Partilha a estrada – II

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 12/08/2014 às 2:42

Temas: [ Uncategorized ] [ 100copies.net ] [ activismo ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ Cycle Chic ] [ guest photo ] [ ilustração ]

Talvez se lembrem do artigo que coloquei há já algum tempo, sobre os cartazes que a 100copies tinha feito. Felizmente criaram agora a versão portuguesa dos mesmos, e estão espectaculares:

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Tal como nas versões em Inglês, quem quiser o ficheiro em alta resolução para imprimir (formato A2), basta enviar um e-mail para yangthomas@mac.com

Muito bom!

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Código da Estrada, sim. E o bom senso?

Julio @ Biclas blog | 11/08/2014 às 19:37

Temas: [ bicicultura ] [ legislação ]

O aparecimento de mais bicicletas nas estradas e o novo código da estrada têm suscitado muitos debates acerca do lugar dos ciclistas e a necessidade destes cumprirem algumas regras.
Por vezes nesses debates o simples bom senso é algo escasso, para não dizer, ausente.

Sim, eu sei que as leis são "as leis" e são para cumprir. Mas o que seria de nós, individual e colectivamente, se simplesmente abdicássemos do nosso bom senso?

Há situações em que, conscientemente, não cumpro o código da estrada. E faço-o para minha segurança. Por exemplo, ao circular numa faixa bus quando a alternativa legal me empurra para uma via mais à esquerda onde o trânsito circula frequentemente em excesso de velocidade.


A propósito deste tema, do cumprimento cego das leis, partilho aqui um divertido e esclarecedor vídeo:


Nota: o nosso código da estrada não obriga os ciclistas a circularem na ciclovia!

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'ANIMA LUPI' em Vagos

LOBO @ OS CLÁSSICOS DO LOBO | 11/08/2014 às 16:45

Temas: [ Anima LUPI Fixed Gear ] [ Bicicletas ] [ Bicicletas Antigas ] [ Bicicultura ] [ Passeios Bicicleta ]

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fotocycle [142] ontem no Escondidinho do Barredo…

paulofski @ na bicicleta | 8/08/2014 às 12:01

Temas: [ fotocycle ] [ bicicultura ] [ fotografia ] [ mobilidade ] [ motivação ] [ Porto ] [ Ribeira ] [ Sua Alteza ]

… enquanto felizes bicitripeiros comiam iscas e arregalavam as vistas, dona Cremilde ia guardando as biscas!

dona Cremilde

 


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rui henrique @ bicicleta voadora | 8/08/2014 às 9:22

Temas: [ bicicultura ] [ eventos ]

12 ilustradores urbanos de Lisboa e Porto expôem os seus trabalhos por 10 locais da capital, sob tema livre e inspirados pela vivência da cidade.

Entre 4 de Outubro e 8 de Novembro de 2014, os trabalhos destes artistas são o ponto de partida para um roteiro que inclui 10 espaços de comércio tradicional e recebe a mobilidade suave e a arte, sem pretensiosismos, celebrando as alternativas que Lisboa oferece para uma cidadania sustentável.

Um roteiro para percorrer de bicicleta ou a pé, para conhecer ilustradores mais e menos conhecidos e ainda ver os trabalhos de alguns artistas brasileiros, através de um intercâmbio com a iniciativa Bike Arte (da associação paulense Aromeiazero).
Encontramos a cada paragem uma peça de decoração urbana em malha, criada pelas artistas da Granda Malha, que identifica cada local e nos alerta sobre os detalhes desta cidade.

Para breve todos os detalhes deste evento.
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3 noites pelo Alentejo

Gonças @ Hors Piste autorizé.... | 7/08/2014 às 14:26

Temas: [ bicicultura ] [ own trip ] [ touring bicla ] [ vadiagem ] [ xtracycle ]

Uma voltinha para não deixar enferrujar as pernas...3 noites em hotéis de 1000 estrelas, muita melga, atalhos do "demo", mexilhões em molho de ostras e baguettes a 3€. 

