Bela Vista (mais fotografias clicando no icon das bicicletas ao lado,obrigado)

Diário de Lisboa @ Diário de Lisboa - The Lisbon Diary | 16/04/2014 às 21:27

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ]

CL6B9529
CL6B9535
-----------------------------

Levar a carga em Bikepacking

Gonças @ Hors Piste autorizé.... | 16/04/2014 às 10:50

Temas: [ bicicultura ] [ bikepacking ] [ myog ] [ TT ]

Depois de "empacotar" tudo, há que arranjar maneira de transportar a carga na bicicleta.

Relembro de que vou fazer cicloturismo em todo o terreno (estrada e mato), ou seja Bikepacking pelo que não vou optar pela opção mais comum do cicloturismo (alforges laterais).

Não que fosse impossível, ou que não "aguentassem", mas é um sistema mais apto a falhas: ligações em metal são mais frágeis em caso de muita vibração, em sigle-tracks é preferível ter o material mais próximo ao quadro, e por fim: quanto mais espaço tens, mais carga levas ;o) é lei!! eheh

Fui espreitar quem faz disto à mais tempo e é consensual o transporte do material mais à frente do que atrás (já há muito tempo atrás se fazia o mesmo).

Capturar10.JPG
E usam garfo rígido, compensando o amortecimento 
com rodas mais grossas e até poupam no desviador dianteiro!!

Tentei prender os sacos tanto no guiador como no banco. 

Foto0919.jpg
Ligação apenas com cintas...trilhava-me demasiado os cabos.


Foto0920.jpg
Lembrei-me de colocar o suporte da mala do guiador para afastar a mala.
Aproveitei para colocar uma cinta grossa a reforçar.

Foto0921.jpg
Ainda me lembrei de por uns "cornos" para segurar o saco mais longe.
Foto0918.jpg
Atrás ainda deu mais luta...sem apoios correctos o saco baila muito.
Tive que repensar a coisa. 
Lembrei-me de criar um harnês para o saco à frente.
revelate-4-1.jpg
A versão dinheiro na mão!

E seguindo a minha pirâmide do consumo ;o) 

10176104_10151752429409229_2095145818142

favoreço a reutilização de material que tenho:

Neste caso, uma mala para portátil que se rasgou.

Foto0922.jpg
Esta veio do Freecycle...

Foto0923.jpg
Cortei o apoio das costas.

Foto0924.jpg
Não é igualzinho ao harnês profissional? ;o)

Foto0929.jpg
Preso no suporte da mala do guiador!

Foto0940.jpg
Ainda ponderei prender com um suporte metálico...
...mas fiquei-me pelas cintas.

Foto0941.jpg
Tcharam!!

Foto0966.jpg
 Acabei por inverter o harnês!

Perguntaram-me se tinha comprado o suporte do LIDL...acho que é um elogio! ;o)

Para trás, lembrei-me de colocar um suporte para carga, daqueles que se prendem ao espigão! Mas como tinha uma cadeira de criança que já não utilizo, coloquei apenas o suporte para segurar o saco traseiro:



Foto0976.jpg
Eis o rack traseiro! Está feito para levar até 22Kgs por isso estou na boa.

Foto0977.jpg
E prende no quadro, em vez do espigão do selim. 
Inverti-o para poder caber o framebag.

É um pouco pesado, cerca de 1,4Kgs, mas robusto. 

Eis o setup final que foi para um teste de fim-de-semana:

Foto0979.jpg
À saída de casa.

Á frente leva o saco-estanque preso no harnês, a bolsa azul a prender de lado e a fita grossa a envolver tudo! No guiador levo o GPS. As gaiolas para as garrafas de água estão presas à suspensão e aguentam muita porrada nos trilhos. 

Tenho o framebag que quando enche não chega a tocar com a lateral no tubo do quadro (é estreita a perna do impermeável). A bomba de ar vai presa nos seus velcros. 

No espigão vai presa uma bolsa com uma câmara de ar extra e uma garrafita com alcool para o fogão. O saco estanque maior vai no rack e também preso ao espigão (e bem apertado para não roçar nas pernas). Em cima vai o kit de ferramentas. 

Nas costas levo uma pequena mochila com kit 1º socorros e kit sobrevivência, bem leve pois não gosto de levar nada a pesar nos ombros.

O teste de 165Kms, com 1500m de acumulado com 40% estrada e 60% trilhos, mostrou que há pouco a mudar no setup. Mas há espaço sobre o tubo central que pode ser aproveitado ;o) 

Preciso também de substituir o saco-cama que é demasiado volumoso e pesado para além de já não oferecer muita eficácia térmica. 

O pano tenda (tarp) pode ser menor (tlvz um poncho) e preciso de uns punhos mais confortáveis e com pequenos "cornos". 

Foto1104.jpg
Na vinda, ainda no comboio!!

Foi um fim-de-semana espectacular...fica para a próxima.

-----------------------------

Dossiê apresentado à CMB (propostas para alteração da Rede Ciclável em estudo)

Victor Domingos @ Braga Ciclável | 15/04/2014 às 23:26

Temas: [ Antonio Babo ] [ bicicultura ] [ Ciclovias ] [ Câmara Municipal de Braga ] [ Estacionamento ] [ Faixas BUS + BICI ] [ Mário Meireles ] [ Proposta de Mobilidade Sustentável ]

Conforme prometido, publicamos hoje os documentos que integraram o dossiê apresentado pelos ciclistas urbanos à Câmara Municipal de Braga, na última reunião.

A partir da rede ciclável proposta pela CMB e presente na revisão em curso do Plano Diretor Municipal, do Programa de Ciclovias Interurbanas do CÁVADO (estudo desenvolvido pelo professor António Perez Babo) e utilizando também os percursos fornecidos por 31 ciclistas urbanos (Mapa Braga Ciclável) e a experiência no terreno obtida pelo grupo de ciclistas que participaram na elaboração do dossiê, chegou-se a uma nova proposta com algumas pequenas, mas significativas alterações ao mapa inicial.

-----------------------------

via Sub 954: Arquitectura à Moda do Porto

paulofski @ na bicicleta | 15/04/2014 às 17:01

Temas: [ filme ] [ bicicultura ] [ ciclismo urbano ] [ coisas que vejo ] [ cycle chic ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ Porto ] [ Sub 954 ]


-----------------------------

Material transportado em Bikepacking

Gonças @ Hors Piste autorizé.... | 15/04/2014 às 12:09

Temas: [ bicicultura ] [ bikepacking ] [ myog ]

Tentei colocar o material necessário para viajar de bicicleta em autonomia em todo o terreno (bikepacking) em 2 sacos estanques que tenho:

Foto1020.jpg
O da esquerda deve ter 15l, o da direita é claramente enorme. 
Mas é o que há!

Para levar isto tudo:


MATERIAL.jpg
tcharam...pronto para a doidêra de 1 noite ou 10 noites de pedalada!

Lá tiveram que caber:

Foto1048.jpg
Tudo empacotado e pronto para colocar na bicla


Como a maior parte do material que tenho é old school (old is cool) o conjunto é volumoso e pesa um pouco mais que 10Kgs.

