Pedalar devagar 2

Gonças @ Hors Piste autorizé.... | 23/09/2014 às 14:49

Temas: [ América do sul ] [ bicicultura ]

Fiz há uns tempos uma review sobre o livro Pedalar devagar, que relatava uma viagem espectacular de 4 anos da Valérie e do João Fonseca pela Ásia.

Coincidências das coincidências um amigo cruzou-se com eles no seu caminho para uma nova aventura: Pedalar devagar II e conseguiu com que nos sentássemos a conversar no parque das nações em pleno dia da mobilidade. 

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A imagem de marca da aventura "Pedalar devagar II"

Era um dia confuso, com montes de atividades a acontecer ao mesmo tempo, mas ainda deu para falarmos um pouco de viagens, especialmente com crianças. O Sinai e o Yacha vão passar 12 a 14 meses a viajar com os pais e vão ter uma aprendizagem brutal aos 8 e 10 anos! Viajar do Rio de Janeiro até ao México de bicicleta é algo que "enriquece" qualquer currículum ;)

Pensávamos que íamos estar mais tempo com eles, mas tinham coisas marcadas. Afinal no dia seguinte tinham que estar no aeroporto bem cedo e ainda havia despedidas a fazer. 

Deu para conversarmos alguma coisa, o João ainda experimentou a xtra e agora vamos todos viajar com eles, contando que façam o update regular do blog ;)


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Grande montagem! 

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O João gostou da xtra!

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Tinha que lhes pedir um autógrafo ;)
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fotocycle [144] just another day…

paulofski @ na bicicleta | 22/09/2014 às 8:51

Temas: [ fotocycle ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ bike to work ] [ fotografia ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ outras coisas ]

bike to work day

… another bike to work day.


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Actividade em Bicicleta na Escola Básica Parque das Nações – 18 Setembro 2014

Gonçalo Peres @ "Bike Mãozinhas" Cicloficina do Oriente | 19/09/2014 às 22:50

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicultura ] [ escolas ] [ formação ]

Pela segunda vez a Cicloficina do Oriente esteve envolvida em mais uma actividade em bicicleta com fins pedagógicos na Escola Básica Parque das Nações. A actividade foi composta por uma acção de formação, seguida dum passeio com os alunos do 1º Ciclo.

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Muito obrigado aos pais que ajudaram, a toda a equipa da CAF, ao Agrupamento, APEPN, à Junta de Freguesia que também deu um importante contributo logístico, aos elementos da esquadra da PSP da patrulha em bicicleta e aos restantes voluntários (MUBi e FPCUB).

Houve uma enorme adesão, o que demonstra uma grande vontade das crianças e dos pais em participar neste tipo de actividade.

2014-09-18 Actividade em Bicicleta 01 2014-09-18 Actividade em Bicicleta 02

Não é fácil orientar tantas crianças, mas apesar dos problemas, o saldo foi muito positivo.

Aprendendo com os erros, em próximas iniciativas temos de os dividir em grupos mais pequenos (por sala, ou por ano lectivo), para que as crianças possam tirar ainda mais e melhor partido da experiência pedagógica.

Vamos também tentar ir às outras escolas do bairro.


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dicas da DECO: Acidentes com bicicletas, como resolver

paulofski @ na bicicleta | 19/09/2014 às 10:54

Temas: [ divulgação ] [ bicicultura ] [ coisas que leio ] [ DECO ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ partilha ] [ segurança rodoviária ]

DECO acidentes com bicicletas como resolver“Com as novas regras do Código da Estrada, os ciclistas ganharam mais direitos, mas também mais responsabilidades. Estão sujeitos a suportar as despesas de um sinistro, por exemplo.

Desde o início do ano, a bicicleta é equiparada a um veículo comum quando circula numa via. Esta é uma das alterações para os ciclistas do novo Código da Estrada, como explica o nosso artigo.

Mas a conquista trouxe implicações. No primeiro semestre de 2014, registou-se um aumento de acidentes envolvendo velocípedes (386), face a igual período do ano passado (272).

Os números lançam um alerta: para andar nas cidades, com ou sem motor, é preciso seguir as regras de trânsito e ter uma enorme dose de bom senso. Também é importante estar preparado para agir em caso de acidente.

  • Mesmo que, inicialmente, tudo pareça bem, registe os dados dos veículos, dos condutores e dos peões envolvidos. Mais tarde, pode aperceber-se de alguma sequela física ou de que a bicicleta sofreu danos.
  • Se as autoridades forem chamadas, exponha a sua perspetiva e os factos.
  • Caso a responsabilidade seja do condutor de um veículo (carro ou mota), o acidente pode ser participado à seguradora desse condutor.
  • Se a responsabilidade for sua, cabe-lhe a si, enquanto ciclista, arcar com as despesas associadas à reparação dos veículos ou aos tratamentos médicos dos outros condutores ou peões.
  • Se necessário, procure cuidados médicos especializados. Antes de voltar a usar a bicicleta, verifique se está em perfeitas condições.
  • Mesmo não sendo obrigatório para as bicicletas, é recomendável contratar um seguro de responsabilidade civil que abranja danos a terceiros. Confirme com a sua seguradora automóvel (caso tenha) se prevê cobertura para velocípedes e se pode apresentar-lhe uma proposta. Em alternativa, existem produtos específicos com valores anuais entre € 30 e € 50, que incluem responsabilidade civil e acidentes pessoais do ciclista. A partir de € 70, a cobertura abrange também os danos na bicicleta (assemelha-se a um seguro de danos próprios num automóvel).”

