can’t miss [218] pt.euronews.com

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 20/10/2020 às 11:22

Temas: can't miss it 1 carro a menos bicicleta bike to home bike to work boas ideias ciclismo ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto ciclovia cidades coisas que vejo filme Lisboa mobilidade motivação noticia opinião outras coisas partilha Porto segurança rodoviária testemunho textos de Marcos Paulo Schlickmann video

Apenas uma minoria dos portugueses se desloca de bicicleta

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Ver video da reportagem

“Portugal tornou-se o maior produtor europeu de bicicletas em 2019, ao fabricar 2,7 milhões de unidades.

A RTE, empresa portuguesa sediada em Vila Nova de Gaia, é a maior fábrica de montagem de bicicletas da Europa. Produz cerca de 1,2 milhões de unidades por ano. Cerca de 95% são exportadas para outros países europeus, como França, Espanha, Alemanha e Polónia.

“A bicicleta em Portugal ainda é um produto muito associado ao lazer, ao desporto, e muito pouco associado ao transporte do dia-a-dia e no fundo ao apoio ao nosso quotidiano”, diz Bruno Salgado, diretor executivo da RTE.

Em Portugal, não se vê muitas bicicletas nas estradas. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, este meio de transporte foi apenas usado em cerca de 0,4% das deslocações efetuadas em 2017 nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

De acordo com o Eurostat, o carro foi o meio de transporte usado em quase 89% das deslocações terrestres em Portugal em 2017.

“Nós não temos uma infraestrutura adequada e há falta tanto de ciclovias, quanto de lugares para estacionar as bicicletas em segurança. As velocidades médias dos automóveis também são muito altas. Não há, às vezes, também muito respeito dos automobilistas. Eles não estão acostumados a ver a bicicleta”, aponta Marcos Schlickmann, membro da MUBI – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta.

Sclickmann diz que a MUBI “tem assessorado algumas câmaras municipais e conversado com muitas câmaras municipais para tentar trazer essas questões, discutir atividades junto das escolas e planos cicloviários”.

“O Porto deve acabar a primeira rede de ciclovias da cidade, com mais de 50 quilómetros até ao final deste ano, enquanto Lisboa promete ter 200 quilómetros de ciclovias até ao final de 2021″, conclui a correspondente da Euronews em Portugal, Filipa Soares.”

 

Pedalar na cidade de Braga

Victor Domingos @ Braga Ciclável

Publicado em 17/10/2020 às 8:00

Temas: Opinião acalmia de tráfego Acalmia de trânsito Acidentes associação atropelamentos Braga braga ciclável Braga Cycle Chic Braga Zero Atropelamentos BragaZeroAtropelamentos ciclovia Ciclovias manifestacao nacional pedalar Proposta de Mobilidade Sustentável proposta para uma mobilidade sustentável velocidade zeroatropelamentos


Há pouco menos de uma década, por ocasião da fundação do então blog Braga Ciclável, publiquei um breve artigo que, apesar da sua simplicidade, faria despertar muitas vozes até então pouco ouvidas. Semente de uma consciência coletiva que aguardava a oportunidade certa para germinar, florir e dar fruto. Mas, infelizmente, muito pouco mudou entretanto, e praticamente nada se constrói nesta cidade a pensar em quem se desloca de bicicleta no dia-a-dia.

Fui reler esse artigo, num momento de tristeza, depois de ter recebido, há dias, a notícia de mais um atropelamento grave na cidade de Braga. Mais um atropelamento! Um de muitos, naquelas estatísticas de todos os anos. Números que de nada valem, se deles nada procede.

Mas todos conhecemos alguém que já foi atropelado nas ruas de Braga, às vezes mesmo ao nosso lado, não é mesmo? Pode ter sido um amigo, um familiar, um vizinho… ou até mesmo alguns de nós. E amanhã pode ser a pessoa que mais estimamos neste mundo. Isto tem de mudar!

“Vamos fazer de Braga uma cidade mais amiga dos peões, das bicicletas e dos ciclistas!” — assim terminava o artigo em questão, e nessa frase sintetizava o lema que viria a presidir ao lançamento, ainda em 2012, da Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável, bem como à fundação da associação Braga Ciclável, poucos anos mais tarde, e às muitas manifestações de vários tipos que ao longo dos anos fomos realizando em torno da mobilidade responsável, saudável e sustentável na cidade de Braga.

“Em Braga, temos uma cidade com condições excecionalmente favoráveis à utilização da bicicleta como meio de transporte, mas tem faltado o empenho dos órgãos autárquicos na promoção do ciclismo urbano e na melhoria das condições de circulação para bicicletas”, afirmava eu então, e concluía, “dito de outro modo, temos uma cidade fantástica, mas está praticamente tudo por fazer em matéria de mobilidade sustentável”.