Com dividi isto?

No saco mais pequeno coloquei o saco-cama (antigo e muito volumoso), uma múmia de algodão, gorro e luvas e o kit higiene.


No maior coloquei a roupa (muito volumosa e pesada), o hammock e o tarp e o kit cozinha.   

A comida levei à parte, mas a meio coloquei-o no frame bag.

O desafio seguinte era: como colocar isto na bicla sem porta-bagagens?



-----------------------------

fotocycle [126] cheiro de chuva…

paulofski @ na bicicleta | 15/04/2014 às 7:56

Temas: [ fotocycle ] [ à chuva ] [ bicicultura ] [ fotografia ] [ motivação ] [ outras coisas ] [ penso eu de que... ] [ Porto ] [ Sua Alteza ]

… no asfalto quente? Hummm, se gosto!

cheiro de chuva


-----------------------------

Bici-Paper no centro de Braga - vamos lá pedalar?

Victor Domingos @ Braga Ciclável | 15/04/2014 às 1:10

Temas: [ Bici-Paper ] [ bicicultura ] [ Eventos ] [ Go By Bike ] [ JovemCooop ] [ Largo da Senhora-a-Branca ] [ Turismo ]

Bici-Paper - Vamos pedalar na cidade de Braga

Este sábado, dia 19 de abril, realiza-se no centro da cidade de Braga um Bici-Paper, por iniciativa da JovemCoop em colaboração com a Go By Bike. Será uma excelente oportunidade para nos divertirmos e ao mesmo tempo ficarmos a conhecer melhor a nossa cidade!

Segundo a organização deste evento, a participação poderá ser feita individualmente ou criando uma equipa com o máximo de 5 elementos. Todos são bem-vindos, pelo que é sempre boa ideia levar alguns amigos e familiares. O ponto de encontro é o Largo da Senhor-a-Branca, às 14h30.

As inscrições são gratuitas e podem ser feita por email (ver aqui o cartaz oficial do evento), até 5ª feira, dia 17 de abril. Não há limite de idade, basta ter boa disposição e gostar de pedalar.

Vamos lá pedalar? ;-)

-----------------------------

E assim se vai até ao Rock in Rio

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 15/04/2014 às 1:07

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ evento ] [ Lisboa ] [ Rock in Rio ]

Como tinha anunciado, no sábado passado realizou-se o passeio Eu Vou de Bicicleta, cujo objectivo era lembrar as pessoas que podem ir para o festival Rock in Rio Lisboa de bicicleta (até vai haver lá um parque vigiado pela FPCUB, onde podem deixar as bicicletas em segurança).

_LFP6549_RockinRio_Bicicleta[1](foto cm-lisboa.pt)

Tratou-se de uma co-organização Lisbon Cycle Chic / FPCUB / CML / Rock in Rio / EDP. As 500 inscrições esgotaram num ápice, pois foi divulgado em inúmeros canais. Mais uma vez, um passeio calmo sem qualquer carácter desportivo, mas a avaliar pela indumentária da maioria das pessoas que responderam à chamada, parecia que estávamos todos perante uma prova de contra-relógio. Não quero fazer qualquer censura ao modo de vestir que cada um escolhe – mas para andar de bicicleta calmamente, a roupa do dia-a-dia serve perfeitamente. Compreendo que muita gente sinta que o equipamento xpto é o melhor para fazer desporto em bicicleta… Provavelmente alguns até fizeram umas boas dezenas de kms para lá chegar, e outros tantos para regressar a casa. Mas se é para passear ou utilizar a bicicleta como meio de transporte no dia-a-dia… desculpem-me mas eu continuo a dizer que me sinto melhor vestido normalmente (e ficam também com muito melhor aspecto).

Faz-me confusão ver tanta gente ir passear calma e descontraidamente de bicicleta, equipados da cabeça aos pés como se fossem fazer a Volta ou a Travessia em BTT. Nem me refiro só a este passeio – vejo frequentemente gente assim equipada para passear junto ao rio… seria o equivalente a equipar-me assim, para ir de automóvel até ao Guincho com a família:

f1_pilot_0003.jpg47a88697-5e08-4f22-aa38-2eee2431a274Large[1]

Mas enfim… são opções, e cada um é livre de escolher o que veste! Por isso chega de conversa… ficam aqui as fotos Cycle Chic do evento. Como tirei muitas mais, podem ver as restantes na página de Facebook da FPCUB.

DSC_6603 DSC_6605 DSC_6611

DSC_6619 DSC_6621 DSC_6632

Como podem ver na imagem do meio, não faltou gente a capturar imagens…

DSC_6634 DSC_6635 DSC_6643

DSC_6645 DSC_6653 DSC_6662

DSC_6649 DSC_6707

Uma das caras conhecidas que esteve presente foi o actor Ricardo Carriço – e não foi só para a foto, já que é um utilizador frequente da bicicleta em Cascais. Nunca tinha pedalado nas ruas de Lisboa e confessou-me que estava a gostar da experiência.

DSC_6670 DSC_6671 DSC_6675

DSC_6651 DSC_6693

Já o vereador José Sá Fernandes está habituado a pedalar nas ruas de Lisboa… mas acho que podia fazê-lo com mais frequência – fica o desafio!

DSC_6663 DSC_6664 DSC_6669

DSC_6665 DSC_6728

A Cidade na Ponta dos Dedos e agora dos pedais também – a Sancha Trindade, também autora da campanha que foi lançada em Setembro passado, é agora mais uma das muitas pessoas que se deslocam diariamente de bicicleta em Lisboa.

DSC_6657

DSC_6686 DSC_6747 DSC_6839

Ninguém ficou indiferente à presença desta bicicleta muito especial!

DSC_6676 DSC_6680 DSC_6690

DSC_6694 DSC_6720

A Roberta Medina também fez o passeio, e depois de ter passado a semana toda a rogar pragas a quem tinha delineado o percurso (eu mesmo), chegou à Bela Vista surpreendida por afinal ser tão fácil fazer 8km no meio da cidade.

DSC_6697 DSC_6705 DSC_6708

DSC_6722 DSC_6733 DSC_6736

DSC_6743 DSC_6764 DSC_6766

DSC_6772

DSC_6775 DSC_6781 DSC_6783

Depois de uma paragem na Bela Vista, o regresso foi pela ciclovia do parque até às Olaias.

DSC_6813 DSC_6822 DSC_6826

DSC_6806

E a presença destes amigos, também animou bastante o passeio!

DSC_6834 DSC_6829

DSC_6828 DSC_6832Obrigado a todos os que participaram. E para os que vão ao Rock in Rio já sabem… podem ir a pedalar, e deixar a bicicleta bem vigiada quase à porta do festival!

