Pelos olhos dos outros...

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 8/02/2020 às 18:26

Temas:

Apesar de a nossa capital ser grande e ter muitas pessoas, amiúde vejo nos meus caminhos caras conhecidas e gente amiga... os que como eu rolam ou nos cruzamos e acenamos ou apenas um mero cumprimento, ou às vezes acompanhamos por algumas centenas de metros em amena cavaqueira.

Como agora atravesso a cidade quase de uma ponta à outra (cada viagem são cerca de 19kms e picos, ida e volta são quase 40kms/dia) vejo muitas vezes a rolar o LCarvalho, o EduardoS, o MiguelC, o MiguelB, o RLeiria e o JLeiria, o PedroG e a Maria, o ArturL, RuiA, o HugoM e o HerculanoR, o RuiR, o JoãoB, e ex colegas de trabalho como o PauloS, ManuelC e a VerónicaF e tantos tantos outros...

Há dias um desses mega licrados de bicicleta (como eu tb sou às vezes quando vou dar umas voltas na estradeira) começa a chamar-me quando vinha na ciclovia a caminho de casa, e eu não estava a ver quem era... os anos passam! Era um ex-colega de liceu que até está na minha rede do facebook e reconheceu a Gestrudes. Foi um bom reencontro!

Outra vez passei ali noutra ciclovia e passavam muitos peões e há um que grita "Woowww, tu, heeiii..." e não liguei pois pensava que não era para mim. Mas depois gritou o meu nome... Era um grande amigo da altura da faculdade!! Também reconheceu a Gestrudes! :)

Mas desde que tenho a Gestrudes, que é vistosa, muito mais gente amiga que anda de carro ou de transportes também me vê...

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Um deles goza comigo "Hoje vi outra vez o autocarro azul a passar por mim!" ou então...

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Mas dos mais hilariantes foi este audio que recebi e ouvi só quando cheguei a casa, num dia que o trânsito estava caótico e as filas de carros eram intermináveis e recordo ter ouvido uma buzinadela no sentido contrário ao meu, mas eu ia "depressa" (a 20 kms/h praí) e não vi que era.

Clicar para ouvir: "Ca ganda vergonha pá!"

O que eu me ri com isto... ! :)

 

Mais conforto na Tern GSD : espigão de selim com amortecedor

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 19/01/2020 às 22:15

Temas:

Uma das desvantagens da Tern GSD, uma das poucas, é a falta de qualquer tipo de suspensão/amortecimento.

Apesar dos seus pneus largos que absorvem muito das vibrações, qualquer pequeno buraco ou desnível levam a um desconforto quer nos braços pela vibração do guiador quer do espigão do selim que propaga esses choques para a espinha dorsal.

Se fosse tudo ciclovia ou se fosse tudo alcatrão lisinho não tinha problemas, mas os nossos pisos não são assim tão confortáveis.

Podemos reduzir esse desconforto pelo nível de ar nos pneus, que vão desde os 2 aos 4,5 bars. Mas pneus mais vazios rolam mais lento em qualquer piso e mais cheios apesar de acelerar a viagem ficam mais duros e recebem mais das vibrações que se propagam pelo quadro e pelo ciclista.

"Inflate to the upper limit for a faster ride. And to the lower limit for a smoother ride."
https://www.ternbicycles.com/support/techtips/pump-it

Assim que andei a indagar e um dos meus parceiros destas aventuras do uso da bicicleta, o António P, já me tinha falado de uma solução que arranjou para a bicicleta dele.

Um espigão de selim com suspensão! 
Que coisa moderna...

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Com uma opinião tão positiva e depois de ver alguns videos e outras opiniões em blogs e site, resolvi comprar a ver se ajudava nestes meus quase 40 kms diários.

Decidido então mandei vir aqui deste site:
https://www.bike-discount.de/en/search?q=suntour+seatpost

Montar é extremamente simples, bastou tirar o espigão original e substituir pelo novo, ajustar a inclinação e voilá! (só tive de pedir a chave dinamométrica ao meu vizinho Paulo que é um engenhocas e tem essas cenas todas... provavelmente não era preciso mas não queria estar a estragar)


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Até vem com uma capinha para proteger, mas é mais para quem usa no BTT e cenas sem guarda-lamas.

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Apesar de funcionar os suportes do selim ficam mesmo colados à "cabeça da suspensão" do novo espigão, e parece-me que vai acontecer o que este moço reporta neste outro blog Tour On A Bike e não Touro Na Bike :)
https://www.touronabike.com/sr-suntour-sp12-ncx-suspension-seat-post-review/

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Estou desconfiado que vai desgastar dado o contato com os suportes do selim, por estarem tão perto ao fazer o amortecimento parece-me que vai roçar bastante. Se fizerem zoom à imagem la´mais em cima verão que já está a desgastar :( A ver se ajusto ao máximo que possa para tentar não roçar tanto.


Ver aqui estes videos de como isto funciona:

https://www.youtube.com/watch?v=_R2hFZqdiws

https://www.youtube.com/watch?v=G3kB4z8vAyc

Para já a experiência tem sido muito positiva! Obviamente que as vibrações no guiador continuam a sentir-se mas na coluna há uma melhoria significativa.

Com o tempo darei uma opinião mais fundamentada, mas até ver parece-me um excelente upgrade! O primeiro que fiz na Gestrudes - exceptuando o descanso central que foi uma peça oferta da marca a substituir a de origem que admitiram não ser de boa qualidade, pelo feedback dos seus clientes e pelo uso do modelo que tem apenas dois anos e pouco no mercado.