via Deco-Proteste: www.deco.proteste.pt/motor/bicicletas/dicas/acidentes-com-bicicletas-como-resolver


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Um commuting diferente

Julio @ Biclas blog | 18/09/2014 às 21:17

Temas: [ bicicultura ] [ filmes ]

Foi hoje! Eu já andava a estranhar a demora... Depois de cerca de 5 a 6 mil km´s de commuting a pedal, o primeiro furo. E a comprovar as Leis de Murphy, aconteceu num dos raros dias em que não tinha comigo o "kit de autonomia" completo. Tinha os desmontas, os remendos, a chave para desmontar a roda e até uma câmara de ar nova, mas faltava a bomba!
Mas há sempre solução. Neste caso, tinha várias hipóteses: iniciar a troca de câmara de ar e ficar à espera que passasse alguém com uma bomba; aproveitar o facto da bicla ser dobrável e fazer o resto do percurso com ela de autocarro ou de taxi; chamar o Bicycle Repair Man; ou fazer o resto do caminho a pé. Optei por esta última e estranhamente não perdi tanto tempo quanto imaginava.

Para os que pedalam em Lx, o bicycle repair man não é apenas uma piada! É clicar aqui para saber mais.

A meio do dia lá reparei o furo e fui com a roda até uma oficina para encher o pneu. Afinal de contas, foi simples. Se tivesse uma avaria no carro seria sempre mais complicado/demorado para resolver.
Mas as tropelias do dia não ficaram por aqui... Foi a primeira vez que saquei fora a roda traseira da quipplan e como não conhecia bem o sistema do cubo nexus, montei aquilo mal ficando com a bicicleta "engatada" na 1ª velocidade... raios... Pedalava vertiginosamente e não passava dos 15km/h!! Ainda assim, era o suficiente para ultrapassar os carros parados nos habituais engarrafamentos de fim de dia. Bizarro, cómico, frustrante, desesperante, serve qualquer um dos adjectivos, dependendo do estado de espírito e do ponto de vista (o meu ou o dos condutores presos no trânsito).
Para ajudar (mesmo! não é ironia!) chovia. Era daquela chuva miudinha que não incomoda nada, apenas ajuda a tornar o trajecto mais saboroso. E à pala da limitação de velocidade ganhei mais uns minutos de diversão. Se fosse de carro, mesmo que ele não avariasse, teria sido tudo bem mais demorado. E stressante...
Vivam as biclas!!! :)
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can’t miss [107] ambiodiv.com

paulofski @ na bicicleta | 18/09/2014 às 10:52

Temas: [ can't miss it ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ cidades ] [ coisas que leio ] [ Lisboa ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ partilha ]

Andar de bicicleta por Lisboa está mais fácil!

ambiodiv

“Durante anos ouviam-se diversas desculpas para nos esquivarmos a andar de bicicleta em Lisboa, no inverno chove e faz frio, depois não há ciclovias, depois são as sete colinas, depois, depois, depois.

No entanto já há problemas que vemos resolvidos, por exemplo as ciclovias, já existem uma série delas por Lisboa, ou zonas com menos trafego automóvel, o que dá mais segurança ao ciclista, já existe equipamento impermeável que nos permite andar à chuva. Se não acredita, veja o exemplo de Cátia, que largou o carro e começou a andar de bicicleta, quer de Verão quer de Inverno. Como ela existem mais no site Maria Bicicleta existem diversos exemplos de mulheres que decidiram adotar a bicicleta como meio de transporte.”…

(Lê este excelente artigo aqui)


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Ir para o trabalho em esquema intermodal: comboio da CP - bicicleta

Bruno BA @ Bicycling | 17/09/2014 às 19:56

Temas: [ autocarro ] [ Barraqueiro Oeste ] [ bicicultura ] [ bike on the bus ] [ comboio ] [ Comboios de Portugal ] [ commute ] [ commute in the rain ] [ CP ] [ gastar menos ] [ intermodalidade ] [ para o trabalho de bicicleta ] [ poupança ] [ Vitus 979 ]

No dia 9 de Setembro de 2014 experimentei ir de comboio para Lisboa.

Estava com algum receio, porque a minha anterior experiência com a CP (Comboios de Portugal) foi um pouco estranha: não era possível comprar o bilhete na bilheteira, mas sujeitar-me à boa vontade do revisor (de me deixar ou não entrar com a bicicleta para a composição) que me vendeu o bilhete.

Como tinha um amigo meu que já vinha nesse mesmo comboio, com a bicicleta dele, fui à confiança.

Cheguei com alguns minutos de antecedência (o horário de partida era às 7:00), com a Vitória

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O relógio da estação, a marcar as 6:56

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 A Vitória, aguardando pacientemente o comboio

A questão do bilhete ser vendido na composição, pelo revisor, não mudou nada. 

Julgo que não me cobrou mais do que a minha passagem, pela viagem de nós os dois: € 5,60 pela viagem de Torres Vedras a Sete Rios.

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O bilhete da viagem

Fiquei muito bem impressionado pelo facto de a composição em causa ter um espaço próprio para o transporte das bicicletas! E mais ainda pelo facto de todos os 4 apoios das bicicletas estarem tomados por passageiros.