 

-----------------------------

Mais uma INOVAÇÃO no ramo das BICICLETAS

João Galvão @ NézClinas a Pedais e outros que tais | 11/04/2014 às 15:07

Temas: [ Bicicultura ] [ Link's ] [ Protótipos ] [ You tube ]



Mais uma Inovação no ramo das BICICLETAS. Desta vez chega-nos da Hungria. 
Oculta Sinopsis Budapeste

Além da transmissão ser completamente diferente - Pelo meio de Cabos de aço - Funciona por força motriz, produzida por polias, directamente à roda traseira, e, tem a vantagem de se poder afinar os pedais e força que neles se emprega, de formas distintas, o que pode permitir o uso mais adequado a pessoas com limitações físicas.


O inventor, Róbert Kohlhéb, afirmou à Agência Efe que a polias móveis transmitem a força para a roda traseira por meio de cordas, que não precisam de lubrificação e podem ser utilizadas por até 10 mil quilômetros. 
Dizendo: -"As cordas são de polietileno combinado com material parecido com o teflon utilizado nos desportos aquáticos e pelos alpinistas".




- Acabaram as mãos sujas de óleo...

-----------------------------

// Saco Voador_Lançamento

rui henrique @ bicicleta voadora | 11/04/2014 às 12:33

Temas: [ alley cat ] [ bicicultura ] [ eventos ] [ solidariedade ]


Cartaz+Lancamento-01.jpg

Para quem ainda não tem programa para Sábado, 3 de Maio, cá está uma excelente oportunidade de sair de casa e ir até à Velo Culture! E porquê?

A Bicicleta Voadora teve mais uma ideia que pretende tornar-se um facilitador e transformador de vidas – o SACO VOADOR!

Um saco de pano útil, muito bonito e, claro, com um corte especial adaptado às necessidades dos ciclistas, numa edição limitada de 35 exemplares.
Mas este saco tem muito mais de especial (além de ser voador!) - a ilustração ficou a cargo de HugoSerge O., um criador português que “divide o tempo entre experiências visuais e sonoras”; a produção do saco é do atelier Bashô Cycling Club e por isso, todos os sacos foram produzidos à mão, com materiais comprados no comércio tradicional; a impressão em serigrafia e embalagem é da responsabilidade da Devagarse Encaderna Longe, uma oficina da ASSOL – Associação de Solidariedade Social de Lafões, uma instituição que apoia pessoas com deficência mental e saúde mental crónica.

A Velo Culture aceitou receber o projecto no seu espaço e a animação da tarde vai estar a cargo de melómanosconvidados que vão partilhar os melhores hits de vinil da sua colecção.
A prova favorita dos ciclistas começa às 14.30h, uma alley cat (a mais dura de sempre em Lisboa!) que começa e termina na Velo Culture.

Com ideias simples, vamos promovendo e animando a comunidade enquanto passamos um dia entre amigos.

Os 35 exemplares desta edição estarão disponíveis para venda apenas esta tarde.
Cada saco tem um custo de 10€ e todos os lucros obtidos revertem a favor da ASSOL. Toda a informação e trabalho desta associação no site da ASSOL.

Um obrigado muito especial a todos os que fazem com que este projecto faça sentido:
Matias Pancho e todo o pessoal na Assol, Joana Janeiro, Gonçalo Baptista, Hugo Serge O., António Cruz, Miguel Madeira e todo o pessoal na Velo Culture, Sara Martins, Cláudio Soares, Marta Ruivo, Nuno Trindade, Rui Costa, Marisa Brito, Pedro Gil e Rodrigo Filipe.

3 DE MAIO
DAS 14 ÀS 20 H
VELO CULTURE –  LISBOA
Rua de arroios nº4
-----------------------------

Ciclistas discutem Rede Ciclável com Câmara Municipal de Braga

Victor Domingos @ Braga Ciclável | 11/04/2014 às 2:23

Temas: [ Antonio Babo ] [ bicicultura ] [ ciclistas ] [ Ciclovias ] [ Câmara Municipal de Braga ] [ Estacionamento ] [ Faixas BUS + BICI ] [ Mário Meireles ] [ Proposta de Mobilidade Sustentável ]

Ciclistas urbanos discutem Rede Ciclável com Câmara Municipal de Braga No seguimento da Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, decorreu esta quinta-feira, dia 10 de abril, pelas 17 horas, em Braga, uma reunião com a Câmara Municipal de Braga, para apresentação de um conjunto de sugestões de alteração ao mapa da rede ciclável para a cidade de Braga que se encontra em fase de planeamento. Nesta reunião, estiveram presentes, em representação dos cidadãos utilizadores de bicicleta, Rómulo Duque (Encontros com Pedal) e Mário Meireles (Braga Ciclável). A equipa municipal esteve representada pela arquiteta Fátima Pereira, assessora de Miguel Bandeira, vereador responsável pelos pelouros do Património, Urbanismo, Regeneração Urbana, Planeamento e Ordenamento, pelo arquiteto Octávio Oliveira, chefe da divisão de Planeamento Urbanístico do Município, e pelo geógrafo Nuno Jacob, Técnico Superior de Planeamento.

Na sequência de contactos que vêm sendo realizados regularmente ao longo dos últimos dois anos, a autarquia convidou os utilizadores de bicicleta a analisarem o trabalho, ainda em curso, de planeamento da futura rede ciclável para a cidade de Braga e a sugerirem eventuais alterações ou melhoramentos, e assim contribuírem com a perspetiva de quem já usa regularmente a bicicleta como meio de transporte.

Foi defendido que a rede ciclável prioritária deve ser a que vai servir as pessoas que usam ou que pretendem usar a bicicleta como meio de transporte e foram mostrados alguns dos benefícios da aposta na bicicleta. Foram apresentados exemplos de cidades com orografias (São Francisco, Berna, Basileia, Trondheim) e climas (Abu Dhabi, Copenhaga, Cambridge, Berna, Ferrara) bem mais adversos que os de Braga e onde a aposta na bicicleta – que foi efetuada inicialmente na parte plana dessas mesmas cidades – é, já hoje, um enorme sucesso. Foram demonstrados vários casos do nosso país e de outras cidades a nível mundial onde foram implementadas medidas eficazes, como a partilha de zonas pedonais com os ciclistas, zonas de coexistência, faixas cicláveis, vias cicláveis, as formas de resolução dos pontos de conflito (cruzamentos, paragens BUS, rotundas), e também diversos exemplos de ruas com sentido proibido para tráfego automóvel, mas permitido para bicicletas, entre outros. Foram ainda apresentadas soluções inteligentes para vencer desníveis, para estacionar a bicicleta em segurança e para compatibilizar a bicicleta com o autocarro. Foi recordado a excelente relação custo-benefício recentemente obtida com implementação de uma rede de 400 km de faixas cicláveis protegidas em Nova Iorque. Para finalizar, foram apresentados os critérios básicos a serem seguidos para a escolha do tipo de vias a implementar em Braga, tendo em conta, por exemplo, o parâmetro V85 que contabiliza a velocidade média de 85% dos veículos que passam numa determinada via, para assim definir qual o tipo de via ciclável mais adequada ao local de modo a garantir a segurança de todos os utentes da via, incluindo os ciclistas.