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Vista panorâmica de dentro da tenda algures nas dunas da comporta

Havia tanto para dizer....

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O Pixie tb queria ir

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A atravessar o Tejo

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Mercado de Setúbal

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Ai Faralhão, faralhão...

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Á sombra do chaparro

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A água parecia sopa

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É por aqui o atalho...

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Bom treino para o "rípio" da Via Pan-americana

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Montemor-o-novo

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Levantar campo no dia seguinte

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eco-camping

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Voltámos a Montemor

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Para apanhar a ecopista

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O tio a descansar

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e a pedalar

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Camarão do sado lá ao fundo

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ponte engraçada

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Vista privilegiada

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Foto da praxe

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Cockpit / secador de roupa

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Comporta beach

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As melgas eram tantas que tivémos que nos abrigar na tenda

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Cada um na sua hein!

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Selfie

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A caminho do Ferry

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Que custa 1 baguete!

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Setúbal em crochet

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Tróia ao longe

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e choque frite ao pé

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A caminho de casa...castelo de Palmela ao fundo.



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serviços a pedais

paulofski @ na bicicleta | 7/08/2014 às 13:32

Temas: [ motivação ] [ bicicultura ] [ bike messengers ] [ bike rent ] [ coisas que leio ] [ mobilidade ] [ noticia ] [ outras coisas ] [ Porto ] [ Tomar ] [ Vizela ]

Câmara de Vizela disponibiliza serviço de aluguer de bicicletas

bicicletas em vizela“O concelho de Vizela tem disponível, desde quinta-feira, um serviço de aluguer de bicicletas aos munícipes e visitantes, avançou fonte da autarquia.

A iniciativa resultou de um protocolo assinado entre a Câmara de Vizela e uma empresa de serviços direcionados para a mobilidade elétrica.

O protoloco foi assinado pelo presidente da Câmara de Vizela, Dinis Costa, e pela sócia gerente da empresa, Carla Rocha, durante a inauguração da loja interativa de turismo do concelho.

“Esta parceria resultou da necessidade do grupo de trabalho CittaSlow e do Setor do Turismo em planear estratégias para a promoção da mobilidade ciclável na cidade de Vizela, nomeadamente promover a utilização da bicicleta pelos munícipes nas suas deslocações diárias, promover a ligação de Guimarães a Vizela de forma sustentável e promover o turismo, a gastronomia e a doçaria vizelense”, lê-se em comunicado.”

 (fonte:  tamegasousa.pt)

O amor vai de bicicleta

contra relógio bike menseger“PORTO – Arrancou dia 1 de Agosto, a campanha “O amor vai de bicicleta”, promovida pela empresa Contra Relógio – estafeta de bicicletas, nos concelhos do Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Gondomar e Maia. Aproximar as pessoas com gestos simples e memoráveis é o objectivo desta iniciativa que se prolonga até ao final do Verão.

“Queremos promover a felicidade dos habitantes do Grande Porto através de uma acção fora do comum. Toda a gente gosta de ser surpreendida, principalmente quando é pelos melhores motivos. É sempre bom recebermos algo com que não estamos a contar”, explica Renato Guedes, director da empresa.

Com uma equipa de quatro estafetas, a Contra Relógio prontifica-se a percorrer ruas e vielas, faça sol ou faça chuva, para surpreender os corações apaixonados, para mimar aqueles que se querem bem, para alimentar afectos.”…

 (ler + em local.pt)

Visitantes já podem alugar bicicletas em Tomar

aluguer bicicletas Tomar“Desde (…) 5 de Agosto o Município de Tomar está a disponibilizar, numa primeira fase no Parque de Campismo Municipal, bicicletas para aluguer, num intuito de promover a mobilidade sustentável e facilitar a deslocação de visitantes e turistas que pretendam conhecer melhor a cidade.