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Imagem das quatro bicicletas (duas de BTT, uma dobrável e a Vitória)

Devo dizer que a viagem foi relativamente confortável (o frio da manhã fazia-se sentir numa carruagem que parecia não ter qualquer aquecimento), mas um pouco demorada demais para a minha rotina habitual: cerca de uma 1h20m de viagem. Pelo menos não foi necessário mudar de comboio. Saindo em Sete Rios, o caminho até ao escritório foi muito simples, pela Estrada da Luz. 

Quando comparado com a viagem de autocarro, o comboio ganha na praticabilidade (foi-me muito fácil colocar a bicicleta no comboio e, dentro deste, no compartimento destinado a esse fim). Julgo que em dias de chuva ganhará ainda mais em praticabilidade, porque no comboio é muito mais fácil retirar o equipamento de chuva (poncho ou impermeável) e pendurar a bicicleta no local adequado do que no autocarro (em que é necessário colocar a bicicleta no porão de carga e o espaço e tempo existentes para retirar o equipamento e colocar a bicicleta são todos fora do autocarro, onde, por vezes, está a chover...).

Ganha igualmente na paisagem que nos oferece (e na possibilidade de dormir durante mais tempo).

Ganha ainda, mas por muito pouco, na comparação directa do custo da viagem: paguei € 5,10 em vez dos € 6,05 do bilhete na Barraqueiro Oeste

Sucede que, quanto a este ponto específico, a CP não disponibiliza um passe mensal e a Barraqueiro Oeste tem um, para Lisboa, que se fica por € 134,85, o que dá um custo por viagem de € 3,06 (€ 134,85 / 22 dias úteis / ida e volta).

Se ganha relativamente à praticabilidade, perde quanto ao tempo de viagem, pois a viagem na Barraqueiro Oeste demora cerca de 45m (com 1h20m da viagem do comboio quase consigo ir a Lisboa e voltar de autocarro). Perde também quanto ao conforto da própria viagem, pois o autocarro está sempre climatizado (salvo alguma avaria esporádica) e o comboio não.



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das mobilidades

paulofski @ na bicicleta | 17/09/2014 às 15:33

Temas: [ divulgação ] [ 1 carro a menos ] [ bicicultura ] [ bike to work ] [ ciclismo urbano ] [ coisas que leio ] [ Ecopista ] [ Lisboa ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ Ovar ] [ Velocité Café ]

Exposição Maria Bicicleta

exposição Maria Bicicleta“Foi inaugurada no passado dia 16 de setembro, pelas no Velocité Café, a exposição “Maria Bicicleta Sai à Rua”, uma mostra baseada no projeto documental Maria Bicicleta sobre o ciclismo urbano no feminino.

A exposição resulta de uma parceria com a EMEL, conta com o apoio da Câmara de Lisboa, e inscreve-se no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade 2014. A exposição estará patente ao público ao longo do passeio na Avenida Duque d’Ávila até 30 de setembro, onde quem por lá passa pode ficar a conhecer dez mulheres ciclistas da nossa cidade e as suas opiniões e vivência sobre o andar na cidade.

Fique a conhecer aqui o projecto Maria Lisboa e as 20 entrevistadas.”

(ler o artigo completo aqui)


Ovar vence Prémio Nacional da Mobilidade em Bicicleta 2014

Prémio nacional da Mobilidade“O prémio nacional da mobilidade em bicicleta 2014 na categoria autarquia foi atribuído ao Município de Ovar.

A cerimónia pública de entrega do galardão respeitante à 9ª Edição do Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta” tem lugar, esta tarde, no Torreão Poente da Praça do Comércio, em Lisboa, integrado no programa da FPCUB para a Semana Europeia da Mobilidade que está a decorrer.

O presidente do Município ovarense, Salvador Malheiro, que estará presente na cerimónia, aponta a conclusão da Ecopista do Atlântico como factor determinante para a distinção. Por outro lado, garante: “A descarbonização do Município continua a ser um objectivo estratégico da nossa governação”.

O Prémio Nacional “Mobilidade em Bicicleta” foi criado em 2006 pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB), de forma a reconhecer publicamente o contributo de determinadas entidades ou pessoas individuais na promoção da bicicleta nas suas múltiplas vertentes, através da criação ou melhoria de condições e facilidades em Portugal e/ou da divulgação de iniciativas fomentadoras do uso deste veículo não motorizado.”

Reforma da Fiscalidade Verde: Ida de bicicleta para o trabalho deve ser apoiada

Bicicleta casa trabalho“A atribuição de um subsídio a quem se desloque de casa para o trabalho de bicicleta é uma das recomendações que a Comissão para a Reforma da Fiscalidade Verde propõe no projeto que entregou ao Governo e foi apresentado nesta terça-feira em Lisboa.

O documento, produzido após três meses de discussão pública e de mais de 110 contributos, cita o caso da Bélgica, onde essa política já é seguida, e considera “desadequado” que sejam pagos subsídios a quem opte pelas deslocações para o trabalho nos transportes públicos e não suceda o mesmo a quem decida deslocar-se de velocípede.