A partir da rede ciclável proposta pela CMB e presente na revisão em curso do Plano Diretor Municipal, do Programa de Ciclovias Interurbanas do CÁVADO (estudo desenvolvido pelo professor António Perez Babo) e utilizando também os percursos fornecidos por 31 ciclistas urbanos (Mapa Braga Ciclável) e a experiência no terreno obtida pelo grupo de ciclistas que participaram na elaboração do dossier, chegou-se a uma nova proposta com algumas pequenas, mas significativas alterações ao mapa inicial.

Proposta de alterações dos ciclistas à Rede Ciclável em fase de planeamento para a cidade de Braga

Os representantes da CMBraga mostraram-se bastante satisfeitos com a proposta apresentada, tendo mesmo existido consenso quanto às alterações efetuadas.

Mário Meireles, colaborador do blog Braga Ciclável, está convicto de que a aposta na bicicleta "é a solução certa para uma cidade inteligente, sustentável, próspera e amiga das pessoas". Desta reunião resultou a conclusão de que a aposta de uma rede ciclável direta, segura e confortável deverá começar prioritariamente na cidade plana, ou seja, num retângulo delimitado a este por S. Pedro de Este, a oeste por Ferreiros, a norte pelas Infias e a sul pelo Picoto e pelos três montes sacros. "Nesta Braga plana habitam mais de 100 mil bracarenses", salientou. "É nela que estão os jovens, que está o conhecimento (Universidade do Minho e Universidade Católica), estão as escolas secundárias, estão os principais polos de comércio (Centro Histórico, Braga Parque e vale de Lamaçães) e está uma forte indústria (Bosch, Ideia Atlântico, Grundig)". Para além de toda a sua potencialidade, é aí que está a procura: "num curto espaço de tempo recolhemos os percursos de 31 ciclistas urbanos de Braga e foi-nos, assim, possível traçar desde já eixos prioritários."

Victor Domingos, fundador do blog Braga Ciclável, que apesar de não ter estado presente nesta reunião acompanhou sempre de perto o processo de elaboração dos documentos agora apresentados, não tem dúvidas em afirmar que “este é um momento histórico para a cidade de Braga”. “É provavelmente a primeira vez na história desta cidade", afirmou, "que os utilizadores da bicicleta são consultados para ajudar a delinear uma rede viária útil, abrangente, confortável e segura para quem deseja usar este meio de transporte nas suas deslocações diárias".

Brevemente, publicaremos aqui no Braga Ciclável o dossiê apresentado, que ficará disponível para consulta em mais detalhe.

-----------------------------

Ciclovia (?) da avenida da Boavista é armadilha letal

ricardocruz @ Bicla no Porto | 9/04/2014 às 11:09

Temas: [ Acidente ] [ Ativismo ] [ bicicultura ] [ acidente ] [ Boavista ] [ ciclovia ] [ erros ] [ perigo ] [ Porto ]

O que dizem as boas práticas a nível de segurança na via pública: Zona de impacto direto da porta: 1 metro aprox. (ciclista diretamente atingido). Zona de impacto indireto da porta: 1 metro  aprox. (ciclista foge para o centro da … Continuar a ler
-----------------------------

Lojas X – Build My Bike

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 8/04/2014 às 15:41

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ Diário de Lisboa ] [ guest photo ] [ Lisboa ] [ Lojas ]

CL6B1635

Ainda não conheço a Build My Bike, mas no seguimento da divulgação que tenho feito das lojas com uma vertente mais urbana, achei que devia aproveitar as fotos que o Artur (Diário de Lisboa) fez há uns dias. Por isso não vou falar muito mais sobre a loja pois nunca fui lá, mas deixo-vos um texto que pedi ao Miguel Angelo Silva:

A build my bike abriu no nº 146 da Rua da Boavista, em Lisboa, junto ao largo do conde Barão na zona de Santos, em meados de Outubro de 2013.

Com foco na bicicleta urbana, o serviço personalizado e uma oferta com elevado nível de customização é aquilo que mais nos diferencia. Seja em lazer ou como meio de transporte, o nosso valor acrescentado passa por construir (e recuperar) bicicletas adaptadas às necessidades, estilo e gosto de cada um. O nosso ponto de partida é sempre tentar perceber o que cada cliente procura quando nos visita, e dai partimos então para as nossas recomendações.

Comercializamos também diversas marcas, e para quem encontra nestas a sua melhor escolha, temos todo um conjunto de opções que permitem customizar a bicicleta a gosto.

Em termos de oficina, ao nível de manutenções e reparações a lógica mantêm-se exatamente a mesma. O nosso princípio passa sempre por uma avaliação que nos permita dar as nossas melhores sugestões, seja numa óptica mecânica, de funcionalidade ou estética

Acima de tudo, acreditamos que existe “a” bicicleta de cada um, e trabalhamos todos os dias para dar vida a esta visão.

As fotos como já referi, são do Artur Lourenço, e como sempre oferecem-nos uma excelente visita virtual:

CL6B1491 CL6B1504
CL6B1595 CL6B1598 CL6B1604

CL6B1527

CL6B1556 CL6B1573

CL6B1536

CL6B1563 CL6B1670

CL6B1614 CL6B1567 CL6B1591

CL6B1647 CL6B1650

 

build my bike
Rua da Boavista, 146
1200-070 Lisboa
Portugal
Telefone: +351 912157251

-----------------------------

Trail-Gator - passaporte para a aventura!

Julio @ Biclas blog | 7/04/2014 às 23:21

Temas: [ bicicultura ] [ passeios ] [ soluções a pedal ]


Fazer aqueles trilhos de Monsanto nunca foi tão divertido, apesar do esforço extra que sentia nas pernas. Atrás de mim, o meu filhote ria às gargalhadas e cantava canções de improviso, enquanto eu o rebocava na sua "bike pirata".
Passados poucos km´s, rolávamos já junto ao rio e maravilhavamo-nos com o sol radioso e o cenário dos barcos à vela na foz do Tejo.
 
trailgator2.jpg

Este foi o nosso primeiro passeio usando o Trail-Gator, uma solução simples e eficaz para aumentar o raio de acção das nossas aventuras . Com esta engenhoca, posso rebocar o Gui quando ele está cansado e rapidamente voltar a desatrelar a bicicleta dele, para que possa voltar a pedalar sozinho.

trailgator1.jpg

Ainda sobre o trail-gator, resta dizer que instalar o gingarelho foi um bocado mais trabalhoso que o previsto, porque o sistema não é compatível com travões de cantilever. O fabricante diz que se pode instalar um kit de adaptação mas o desenho da peça não me convenceu e foi mais eficaz trocar por uns simples "v-brakes". Mas após as necessárias adaptações e montados os encaixes nas duas bicicletas, utilizar este acessório está a revelar-se simples e prático.

trailgator3.jpg

No final do passeio, quando disse ao Gui que fizémos 7km, ele disse logo que da próxima temos que ir ainda mais longe. "Podem ser 20, papá? e 30km, vamos até aonde?"... Isto promete! :)
-----------------------------

1 disco, 2 rodas, 3 pessoas e 4 patas

bicicleta @ encontros | 4/04/2014 às 20:38

Temas: [ bicicultura ] [ costa vicentina ] [ cão ] [ frisbee ] [ praia ] [ praia do amado ] [ verão ] [ viagens ]

Viajar de bicicleta no nosso pais, felizmente ou infelizmente, ainda nos coloca numa posição de destaque. Sobressaímos por entre os automóveis, e suscitamos perguntas de quem connosco se cruza. Entre outros motivos, temos a liberdade de irmos para onde quisermos, quando quisermos, e não nos limitarmos a seguir as estradas com o resto do rebanho.