Infelizmente, continuam mais atuais do que nunca estas palavras. Braga continua a não ter uma rede ciclável, nem implantada, nem em projeto algum que esteja em vias de execução. Há somente alguns retalhos de ciclovia em projetos que alguém parece ter destinado a ficarem perpetuamente na gaveta, à espera de um período eleitoral qualquer. Mais nada!

Quem precisa de ir trabalhar de bicicleta, ou de ir para a escola, para a universidade, para as compras, para a estação de comboios… continua, passados todos estes anos, a não ter vias diretas e seguras, como deveria haver e como sabemos que é perfeitamente possível.

Em 2020, já todos sabemos das muitas vantagens da bicicleta, para quem a usa e para o resto da sociedade. Não é por acaso de que a cada ano vemos ainda mais pessoas a utilizar a bicicleta em Braga. E também não é por acaso que nos últimos anos, e em particular neste ano da pandemia, muitas cidades da Europa e de outras partes do mundo têm aproveitado para implementar mais medidas de proteção e incentivo ao uso da bicicleta, de entre as quais sobressaem geralmente as ciclovias como a face mais visível.

Então, e em Braga? Vamos continuar a olhar para o lado, enquanto a nossa cidade continua a crescer atulhada de automóveis por todo o lado, mas despida de espaços seguros para as pessoas, e sem as necessárias vias de circulação adequadas para quem anda a pé ou de bicicleta? Até quando?

 

o futuro e o presente sobre duas rodas

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 13/10/2020 às 20:50

Temas: motivação 1 carro a menos bicicleta cargo bikes ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto cidades coisas que leio crianças e bicicletas espalhando os bons exemplos mobilidade outras coisas partilha Porto testemunho

Recentemente testemunhei via a página FB: “A bicicleta como meio de transporte”, um pequeno testemunho, inspirador e motivador para quem duvida que a bicicleta é o melhor meio de transporte em qualquer cidade. Eis o postal de Romina da Costa:

“Olá! Resido no Porto e não tenho carro! Tenho duas crianças pequenas e a nossa bike de carga é o nosso principal meio de transporte. Se me verem pelo Porto ou arredores digam olá! Podem parar pra conversar 😊🙏🏼💗

Trata-se de uma mãe que pedala pela querida Imbicta numa bicicleta de carga, onde no dia-a-dia carrega o seu bem mais precioso. Sem peneiras nem preconceitos. Não tem carro e não se sente obrigada a ter, pois considera a deslocação por bicicleta como primeira opção.

Sente-se feliz, as crianças sentem-se felizes, e isso é o mais importante.

Se pedalas pelo Porto e em algum momento te cruzares com esta bela família, pois a probabilidade de isso acontecer é das mais fortes, aceita o convite da Romina, dá-lhe um olá, um sorriso e, se tiveres tempo, dois dedos de conversa.

 

então, e mudanças… não precisa?!

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 7/10/2020 às 13:49

Temas: bicicleta bike to home ciclismo ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto coisas que inventam cromos diálogos fotografia fotopedaladas outras coisas singlespeed testemunho transportes e tecnologia

Aqui, pelo Porto e arredores, temos muitos percursos “rolantes”. Há muitas subidas é claro, algumas demasiado íngremes, que as evito, mas, regra geral, a maior parte são por mim escaladas com relativa facilidade.

Eu entendo. Para qualquer ciclista que pedala para cima e para baixo, todas as mudanças que puder ter na bicicleta fazem muito jeito. Em todas as minhas bicicletas tenho um carreto e desviadores prontos para facilitar a pedalada, atendendo às vontades dos meus músculos.  

Bem, todas as minhas bicicletas excepto uma, Sua Alteza Velo Invicta, que muito tenho usado e abusado nos meus recentes comutes diários.

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Um par de semanas atrás, subia eu a Estrada da Circunvalação na minha bicicleta singlespeed. Na subidinha antes do semáforo do Hospital da CUF, atrás de uma fila de carros no ralenti, surge à minha esquerda um “estranho” ciclista montado na sua moderna bicicleta de fibra de carbono, batendo nos shifters.

Homem redondo, inclinado sobre o guiador e com um olhar grave, parecia que estava a subir uma montanha de categoria especial. Prestes a engolir um dos pulmões, e dando graças à pausa da pedalada, solta um palavrão e, desajeitadamente, solta também um pé dos pedais pousando o cleat no asfalto.

Olhando para o meu cubo traseiro, exclamou: “Old school, hein?” É fixie?”

– Não, não é fixa mas é fixe, retorqui.

“Então, essa baique é feita de aço?” “É preciso pernas, hããã?” “Bela bicicleta, mas não é pra mim!”

Depois veio mais um interrogatório de quem vangloria as novas tecnologias. Obrigado, retribuí diversas vezes.