O aluguer varia entre os 5€ (período de 2 horas), 10€ (4 horas) e 15€ (1 dia), dentro do horário de funcionamento da receção do parque que será das 9h00 às 19h00 no Verão (1 junho a 30 setembro) e das 10h00 às 17h00 no Inverno (1 outubro a 31 maio).

Esta é uma oferta de serviços complementar com a já existente na cidade e vai ao encontro de muitas solicitações que já desde há vários anos os turistas faziam. Este serviço está disponível não só para os visitantes, mas também para os tomarenses que poderão deslocar-se ao Parque de Campismo e alugar a sua bicicleta para uma fruição diferente da sua cidade.”

(fonte: comercioenoticias.pt)


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Seguros e utentes vulneráveis: o que defende realmente a MUBi?

Geral (Direcção) @ MUBi | 29/07/2014 às 22:50

Temas: [ comunicados ] [ Direcção ] [ notícias MUBi ] [ bicicultura ] [ comunicado ] [ Direção ] [ responsabilidade objetiva ] [ Seguro ]

Ciclistas a par

A propósito de notícias vindas a público esta semana, veiculadas pela Lusa, a MUBi gostaria de esclarecer:

i) Não há razões consistentes para exigir a obrigatoriedade de matrícula para bicicletas, licença de condução e seguro para ciclistas.

Antes de mais, convém referir que mais nenhum país europeu tem estas obrigatoriedades, nem as está a debater neste momento. Esta realidade, por si só, apesar não nos dar ou tirar a razão, alerta-nos para o facto de, ao defender estas medidas, muito provavelmente estaremos a olhar para o problema de uma perspetiva errada.

A razão fundamental por que nenhuma destas obrigações fazem sentido, e por que nenhum país europeu as considera é que a bicicleta tem níveis de perigosidade baixos (contrariamente aos veículos motorizados) e, na generalidade dos casos, apenas causa danos de valor muito reduzido, em caso de sinistro. Para além disso, a promoção do uso da bicicleta induz um ambiente rodoviário mais seguro e apresenta enormes vantagem para a sociedade, pelo que a barreira à sua utilização introduzida por qualquer destas medidas seria negativa para a segurança, economia, ambiente, equidade social do país, contrariando todas as políticas de promoção de modos de vida ativos, que constituem um dos principais desafios de Portugal e da União Europeia, para as próximas décadas.

ii) Relativamente à questão do pagamento dos danos ocorridos num sinistro, entre veículos motorizados e utentes vulneráveis, a MUBi defende a introdução do Princípio da Responsabilidade Objetiva (conhecida em muitos países da Europa por vários nomes, por exemplo Loi de Badinter, Strict Liability, Betriebsgefahr) de forma clara e explícita, na legislação portuguesa. Este conceito está na base da Diretiva 2009/103/CE do Parlamento Europeu e do Conselho: “Os danos pessoais e materiais sofridos por peões, ciclistas e outros utilizadores não motorizados das estradas, que constituem habitualmente a parte mais vulnerável num acidente, deverão ser cobertos pelo seguro obrigatório do veículo envolvido no acidente caso tenham direito a indemnização de acordo com o direito civil nacional.”

O Princípio da Responsabilidade Objetiva é um instrumento jurídico muito utilizado em diversas áreas, que permite autonomizar, em maior ou menor grau, a compensação do danos da determinação da culpa.

Quando aplicado a sinistros rodoviários que envolvam um veículo motorizado e um utilizador vulnerável (peão ou ciclista), o Princípio da Responsabilidade Objetiva defende que o seguro do condutor motorizado deve compensar os danos à vítima de forma imediata. Posteriormente, se for provado que o utente vulnerável foi culpado pela colisão, a seguradora terá sempre a possibilidade de reaver o montante indemnizatório, ou parte dele, dependendo do tipo de vítima e das circunstâncias da colisão.