Mas dizia... até ver foi uma excelente decisão e compra!
As minhas costas e o eu do futuro agradecem estes cuidados com a saúde :)
 

A Gestrudes é a eBike do Ano

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 15/01/2020 às 9:51

Temas:

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«The Tern GSD is our cargo e-bike of the year, and also our overall winner. We’ve tested the GSD in two builds over the last two years, and one abiding feeling remains: this is the most useful and practical bike you’re ever likely to own.

The GSD is built around a long-tail frame and 20-inch wheels. The long-tail design means there’s masses of room at the back – enough for a weekly shop or two passengers – while the small wheels mean that the overall footprint of the bike is no bigger than a standard city bike. Even better than that, the GSD flips up on its end and the saddle and handlebars fold down, so it takes up barely any space at all. The ride position is highly adjustable, so anyone in the family can use it with just a few quick tweaks.

It’s easy and fun to ride – there’s no learning curve like you get with a box bike – and it’s a rare day you come across a situation or a load that the GSD won’t take in its stride. With loads of different options for carrying cargo, children and grown-ups, you can configure it exactly how you need it and it can grow with you as your family grows. 

It’s a genuine car replacement, and perfect for city living. The more expensive S00 build we tested this year is great if you’re looking for a heavy-duty workhorse, but the S10 is enough bike for nearly any situation and a grand cheaper, so that’s still our favourite one and the only bike so far to have got a full five stars.

Why it wins: It’s the most useful and practical bike you’ll ever own. Every home should have one!»

https://ebiketips.road.cc/content/news/ebiketips-e-bike-of-the-year-awards-201920-2259


Vale o que vale pois cada um avalia as coisas conforme as suas necessidades, mas fico feliz por saber que a minha escolha foi a escolha certa, aos olhos de outros que têm outros fatores em consideração e comparando com outras eBikes.

Continuo mega satisfeito com a aquisição! So far, so good!

 

A minha ex anda por aí...

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 7/01/2020 às 23:01

Temas:

Esta semana um amigo das lides do uso da bicicleta mandou-me umas fotos da minha antiga bicicleta pedalec, a Romana.

Como estão lembrados dei a Romana à troca quando comprei a Gestrudes, e não estou nada arrependido... o Miguel da BeElectric já me tinha dito que já tinha vendido a Romana a um moço algures de Lisboa.

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O dono atual até manteve o spoke card do Sexta de Bicicleta! Nível :)

...confesso que bateu uma nostalgia ao ver as fotos da minha ex-companheira.

O importante é que vai fazer feliz mais um sortudo que se desloca na cidade de modo ativo, sem poluir, sem fazer ruído e potenciando uma convivência melhor com os demais habitantes da cidade.

E para a Romana não vai nada, nada, nada? Ip, ip, urááiii!
Quem viva?! Viva a Romana!!
 

A publicidade que nos mata, sem sabermos...

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 7/01/2020 às 22:50

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Hoje apanhei um apressado que me apitou e gesticulou pq queria que eu saísse da frente para o senhor acelerar no meio da cidade para chegar primeiro ao próximo semáforo vermelho.

Devia querer que eu me esfumasse ou que eu saltasse como o Kit do Mikel Knight por cima dos carros parados na fila para virar á direita ao invés de ocupar a fila de trânsito que fluia no sentido que eu pretendia.

Esta cultura é algo enraizado e que vai demorar anos, gerações, a mudar. 

E que vejo eu a caminho do trabalho? Publicidade de uma marca automóvel a fazer alusões subtis à velocidade, à competição, aos rallies e corridas diárias...

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Mas não há quem tenha noção e acabe com este tipo de publicidade?

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Publicado originalmente no grupo de Facebook de Ciclismo Urbano onde podem ler alguns comentários interessantes, e outros nem tanto...
https://www.facebook.com/groups/ciclismourbanonoporto/permalink/2642951465759201/

 

Dicas para quem vai fazer um dia a Estrada Nacional 2

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 7/12/2019 às 18:37

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Após já muitas semanas, e antes que a memória comece a desvanecer, seguem algumas dicas da recente experiência para ajudar quem um dia queira fazer a aventura da EN2 de bicicleta.

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1. Sozinho ou em grupo?

Na minha opinião fazer a EN2 sozinho não será uma experiência agradável, a não ser que se queira fazer numa de isolamento e introspecção pessoal.

A par já será interessante para ter uma companhia, repartir os custos e até partilhar a experiência no seu todo.

Nós fizémos num grupinho de 3 e acho que foi o ideal, pois acaba por ser uma boa convivência social de apoio, confraternização e até a repartição de custos é mais simples.

Se calhar mais que 3 já seria logisticamente mais complicado gerir ritmos, vontades e alojamento... a não ser que houvesse um grande alinhamento prévio nesse grupo.

2. Duração

Cada pessoa ou grupo terá o seu ritmo, que dependerá muito da forma física e calendário disponível, pelo que o meu conselho é baseado na experiência recente desta nossa viagem.

Nós fizémos em 6 dias a rolar, mas dado que para chegar ao ponto de partida em Chaves tivémos de tirar outro dia para essa viagem acaba por ser 7 dias para este percurso.

O que aconselho, partindo de Lisboa, será que quem queira e possa tire apenas a tarde de sexta de "féria" e apanhe o autocarro para Chaves de forma a começar a viagem no Sábado seguinte e assim fazer a viagem em 8 a 9 dias a rolar, de Sábado a Domingo.

Desta forma poderão fazer a viagem de forma mais vagarosa e apreciando os cantos e recantos do interior de Portugal, fazendo até distâncias mais curtas para quem não esteja em tão boa forma física.

E assim apenas necessitar de 5 dias e meio úteis de folga do trabalho.

3. Transportes

Lisboa > Chaves : Autocarro

Nós fomos os 3 de Lisboa para Chaves pela Rede de Expressos.