Por outro lado, viajarmos sozinhos ou, mesmo, estarmos sozinhos, costuma dar-nos mais abertura para contactarmos com quem nos rodeia. Vêem-nos, apercebem-se da nossa presença e espantam-se, instigando curiosidade e suscitando perguntas. E, assim, frequentemente surgem agradáveis conversas ou, como neste dia, interacções.

Na praia do Amado, depois de a ter atravessado para o extremo sul, fugindo à multidão, e de ter explorado os muitos recantos por entre dunas e rochedos, lá encontrei um spot que me agradou. Dali, poderia apreciar o pôr do sol, não era uma zona de passagem, estava mais elevado, dando-me alguma privacidade. Além disso, por ser entre duas pequenas dunas, providenciava-me abrigo suficiente do vento, mas não me roubava a panorâmica sobre o areal.
 
Instalei-me para comer qualquer coisa e apreciar as últimas horas de sol. Não levava grande aparato. Tinha parado, uns quilómetros antes, num trilho, para apanhar amoras. Muitas, de um grande arbusto, bem carregado delas. Deu para encher até meio o meu mini-tacho, e com algum pão, queijo, chouriço e tomate, foram uma bela refeição, ligeira mas agradável.

Durante esta viagem, tive sempre dois fieis companheiros, além da burra: o meu disco e as mulheres de Peito Grande, Ancas Largas. Não fazem exactamente o meu tipo (se é que isso existe), mas era o título do livro, também ele volumoso, que me acompanhou durante o verão. 600 páginas de uma epopeia familiar durante a China do século 20, da autoria de Mo Yan, recentemente galardoado com um prémio Nóbel da literatura.
 
Nesse dia, porém, a companhia que surgiu foi diferente. Um amigo de quatro patas, grande e peludo, veio sentar-se a poucos metros de mim, fitando-me com um olhar de quem diz "dá-me lá uma trinca disso que estás a petiscar". Não ladrou, não se aproximou demais, não sei para não parecer muito insistente, ou para não dar um ar de desespero. E, perante uma postura tão civilizada, não resisti e atirei-lhe um pedaço da minha sandes. Comeu-o em três tempos e por ali se deixou ficar.

Passado um bocado, como ele não abalara, lembrei-me do disco. Se é verdade que nós, humanos, podemos divertirmo-nos imenso com esse pedaço de plástico, não é menos verdade que muita gente o associa a brinquedo de cão. Assim, tirei-o da mochila, agitei-o um pouco à frente do cão que, imediatamente se pôs de pé. Na pior das hipóteses, ele deixar-se-ia ficar por ali, na esperança de que eu fosse buscar o disco e lhe desse oportunidade de atacar o meu farnel.
 
Saquei um pull para o meio do areal, cão e disco saíram disparados, e eu fiquei na expectativa de saber se voltaria a ver algum deles. Correu bem, e o cão, como que por instinto, trouxe-me o disco de volta. Perante esta inesperada hipótese de matar saudades do disco, não pensei duas vezes. Arrumei o que tinha a arrumar, lancei o disco novamente, e desci para a zona plana da praia para ir receber o disco.

Ficámos nisto uns bons 15 ou 20 minutos. Eu aproveitava para fazer uns lançamentos, ora contra o vento, ora a favor do vento, e o cão corria zarpava atrás do disco. Noutras ocasiões, fazia um hover sobre o cão, para ver até que altura ele saltava na ânsia de apanhar o disco.
 
Só que, a certa altura, o quadrúpede, em vez de me trazer o disco, decidiu ir lavá-lo. Já não estava a contar ir à água, estava de calções que não era suposto molharem-se, e o nevoeiro ameaçava e tirava-me a vontade de me molhar. Mas teve de ser, pois só assim recuperaria o disco. O cão ainda se fez de difícil, mas lá acedeu em deixar-me apanhar o disco, e assim se acabou a brincadeira. Despachei-o com um ar severo, e voltei para o meu poiso.

Depois de mais uma noite muito bem passada, acordo com uma manhã cinzenta e húmida. O sol não se quis mostrar e, perante esse cenário, pensei que o melhor que tinha a fazer era preparar-me para abalar cedo para outro destino. Esse era o plano, mas enquanto tomava o pequeno almoço, vi passar o meu amigo de quatro patas, acompanhado do dono, surfista de prancha grande, em direcção à água. E, poucos minutos depois, porque talvez o cão não seja grande surfista, ou porque simplesmente é mais adepto do frisbee do que do surf, lá o tinha outra vez ao pé de mim. Resolvi dar-lhe nova oportunidade mas, passado algum tempo voltou a fazer a mesma brincadeira. Lá voltei para o meu recanto, com o disco lavado, e os pés molhados.

Não muito tempo depois, apareceu-me o dono do cão, com um simpático convite para me juntar a ele e à mulher, na caravana deles, para tomar qualquer coisa. A dita caravana era uma muito recente VolksWagen California, com muitos extras, entre os quais a tracção 4x4 que o permitiu chegar aquele local remoto. Era um casal alemão, entre os 35 e os 40 anos de idade, que viajavam naquele veículo na companhia do cão, grande, e de um bebé de 4 meses, muito pequenino. Incrível o que era possível acomodar dentro daquele carro que, apesar de tudo, não é maior do que muitos outros que circulam pelas cidades no dia-a-dia.
 
Ele era ex-profissional de kite-surf e windsurf, ela professora primária, e tinham vindo aproveitar umas poucas semanas de férias, à procura de praias desertas, sol em abundância e, eventualmente, algumas ondas. Vinham do centro da Alemanha, onde tudo isso é escasso ou inexistente, com um espírito de comunhão com a natureza, com a praia e com o mar. Quantos casais portugueses conhecem que fariam uma viagem destas com uma criança tão pequena?

E, assim, passámos um par de horas a conversar. Sobre as suas viagens como atleta profissional, confirmando-me que o windsurf, embora seja uma modalidade muito agradável, tem realmente o grande problema das dimensões do equipamento. Ou, de alguns locais por onde já passáramos os dois, comparando notas. Ou do estilo de vida que cada um tinha, num país e noutro. Foram umas poucas horas de conversa casual, interessante e agradável, à volta de uma caneca de chá quente que me "soube a pato".

Como já era perto do meio-dia e o sol não se mostrava. Chegou a altura de nos despedirmos. Não iríamos ficar grandes amigos e nem sequer trocámos contactos. Não foi porque a companhia não nos tivesse agradado. Antes pelo contrário, estou certo que eles tiveram tanto prazer com aquela troca de impressões quanto eu. Simplesmente, estes momentos não são repetíveis, porque só existem graças a um combinar de imensos factores, que os tornam tão únicos que não vale a pena tentar reproduzi-los.  Afinal, desta vez, o encontro não fora provocado por haver bicicletas em comum. Apenas porque havia um disco, e um cão.
 
