... ou trilho verde, é um belo trilho com cerca de 65km que permite que ciclistas e peões possam passear à volta da região da cidade de Bruxelas, através dos seus inúmeros parques e paisagens protegidas.
Trata-se de um percurso maioritariamente verde, rico em diversidade de paisagens, em magníficas vistas de campo, bosques, lagos, pântanos, bairros variados e imensos, mesmo imensos parques.
Para quem, como eu gosta de desfrutar a natureza, Bruxelas não pára de surpreender. Já tinha ouvido falar da
Promenade Vert e tal, que era muito gira e coiso, mas percorrê-la como fiz no passado domingo foi uma mui agradável surpresa.
Depois de um sábado passado em casa a tratar de assuntos administrativos, em que acordei tarde - depois de uma festa na noite anterior da quase-instituição de Bruxelas,
Apéros Urbains, um conjunto de eventos no final de tarde, com música e em ambiente de parque, relva, mantas, amigos, colegas e bebidas - o domingo nasceu para mim como um dia que não podia desperdiçar.
Dia em que o Philippe ia ser corado Rei, dia da Bélgica, com festas de manhã à noite, decidi ir até ao centro dar um passou-bem ao novo Rei e depois logo via o que fazer. Como na tal festa de sexta um colega meu falou-me tão bem da
Promenade Vert fiquei com a pulga atrás da orelha e saí de casa preparado para tudo, ou seja, com algum farnel e água no alforge.
Depois de sentir o clima e perceber que não ia ter pachorra para esperar para ver uma nesga de Rei e sem companhia ou motivo para festejar alguma coisa. Decidi ir para o plano Vert. Ficam algumas fotos da festa:
Parlamento, onde o novo Rei assinava/ formalizava o acto.
Parque de Bruxelas, em frente ao Palácio Real, ao rubro.
Havia muito monarca-aficionado!
Antes das 13h segui em direcção ao Parc de Woluwé, nada perto, mas era o único local onde eu sabia que passava a Promenade Vert. Pelo caminho...
Uma salva interminável de canhões.
Ainda bem que era de "pólvora seca" pois estavam mesmo a apontar para o edifício onde trabalho (que se vê no canto inferior esquerdo da foto)
Os arcos do Parc du Cinquantenaire, onde nunca me canso de passar (por baixo) e apreciar, tal a imponência do monumento.
E assim, cerca de 12km depois de ter saído de casa, cheguei ao ponto de partida para a etapa verde, os tais 65km.
Por acaso já tinha feito esta parte (e toda a zona seguinte, nem sempre pelo trilho oficial), poucos dias depois de ter chegado a Bruxelas, numa bicicleta emprestada. Nesse dia foram 42km, numa pasteleira com os pneus meios vazios....
Daqui para a frente foram cerca de 5h e tal de passeio, com muitas paragens para apreciar, comer, beber, tirar fotos. Deixo apenas as fotos (clicar para ampliar) e um ou outro comentário, pois se fosse contar tudo o que tinha para contar, tinha que fazer dez posts e não tenho assim tanto tempo. Enjoy!
Um moinho de água a funcionar.
Um caminho demasiado apertado (esta parte era apenas pedonal, mas decidi passar de bicla)
Valeu a pena!
Primeira paragem técnica.
Sem o mapa no telefone, tive que seguir as marcações do trilho, o que foi um desafio giro.
Um simples túnel que permite que o peão e ciclista não tenha que dar "uma granda bolta". Aqui, somos gente!
Outro logo a seguir...
Um mostrador que diz a velocidade a que seguem os veículos e o valor da multa, por baixo.
No meu caso, em vez do valor da multa, agradeceu.
Uma bela estação de comboios.
Mais um exemplo da sinalização do trilho.
Aqui o trilho passa, literalmente, pelo meio de uma estação do Tram, a que se seguem uma data de túneis só para peões e ciclistas, que lhes permite atravessar uma zona densa de estradas (de que mal se apercebe)
O já conhecido Atomium, visto do Parc de Laeken.
Um pequeno parque onde entrei só para espreitar. Lindo e praticamente privado, tal o sossego.
Mais um belo parque, o Parc Roi Baudouin,
Quem não tem praia, caça com parque ;)
É comum verem-se pessoas em fato de banho por todos os parques da cidade, mesmo os mais urbanos.
Por muito selvagem que seja o parque, há sempre sacos para os donos dos animais apanharem os seus cocós.
Outra paragem para comer e apreciar o parque e o seu lago cheio de aves.
Aqui perdi o trilho (e já era pro a encontrá-lo).
Hortas urbanas informais.
Aqui, já no trilho novamente, com uns 6 ou 7km fora dele, somando distância à já grande etapa...
Outra surpresa, um parque cheio de comboios miniatura, com quilómetros de linhas, cruzamentos, estação, oficinas.
Lindo! Os meus filhos vão adorar.
Atravessamento de um bairro bem fino...
Chegada ao Bosque que já tinha conhecido no regresso de Charleroi.
Esticar as pernas... ;)
Mais um parque quase privado, com relva/praia.
A foto do dia.
Mais um belo parque infantil. Passei por dezenas, cada um mais engraçado que o outro.
Aqui, numa zona com uma densidade urbana muito grande, deu imenso gozo atravessá-la por estas veredas "escondidas", quase nem pisando nas estradas.
Volta feita!
Uma das minha zonas preferidas dos vários parques que já conheço.
Um vale perfeito e verde, sempre cheio de vida e, mesmo assim, tão calmo.
Parque Woluwé.
A 1 de Maio, três dias depois de chegar à cidade, enquanto dava uma volta de reconhecimento por parte da cidade, parei no banco que se vê do lado direito da foto para comer e lembro-me de estar a apreciar tudo isto. Hoje, passados quase três meses, ainda me surpreendo com tanta beleza natural que esta cidade tem para oferecer a quem cá vive.
FIM.