Recentemente a Rede Expressos passou a cobrar pelo transporte de bicicletas (e outros equipamentos desportivos como pranchas de Surf) e eu acho isso muito bem!

Antes ficava um pouco ao critério do motoristas e de haver muita ou pouca bagagem normal se a bicicleta podia ou não embarcar no dito autocarro. Agora assim é um custo de um serviço pelo que tem meessssmo de levar a bicicleta como bagagem. O custo do bilhete da bicicleta são apenas 5€!

Convém comprar com antecedência para garantir o lugar para a bicicleta...

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"Quero fazer uma viagem com a Rede Expressos/Renex e tenho uma bicicleta para transportar. Posso viajar?
Sim, pode. O transporte de bicicletas ou pranchas de surf implica um acréscimo no preço do bilhete de 5 euros. Apenas é permitido o transporte mediante a compra prévia, exclusivamente online, mediante o pagamento da referida taxa. Dada a limitação de espaço, é permitido um total de quatro unidades, entre bicicletas e pranchas de surf, por veículo. Estas devem estar em condições de viajar sem provocar danos nas restantes bagagens ou volumes, sendo obrigatório desmontar a roda da frente, colocando-a sobre o quadro e estando o respetivo conjunto embalado numa caixa ou bolsa preparada para o transporte. Se não houver espaço para mais bicicletas no horário escolhido, a célula de seleção de viagem com bicicleta não estará disponível. Depois de adquirir o bilhete, o passageiro deve apresentar-se para embarque, com a sua bicicleta/prancha de surf, com uma antecedência mínima de 15 minutos antes da saída. Outras bagagens especiais: serão aplicáveis os mesmos preços e condições a todos aqueles equipamentos e acessórios de desporto e/ou lazer equiparáveis, similares aos descritos anteriormente e que, pelas suas dimensões e/ou características, devam ser transportados no porão do autocarro. Estas bagagens devem estar em condições de viajar sem provocar danos nas restantes bagagens ou volumes, sendo obrigatório o respetivo embalamento para o transporte."

https://www.rede-expressos.pt/faq

Faro > Lisboa : Comboio Intercidades

No nosso último dia de viagem a rolar chegámos a Faro com alguma pressa para ainda conseguirmos o regresso no Domingo, pois como país civilizado temos muito poucos comboios a ligar pontos relevantes do país.

Os comboios intercidades permitem o transporte de bicicletas, sem desmontar nem embalar, num máximo de duas por cada carruagem, o que num dia como domingo estávamos apreensivos se iriamos ou não conseguir embarcar. Felizmente chegámos a tempo e horas à estação e lá comprámos as passagens para o regresso a Lisboa. Não se paga para transportar a bicicleta, mas é preciso na compra do bilhete indicar que se pretende levar uma bicicleta para reservar o espaço da mesma.

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"O transporte de bicicletas é gratuito.

Comboios Intercidades das Linhas do Norte (Lisboa – Porto / Guimarães / Braga / Viana do Castelo), Beira Alta, Beira Baixa, Alentejo (Lisboa Oriente / Évora) e Sul

As carruagens de 2ª classe destes comboios Intercidades possuem suportes específicos para o transporte de bicicletas tradicionais, permitindo o transporte de 2 bicicletas por carruagem.

Condições particulares:

  • Apenas é permitido o transporte de uma bicicleta tradicional por passageiro;
  • O peso da bicicleta deve ser igual ou inferior a 15 kg;
  • O transporte de bicicletas está condicionado à disponibilidade dos lugares destinados a esse efeito - lugares 15 e 17 das carruagens de 2.ª classe nos comboios Intercidades da Linha do Norte (Lisboa-Porto/Guimarães/Braga/Viana do Castelo) e lugares 12 e 18 das carruagens de 2ª classe nos comboios das Linhas da Beira Alta, Beira Baixa, Alentejo (Lisboa Oriente/Évora) e Sul. No caso destes lugares já não se encontrarem disponíveis, apenas é possível transportar bicicletas se as mesmas se encontrarem dobradas ou desmontadas e acondicionadas no espaço disponível para bagagem, não sendo admitida mais do que uma bicicleta por passageiro.
  • Os suportes existentes nas carruagens não possuem cadeados."
https://www.cp.pt/passageiros/pt/informacao-cliente/informacao-util/transporte-bicicletas


4. Alojamento

Acampar versus Hóteis/Pensões/Alojamento Local

Desde o início que este grupo de jovens quarentões decidiu que não se queriam sujeitar a essas delícias e maravilhas do campismo, há quem goste e nada contra, mas não queriamos levar toda essa parafernália a pesar na bicicleta e gastar tempo a montar e desmontar a tenda todos os dias.
#CicloturismoEmHotéis era o mote... Traveling light :)

Marcações e reservas

Nesta aventura, à excepção do alojamento em Chaves que previamente reservamos online pelo Booking, todos os remanescentes alojamentos foram sendo marcados no próprio dia à medida que nos iamos aproximando da localidade que consoante o nosso ritmo definíamos como objetivo de meta.

Obviamente dado o tempo limitado que tinhamos para a travessia sabiamos mais ou menos quais seriam as etapas e os destinos diários, mas fomos ajustando os mesmos e assim sem termos os alojamentos previamente marcados estavamos mais libertos dessa obrigação de rolar para lá chegar.

Portanto o conselho que deixo é terem um macro-plano de intenções de etapas diárias e fazerem em andamento as reservas dos alojamentos quando se aproximam o suficiente para decidir a meta do dia.

Nós reservamos quase tudo via app móvel do Booking, excepto o alojamento no parque de campismo de Castro Verde que fizémos por chamada telefónica.