De facto, a bicla do sujeito parecia ser daquelas último modelo, incrivelmente leve. Pelo menos, teria menos da metade do peso da minha. Seja como for, não é para o meu bolso, mas agi como se estivesse devidamente impressionado com a máquina, como aqueles viciados em gadgets, peritos no último grito tecnológico das baiques.

– A sua é daquelas com mudanças electrónicas, mas parece-me estar dessincronizada”

E, de facto, era e estava. Sem pilhas, a baique xispêtêó do sujeito mais não era que uma ostentosa singlespeed na roleta de uma qualquer mudança marada… ou pesada, na qual tivesse ficado presa.

O karma é uma coisa estranha… e lixada.

 

Se ficar o bicho come, se pedalar o bicho não pega

Rafael Remondes @ Braga Ciclável

Publicado em 2/10/2020 às 23:01

Temas: Opinião Bicicleta Ciclovias covid COVID 19 Exercício físico pandemia Saúde


Seguramente, toda a gente sentirá que a pandemia alterou imenso as nossa vidas. Ficamos fechados, confinados, durante meses e só no início de Junho pudemos aos poucos deixar a quarentena. Ainda com receios e muitas precauções, vamos saindo e retomando a pouca normalidade que é possível. Sabemos que a nossa vida normal não voltará tão cedo. O actual estado exige muitas precauções.

De tudo de mau e disruptivo que o COVID trouxe às nossas vidas, há oportunidades que nasceram e aspectos menos maus que ocorreram durante este período. O ambiente agradeceu o nosso recolhimento: as emissões de CO2 diminuíram, a qualidade dos nossos rios e mares melhorou e a acalmia do trânsito contribuiu para a redução da poluição sonora. Neste novo quotidiano, alguns perguntaram-se se não seria possível manter aquilo que foi positivo, se seria possível alterar a nossa forma de consumir, produzir e de viver para diminuirmos a nossa pegada ecológica. Neste texto foco-me numa parte, na mobilidade, nomeadamente como esta pandemia pode ser uma oportunidade para massificar o uso da bicicleta.

Com todas as precauções que tomámos no que diz respeito ao distanciamento social e sabendo dos riscos que existem por estar em espaços fechados durante várias horas, o uso dos transportes colectivos traz vários receios que são partilhados por inúmeras pessoas pelo mundo fora. Nesse sentido, numa altura em que regressamos lentamente ao trabalho, a bicicleta tem se tornado uma alternativa muito importante. Como meio de transporte individual que garante não só a distância de segurança, mas também a flexibilidade horária que um transporte colectivo não pode oferecer. E não é apenas uma questão de alternativa ao autocarro ou ao metropolitano, a bicicleta oferece também uma oportunidade para praticar exercício físico ao invés dos espaços fechados que neste momento têm uma limitação de lotação que impede que as mesmas pessoas possam usufruir deles. A OMS sugere inclusive a caminhada e o uso da bicicleta como actividades que preenchem o tempo de exercício físico diário recomendado. Para além disso, nesta altura em que estamos limitados nos ajuntamentos, nos sítios onde podemos ir com regras que temos de cumprir em espaços fechados, a bicicleta oferece um pequeno momento libertador de que podemos usufruir ao ar livre, sem máscara e respeitando todas as distâncias sem riscos de contágio.

Não é por acaso que Portugal e outros países da Europa e do Mundo têm tido um boom tão grande de venda de bicicletas. Cidades como Paris, Milão ou Berlim têm feito em tempo recorde ciclovias. Sim, algumas são precárias, mas são o que basta para incentivar uso da bicicleta. Só França investiu 20 milhões de euros para ter mais franceses a pedalar.

Seria muito interessante ver a nossa cidade com uma rede ciclável. Mesmo que sejam só simples corredores limitados por marcas pintadas na estrada. Estamos no início do ano escolar com milhares de alunos do ensino básico e secundário a circular, há uma série de preocupações de muitos pais no transporte escolar e também nos momentos de convívio que podem ter. Os intervalos estão fortemente restringidos e os alunos são obrigados a passar horas numa sala de aula. Uma rede temporária de ciclovias que pudesse ligar as principais escolas da cidade permitiria que muitas crianças e adolescentes tivessem alguns minutos ao ar livre, tivessem actividade física necessária para o seu bem-estar com o bónus de contribuir para uma diminuição brutal no trânsito automóvel que tanto mal faz à cidade.

Uma das maiores capacidades do ser humano é a capacidade que temos de nos adaptar. Adaptamo-nos a tudo e por isso sobrevivemos e evoluímos aos longo de milhões de anos. Superaremos esta pandemia seguramente, mas devemos refletir e ter imaginação para podermos sair como uma sociedade melhor. A bicicleta é uma excelente alternativa para a mobilidade, para o desporto e para a nossa própria saúde mental. Precisamos fazer uso dela.