A aplicação do Princípio da Responsabilidade Objetiva tem pelo menos dois benefícios importantes:

  1. Garante a indemnização imediata das vítimas;
  2. Promove uma cultura de segurança no meio rodoviário, indo ao encontro da aplicação prática do princípio de especial cuidado perante os utentes vulneráveis, presente na nova versão do Código da Estrada.

De referir que a generalidade dos países europeus que adoptaram o Principio da Responsabilidade Objetiva registam actualmente índices de sinistralidade inferiores aos de Portugal, beneficiando com essa medida tanto os condutores automobilizados como os utentes mais vulneráveis. Em Portugal, a redução na sinistralidade rodoviária resultante da adoção deste principio deverá, igualmente, ser indutora de uma redução nos valores das apólices de seguros dos veículos motorizados.

Assim, ao contrário do que tem vindo a ser divulgado na comunicação social com meias verdades suportadas em citações parciais e descontextualizadas, a MUBi não defende qualquer agravamento dos seguros automóveis nem que estes tenham que compensar sempre e de forma definitiva as vítimas. Pelo contrário, caso estas venham a ser responsabilizadas pelo sinistro, cabe à seguradora o direito de vir a ser ressarcida de parte da compensação prestada ao utente vulnerável, em tribunal.

A MUBi considera que o Princípio da Responsabilidade Objetiva é uma peça fundamental na construção de um meio rodoviário seguro para todos os tipos de utentes, dado que é um garante da indemnização imediata das vítimas e contribui para o desenvolvimento de uma cultura de responsabilização proporcional ao perigo potencial das diferentes formas de deslocação.

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Bicicletas, Seguros e mau jornalismo

Miguel Barroso @ VELOCIPEDI@ | 29/07/2014 às 14:23

Temas: [ Bicicultura ] [ fpcub ] [ seguros ]

Depois dos tristes artigos de desinformação ontem publicados sobre seguros e bicicletas, com citações incompletas ou fora de contexto, e um título cuja intenção me pareceu ser a apenas o exaltar dos ânimos e criar má vontade em relação a quem circula de bicicleta, recomenda-se a leitura deste esclarecimento da FPCUB.

http://www.fpcub.pt/2014/07/nota-de-imprensa

O mau jornalismo da notícia da Lusa, foi repetido pelos jornais todos, e as caixas de comentários estão todas ao rubro... lamentável!
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Matosinhos quer mais bicicletas – intervenção séria ou mero marketing e cosmética ?

ricardocruz @ Bicla no Porto | 27/07/2014 às 14:05

Temas: [ Ativismo ] [ cidade ] [ estratégia ] [ bicicultura ] [ Matosinhos ]

Diz a câmara de Matosinhos: “A instalação de uma rede de ciclovias na Quadra Marítima é o primeiro passo para um futuro alargamento deste projeto a todo o Concelho.” Quem utiliza a bicicleta no dia a dia precisa de medidas globais … Continuar a ler
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As bicicletas em contexto urbano – ponto da situação (RTP)

ricardocruz @ Bicla no Porto | 12/07/2014 às 18:55

Temas: [ bicicultura ] [ cidade ] [ Ciclismo urbano ] [ RTP ]

Fonte: RTP
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Cidade+ – Mobilidade Urbana – Conferência

ricardocruz @ Bicla no Porto | 9/07/2014 às 0:00

Temas: [ Ativismo ] [ Conferências ] [ bicicultura ] [ Cidade+ ] [ conferências ] [ MUBi ]

10 de julho – 18h00 – 20h00 | Local: LAB+ (Pavilhão Rosa Mota) Tema: Mobilidade Urbana As fotos (Fonte: Cidade +): O uso de mobilidade suave como meio principal de deslocação na cidade é cada vez mais visível. Esta tendência tem sido acompanhada por … Continuar a ler
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Highland Trail Race 550

Gonças @ Hors Piste autorizé.... | 4/07/2014 às 9:35

Temas: [ bicicultura ] [ bikepacking ]

Eis o vídeo excelente feito por Ian Barrigton na Highland Trail race deste ano. São 880Kms de trilhos pelas terras altas escocesas em autonomia (bikepacking). Podem ler o relato do imenso desafio físico e especialmente psicológico aqui (sem dormir como deve ser eu não aguentaria 2 dias).