Hotel + Alojamento Local + Parque de Campismo

Em Chaves ficámos num pequeno e antigo hotel num quarto triplo e com pequeno-almoço, cada um pagou nem chegou a 13€... :)

Nos restantes dias fomos pernoitando em alojamento local, e pagámos entre os 50€ e os 80€, o que a dividir por três acaba por não ser nenhum exagero.

A última noite foi nos bungalows do parque de campismo de Castro Verde que são basicamente casas, não sei porque lhes chamam bungalows.

Apenas no alojamento local em Góis as bicicletas não pernoitaram connosco e ficaram numa garagem, de resto vieram sempre connosco para as casas/quartos.

Calhou pelo menos uma vez a cada um dormir na sala, sendo que eu fui o último no parque de campismo e a cama era enorme - azar, não tenho culpa de ter calhado uma boa cama na sala no último alojamento :)

Todos nós ressonávamos, pelo que dica importante: levar tampões para os ouvidos! Deu-me muito jeito...

5. Refeições

Felizmente no nosso grupinho ninguém era esquisitinho com a comida o que nos permitiu mais uma vez repartirmos as refeições principais de almoço e de jantar, diminuindo assim os custos. Como muitas vezes no interior as doses são generosas pediamos quase sempre apenas dois pratos e chegava bem para os três.

Apenas os pequenos-almoços e as refeições ligeiras que iamos consumindo ao longo do caminho eram pagas em separado pois nem todos comiamos o mesmo. Também parámos várias vezes em supermercados e afins para comprar frutas, barrinhas e líquidos.

Muitas vezes enchiamos as nossas garrafas de água em torneiras de cafés e restaurantes, infelizmente não conseguimos encher nas fontes e fontanários pois estavam quase todos secos. Recordo no entanto que bebemos sofregamente em Vila de Rei, numa das poucas fontes que encontrámos, e que jorrava uma água deliciosa ao travo.

Portugal é tem um manacial gastronómico fenomenal, os Italianos e Franceses tem a fama toda mas a nossa comida típica e regional é algo de agradar aos deuses. Deliciámo-nos opiparamente de Norte a Sul. E constatámos que os preços aumentam à medida que se desce por Portugal a baixo.

Fomos bastante constantes nas bebidas... ao almoço era sempre vinho branco, que escorrega como refresco, e à noite era tinto para dormirmos ainda melhor.

Comemos os pratos regionais e os do dia, dividindo as despesas as refeições completas oscilaram entre os 6€ (!!!) e os +-18€. E comemos como Abades! Como Reis! Como Imperadores!

(razão pela qual ao fim de tanto km e caloria queimada acabei quase com o mesmo peso com que comecei a travessia da EN2)

6. Trajeto

A EN2 é sem dúvida uma atração turística que está sub-aproveitada... diria mesmo que está muito mal aproveitada.

Está mal divulgada, apesar do push pré-eleições do atual primeiro-ministro que falou e promoveu a EN2 como foco turístico esta deveria ter muito mais foco.

Tem má sinalização, mesmo má, em Vila Real quase que entrávamos numa auto-estrada pois tem uma placa com fundo branco a apontar para a mesma entrada da auto-estrada. Há muitos troços interiores com pouca ou nenhuma sinalização, obrigando-nos várias vezes a recorrer a mapas e aos telemóveis.

Tem pouco apoio e informação, e até um suposto passaporte com os tais carimbos para validar as passagens é desmotivante (nós nem nos preocupamos com isso, as fotos e videos são prova mais que suficiente), com os locais fechados ou até não assinalados, uma série de bandeiras sobre a EN2 mas com um grafismo que mal se nota a quem passa.

Portanto o meu conselho é estudar previamente o mapa e os pontos de maior dificuldade já identificados por muitos outros peregrinos.

Uma das coisas que fizémos, e que se pudesse voltar atrás não faria, foi fazer o antigo trajeto da EN2 pela IP3 durante ali uns 4 kms... basicamente é proibido e até mais ou menos perigoso apesar de ter uma berma considerável, mas os energúmenos de carro e camiões que ali ao lado passavam faziam questão de apitar e fazer razias como que a fazer-nos pagar pela ousadia de ali circular. Neste troço depois de Santa Comba Dão tem de se fazer uns kms numa estrada alternativa que não é a EN2, é o meu conselho a quem um dia fizer o trajeto... que se lixe o traçado original, em 738 kms não são um pouco de kms que tiram o mérito!

Há muitas zonas do trajeto que são idilicas, outras nem por isso. Muitas são sossegadas e seguras, outras nem por isso. Muitas tem berma larga e bom piso, outras nem por isso.

No fim de todo trajeto o sentimento de vitória, de realização, de felicidade acaba por minimizar estes troços menos agradáveis, mas... há zonas que não é para "pessoas sensíveis". E muito menos para famílias, com crianças mais pequenas.


7. Bagagem

Esta foi a minha primeira experiência em cicloturismo e até pensava que ia demasiado leve... mas afinal até levei foram coisas a mais.

Primeiro estando nós em Portugal e não num qualquer local inóspito há sempre comércio que nos acuda quando precisamos de algo, como por exemplo protetor solar que me esqueci e depois comprei.

Levei roupa a mais que não usei, e quiça me faltou uma camisola mais quentinha.
A meio da viagem comprei mais uma tshirt, pois se durante o dia ia secando a roupa que lavava de véspera - os boxers, meias e camisola e calções almofadados, já tshirt para usar depois da viagem à noite não dava para lavar...

Levei boxers e meias que não usei pois como ia lavando e secavam facilmente com o vento ou no estendal ao sol nas paragens para almoço.

Dependendo da estação que escolherem para a viagem aconselho irem o mais leve possível.