 

can’t miss [217] alexatravels.com/cycling-portugal

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 30/09/2020 às 8:32

Temas: can't miss it Alexa bicicleta biciliteratura bora lá Portugal ciclismo ciclistas no mundo cicloturismo cidades coisas que leio coisas que vejo dar a volta esta malta tem cá um pedal!... longas pedaladas mobilidade motivação no feminino noticia outras coisas partilha pelos caminhos de Portugal randonneur testemunho turismo viagem Volta a Portugal

Quando descobri Alexa e os seus “directos” no Instagram já ela pedalava pelo interior alentejano, rumo a norte. “Boa Noite Portugal, Alexa Here…”.

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Alexa Humphreys apresenta-se como uma cidadã do mundo, humanitária e uma ávida viajante movida pela curiosidade e pelo desejo de compreender a experiência humana, “na missão de ver o máximo possível deste mundo incrível”. Trabalha como consultora na área da luta contra a fome em entidades internacionais como a Unicef, entre outras. Já viveu um pouco por todo o mundo, como na India, na Austrália, no Afeganistão, no Congo e Zâmbia. Há cerca de três anos, e depois de pedalar pela Europa, estabeleceu residência no nosso país por o considerar um “país lindo, seguro, tolerante e com pessoas afáveis”.

Apaixonada por Portugal e pelo ciclismo, prontificou-se pedalar durante o mês de Setembro pelos caminhos de Portugal, contornando-o numa viagem a solo. Ao fim de cada jornada da sua Thirty Day Cycling, Alexa foi fazendo um resumo nas redes sociais com um pequeno “jogo” que ela gosta de chamar High/Low, onde foi revelando o momento alto e o momento que ela considerou ser o mais fraquinho do seu dia de pedalada. Mais tarde foi actualizando o seu blogue pessoal com detalhadas crónicas diárias, sugestivas dicas e informações dos locais por onde foi passando, adornadas com maravilhosas fotografias desta sua viagem a pedais.

Passados que foram estes 30 dias à volta de Portugal, termina hoje a sua viagem. “The especiality here?”, a sugestão desta ciclista norte americana, qual cicerone dos caminhos de Portugal, é que abram o apetite com uma fascinante leitura carregada de inspiração, motivação para que façamos como Alexa, saíamos estrada fora no selim da nossa bicla à descoberta do que é nosso. Ao longo do horizonte azul deste país à beira-mar plantado, à descoberta dos tesouros do interior “desquecido e ostracizado”.

“Cycling counterclockwise around the country the journey begins September 1st, 2020. For one month I will cycle through sparkling cities and quaint villages; rugged forests and rolling plains. I will begin the journey south of the Tagus River, cycling south along the Atlantic coast aided by the trade winds, then cycling east along the Algarve coastline before cycling north through the interior of the country along the border of Spain. After cycling west through the northern region of the country, I will again join the Atlantic coast to cycle to my home in Lisbon.

This trip is designed to be a solo trip, but friends are welcome to join and I’m sure I will make new ones along the way. The journey won’t be easy, but I will draw upon my previous experiences having cycled across the US in 2010 and cycled along the Mediterranean in 2016.

The directory below can be used to skip to specific days. I hope you enjoy reading about my 30 days on the road!”

Podem ler as suas crónicas (Cycling Around Portugal) no seu blog pessoal: https://alexatravels.com/cycling-portugal/

Podem segui-la no Facebook em: https://www.facebook.com/alexatravelstheglobe/
e/ou no Instagram: https://instagram.com/alexatravlestheglobe?igshid=11dpx8gwa5ptl

Keep on moving Alexa.

 

fotocycle [252] vai trabalhar malandro

paulofski @ na bicicleta

Publicado em 28/09/2020 às 9:21

Temas: fotocycle 1 carro a menos bicicleta bike to work ciclismo urbano ciclistas urbanos do Porto ciclovia em tempo de férias fotografia fotopedaladas mobilidade motivação no meu percurso rotineiro pr'o trabalho o sol outras coisas Prelada singlespeed Sua Alteza

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São Victor cria Banco de Doação de Bicicletas

Braga Ciclável @ Braga Ciclável

Publicado em 22/09/2020 às 23:01

Temas: Notícias Bicicleta Braga braga ciclável European Mobility Week fundo ambiental Mário Meireles Ricardo Silva São Victor Semana Europeia da Mobilidade


A Braga Ciclável e a Junta de Freguesia de São Victor iniciaram no dia 22 de Setembro um Banco de Doação de Bicicletas, celebrando, desta forma, o Dia Europeu sem Carros e o último dia da Semana Europeia da Mobilidade.

Esta iniciativa convida as pessoas que tenham bicicletas paradas em casa, sem utilização, a dar uma nova vida às mesmas, entregando-as ao Banco de Doação de Bicicletas, que fica situado no edifício da Junta de Freguesia de S. Victor.

