15% em 2025 – o que significa a meta de Lisboa para as bicicletas, ambiciosa ou pouco realista?

@ Bicicleta na Cidade

Publicado em 21/10/2017 às 16:55

Temas: Bicicultura Notícias e Reportagens


A Câmara Municipal de Lisboa apresentou recentemente as suas metas para tornar a capital numa cidade ciclável até 2025 e fê-lo naquele que é provavelmente o maior palco mediático global da mobilidade em bicicleta, mas também o que reúne o público mais informado e crítico.

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Slide da apresentação das metas para Lisboa durante o Velo-city 2017

Os números apresentados são expressivos e a verificarem-se nos prazos que foram anunciados representarão uma autêntica revolução para a cidade e seus habitantes. O que está em causa é a distribuição modal, que indica a percentagem de pessoas que usa cada modo de transporte disponível no sistema de uma cidade.

Em Lisboa, as bicicletas representavam em 2011 apenas 0,2% do total das deslocações pendulares (casa-trabalho) de acordo com os Censos, que são os dados oficiais mais recentes disponíveis. As metas agora anunciadas revelam que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) pretende que as bicicletas passem a representar uma fatia de 7% em 2020 e 15% em 2025.

O anúncio foi feito no passado mês de Junho durante o Velo-city 2017 em Nimega, Holanda, onde a CML esteve representada por Rita Castel’ Branco, do Departamento Municipal de Mobilidade e Transportes. Lisboa foi uma das cidades candidatas à organização da edição deste ano do Velo-city, tendo mesmo sido seleccionada como uma das três finalistas antes de perder para a cidade holandesa.

A apresentação conduzida por Rita Castel’ Branco integrou uma das sessões paralelas, intitulada “Cycling Officer’s Secrets”, onde além da divulgação das metas para os próximos 8 anos foi também avançado um dado até agora desconhecido: em 2017, Lisboa conta com 1,4% de deslocações pendulares feitas em bicicleta. A fonte em que se baseia este número não foi referida durante a apresentação e permanece incógnita, uma vez que não existe estatística oficial publicada que o sustente e esclareça qual a metodologia que foi utilizada para o obter.

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Rita Castel' Branco, CML, durante a apresentação

O que significam estes números?

A metodologia usada nos Censos de 2011, através da qual se obteve o valor de 0,2%, considera como ciclistas apenas aqueles que usam a bicicleta para percorrer a maior distância de uma deslocação, excluindo assim todos aqueles que recorrem aos transportes públicos, como o comboio, para percorrer a maior parte do seu trajecto. Um utilizador de bicicleta que opte por conjugar na sua viagem outro meio de transporte e acabe por fazer mais quilómetros dessa forma, é incluído na fatia desse modo de transporte e não na categoria dos velocípedes.

Como a bicicleta é sobretudo competitiva nas deslocações mais curtas, a metodologia usada nos Censos acaba por ser insuficiente para dar uma imagem rigorosa da repartição modal, o que leva várias cidades noutros países a recorrerem a outras fontes de dados para os complementar. No caso das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, o Instituto Nacional de Estatística lançará ainda este ano um novo inquérito à mobilidade, o IMob, que será uma oportunidade para actualizar com mais rigor os valores da distribuição modal nestas cidades.

Até agora não foi esclarecido como se chegou ao valor anunciado de 1,4% de bicicletas a circular em Lisboa em 2017, o que nos impede de saber até que ponto podemos interpretar este número e compará-lo com os 0,2% obtidos através dos Censos 2011. Se a metodologia aplicada tiver sido a mesma, este aumento significa que em 6 anos o número de ciclistas cresceu 6 vezes e, como se trata de uma repartição modal, terá também ganho quota de mercado em relação a outros modos de transporte durante esse período.

Se a metodologia adoptada tiver sido outra, o valor de 1,4% pode mesmo estar mais próximo da realidade de 2017 do que os 0,2% estavam do contexto de 2011, algo que só será possível confirmar quando forem conhecidas as opções tomadas nessa pesquisa e em que momento esse trabalho foi realizado.

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As medidas da CML divulgadas no Velo-city 2017

Outro aspecto a ter em conta é a diferença entre percentagem (número relativo) e o número absoluto de bicicletas que circulam numa cidade, porque não basta haver mais ciclistas para alterar a repartição modal – é preciso que haja mais em comparação com os outros modos de transporte. Por exemplo, sempre que há crescimento económico geram-se mais viagens diariamente, como as deslocações para o trabalho que aumentam quando a taxa de desemprego diminui (o que é uma diferença relevante entre 2011 e 2017), e isso faz com que todos os transportes tenham maior utilização.