Lista do que eu levei:
- bolsa de higiene pessoal;
- boxers e meias para X dias / 2 - ir lavando e secando;
- camisola e calção - eu levei 2 conjuntos de ciclismo leves que ia lavando alternadamente;
- calças para usar de manhã cedo quando está fresquinho, e à noite para ir jantar fora;
- camisola/casaco para usar de manhã cedo quando está fresquinha e à noite;
- capacete, dado que ia atingir velocidades e locais que não conhecia;
- chapéu, eu usei debaixo do capacete;
- óculos: escuros e outros transparentes;
- 2 conjuntos de luzes traseira e dianteira;
- impermeável: andei a carregar a semana toda e só usei quando saí do comboio em Lisboa e chovia copiosamente, safou-me nos ultimos 20 minutos da viagem!
- carregador USB com três saídas;
- cabos USB Mini e USB-C;
- dois pares de sapatilhas, umas calçadas na pedalada e outras para a noite - ms facilmente se pode levar apenas um par;
- Telemóvel;
- Relógio;
- phones: usei duas vezes na viagem mas não é algo que me agrade, ir de phones na estrada, mas dá jeito para as viagens de autocarro e comboio!

Coisas que levei mas não usei, ou podia ter abdicado:
- power bank : não usei mas convêm ter;
- chinelos : levei e só usei nos alojamentos, mas podia não ter levado;
- calções de banho : levei mas não usei;
- toalha : levei e não usei;
- coluna de som USB : não usei;
- cabos elásticos;

Não levei mas devia ter levado:
- luvas, pois de manhã estava mesmo muito frio!


...


Não é uma aventura fácil mas também não é impossível!
É uma epopeia pessoal! Só é preciso decidir ir e... ir!

Boa viagem e boas pedaladas!



Post retirado do blog da viagem na EN2: https://estradan2.blogspot.com/

 

What a bike can do, em Lisboa

Ana Pereira @ Cenas a Pedal

Publicado em 4/12/2019 às 3:40

Temas: Crianças e Famílias Lifestyle e Cultura Pedelecs e e-bikes Produtos CaP Bosch famílias longtails

O Bruno adora a sua bicicleta longtail (ou “de cauda longa”) Surly Big Dummy.

Bicycle Repair Man @ Marginal Sem Carros

Usou-a no dia-a-dia em Lisboa desde 2010 para transportar tudo e mais alguma coisa. Antes disso tinha usado, tal como eu, uma bicicleta da Decathlon, com um kit Freeradical, da Xtracycle, durante uns 3 anos.

Estante na Big Dummy

Ao longo destes 9 anos com a Big Dummy, foi experimentando e alterando muitas coisas, pelo que da montagem original já só devia estar o quadro, mesmo. 🙂 Perdi a conta aos tipos de guiador, de punhos, transmissão, pedais, pneus, eu sei lá. Foi um veículo utilitário e uma plataforma de aprendizagem contínua também. Chegou ainda a ter um kit BionX instalado durante uns anos, que depois vendemos e não substituímos. Saúde, uns quilos a menos e boa forma física foi o resultado desse aparente downgrade.

A secretária do Bruno

Este ano nasceu o Noah, e tivémos que expandir a nossa frota familiar para se adequar às novas exigências (2 adultos, 1 cão e 1 bebé). A principal aposta foi numa bakfiets compacta, a Muli, electrificada com um kit PendiX. A ideia era eu usar esta bicicleta (eléctrica) nos últimos meses de gravidez (Verão na cidade “das 7 colinas”, e depois quando o bebé nascesse, transportando-o no “ovo” dentro da caixa da bakfiets. Falarei dessa experiência e dessa bicicleta num outro post um dia destes. 🙂

Entretanto decidimos investir também numa longtail eléctrica, já a antecipar cansaço extra e bebé em constante crescimento e multiplicação de tralhas e compras, o pretexto perfeito para testarmos em Lisboa, e no nosso dia-a-dia, a Yuba Spicy Curry, pela qual nos tínhamos apaixonado no primeiro test ride que lhe fizémos, em 2017, na feira Spezi.

SPEZI 2017
SPEZI 2017

Embora a Surly Big Dummy não vá a lado nenhum por enquanto (já disse o quanto o Bruno adora aquela bicicleta?), a Yuba Spicy Curry provou bem o seu valor, e tem sido uma mais valia no nosso dia-a-dia, em particular para o Bruno, que é quem a conduz.

A roda traseira mais pequena põe a carga nos sacos e no deck mais baixa, o que é bom em termos de estabilidade. O cesto dianteiro é gigante. O motor Bosch Performance Line CX torna as subidas e o vento muito menos relevantes. Claro que os sacos são menores do que numa longtail convencional e isso limita a capacidade de carga nos sacos e assim protegida da chuva. O cesto dianteiro torna passar com a bicicleta nos pórticos da CP e arrumá-la dentro dos comboios, um bocado mais chato. E claro que o peso por vezes “pesa”, mas a rolar não. E as grelhas que expandem a base de carga do deck, são fixes.

Continua a transportar a Mutthilda atrás no cesto, agora um pouco mais baixa.

Yuba Spicy Curry & Mutthilda

Continua a acartar as compras do supermercado.

Yuba Spicy Curry cargo capacity

Não faltando as cargas mais ousadas de vez em quando, como uma Brompton em cima de uma palete. 🙂

Yuba Spicy Curry cargo capacity

O primeiro grande teste foi uma volta grande a Alfragide (desde Sapadores/Santa Apolónia). Tínhamos umas cenas do IKEA para devolver e várias cenas para trazer de lojas ali.

Primeira paragem no IKEA.