Quanto ao incentivo, através da redução de impostos à aquisição de bicicletas, a Comissão considera que isso deverá acontecer quando velocípede seja para ser utilizado como meios de transporte e não outros, como a prática desportiva, por considerar que neste caso não apresenta as mesmas vantagens.”…

(continua a ler aqui)


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Xtracycle na interbike 2014

@ MA FYN BACH | 17/09/2014 às 14:04

Temas: [ bicicultura ] [ xtracycle ]

Segundo o Ross Evans: 

cargo bikes e motor eléctrico é como chocolate e manteiga de amendoim! ;)


Entrevista a Ross Evans
(sem vento seria bem melhor)




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Câmara Municipal de Braga adere à Semana Europeia da Mobilidade!

Mário Meireles @ Braga Ciclável | 15/09/2014 às 22:51

Temas: [ Bicicleta ] [ bicicultura ] [ Braga ] [ debate ] [ debates ] [ dia europeu sem carros ] [ europa ] [ Mobilidade ] [ Passeios ] [ Semana Europeia da Mobilidade ]

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Braga volta a aderir, 9 anos depois, à 13ª Semana Europeia da Mobilidade que decorre entre 16 e 22 de Setembro, terminando, em grande, com o Dia Mundial Sem Carros! Durante esta semana ocorrem diversos eventos ligados à Mobilidade. Em Braga vamos ter os dias todos preenchidos com algum evento, senão vejamos: Terça-Feira, 16 de Setembro de 201410h Protocolo a assinar entre a CMB, os TUB e a CP (Quinta Pedagógica) Quarta-Feira, 17 de Setembro de 201414h30 Assinatura de Protocolos “Linha do Hospital”18h30 1º Desafio Modal de Braga e de Portugal Quinta-Feira, 18 de Setembro de 201410h Assinatura de Protocolos “Campus Gualtar”11h Ação Promocional na ES Carlos Amarante14h - 17h30 Disponibilidade de carros e bicicletas da Escola Rodoviária – EB1 e EB2,3 (dos 8 aos 15 anos) na Praça do Município Inscrições: ambiente@cm-braga.pt21h15 “Debate Mobilidade: Que futuro para Braga?” - Auditório da Junta de Freguesia de São Victor Sexta-Feira, 19 de Setembro de 201410h30 Circuito Simulado e Percurso Urbano de Olhos Vendados - Avenida Central, junto ao Chafariz com a presença do Reciclónico dos TUB21h30 Palestra sobre mobilidade – Ciclismo: Desporto, Recreação e Mobilidade/TUB e o futuro com a presença do ciclista profissional Rui Costa na BLCS9h-12h30 Disponibilidade de carros e bicicletas da Escola Rodoviária – EB1 e EB2,3 (dos 8 aos 15 anos) Inscrições: ambiente@cm-braga.pt Praça Conde de Agrolongo Sábado, 20 de Setembro de 201409h30 - 13h Caminhada e Visita Guiada por Espaços Verdes da Cidade com contextualização histórica, cultural e arquitetónica14h30 - 16h Demonstração de trial bike e Passeio de bicicleta Inscrições: www.acm.pt e ambiente@cm-braga.pt15h - 16h Animação nas ruas cortadas ao trânsito e zona pedonal16h - 17h30 Bici-paper Inscrições: info@jovemcoop.com e ambiente@cm-braga.pt17h30 - 24h00 II Gualtar CiclávelDomingo, 21 de Setembro de 201411h Aventura pelo Ambiente – caminhada urbana, circular, a começar em Ponte Pedrinha, pelas 11h, com piquenique na lagoa dos Parques Desportivos da Rodovia10h - 13h “Estradas com Vida” - realização de atividades desportivas, em espaço fechado à circulação automóvel: basquetebol, patinagem, aula de zumba... - Lamaçães15h - 16h Animação nas ruas cortadas ao trânsito e zona pedonal15hMobilidade elétrica: carros elétricos, segways e bicicletas – demonstração na Avenida Central16h - 17h Avenida CentralSegunda-Feira, 22 de Setembro de 2014 - Dia Mundial sem CarrosManhã Escolas vão pintar os abrigos da TUB que tenham grafitis14h30 - 16h30 Seminário: “Mobilidade Para Todos”- Abordar a Mobilidade das Pessoas com Deficiência Visual em Braga, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. Inscrições: braga@acapo.pt 21h30 Fórum “Cidade Acessível” Entrada livre na Biblioteca Lúcio Craveiro da SilvaE muitos mais eventos, inaugurações e novidades para acompanhar durante a 13ª Semana da Mobilidade comemorada em Braga pelo Município!De louvar ainda as medidas permanentes a que a CMB se propôs a criar e que estão presentes no site da Semana Europeia da Mobilidade:Melhoria das infraestruturas cicláveis (estacionamentos, cacifos, etc)Extensão ou criação de vias cicláveis verdesMelhoria e extensão do serviço de transporte público (Serviços expresso, aumento de frequência, etc)Criar rampas para cadeiras de rodasAumentar os passeiosRemover barreiras arquitetónicasSensibilizar para o uso Responsável do automóvelLançar Campanhas de sensibilização Esperemos que venha para ficar a comemoração da semana da mobilidade e que sirva para sensibilizar as pessoas para as necessidades de alterações de paradigma por forma a tornar a cidade mais amiga dos peões e dos ciclistas.
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Bicicleta de carga (também) como fonte de prazer em Família! - Pt II

Bruno BA @ Bicycling | 11/09/2014 às 19:56

Temas: [ bicicleta de carga ] [ bicicultura ] [ bicycle ] [ cargo bike ] [ família ] [ gastar menos ] [ longtail ] [ Weehoo iGo ] [ Xtracycle ]

No mesmo dia em que filmei o vídeo que partilhei na minha anterior mensagem (Bicicleta de carga (também) como fonte de prazer em Família! - Pt I), filmei a perspectiva contrária (noutra parte do percurso).