Sendo bastante provável que o número absoluto tenha aumentado em todos os modos de transporte nos últimos 6 anos, por via do crescimento económico, a questão fulcral é então perceber em qual deles mais cresceu e como é que esse crescimento afectou a distribuição modal como um todo mas, no limite, pode dar-se o caso de haver mais ciclistas sem que haja menos automóveis a circular, menos passageiros nos transportes colectivos ou menos motas e peões.

Comparar as metas de Lisboa com outras cidades

Já os números avançados pela CML para 2020 e 2025, que pretende atingir 7% e 15% respectivamente na quota modal das bicicletas, parecem muito optimistas quando comparados com as metas de outras cidades.

Na mesma sessão em que foram apresentados estes valores, esteve também presente um representante da cidade de Nantes, França, anfitriã do Velo-city 2015. Esta cidade, cuja população da área metropolitana se assemelha à do concelho de Lisboa, tem actualmente 3% de quota modal nas bicicletas e 6% quando se considera apenas a zona central. Para 2030, o objectivo de Nantes é atingir os 12%. Ou seja, a sexta maior cidade francesa parte de um nível superior ao de Lisboa, pretende crescer de uma forma mais modesta e num prazo mais alargado do que a CML se propõe.

A European Cyclists’ Federation (ECF) disponibiliza no seu site exemplos de 70 cidades com metas já definidas para o crescimento do uso da bicicleta, o que permite situar a ambição da CML num contexto global. A metodologia de contagem poderá ser diferente em cada caso e dependerá também do investimento feito na recolha dos dados, mas são raras as cidades listadas que apresentam metas de crescimento tão grandes como Lisboa.

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Lisboa não consta da lista de 70 cidades elaborada pela ECF

Londres, que em 2011 registava 2% de bicicletas, pretende atingir 5% até 2026, o que representa 2,5 vezes mais ciclistas em 15 anos. A meta de Paris é chegar aos 15% em 2020, três vezes mais do que os 5% registados em 2015. As cidades espanholas de Granada e Málaga tinham em 2011 um valor semelhante a Lisboa – 0,4% – e querem ambas obter 15% até 2020, o que significa 37,5 vezes mais bicicletas em circulação.

Lisboa propõe-se crescer 75 vezes entre 2011 e 2025, passando de 0,2% para 15% de bicicletas. O que este crescimento significa é que, por cada um dos ciclistas contabilizados nos Censos de 2011, terá que haver 75 novos ciclistas. É basicamente transformar cada ciclista num pelotão. Se partirmos do valor de 1,4% que foi apresentado para 2017, o crescimento nos próximos 8 anos terá que ser de 10,7 novos ciclistas por cada ciclista actual.

Para que este crescimento se verifique no tempo proposto, Lisboa terá que se transformar de forma radical e contar ainda com a adesão da população a um novo meio de transporte. Estas mudanças são habitualmente lentas como prova a experiência de outras cidades, onde não bastou implementar uma rede de ciclovias, um sistema de bicicletas partilhadas e estacionamento para que se atingissem valores na ordem dos 15%. Estas medidas, que são actualmente a aposta da CML, contribuirão sem dúvida para que haja mais ciclistas na cidade, resta saber quantos serão e que modos de transporte perderão utilizadores.

 

Easily doing 68 km/h on a bike?

Unknown @ Bicycling2012

Publicado em 11/10/2017 às 15:54

Temas: bacchetta giro 20 adroit bicicleta reclinada bicicleta reclinada corta descer numa reclinada fast descent garmin 520 high speed liggende recumbent recumbent bicycle vélo couché



 

Semana da Mobilidade Tagus Park

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 21/09/2017 às 10:23

Temas:

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Há coisa de mês e meio mandei um mail ao Tagus Park a propôr que na Semana Europeia da Mobilidade fizessem algum tipo de evento na praça central com stands e empresas de bicicletas e com algumas sugestões de street food para dar vida a este espaço e sair da monotomia que este campus se tem tornado...

Caros,

Tendo em conta a atual mudança de sensibilidades na sociedade em prol de meios de mobilidade activa, sustentável, acessível e com benefícios de saúde e monetários, gostaria de sugerir que desafiassem algumas empresas para virem fazer um demo-day na reentreé após o período de férias no espaço público da praça central do Núcleo Central no Tagus Park.

