa primeira reacção é desconfiar da acção do condutor e, em simultâneo, demonstrar confiança nas nossas aptidões para agir e reagir. Assumir a nossa posição, indicar o que pretendemos fazer, sem arriscar uma manobra que seja perigosa para nós, só para lhes dar o luxo de nos verem sem confiança. Ter a consciência do perigo iminente é crucial para a sobrevivência e assumir a nossa segurança é uma boa ideia. Boa semana e boas pedaladas.

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A LINHA DO CORGO EM BTT (parte 1 - de peso da Régua a Vila Pouca de Aguiar)

Pedro Roque Oliveira @ VELOCIPEDI@ | 16/05/2016 às 15:05

Temas: [ Bicicultura ] [ Ecopista ]

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Ainda que apenas parcialmente condicionada como Ecopista a antiga linha do Corgo, ferrovia de bitola métrica que unia Régua a Chaves, tem condições para se tornar numa das mais interessantes de todo o país.  O troço entre Vila Real e Chaves foi encerrado em 1990, enquanto que a ligação entre a Régua e Vila Real foi desativada para obras em 25 de Março de 2009, sendo totalmente encerrada pela Rede Ferroviária Nacional em Julho de 2010.

É de referir o trabalho levado a cabo pelo município de Vila Pouca de Aguiar que é o único que se pode gabar de ter o traçado pavimentado e em condições de perfeita circulação a pé e de bicicleta.

Ainda assim é perfeitamente possível percorrer, de modo quase integral, os quase 100 kms. entre as localidades acima referidas.

Devo referir que, embora não preparado para ser percorrido suavemente, o troço entre a Régua e Vila Real é, provavelmente, o mais interessante ou não estivéssemos a percorrer o Douro vinhateiro. Todavia nos primeiros 3 kms. há que buscar uma alternativa rodoviária uma vez que a transposição do rio Corgo, a partir da Régua, se efetua por uma ponte ferroviária ainda em uso pela linha do Douro. No apeadeiro de Tanha a segunda dificuldade todavia facilmente superável para quem não sofra de vertigens. Trata-se da estrutura da ponte sem o respetivo tabuleiro o que implica uma travessia a pé, com a bicicleta ao ombro e com um ribeiro a correr bem rápido uns 30 metros abaixo. O passadiço dispõe, no entanto, de uma largura suficiente e nunca temos a sensação de correr perigo.

Depois é o delírio dos sentidos com o vale do Corgo e as vinhas até se chegar à estação de Vila Real 22 kms. volvidos não sem antes transpor inferiormente a imponente ponte da A4.

Seguem-se três quilómetros onde a infraestrutura é inexistente até Abambres, no limite de Vila Real onde a mesma recomeça. Este será o troço que nos conduz ás alturas da serra seguindo o curso do Corgo, cruzando a ponte do rio pequeno e transpondo o IP4 segue-se para N. e depois fletindo a E. passamos a A24 para a direita e novamente para a esquerda seguindo a poente com ela paralela agora pela serra e entrando, após o apeadeiro de Samardã, no concelho de Vila Pouca de Aguiar onde encontramos a via pavimentada.

É tempo de seguir pelo vale e de cruzar diversas povoações com os respetivos apeadeiros: Tourencinho, Gralheira, Zimão e Parada de Corgo. O landmark aqui é sem dúvida o duplo e imponente viaduto duplo da A24 que transpomos inferiormente e que cruza o profundo vale.
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Review da Romana

@ Eu e as minhas bicicletas | 14/05/2016 às 11:12

Temas: [ bicicultura ] [ elétrica ] [ romana ]

O prometido é devido, adágio popular que o Rui eternizou numa música há um par de décadas (já passaram tantos anos, estou velho), portanto fica aqui um post sobre a apreciação e experiência na minha bicicleta elétrica cuja graça dei de "Romana".

Neste momento já leva mais de 300kms a rolar, a grande maioria em percursos casa-trabalho-casa e alguns em pequenas voltinhas de recados e compras.

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So far, so good! Estou muito satisfeito por ter comprado a bicicleta pois presta-se àquilo que era a minha intenção de conseguir a espaços trocar o carro ou a mota para as minhas deslocações ao trabalho permitindo-me assim fazer também algum exercício.

"Exercício? Mas afinal... não é elétrica?" - dirão alguns de vós e é o que mais ouço.
Sim, é elétrica, mas não anda sozinha.
Não é uma motoreta elétrica, é um sistema de auxílio ao pedalar, por isso é preciso - you guessed - pedalar! E basicamente é preciso pedalar sempre, o que obriga a estar sempre a mexer as perninhas.