RF
-----------------------------

Parque Eduardo VII

Diário de Lisboa @ Diário de Lisboa - The Lisbon Diary | 4/04/2014 às 0:51

Temas: [ bicicletas ] [ bicicultura ]

Sem título
-----------------------------

Anda mais a pé

@ Bicicleta na Cidade | 1/04/2014 às 19:15

Temas: [ Bicicultura ] [ Jornal Pedal ]

Texto originalmente publicado no Jornal Pedal nº 6, de Junho/Julho 2012. A edição de Setembro já está online e a circular pelas ruas. Jornal Pedal, agora também disponível em t-shirts.
anda+mais+a+pe%CC%81.JPG
 
-->
Os meus amigos ciclistas ficam surpreendidos quando lhes digo que vou a pé para algum lado. Parece-lhes estranho, nalguns casos mesmo descabido. Tento explicar-lhes que tem as suas vantagens. Dizem-me “para quê perder tempo se podes ir mais depressa de bicicleta?” numa primeira fase de choque e espanto, avançando depois para comentários mais jocosos. “Não tens pedalada” é talvez o meu preferido, por ser gratuitamente óbvio.

Gosto de andar a pé, é um facto. Sempre gostei mas só recentemente me vi confrontado com a necessidade de justificar esta opção de transporte – aliás, chamar-lhe “opção de transporte” é já de si uma justificação para uma coisa tão simples que não devia precisar de explicações, quanto mais ser defendida.Percebo que se possa achar fascinante que o ser humano seja o único primata bípede e se discutam as possíveis razões evolutivas que nos trouxeram até aqui. Agora, questionar o uso dessa faculdade que se adquire aos 12 meses de vida como se fosse um atavismo cultural já me parece excessivo. Um bêbado que não consegue andar é normal. Um sóbrio que anda, é uma extravagância.

Entre piadas e estupefacções, dei por mim a fazer exercícios de retórica numa tentativa de normalizar o meu comportamento, desviante aos olhos dos ciclistas. O que percebi é que nada mudou no mundo tirando, talvez, a forma como nos deslocamos. Senão reparem, quando tenho que justificar o andar a pé, os meus argumentos são os mesmos que qualquer ciclista aponta a um automobilista: é um meio de transporte muito ecológico porque, além de não produzir emissões de CO2, não contribui para uma indústria poluente como a das bicicletas – que implica a produção de óleos e lubrificantes à base de petróleo e peças feitas a partir de minérios cada vez mais escassos – nem depende (tanto) de bens importados de paragens longínquas e exóticas que aumentam substancialmente a sua pegada ecológica, também conhecida por emissões de CO2, também conhecida por poluição.

Estacionamento é um problema que não existe quando vou a pé porque não tenho que procurar um local visível e uma estrutura robusta para prender a bicicleta, nem saber se o meu cadeado é seguro para determinadas zonas e horas. Estacionamento à porta pode parecer uma ideia brilhante, mas não ter que estacionar de todo é que é. Outra vantagem a reter: intermodalidade com os transportes públicos, horários e condições de acesso? Deixem-me rir.

Depois, há toda uma nova perspectiva da cidade que se adquire, é uma descoberta que se faz como quando se experimenta usar a bicicleta numa base regular. Novos percursos, melhores caminhos com piso mais agradável, passeios mais largos...a lista de preferências é infinda. Para mim a grande diferença está na velocidade a que a cidade passa por nós e no que ela me permite apreender. Deslocando-me mais devagar, consigo descobrir novos restaurantes e lojas mais depressa do que a “Time Out”.

Menos é mais. E numa lógica de transporte pós-rodinhas tudo se torna mais relaxado. Andar de bicicleta é fixe e dá-nos uma sensação de adrenalina que, a pé, é substituída por uma calma que nos permite pensar, seja no que for. Quem vai de bicicleta tem que estar atento ao trânsito (chato), aos carros (chatos) e aos peões (lentos) que se atravessam sem aviso, sem olhar para os ciclistas. Agora compreendo-os. Eles estão ocupados a pensar em coisas muito mais importantes do que nas bicicletas. Estão a pensar na vida, na sua e na dos outros, nas bolas do vestido da rapariga que atravessa e em como ficarão vistas do avesso.

Mas a minha vida não mudou e tão-pouco deixei de andar de bicicleta. Nada disso. Passei apenas, isso sim, a fazê-lo quando estou com pressa. Experimentem! Não perdem nada, nem tempo. Vão ver que pelo caminho vos surgem ideias brilhantes, nem que seja para criticar este texto.

-----------------------------

Aprender a pedalar - como se ensina e como se aprende a andar de bicicleta

@ Bicicleta na Cidade | 1/04/2014 às 19:14

Temas: [ Bicicultura ] [ Jornal Pedal ] [ Notícias e Reportagens ] [ Para além de Lisboa ] [ Segurança ]

Texto originalmente publicado no Jornal Pedal nº 11, de Dezembro 2012. Apesar da idade do mesmo o conteúdo mantém-se actual, salvo nas condições que cada escola aqui retratada disponibiliza para os seus cursos. Confirmem nos links abaixo a oferta em vigor. À data (a de hoje) sou instrutor no Bike.POP.

girls_learn_to_ride_bike.jpg
Cortesia The Online Bicycle Museum


Manobrar uma máquina requer conhecê-la para lá do seu manual de instruções. Implica mais do que usar a lógica. Adquire-se com a prática. Quem ensina e quem aprende a andar de bicicleta sabe que é assim, um exercício de experimentação motora e de expulsão de receios que bloqueiam o acesso à experiência. Tudo isto se consegue mediante algumas premissas, ou antes, tudo fica mais fácil quando elas estão reunidas.

Quem escreve esta reportagem é também instrutor de condução de bicicleta, o que pode levantar algumas questões sobre o puxamento da brasa a uma sardinha que começa a dar as primeiras pedaladas como área de negócio. Creia o leitor que é uma tarefa exigente, esta de quem escreve, conquanto traz consigo a possibilidade de explorar nuances e subtilezas só ao alcance dos que conhecem o terreno e a experiência que aqui se conta.

Decidir

Muitas são as razões que levam alguém a adiar o momento em que se aprende a descolar os pés do chão e a ganhar controlo sobre um mecanismo simples, porém simbiótico, que alicerça uma nova forma de contacto entre o chão e o nosso corpo. Substituir os pés pelas rodas e o pavimento pelos pedais está ao alcance de todos os que sentem motivação para experimentá-lo. Sem isso, nada feito. A vontade antecede tudo, mesmo os pânicos de última hora que podem levar a algumas desistências ou a novos adiamentos.