Yuba Spicy Curry cargo capacity

A seguir cenas do Leroy Merlin – que foram uns fixes e nos permitiram deixar as bicicletas carregadas dentro da loja, debaixo de olho deles. 🙂

Yuba Spicy Curry cargo capacity

Finalmente, umas coisitas rápidas da Decathlon – que não tem grandes condições de parqueamento à porta, para bicicletas. 🙁

Yuba Spicy Curry cargo capacity

Voltar para casa, por volta da meia-noite, já, foi pacífico. 🙂

Yuba Spicy Curry cargo capacity

Cerca de 1h depois estávamos em casa, de barriga cheia da pedalada!

Yuba Spicy Curry cargo capacity

E sem perder carga pelo caminho. Benditas Rok-Straps! Deve ser dos pequenos acessórios que mais recomendamos na nossa loja.

Yuba Spicy Curry cargo capacity

No final da gravidez, houve uns dias que estava mais mole por causa da barriga gigante e do calor de Agosto, e fui à boleia do Bruno até ao Centro Pré e Pós PArto, perto da Quinta das Conchas, mais de 30 min de caminho. Também deu bem para essa função. 😉

Mas o meu episódio favorito foi daquela vez em que fomos ao Horto do Campo Grande (andamos a transformar parte do logradouro da nossa casa de volta em jardim/horta) comprar flores e resolvemos comprar também uma árvore.

Trees by bike

Andar com a árvore (e as flores) nas bicicletas a pedalar pela cidade foi lindo.

Trees by bike

Não só pela reacção das pessoas com quem nos cruzávamos mas pela cena fixe de trazermos connosco a natureza, a sombra, o verde, o jardim, pelo meio da cidade “betonizada” e “automobilizada”.

Trees by bike
Trees by bike

Foi literalmente uma lufada de ar fresco e era impossível não sorrir. 😀

E chegou tudo inteiro a casa, claro.

Trees by bike

E a árvore veio trazer-nos um novo bem-estar, só de a ver ali todos os dias.

Trees by bike

As longtails são bicicletas fantásticas para qualquer família, com ou sem cão, com ou sem crianças, e tornam mais fácil viver sem carro, e muito mais giro. 😉

»» Para te ajudarmos a encontrar a melhor solução para a tua família, contacta-nos via loja@cenasapedal.com. ««

O conteúdo What a bike can do, em Lisboa aparece primeiro em Cenas a Pedal.

 

A picture is worth a thousand words...

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 19/11/2019 às 22:55

Temas:

In this case some picture of my first thousand kilometers on my #Gestrudes!

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Köln, Kölle, Cologne, Colónia

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 9/11/2019 às 20:35

Temas:

Já tinhamos planeado uma visita europeia para passear com a filha há muitos meses, para ter acesso a preços mais baratos dos voos comprámos os bilhetes com muita antecedência. Desta vez optámos por ir finalmente conhecer a Alemanha, o suposto motor da economia europeia! E escolhemos ir visitar Colónia, a 4.ª maior cidade da Alemanha com cerca de 1 milhão de habitantes.

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Esta que foi uma das cidades mais destruídas na 2.ª Guerra Mundial pelos ataques dos Aliados que dizimaram cerca de 70% da mesma... há fotografias da época que mostram a destruição e depois todo o esforço em levantar do chão esta polis.

A TAP trocou-nos as voltas e mudou o horário do voo de ida que quase nos fez desistir, pois era para ser às 7h da manhã e passou para as 15h, o que acaba por fazer perder quase um dia inteiro da estadia... mas como era um fim-de-semana prolongado com o feriado de dia 1 de Novembro lá nos conformámos e fomos à mesma. Sexta às 15h saímos de Lisboa e chegámos às 22h locais no regresso no Domingo, deu um fim-de-semana para conhecer a cidade, a cultura e a gastronomia de forma quanto baste.

Chegámos ao final da tarde mas já a ficar escuro e noite, do aeroporto de comboio a Colónia é rápido, cerca de 20 a 30 minutos. A lingua é um obstáculo mas toda a gente fala inglês e há muita sinalética e legendas em inglês para facilitar a babilónia de gente que por ali passa, ao fim ao cabo é um aeroporto e terminais de comboios onde circula muita gente de várias geografias.

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Os transportes públicos são bastante acessíveis em termos de custos e pareceram bastante eficientes.
Compramos os bilhetes na máquina automática e não houve em lado nenhum qualquer controlo, fosse de passagens fosse de fiscais. É como um ex-colega de trabalho me contou em tempos quando foi a um país nórdico e também estranhou não haver controlo nenhum dos acessos aos transportes e quando comentou com os colegas de lá eles responderam: "Mas se estavas no comboio tinhas de ter bilhete, senão não podias estar", "Não podia estar? Então quem controla?", "Ninguém, tu é que se queres usar o comboio tens de comprar bilhete, tu é que controlas...", "Aaahhhhh..." - são outras mentalidades.

Ficámos num hotel Tryp já com alguns anos e cuja decoração era datada, mas em muito boas condições e bastante confortável. A primeira noite dormi como há muito não dormia, e a babe disse o mesmo! Almofada, cama, edredão, temperatura, silêncio e sossego... muito bom! Ficou por uns 100€ por noite para os três sem pequeno-almoço. O staff todo muito simpático e prestável. O hotel era tipo a uns 200 metros da estação de comboio e a 300 da mega Catedral.

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Ficámos logo com uma informação importante, pois o estado do tempo é algo que pode influenciar uma estadia tão curta... mas tivémos muita sorte, pois praticamente não choveu nos dias que por lá passeámos. Estava fresco, mas nada de especial, vi muita gente de manga curta na rua durante os dias seguintes!

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Depois de nos instalarmos fomos em busca de restaurante para jantar e deambulámos um pouco à procura, nas ruas que são muito mais escuras e mal iluminadas que as nossas, estranhamente escuras...