Highland Trail 550 from Ian Barrington on Vimeo.
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10 Dicas para a bicicleta nos dias quentes

@ Menos Um Carro | 3/07/2014 às 14:01

Temas: [ calor ] [ bicicleta ] [ bicicultura ]

Chegaram finalmente os dias quentes, mas cidades tão ou mais quentes que Lisboa (como Sevilha e Barcelona) que estão cheias de bicicletas no verão, mostram que isso não tem de ser um problema. Aqui ficam algumas digas

 

1. Pressão correcta nos pneus

A grande maioria dos ciclistas com quem falo na Cicloficina dos Anjos aparecem com pneus com pressão muito baixa-  é "encher até estar um bocado rijo" - o que faz com que arrastem o pneu pela rua. Na verdade o pneu de uma bicicleta deve ter uma pressão bem mais alta que o do automóvel. Enquanto este usa normalmente 2 a 2,5 bars porque precisa de ter mais aderência, na bicicleta pode ir aos 9 bar. Podes encontrar esta informação escrita no pneu, aparecendo ou o intervalo recomendado ou o máximo recomendado. Nas BTT o mínimo é o valor recomendado para quando se faz todo o terreno. Em alcatrão, podes usar o máximo.

A bicicleta vai parecer outra.

 

 

2. Pneus mais finos

Usar pneus muito largos, como os de BTT, vai dar ao mesmo. Não é preciso ter pneus finos de corrida, há pneus intermédios. E sim, numa jante de BTT pode-se facilmente usar  um pneu bem mais estreito (até 1,1 quando o habitual é 1,9-2,1).

 

3. Velocidade e Mudanças

A bicicleta é mais rápida que o automóvel na cidade por imensas razões, mas não é preciso fazer pirraça aos automobilistas durante 365 dias. Nos dias mais quentes podemos ir mais devagar para controlar a temperatura. Basta reduzir um pouco a velocidade, para haver uma grande diferença.

Mudanças mais leves têm o mesmo efeito.

 

4. Bicicleta bem afinada

Numa bicicleta mal afinada, parte do esforço é desperdiçado. Ter a corrente limpa e bem oleada (meter óleo numa corrente suja de pouco serve), não ter os calços dos travões a tocar nas jantes, e ter o eixo das rodas bem afinado de maneira a que a roda fique a rodar sozinha durante muito tempo, são pontos importantes que não se vêem em muitas bicicletas por aí.

 

5. Saber arrefecer e Capacete

É fundamental que o corpo possa libertar o calor durante e após o percurso, e para isso ajuda que o corpo apanhe ar fresco. Calças estreitas ou a "fralda" enfiada na cintura, impedem a circulação do ar. Que tal usar roupa mais larga, abrir os botões de cima e baixo da camisa, e dobrar para cima parte de baixo das calças? :)
O capacete tem o mesmo problema: evita a libertação de calor... será que precisas mesmo dele durante (todo) o percurso?

 

6. Pausas

Se evitas os vermelhos (usando outras ruas, ou passando-os) para não perderes balanço, experimenta parar neles. Aqueles segundos de repouso podem ser suficientes para perder calor.

 

7. Levar a bicicleta pela mão

Os automobilistas não têm vergonha de usar um transporte que chega a precisar de mais de 15min para ser estacionado, porque haverias de ter problemas em perder 1min a subir aquela rampa a pé? É algo muito frequente de ver noutras cidades, seja pela inclinação seja pelo vento contrário em alguns troços.

 

8. Evitar mochilas

As mochilas, malas e pastas impedem a circulação de ar. Usa alforges ou pendura a mochila no porta-bagagens ou no guiador.

 

9. Evitar as piores horas

Parece óbvio, mas uma hora mais cedo de manhã pode significar menos 2º e bem menos exposição solar.