Nos últimos 6 anos surgiram cursos para ensinar a pedalar e procura não tem faltado. A Escolinha da Bicicleta, do Núcleo Cicloturista de Alvalade, em Lisboa, foi a primeira a oferecer o serviço, uma ideia que surgiu depois de lhes ser concedido um espaço no Complexo Desportivo Municipal de São João de Brito, passando o colectivo a dispor de um ringue de jogos onde desde 2006 ensinam. Começou como uma “carolice”, diz-nos o presidente e instrutor João Santos: “ninguém estava à espera que alcançássemos o número de alunos nem os efeitos práticos que daí resultaram”. A procura destes cursos é geralmente antecedida de outras tentativas frustradas, a solo ou com a ajuda de familiares e amigos.

Rui Pratas é o instrutor da Pedalnature e há dez anos deu-se conta de que algumas amigas suas não sabiam andar de bicicleta, oferecendo a sua ajuda para ensiná-las. Quando decidiu levar o assunto mais a sério acabou por encontrar a Escolinha de Alvalade, que já existia. Rui obteve depois uma formação em Jogo e Motricidade Infantil cuja metodologia adaptou para ensinar o equilíbrio da bicicleta a adultos. As primeiras amigas que ensinou representaram a ponta do icebergue que viria a descobrir mais tarde: “80% dos iniciantes que tenho são do sexo feminino, dos quais 50 ou 60% nasceram entre 1962 e 1975”. Ruiavança uma possível explicação para este fenómeno que ocorre na Grande Lisboa, associando-o ao período em que a cidade cresceu e ficou dominada pelo automóvel: “Foi o final das brincadeiras de rua”, diz-nos, resultado de um sentimento de insegurança crescente.

Para Ana Pereira e Bruno Santos, da Cenas a Pedal, é difícil traçar um perfil de pessoas que os procuram. Formados em 2008 pelo britânico Cyclists' Touring Club para a instrução de condução de bicicleta (tal como este que vos escreve), lidam com aprendizes de todas as idades e com as mais diversas histórias de vida. Há receios que acompanham os aprendizes até às aulas, mas também uma dose suficiente de coragem, vontade e perseverança: “Há muitos medos associados e quanto mais velhas são as pessoas mais isso se nota, porque tiveram mais anos para criar expectativas. E não é só o medo de cair, é também o medo de falhar, medo de se meterem a fazer uma coisa que acham já não ser para a sua idade, isso tem uma importância diferente da que tem para uma pessoa de 20 ou 30 anos, há esse medo de estar a arriscar fazer algo meio atípico para a idade e depois não funcionar”, diz Ana. Mas a experiência de instrutores e alunos prova que funciona.

Avançar

São os adultos quem mais procura estas aulas, mas há também pais que optam por dar aos filhos a oportunidade de aprender num ambiente controlado. Para a Cenas a Pedal e Escolinha de Alvalade, que ensinam crianças a partir dos cinco anos, as razões para essa escolha variam entre a limitação física dos pais, para acompanhar em segurança a aprendizagem dos filhos, e o insucesso de tentativas anteriores. Embora seja normal as crianças aprenderem mais depressa que os adultos, estes cursos funcionam para todos e todas as idades como um acelerador desse processo, a forma mais eficiente de desenvolver e adquirir novas competências. Qualquer pessoa está apta a aprender, até sozinha. O que aqui se faz é evitar caminhos tortuosos e aquisição de vícios que prejudiquem ou não acrescentem nada de essencial ao andar de bicicleta. Cada instrutor tem o seu método e há, entre todos, alguns pontos de convergência.

Leonel Mendonça, instrutor nos cursos que a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) organiza pontualmente em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa, tem a missão de ensinar em grupo, factor que considera ajudar à aprendizagem: “uns puxam pelos outros e estão todos em pé de igualdade. Ao ser em grupo, nós não conseguimos estar a dar apoio a todos ao mesmo tempo, o que faz com que eles sejam obrigados a ter uma certa autonomia no momento em que estão a aprender”. A mesma opinião já não é partilhada por Rui Pratas da Pedalnature que, depois de ter experimentado essa abordagem, apercebeu-se da discrepância de ritmos de aprendizagem: “não é justo dar mais atenção aos que evoluem mais depressa. [Agora] as aulas são sempre individuais e reservo três horas para cada uma”, refere.

Este ano, surgiu o primeiro curso do género na cidade do Porto pela mão de Pedro Rosa, bailarino e coreógrafo. “A minha experiência no ensino da dança contemporânea a jovens e adultos é a base do meu método”, conta-nos. “Passa por uma desconstrução precisa da postura e do movimento, de uma análise cuidada do funcionamento do corpo e da própria mecânica envolvida no acto de dirigir uma bicicleta. Trata-se de fazer um trabalho passo a passo, começando com noções e tarefas mais simples e progredindo até ao acto completo de dirigir a bicicleta com segurança e leveza”, continua.

Todos concordam que um bom espaço de ensino é condição fundamental para a eficácia da aprendizagem. Zonas amplas, planas ou com ligeira inclinação para facilitar o arranque, sem trânsito, sem obstáculos numa primeira fase, com curvas e obstáculos na fase final. Nem sempre é possível reunir num mesmo local todas as características desejáveis, sendo necessário priorizar e ajustar. Os instrutores têm locais de treino habituais podendo, no caso da Cenas a Pedal e Pedalnature, deslocar-se até à zona de residência do aluno, caso seja do seu interesse e exista um local de treino adequado nas proximidades.

Com alguma frequência surgem pedidos para que as aulas se realizem longe de olhares indiscretos. O desejo de não querer ser visto, seja por desconforto ou por se tratar de figuras públicas, deve ser tido em conta na medida em que pode influenciar o ritmo e o à-vontade necessários para aprender. Rui Pratas recorre preferencialmente a uma área no Parque das Nações, em Lisboa, e chega a iniciar as aulas às 5h30 da manhã, quando não se vê vivalma nas redondezas, para satisfazer esses pedidos. A Cenas a Pedal realiza os seus cursos regulares no Jardim da Estrela onde tenta uma abordagem diferente sobre a privacidade: “Nós tentamos desdramatizar isso, aprender a andar de bicicleta é como fazer outra coisa qualquer”, diz Bruno acrescentando que, quando o aluno não se sente à vontade, acaba por pedir um sítio mais resguardado ou é o próprio instrutor quem toma essa decisão: “é um bocadinho mais desafiante, às vezes, e há pessoas que obviamente encaram isso com mais à-vontade do que outras, mas não tem impedido que aprendam e tem a vantagem de o fazerem num sítio mais realista, no fundo”.

Adquirir

As circunstâncias específicas de cada aluno recomendam que os instrutores adaptem o que for necessário para beneficiar a aprendizagem. É o que acontece com a escolha da bicicleta de treino, onde o tamanho, a geometria e destreza a que obriga na condução têm influência directa sobre o aluno, como nos diz João Santos: “Isso é outro segredo do ensinar a andar de bicicleta, que a pessoa se sinta bem, [sabendo que] assim que põe os pés no chão está em segurança e não cai, porque as pernas fazem um bipé sem ter que se levantar. Só depois é que começamos a subir gradualmente o selim”. Rui Pratas tem vindo a especializar-se no ensino a pessoas obesas, construindo uma bicicleta adaptada para esse efeito – com rodas mais pequenas, tamanho 24'', e um sistema de travões alterado – de forma a “não obrigar os iniciantes a dobrar tanto os membros inferiores, que é a maior dificuldade que têm”. Hoje, graças ao passar da palavra, é bastante procurado para este serviço.