As bicicletas entregues serão reparadas por voluntários da Braga Ciclável e, posteriormente, serão colocadas ao serviço da Junta de Freguesia de S. Victor como incentivo à mobilidade suave em recursos partilhados. Contudo, ao abrigo de uma política social, algumas bicicletas poderão vir a ser entregues a famílias em situação de baixos recursos financeiros, sobretudo se o agregado for constituído por menores de idade.

Desta forma, a Braga Ciclável e a Junta de Freguesia não só promoverão a utilização da bicicleta na cidade, como permitirão que crianças, jovens e adultos possam usar a bicicleta, incentivando à progressiva utilização desta como meio de transporte e motivando a educação e sensibilização para a sua correta utilização.

Segundo Mário Meireles, dirigente da Braga Ciclável, este é um projeto com potencial de crescimento e que assenta, sobretudo, em duas grandes premissas: o incentivo para o uso quotidiano da bicicleta e a vertente voluntária e altruísta de participação na comunidade, promovendo melhor qualidade ambiental.

Já Ricardo Silva, Presidente da Junta de Freguesia de S. Victor, deseja que este projeto seja a alavanca para uma educação rodoviária inclusiva e que estabeleça a cooperação entre instituições e a solidariedade entre cidadãos, funcionando em rede, num exemplar projeto social de cidadania.

Este projeto insere-se numa candidatura vencedora ao Fundo Ambiental, apresentada pela Braga Ciclável e pela Junta de Freguesia de S. Victor que alcançou a pontuação máxima, demonstrando a pertinência do conjunto de ações preconizadas pela uma mobilidade mais amiga do ambiente.

 

Pedalar em sentido contrário

Eliana Freitas @ Braga Ciclável

Publicado em 18/09/2020 às 23:01

Temas: Opinião Áreas Pedonais Bicicleta Ciclovias COVID 19 Eliana Freitas infraestrutura pedalar na cidade responsabilidade


Não tenho a menor dúvida de que esta pandemia deixou e deixará marcas em todos nós. Entre as cicatrizes, umas mais profundas e outras menos, estou certa de que despertou também muitas vontades. Muito nos temos vindo a questionar sobre este ser o ponto de viragem, sobre ser a oportunidade para agarrar com todas as forças estas vontades.

Enquanto seres individuais, mas também enquanto grupo de pessoas tão diferentes, mas que tem como ponto de encontro a bicicleta, vimos esta vontade a alastrar e a contagiar ainda mais e mais as pessoas em nosso redor, neste contexto de pandemia.

Entre tantas outras coisas, este contexto ajudou-nos a perceber ainda mais a importância de modos de transporte como a bicicleta, na prevenção do contágio. Todos os dias incitamos quem de direito a responder a este desafio, a readaptar infraestruturas, a repensar os espaços e a forma como estes são usados. Criar ciclovias protegidas e aumentar o espaço pedonal, por redução do espaço do automóvel nas atuais ruas e avenidas da cidade, deverá ser o primeiro passo desta transformação.

“Portugal é o quarto no anúncio de ciclovias na Europa pós-covid”, (Jornal Público, 31/08/2020). Mas Braga não é uma das cidades referidas neste artigo. Braga não pedala claramente no mesmo sentido de Portugal e da Europa, arriscaria dizer que pedala em sentido contrário.

Mas não estamos a falar só da vontade dos Bracarenses, estamos a falar de uma necessidade, estamos a falar da última oportunidade para nos reinventarmos, pois o futuro deste planeta não depende só de ações megalómanas, mas do sentido de responsabilidade de cada um. A Covid-19 está a ser uma catástrofe a todos os níveis e também o serão as alterações climáticas, se não conseguirmos reduzir as emissões de CO2 para metade até 2030.

Investir em infraestruturas não é urgente, é obrigatório e fundamental. E os fundos existem, só falta a vontade para os aplicar.

 

Cicloturismo com Crianças: Vouga e Dão

Gonçalo Peres @ Viagens a Pedal

Publicado em 13/09/2020 às 8:25

Temas: Famílias e crianças Geral cicloturismo crianças férias multimodalidade relatos Verão viagens de bicicleta

Introdução

Na segunda quinzena de Agosto 2020, fiz mais uma aventura em bicicleta com os meus filhos (8 e 12 anos), durante 10 dias. O plano foi explorar a Ecopista do Vouga e a Ecopista do Dão, com vários desvios pelo caminho, para desfrutar de praias fluviais e outros lugares interessantes e apelativos para as crianças.