A sugestão é um conjunto de empresas ligadas à mobilidade em bicicleta possam vir expôr alguns modelos e convidar os profissionais que trabalham no Tagus Park a experimentar.
Com a devida divulgação, basta um dia das 11h às 13h para apanhar a hora de almoço que é onde há mais fluxo pedonal.

Há de certeza muitas pessoas que podem um dia substituir o carro pela bicicleta e isso levaria a uma diminuição do fluxo de transito que todos os dias entupe as artérias do campus.

Algumas empresas que poderiam ser contactadas para estarem presentes num Bicycle Demo Day:
(nomes de algumas empresas e lojas)
entre muitas outras...

Seria também uma forma de demostrar dinamismo no parque de tecnologia que se encontra muito isolado e sem acesso a este tipo de comunicação/exposições.

Acrescento que para além das empresas de bicicletas, que viriam expor e permitir que as pessoas que cá trabalham e estudam pudessem ter informações e até experimentar, poderiam contactar algumas empresas de street-food para estarem presentes, como por exemplo algumas das que estão aqui mencionadas:
https://www.timeout.pt/lisboa/pt/restaurantes/as-melhores-carrinhas-de-street-food-em-lisboa

De 15 a 22 de setembro é a Semana Europeia da Mobilidade pelo que fazer algures nessa semana seria o ideal para motivar as pessoas a que mudem o chip e arrisquem a usar meios alternativos. 
(ver anexo)
https://www.apambiente.pt/index.php?ref=19&subref=138&sub2ref=168&sub3ref=173

O "Bike to work day" na Semana da Mobilidade este não está definido :(

O "cycling work day" nos USA é a 13 de setembro: https://www.cycletoworkday.org/

Fica a sugestão...

Cmpts


Hoje dia 19 de setembro em plena Semana Europeia da Mobilidade lá estava a praça a ser ocupada por aquilo que alguns ainda acham que será o futuro... quando há muito que já deveriamos estar a optar por outras soluções de mobilidade...

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Lançamento do novo modelo da Opel, ainda por cima com o conhecimento que hoje já existe, com motorizações a diesel...

Obviamente que a marca não tem culpa, está a fazer o seu negócio, mas os nossos responsáveis, sejam políticos sejam de entidades privadas, continuam com o foco errado no que concerne à mobilidade.

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Eu vou de bicicleta, mas os outros ficam ali cada um na sua latinha a espumar da boca para fazerem 500 mts em 15 a 20 minutos!!

Ás 19h00 pelos vistos estava ainda melhor! (segundo um colega meu que me enviou o print)

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Fim-de-semana livre? ‘Bora passear

Ana Pereira @ Viagens a Pedal

Publicado em 17/09/2017 às 16:54

Temas: Geral Agroal cicloescapadinhas Ourém praias fluviais viagens a pedal

Estávamos perto do final de Agosto. Fazia calor, queríamos praia mas também queríamos sair e ir a algum sítio novo. Só tínhamos dois dias. Resolvemos repetir o destino de uma ciclo-escapadinha feita um ano antes, à praia fluvial do Agroal, mas com uns twists. Em 2016 tínhamos apanhado o comboio Regional até Seiça-Ourém, e pedalado […]
 

A "Dahoninha"

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 16/08/2017 às 14:02

Temas: dobrável

Depois da Romana (a minha Lombardo Roma para os commutes), da Prazeres (a Zeus de estrada) e da biba (a minha velhinha BMX IBA transformada para a filha) temos agora na família a Dahoninha (uma dobrável para a babe passear)!

Aquisição recente, em segunda mão, mas quase nova de um senhor que muito a estimou mas que não usando preferiu vender a tê-la num canto a apanhar pó em casa.

É uma Dahon Jetstream P8, dobrável mas de roda 20. Quase nova... os pneus ainda tem os "pinos" da borracha de tão pouco que devem ter rolado.

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Há que tempos que a babe não tinha uma bina para passearmos, e como me tinha dito que via com bons olhos uma dobrável andei à procura e achei que esta seria uma boa opção pois serviria para os intuitos de passeio esporádico como também como veículo utilitário caso um dia fosse necessário.






"Ah, mas nunca ouvi falar disso das Dahon... é o quê?"
É ver aqui a história da Dahon e como revolucionou a indústria dos velocípedes dobráveis modernos...