Foi quando nos deparámos então com a magnificência da catedral, a Dom. Cuja construção remota ao Séc. XII. É assombrosa de grande, magnifica, o estigo gótico e as suas formas, rasgos e tonalidades, arquitetura de encantar... Não sou religioso, mas sei admirar a obra do homem aos seus deuses. Está é de tirar o fôlego e fazer-nos sentir mesmo infimos.

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Lá fomos jantar a um típico restaurante e comer as suas famosas iguarias... sem querer acabámos por ir a um local com muito boa pontuação lá no equivalente ao "Zomato" deles, o Lederer.

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Comemos um mix que nos permitiu provar várias especialidades distintas e experimentamos as famosas cervejas deles, um tipo de cerveja entenda-se e não uma marca. As tais de Kosch. Bebem-se bem mas não são assim nada de especial...

Dali fomos dar uma volta à volta da catedral, onde nos deslumbrámos com a sua grandeza. Fomos depois beber mais um copo ali perto num restaurante/bar muito bonito. Aliás, a grande maioria dos restaurantes, bares, pastelarias, lojas, eram todas de um requinte imenso... espaços muito bem decorados e convidativos.

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As fotos não fazem jus ao local, que estava também marcado com muita História e estórias nas paredes com fotos e quadros da cidade, o Wartesaal am Dom. Onde bebemos outra Kosch. Bebem-se bem mas não são assim nada de especial...

Depois de uma noite espetacularmente bem dormida, na paz da catedral e no silêncio do centro da cidade, que pouco ou nenhum trânsito automóvel tinha, lá despertámos em busca do nosso pequeno almoço que não tinhamos no hotel pois optámos por não pagar esse extra. Logo ali na estação a 200 metros haviam vários locais de lanches, cafetarias e afins... optámos por um que estava sempre cheio mas que era eficiente a despachar os clientes, com parte da oferta a ser automatizada por máquinas e um leque variado de comidas e bebidas.

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A filha provou pela primeira vez um Capri-Sun. Adorou tanto que no dia seguinte pediu o mesmo para o pequeno-almoço!

Dali fomos direitinhos à Catedral... para visitar não se paga, apenas se paga para subir às torres, neste caso só se pode subir a uma, a outra está em obras.

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É uma catedral, é grande, é enorme, é irem lá visitar!

Depois então fomos de subir à torre que se faz por uma entrada lateral, onde temos de subir, subir, subir... por escadas em caracol, onde as pessoas se apertam pois é também por onde se desce. Depois temos vários patamares e já no cimo para subir mesmo à torre a escada já é de metal e num só sentido.

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(ficou tremido, mas é para se ver os vários patamares)

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(e o tamanho deste sino? dasseee)

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A imponência da catedral de dia ainda é maior!

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Deambulámos a conhecer o centro, a zona histórica que foi reconstruída, as zonas comerciais e turísticas que estavam cheias de estrangeiros, alguns tugas, brasileiros, ingleses, alemães, holandeses, belgas e romenos, mas aos magotes de espanhóis muitos mais ainda italianos. Curiosamente poucos franceses.

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Fomos depois almoçar a mais um local icónico, pelo menos pelas critícas, pelos guias e até pela unica pessoa que conheço que vive em Colónia e também mencionou este restaurante como um ponto interessante para comer e beber. O restaurante cervejaria Pfaffen.


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Bebemos mais outras Kosch. Bebem-se bem mas não são assim nada de especial...

Foi a melhor refeição para mim, muito saborosa, quantidade e qualidade a bom nível, serviço bom, local bom, cheio de alemães e não só estrangeirada de turistas (essa corja!) e não foi caro para a refeição.

Depois fomos desmoer a comida e caminhámos ao largo do Reno, passámos pelo Museu do Chocolate mas estava com filas enormes pelo que deixámos para o dia seguinte.

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Atravessámos uma das muitas pontes e fomos dar a uma feira temporária com imensas atrações, a filha queria ir a tudo por isso acabámos por ir à maior de todas... à roda gigante!

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(lá no topo estava fresquinho...)

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Valeu bem a pena... demos seis voltas e como felizmente não chovia deu para aproveitar as vistas.

Dali sempre pelas margens do Reno fomos dar a outra atração da cidade, um edifício moderno de escritórios (ou quiçá habitação mas penso que deveria ser mesmo escritórios) onde o arquiteto deve ter sugerido uma área pública de acesso pago para ver as vistas... em Lisboa por exemplo via bem isso ter sido feito nas torres do Centro Comercial Vasco da Gama mas pronto, vistas curtas.

Dizia então que fomos ver o Cologne View (ou Panorama)...

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Estava uma fila de dezenas e dezenas de pessoas e apenas um funcionário, aquilo deve render mas render. A fila para os bilhetes era grande, a fila para subir no único elevador era grande e demorada, a fila depois para descer nesse mesmo único elevador era também grande e demorada...

Nesta atração aconteceu uma cena "engraçada", na nossa frente na fila estavam três moças turistas de mochilas de viagem às costas e que percebendo a dinâmica da coisa acharam que deviam poupar os 3€ do bilhete e a modos que fintaram o único funcionário que era quem estava a vender os bilhetes e receber dos visitantes. Ora como tal como nos transportes não havia nem torniquetes nem fiscais as moças decidiram dar o golpe... adivinham que nacionalidade eram? Exacto... espanholas!

Dali seguimos para a famosa ponte que desemboca na catedral e no museu contíguo e que é famosa por ser onde os amantes deixam fechados com cadeados as juras de amor. A Hohenzollern Bridge, a ponte dos amantes.

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(cadeados de bicicleta, o meu é maior que o teu!)

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(o outro lado da ponte também tem cadeados, mas bem menos que este lado)

Curiosamente o momento onde as nuvens negras se abriram e deixaram rasgar os raios de sol que iluminaram a nossa travessia de ponta a ponta.