Clique na imagem para ver o percurso completo das viagens gravadas no Strava e carregadas para o Alltrails.com

Esta viagem surge no seguimento de outras aventuras no passado, que começaram com pequenas viagens de 2 ou 3 dias (exemplos aqui e aqui) e que serviram para ganhar experiência, testar equipamento, ver o que funciona, o que é preciso e o que está a mais. As minhas viagens a solo, desde 2014, também me permitiram perceber a dinâmica do tráfego rodoviário em determinadas regiões e as infraestruturas existentes para viajar de bicicleta com duas crianças.

Em Agosto de 2017 fiz uma viagem de 4 dias no centro-oeste, entre Marinha Grande e Óbidos (com amigos). Em Junho de 2018 fiz uma viagem de 6 dias pela Costa Vicentina, entre Vila do Bispo e Vila Nova de Milfontes (com amigos). Em 2019 fizemos a nossa maior viagem – 13 dias pelo Alto Minho, da qual resultou uma série de vídeos (ainda à espera de tempo para editar os últimos 4 dias…).

Em todas estas viagens utilizamos apenas as bicicletas e transportes públicos (comboio e autocarro) para nos deslocarmos. Nas primeiras viagens cheguei a levar um atrelado para o meu filho mais novo, que na altura apenas pedalava nas partes mais fáceis. As bicicletas foram acompanhando o seu crescimento e o equipamento de campismo foi estabilizando. Hoje em dia é fácil tomar a decisão de rapidamente partir em mais uma viagem. A tecnologia que temos hoje na palma das mãos, com um smartphone, também ajuda a improvisar e readaptar a viagem, diariamente, ao sabor do momento e das vontades. A nossa geografia portuguesa, com curtas distâncias entre pontos de abastecimento e de interesse, grande variedade de atrações (aldeias históricas, praias fluviais, etc.), também tornam Portugal um país com um enorme potencial para este tipo de aventuras. Numa altura em que é importante reduzirmos a nossa pegada ambiental e “desacelerarmos o ritmo”, ao mesmo tempo que as pessoas procuram proximidade com a natureza, sem a estragar, este tipo de viagens fazem cada vez mais sentido e recomendam-se. É fundamental haver um investimento sério, planeado e articulado com a ferrovia, a nível nacional e regional, em ecopistas, ecovias, assim como sinalização e acalmia de tráfego na extensa rede de estradas secundárias com pouco movimento rodoviário motorizado que existem em todo o país, que permitam tirar partido deste enorme potencial turístico sustentável. A Rede Nacional de Cicloturismo também é uma boa referência.

Uma breve descrição desta viagem

No dia 20 de Agosto de 2020 apanhámos um comboio InterCidades até Aveiro, e começámos a pedalar em direção a Sernada do Vouga, onde se inicia a Ecopista do Vouga. Também é possível apanhar um comboio regional para fazer este primeiro troço, mas preferimos pedalar. Porque eram apenas 25 kms e já tinha testado umas estradas secundárias com pouco tráfego e porque o material ferroviário que percorre este troço (e que tinha visto parado em Sernada do Vouga há uns meses) é uma antiga, “fumarenta” e ruidosa locomotiva a diesel, com as janelas cobertas de grafitti, onde até a paisagem deve ser difícil de disfrutar…  Por isso, chegados a Aveiro, mesmo a chover ligeiramente, fizėmo-nos à estrada. Tivemos de fazer três paragens para nos abrigar, quando a chuva se tornava mais intensa. Chegámos a Paradela às 20:00 e para grande sorte nossa deixaram-nos pernoitar dentro da antiga estação (deve ser o “karma” dos Warmshowers que acolhi 😉 ).

  • Dia 1: De Aveiro até Sernada do Vouga por estradas secundárias, com chuva
  • Dia 1: Km Zero da Ecopista do Vouga
  • Dia 1: Ecopista do Vouga
  • Dia 1: Ecopista do Vouga
  • Dia 1: Ecopista do Vouga
  • Dia 1: Ecopista do Vouga

[Pode clicar nas fotografias e ver em slideshow]

No segundo dia, já com sol, fomos à Praia Fluvial Quinta do Barco, onde alugámos um kayak e demos uns mergulhos. Ao final do dia ainda regressámos à ecopista e pedalámos uns quilómetros, até encontrarmos um bom local para acampar, debaixo dum telheiro num parque de merendas.

  • Dia 2: Passeio de Kayak no Rio Vouga
  • Dia 2: Praia Fluvial Quinta do Barco
  • Dia 2: Ecopista do Vouga
  • Dia 2: Ecopista do Vouga
  • Dia 2: Pernoita protegida por um telheiro num parque de merendas

No terceiro dia chegámos a S. Pedro do Sul e passámos a tarde no bonito e recente Parque Urbano das Nogueiras. Fomos também conhecer a Praia Fluvial de Pouves e acabámos a dormir na Pousada da Juventude.