«Founded in 1982, by inventor and physicist Dr. David Hon and his brother Henry Hon, Dahon has grown to become the world's largest manufacturer of folding bikes, with a two-thirds marketshare in 2006.»
https://en.wikipedia.org/wiki/Folding_bicycle

"Ah, mas não tens bicicletas a mais?!"

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Dormir no topo de um monte: double check!

Ana Pereira @ Viagens a Pedal

Publicado em 23/07/2017 às 0:10

Temas: campismo microaventuras relatos s24o azambuja bivaque Cartaxo Herdade da Hera

“E que tal dormir no topo de um monte?” Foi esta a pergunta para Julho pensando no nosso “year of microadventure” No início de Julho regressámos à Herdade da Hera, em Manique do Intendente, na Azambuja, para nova S24O. Mas se da outra vez levámos tenda e acampámos a meio da encosta (e apanhámos uma […]
 

Fátima "17" - A singularidade

proque @ VELOCIPEDI@

Publicado em 3/07/2017 às 17:49

Temas: Bicicultura

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A constância das incursões permite que eu possa alinhar as minha peregrinações de bicicleta a Fátima com os anos do século. Assim a 2017 correspondeu a consequente 17ª ida ao santuário.

Apesar disso nunca se poderá falar em rotina já que as coisas se operaram sempre de modo distinto. Assim a conjugação do traçado (e de pequenas variantes), condições climatéricas, companhia, ponto de partida ou duração sempre se associaram para que, cada uma destas peregrinações, fosse diferente.

As fórmulas foram diversas e houve de tudo, chuva, calor intenso, vento favorável, vento desfavorável e  acompanhantes que lograram chegar ao fim e outros que ficaram pelo caminho.

A originalidade da versão de 2017 foi a de ter sido "a solo". Nunca antes o havia tentado e ontem, o simples facto de não ter companhia, não me inibiu de tentar e cumprir mais uma peregrinação. A rotina foi idêntica: sair cedo para aproveitar a luz solar, pedalar muito, dobrar quilómetros e terras. Outra singularidade (cada vez menos) é a da quantidade de peregrinos pedestres a caminho de Fátima e de Santiago de Compostela, contei vinte. Está a ficar "de moda" e ainda bem.

Voltei a usar o troço do Trancão uma vez que tinha escutado que já por aí se circulava em condições. De facto assim é. O troço foi reparado e alargado e apenas se lamenta o facto de não ter sido consolidado com uma camada de "tout venant" que permitiria que se mantivesse capaz por mais tempo. Ainda assim com o piso seco circula-se muito bem e rápido por ali.

A solo o importante é manter-se um ritmo adequado com o rendimento e estribado na zona sustentável do esforço, isto é, nem  a mais, nem a menos. A meteorologia, no entanto e tal como se previa, condicionou a incursão: tal como em anos anteriores muito calor, sobretudo após Santarém em zona montanhosa. A juntar a tudo isto um vento constante de NE a soprar com intensidade e a exigir um maior esforço para menor rendimento na zona do Tejo. Ainda assim a primeira paragem efetuou-se apenas na Valada, 75 kms. após a saída, embora com duas barras energéticas a serem ingeridas em movimento. para tentar manter as energias nos níveis adequados.

Antes disso uma nova opção de caminho (seguindo uma proposta alternativa) que foi a de ligar a zona da central do Carregado a Azambuja utilizando o caminho a nascente da ferrovia. Trata-se de um estradão rápido junto aos arrozais. O problema, para além de alguns portões que se transpõem facilmente, é a zona de passagem pelos rios paralelos (Ota e Alenquer) e que inviabilizam esta opção. Não há ponte exceto a do caminho de ferro e que conta com a vedação derrubada mas com um grau de perigo potencial extremo já que os comboios circulam aí a velocidades muito elevadas. A solução adequada será a de tomar esse caminho mais adiante na estação de Vila Nova da Rainha e daí até Azambuja evitando a inóspita berma da N3.