Aqui a perspectiva é da passageira da Xtracycle (como estava frio, o meu impermeável ficou a servir de casaco).


Acho que a moda do casaco largueirão vai pegar!


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DE BRAGANÇA A SANTIAGO DE COMPOSTELA

Pedro Roque Oliveira @ VELOCIPEDI@ | 11/09/2014 às 16:33

Temas: [ Bicicultura ]

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Azulejo do Camiño Real que sobe o vale do Minho a partir de Ourense
O desafio era de relevo (literalmente) - ligar Bragança a Santiago de Compostela em BTT tomando o Camiño Sanabrense a partir de Verin / Laza (tido por alguns como o final da Via de la Plata).

Já em tempos tinha percorrido este caminho na epopeia de 13 etapas de Tavira a SdC nos idos de 2010. Fiquei impressionado com a dureza em terras da Galiza em parte pelo desnível, em parte pelos pisos de muitas imemoriais calçadas de antanho por onde o Camiño serpenteia. Daí que a abordagem entre Ourense e SdC tenha sido mais conservadora agora ao desdobrar-se em dois dias (um dia apenas em 2010).

1. Bragança - Verin (86,5 Km., 2770 m. A+)

A "mãe de todas as etapas" todavia foi esta primeira entre Bragança e Verin, via Vinhais. Todo o acumulado positivo foi efetuado em 70 dos 85 kms. já que o final foi descendente até à veiga do Tâmega onde se situa aquela cidade Galega.

A saída de Bragança faz-se a descer até ao rio Fervença que se cruza para se entrar em Castro de Avelãs que guarda uma preciosidade anterior à própria fundação de Portugal. Trata-se de um mosteiro beneditino, monumento nacional e exemplar único do estilo arquitetónico românico-moçárabe em Portugal, em que sobressai a traça com tijolo maciço herdada da vizinha região espanhola de Castela e Leão.

Como tínhamos muito quilómetros por diante a pausa foi breve e em pouco tempo começaram as ascensões em pleno Parque Natural de Montesinho que, num percurso paralelo à N103, nos haveria de conduzir até Vinhais pelo meio as passagens por aldeias impolutas como Lagomar, Portela ou Vila Verde entre outras mas também o cruzamento do primeiro de inúmeros vales. Tratava-se do rio Tuela que, apesar de não ser fácil, se revelou como um dos mais simples da jornada
.
Chegados a Vinhais, que visitei pela primeira vez, tempo de restaurar algumas energias e de marcar a impressão de uma terra encaixada entre montanhas.

Seguimos caminho em direção a NW para o grande desafio do dia: o cruzamento pela ponte medieval do vale do rio Rabaçal que marca a fronteira entre os concelhos de Vinhais e Chaves, o mesmo será dizer entre os distritos de Bragança e Vila Real. O traçado entre as aldeias do Candedo e do Edral a revelar-se um dos troços de BTT mais difíceis que percorri: trata-se de uma descida insana (e uma subida condizente) que serpenteia pelo xisto e que em pouco mais de 3 kms. nos fazem perder e reganhar umas centenas de metros de altitude e parte da subida tem mesmo de ser efetuada empurrando a bicicleta pelo que, a pausa no Edral para beber uma bebida refrescante a parecer uma espécie de recompensa divina.

Ainda assim haveria agora de transpor a fronteira com a Galiza pelas rotas do contrabando via Segirei cruzando o bonito vale do rio Mente no limite do PNM. A passagem da fronteira exigiu também um empenho forte já que, até Soutochao a subida foi permanente.

Atingimos a maior altitude do dia em Vilardevós para se iniciar a descida contínua e muito rápida até Verin via Trasigrexa e Devesa num traçado que utilizava em parte a OU-310 e percursos paralelos e troços desclassificados da antiga estrada.

Assim terminou o primeiro dia.

2. Verin - Ourense, (69 Km., 1386 m. A+)

Esta jornada afigurava-se como bem mais simples e, de facto, a contagem altimétrica revela-nos cerca de metade do valor do primeiro dia para uma quilometragem idêntica (relembro que os quinze kms. finais foram descendentes).

A primeira parte da etapa até se atingir Laza é muito agradável acompanhando a veiga do rio Tâmega e apresentando algumas variantes encantadoras à OU-110 pelo meio de bosques e aldeias típicas. Em Laza, terra do Carnaval, a pausa para uma bebida refrescante enquanto nos preparava-mos para "o que aí vinha", o mesmo seria dizer a transposição do vale do Tâmega para o vale do Lima. durante cerca de seis kms. e até Tamicelas houve tréguas para depois desta aldeia se subir de forma violenta o monte Requeixada que se deixa vencer ao cabo de 4 difíceis kms. Ainda assim, se descontarmos um troço de cerca de duzentos metros onde a conjugação da pendente e do piso o tornam impossível de pedalar todo o resto é vencido a golpe de pedal se bem com enorme empenho.