 

10. Compartilha a tua dica!

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A importância do ‘Maria Bicicleta’ para… os homens e para todos nós

ricardocruz @ Bicla no Porto | 1/07/2014 às 17:36

Temas: [ artigos de fundo ] [ Ativismo ] [ bicicultura ] [ cidade ] [ cultura ] [ Maria Bicicleta ] [ Menina ] [ Mulher ] [ Pessoa ] [ Senhora ]

Quando a Laura apresentou o projeto do mariabicicleta, senti logo uma enorme empatia por ele. Talvez pelo exemplo da Miriam e do que conseguira no Saldanha, em Lisboa. Documentar a utilização urbana feminina da bicicleta é um mecanismo crucial para promover a mudança … Continuar a ler
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Telheiras pela manhã

miguelbarroso @ Lisbon Cycle Chic | 30/06/2014 às 7:33

Temas: [ Uncategorized ] [ bicicleta ] [ bicicultura ] [ ciclovia ] [ Cycle Chic ] [ girl ] [ Lisboa ]

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Bicicleta é coisa de Pobre!

Cátia Fonseca @ Costureira Ciclista | 27/06/2014 às 12:14

Temas: [ bicicultura ] [ Mitos ] [ Sustentabilidade ]

Certamente que muitos de vós já ouviu falar, e provavelmente até acompanha, a MariaBicicleta, um trabalho documental da autoria de Laura Alves (jornalista, co-autora da Gloriosa Bicicleta e, mais recentemente do Acreditar) e Vitorino Coragem(jornalista, fotógrafo e documentarista).

Ora, estava eu a ler a entrevista que a Ana Isabel Almeida (que é professora de informática) deu para a Maria Bicicleta quando...



« Os meus alunos perguntavam: 
“Mas a professora não vem de carro porquê ?” 
E eu dizia que não tinha carro. 
“Então e uma mota ?” 
Ou seja, achavam que andar de bicicleta era ser pobre »


Pois é... andar de bicicleta é sinónimo de pobreza e, todos nós sabemos que ninguém quer ser encaixado nessa categoria marginal e marginalizada a que se chama de “pobre”.

Porque ser pobre é mau. Mas pior, porque ser pobre, parece mal ... E então rodeamo-nos de coisas inúteis, para nos sentirmos menos pobres, ainda que sejam essas coisas inúteis que nos arrastam para um estilo de vida cada vez mais instável, em que os gastos são consideravelmente superiores aos ganhos e só um louco acha que sai a ganhar. No entanto, no que diz respeito à ostentação, sem dúvida que andar montado num BMW parece “menos pobre” do que andar de bicicleta e, todos sabemos que ter um bom carro é a afirmação de que se está a viver "the portuguese dream".


« Deve ser um gajo importante ! » - dirão uns.

« G’anda máquina! Aquilo custa mais que a minha casa!» - dirão outros.



E, onde quer que passe, despoletam admiração...




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Quanto ao ciclista.

É pobre.

E como é pobre, ninguém quer saber.

E como ninguém quer saber, ninguém quer ser como ele.

Porque hoje em dia, todos querem ser reconhecidos.



Voltemos então à questão dos alunos da Ana.

Ora, a rapaziada achava que “andar de bicicleta era ser pobre”.


Mas, de onde é que vem esta ideia ?

Porque é que a bicicleta surge como sinónimo de pobreza, e o carro como demonstração inequívoca de riqueza ?






Na minha opinião, a resposta é simples: a sobrevivência de ideias pré-concebidas. Os anos passaram, o mundo evoluiu, mas os preconceitos entranharam-se de tal forma no imaginário comum que, quando vemos alguém num carro topo de gama, a primeira associação que fazemos é "carro topo de gama = bom ordenado = rico". E acreditem quando vos digo que estes preconceitos já vêm de trás... 