  • Dia 3: Pequeno Almoço
  • Dia 3: Parque Urbano das Nogueiras
  • Dia 3: Parque Urbano das Nogueiras
  • Dia 3: Parque Urbano das Nogueiras
  • Dia 3: Tão amigos….
  • Dia 3: Praia Fluvial de Pouves

No quarto dia afastámo-nos novamente da ecopista e subimos 10 kms por tranquilas estradas municipais até ao Poço Azul, perto de Santa Cruz da Trapa. Chegámos ainda cedo e os meninos adoraram o lugar. A certa altura, estava eu junto à água e uma pessoa pergunta-me se é o meu filho que está no “local dos saltos”, a 6 metros de altura da água. Respondo que sim, mas que não acreditava que ele tivesse coragem de se atirar… Estava a falar com um outro rapaz mais velho que já tinha saltado algumas vezes e lhe explicava como fazer. Dois minutos depois o Diego salta, para minha surpresa! O resto da tarde foi passado a saltar das rochas para a água e a explorar a natureza envolvente. Até eu tive de saltar, para não ficar mal na “fotografia”… No final do dia, voltámos às bicicletas e subimos mais um pouco até ao Bioparque de Carvalhais, em pleno Parque Florestal do Pisão, onde acamparíamos as próximas duas noites.

Vídeo do Poço Azul:

  • Dia 4: A caminho do Poço Azul
  • Dia 4: Poço Azul
  • Dia 4: Poço Azul
  • Dia 4: Poço Azul
  • Dia 4: A caminho do Bioparque de Carvalhais

Começámos o quinto dia com uma atividade de Arborismo relativamente exigente. O Filipe conseguiu fazer o percurso, mas com a minha ajuda. Alguns adultos não conseguiram e estavam bastante receosos e atrapalhados! Passámos o resto do dia na piscina com um mega escorrega e uma bonita envolvente florestal de montanha. Fizemos ainda uma caminhada ao final do dia pelos Moinhos do Pisão.

  • Dia 5: Toca a acordar!
  • Dia 5: Arborismo
  • Dia 5: Piscina com escorrega
  • Dia 5: Levadas dos Moinhos do Pisão
  • Dia 5: Rotas pedestres no Parque Florestal do Pisão
  • Dia 5: Parque de Campismo do Bioparque

No sexto dia regressámos a S. Pedro do Sul onde apanhámos novamente a Ecopista do Vouga, sempre a subir suavemente até Viseu. Esta é a parte menos cuidada e mais abandonada da ecopista, principalmente entre Bodiosa e Viseu, com o antigo canal ferroviário a desaparecer por diversas vezes e a termos de circular pela estrada nacional em algumas partes. Chegados a Viseu, fomos deixar as bicicletas e alforges na Pousada da Juventude e fomos dar uma volta pelo centro histórico, onde os meninos se divertiram a subir e saltar os penedos encostados à Sé Catedral de Viseu. Apesar dos 45 kms percorridos nesse dia, maioritariamente a subir, comprova-se que a energia das crianças é muito maior do que julgamos e depende apenas da motivação adequada. A noite ainda se prolongou ao encontrarmos uma autêntica “feira popular” instalada no meio da cidade, uma “versão light” da famosa “Feira de S. Mateus”. Os carrinhos de choque, as camas elásticas e outras diversões fizeram os meninos não querer terminar o dia tão cedo!

  • Dia 6: De regresso a S. Pedro do Sul
  • Dia 6: Ecopista do Vouga em S. Pedro do Sul
  • Dia 6: Rio Vouga
  • Dia 6: Ecopista do Vouga
  • Dia 6: Catedral Sé de Viseu
  • Dia 6: Feira de S. Mateus
  • Dia 6: Parque de Diversões
  • Dia 6: Parque de Diversões
  • Dia 6: Carrinhos de Choque
  • Dia 6: Carrossel

No sétimo dia continuámos a explorar Viseu, com os seus bonitos jardins. Os meninos experimentaram uma hora e meia de patinagem na famosa pista do Palácio de Gelo. Ainda visitámos o Solar dos Peixotos, edifício recuperado e onde está instalada a Junta de Freguesia de Viseu, a convite de um dos vereadores que conhecemos na noite anterior. A Mata de Fontelo também é um lugar a não perder, para estar perto da natureza. Claro que à noite regressámos ao parque de diversões, para gáudio dos meninos!