A vantagem da 17.ª vez é a de já se conhecerem todas as subidas do percurso, a sua localização e a sua duração. Ainda assim o calor após Santarém, mais do que o vento que apenas condicionou até esta cidade, não deu tréguas. O primeiro teste é o da ascensão a Vale Figueira a temperatura e o brilho extremos foram uma dura prova que ainda fiz com relativa tranquilidade. A segunda é o do cabeço dos moinhos após as Milhariças que em função da inclinação e do mau piso era resolvida habitualmente apeada na sua zona mais crítica. Ontem com um piso renovado continuou a ser feita de modo apeado pois o cansaço já se fazia sentir e havia que poupar energias. Terceiro teste a forte subida após os Olhos de Água resolvida com uma breve paragem a meio para retomar o pulso e, após Monsanto, a ascensão até à Serra de Santo António efetuada com elevada penosidade e a muito custo.

Foi tempo de descansar e de descer fortemente até Minde. Aí a pressão da última subida levou-me a uma breve sesta de 15 minutos que foi providencial para ajudar a vencer o derradeiro declive e descer os quilómetros finais até Fátima com a já habitual contagem de 152 kms.

Abordar uma incursão destas a solo tem vantagens e desvantagens. Permite-nos uma melhor gestão do esforço mas, paradoxalmente, torna-a mais entediante e contribui para o impulso de desistência por acrescentar maior dificuldade mental. Esta 17ª, tendo em consideração o estado de forma, deveria ter sido uma daquelas onde o comboio até Azambuja teria sido a opção racional. Todavia, apesar de uma penosidade muito elevada (das mais elevadas de todas) nunca a desistência foi levada em linha de conta. Uma parte importante do esforço físico tem uma componente psicológica e essa dimensão é determinante para a vida.



 

De Lisboa às praias da Arrábida de bicicleta (e não só)

Ana Pereira @ Viagens a Pedal

Publicado em 19/06/2017 às 15:57

Temas: campismo microaventuras Multimodalidade relatos rotas e destinos Verão Arrábida bicycle touring cães cicloturismo Moita Montijo praias Setúbal viagens a pedal viagens de bicicleta

Era para aproveitar os feriados todos e ser uma semana de férias a pedalar pelo Norte de Portugal, apanhando 2 ou 3 ecopistas e dando um salto ao Gerês. Mas os planos sofrem alterações, e acabámos por dispôr apenas de umas 48h distribuídas por 3 dias à volta de um feriado. Então resolvemos ir de […]
 

Pela Via Verde de la Subbetica (del Aceite)

proque @ VELOCIPEDI@

Publicado em 3/05/2017 às 16:17

Temas: Bicicultura

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Castelo de Zuheros

A Via Verde de la Subbética é agora parte da grande Via Verde del Aceite que percorre 128 kms. entre as províncias de Jaén e Córdova por um traçado bem mediterrânico onde a maior mancha de olival do mundo não cessa de nos acompanhar seguindo o traçado do antigo Tren del Aceite e naquela que se tornou na maior Via Verde da Andaluzia.

Foi este o desafio proposto a mim próprio percorrendo um troço da mesma designadamente entre os kms. 100 e 65 e retorno (Lucena - Luque - Lucena) pelas serras Subbeticas e o seu Parque Natural.

Do percurso efetuado merecem um destaque os povoados de Luque, Zuheros, Doña Mencía, Cabra e Lucena todos com os seus castelos e os magníficos e impressivos viadutos metálicos que se constituem como pontos obrigatórios de paragem e contemplação.

Nota para o excelente aproveitamento turístico das antigas estações ferroviárias onde se podem encontrar desde postos de descanso a restaurantes e até um museu temático do Tren del Aceite  na estação de Cabra.

Tal era a afluência de pessoas que se encontravam cheios. Como Deus escreve sempre por linhas tortas tal facto obrigou-me a vencer a insana ascensão a Zuheros e entrar num paraíso perdido naquele que é um dos "57 pueblos mas bonitos de España". A beleza e o ambiente no local a fazerem esquecer, como que por milagre, a dolorosa ascensão.


 

Passeio de bicicleta pela ecopista de Évora

Ana Pereira @ Viagens a Pedal

Publicado em 25/04/2017 às 23:19

Temas: campismo Famílias e crianças férias Multimodalidade relatos rotas e destinos vídeos comboio crianças ecopistas Évora famílias multimodalidade viagens

Aproveitámos a pausa da Páscoa para ir dar um passeio de bicicleta pela ecopista de Évora: A equipa desta escapadinha era pequena (e boa!), 3 adultos, 2 crianças (8 e 11 anos) e 1 cão. Porquê Évora para uma ciclo-escapadinha? Queríamos ir conhecer mais uma ecopista (porque é sempre fixe, claro, e também para a incluir […]
 
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