Seguimos para um lanche rápido numa chocolataria e depois tentámos ir ao Museu do Farina, um dos responsáveis pelos perfumes e que ainda hoje denominamos de "Água de Colónia".

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Infelizmente pela hora tardia ficámos pela loja do Museu pois era a noite dos museus na cidade e com um bilhete de 20€ podia-se visitar vários museus nessa noite, mas estava dedicado a quem comprava esse tipo de bilhete. No dia seguinte o museu estava fechado... bolas!
Ficámos pelos cheirinhos da loja e pronto...

Enquanto não era hora de jantar fomos beber mais um copo algures nas praças que fervilhavam de vida, não só turistas que eram muitos mas alguns locals.

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Bebemos outras marcas de Kosch. Bebem-se bem mas não são assim nada de especial...

A filha queria algo mais normal para jantar pelo que fomos a um italiano, La Tagliatella. O sítio era muito agradável e bonito, como aliás todos onde fomos, tudo muito bem decorado e apelativo, já a comida era mais ou menos.

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Bebemos ainda mais outra marca de Kosch. Bebem-se bem mas não são assim nada de especial...

As esplanadas estão sempre cheias, mesmo com o frio e com alguma chuva "molha-tolos" lá estão eles firmes na espalanada debaixo dos toldos a confraternizar e a beber.

Hotel, caminha e ó-ó para o dia seguinte, que seria o derradeiro antes de voltar a casa.

Acordámos cedo e fomos ao mesmo local tomar o pequeno-almoço, na estação de comboios e de caminho para as atrações que queriamos ver/fazer... o Museu do Chocolate. Deixámos as malas no hotel logo depois do check-out de manhã, serviço impecável no hotel.

Museu do Chocolate... muito giro!

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Daqui fomos dar mais uma volta pelas margens do Reno a tentar ver se havia barcos para mini-viagens mas parece que acabam todos em outubro, ohhhhh.

Acabámos por ir almoçar a um sítio muito engraçado e bonito mas a comida não ficou à altura, foi a pior refeição e não deixa memória.

Bebemos as nossas últimas Kosch. Bebem-se bem mas não são assim nada de especial...

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Algo que aconteceu nestes vários dias é que as idas aos WC's nos vários restaurantes tinham sempre uma senhora da limpeza a pedir uma contribuição à porta das mesmas, várias vezes deixei moedas de 1€ e 50ct, pois se era costume e normal e mais a mais que os WC's estavam verdadeiramente impecáveis de aseio e limpeza.
Ser liberal é isto, ver uma oportunidade de negócio e fazer por ela! #ÉsLiberalENãoSabias?!
Cá no retângulo se fizessem isto caia o Carmo e a Trindade, a malta não quer WC's limpos a pagar, quer de graça!

Daqui fomos visitar uma igreja que havia sido toda ela destruída e depois reconstruída após a 2.ª Guerra Mundial, e onde na reconstrução descobriram ruínas Romanas. Igreja de Saint Martin.

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Daqui calcorreámos mais umas ruelas e até serem horas de ir buscar as malas e rumar ao aeroporto fomos passar o resto da tarde ao espetacular Museu Ludwig mesmo ao lado da catedral.

Visitámos uma (ou seriam várias) exposição temporária e depois o acervo do museu com muita arte moderna, pop art, cubismo, surrealismo, dadaísmo, minimalismo, etc... Muito muito muito muito bom! Merece horas e horas para deleite e apreciação de cada peça, escultura, quadro... mesmo muito muito bom!

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Cliquem aqui para verem um resumo Best of da coleção permanente... https://www.museum-ludwig.de/en/museum/collection/best-of.html

MUITO MUITO BOM!

Daqui fomos a uma outra bela pastelaria/café tomar um cholate quente como o estado do tempo exigia e que ficava ao lado do único local com raizes portuguesas que encontrámos na cidade inteira.

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Fomos para o hotel logo ali ao lado e com as malas apanhámos o comboio para o aeroporto e de volta a Lisboa.

Vale a pena! Fique fã! Cidade muito agradável, não estava muito frio, muitas atrações, e mais haveria para ver nos subúrbios e redondezas tempo houvesse para explorar. Segundo o meu amigo que lá vive, trabalha e desfruta é uma cidade com uma excelente qualidade de vida...

O ponto mais negativo, se assim posso dizer, foi que, a par de Edimburgo que é outra cidade fria e chuvosa, o local onde vi mais sem-abrigos e pedintes. Bastantes mesmo.



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Sobre mobilidade e como tenho algum interesse no tema, o que deu para percepcionar é que ao contrário do que sempre ouvi dizer das infraestruturas na Alemanha não vi ciclovias em cima dos passeios, vi uma rede pedonal, de transportes públicos e de bicicletas bastante boa.

Tal como em muitos países do centro e norte da europa a chuva não trava as pessoas de usar bicicletas seja para o dia a dia seja para lazer.

Existe infraestrura, calhas para as escadas, ciclovias, parqueamentos, acalmia de trânsito...

Revejam as fotos anteriores e nelas constatem as muitas bicicletas dissimiladas e os poucos veículos motorizados privados no centro da cidade... as pessoas aqui tem espaço e respiram segurança.

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Ainda há Zundapps?!



Mais info na Wikipedia:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B4nia_(Alemanha)
 

Zoom out...

@ Eu e as minhas bicicletas

Publicado em 21/09/2019 às 18:50

Temas: cargo bike tern GSD

Riding #Gestrudes my #TernGSD bike after my kid school drop off, with a view to beautiful Lisbon Tagus river south bay. 

Misty morning hiding the "Freedom" Bridge (Ponte 25 de Abril Bridge).

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My commute powers my day!
 
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