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Depois de uns percalços iniciais com a bicicleta, num tema das luzes traseiras e dos travões hidráulicos que não estavam bem pois perderam o óleo e como tal não travava nada, o Miguel da BeEletric, mais uma vez num serviço 5 estrelas, diagnosticou o problema e com a parceria que tem com a Be-Cyclist do Samuel resolveram o problema em três tempos. Sangraram o travão da frente da Romana e voltaram a meter o óleo que agora está devidamente vedado e faz o travão fazer o seu trabalho, que é travar!

Além disso o Samuel afinou a bicicleta para o meu tamanho, corrigindo a altura, inclinação do selim e do guiador. E havia uma mudança que não entrava bem e agora está suave... maravilha.

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Em termos de características o modelo que comprei tem o motor Bosch Active Line que é tipo o de gama de entrada e veio com a bateria de 400 Wh.
http://www.bosch-ebike.com/au-en/ebike-systems/active-line/

A bateria carrega totalmente em 2 horas com o carregador de origem.
Não é possível carregar a bateria sem a retirar da bicicleta pois só tem uma entrada. Portanto é preciso sempre retirar a mesma para a carregar.

A entrada é "proprietária" e não é standard pelo que se o carregador morrer é preciso comprar um novo, são tipo 150€ só o carregador, poiiis.

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Existem 4 modos de assistência e desligado (turbo, sport, tour, eco, off) e a autonomia depende de qual o modo de assistência que se usa, as subidas que se fazem e até do número de arranques.
Para o meu percurso que são cerca de 12 kms para o trabalho e 12 kms de volta, mas com umas subidas que são quase mini-prémios de montanha, usando o modo Turbo que é o máximo de assistência, dá para um dia e meio, ou seja ~36 kms.

Houve um dos dias que esqueci de carregar a bateria de véspera e tive de levar o carregador comigo, bem pensei bem o fiz pois fiquei sem bateria a 500 mts do trabalho e seria impossível fazer os 12 kms de volta só com a força das pernas.

Outra vez que arrisquei ir e vir com o modo Sport, que é o 2.º mais forte na assistência e tinha pouca bateria, acabei por ficar sem bateria à vinda para casa a cerca de 1,5kms e tive de puxar pelas pernas - não foi nada fácil.
É que esta menina pesa 21kg e com mais cadeados e tralha nos alforges estamos a falar de mais de 25kg. É mesmo muiiiito pesada.

Conselho: controlar bem a autonomia pois quando a assistência acaba é um peso monstruoso!


Em termos de condução estou muito satisfeito, é uma bicicleta muito confortável em termos de posição de condução. Pneus grandes mas sem ser de BTT, guiador ergonómico para condução relaxada, selim grande, tem suspensão adaptável pelo que posso regular, as luzes dianteira e traseira são muito boas. A traseira é um led no rack, coisas modernas!
http://www.racktime.com/en/racktime-products/system-carriers/racktime-product/shine-evo-standard/

Tem um descanso muito poderoso. Tem um lock da Axa na roda traseira que usa a mesma chave da bateria. Tem para-lamas. O computador de bordo, wooow, dá informações de velocidade, horas, tempo de viagem, acumulados, velocidade máxima - já deu 62kms a descer esta maluca!

Li há tempos um artigo que as eBikes terão um boom nos próximos anos e acredito que sim. Como transporte citadino são um investimento melhor que um carro ou um mota... não pagam impostos, nem o "combustível" é tão caro pois ao fim ao cabo tem de carregar energia elétrica mas é incomparavelmente mais barato, e além disso dá saúde e felicidade!

O problema é que como é um bicho caro agora ando com 4 cadeados atrás!
Fica toda amarrada para ninguém ter inveja e ma levar...

Para além disso, dá para andar com a roupa normal do trabalho pois transpira-se muiiiiito menos!

IMG_20160503_170653.jpg

Desvantagem das elétricas? Tens obrigatoriamente de andar de capacete, it's the law! (quer dizer, pode-se desobedecer à lei, mas depois podem haver consequências...)

Queres ver a Romana ao vivo?
É aparecer dia 24 de Junho na Mega Massa Crítica Especial de Verão 2016 que eu e a Romana e muitas outras centenas de pessoas vamos lá estar... vai ser épicooooo!
https://www.facebook.com/events/1177234388977919/
É só aparecer...
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