  • Dia 7: Rua Direita, centro histórico de Viseu
  • Dia 7: Pista de Gelo
  • Dia 7: Mata do Fontelo
  • Dia 7: Mata do Fontelo
  • Dia 7: Mata do Fontelo
  • Dia 7: Pousada da Juventude de Viseu

No oitavo dia pegámos novamente nas bicicletas e começámos a descer a Ecopista do Dão, a parte mais fácil da viagem, com o seu piso de ciclovia e maioritariamente a descer suavemente na direção que levávamos. Antes do almoço já estávamos a fazer o primeiro desvio para a Praia Fluvial de Nandufe, a pouco mais de 1 km da ecopista. Ali ficaram os meninos entretidos nas brincadeiras de saltar das árvores para o rio até ao final da tarde. Por volta das 19:00, pegámos nas bicicletas – ainda remendei um furo a um dos rapazes que morava numa aldeia perto e tinha ido de bicicleta – e fomos diretamente até Tondela, à procura dum lugar para jantar. Encontrámos o Gastrófilo, que tinha exatamente o que todos gostávamos: esparguete à bolonhesa para eles e uma boa salada para mim! Nesse dia pernoitámos perto da antiga estação de Tondela.

  • Dia 8: Ecopista do Dão, Viseu com piso vermelho
  • Dia 8: Antiga Estação com café, restaurante e aluguer de bicicletas
  • Dia 8: Praia Fluvial de Nandufe
  • Dia 8: Restaurante Gastrófilo em Tondela
  • Dia 8: Mais uma pernoita por aí…

No nono dia da viagem, continuámos a descer a Ecopista do Dão, mas por poucos kms, pois havia mais uma praia fluvial para explorar. Ferreirós do Dão ficava apenas a 4 kms da ecopista, mas havia duas passagens de rios para transpor – Rio Dinha e Rio Asnes, ambos a desaguar no Dão – o que implicava algum sobe e desce. Mas valeu bem a pena. A praia fluvial é muito bonita, com uma ponte romana bem conservada e uma represa a proporcionarem um belo enquadramento paisagístico, muita área disponível, pouca gente, sombras, águas profundas para nadar à vontade e algumas rochas para os meninos se divertirem a saltar. Pelo lado negativo, o café de apoio estava fechado, bem como as casas de banho. Mas havia água potável e na vila, a 700 metros da praia o “Cantinho da Valéria” (padaria, pastelaria, pizzaria e mini-mercado) servia de abastecimento. Ali passámos o resto do dia e pernoitámos.

  • Dia 9: Ecopista do Dão, concelho de Tondela, com piso verde
  • Dia 9: Ferreirós do Dão
  • Dia 9: Praia Fluvial de Ferreirós do Dão
  • Dia 9: Praia Fluvial de Ferreirós do Dão
  • Dia 9: Pernoita na praia

No décimo e último dia da viagem ainda ali continuámos até às 17h, altura em que nos fizémos novamente às duas subidas íngremes que nos separavam da Ecopista do Dão. Percorremos tranquilamente os últimos 15 kms da ecopista, que entretanto mudava da côr verde para azul, até à estação de Santa Comba Dão, onde iríamos apanhar um comboio InterCidades de regresso a Lisboa.

  • Dia 10: Praia Fluvial de Ferreirós do Dão
  • Dia 10: Pequenas Rotas a explorar
  • Dia 10: Praia Fluvial de Ferreirós do Dão
  • Dia 10: Praia Fluvial de Ferreirós do Dão
  • Dia 10: Junção do Rio Asnes com o Rio Dão
  • Dia 10: Praia Fluvial de Ferreirós do Dão
  • Dia 10: Ecopista do Dão em verde
  • Dia 10: Ecopista do Dão em azul
  • Dia 10: Estação de Comboios de Santa Comba Dão

Infelizmente, a ecopista continua a terminar (ou começar) numa pequena subida bastante inclinada, de apenas uns 30 metros, mas com terra e pedras rolantes e no final um degrau com cerca 30 centímetros de altura de acesso à plataforma da estação, o que tornam a tarefa de empurrar uma bicicleta carregada com alforges um desafio complicado, para não falar dum atrelado. Não sei se é mais fácil subir ou descer. Não se compreende que passados tantos anos (a primeira vez que aqui passei foi em 2014) estes últimos poucos metros que fazem a ligação à estação de comboio continuem abandonados e esquecidos, sem qualquer intervenção, a contrastar com os restantes 48 kms da ecopista (descontando os inúmeros obstáculos de madeira ou metal em cada pequena intersecção). Imaginem a Auto-Estrada Lisboa-Porto acabar num caminho de terra, onde apenas passa um carro de cada vez, com uma subida de 30% de inclinação e cheia de pedras e ainda um degrau no fim com 30 cms de altura… São estas “sabotagens” e obstáculos que continuamos a ver em ecopistas, ecovias e infraestruturas que servem para turismo ou deslocações diárias em bicicleta. Claro que não as deixamos de fazer e são uma experiência altamente positiva para pessoas determinadas, flexíveis e com espírito de aventura, mas lembrem-se da analogia da “auto-estrada” que acabei de descrever 😉

Dia 10: Os últimos ou primeiros 30 metros da Ecopista do Dão são inexplicáveis…

 
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