Entramos então em Albergueria onde se alcança o famoso "Rincón del Peregrino" de Luís Sande. Este é um dos momentos altos da peregrinação já que o ambiente aqui vivido, num recanto coberto de milhares de vieiras que confere uma ambiência única e mágica.

A partir daqui desce-se para o vale do Lima não sem antes cruzar um outro local emblemático: a cruz de madeira do Talariño e inicia-se a descida até Vale de Barrio, Boveda, Vilar de Gomareite e Bobadela seguindo durante muitos quilómetros por planos estradões que cruzam os extensos milharais.

É tempo de nova ascensão por caminhos seculares em bosques de carvalho e em pouco tempo entramos em Xunqueira de Ambia com o seu fantástico mosteiro de Santa Maria a Real. Daqui até aos arredores de Ourense onde se pernoitou foi relativamente rápido em percurso descendente.

3. Ourense - Silledas, 84 Km., 2089 m. A+

A primeira tarefa foi a de retomar o caminho original uma vez que nos havíamos desviado para pernoitar na zona de Sao Cribrao. No fundo efetuamos uma triangulação por forma a minimizar a quilometragem do desvio.

Após uma passagem pelo casco antigo de Seixalbo para depois descermos para Ourense aproveitando para alterar o caminho normal tomando o parque linear do rio Barbaña até quase este se entregar ao magno Miño. A dada altura fletimos para o centro da cidade para, em plena Praza Maior, se efetuar uma pausa para café e se seguir para a imponente ponte romana que cruza o Miño e daí para os três duros quilómetros da subida do Camiño Real que, colina acima, nos permite abandonar o vale.

Uma nota especial para a ponte medieval sobre o rio Barbantiño, no fundo de mais um dos inúmeros bosques de carvalho em que este caminho é rico. A pausa foi obrigatória para se desfrutar da beleza do local.

A partir daqui chegamos rapidamente a Cea onde abordamos a Praza Mayor com a sua torre de relógio e as bicas com abundante água corrente bem fresca e cristalina. Esta é a terra do bom pão feito em tradicionais fornos de lenha.

Após Cea havia que escolher entra duas alternativas: o caminho por Pinor, mais tranquilo em termos de piso e altimetria ou o do mosteiro de Oseira, mais acidentado mas quase obrigatório pela passagem indelével pelo histórico monumento de Santa María la Real de Oseira.

A beleza do local é diretamente proporcional à dificuldade de saída do mesmo. Assim, pelo meio de um belíssimo carvalhal, para além de uma enorme pendente, o piso de lageado a impossibilitar o pedalar e a revelar-se duríssimo vencer esta dificuldade.

Passamos pois à província de Pontevedra onde passamos, uma após outra as povoações de Castro Dozón, Laxe, Prado e Taboada. Todavia, a chegada a Silleda revelou-se muito difícil em função da passagem por uma calçada romana e da transposição de um rio por uma ponte do mesmo período.

4. Silleda-Santiago, 41 Km., 1000 m. A+

Este último dia seria mais simples em função da quilometragem relativamente reduzida a que se juntaram os bons pisos.

De Silleda a Bandeira o caminho prossegue por vales agrícolas que lhe características e matizes diferentes do que até aqui.

Segue-se a enorme descida pelo vale do rio Ulla até se transpor o mesmo em Ponte Ulla, entrando na província de A Coruña e começar a interminável subida que se revelaria como a penúltima.

Descido mais um vale, já com Santiago à vista, a passagem pela zona da tragédia do comboio Alvia a merecer uma pausa demorada. A derradeira subida é efetuada já dentro da cidade e a chegada à Praza do Obradoiro com o sabor especial por ser o culminar de quatro dias muito duros a pedal num total de 280 kms. e 7245 m. de altitude positiva acumulada.
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Férias a pedal

Julio @ Biclas blog | 8/09/2014 às 23:34

Temas: [ bicicultura ]

Fui com a minha família passar uns dias de férias ao Algarve.
Os dias arrastaram-se vagarosamente, de chinelo no pé, sem relógios nem compromissos...
O carro serviu para lá chegar e para regressar. Enquanto lá estávamos, todas as nossas deslocações foram feitas a pé ou de bicicleta.


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Essa opção teve uma grande importância na qualidade dos dias que passámos!
Livres dos engarrafamentos, das dificuldades para estacionar, e do sentimento de desconexão com o mundo exterior que o carro suscita, pouco a pouco, deixámo-nos impregnar pelo ritmo das biclas.

Movemo-nos com a energia do nosso corpo. E isso, em vez de nos consumir, revigora-nos!
De bicla, sentimos o caminho e tudo o que nos rodeia com proximidade. Cada cheiro, cada brisa, cada cor, cada som... De bicla não nos sentimos desligados do mundo. Sentimos que fazemos parte dele!


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O meu filhote adora pedalar mas por vezes precisa de uma ajudinha, e para isso usámos o trailgator, uma solução excelente!!
As tralhas também não foram um problema... Comida, roupas, bola de futebol, brinquedos de praia, prancha de bodyboard, chapéu de sol, cadeados das biclas, tudo foi facilmente transportável nas bicicletas.
Não podia ser mais simples... nem mais divertido! :)
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A Fnac vai por Braga a andar de Bicicleta!