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Se tivesse de apontar uma data ... diria algures no século XIX, altura em que surgiram os primeiros automóveis. Ora, nesta época, os automóveis não eram tão corriqueiros como actualmente e, a sua posse não estava ao alcance de qualquer um, sendo portanto um privilégio de uma elite endinheirada. Resumindo, o carro não era apenas um meio de transporte, era a materialização da ascensão capitalista e a melhor forma do seu proprietário mostrar a posição que ocupava na sociedade. Um símbolo de status social.


O que mudou ? Aparentemente nada. Continua a reinar o "mais vale parecer do que ser".

E este "culto" da aparência, continua a ser alimentado à mão, até um dia nos arrancar os braços. O carro é a ponta do icebergue. Mas, já não basta ter um bom carro.

Ilude-se quem acha que o facto de ter um carro o catapulta instantaneamente para o topo da pirâmide social. Sejamos realistas. Ter um Opel Corsa de 1990, não é o mesmo do que ter um daqueles carros que gritam " sou caro !!!! Vejam-me passar e invejem-me! ". O proprietário do Corsa continuará a ser "o pobre" (por vezes até alvo de troça por parte de alguns colegas que empenharam a mãe e o pai para comprar um carro a estrear), enquanto que o proprietário do carro caro, continuará a ser "o rico".
O status social não se altera pelo simples facto de ter um carro. Porque não basta tê-lo. Tem de ultrapassar em opulência os outros. E essa opulência é estimulada e incentivada.


Dou-vos um exemplo:
Recordam-se qual era o carro que conduziam quando estavam a ter aulas de condução ? 
Eu conduzia um Opel Corsa branco. 
Sem direcção assistida. Velho.



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Actualmente já temos escolas de condução que possuem uma frota de luxo. 


E aquelas que nos dizem que "só anda a pé quem quer". Como se o andar a pé fosse uma coisa absolutamente estapafúrdia e que não faz sentido nenhum, quando se pode andar de carro.


E assim se promove o culto do inútil, a par da crescente apatia por tudo o resto que não seja o próprio umbigo.


Mas, vivendo em plena "era da informação", em que tudo está à distância de um clique, não posso evitar ficar admirada ao ver que há jovens que vivem desfasados da realidade e optam por perpetuar o estereótipo do ciclista pobre.

Basta fazer as contas.

Um artigo publicado no site Menos Um Carro, dá conta que « A média mensal dos encargos com os automóveis em Portugal é de cerca de €370, sendo que metade dos automóveis tem gastos superiores a €290 por mês ».

Mas há mais, de acordo com o João Pimentel Ferreira, programador que desenvolveu o programa AutoCustos:

“constata-se assim que parece que se trabalha meio ano para pagar o carro. Essa é grande irracionalidade. Do ponto de vista financeiro, seria exactamente o equivalente a trabalhar apenas em part-time sem possuir um carro”


Então... porquê o ciclista pobre ? 


Fará algum sentido afirmar que, entre duas pessoas que auferem o mesmo ordenado, uma é pobre e outra é rica (ou menos pobre) apenas com base no meio de transporte que utilizam ? 


E, ainda menos sentido fará se tivermos em conta que um se desloca a custo quase 0 (porque às vezes, também o ciclista tem despesas), enquanto que o outro tem uma despesa média de 270 € mensais.


Porque raio é que se perpetua então este ciclo ?

Porque interessa.

Interessa criar uma geração desinteressada e completamente alienada do mundo real.
Uma geração que consuma desenfreadamente e sem critério.
Uma geração dependente.
Porque o consumismo gera dinheiro.


O ciclista, em contrapartida ...

Como tem um estilo de vida mais saudável, raramente está doente. 
Como pedalar é um prazer, não hesita entre uma bela pedalada e uma tarde no shopping.
Como anda na rua, acaba por recorrer ao pequeno comércio.
Como tem bicicleta, não gasta combustível. 