A aprendizagem tem um lado mecânico e outro, mais subjectivo, que exige dos instrutores uma sensibilidade para compreender bloqueios mentais. Por mais método que se desenvolva e eficiente que se consiga tornar o processo, o instrutor é sobretudo um companheiro de aprendizagem, um apoio, um guia, alguém que encoraja e valida constantemente os pequenos avanços que o aluno realiza. A bicicleta e o ciclista devem fundir-se num corpo só: “no início os principais problemas são a verticalidade do corpo, o alinhamento com a bicicleta e a utilização funcional do guiador”, refere Pedro Rosa, notando também que “muitas vezes o corpo inclina-se para os lados, encolhe-se e fica tenso aos primeiros sinais de desequilíbrio ou receio de algum imprevisto” e a tendência é agarrar o guiador com muita força. Para conseguir aliviar a tensão “respiramos fundo”, conclui.

Ana Pereira considera “a parte emocional tão ou mais importante do que a técnica. Muitas vezes tu explicas e a pessoa percebe, mas depois têm a parte emocional a dar cabo daquilo, por isso não serve de muito seres bom a explicar a técnica se depois não tiveres um perfil de relacionamento interpessoal que permita vencer essas barreiras”. Por essa razão, o treino faz-se também do lado dos instrutores já que é fundamental criar uma relação de confiança e para isso é necessária uma boa dose de reforço positivo: “As pessoas costumam dizer que nós somos muito simpáticos e temos muita paciência. A experiência aí ajuda imenso, porque eu não tenho que fingir confiança, eu tenho confiança que aquilo vai funcionar. Por isso, às vezes as pessoas acreditam nelas próprias simplesmente porque sentem que eu acredito nelas”, remata Ana.

Talvez a maioria das pessoas passe pela experiência de aprender a andar de bicicleta duas vezes ao longo da sua vida – a primeira como aprendiz, a segunda para ensinar os filhos. É raro encontrar quem não se lembre do momento da sua “descolagem”, tal é a grandeza da emoção que se sente. Para os instrutores, apesar do aperfeiçoamento da técnica e da automatização dos processos, a alegria de ver alguém ganhar asas mantém-se, como se fosse a primeira vez.

Cursos

Lisboa:

- Bike.POP

- Cenas a Pedal

- Escolinha da Bicicleta

- FPCUB / CML

- Pedalnature

Porto:

- Aprender a Andar de Bicicleta


-----------------------------

Eu vou de bicicleta

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 1/04/2014 às 17:49

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ evento ] [ Lisboa ] [ Rock in Rio ]

Ir a um qualquer festival de música de carro, é simplesmente impossível. Quer dizer, é possível, mas a confusão é brutal! Há sempre a opção de ir a pé e/ou de transportes, mas e se pudermos ir de bicicleta? “Ah, nem pensar que nos roubam a bicicleta!” Talvez, se não houvesse onde a deixar… mas não será o caso no Rock In Rio Lisboa de 2014. Tal como na edição de 2012, a FPCUB irá ter um bicicletário a funcionar lá, onde podem deixar a bicicleta. Estará sempre vigiada, e uma equipa de voluntários da Cicloficina até pode ajudar quem precise de reparar alguma coisa na sua bicicleta.

Para passar a mensagem de que podem ir para o festival a pedalar, irá realizar-se um passeio no dia 12 de Abril, sábado, onde não só vamos mostrar que é fácil pedalar por Lisboa, como quem estiver interessado pode participar no casting para ser a cara da campanha “Eu Vou de Bicicleta”.

1520815_761273977229729_1272620242_n[1]O passeio, irá ser do género dos outros eventos Cycle Chic que já organizámos: ritmo calmo e acessível a todos… nada de corridas, e escusam de vir equipados – a roupa do dia-a-dia serve perfeitamente! A distância é também semelhante aos passeios anteriores, e irá ter uma pausa aos 7,5Km (no parque da Bela Vista)

Este será um passeio urbano, descontraído, sem caráter desportivo ou competitivo, mas sem descurar a segurança. Pretende-se que seja uma tarde para celebrar a bicicleta como meio de transporte, na cidade de Lisboa. Todos os que se quiserem inscrever terão de levar a sua bicicleta. O percurso será acessível a todos, com o objetivo de mostrar que para andar de bicicleta, em grande parte da cidade, não é necessário ser atleta.

O trajeto vai ter início na parte de baixo do Parque Eduardo VII – junto à sede da EDP - seguindo depois pela Fontes Pereira de Melo, Av. da República, Av. do Brasil, Rotunda do Relógio, terminando no Parque da Bela Vista. O regresso será feito na ponte ciclável que liga para as Olaias, Areeiro, Av. Almirante Reis, R. Pascoal de Melo, Estefânia, Praça José Fontana, Av. Duque de Loulé e regressado ao Marquês de Pombal.

rir_percurso

Neste evento, será realizado um casting onde vão ser selecionadas até cinco pessoas para serem a cara dacampanha de mobilidade, que terá como mote “EU VOU de Bicicleta”. Todos os inscritos poderão participar neste casting, que acontecerá na chegada ao Parque da Bela Vista. Os escolhidos, para além de bilhetes para o Rock in Rio-Lisboa 2014, vão ainda receber trotinetes elétricas powered by EDP.

Este passeio conta com o apoio do Lisbon Cycle Chic, da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta e da Câmara Municipal de Lisboa.

EU VOU de Bibicleta

Integrada no seu plano de mobilidade, a campanha de sensibilização EU VOU de Bicicleta quer motivar os lisboetas a irem até à Cidade do Rock utilizando este modo de transporte sustentável. Atualmente servida por mais de 60 quilómetros de Rede de Percursos e Corredores Cicláveis, que fazem parte de um projeto da Câmara Municipal de Lisboa que quer unir os espaços verdes da cidade, Lisboa tem visto crescer a comunidade de ciclistas que usufruem destas infraestruturas.

 

As inscrições são gratuitas mas limitadas. Despachem-se, pois em algumas horas já são mais de 100 os inscritos.

 

 

 

-----------------------------

What's up with FATbikes...

Gonças @ Hors Piste autorizé.... | 1/04/2014 às 8:50

Temas: [ bicicultura ] [ fatbikes ] [ TT ]

Porque é que as FATbikes estão na moda nos states?


Mais um vídeo para estas noites frias e chuvosas!



A mostrar posts 11 a 30 de 491 | « Anteriores | Próximos » | 5, 10, ou 20 de cada vez.


Creative Commons License

O conteúdo deste site está sob uma licença Creative Commons BY-NC-SA.
Os direitos do conteúdo externo apresentado neste site são os definido pelos autores.
A apresentação de conteúdo externo neste site é feita com a autorização dos autores.

:-}
v13.09
Powered by HTML Purifier