Mário Meireles @ Braga Ciclável | 4/09/2014 às 21:53

Temas: [ Bicicleta ] [ bicicultura ] [ Braga ] [ FNAC ] [ FNAC FAN DAY ] [ passeio ] [ Passeios ]

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No próximo sábado dia 6 de Setembro realiza-se o Fnac Fan Day. Durante todo o dia decorrerão diversos eventos, com diversas atividades e passatempos. No final do dia, às 21 horas, haverá um passeio noturno em formato de cicloturismo denominado "FNAC FAN DAY – City Night Bike Tour". O Passeio partirá do centro da cidade, junto ao Turismo, e terá o acompanhamento de duas motos da PSP. Percorrerá 13 km das ruas da cidade e retornará ao centro, num percurso fácil e acessível a todos, mesmo os que não utilizam a bicicleta regularmente. Para participar basta inscrever-se aqui e aparecer no dia um pouco antes das 21 horas. A Go By Bike associou-se a este evento e terá disponível bicicletas para emprestar aos inscritos que indicarem a sua necessidade. Boas pedaladas a todos!
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Bicicleta de carga (também) como fonte de prazer em Família! Pt I

Bruno BA @ Bicycling | 4/09/2014 às 19:57

Temas: [ bicicleta de carga ] [ bicicultura ] [ bicla ] [ bicycle ] [ BionX ] [ cicloturismo ] [ Croozer Kid 2 ] [ férias ] [ gastar menos ] [ longtail ] [ poupança ] [ Weehoo iGo ] [ Xtracycle ]


Este verão consegui algum tempo para estar com a minha Mulher e os meus Filhos (em maiúsculas, por os amar tanto). Foi fantástico!

Consegui também recolher algumas imagens de um dos nossos passeios de bicicleta.

Eu próprio me surpreendi com a alegria que a câmara capturou!



Eu não consegui deixar de sorrir quando vi o vídeo pela primeira vez.
E vocês?

Caso estejam curiosos, a bicicleta que a minha Mulher está a utilizar é a mesma que utiliza para ir buscar os Miúdos à escola com o atrelado Croozer Kid2.


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As minhas férias de 2014

ricardocruz @ Bicla no Porto | 30/08/2014 às 9:28

Temas: [ Passeios ] [ bicicultura ] [ férias ]

Estas foram as minhas férias grandes de 2014. As melhores de sempre (as de 2013 também já tinham sido as melhores de sempre. Mas isso fica para depois). Este ano, foram mais de 1,800 km por Portugal e Espanha. Mais … Continuar a ler
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Um dia na vida nómada...

Gonças @ Hors Piste autorizé.... | 28/08/2014 às 10:50

Temas: [ Asia ] [ bicicultura ] [ rtw ]

O levantar campo, comer na estrada, explorar novos caminhos, encontrar um canto para montar a tenda outra vez, cozinhar e pernoitar sob mil estrelas....é o dia-a-dia de um nómada.


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Pneu velho, cinto novo!

Julio @ Biclas blog | 19/08/2014 às 23:02

Temas: [ bicicultura ]

O que fazer com os pneus usados das nossas bicicletas? Dar-lhes uma nova vida, claro! :)
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É isso que faz o João, criador da marca "Rebusca", também ele entusiasta das bicicletas. Conheci-o numa pequena banca onde ele apresentava os seus produtos.
Utilizando pneus e câmaras de ar usados, ele faz cintos, carteiras e pulseiras. Uma excelente ideia! Eu não resisti e acabei por comprar o cinto que vêem na foto. Um bom pneu, só pode resultar num bom cinto...
Parece que ele tem uma loja em Lisboa, ali para os lados de Santa Apolónia. Um dia destes vou lá visitá-lo e levo comigo alguns pneus velhos que tenho guardados para com eles criarmos qualquer coisa nova. :)
Para quem estiver interessado, aqui ficam os contactos da "Rebusca": 96 1474 301 / rebusca@gmx.com


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PSICOPATA TRESLOUCADO ESPANCA CICLISTAS

Cátia Fonseca @ Costureira Ciclista | 19/08/2014 às 12:07

Temas: [ bicicultura ] [ Estupor do Ciclista ] [ Opinião ]

« É um desporto desgastante.... Por isso, mesmo quando não terminam nos primeiros lugares, gosto de ir ter com eles e dar-lhes uma palmada reconfortante nas costas. Afinal de contas, é bom chegar em primeiro lugar mas, nem sempre ganhar é tudo o que importa »

Este testemunho fictício, que deu origem ao título bombástico deste post, pretende ilustrar aquele que vem sendo o hábito na maioria das notícias que envolvem ciclistas, carros, seguros, operações STOP e código da estrada: tira-se o que interessa, realça-se o que gera polémica e criam-se títulos aos quais só faltam umas letras em néon a piscar. 




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Pois é caros ciclistas, no final de Julho, quase de certeza que a maioria de nós se deparou com uma destas pérolas:


« Associações de ciclistas querem seguradoras de carros a pagar acidentes »
(O DRAMA!)

« Seguro automóvel deve pagar por acidentes causados por bicicletas »
( O HORROR !!)


« Seguro automóvel deverá vir a pagar por acidentes causados por bicicletas »
( A TRAGÉDIA!!!)



« Vais pagar!!!! Vais pagar!!!! »



Confesso que na altura em que estas notícias começaram a sair, achei a situação um bocado absurda. Uma onda de histeria colectiva parecia ter tomado conta das discussões, e a época de caça às bruxas estava oficialmente aberta (com direito a archotes e forquilhas, como nos bons velhos tempos). 