Claro que haverá quem insista que « o ciclista não tem carro porque não tem dinheiro para o comprar »

Mas, será que o facto de ter dinheiro implica forçosamente que compremos, sem qualquer critério, tudo o que nos é "vendido" ?

Andar de bicicleta está longe de ser sinónimo de pobreza.

É um estilo de vida.
É uma afirmação de individualidade.
É romper com a prática do consumismo desenfreado.


Ser ciclista é ser pobre ?

Pois bem...então nesse caso vou gozar a minha pobreza enquanto pedalo tranquilamente pela ciclovia. 





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Fontes:

















 






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MUD WRESTLING

Pedro Roque Oliveira @ VELOCIPEDI@ | 24/06/2014 às 14:12

Temas: [ Bicicultura ]

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Foi desta maneira, absolutamente inglória, que terminou a 14ª peregrinação a Fátima.

A chuva, extemporânea para a jornada de solstício estival, empapou a primeira camada de terreno na zona de Arneiro das Milhariças e o hardware ficou no estado que as imagens documentam impossibilitando qualquer progressão. Foi a primeira vez que não consegui terminar a peregrinação.

A segunda tentativa segue dentro de momentos.
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AS MARGENS DO INESQUECIMENTO

Pedro Roque Oliveira @ VELOCIPEDI@ | 24/06/2014 às 13:52

Temas: [ Bicicultura ]

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"Em vão os comandantes davam ordem para avançar. Em vão o chefe supremo, Décio Júnio Bruto, lhe ameaçou a desobediência com a prisão e a morte. Ninguém se movia dali, paralisado pela emoção e pelo medo. Mas Décio Júnio Bruto teve uma decisão feliz. Apeando-se do seu ginete, atravessou, lento, as águas feiticeiras, com o escudo a proteger-lhe a cabeça, a curta espada desembainhada na firmeza da mão. E, mal atingiu o areal da margem direita, vencendo o rumorejar do arvoredo, o gorjeio mavioso dos rouxinóis, começou a bradar pelos seus homens, hirtos, perfilados à sua frente, como estátuas estáticas, preferindo, de cada um deles, o nome exacto sem revelar esforço de memória. Só desta forma convenceu os seus soldados que, afinal, o rio que lhes corria aos pés não era o Lethes do esquecimento, apesar da sua beleza, apesar do seu fascínio." in Rio Lethes

Pedalando ao longo das margens do Lima, nas ecovias que em boa hora ali foram balizadas, tomamos o lugar desses legionários receosos do esquecimento. É que, perante um pedaço do paraíso diante dos nossos olhos, o maior temor é mesmo o de esquecer algo tão belo.

Este é um percurso obrigatório para qualquer ciclista que se preze. As várias ecovias ligam Ponte da Barca a Ponte de Lima e esta povoação a Refóios, na outra margem e daí a Lanheses e de novo a Ponte de Lima por uma ou outra margem. O intenso arvoredo converte-o na jornada ideal para um dia de calor a que pode, sem dificuldade, acrescentar-se uma ablução retemperadora.

Porém, que ninguém receie - perante a infinitude estética e bucólica, a jornada torna-se inolvidável.

Mais informações aqui.
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A LUSA HOLANDA

Pedro Roque Oliveira @ VELOCIPEDI@ | 24/06/2014 às 13:03

Temas: [ Bicicultura ]

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Foto daqui

A ligação de bicicleta entre Coimbra e Figueira da Foz revela-nos uma realidade orográfica digna dos Países Baixos.

A única condicionante, ao longo dos seus 50 kms. de traçado (dobrando no regresso, bem entendido), é a circunstância de Boreas se poder fazer sentir na sua plenitude atrasando ou acelerando o passo consoante nos aproximemos ou afastemos do litoral.

Trata-se de um excelente treino aeróbico a que devem juntar-se, no capítulo do lazer, a passagem no Choupal, a visão do Mondego em diversos leitos e obras hidráulicas, o Castelo de Montemor bem como arrozais imensos de um intenso verde que penetra na alma.
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