O cenário pitoresco que muitos artigos transmitiam era essencialmente este: 


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Era uma vez, um ciclista fofinho de quem toda a gente gostava. Era uma espécie de Branca de Neve que pedalava pela cidade a assobiar ao som do canto dos pássaros. Tinha uma pequena horta ali em Telheiras, onde produzia produtos 100 % biológicos que depois distribuía pelos mais carenciados. Aquilo que não conseguia produzir, comprava no pequeno comércio local. 
Basicamente, era muito fixe.
Porque tinha uma bicicleta. 
Ah, e preocupações ambientais e não-sei-quê.



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« Gosto de atropelar ciclistas e atirar lixo pela janela ! »


Depois, era uma vez um automobilista. Uma criatura vil e mesquinha. Como tem carro, de certeza que não tem preocupações ambientais. Como tem carro, é quase certo que anda em excesso de velocidade. 
Que estaciona em cima dos passeios.
Que tem uma "arma mortal" nas mãos. 
E que todo e qualquer acidente será, dê por onde der, culpa dele. 
E isto tudo porque o carro polui e ele tem mais é que andar de bicicleta. Mais nada! 





Bom... não sei qual a vossa opinião relativamente a este assunto mas, eu não podia estar menos de acordo com a perspectiva de um condutor automóvel, pelo simples facto de conduzir um carro, ser responsabilizado por um acidente causado por alguma manobra kamikaze de um ciclista tresloucado (pois, porque lá por andar de bicicleta, isso não faz de todos os ciclistas um exemplo a seguir. Há ciclistas e ciclistas. Tal como há automobilistas e automobilistas). 


« Mas nos outros países é assim! »  
Tudo bem. Que seja. Há muitas coisas que se fazem "nos outros países" com as quais eu não concordo. 


« Mas o condutor, como tem carta, tem a obrigação de ter mais atenção ! »
Ah sim ? Então e não há ciclistas com carta de condução ? Esse é um dos argumentos que vem sempre à baila quando se fala do direito a circular na estrada ...


« Ainda assim, o condutor tem de ter mais atenção e estar preparado. Porque tem carro e o carro tem potencial destrutivo » 
Eu também tenho potencial destrutivo quando estou de mau-humor. E nem preciso de carro! 
Agora fora de brincadeiras, a verdade é que há situações tão imprevisíveis que, por mais atenção que tenhamos, não conseguimos evitar. Sabem a quantidade de acidentes que há com cães nas auto-estradas? Ou com javalis em estradas rurais ? Podemos antecipar algumas situações de perigo e até adoptar uma condução mais defensiva mas, há situações tão improváveis que nem sequer as ponderamos. Quantas pessoas, quando circulam numa auto estrada pensa: «é melhor ir a 80 km/hora porque... nunca se sabe... pode aparecer um cão abandonado e eu não ter tempo de parar » ou « deixa-me cá reduzir a velocidade porque pode aparecer um cavalo vindo de nenhures »


Adiante.


Estava eu a dizer que se gerou uma onda de loucura e indignação porque ninguém se entendia. As associações de ciclistas diziam, supostamente, uma coisa. O ACP respondia, supostamente, com outra.

E "supostamente" porquê ?

Convido-vos a espreitar os links da MUBI e da FPCUB a respeito deste assunto.



Vão lá. Eu espero.


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Já está ? 

E então ? Parece que afinal a história não é bem como aparece nas letras gordas.


Afinal ...
« Assim, ao contrário do que tem vindo a ser divulgado na comunicação social com meias verdades suportadas em citações parciais e descontextualizadas, a MUBi não defende qualquer agravamento dos seguros automóveis nem que estes tenham que compensar sempre e de forma definitiva as vítimas. Pelo contrário, caso estas venham a ser responsabilizadas pelo sinistro, cabe à seguradora o direito de vir a ser ressarcida de parte da compensação prestada ao utente vulnerável, em tribunal. » MUBI



Afinal...
« A bicicleta é também de entre os veículos que circulam na estrada, um dos que menos acidentes (e com menor gravidade) pode provocar. Também é daqueles meios de transporte que em razão da velocidade que atinge, menos danos corporais provoca (para além de muitas outras vantagens para a sociedade em geral - económicas, ambientais e de saúde pública). Mesmo sem seguro obrigatório, o condutor de velocípede (ou peão) não deixa de ser responsável e os seus bens não deixam de responder por isso. Tal como qualquer cidadão que provoque danos em bens pertencentes a terceiros. » FPCUB


Afinal andou tanta gente histérica por causa de um monte de tretas descontextualizadas.



Ah.... o milagre da manipulação das massas. E enquanto se apedrejam uns aos outros nas redes sociais com calhaus virtuais e comentários desvirtuosos, a atenção vai sendo desviada daquilo que realmente importa: a necessidade de melhorar e criar infraestruturas adequadas.



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« hehehehe»









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Cool

Gonças @ Hors Piste autorizé.... | 14/08/2014 às 10:51

Temas: [ bicicultura ] [ cicloturismo ] [ cicloturismo com crianças ] [ touring bicla ] [ xtracycle ]

E quando encontras um email antigo por ler e é um post de alguém que te encontrou na estrada há quase um ano e escreveu algo sobre ti 
(e o teu filho)? 

Priceless

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O post aqui
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